Barreiras descumpre Lei de Saneamento ao pavimentar sem rede de esgoto e drenagem para águas pluviais

Imagem da Web: alagamento em Barreiras – 21/10/2024

Município realiza é reincidente em obras de asfaltamento sem integrar infraestrutura de saneamento básico, em desacordo com a Lei nº 11.445/2007, colocando saúde pública e meio ambiente em risco

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O município de Barreiras, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) com 170.667 habitantes, tem realizado sistematicamente obras de pavimentação asfáltica sem a instalação prévia de redes de saneamento básico, em descumprimento à Lei nº 11.445/2007. A legislação exige que o saneamento básico seja integrado às outras infraestruturas urbanas, como o abastecimento de água e drenagem de águas pluviais. Assim, obras de asfaltamento devem ser planejadas em conjunto com essas redes para garantir uma urbanização sustentável.

O artigo 2º da lei estabelece esse princípio de integração:

“Art. 2º – Os serviços públicos de saneamento básico serão prestados com base nos seguintes princípios fundamentais:

I – universalização do acesso;

II – integralidade, compreendida como a articulação das diferentes atividades, componentes e infraestruturas de cada um dos serviços de saneamento básico, que propicie à população o acesso em conformidade com suas necessidades e maximização da eficácia das ações e dos resultados;”

A falta de articulação entre as infraestruturas, ao pavimentar sem saneamento, compromete o sistema urbano, provocando problemas como alagamentos e contaminação do solo, além de elevar o risco de doenças devido à falta de esgotamento adequado.

O artigo 3º reforça a necessidade de um planejamento integrado para garantir eficiência e sustentabilidade:

“Art. 3º – Os serviços públicos de saneamento básico serão organizados de forma a garantir a eficiência e sustentabilidade econômica e ambiental, observado o controle social e as normas de saúde pública e meio ambiente.”

Sem esse planejamento, o asfaltamento isolado representa uma gestão ineficiente, já que a correção posterior, com a instalação de redes de esgoto e drenagem, exige que o asfalto seja quebrado, gerando custos adicionais. Isso duplica os gastos públicos e amplia o tempo de execução das obras, prejudicando o trânsito e o cotidiano dos moradores.

Além disso, a falta de drenagem adequada eleva o risco de alagamentos durante períodos de chuva intensa, resultando em enchentes que danificam o asfalto e inundam residências e comércios. Essas enchentes também podem causar deslizamentos de terra e erosão em áreas vulneráveis, trazendo prejuízos significativos para a população.

A ausência de saneamento também facilita a contaminação de lençóis freáticos e rios próximos, comprometendo a qualidade da água e agravando problemas ambientais.

O artigo 50 da lei prevê penalidades para a prestação inadequada de serviços de saneamento:

“Art. 50 – A prestação de serviços públicos de saneamento básico em desacordo com as normas regulamentares sujeitará os responsáveis às penalidades previstas em regulamento, sem prejuízo da aplicação de sanções previstas em outras normas legais.”

Embora Barreiras ainda não tenha sido penalizada, a continuidade dessas práticas pode levar a ações de órgãos de controle, como o Ministério Público ou agências reguladoras, que podem aplicar multas, medidas administrativas ou ações judiciais.

O descumprimento da Lei nº 11.445/2007 por Barreiras, que excede os 100 mil habitantes – população para a qual a lei exige rigor no cumprimento de suas diretrizes – coloca em risco o planejamento urbano e a eficiência da gestão pública, além de comprometer a qualidade de vida da população e o meio ambiente.

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Enchentes e obras precárias evidenciam descaso com infraestrutura em Barreiras

Alagamentos e risco de deslizamentos aumentam tensão na cidade; moradores sofrem com prejuízos e temem tragédias maiores com a chegada de mais chuvas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – As chuvas que atingiram Barreiras nos últimos dias voltaram a expor os graves problemas estruturais da cidade, já tão conhecida por suas inundações recorrentes. Alagamentos e prejuízos têm se tornado um cenário comum, resultado direto da falta de manutenção nas bocas de lobo e da ausência de limpeza nos córregos. O resultado é sempre o mesmo: casas alagadas, transtornos para a população e a sensação de impotência diante do descaso das autoridades. A tragédia, já anunciada, segue sem soluções concretas.

Na segunda-feira, 21 de outubro de 2024, uma chuva de poucas horas foi suficiente para transformar as ruas da cidade em verdadeiros rios, especialmente em áreas mais baixas, como o cais próximo à ponte Ciro Pedrosa. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram ruas alagadas e moradores perdendo seus pertences, em uma situação que se repete ano após ano. Bairros como Santa Luzia são emblemáticos nesse cenário de caos: o sistema de drenagem, já deficiente, não consegue conter o volume de água, levando a mais uma série de casas alagadas.

Além dos alagamentos, um outro motivo de grande preocupação se destacou recentemente: as obras mal planejadas e executadas. Conforme noticiado pelo Portal Caso de Política, uma leve chuva na noite de terça-feira, 15 de outubro, expôs falhas graves na construção da Avenida Enock Ismael, localizada na Serra do Mimo. O aterro de terraplenagem feito para sustentar a nova via começou a ceder, ameaçando as casas próximas. Vídeos gravados por moradores registraram o deslizamento de terra em direção às residências, expondo a fragilidade da obra mesmo sob pouca chuva.

A falta de qualidade no material utilizado para o aterro é um dos principais pontos criticados. O solo, aparentemente inadequado para compactação, é vulnerável à erosão, agravando o risco de deslizamentos. Além disso, a remoção da vegetação natural na área da obra fez com que a água da chuva corra diretamente sobre o asfalto, acelerando o desgaste e aumentando os riscos para as moradias localizadas nas áreas mais baixas. A situação é alarmante, considerando que uma chuva mais intensa pode levar a um desastre de proporções maiores.

Outro aspecto que agrava a situação é o sistema de drenagem inadequado. A instalação de tubos de pequeno diâmetro para escoamento da água revela que o projeto não considerou o volume significativo que desce da serra, o que potencializa o risco de alagamentos e erosões. Mesmo com intervenções recentes na infraestrutura da cidade, como os investimentos em asfaltamento, problemas de drenagem continuam a afetar seriamente Barreiras.

A obra da Avenida Enock Ismael, embora tenha como objetivo desafogar o trânsito na região, vem sendo alvo de críticas não apenas pela execução apressada, mas também pelos impactos ambientais e riscos à segurança dos moradores. Especialistas sugerem que, se não houver correções urgentes, os problemas estruturais podem resultar em tragédias na próxima temporada de chuvas. A remoção da vegetação e a má qualidade do solo compactado colocam as áreas residenciais abaixo da via em risco iminente de deslizamento.

Enquanto isso, a população de Barreiras, ciente das dificuldades históricas que a cidade enfrenta com a chegada das chuvas, aguarda soluções definitivas. A administração de Zito Barbosa tem investido em melhorias, mas a drenagem urbana continua a ser um ponto vulnerável. O próximo prefeito, Otoniel Teixeira, terá o desafio de resolver esse impasse e interromper o ciclo de tragédias. Se nenhuma ação concreta for tomada, o medo é que os alagamentos, deslizamentos e perdas materiais se agravem, colocando em risco não apenas o patrimônio, mas também a vida dos barreirenses.

Com a temporada de chuvas se aproximando, Barreiras permanece em alerta máximo.

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Bahia ganha destaque no agronegócio nacional com seis municípios entre os maiores produtores

São Desidério e Formosa do Rio Preto impulsionam o oeste baiano

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Dados do IBGE, divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que seis municípios da Bahia estão entre os 100 maiores produtores agrícolas do Brasil em 2023. São Desidério, na segunda posição, lidera o grupo baiano com R$ 7,8 bilhões em valor de produção, enquanto Formosa do Rio Preto, em sétimo, contribuiu com R$ 5,7 bilhões. Esses municípios somam, ao todo, R$ 23,1 bilhões, representando 2,9% do valor total da produção agrícola do país, que alcançou R$ 814,5 bilhões.

Além de São Desidério e Formosa do Rio Preto, Barreiras (25º), Luís Eduardo Magalhães (32º), Riachão das Neves (48º) e Jaborandi (62º) também figuram entre os maiores produtores, reforçando a importância do oeste baiano no cenário do agronegócio nacional.

A Bahia se destaca especialmente na produção de algodão e soja. São Desidério é responsável por 9,7% do valor total da produção de algodão no Brasil, enquanto Formosa do Rio Preto participa com 1,2% do valor da soja produzida. Essas duas culturas, junto a outras como milho e cana-de-açúcar, são pilares da economia agrícola baiana.

Em nível nacional, a produção agrícola de 2023 alcançou R$ 814,5 bilhões, e os 100 maiores municípios concentraram 31,9% desse valor, somando R$ 260 bilhões. A Bahia, com seus seis municípios no ranking, reafirma seu papel estratégico no agronegócio brasileiro, especialmente na região oeste, que se consolida como um polo de modernização e expansão agrícola.

A diversidade de culturas e o aumento da produtividade demonstram o crescimento sustentável da Bahia no setor, fortalecendo sua posição no mercado agrícola brasileiro.

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INMET emite Alerta Amarelo de chuvas intensas para Barreiras

Precipitações de até 50 mm por dia e ventos de 60 km/h estão previstos; população deve estar atenta aos riscos moderados de alagamentos e descargas elétricas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um Alerta Amarelo para chuvas intensas em Barreiras, válido a partir das 10h desta quarta-feira (16/10/2024). O aviso prevê chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm por dia, além de ventos intensos, que podem atingir entre 40 e 60 km/h. Embora o alerta indique baixo risco de cortes de energia, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas, é importante que a população esteja atenta às condições meteorológicas nos próximos dias.

O Alerta Amarelo para chuvas intensas é uma classificação que indica condições climáticas adversas, com risco moderado para atividades cotidianas. Chuvas nessa intensidade, apesar de não serem consideradas extremamente perigosas, podem causar transtornos como pequenos alagamentos em áreas urbanas, quedas de árvores e possíveis interrupções no fornecimento de energia. Além disso, ventos fortes podem comprometer a segurança de estruturas mais frágeis e aumentar o risco de acidentes.

O INMET orienta que, durante o período de vigência do alerta, moradores evitem áreas propensas a inundações, como margens de rios e encostas, e redobrem os cuidados ao dirigir em estradas com visibilidade reduzida e pista molhada. É também importante evitar o uso de aparelhos eletrônicos conectados à rede elétrica durante tempestades, para reduzir o risco de choque em caso de descargas elétricas.

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VÍDEO: Chuva fraca expõe fragilidades em obra da Avenida Enock Ismael, em Barreiras

Após leve precipitação, aterro cede e ameaça casas; moradores e técnicos apontam riscos e falhas estruturais

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Uma leve chuva na noite desta terça-feira (15/10) expôs sérios problemas na obra da Avenida Enock Ismael, localizada na Serra do Mimo, em Barreiras. O aterro de terraplenagem, feito para sustentar a nova via, começou a ceder, ameaçando as casas próximas. Moradores registraram o momento em vídeo, mostrando o deslizamento de terra em direção às residências. As imagens, enviadas ao Portal Caso de Política, revelam a gravidade da situação, mesmo com a pouca chuva.

“Nem choveu direito e o aterro já está cedendo! Fizeram isso só por causa da política”, desabafa um morador no vídeo.

A obra, já criticada anteriormente, recebeu novas denúncias de problemas estruturais. Dias antes, um técnico da área de engenharia, que preferiu não se identificar, havia visitado o local e alertado sobre o uso inadequado de material no aterro. Ele destacou que o solo utilizado “não dá liga” e não serve para compactação adequada, sendo extremamente vulnerável à erosão.

De acordo com o técnico da área que conversou com o Portal Caso de Política, o material escolhido para o aterro não dá liga e não deveria ter sido compactado no aterro feito

“O material é muito solto e não compacta de maneira eficiente. Isso aqui não vai segurar quando vierem chuvas mais fortes”, alertou o técnico.

Além das falhas na escolha do material, o especialista apontou outros problemas graves na execução da obra. A remoção da vegetação natural, que antes ajudava a infiltrar a água da chuva, fez com que as águas agora corram diretamente sobre o asfalto, carregando sedimentos e aumentando o risco de deslizamentos.

“A água vai descer em grande volume, sem nenhum tipo de contenção, levando o solo e atingindo as áreas mais baixas, onde ficam as moradias. O risco de um desastre é real”, afirmou o técnico.

A falta de um sistema eficiente de drenagem foi outro ponto levantado pelo especialista. Ele observou que os tubos instalados são muito pequenos para o volume de água que desce da serra, o que pode causar alagamentos e erosões.

“Se não corrigirem, essa obra pode custar vidas”, alertou, destacando também a urgência de uma fiscalização mais rigorosa e de medidas imediatas para evitar tragédias.

A Avenida Enock Ismael, que promete desafogar o trânsito na região, vem sendo alvo de críticas não só pela execução acelerada, mas também pelos impactos ambientais e riscos à segurança dos moradores. Enquanto a população e especialistas cobram respostas, a obra já começa a dar sinais preocupantes de que pode não suportar a próxima temporada de chuvas, se as falhas não forem corrigidas a tempo.

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Pressão do MP e de aprovados em concurso obriga Executivo a liberar votação que cria 287 cargos em Barreiras

Após intensa mobilização de concursados e intervenção do MP, Executivo encaminha à Câmara projeto para ampliação do quadro municipal, com promessa de convocação de todos os aprovados

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na noite desta terça-feira (15/10), sob forte pressão do Ministério Público e dos aprovados no concurso público de 2022, a Câmara de Barreiras aprovou o Projeto de Lei nº 017/2024. O projeto, que estava em suspense, cria 287 novos cargos no quadro efetivo da administração pública municipal, distribuídos por diversas, a exemplo do Esporte, Juventude e Lazer, Planejamento, Segurança Cidadã e Trânsito.

A votação só foi possível após uma mobilização significativa dos aprovados, que contaram com o apoio do Ministério Público (MP) para pressionar o Executivo. Diversas reuniões antecederam o momento, nas quais a expectativa de aprovação gerou tensão entre os candidatos e a administração municipal. O plenário ficou lotado durante a sessão, com concursados que aguardavam a liberação do projeto e a confirmação da convocação.

Durante a sessão, a vereadora Carmélia da Mata (PP) se dirigiu ao prefeito eleito, Otoniel Teixeira (UB), e pediu a prorrogação do prazo para convocação dos aprovados, citando o processo de transição de governo e a necessidade de planejamento. Otoniel, no entanto, assumiu um compromisso público: convocar e empossar todos os aprovados do concurso, garantindo que as novas vagas sejam ocupadas no tempo adequado.

A aprovação do projeto marca um importante avanço para a gestão municipal, que enfrenta desafios relacionados à falta de servidores em áreas estratégicas. Para os concursados, a votação representa um alívio, após meses de incertezas sobre quando seriam chamados.

O impacto da criação dos novos cargos é visto como positivo, tanto para o atendimento à população quanto para o fortalecimento das secretarias envolvidas. Com a promessa de Otoniel, o quadro municipal deverá ser reforçado, trazendo alívio para setores que enfrentam sobrecarga de trabalho, como o planejamento urbano e a segurança no trânsito.

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Oposições de Barreiras podem conquistar presidência da Câmara se mantiverem-se unidas

A articulação entre as oposições de Barreiras, lideradas por Danilo Henrique e Tito, é fundamental para a conquista da presidência da Câmara Municipal, em meio a um novo cenário político pós-eleições de 6 de outubro

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – As eleições de 6 de outubro apresentaram um novo panorama político em Barreiras. A coligação PARA BARREIRAS CONTINUAR MUDANDO, liderada pelo prefeito eleito Otoniel Teixeira (UB), conseguiu eleger apenas 8 vereadores, correspondendo a 42,11% das cadeiras no parlamento. Em contrapartida, as oposições, sob a liderança de Danilo Henrique, Tito, e Jusmari Oliveira, elegeram 11 vereadores.

Nos bastidores, já estão sendo iniciadas as conversas entre os integrantes da futura Câmara. A união das forças oposicionistas pode ser decisiva para garantir a presidência da Câmara, um passo importante para estabelecer um contraponto ao governo de Otoniel Teixeira.

A oposição tentou aprovar emendas que previam recursos para áreas cruciais, como a construção de uma nova sede para o CIPROESTE, focado no atendimento a pessoas com Transtornos do Espectro Autista (TEA), uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA), uma Clínica Veterinária Municipal e a pavimentação da estrada para o Rio Branco. No entanto, todas as emendas foram rejeitadas pelos vereadores da base governista, ligados ao atual prefeito Zito Barbosa, o que gerou uma onda de críticas nas redes sociais. As emendas foram defendidas pelos vereadores Carmélia da Mata (PP), João Felipe (PCdoB), Beza (PSB), Rodrigo do Mucambo (MDB), BI (PSD), Silma (Progressistas) e Dra. Graça (Solidariedade).

Durante a sessão legislativa realizada na última terça-feira (15), os governistas podem ter dado um tiro no pé ao negarem que 7 dos atuais vereadores apresentassem emendas ao Projeto de Lei 018/2024, que definiu o orçamento de Barreiras para 2025. Essa atitude pode ter alimentado um sentimento de insatisfação e unidade entre as oposições.

A eleição da mesa diretora da Câmara deve acontecer no dia da posse dos vereadores, em 1º de janeiro. Este prazo é crucial para as forças políticas de Barreiras. Se a oposição conseguir se consolidar, não apenas fortalecerá sua posição no legislativo, mas também influenciará as decisões do novo governo, que terá que lidar com uma Câmara Municipal mais independente.

Uma Câmara de vereadores autônoma pode ser benéfica para a cidade, promovendo um debate mais amplo sobre os interesses da população. Para Otoniel Teixeira, essa é uma oportunidade de repensar sua estratégia de governança e engajamento com a sociedade, buscando manter um diálogo aberto e construtivo com os novos representantes do legislativo.

Com as peças em movimento, o cenário político em Barreiras promete ser desafiador. As oposições têm uma chance real de reverter a balança e se tornarem protagonistas em um novo capítulo da política local. Resta saber se conseguirão manter a unidade necessária para transformar essa possibilidade em realidade.

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Vereadores ligados a Zito e Otoniel rejeitam emendas; oposição denuncia “escárnio” na votação do orçamento

Base do governo Zito Barbosa barra propostas da oposição para construir unidade de atendimento a autistas, nova UPA e clínica veterinária e asfaltamento de estrado no Rio Branco. Vereadores criticam votação “às pressas” e denunciam descaso com a saúde e infraestrutura

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na noite desta terça-feira, a sessão da Câmara de Barreiras foi marcada por um embate acirrado entre vereadores governistas e opositores durante a votação do Projeto de Lei 018/2024, que define o orçamento municipal para 2025, estimado em mais de R$ 912 milhões. A oposição tentou aprovar emendas que previam recursos para áreas cruciais, como a construção de uma nova sede para o CIPROESTE, focado no atendimento a pessoas com Transtornos do Espectro Autista (TEA), uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA), uma Clínica Veterinária Municipal e a pavimentação da estrada para o Rio Branco. No entanto, todas as emendas foram rejeitadas pelos vereadores da base governista, ligados ao atual prefeito Zito Barbosa, gerando uma onda de críticas nas redes sociais.

Defenderam as emendas, os vereadores: Carmélia da Mata (PP), João Felipe (PCdoB), Beza (PSB), Rodrigo do Mucambo (MDB), BI (PSD), Silma (Progressistas) e Dra.Graça (Solidariedade).

O vereador João Felipe, uma das principais vozes da oposição, não poupou palavras ao expressar sua indignação. Em suas redes sociais, ele atacou duramente os governistas, qualificando o ato de barrar as emendas como um “escárnio” com a população.

“O orçamento de 2025 foi votado às pressas. A bancada de Zito, composta por Otoniel Teixeira, Alcione rodrigues, Dr. Sileno, Adriano Stein, Eurico Queiroz, Sobrinho, Teteia Chaves, Ivete Ricardi, Yuri Ramon, Hipólito, Rider Castro e Valdimiro, votou contra emendas para criar um centro de tratamento para crianças autistas, novas paradas de ônibus e zerar a fila de cirurgias e exames no SUS. Já deu para perceber que os próximos quatro anos serão de muita luta. A saúde não será prioridade do ‘novo’ governo”, desabafou João Felipe.

A vereadora Carmélia da Mata também lamentou a rejeição das emendas, destacando a falta de compromisso da base governista com propostas que beneficiariam diretamente a população.

“Ontem, apresentamos emendas importantes, como a criação de um espaço para atendimento aos portadores de TEA, a construção de um hospital veterinário municipal e a ampliação da rede de saúde com mais uma UPA. Infelizmente, os vereadores da base do governo votaram contra todas elas, demonstrando total descaso com o bem-estar da nossa cidade”, afirmou Carmélia.

A sessão expôs um profundo racha entre os vereadores e deixou claro que a governabilidade de Otoniel Teixeira, prefeito eleito com o apoio de Zito Barbosa, pode enfrentar obstáculos significativos com a oposição que deve ser reforça com novos nomes para a próxima legislatura que terá início em 1º de janeiro de 2025. A rejeição das emendas para setores essenciais, como saúde e infraestrutura, levanta preocupações sobre as prioridades do governo para os próximos anos e a promessa de luta constante por parte da oposição.

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Zito Barbosa articula controle de secretarias estratégicas no governo de Otoniel Teixeira e pode influenciar 60% do orçamento de 2025

Com indicações de familiares e aliados próximos, o atual prefeito de Barreiras, Zito Barbosa, pode manter influência sobre quase R$ 545 milhões do orçamento municipal, consolidando seu poder mesmo fora do cargo

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Dez dias após as eleições municipais realizadas em 6 de outubro, as articulações políticas em Barreiras seguem intensas. Informações divulgadas pelo programa Impacto da rádio Oeste FM, comandado pelo radialista Marcelo Ferraz, indicam que o atual prefeito, Zito Barbosa, pode estar manobrando para garantir o controle de importantes pastas do futuro governo de Otoniel Teixeira, que venceu as eleições com o apoio decisivo de Zito. Entre os nomes especulados para o secretariado estão dois irmãos de Zito, sua esposa e uma antiga aliada.

Demi Barbosa, Marisete Sousa Bastos e Herbert Barbosa, cotados para assumirem secretaria no governo de Otoniel Teixeira

Herbert de Souza Barbosa é advogado e cotado para a Secretaria de Saúde; Demi Barbosa, com superior incompleto, para o cargo de chefe de gabinete; Marisete Sousa Bastos, esposa de Zito e ex-secretária de Saúde, deve assumir a Secretaria de Ação Social; e a pedagoga Cátia Alencar, que já esteve à frente da Secretaria de Educação, pode retornar à pasta.

Se essas nomeações se confirmarem, Zito Barbosa poderá exercer controle indireto sobre cerca de R$ 545.834.977,25, equivalente a 59,84% do orçamento de 2025, que é de R$ 912.144.200,00. As pastas de Saúde, Educação e Ação Social concentram grande parte dos recursos municipais, o que colocaria nas mãos de aliados de Zito o destino de grande parcela do orçamento.

Além dos cargos no primeiro escalão, Zito Barbosa também poderá emplacar indicados em postos estratégicos de segundo e terceiro escalão, mantendo influência sobre a administração municipal por meio de cargos comissionados, muitos deles vindos da cidade vizinha de São Desidério.

Essas movimentações refletem o papel de Zito como o principal articulador e financiador da campanha de Otoniel Teixeira, o que levanta questionamentos sobre o grau de independência do novo prefeito. Especula-se que a margem política de Otoniel esteja diminuída, dado o espaço ocupado por nomes ligados a Zito na composição de seu governo.

Outro nome que pode assumir a Secretaria de Ação Social é o da vereadora eleita Dicíola. Caso essa articulação se concretize, abrirá espaço para o primeiro suplente e atual presidente da Câmara, Alcione Rodrigues, que pode reforçar a base aliada no legislativo. A presença maciça de indicações de Zito no governo de Otoniel sugere que, mesmo fora do poder, o atual prefeito poderá manter uma forte influência sobre a futura administração de Barreiras.

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Câmara de Barreiras aprova Orçamento 2025 que prevê R$ 69 milhões em empréstimos e incertezas sobre novo hospital

Novo governo enfrenta críticas sobre a continuidade da construção do hospital municipal e a elevação da dívida pública

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Foi aprovada na noite desta terça-feira (15/10) a proposta orçamentária para 2025 (PL 018/2024), onde o governo eleito de Otoniel Teixeira (UB), que tomará posse em 1º de janeiro, tem a previsão para a contratação de operações de crédito no total de R$ 69.328.252,50 para programas de saneamento não especificados. Esse montante está dividido em três parcelas: R$ 22.100.000,00 para 2025, R$ 23.094.500,00 para 2026 e R$ 24.133.752,50 para 2027.

Contudo, um ponto que gera preocupação é a ausência de coincidência entre o código de classificação funcional-programática dessas operações e o do projeto “OC – FINISA – Construção e Aparelhamento do Hospital Geral” (2.1.1.2.51.0.1.00.00.01), listado na página 25 do documento orçamentário. Esse projeto não apresenta previsão de novos recursos financeiros, levantando dúvidas sobre a continuidade da construção do novo hospital municipal, uma obra que é vista como crucial para atender às demandas de saúde da população.

A situação do elevado endividamento público de Barreiras também se torna um tema central na discussão. Durante o período eleitoral, a continuidade das obras do novo hospital e a necessidade de novos empréstimos foram amplamente debatidas. O Procurador Geral da Justiça do Estado da Bahia, Aquiles Siquara Filho, manifestou-se de forma contundente contra a autorização de novos empréstimos, argumentando que isso representaria um “perigo de dano ao patrimônio público devido a riscos fiscais“.

Conforme noticiado pelo Portal Caso de Política, dívidas anteriores já consomem, de acordo com a Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA), R$ 94.375.800,00 (10,35% do orçamento) na rubrica de Encargos Especiais, em um orçamento estimado em R$ 912.144.200,00 para o ano de 2025. Essa elevada carga financeira cria um cenário desafiador para a nova administração, que precisa equilibrar a necessidade de investimentos em infraestrutura com a responsabilidade fiscal.

Diante desse contexto, a falta de clareza sobre como os recursos para os programas de saneamento serão utilizados, somada à ausência de garantias para a construção do hospital, coloca o novo governo em uma posição delicada. O desafio será não apenas justificar a necessidade dos novos empréstimos, mas também garantir a execução de projetos prioritários para a população, enquanto se lida com um histórico de endividamento que já compromete uma parte significativa do orçamento municipal. As primeiras ações da gestão de Otoniel Teixeira serão cruciais para definir a trajetória financeira e administrativa de Barreiras nos próximos anos.

Ainda que o Projeto de Lei nº 018/2024 tenha sido aprovado em sua íntegra, para a concessão de empréstimos junto a instituições financeiras, a Câmara de vereadores deverá realizar uma votação específica autorizando a nova dívida.

Vereadores têm emendas rejeitadas em votação do orçamento

Durante a sessão, sete vereadores que se posicionaram como sendo de oposição, apresentaram emendas ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 018/2024, mas todas as propostas foram rejeitadas pela base governista, leal ao prefeito Zito Barbosa.

As emendas incluíam a redução de 100% para 20% no poder de remanejamento das verbas pelo prefeito e a limitação de 50% para 20% dos recursos excedentes de arrecadação. Além disso, o vereador João Felipe (PCdoB) propôs a construção de um espaço para a nova sede do CEPROESTE, especializado no atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Outras emendas contemplavam a construção de um hospital veterinário municipal, uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e melhorias na infraestrutura dos bairros.

Os vereadores que foram voto vencido, se queixaram da falta de debates e da dificuldade em apresentar suas propostas de emenda ao orçamento de 2025, reforçando o clima de insatisfação com o processo legislativo.

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