Polêmica e racha no PL de Barreiras: Comandante Rangel enfrenta contestações por aliança com Otoniel e Zito Barbosa

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A situação dentro do Partido Liberal (PL) em Barreiras está longe de ser tranquila. Comandante Rangel, pré-candidato a prefeito pelo partido, enfrenta uma forte oposição interna após propor uma aliança com o atual prefeito Zito Barbosa (UB), visando a posição de vice na chapa encabeçada pelo vereador Otoniel Teixeira (UB).

Contudo, essa proposta gerou uma crise interna, como ficou evidente em um áudio recebido pelo Portal Caso de Política.

No áudio – acompanhe a íntegra ao final desta matéria – um membro do PL critica abertamente a decisão de Rangel, destacando a rejeição dos bolsonaristas e patriotas à aproximação com Zito Barbosa.

“Mentira, comandante Rangel, mentira, porque os patriotas e os bolsonaristas não estão com vocês, não estão. E o que a gente vê na realidade por aí é o pessoal falando mal dessa gestão que está aí, é o pessoal falando mal do candidato a prefeito. Segundo a voz do povo, não tem nem postura de vereador, quem dirá de prefeito.”

O integrante do PL expressa sua indignação com a falta de consulta ao grupo antes de tomar uma decisão tão significativa.

“Então, senhor Rangel, com toda a consideração que eu ainda tenho pelo senhor, no começo de amizade que a gente começou a fazer, eu não esperava que a tua decisão valesse pelo grupo todo, porque que eu saiba o senhor não consultou o grupo, o senhor achou que o senhor era dono do PL e que o senhor deveria fazer o que o senhor fez, sem consultar o grupo.”

A crítica se intensifica com uma metáfora que destaca a incompatibilidade entre os ideais bolsonaristas e a gestão de Zito Barbosa.

“O senhor esqueceu que o povo que estava esperando a definição do PL aqui em Barreiras é tudo patriota, é tudo povo de direita. Me explica pra mim como é que o óleo vai misturar com a água, e água suja, né? Água de lama, não mistura não, meu amigo Rangel, não mistura.”

A autenticidade do compromisso bolsonarista de Zito Barbosa também é questionada, minando a tentativa de justificar a aliança.

“Pelo fato do Zito ir lá na frente do quartel, subir cinco minutos em cima do carro de produção e falar um monte de merda que valeu por uma hora, não quer dizer que ele é bolsonarista. Pelo fato de ele e o candidato a prefeito subir no palanque aí na praça para receber o Bolsonaro, e falar duas, três palavras ali, não significa que eles são bolsonaristas não.”

O sentimento de traição e decepção é evidente, refletindo uma divisão clara dentro do partido.

“Meu amigo, eu me decepcionei completamente com o destino que o PL levou aqui em Barreiras, viu? Mas eu acredito e confio e confirmo que o povo bolsonarista e o povo de direita não estão com vocês.”

A crise no PL de Barreiras ressalta a dificuldade de conciliar diferentes correntes ideológicas dentro do partido e levanta dúvidas sobre a liderança e a capacidade de Comandante Rangel em unir os membros em torno de seu nome e liderança política. Com as eleições se aproximando, a resolução dessa tensão interna é crucial para as aspirações do PL e principalmente do candidato a prefeito, Otoniel Teixeira. Com a maior bancada no Congresso Nacional, o PL tem significativo espaço de tempo para programas eleitorais a serem exibidos no rádio e televisão.

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Parte da tragédia no Rio Grande do Sul foi causada por ação humana

Entre as ações, pesquisador cita construções em áreas de alagamento

Agência Brasil – O professor Roberto Reis, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução da Biodiversidade da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), disse, nessa quarta-feira (15), que parte da tragédia que atingiu 446 municípios gaúchos foi causada pela ação do homem, que construiu em locais onde não deveria construir, em áreas de alagamento, e não fez as manutenções corretas nos diques de contenção e nas barreiras anti-alagamento. Acrescentou que essas obras, feitas nos anos 1970, nunca receberam manutenção adequada.

A culpa da enchente é do planeta. Mas a culpa da tragédia é dos administradores do estado e das cidades”.

Em entrevista à Agência Brasil, Reis afirmou que Porto Alegre é área de várzea, de confluência de rios na beira do Lago Guaíba, que alaga sempre que tem enchente.

É natural. A gente é que não deveria ter construído na área que alaga periodicamente”.

Segundo o professor, a cada dois ou três anos há alagamentos em Porto Alegre só que, desta vez, foi extremamente severo. “Nunca foi tão alto”. Ele explicou que não há como evitar que haja cheias no Guaíba.

Mas que haja enchente, há como evitar, fazendo bem feito os diques de contenção e tudo o mais”. A manutenção ou reconstrução dos diques e barragens nos rios do estado é a saída apontada pelo professor da PUCRS para evitar que novas tragédias voltem a ocorrer.

Reis lembrou que em setembro do ano passado, o estado enfrentou grande enchente.

Aí se viu que as comportas e parte dos diques não estavam funcionando. Era hora de ter arrumado. Foi uma mega-enchente. A grande veio agora. Deveríamos ter arrumado tudo de setembro para cá. Espero que desta vez aprendam, porque o custo está sendo muito alto”.

Na avaliação de Roberto Reis, chuva em excesso, causada por mudança climática, é fenômeno natural. “A cada tempo, há chuvas extremas que causam enchentes”, completou. Desta vez, contudo, ocorreu no estado a enchente mais forte de toda a história, que ele atribui, em parte, à mudança climática causada pelo excesso de gás carbônico na atmosfera. “Essa é a parte natural do evento”. O resto, para ele, é ação do homem.

Volume de chuvas

De acordo com o professor Rodrigo Paiva, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o que está provocando a grande cheia no Lago Guaíba é, basicamente, um volume muito grande de chuvas que cai na bacia do Guaíba desde o final de abril e início de maio. Essa precipitação atingiu níveis recordes, registrando, em alguns locais, até 800 milímetros.

O professor Paiva explicou à Agência Brasil que, no primeiro momento, houve cheias bem rápidas nos rios da serra, onde existem vales mais encaixados em que os volumes de água correm rapidamente e os rios se elevam com rapidez e grande amplitude.

Há casos de 20 metros de elevação em menos de um dia. Isso causou muita destruição, por exemplo, no Vale do Taquari, de novo”.

Essa região sofreu grandes enchentes em setembro de 2023.

Rodrigo Paiva acrescentou que esse volume de água chega depois à região de planície, onde se espalha pelas várzeas e escoa mais lentamente. “Por isso, demora alguns dias entre a chuva na bacia hidrográfica e todo esse escoamento chegar a Porto Alegre, ao Lago Guaíba”. Desde o dia 5 de maio, observou-se um nível muito elevado do rio, atingindo recorde de 5,3 metros.

Além do corpo d’água bem grande do Lago Guaíba, tem a Laguna dos Patos, destacou o professor da UFRGS. Pelo fato de esses corpos d’água terem área superficial grande, eles estão sujeitos aos ventos.

Quando a gente tem um vento sul, isso ainda pode promover um represamento dessa água e uma elevação da ordem de 20 centímetros, ou até mais, se o vento for muito forte. Isso também ajuda um pouco na cheia do Lago Guaíba, embora o fator principal seja o grande volume das chuvas”.

Duração

Outra característica do evento é a duração, disse Rodrigo Paiva. A longa duração para baixar o nível do lago é associada à dificuldade de a água escoar nesses rios de planície, o Jacuí especialmente. “A água fica muito parada naquelas várzeas”. O professor do IPH comentou que, por outro lado, é interessante porque, se não houvesse as várzeas, o volume de água que vem das montanhas chegaria muito mais rapidamente à Grande Porto Alegre e, talvez com mais força e mais amplitude.

Se não houvesse essas várzeas, que já atuam como um reservatório natural que atenua as cheias, talvez o nível da água tivesse subido em Porto Alegre muito mais e mais rápido também”.

As consequências seriam também piores, admitiu o professor. Porque a região metropolitana de Porto Alegre está em área muito baixa, afetando cidades como Eldorado e Canoas.

As consequências seriam maiores. A inundação é grande, a profundidade, em alguns locais, atinge um metro ou dois metros, mas não há tanta velocidade da água. Já no vale, no Rio Taquari, como a profundidade é maior e é mais inclinado, a ação da água é mais destrutiva, capaz de destruir residências, arrastar coisas”, salientou Paiva.

Livro “Alfredo, o gato comunitário” será lançado na FLIB

O escritor, cientista, cantautor e professor universitário Théo de Araújo Santos, conhecido por sua versatilidade literária e seu compromisso com a educação e a cultura, lançará no dia 24 de maio, durante a FLIB, Festa Literária Internacional de Barreiras, seu mais recente trabalho intitulado “Alfredo, o Gato Comunitário”. Este novo livro se junta a um portfólio impressionante, que inclui obras de literatura infantil e poesia, destacando-se como um marco importante na carreira de Théo.

Sobre o Autor

Théo de Araújo Santos é um nome respeitado na cidade de Barreiras. Sua trajetória inclui o aclamado livro “Bela Acordadíssima”, que foi adotado por diversas escolas infantis locais, e o conto “O Casamento do Nego D’Água com a Noiva da Mata”, premiado no 2º Concurso Literário Osório Alves de Castro da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB). Além disso, Théo também foi finalista no 20º festival de música da Rádio Educadora FM Bahia com sua interpretação da música “Ponta Grossa”.

Em 2022, Théo foi empossado como membro da Academia Barreirense de Letras (ABL), ocupando a cadeira de número 02. Desde então, tem contribuído significativamente com o Selo Editorial da instituição, participando da obra “Contos dos Cerrados” e organizando o livro de contos “Mistérios dos Cerrados”.

A História de “Alfredo: o Gato Comunitário”

Alfredo: o Gato Comunitário” narra a encantadora história de um gato que se torna o centro de carinho e atenção dos moradores de uma rua. Este livro, direcionado ao público infantil, aborda temas importantes como a adoção e a propriedade animal, com o objetivo de despertar a consciência das crianças para a necessidade de cuidar dos animais de rua. Alfredo, com seu jeito cativante, acaba por unir a comunidade em torno de um propósito comum: o bem-estar animal.

O Impacto e a Relevância da Obra

O lançamento de “Alfredo: o Gato Comunitário” chega em um momento crucial, onde questões de responsabilidade e empatia em relação aos animais de rua são cada vez mais relevantes. Através da narrativa envolvente e das ilustrações vibrantes, Théo de Araújo Santos não só entretém, mas também educa, incentivando os jovens leitores a refletirem sobre suas responsabilidades para com os animais e a importância do cuidado comunitário.

Evento de Lançamento

O lançamento do livro será celebrado com uma série de eventos, incluindo leituras públicas, sessões de autógrafos e atividades educativas para crianças. Théo de Araújo Santos estará presente para conversar com os leitores sobre o processo criativo do livro e a importância das mensagens contidas na história de Alfredo.

Alfredo: o Gato Comunitário” promete ser mais um sucesso na carreira multifacetada de Théo de Araújo Santos, reforçando seu papel como um educador e promotor da cultura e da empatia. Este livro é uma leitura indispensável para crianças, pais e educadores que buscam ensinar o valor do cuidado e da compaixão pelos animais de rua.

Conclusão

Com “Alfredo: o Gato Comunitário”, Théo de Araújo Santos continua a demonstrar sua habilidade de tocar o coração dos leitores com histórias que vão além do entretenimento, proporcionando lições valiosas sobre amor, responsabilidade e comunidade. Este lançamento é mais do que um evento literário; é uma celebração da bondade e da união em prol de um mundo melhor para os nossos amigos animais.

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Senado aprova PL sobre adaptação a mudanças climáticas

Modificado, texto segue para nova avaliação na Câmara dos Deputados

Caso de Política com Agência Senado – Em meio à tragédia que atinge o Rio Grande do Sul, o Senado aprovou nesta quarta-feira (15) o projeto de lei que estabelece regras gerais para a formulação de planos de adaptação às mudanças climáticas (PL 4.129/2021). O projeto prevê que o governo federal elabore um plano nacional de adaptação à mudança do clima em articulação com estados e municípios e aponta algumas diretrizes. Como foi aprovado na forma de um texto alternativo, o projeto retorna à Câmara dos Deputados.

De iniciativa da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), o projeto foi aprovado pela manhã na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) após acordo negociado entre o governo e a oposição no Plenário na terça-feira (14).

Diferentemente da terça-feira (14), o projeto avançou sem intensas discussões nesta quarta. A votação foi simbólica. Líder do Governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA) foi o relator do projeto na CCJ e autor do texto final aprovado. Antes, a proposta passou pela Comissão de Meio Ambiente (CMA).

Pode-se afirmar que o evento catastrófico que observamos no Rio Grande do Sul é resultado da responsabilidade compartilhada entre os maiores emissores de GEE [gases do efeito estufa] mundiais, sobretudo a partir de combustíveis fósseis, ao longo da série histórica desde o início do período industrial. Seria ingênuo acreditar que esse desastre foi causado apenas pela ação humana dentro do território brasileiro”, disse no parecer.

Contrário à proposta, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apontou que “o projeto não traz efeito prático”.

“É uma elaboração de diretrizes. [..]. Vendo aqui a redação final, a gente entende a boa intenção da autora. Acho que não há o efeito prático que alguns estão esperando. A discussão mais profunda sobre as coisas concretas que nós podemos fazer para avançarmos nessa linha de adaptação e convivência com essas condições climáticas extremas que acontecem em alguns locais pode ficar para outro projeto,” disse.

O que prevê o texto

Pelo projeto, as medidas de adaptação à mudança do clima serão elaboradas por órgão federal competente em articulação com as três esferas da Federação (União, estados e municípios) e os setores socioeconômicos, garantida a participação social dos mais vulneráveis aos efeitos adversos dessa mudança e dos representantes do setor privado.

Uma emenda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi aprovada na CCJ para “garantir efetiva participação do setor empresarial na formulação e implementação do plano nacional de adaptação”.

O plano e suas ações e estratégias deverão ter como base “evidências científicas, análises modeladas e previsões de cenários, considerando os relatórios científicos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês)”.

Planos locais

A proposta prevê que o plano nacional deverá indicar diretrizes para a elaboração de planos estaduais e municipais, assim como estabelecer ações e programas para auxiliar os entes federados na formulação dos seus próprios documentos. Essa implementação poderá ser financiada pelo Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. A medida foi uma das sugestões incluídas pelo relator na Comissão de Meio Ambiente (CMA), Alessandro Vieira (MDB-SE).

O texto alternativo também estabelece que as ações deverão ser avaliadas, monitoradas e revisadas a cada quatro anos. No projeto original, esse prazo era de cinco anos. Os planos deverão ainda ser integrados à Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (Lei 12.608, de 2012) e à Estratégia Nacional de Segurança de Infraestruturas Críticas. 

Apesar da existência de um Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima, o país carece de uma legislação que estabeleça diretrizes gerais a todos os entes da Federação para a elaboração e revisão de seus planos de adaptação, além de incentivá-los a elaborar e implementar tais planos”, apontou Alessandro ao recomendar a aprovação do texto.

Diretrizes

O PL 4.129/2021 abrange as diretrizes gerais a serem seguidas pelos órgãos do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) nos planos para reduzir a vulnerabilidade do país em relação à mudança do clima. O objetivo é complementar a Lei 12.187, de 2009, que estabeleceu a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC).

Entre as diretrizes gerais para o enfrentamento das mudanças climáticas estão “o enfrentamento dos efeitos atuais e esperados das alterações climáticas; a criação de instrumentos econômicos, financeiros e socioambientais que permitam a adaptação dos sistemas naturais, humanos, produtivos e de infraestrutura; e a integração entre as estratégias locais, regionais e nacionais de redução de danos e ajuste às mudanças”.

Além disso, as ações de adaptação devem estar ligadas aos planos de redução de emissão dos gases de efeito estufa. A proposta também torna obrigatório o alinhamento dessas estratégias ao Acordo de Paris sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, assinado em 1992.

Prioridades

A proposta prioriza as áreas de infraestrutura urbana e direito à cidade e de infraestrutura nacional. Nesses campos, estão inclusos a segurança alimentar e hídrica, a saúde, a educação e estruturas de comunicações, energia, transportes e águas.

No setor agropecuário, o texto prevê estímulos à adaptação do setor ao Plano ABC, que integra a PNMC e é voltado à economia de baixa emissão de carbono na agricultura. Tais estímulos deverão envolver investimentos em pesquisa ou na implementação de práticas e tecnologias ambientalmente adequadas.

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Em entrevista, governador do RS insinua que doações de outros estados prejudicam comércio local

Foto: Reprodução / YouTube BandNews

O reerguimento desse comércio fica dificultado, na medida que você tem uma série de itens que estão vindo de outros lugares”, disse Eduardo Leite.

Caso de Política com informações da Bande News – Em meio a uma crise devastadora causada por enchentes no Rio Grande do Sul, que já afetaram 446 municípios, resultaram em 149 mortos e deixaram 538.245 pessoas desalojadas, o governador Eduardo Leite (PSDB) fez uma declaração polêmica. Ao agradecer a solidariedade dos brasileiros, Leite insinuou que as doações de outros estados poderiam prejudicar o comércio local.

Quando você tem um volume tão grande de doações físicas chegando ao estado, há um receio que nós já observamos em outras situações, em outras circunstâncias, sobre o impacto que isso terá no comércio local”, afirmou o governador em entrevista à Rádio Band News FM. “O reerguimento desse comércio fica dificultado, na medida que você tem uma série de itens que estão vindo de outros lugares também do país”, pontuou.

A fala de Eduardo Leite pode ser interpretada como uma insensibilidade diante da crise humanitária que assola o estado. Em um momento em que milhares de pessoas perderam tudo e dependem da solidariedade nacional para sobreviver, priorizar o impacto econômico local pode parecer desconectado da urgência da situação. Essa postura pode ser vista como uma tentativa de proteger interesses comerciais em detrimento do bem-estar imediato dos cidadãos mais afetados.

É verdade que a recuperação econômica das áreas afetadas é crucial para o futuro do estado. Pequenos comerciantes e empresários locais estão entre os mais atingidos pelas enchentes e precisam de apoio para se reerguer. No entanto, a sugestão de que as doações físicas possam ser prejudiciais neste momento de crise pode ser considerada míope e inadequada. A prioridade deve ser, acima de tudo, a sobrevivência e o alívio imediato das vítimas.

Adotar uma abordagem humanista significa colocar as necessidades das pessoas em primeiro lugar. A ajuda que vem de outros estados representa um ato de solidariedade e empatia que deve ser valorizado, não desencorajado. As doações são essenciais para garantir que as necessidades básicas dos desabrigados sejam atendidas, proporcionando-lhes dignidade e esperança em um momento de desespero.

Em vez de criticar as doações, o governo poderia focar em maneiras de integrar esse apoio à recuperação econômica local. Parcerias com o comércio local para a distribuição de doações ou a criação de vouchers que permitam às pessoas comprar diretamente dos comerciantes locais são exemplos de medidas que poderiam beneficiar tanto a população necessitada quanto a economia local.

A declaração do governador Eduardo Leite levanta questões importantes sobre como equilibrar a necessidade urgente de ajuda humanitária com a recuperação econômica a longo prazo. No entanto, em um momento de crise tão severa, a ênfase deve ser claramente colocada no apoio às vítimas. A postura do governo precisa refletir uma abordagem mais sensível e integrada, valorizando a solidariedade nacional enquanto busca soluções práticas para revitalizar o comércio local.

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Vereadora Carmélia critica Zito, reafirma compromisso com a população de Barreiras e manda o seu recado

Meu compromisso não é com gestores, meu compromisso não é com eles, meu compromisso é com o povo e está registrado”

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na noite desta terça-feira, em um pronunciamento contundente, a vereadora Carmélia da Mata (PP) manifestou sua indignação e revolta após a morte de uma servidora da saúde, evento que, segundo ela, resultou da negligência da administração do prefeito Zito Barbosa (UB). A vereadora aproveitou a oportunidade para enviar uma mensagem clara e incisiva, sem mencionar diretamente o candidato governista Otoniel Teixeira (UB), mas deixando evidente sua posição crítica em relação à atual gestão e qualquer possível sucessor alinhado à mesma linha política.

“Meu compromisso não é com o prefeito Zito, nem com o prefeito fulano de tal que vem aí, com o Tito que pode vir, com o Danilo que pode vir, pode ser quem for que vier, qualquer um deles que por aí vier, meu compromisso não é com eles, meu compromisso é com o povo de Barreiras e está registrado,” declarou Carmélia.

Análise Política e Conjuntural

A fala da vereadora Carmélia, carregada de emoção e determinação, reflete uma clara postura de oposição e descontentamento com a atual administração municipal. O contexto da sua declaração surge em um momento de intensa discussão sobre a qualidade dos serviços públicos em Barreiras, especialmente na área da saúde. A morte da servidora da saúde, utilizada como ponto de partida para sua crítica, simboliza para Carmélia o ápice de uma série de falhas administrativas que, segundo ela, prejudicam diretamente a população.

Ao afirmar que seu compromisso é com o povo de Barreiras e não com a classe política ou administrativa, Carmélia se distancia das alianças tradicionais e do jogo político comum. Sua fala é uma reafirmação de seu papel como representante dos cidadãos, sugerindo uma postura de independência e responsabilidade diretamente voltada para as necessidades e demandas da população. Este posicionamento pode ser interpretado como uma estratégia para galvanizar o apoio popular, especialmente em um cenário onde a confiança nas instituições e nos políticos é frequentemente abalada por escândalos e má gestão.

Contexto Administrativo e Político

A administração do prefeito Zito Barbosa tem sido alvo de diversas críticas, principalmente no que tange à gestão dos recursos destinados à saúde pública. A acusação de negligência que Carmélia faz, ecoa um sentimento generalizado de insatisfação entre servidores e munícipes que dependem dos serviços públicos. A morte da servidora da saúde serve como um triste exemplo das consequências da suposta má administração, amplificando as vozes de oposição e colocando em xeque a competência da atual gestão.

A não citação direta de Otoniel Teixeira indicia uma descrença por parte da parlamentar de que o nome do governista não deve decolar nas intenções de votos. Ao mencionar possíveis outros nomes que poderiam assumir a prefeitura, Carmélia destaca a necessidade de uma mudança radical na abordagem administrativa, independentemente de quem seja o próximo gestor.

Repercussão e Impacto

A fala de Carmélia – que é candidata a reeleição de vereadora – certamente reverberará no cenário político de Barreiras. Sua declaração pública de compromisso com o povo e de crítica severa à administração atual pode fortalecer sua posição entre os eleitores. Além disso, este posicionamento pode pressionar outros vereadores e candidatos a se posicionarem sobre as questões de negligência e gestão pública, promovendo um debate mais profundo sobre as necessidades reais da população de Barreiras.

Em suma, a manifestação de Carmélia é um chamado à ação e um apelo por maior responsabilidade e eficiência na administração pública, buscando garantir que a saúde e o bem-estar da população estejam sempre em primeiro lugar.

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VÍDEO – Vereadora Carmélia da Mata denuncia caos na saúde pública de Barreiras em pronunciamento contundente

O povo está desasistido, morrendo a mingua por negligência do prefeito e do secretário de saúde

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Durante a sessão legislativa desta terça-feira, 14 de maio, a vereadora Carmélia da Mata (PP) usou a tribuna da Câmara de Vereadores de Barreiras para fazer um pronunciamento impactante sobre a situação da saúde pública no município. Em seu discurso, ela abordou a trágica morte da técnica de enfermagem Jussara, servidora pública, como um exemplo contundente do que considera o colapso do sistema de saúde local.

“Eu, hoje, quero iniciar minha fala fazendo um breve comentário sobre a morte da nossa colega, servidora pública, técnica de enfermagem, Jussara. Jussara foi acometida, há algum tempo, por uma leucemia. E vinha se tratando, buscando tratamento, enfim, Jussara vivia num ponto de equilíbrio de acordo com a medicina, estava num quadro estável”, iniciou a vereadora.

Denúncia de Falta de Estrutura e Atendimento

Carmélia relatou que, apesar do tratamento contínuo, um aborrecimento recente causou uma queda drástica nas plaquetas de Jussara, resultando em seu falecimento. A vereadora utilizou esse caso para evidenciar as deficiências estruturais e de gestão na saúde pública de Barreiras, destacando a falta de recursos e a sobrecarga dos profissionais de saúde.

“Por um determinado aborrecimento, Jussara baixou suas plaquetas e ontem foi a óbito. Eu trago aqui essa realidade porque conheço praticamente a realidade de quase todos os servidores públicos desse município, especialmente os concursados, para falar um pouco sobre o que eu não me canso de falar, que é o caos que continua instalado na saúde desse município”, disse Carmélia.

Ela apontou que Jussara foi atendida inicialmente por médicos e colegas técnicos de enfermagem, mas a falta de estrutura adequadas deixou-a desassistida em momentos críticos.

“São 19 pacientes para serem atendidos por um único técnico de enfermagem. Inclusive, Jussara se encontrava junto com todos os outros pacientes, praticamente numa enfermaria.”

Condições Precárias e Sobrecarga dos Profissionais

Carmélia detalhou como Jussara foi levada à sala vermelha após uma técnica de enfermagem notar que suas unhas estavam ficando roxas. Apesar dos esforços, a falta de recursos e a sobrecarga dos profissionais de saúde se mostraram fatais.

“Aqui a gente não vai responsabilizar de forma nenhuma nenhum médico, nenhum enfermeiro e nenhum técnico. Porque estão escravizando, colocando a vida das pessoas em risco, sem o devido atendimento na saúde e não adiantou mudar secretário não. Porque não adianta mudar secretário e não mudar as suas atitudes e fazer os investimentos necessários que precisam ser feitos na saúde”, criticou a vereadora.

Críticas à Gestão Municipal

Carmélia foi enfática ao apontar a responsabilidade da administração municipal.

“Aqui nós temos funcionários que têm parentes que são da saúde e sabem exatamente do que eu estou falando. Eu aqui não estou falando de nenhuma coisa fora da realidade. Você chega na UPA, os servidores estão sobrecarregados e a culpa vai em cima do servidor. A culpa é do prefeito.”

Ela acusou a gestão municipal de não investir adequadamente no setor de saúde e destacou a falta de autonomia da Secretaria de Saúde.

“É do prefeito que não investe. É do secretário que não tem autonomia. Porque a dona da secretaria de saúde não permite que ele tenha autonomia. A gente não sabe para onde está indo o recurso da saúde. Acredito eu que provavelmente está sendo desviado para o hospital. Embora essa casa tenha liberado um empréstimo de 50 milhões para a construção do hospital.”

Problemas Específicos na UPA e Hospital Eurico Dutra

Carmélia também destacou problemas específicos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e no Hospital Eurico Dutra, citando condições precárias de equipamentos e infraestruturas, como radiografias sendo feitas manualmente e exaustores instalados de forma inadequada.

“A radiografia tem que ser inserida na mão, no interior da máquina. Sendo sujeito a inalar substâncias sabidamente tóxicas para destravar ou para retirar películas do interior do aparelho. E mais, tem-se a necessidade de tirar o aparelho da tomada quando se faz esse tipo de ação para evitar choque elétrico. As películas saem todas amassadas sem condições de que um médico possa analisar o que ali se encontra registrado.”

Apelo à Administração Municipal

A vereadora fez um apelo veemente para que os gestores municipais tomem providências imediatas.

“Mais uma vez, volto a pedir aos responsáveis pela saúde do município que tomem alguma providência. Do jeito que está a situação, novos óbitos ocorrerão, novos pais e mães perderão seus filhos, novos filhos perderão seus pais, e saber de tudo isso poderia ser evitado, dando mais atenção, tendo mais cautela e, principalmente, dando mais prioridade ao sistema público de saúde.”

Compromisso com a População

Carmélia reafirmou seu compromisso com a população de Barreiras e criticou a gestão municipal por não disponibilizar os recursos necessários para a saúde pública.

“Meu compromisso não é com o prefeito Zito, nem com o prefeito fulano de tal que vem aí, com o Tito que pode vir, com o Danilo que pode vir, pode ser quem for que vier, qualquer um deles que por aí vier, meu compromisso não é com eles, meu compromisso é com o povo de Barreiras e está registrado.”

Homenagem à Jussara

Encerrando sua fala, Carmélia homenageou Jussara, destacando seu empenho mesmo durante o tratamento contra a leucemia.

“Jussara foi uma pessoa que, mesmo com leucemia, esteve dentro do Eurico Dutra, salvando vidas de outras pessoas e não teve o direito de ter sua vida salva, não por incompetência dos trabalhadores que lá estão, mas por incompetência de uma gestão que não coloca e não disponibiliza nem material humano, nem insumos e nada para salvar a vida e socorrer as pessoas que mais precisam.”

A vereadora concluiu sua fala pedindo uma mudança urgente na gestão da saúde municipal, para evitar que mais vidas sejam perdidas desnecessariamente.

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Municípios do oeste baiano conquista do selo SIPAF para agricultura familiar

Consultorias do Sebrae impulsionam acesso ao mercado e garantem qualidade de produtos livres de agrotóxicos

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Dezoito municípios do Oeste baiano comemoram uma significativa conquista para a valorização da agricultura familiar: a obtenção do Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (SIPAF). Este avanço é fruto direto das consultorias promovidas pelo Sebrae em Barreiras, que ofereceram orientação e apoio aos produtores locais em todas as etapas, desde o cadastro até a divulgação oficial e a emissão dos selos. Antes dessas consultorias, iniciadas em 2023, nenhum empreendimento ou produtor das regiões da Bacia do Rio Grande e Rio Corrente havia registrado seus produtos no SIPAF – Bahia.

Para o analista técnico do Sebrae em Barreiras, Jocelino Menezes, o SIPAF vai além da simples identificação dos produtos da agricultura familiar. Ele vê o selo como uma ferramenta para resgatar a autoestima dos produtores rurais, evidenciando o valor agregado de seus produtos, desde o preparo da terra até o processamento final. “É muito gratificante quando encontramos produtos nas prateleiras com o Selo da Agricultura Familiar. Ali sabemos que há muito amor, dedicação e cuidados envolvidos na preparação do produto”, afirma.

Concedido pelo Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o SIPAF simplifica o acesso dos empreendimentos da agricultura familiar ao mercado, concedendo um crédito presumido de 100% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Para os consumidores, o selo garante produtos de origem confiável, cultivados por agricultores comprometidos com a sustentabilidade. O SIPAF abrange produtos de origem animal e vegetal, processados ou não.

Os municípios que receberam o selo são: Santana, Santa Maria da Vitória, Riacho de Santana, Brotas de Macaúbas, Riachão das Neves, Cristópolis, Cocos, Coribe, Correntina, Muquém do São Francisco, Ibotirama, Serra do Ramalho, Paratinga, Oliveira dos Brejinhos, Luís Eduardo Magalhães, São Félix do Coribe e Bom Jesus da Lapa. Juntos, esses municípios somam 430 produtos identificados com o SIPAF.

Em Riacho de Santana, quatro associações e um produtor individual receberam o selo, o maior número de registros feitos. Produtos como mel, verduras, bolos, derivados da mandioca, geleias, doces e biscoitos agora ostentam a identificação da Agricultura Familiar. A Secretária de Agricultura e Abastecimento de Riacho de Santana, Flávia Cardoso Moreira, destaca a importância da parceria com o Sebrae para a obtenção do SIPAF. Ela afirma que a certificação valoriza o modo de produção familiar, permitindo isenção de impostos e acesso a mercados.

Com os cinco SIPAFs entregues, nosso objetivo agora é capacitar os produtores para que possam usufruir dos benefícios de ter produtos genuinamente originários da agricultura familiar, como a isenção de impostos, acesso a mercados, agregação de valor aos produtos locais e alimentos saudáveis na mesa da população. Vamos continuar fortalecendo nossos produtores e comunidades através de parcerias, especialmente com o Sebrae”, declara Flávia Moreira.

Adailton Dourado, agricultor familiar de Riachão das Neves, também recebeu a certificação. Com sua marca Alecrim Dourado – Doces Progresso, ele espera que o doce de banana produzido ganhe ainda mais destaque. “O SIPAF aumenta nossa visibilidade e a comercialização. Atualmente, produzimos uma média de 3.800 doces por mês e nossa intenção é aumentar essa capacidade a partir de agora”, comenta o produtor.

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Tito e Professora Nilza fortalecem educação rural com entrega de caminhão-baú para UFOB

Imagens: redes sociais professora Nilza e Tito

O caminhão-baú será utilizado em projeto para fortalecer a formação empreendedora e inovadora nas escolas rurais oferecendo oficinas técnicas relacionadas à produção agrícola e ao desenvolvimento da agricultora familiar

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na manhã desta terça-feira, 14 de maio, o ex-deputado federal Tito (PT) e a professora Nilza, da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), participaram com destaque de uma cerimônia significativa: a entrega de um caminhão-baú à Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB). Esse investimento vital visa estruturar o Centro Vocacional Tecnológico Móvel do Oeste da Bahia – CVT Móvel, impulsionando a educação rural na região.

“Nosso trabalho de articulação política e o apoio do governo do presidente Lula foram cruciais para viabilizar este recurso fundamental ao CVT Móvel, beneficiando diretamente a educação e o desenvolvimento rural da nossa região”, destacou Tito durante o evento.

A Professora Nilza ressaltou o impacto positivo dessa conquista para Barreiras:

“Estamos entusiasmados com esta oportunidade de viabilizar investimentos para um grande projeto que beneficiará nossos jovens e a agricultura familiar.”

O reitor da UFOB, Jaques Miranda, presente na solenidade, sublinhou a importância desse investimento recebido da CODEVASF através da articulação de Tito, para o desenvolvimento do Centro Vocacional Tecnológico Móvel. Esse projeto ambicioso busca fortalecer a formação empreendedora e inovadora nas escolas rurais da região, oferecendo oficinas técnicas relacionadas à produção agrícola e ao desenvolvimento de serviços no campo, com foco em agregar valor aos produtos e serviços rurais.

 

Com um veículo modulado agora à disposição, o CVT Móvel poderá levar conhecimento e recursos diretamente às escolas rurais, proporcionando acesso a ferramentas que geralmente não estão disponíveis nesses locais. O programa abrangerá uma variedade de temas, desde habilidades técnicas até questões empresariais essenciais para o sucesso no campo.

Essa colaboração entre instituições como UFOB, UNEB, IFBA e outros parceiros demonstra um compromisso conjunto em promover o desenvolvimento econômico e social da região, capacitando estudantes e agricultores familiares para impulsionar a inovação e a qualidade na prestação de serviços rurais.

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80 milhões de brasileiros estão expostos a crises como do RS, diz ministra do Meio Ambiente

Caso de Política com informações do Canal Meio A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em uma entrevista reveladora ao canal Meio, alertou para a situação crítica enfrentada por 80 milhões de brasileiros, que representam cerca de 37,89% da população do país, vivendo em 1.942 municípios sob constante ameaça de eventos climáticos extremos.

Marina descreveu a magnitude do desafio enfrentado, destacando a necessidade de um plano abrangente de prevenção para essas áreas vulneráveis, que ela comparou a uma “UTI climática”. No entanto, ela ressaltou que a implementação efetiva desse plano requer um esforço conjunto e um novo paradigma jurídico, enfatizando a importância do diálogo com o Congresso Nacional.

A ministra também abordou o impacto devastador das enchentes no Rio Grande do Sul, destacando que esses eventos trágicos têm potencial para despertar uma consciência renovada sobre a urgência das mudanças climáticas. Marina caracterizou essa experiência como uma “pedagogia do luto”, enfatizando as perdas de vidas, econômicas e simbólicas associadas a esses desastres.

Além disso, Marina destacou a gravidade das fake news durante esses eventos catastróficos, salientando como a disseminação de informações falsas prejudicou os esforços de socorro e apoio às vítimas. Para ela, as fake news representam não apenas uma distorção da verdade, mas um roubo da decência e da confiança.

Enquanto o governo federal toma medidas para auxiliar as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, incluindo ajuda financeira e a suspensão temporária do pagamento da dívida do estado com a União, a situação continua crítica, com o nível do rio Guaíba atingindo novos recordes e tremores de terra sendo sentidos em algumas regiões devido às fortes chuvas e enchentes.

Segundo a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestruturas e a Agência Nacional de Águas, o nível do Guaíba voltou a atingir o patamar dos cinco metros nesta segunda-feira (13/05), chegando a 5,05 metros. A projeção da Defesa Civil é chegar a 5,6 metros nos próximos dias, batendo um novo recorde. A máxima das cheias no Guaíba ocorreu no domingo, quando a água atingiu 5,33 metros, ultrapassando os 4,75 metros da enchente de 1941.

A entrevista completa entre Marina Silva e os representantes do canal Meio oferece insights valiosos sobre os desafios enfrentados e a necessidade urgente de ações coordenadas para lidar com os impactos crescentes das mudanças climáticas no Brasil.

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