VÍDEO: Caça da FAB abate avião carregado com 400 kg de cocaína

Foto: Divulgação/FAB

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na última terça-feira (9), uma operação da Força Aérea Brasileira (FAB) surpreendeu uma aeronave carregada com aproximadamente 400 quilos de cocaína nos arredores de Londrina, Paraná. O avião, de origem paraguaia, foi detectado pelas autoridades, que mobilizaram rapidamente caças Super Tucano e o avião radar E-99 para a ação.

Nesta quinta-feira (11), a FAB divulgou nas redes sociais um vídeo revelador que mostra os bastidores do momento crítico em que os militares são acionados para a operação.

O vídeo começa com um alerta sonoro, indicando a iminente partida de uma das aeronaves da frota. Em questão de segundos, um militar prontamente equipado embarca em um A-29 Super Tucano, enquanto o avião radar E-99 também é despachado, em coordenação com a Polícia Federal.

O processo é meticulosamente detalhado: primeiro, um Reconhecimento à Distância (RAD) é realizado para obter imagens e informações preliminares da aeronave interceptada. Em seguida, o procedimento de Interrogação (ITG) é conduzido, envolvendo comunicação via rádio e sinais visuais. Se necessário, medidas de intervenção são tomadas, incluindo a ordem de pouso obrigatório.

A aeronave suspeita, um Cesna-182, entrou no território nacional pelo Mato Grosso do Sul, vindo do Paraguai, e passou a ser monitorada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE). Quando as autoridades constataram que a matrícula do avião era clonada, determinaram seu pouso obrigatório em Londrina, Paraná.

O vídeo capta o momento em que o piloto do caça dá a ordem: “Por determinação da Força Aérea, sua rota será modificada, vire à esquerda”, ao comandante da aeronave transportando drogas. Estima-se que inicialmente havia cerca de meia tonelada de material ilícito a bordo.

No entanto, o avião desafiou a ordem de pouso e realizou uma aterrissagem forçada em Santa Cruz do Rio Pardo (SP), partindo-se ao meio e espalhando sua carga pelo terreno. O piloto tentou escapar, mas foi capturado por um helicóptero da Polícia Federal e detido em flagrante por tráfico internacional de drogas.

Este vídeo revelador, compartilhado pela FAB, destaca os esforços conjuntos das forças de segurança brasileiras para combater o tráfico de drogas e proteger as fronteiras do país. É um lembrete vívido do incessante trabalho realizado nos bastidores para manter a ordem e a segurança em meio aos desafios enfrentados pelas autoridades.

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Mega-Sena acumula mais uma vez e prêmio vai a R$ 56 milhões

Veja os números sorteados: 14 – 36 – 38 – 46 – 55 – 60

As seis dezenas do concurso 2.711 foram sorteadas na noite desta quinta-feira (11), no Espaço da Sorte, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal acumulou e a estimativa para o próximo concurso, no sábado (13), R$ 56 milhões

Veja os números sorteados: 14 – 36 – 38 – 46 – 55 – 60.

A quina teve 69 apostas ganhadoras; cada uma vai pagar R$ 49.876,99. Já a quadra registrou 4.507 apostas vencedoras. Os acertadores vão receber, individualmente, um prêmio de R$ 1.090,84.

As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogos simples, com seis números marcados, custa R$ 5.00

Osmar Serraglio, ex-ministro da Justiça é visto em Formosa do Rio Preto; ele defende parte autora em disputa de terra contra ex-prefeito da cidade

Do centro das decisões nacionais ao palco de conflitos agrários em Formosa do Rio Preto | Foto de Darlan Lustosa do Portal do Cerrado

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na calorosa paisagem de Formosa do Rio Preto, Bahia, onde os conflitos agrários se entrelaçam com a história da terra, uma figura conhecida surge no horizonte. Osmar Serraglio, ex-ministro do governo de Michel Temer e figura proeminente como ex-deputado federal pelo Paraná, foi avistado em uma visita à cidade nesta quarta-feira (11/04), desfrutando de um almoço em um dos restaurantes locais, conforme relata o Portal do Cerrado, parceiro do Caso de Política.

No epicentro de uma batalha jurídica envolvendo disputa de terras, Serraglio emerge como defensor da parte autora, Ana Gabriela Villasboas Da Silva Borges. Ela busca a reintegração de posse de uma área, tendo como adversário um ex-prefeito da cidade. O processo, identificado pelo número 8000088-32.2023.8.05.0081, encontra-se sob a análise da 1ª Vara dos Feitos Relativos às Relações de Consumo, Cíveis e Comerciais de Formosa do Rio Preto.

O Dr. Serraglio traz consigo uma bagagem de experiência ímpar, tendo ocupado o posto de Ministro da Justiça durante a gestão de Michel Temer, quando Alexandre Morais ascendeu ao Supremo Tribunal Federal (STF). Sua trajetória não se limita apenas ao campo jurídico; em abril de 2017, o mesmo ano em que assumiu o cargo ministerial, Osmar Serraglio foi honrado com o mais alto grau da Ordem do Rio Branco, a Grã-Cruz suplementar, em reconhecimento aos seus serviços. Tal distinção ecoa uma história de engajamento e dedicação que remonta a anos anteriores, quando, em 2004, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva conferiu a Serraglio o título de Grande-Oficial especial da Ordem do Mérito Militar.

Fonte: Diário Oficial do TJ/BA – 11/04/2024

Uma breve análise da questão

A presença de Osmar José Serraglio em Formosa do Rio Preto não é apenas uma questão jurídica isolada; é um lembrete das complexas interseções entre política, poder e justiça que permeiam a paisagem brasileira. Como ex-ministro da Justiça, Serraglio está intimamente familiarizado com os desafios enfrentados pelo sistema judiciário brasileiro, especialmente quando se trata de lidar com questões de terra e propriedade. Sua presença nesse caso específico ressalta a necessidade de uma abordagem mais abrangente para enfrentar os problemas de grilagem e conflitos agrários, uma abordagem que leve em consideração não apenas os aspectos legais, mas também as dinâmicas políticas e sociais subjacentes.

À medida que o Brasil continua a lidar com questões de desigualdade e injustiça, especialmente no que diz respeito à distribuição de terras, figuras como a do advogado Osmar Serraglio desempenham um papel crucial ao chamar a atenção para esses problemas e buscar soluções que promovam a justiça e a equidade. Sua presença em Formosa do Rio Preto é um lembrete de que, apesar dos desafios, há esperança de que um dia essas comunidades possam alcançar uma resolução justa para seus conflitos de terra e construir um futuro mais sustentável e inclusivo para todos.

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Investigação liga crimes no Cerrado a gigantes da moda na Europa

Reportagem de Deutsche Wellei | IstoÉ – Até chegarem nas vitrines de gigantes como Zara e H&M, calças, bermudas, camisetas e meias de algodão deixam para trás um rastro de desmatamento, grilagem de terras e violação de direitos humanos no Brasil. Para o consumidor, as peças parecem acima de qualquer suspeita: a maioria estampa um selo de produção sustentável.
A denúncia faz parte do relatório Fashion Crimes da organização Earthsight, publicado nesta quinta-feira (11/04). Ao longo de um ano, uma investigação detalhada focou nos negócios que conectam as lavouras do Brasil, quarto maior produtor da commodity no globo, às marcas europeias.A ong analisou o caminho percorrido por 816 mil toneladas de algodão com a ajuda de imagens de satélite, registros de envios de mercadoria, arquivos públicos e visitas às regiões produtoras.

Segundo o relatório, essa matéria-prima foi destinada especialmente a oito empresas asiáticas que, entre 2014 e 2023, fabricaram cerca de 250 milhões de itens para as lojas. Muitos deles, alega a investigação, abasteceram marcas como H&M e Zara, entre outras.

“É chocante ver estas ligações entre marcas globais muito reconhecidas, mas que, ao que tudo indica, não se esforçam o suficiente para ter controle sobre estas cadeias de fornecimento, para saber de onde vem o algodão e quais tipos de impacto ele provoca”, diz Rubens Carvalho, chefe de Pesquisa sobre Desmatamento da Earthsight, à DW.

Crimes no Cerrado

O problema, afirma a ong baseada no Reino Unido, está na origem da matéria-prima. O algodão exportado sai principalmente do oeste da Bahia, região imersa no Cerrado brasileiro muitas vezes desmatado ilegalmente para ampliar o cultivo. Em alta, o corte desta vegetação dobrou nos últimos cinco anos, segundo monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Dentre os casos analisados no relatório, está o grupo SLC Agrícola. Fundado em 1977 no Rio Grande do Sul, o grupo diz ser responsável por 11% do algodão brasileiro exportado (safra 2019/2020).

O estudo da Earthsight também diz que, nos últimos 12 anos, estima-se que 40 mil campos de futebol de Cerrado tenham sido destruídos dentro das fazendas do SLC. Em 2020, a empresa, que também planta soja, foi apontada como a maior desmatadora do bioma, calculam pesquisadores do Chain Reaction Research.

Em 2021, o SLC se comprometeu junto a fornecedores com uma política de desmatamento zero. Um ano após a promessa, um relatório da Aidenvironment identificou o corte de 1.365 hectares de Cerrado dentro das propriedades que cultivam algodão, o equivalente a 1.300 campos de futebol. Quase metade estava dentro da reserva legal.

Uma consulta feita pela Earthsight no banco de dados do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) mostra mais de R$ 1,2 milhão de multas aplicadas por infrações ambientais desde 2008 nas fazendas do grupo no oeste da Bahia.

Uma das acionistas da SLC é a britânica Odey Asset Management. Em 2020, em uma entrevista para o diário britânico Financial Times, o fundador da empresa disse que arcar com as penalidades ambientais no Brasil era algo corriqueiro como “pagar multas de trânsito”.

Questionado, o grupo afirmou por meio de nota à DW que “todas as conversões de área com vegetação nativa da SLC seguiram os limites estabelecidos por lei”. Especificamente sobre a área desmatada em 2022 apontada no relatório da Aidenvironment, a empresa diz que a destruição se deu por “um incêndio natural, não ocasionado para a abertura de novas áreas para produção”.

Sobre as multas aplicadas pelo Ibama, a SLC Agrícola diz ter recorrido administrativamente de todas as autuações. “As multas que foram objeto de recurso estão em tramitação e não houve, até o momento, um julgamento definitivo”, diz a nota.

“Grilagem verde”

Outro grupo analisado em detalhes é o Horita, original do Paraná e atuante na Bahia desde a década de 1980. Dentre as várias denúncias feitas pela Earthsight está a chamada grilagem verde: imposição de reservas legais, ou áreas de preservação de propriedade privada, em zonas onde vivem comunidades tradicionais. A manobra impede que famílias realizem atividades de subsistência e, nos piores casos, permaneçam nas terras.

O conflito fundiário entre as famílias geraizeiras, como se identificam essas comunidades tradicionais na região, e fazendeiros data de 1970. Na década seguinte, a companhia Delfin Rio compra terras e registra o empreendimento como Agronegócio Condomínio Cachoeira do Estrondo. Segundo a Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais do estado (AATR), o grupo Horita é um dos sócios do complexo de fazendas.

Em 2017, as famílias geraizeiras da zona rural de Formosa do Rio Preto, no oeste baiano, ajuizaram uma ação contra a Estrondo por grilagem de terra e ganharam, em caráter liminar, a posse coletiva de 43 mil hectares que o empreendimento dizia ter comprado. A maior parte está no coração da Matopiba, zona de expansão do agronegócio que integra os estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, habitada há mais de 200 anos pelos geraizeiros.

Em 2019, a Operação Faroeste da Polícia Federal revelou um conluio do alto escalão do magistrado baiano para favorecer fazendeiros na mesma região. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), um esquema de compra de sentenças teria movimentado cifras bilionárias em disputas de terras e tinha participação de magistrados, empresários, advogados e servidores públicos. Walter Horita, um dos fundadores do grupo, é um dos réus no processo, ainda em julgamento.

Um dos magistrados acusado de vender sentença para grileiros, segundo a Operação Faroeste, atuou na ação que julgava a posse coletiva dos geraizeiros. Segundo a AATR, a liminar a favor das comunidades só passou a ser cumprida após o afastamento e prisão do juiz.

Procurado pela DW, o Grupo Horita declarou nesta quarta-feira que “aguardará a divulgação do relatório para qualquer nova manifestação, para além das que já foram proferidas pelo seu departamento jurídico, em resposta às acusações da ONG”.

“Todas as alegações negativas contra o Grupo Horita constantes da Carta da Earthsight, datada de 23/08/2023, como supostos ‘achados’, não correspondem à verdade”, diz um trecho da resposta enviada à ong.

Rota até as marcas europeias

Durante a investigação, a Earthsight seguiu a rota de 816 mil toneladas de exportações de algodão que saíram da SLC Agrícola e Grupo Horita entre 2014 e 2023 para os principais destinos: China, Vietnã, Indonésia, Turquia, Bangladesh e Paquistão. Com base em dados que permitem rastreio – o que não ocorre no caso chinês –, as pistas levaram a oito fabricantes de roupas na Ásia.

Todas as intermediárias identificadas (PT Kahatex, na Indonésia; Noam Group e Jamuna Group, em Bagladesh; Nisha, Interloop, YBG, Sapphire, Mtmt, no Paquistão) fornecem produtos acabados a marcas como Zara e H&M, segundo aponta a ong.

“O algodão que associamos aos abusos de direitos à terra e ambientais na Bahia tem certificação Better Cotton. Essa iniciativa falhou em impedir que este algodão chegasse aos consumidores preocupados”, afirma o relatório da Earthsight.

Criada em 2009 pela indústria e outras organizações, incluindo a WWF, a iniciativa criou um selo para atestar a origem da matéria-prima no intuito de garantir qualidade e respeito ao meio ambiente. No Brasil, segundo dados da Better Cotton, há 370 fazendas certificadas em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Em 2018, uma análise feita pela Changing Markets Foundation, organização que visa alinhar mercados a padrões de sustentabilidade com sede na Holanda, sobre certificadoras apontou problemas na Better Cotton. “Em geral, os padrões para o algodão certificado são baixos e aplicam-se apenas ao início da cadeia de abastecimento de algodão. Considerar o certificado uma garantia de sustentabilidade é enganoso”, dizia o levantamento.

A Better Cotton, sediada em Genebra, disse à DW que acaba de concluir uma auditoria aprimorada feita por terceiros das fazendas envolvidas e que precisa de tempo para analisar as conclusões e implementar mudanças, caso sejam necessárias. “As questões levantadas [pelo relatório] demonstram a necessidade premente de apoio governamental na abordagem das questões trazidas à luz e na garantia de uma implementação justa e eficaz do Estado de direito”, diz o e-mail da iniciativa.

Mais controle das cadeias

À DW, a H&M afirmou que “as conclusões do relatório são altamente preocupantes” e que encaram a questão com muita seriedade. “Estamos em estreito diálogo com a Better Cotton para acompanhar o resultado da investigação e os próximos passos que serão dados para fortalecer e revisar seu padrão”, respondeu a varejista, também por e-mail.

A Zara disse à DW que leva “as acusações contra a Better Cotton extremamente a sério” e exige que a certificadora compartilhe o resultado de sua investigação o mais rápido possível.

“Além disso, solicitamos com urgência as providências tomadas pela Better Cotton para garantir a certificação de algodão sustentável nos mais altos padrões”, disse a varejista por meio de nota.

Nesta quarta-feira, a Inditex, proprietária da Zara, exigiu mais transparência da Better Cotton após anúncio da divulgação do relatório para esta quinta. A Inditex enviou uma carta à iniciativa com data de 8 de abril, pedindo esclarecimentos sobre o processo de certificação e progressos em práticas de rastreamento de cadeias produtivas. A Inditex não compra o algodão diretamente dos fornecedores, mas as empresas produtoras são auditadas por certificadoras como a Better Cotton.

Para Rubens Carvalho, da Earthsight, responsabilizar os europeus é parte da solução para acabar com o desmatamento e violações de direitos nos centros produtores de commodities, como o Brasil.

“O algodão ainda é pouco regulamentado nos mercados europeus. Eles precisam regular seu consumo e desvinculá-lo de impactos negativos ambientais e humanos. É preciso uma regulamentação séria, que puna em caso de descumprimento. Isso aumenta a pressão sobre os produtores”, defende Carvalho.

UFOB disponibiliza vagas de monitoria para estudantes em Pré-Enem

A Pró-Reitoria de Extensão, por meio da Coordenação Geral selecionada para o UPT – UFOB,   está com chamada de seleção interna aberta para composição de equipe de Monitores do Pré-vestibular/Pré-Enem “Universidade Para Todos” (UPT – UFOB). São 17 vagas disponíveis para os campi de Barra (5), Luís Eduardo Magalhães (6) e Santa Maria da Vitória (6). Além disso, os selecionados poderão atuar, de maneira remota ou em aulões esporádicos, no UPT da cidade de Cristópolis.

Para concorrer, é preciso ser estudante regularmente matriculado na UFOB, estar cursando a partir do segundo semestre e ter Índice de Rendimento Acadêmico (IRA) igual ou superior a 5. As inscrições devem ser feitas via formulário eletrônico até esta sexta-feira (12).

Sobre UPT-UFOB

O UPT é um programa do governo do estado da Bahia que visa o fortalecimento das aprendizagens e a preparação dos estudantes concluintes e egressos da rede estadual para os processos seletivos de ingresso ao ensino superior e sua execução ocorre por meio de parcerias com as Universidades do estado.

Na UFOB, a parceria está em fase final de assinatura de contrato para atuação nos municípios de Barra, Cristópolis, Luís Eduardo Magalhães e Santa Maria da Vitória. Todo o projeto será custeado com recursos financeiros fornecidos pelo Governo da Bahia.

Toda a documentação referente à seleção está disponível aqui.

Baiano, líder religioso afro-brasileiro recebe Título de Doutor Honoris Causa da UNIFESP

Tata Nkisi Katuvanjesi (Walmir Damasceno) é a primeira liderança de Candomblé reconhecida por uma universidade pública federal no estado de São Paulo

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) prepara-se para homenagear uma figura marcante na preservação e disseminação dos saberes africanos no Brasil. Tata Nkisi Katuvanjesi, também conhecido como Walmir Damasceno, líder do Terreiro Inzo Tumbansi em Itapecerica da Serra, será agraciado com o título de Doutor Honoris Causa no próximo dia 10 de maio. Este será um momento histórico, pois será a primeira vez que uma liderança de religião de matriz africana receberá tal reconhecimento de uma universidade pública federal em São Paulo.

Nascido nos porões da Fazenda Liberdade, na zona rural de Barra do Rocha, no sul da Bahia, em 1963, Tata Nkisi Katuvanjesi é uma figura multifacetada: líder comunitário, político e religioso. Reconhecido nacional e internacionalmente como guardião dos saberes africanos, ele é aclamado por sua contribuição como embaixador desses conhecimentos ancestrais. Este título concedido pela UNIFESP o tornará o quarto doutor honoris causa da instituição, ao lado de nomes como Davi Kopenawa, Amelinha Teles e o educador Paulo Freire (in memoriam).

A cerimônia contará com a presença de ilustres personalidades do universo africano e afro-brasileiro, incluindo o rei Mwatchisenge-wa-Tembo, soberano Lunda Tchokwe, da República de Angola. A indicação de Tata Nkisi Katuvanjesi foi aprovada por aclamação durante uma reunião do Conselho Universitário da UNIFESP em novembro de 2023.

Ana Maria do Espírito Santo Slapnik, coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) da UNIFESP, destaca a trajetória de lutas de Tata em prol dos direitos das populações de matriz africana no Brasil, bem como sua dedicação à preservação da cultura e dos saberes Bantu. Sua atuação incansável na articulação entre lideranças políticas, religiosas e culturais é reconhecida como fundamental para a aproximação entre os saberes tradicionais e acadêmicos.

Além de suas contribuições religiosas, Tata Katuvanjesi é um ativo defensor da democracia, dos direitos humanos e da luta antirracista. Ele dirige o Terreiro Inzo Tumbansi e representa o Brasil no Centro Internacional de Civilizações Bantu (CICIBA), promovendo a reafricanização e a revisão linguística e litúrgica para uma maior conexão com as raízes kongo-angola.

Sua atuação transcende as fronteiras do Brasil, consolidando e difundindo as práticas associadas às tradições Bantu não só em terras brasileiras, mas também em outros países da América Latina e África. O título de Doutor Honoris Causa é um reconhecimento merecido de sua dedicação e contribuição inestimável para a preservação e promoção da cultura afro-brasileira e africana.

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Bahia regista 265 municípios em epidemia de Dengue; Oeste tem 24 sob epidemia

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Bahia enfrenta uma crise de saúde pública com a propagação da Dengue, revelam dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Até 7 de abril de 2024, foram notificados alarmantes 114.809 casos prováveis de Dengue, resultando em um Coeficiente de Incidência (CI) de 809,7 casos/100.000 habitantes. Comparativamente, na mesma semana epidemiológica em 2023, os casos prováveis eram de 14.561, representando um aumento vertiginoso de 788%. A situação é crítica em 265 municípios, declarados oficialmente em estado de epidemia de Dengue. Outros 80 municípios estão em risco e 18 em alerta.

Na região Oeste, a situação não é menos preocupante, com 24 municípios enfrentando uma epidemia. Entre esses, estão nomes como Angical, Baianópolis Bom Jesus da Lapa, Brotas de Macaúbas, Buritirama Carinhanha, Catolândia, Cocos, correntina, Cristópolis, Feira da Mata, Mansidão, Morpará, Muquém do São Francisco, Paratinga, Riachão das Neves, Riacho de Santana, Santa Rita de Cássia, Santana, São Félix do Coribe, Serra do Ramalho, Serra Dourada, Wanderley e Xique-xique.

No entanto, a ameaça se estende além, com nove municípios em estado de risco, incluindo Barreiras, Brejolândia Cotegipe, Ibotirama, Jaborandi, Luís Eduardo Magalhães, Oliveira dos Brejinhos, Santa Maria da Vitória e Sítio do Mato.

Canápolis, Formosa do Rio Preto, São Desidério são os três municípios da região que se encontram em estado de alerta.

O governo do estado tem respondido à crise com investimentos significativos, ultrapassando os R$ 21 milhões. Esses recursos foram destinados à aquisição de novos carros de fumacês, distribuição de cerca de 12 mil kits para agentes de Combate às Endemias, apoio a mutirões de limpeza e aquisição de medicamentos e insumos.

A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, destaca: “O Governo da Bahia tem investido no combate à Dengue, providenciando estrutura, pessoal e medicamentos nos municípios e nas unidades de saúde. Contamos com o apoio da população e das gestões municipais para que, juntos, possamos combater a Dengue e superar esse momento. Não deixem água parada nas suas residências e locais de trabalho e procurem uma unidade de saúde se sentirem os sintomas da doença”.

Apesar da gravidade da situação, a Bahia apresenta uma taxa de letalidade inferior à média nacional, atingindo 1,45%. No entanto, foram confirmados 30 óbitos por Dengue em diversos municípios, incluindo Vitória da Conquista, Jacaraci, Juazeiro e outros.

Além da Dengue, outros vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti também preocupam. Até 7 de abril de 2024, foram notificados 8.814 casos prováveis de Chikungunya, com três óbitos registrados, e 1.103 casos de Zika. A vacinação contra a Dengue tem sido uma estratégia importante, com 101.804 doses aplicadas até a data mencionada.

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Bunge anuncia ampliação de programa de agricultura regenerativa e premio para produtores sustentáveis

Empresa também afirmou que pagará um prêmio sobre o valor de mercado aos produtores que venderem à companhia soja, milho e trigo cultivados com técnicas sustentáveis

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Bunge, gigante do agronegócio, anunciou nesta quinta-feira sua intenção de expandir significativamente seu programa de agricultura regenerativa no Brasil, em uma iniciativa que visa incentivar práticas agrícolas mais sustentáveis e com menor emissão de gases de efeito estufa. Segundo a empresa, a área plantada abrangida pelo programa deve aumentar em 140% até 2026.

Além da expansão da área de cobertura, a companhia também revelou que pretende premiar os produtores que adotarem técnicas sustentáveis na produção de soja, milho e trigo, com um prêmio sobre o valor de mercado.

Rossano de Angelis Jr., vice-presidente de Agronegócio da Bunge para a América do Sul, explicou em entrevista à Reuters que o projeto, iniciado em 2023 com 250 mil hectares no Cerrado, será ampliado para 600 mil hectares até 2026, abrangendo estados das regiões Sul e Sudeste.

Para viabilizar essa expansão, a empresa planeja investir pelo menos 20 milhões de dólares ao longo de três anos. Esses recursos serão destinados não apenas ao pagamento dos prêmios, mas também à implementação de ferramentas tecnológicas, rastreabilidade, coleta de dados, assistência técnica e auditoria.

Angelis destacou que os pilares da agricultura regenerativa incluem práticas como plantio direto, cultivo de cobertura, rotação de culturas, uso de bioinsumos e fertilização natural, contribuindo para o sequestro de carbono e a redução de emissões de gases.

A Bunge também busca engajar seus clientes, incluindo indústrias de alimentos e biocombustíveis, no processo de transição para uma agricultura mais sustentável. Alguns clientes já expressaram interesse em não apenas adquirir produtos cultivados de forma sustentável, mas também investir na adoção dessas práticas nas fazendas participantes do programa.

Para isso, a empresa está em discussões avançadas com diversos clientes, embora os nomes ainda não possam ser divulgados devido a questões contratuais de confidencialidade.

Além da ampliação do programa, a Bunge também tem metas ambiciosas em relação à descarbonização e à preservação ambiental em sua cadeia de fornecimento. A empresa pretende ter sua cadeia de fornecimento livre de qualquer desmatamento até 2025, em conformidade com metas baseadas na ciência validadas pela Science Based Targets Initiative (SBTi).

Essa iniciativa reforça o compromisso da Bunge com a sustentabilidade e a busca por um modelo agrícola mais responsável e amigável ao meio ambiente.

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Bahia Farm Show 2024 tem 100% dos espaços comercializados

A feira agrícola, que será realizada de 11 a 15 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA) tem confirmadas 420 empresas expositoras que vão representar mais de mil marcas em uma área de 242 mil metros quadrados

A Bahia Farm Show 2024 já está com o seu portfólio de empresas, produtos, serviços e marcas totalmente fechado. Isto porque, a menos de dois meses para o início da feira, a organização confirmou a ocupação de 100% dos espaços comercializados. Entre os dias 11 e 15 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, o público visitante e potenciais compradores poderão conferir um total de 420 empresas que vão representar mais de mil marcas com as mais modernas tecnologias do mercado, a exemplo das tradicionais revendas de máquinas, implementos agrícolas, tecnologias de irrigação, drones, softwares, aviões e estruturas como silos e armazéns. Toda esta riqueza e diversidade de produtos e serviços, com foco na área agrícola, estarão em exposição em uma área total de 242 mil metros quadrados, distribuídos na área externa do complexo, e nos três galpões cobertos.

Para o presidente da Bahia Farm Show e da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Odacil Ranzi, a grande procura das empresas demonstra o otimismo do mercado, a confiança dos expositores no retorno do investimento e a ansiedade dos produtores rurais que estão esperando a feira chegar para conferir o que há de melhor em tecnologia para fechar bons negócios. “Temos mais de 200 empresas na fila de espera, o que reforça o reconhecimento do setor agrícola em relação à feira. Isto só renova a nossa determinação para organizar a melhor feira agrícola, dentre todas as edições que já fizemos. Temos uma infraestrutura consolidada, e em condições de receber com maior conforto e qualidade mais de 100 mil pessoas nos cinco dias de evento. Somos otimistas por natureza e tenho certeza que mais uma vez faremos uma feira de sucesso”, afirma.

Com o tema “Agro: A herança do Brasil”, a 18ª edição da Bahia Farm terá um crescimento de 9% de área na sua infraestrutura, o que vai garantir uma ampla área para o estacionamento para expositores e visitantes, com capacidade mais de 1000 veículos, e ampliada a quantidade de banheiros, saindo de 18 para 36 sanitários. O coordenador da Bahia Farm, Luiz Pradella, explica que parte dos investimentos foi direcionada para uma nova rede elétrica, o reforço da rede hidráulica e irrigação, internet com fibra óptica para os expositores e wi-fi para os visitantes. “Para garantir a melhor experiência aos visitantes, teremos 100% das ruas asfaltadas, parte delas cobertas, além de restaurantes, área de alimentação e de food truck, espaço de comercialização de produtos da agricultura familiar e playground para as crianças”, afirma.

 

Organização- A grande novidade para quem visita o complexo é a construção de uma capela na praça central com estrutura de 40 metros quadrados e um paisagismo totalmente remodelado. A feira vai disponibilizar aos visitantes uma plataforma que vai estabelecer uma maior interação, tornando-se mais um canal de comunicação para expositores e visitantes. O evento vai garantir segurança 24 horas, atendimento médico, sistema de internet e som interno e acesso facilitado e sem filas com o ingresso digital com direito a compra online. A Bahia Farm Show 2024 é uma realização da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com o apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento do Oeste Baiano (Fundação Bahia) e Associação dos Revendedores e Representantes de Máquinas, Equipamentos e Implementos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba).

Araticum Assessoria de Comunicação – 11/04/2024

Tiago Orunesu anuncia que Governo Lula libera a construção de 200 novas casas em Mansidão através do Programa Minha Casa, Minha Vida

Os investimentos serão R$ 17.680.000,00 para a construção de 50 casas na zona urbana e 150 na zona rural

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O mobilizador social e pré-candidato a prefeito de Mansidão, Tiago Orunesu, anunciou através de suas redes sociais uma notícia de grande importância para o município de Mansidão. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, Tiago Orunesu comunicou que o Governo Federal contemplou a cidade com o Programa Minha Casa Minha Vida, destinando recursos para a construção de 200 unidades habitacionais.

Casas já entregues através de projetos coordenados por Thiago Orunesu

Com um investimento total de R$ 17.680.000,00, o programa viabilizará a edificação de 50 casas na zona urbana e 150 na zona rural, beneficiando diretamente a população local.

Em suas palavras, Orunesu expressou sua satisfação com a seleção de Mansidão:

“Querida população de Mansidão, é com grande alegria que nós anunciamos a seleção do Minha Casa Minha Vida, realizada hoje pelo Governo Federal, onde Mansidão será contemplada com 200 casas, sendo 50 para a zona urbana e 150 para a zona rural. Ao todo, o investimento será de R$ 17.680.000,00. Parabéns, Mansidão. Parabéns a todas as entidades contempladas”.

Interior das unidades habitacionais já entregues

Essa conquista se soma a uma série de iniciativas lideradas por Tiago Orunesu em prol do desenvolvimento de Mansidão. Em 2023, Orunesu foi eleito o melhor político do município e tem se destacado por suas ações em benefício da comunidade. Entre seus feitos, destaca-se a entrega de 1 trator para a comunidade do Tamboril e a coordenação de projetos habitacionais que resultaram na construção de 115 casas na cidade, além de outras 96 casas em comunidades próximas e 37 em áreas rurais de Santa Rita de Cássia.

Além de suas contribuições como mobilizador social, Orunesu também tem uma trajetória profissional marcada pelo comprometimento. Analista Ambiental, com formação em Apicultura e Meliponicultura, pré-candidato a prefeito em Mansidão, já atuou como Secretário Municipal de Saúde, obtendo uma avaliação positiva de 79% de sua gestão.

Fachada da unidade habitacional entregue em 14 de abril de 2019

Tiago Orunesu tem sido um importante articulador político, conseguindo assegurar diversos investimentos para Mansidão através de intervenções junto aos governos Estadual e Federal. Sua atuação tem sido reconhecida como fundamental para o progresso e bem-estar da população local.

Veja atuações de destaques

  • Em 2023, foi eleito o melhor político de 2023 de Mansidão;
  • Entregou 1 trator para a comunidade do Tamboril;
  • Responsável por projetos habitacionais para a construção de 115 casas em Mansidão;
  • 96 casas nas comunidades dos Baixões, Barra-Ba; e
  • 37 em comunidades rurais de Santa Rita de Cássia;
  • Foi Secretário municipal de Saúde e saiu com uma avaliação positiva de 79%.
  • Fez diversas intervenções junto ao Governo Estadual e Federal garantindo diversos investimentos para Mansidão
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