Bayer é condenada a pagar US$ 2,1 bi por herbicida ligado a câncer

A Bayer incorporou o Roundup ao seu portfólio ao adquirir a empresa americana Monsanto por US$ 63 bilhões em 2018

Veredito nos EUA impõe multa bilionária à farmacêutica alemã, que recorrerá da decisão e defende segurança do produto Roundup

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A farmacêutica alemã Bayer foi condenada a pagar cerca de US$ 2,1 bilhões a um homem que alegou ter desenvolvido câncer pelo uso do herbicida Roundup. O veredito foi proferido por um júri na Geórgia, nos Estados Unidos, e representa mais um revés para a companhia, que já desembolsou cerca de US$ 10 bilhões em processos semelhantes.

A decisão inclui US$ 65 milhões em danos compensatórios e US$ 2 bilhões em danos punitivos, segundo os escritórios de advocacia Arnold & Itkin LLP e Kline & Specter PC, que representam o autor da ação. As informações são da agência Reuters.

A Bayer afirmou que discorda da sentença e que recorrerá. Em outros casos, a empresa conseguiu reduzir valores estabelecidos pelos júris em até 90%. A companhia também reiterou que o Roundup é seguro e informou que pretende levar o caso à Suprema Corte dos EUA.

O grupo farmacêutico alemão adquiriu o Roundup como parte de sua aquisição de US$ 63 bilhões da empresa agroquímica norte-americana Monsanto em 2018.

O glifosato pode ser banido no Brasil?

O glifosato é um princípio ativo desenvolvido na década de 1950 para a fabricação de produtos químicos, inicialmente utilizado na indústria farmacêutica. Tornou-se amplamente conhecido nos anos 1970, quando a Monsanto – atualmente parte da Bayer – lançou um herbicida à base dessa molécula. A popularidade do produto cresceu nos anos 1990, com o lançamento das sementes transgênicas Roundup, resistentes ao glifosato.

Esse herbicida é aplicado nas folhas de plantas daninhas, impedindo sua capacidade de absorver nutrientes. Além disso, pode ser utilizado como dessecante. Sua eficácia é superior à de outros herbicidas, controlando mais de 150 espécies de plantas invasoras em diversas culturas. No entanto, ele não costuma ser empregado durante o ciclo de produção, exceto no cultivo da soja transgênica, que é resistente ao agrotóxico.

Com o tempo, ervas daninhas têm desenvolvido resistência ao glifosato, o que tem levado à sua combinação com outros herbicidas para manter a eficiência. No Brasil, seu uso é autorizado no plantio de diversas culturas, como algodão, arroz, café, cana-de-açúcar, milho, soja, trigo e uva.

Proibição em outros países

O glifosato foi proibido na Áustria e na Alemanha. Na França, o governo anunciou, em dezembro de 2020, que concederia auxílio financeiro a agricultores que deixassem de usá-lo. No México, o governo determinou que o uso do herbicida será eliminado até 2024, substituindo-o por alternativas consideradas mais sustentáveis.

Nos Estados Unidos, embora o produto seja amplamente utilizado, ele tem sido alvo de processos judiciais contra a Bayer, sob alegações de que o Roundup pode causar câncer. Em junho de 2020, a empresa firmou um acordo bilionário para encerrar diversas ações judiciais no país.

Regulamentação no Brasil

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu manter o uso do glifosato com restrições. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União em dezembro de 2020, encerrando uma reavaliação iniciada em 2008.

Em 2019, a Anvisa já havia concluído que o glifosato “não apresenta características mutagênicas e carcinogênicas” e “não é um desregulador endócrino”, ou seja, não interfere na produção de hormônios. No final de 2020, o órgão determinou que, para aplicação do defensivo nas lavouras, os agricultores devem utilizar tecnologias que reduzam em 50% a dispersão das gotas do agrotóxico para áreas vizinhas. Para doses acima de 3,7 mil gramas por hectare, a Anvisa exige uma margem de segurança de cinco metros entre a lavoura e áreas próximas a moradias ou escolas.

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Projeto prevê pena de até 12 anos para fraudes no sistema de regulação do SUS

Proposta criminaliza manipulação indevida de dados no Sisreg; penas serão agravadas para servidores e em casos com danos a terceiros

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que endurece as penalidades para fraudes no Sistema de Regulação do SUS (Sisreg). O PL 149/2025 tipifica como crime a inserção, alteração ou exclusão de dados no sistema do Ministério da Saúde para obtenção de vantagem indevida ou prejuízo a terceiros. Se aprovado, o projeto alterará o Código Penal, estabelecendo penas de reclusão de dois a 12 anos, além de multa.

As punições podem ser agravadas em um terço até a metade quando o crime for cometido por servidor público. Se houver danos a terceiros, o aumento da pena pode chegar a dois terços. O autor da proposta, deputado Max Lemos (PDT-RJ), ressalta que a regulação eficiente do SUS é essencial para garantir a organização e a transparência no atendimento à saúde pública. Segundo ele, fraudes comprometem a confiança na gestão do sistema e podem gerar distribuição inadequada de recursos.

Criado em 1999, o Sisreg sistematiza a distribuição de recursos assistenciais, auxilia no planejamento da saúde pública e permite monitoramento em tempo real de leitos, consultas e exames. O sistema também é responsável pelo agendamento de internações, controle do fluxo de pacientes e distribuição de cotas entre unidades de saúde.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Saúde e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso aprovado em todas as instâncias, seguirá direto para o Senado sem necessidade de votação no plenário da Câmara.

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Vacinação gratuita para cães e gatos pode virar lei no Brasil

Projeto prevê imunização essencial sem custos para tutores de baixa renda; proposta tramita na Câmara

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que pode garantir vacinação gratuita para cães e gatos em todo o território nacional. O PL 436/2025 prevê que o fornecimento dos imunizantes será priorizado para tutores de baixa renda cadastrados no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). A medida busca prevenir doenças graves nos animais e reduzir riscos sanitários para a população.

Pelo texto, a União será responsável por adquirir e distribuir as vacinas aos estados e municípios, que ficarão encarregados da aplicação das doses. A imunização poderá ser viabilizada por meio de parcerias entre o setor público e entidades privadas, com ou sem fins lucrativos.

A proposta estabelece que, para os cães, serão consideradas essenciais as vacinas contra cinomose, parvovirose, adenovirose, leptospirose, raiva e as polivalentes V8 ou V10. Já para os gatos, estão incluídas as vacinas contra parvovírus felino, calicivírus, herpesvírus, raiva e as versões tríplice ou quádrupla felina. O projeto também prevê a possibilidade de inclusão de outros imunizantes, conforme necessidade sanitária.

O autor do projeto destaca que a imunização gratuita é uma medida fundamental tanto para o bem-estar dos animais quanto para a saúde pública. Doenças como cinomose e leptospirose, altamente contagiosas e de difícil tratamento, podem ter impactos severos tanto para os animais quanto para os humanos. Ele também reforça que campanhas educativas associadas à distribuição gratuita das vacinas podem ampliar a adesão à imunização.

Atualmente, o projeto está em análise na Comissão de Saúde da Câmara, aguardando a designação de um relator. Em seguida, passará pelas Comissões de Meio Ambiente, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça. A proposta tramita em caráter conclusivo, o que significa que, se for aprovada em todas as comissões, poderá seguir diretamente para o Senado sem necessidade de votação no Plenário da Câmara.

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STF julga denúncia contra Bolsonaro por tentativa de golpe com reforço na segurança e transmissão ao vivo

Corte analisa se ex-presidente e aliados se tornarão réus por crimes contra o Estado Democrático de Direito, em julgamento com forte esquema de segurança e ampla cobertura da TV Justiça

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (25), às 9h30, o julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete aliados por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. A sessão, considerada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) uma das mais graves ameaças ao Estado democrático de direito desde a redemocratização, será realizada pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Os ministros decidirão se há elementos suficientes para abrir ação penal contra Bolsonaro e os demais acusados. Se a maioria aceitar a denúncia, eles se tornarão réus e responderão formalmente pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição do Estado democrático de direito, dano qualificado pela violência, deterioração de patrimônio tombado e constituição de organização criminosa armada. A denúncia da PGR se baseia em investigações da Polícia Federal que apontam uma estrutura organizada para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito democraticamente em outubro de 2022.

O julgamento terá um forte aparato de segurança física e digital, em esquema conjunto com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. O controle de acesso ao prédio da Primeira Turma será reforçado, o policiamento ostensivo será intensificado no entorno da Praça dos Três Poderes, e o monitoramento de ameaças virtuais será constante.

Outro diferencial será a transmissão ao vivo pela TV Justiça, uma medida excepcional para julgamentos das turmas, justificada pela relevância institucional do processo e pelo envolvimento de um ex-presidente da República em uma tentativa de ruptura democrática.

A sessão será aberta pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, com a leitura do relatório. Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, fará a sustentação oral, e os advogados de defesa dos oito denunciados terão a oportunidade de apresentar seus argumentos. Caso o julgamento não seja concluído nesta terça-feira, a análise continuará na quarta-feira (27), no mesmo horário, com a votação dos ministros seguindo a ordem tradicional da Turma.

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Suplente de Eduardo Bolsonaro assume vaga com histórico controverso: defesa contra “nova ordem satânica” à denúncia na Lava Jato

Missionário José Olímpio já propôs lei para proibir chips em humanos e foi citado em investigação sobre corrupção na Petrobras

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Com a licença de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que alegou perseguição política para se afastar do mandato, a bancada de São Paulo ganha um novo integrante na Câmara dos Deputados: o suplente Missionário José Olímpio (PL-SP). O missionário, que já ocupou a vaga entre 2011 e 2019, retorna ao Congresso Nacional por ao menos 122 dias, período da licença solicitada por Eduardo para tratar de interesses pessoais, sem remuneração.

Empresário e formado em Direito, José Olímpio, de 68 anos, é membro da Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada pelo apóstolo Valdemiro Santiago. Sua trajetória política, no entanto, é marcada por propostas controversas e passagens por legendas diversas, como MDB, PP, PPB, DEM e União Brasil, até se filiar ao PL.

Em 2014, o site Congresso em Foco revelou que Olímpio foi o autor de um projeto de lei para proibir o implante de dispositivos eletrônicos e eletromagnéticos em seres humanos. Segundo ele, o objetivo era evitar uma “satânica nova ordem mundial”, argumentando que “o fim dos tempos se aproxima” e que “há um grupo de pessoas que busca monitorar e rastrear cada passo de cada ser humano”. O projeto, considerado inusitado, acabou arquivado sem ser analisado.

Na época, em entrevista ao Congresso em Foco, Olímpio rebateu as críticas, afirmando que a proibição ajudaria a reduzir riscos para a segurança e a defesa nacional. “Pode parecer [uma proposta] inusitada, mas queremos evitar que amanhã, que pode ser daqui a dez ou cem anos, soframos uma intervenção como a ocorrida no Kuwait, em 1990”, disse.

Outras propostas do missionário incluem a transferência simbólica e temporária da capital do Brasil para Itu (SP), sua principal base eleitoral, justificando a iniciativa com a alegação de que o município sediou a primeira convenção republicana do Brasil em 1889.

Além do histórico de propostas incomuns, a trajetória de José Olímpio também carrega o peso de uma denúncia na Operação Lava Jato. Ainda filiado ao PP, o deputado foi acusado de receber mesada de empreiteiras investigadas por um esquema de corrupção na Petrobras. No entanto, ao longo das investigações, não houve comprovação da denúncia e o inquérito foi arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2017.

Em resposta ao site em 2015, antes do arquivamento da denúncia, o missionário afirmou que “a verdade está se revelando e confirmando a minha inocência” e que o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, havia descartado seu nome de qualquer participação no esquema. “Volto a dizer que sempre pautei minha vida pública na legalidade e na transparência. Peço a Deus que me ilumine e que eu possa continuar exercendo meu trabalho sempre em benefício do povo”, disse.

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Eduardo Bolsonaro se licencia para “lutar pela democracia” nos EUA e levanta questionamentos

Autodenominado patriota, filho “03” de Bolsonaro mira sanções econômicas contra o país enquanto levanta críticas diante de histórico de declarações antidemocráticas e exaltação a torturador

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deferiu o pedido de licença apresentado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), oficializando o afastamento do parlamentar. O filho “03” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) alegou que permaneceria nos Estados Unidos para “focar em buscar as justas punições que Alexandre de Moraes e a sua gestapo da Polícia Federal”.

O ofício de Eduardo Bolsonaro continha dois pedidos:

  • Licença para tratamento de saúde: Dois dias, a partir de quinta-feira (20/3), para abonar falta na sessão que aprovou o Orçamento de 2025.
  • Licença de 120 dias: A partir deste sábado (22/3), por tempo indeterminado.

Motta deferiu ambos os pedidos e determinou a convocação do suplente, Missionário José Olímpio (PL-SP), que assumirá a cadeira durante a ausência do filho “03”. No site da Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro já consta como “não está em exercício”.

Portal da Câmara dos Deputado já registra Eduardo Bolsonaro como: “NÃO ESTÁ EM EXERCÍCIO”

A decisão de Eduardo Bolsonaro de permanecer nos Estados Unidos e se licenciar do mandato foi comunicada na última terça-feira (18/3). Em pronunciamento, o parlamentar afirmou que a medida seria uma forma de “focar em buscar as justas punições que Alexandre de Moraes e a sua gestapo da Polícia Federal”.

Jair Bolsonaro também se manifestou sobre a decisão do filho, afirmando que Eduardo estaria nos Estados Unidos para buscar maneiras “para que o país retorne à sua normalidade democrática”. O ex-presidente alegou que “apenas internamente não temos como sair dessa situação que nos encontramos, em que uma pessoa manda em tudo”, em referência a Alexandre de Moraes.

“E ele tem essa preocupação de continuar lutando pela liberdade pelo seu país lá fora. No meu entender, ele pode nos ajudar muito mais lá do que aqui dentro”, completou Jair Bolsonaro.

Contudo, a alegação de que Eduardo Bolsonaro estaria “lutando pela democracia” gera questionamentos e críticas, considerando o histórico do parlamentar, que já defendeu publicamente a volta do AI-5, afirmou que para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF) bastaria “um cabo e um soldado”, e tem como ídolo o reconhecido torturador da ditadura militar, Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Ademais, nos Estados Unidos, o autodenominado patriota Eduardo Bolsonaro tem sinalizado que pretende intensificar uma campanha contra o ministro Alexandre de Moraes, chegando a defender abertamente a aplicação de sanções econômicas contra o Brasil.

Olho: Afastamento de Eduardo Bolsonaro para “lutar pela democracia” nos EUA levanta críticas diante de seu histórico autoritário e exaltação a figuras controversas, além de deflagrar campanha por sanções econômicas contra o próprio país.

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Otoniel Teixeira tentou surfar em obra federal de 500 casas populares em Barreiras. Solicitação foi feita por construtora

Governo Federal financia, Estado articula e Prefeitura tenta pegar carona na paternidade do projeto

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O anúncio da construção de 500 moradias populares pelo programa Minha Casa, Minha Vida em Barreiras trouxe à tona um embaraçoso episódio de disputa pela autoria do projeto. O prefeito Otoniel Teixeira (União Brasil) tentou capitalizar politicamente a obra, marcando até um evento isolado para anunciar o início das construções e assinar a ordem de serviço.

Contudo, ao ser confrontado pelos fatos, teve que recuar e remanejar a cerimônia para a sexta-feira (21), quando a presença de autoridades federais reforçou de quem realmente é o investimento: do Governo Federal.

Unidades habitacional foram autorizadas pelo governo federal através de solicitação da LPR Construções e Empreendimentos LTDA

A tentativa de Otoniel de convencer os desavisados de que o pedido das moradias partiu de sua gestão esbarrou na realidade dos documentos oficiais. A portaria MCID nº 1.262, de 8 de novembro de 2024, comprova que a solicitação das unidades habitacionais foi feita pela empresa LPR Construções e Empreendimentos LTDA (CNPJ 12.381.060/0001-80), sem qualquer intervenção ou articulação por parte da Prefeitura de Barreiras.

Clique aqui para acessar a íntegra da Portaria.

“A União financia o programa, os Estados são responsáveis pela articulação e os municípios têm papel de cadastrar beneficiários e oferecer infraestrutura básica”, disse o ministro Rui Costa.

Já em publicação oficial, Rui disse:

O investimento total de R$ 82,5 milhões viabilizou a construção dos Residenciais Viver Melhor I e II, beneficiando cerca de 2 mil pessoas. Foram entregues 250 unidades habitacionais em cada empreendimento, garantindo moradia a famílias de baixa renda”. Ver aqui.

A cerimônia contou com a presença do Ministro da Casa Civil, Rui Costa PT e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), além de políticos, liderança e empresários, evidenciando a verdadeira origem dos recursos e da execução do projeto.

Enquanto isso, a Prefeitura de Barreiras acumula pendências na infraestrutura dos conjuntos habitacionais já existentes. No Residencial Buritis, por exemplo, a falta de uma creche escancara o despreparo na garantia de serviços básicos para os moradores. Afinal, não basta entregar casas, é preciso assegurar qualidade de vida.

A sociedade civil precisa estar atenta para que o Minha Casa, Minha Vida cumpra seu propósito e não seja reduzido a uma mera ferramenta de autopromoção política. O direito à moradia deve vir acompanhado de planejamento, infraestrutura e compromisso real com a população.

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Hospital do Oeste recebe doações do Conjunto Penal de Barreiras e pode ampliar parceria

Unidade prisional doa hortaliças e livros para o hospital e estuda ampliar ações para confecção de enxovais e manutenção de móveis

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Hospital do Oeste (HO) recebeu, na última terça-feira (18), uma doação de 400 kg de hortaliças cultivadas no Conjunto Penal de Barreiras. Além dos alimentos, que serão destinados à alimentação de pacientes, acompanhantes e funcionários da unidade, foram entregues 160 livros para a biblioteca do hospital. A ação, realizada pela administração do presídio, reforça a proposta de reintegração social dos internos por meio do trabalho e da solidariedade.

A entrega contou com a presença do diretor do Conjunto Penal, André Guedes, acompanhado da coordenadora de saúde da unidade, Anísia Katayama; do gerente operacional, Rodrigo Mateus; da responsável técnica, Liliane Batista; e do gerente administrativo, Glauber Izidro. Segundo Guedes, a iniciativa fortalece a conexão entre os internos e a comunidade, criando oportunidades para novas colaborações.

“Buscamos promover a reinserção social dos reeducandos com atividades produtivas. A produção agrícola dentro do complexo prisional já beneficia diversas instituições, e, com essa parceria com o HO, pretendemos expandir nossas ações, como a confecção de roupas de enxoval hospitalar, reparos em uniformes e manutenção de móveis, como o estofamento de poltronas”, destacou o diretor da unidade prisional.

Para a líder geral do HO, Marina Barbizan, a contribuição vai além dos materiais entregues, representando um impacto positivo tanto para os beneficiados diretos quanto para os internos envolvidos no projeto.

“Em nome de nossos pacientes e colaboradores, agradecemos pelas doações e pelo comprometimento social do Conjunto Penal de Barreiras. Ações como essa demonstram que a ressocialização pode ser efetiva e gerar benefícios concretos para a sociedade”, afirmou.

O hospital e a unidade prisional estudam ampliar a parceria para novas iniciativas que contribuam para a ressocialização dos internos e o suporte à unidade de saúde.

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PF prende brasileiro que planejava ataque terrorista e exaltava grupos extremistas

Homem detido em Porto Alegre mantinha arsenal e contatos com radicais no exterior

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta sexta-feira (21), um brasileiro identificado como Daniel Andrade, acusado de planejar um atentado terrorista no país. Ele foi alvo da Operação Mujahidin, realizada em parceria com a Brigada Militar do Rio Grande do Sul e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Segundo as investigações, Daniel estava em fase avançada de radicalização e mantinha contato com grupos extremistas no exterior.

De acordo com o relatório final da PF enviado à Justiça Federal, o suspeito compartilhava nas redes sociais imagens e símbolos de organizações como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico. Ele também fazia apologia ao nazismo e incitava o extermínio da comunidade judaica. Além disso, realizava pesquisas sobre a fabricação de explosivos e o uso de equipamentos militares para a execução de ataques violentos.

Apreensão de arsenal e ideologia extremista

Durante a operação, os agentes encontraram na residência de Daniel um vasto arsenal, composto por facas, machadinhas, bastões, soqueiras, simulacros de armas de fogo, armas de pressão e airsoft, colete balístico, munições, gás de pimenta e material incendiário. Além dos equipamentos, foram apreendidos livros, camisetas, bandeiras e vídeos de exaltação a grupos terroristas, além de material vinculado à supremacia branca e ao nazismo.

As autoridades classificaram o caso como de “alta periculosidade”, destacando que o investigado estava em processo acelerado de doutrinação e recrutamento.

“Ele estava aprendendo diretamente com extremistas e se preparando para possíveis atentados, o que exigiu uma ação rápida para mitigar riscos à população”, afirmou um investigador ligado ao caso.

Investigação sob sigilo e possíveis acusações

A PF mantém o inquérito sob sigilo e trabalha para identificar possíveis cúmplices ou conexões dentro e fora do Brasil. Daniel pode responder por crimes como terrorismo, incitação ao ódio, apologia ao nazismo e posse de armamento restrito.

A operação ressalta a crescente vigilância das forças de segurança sobre ameaças internas e reforça a cooperação entre órgãos nacionais e internacionais no combate ao terrorismo.

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Cidade do ABC Paulista inova ao lançar 1ª clínica pública de cannabis medicinal do Brasil

Pioneirismo pavimenta acesso gratuito ao canabidiol para pacientes com dores crônicas, TEA e outras condições

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Ribeirão Pires, no ABC Paulista, celebrou seu aniversário com um marco histórico para a saúde pública brasileira: a inauguração da primeira clínica pública de cannabis medicinal do país. A unidade, fruto de uma parceria com a Associação Terapêutica Flor da Vida, já está em funcionamento e promete facilitar o acesso a tratamentos à base de canabidiol (CBD).

A iniciativa pioneira impulsionou o Consórcio Intermunicipal Grande ABC a incluir na pauta da próxima Assembleia de Prefeitos a proposta de regionalização da distribuição gratuita de canabidiol. O medicamento, derivado da cannabis, tem se mostrado eficaz no tratamento de diversas condições, como dores crônicas, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e alterações neurológicas.

“A gente sempre debateu que nós faríamos primeiro para poder levar esse projeto ao Consórcio ABC”, declarou o vice-presidente do Consórcio ABC e prefeito de Ribeirão Pires, Guto Volpi. “Acho que a partir de hoje a gente já abre essa discussão regional pelo Consórcio, que hoje tem a capital junto também, para ter um crescimento maravilhoso, com um resultado extraordinário de saúde pública”.

Ribeirão Pires já havia se destacado em 2022 ao sancionar a lei que estabelece as diretrizes para a Política Municipal de medicamentos formulados à base de canabidiol, tornando-se a primeira cidade do estado de São Paulo e a terceira do Brasil a legislar sobre o tema.

O debate sobre a utilização do canabidiol na região do ABC já vinha sendo conduzido desde 2023 pela Agência de Desenvolvimento Econômico, envolvendo empresas, universidades e movimentos sociais. A iniciativa da clínica pública em Ribeirão Pires consolida o debate e o eleva para a esfera do poder público municipal, por meio do Consórcio ABC.

Este exemplo aqui da clínica de Ribeirão Pires é um marco não só para nossa região, mas também para todo o Estado e para o Brasil”, ressaltou o secretário-executivo do Consórcio ABC e presidente da Agência de Desenvolvimento, Aroaldo da Silva. “Este é o pontapé para a gente consolidar essa política e levar este serviço para as outras cidades do Grande ABC”.

Canabidiol: Eficácia comprovada em diversas condições

O canabidiol (CBD) tem demonstrado resultados promissores em diversos tratamentos, com evidências científicas sólidas, especialmente em casos de síndromes de epilepsia infantil, como as síndromes de Dravet e de Lennox-Gastaut (LGS), que frequentemente não respondem aos medicamentos anticonvulsivantes tradicionais. Estudos apontam que o CBD pode reduzir o número de convulsões e, em alguns casos, até mesmo interrompê-las completamente.

Além disso, o CBD tem se mostrado eficaz no alívio de sintomas de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, e em condições mais comuns, como depressão, ansiedade, insônia, dores e estresse.

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