Alcolumbre e Motta apostam na pacificação e harmonia entre os Poderes

Discursos ressaltam consenso, independência parlamentar e necessidade de diálogo político

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A eleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para a presidência do Senado e de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados reforçou um tom de conciliação e equilíbrio entre os Poderes. Ambos os eleitos neste sábado (01), que conquistaram votações expressivas, enfatizaram a necessidade de pacificação do cenário político e prometeram atuar em favor da estabilidade institucional.

Alcolumbre, que recebeu 73 votos de um total de 81 senadores, definiu sua vitória como “uma das mais expressivas já vistas no Senado”. Seu discurso girou em torno da ideia de unidade e de um parlamento plural.

Todos os partidos políticos no Senado estão hoje na Mesa Diretora. Isso não é exercer a democracia, o debate, o entendimento?”, questionou, reafirmando que sua gestão buscará a harmonia entre os Poderes sem abrir mão da independência do Legislativo.

Motta, por sua vez, destacou o amplo consenso obtido em sua eleição, na qual recebeu 444 votos de 513 deputados, superando os adversários com larga vantagem. Ele apresentou um discurso de pragmatismo, focado nas demandas populares e na eficiência da gestão pública.

O povo brasileiro não quer discórdia, quer emprego. O povo brasileiro não quer luta pelo poder, quer que os poderes lutem por ele”, declarou.

A convergência entre os dois discursos não se deu por acaso. Ambos os novos presidentes legislativos defendem a necessidade de um Congresso ativo, mas que dialogue com o governo e demais instituições sem gerar crises institucionais. Alcolumbre reforçou esse compromisso ao afirmar que deseja ser uma “ponte” entre as diferentes esferas de poder, lamentando a polarização política e a destruição de espaços de diálogo.

Infelizmente, as pessoas estão destruindo as pontes. A gente está ficando sem uma ponte de diálogo para sentar numa mesa com civilidade e ouvir a opinião contrária sem ter que agredir, sem ter que ofender, sem ter que atacar”, afirmou.

Motta seguiu linha semelhante, ressaltando a importância da estabilidade política e econômica para a democracia. Ao se dirigir ao empresariado e ao mercado financeiro, enfatizou que “não há democracia com caos social, não há estabilidade social com caos econômico”. Sua defesa de responsabilidade fiscal e transparência nas contas públicas veio acompanhada da promessa de criar uma plataforma integrada para divulgar os gastos do orçamento de forma acessível à sociedade.

A nova composição das Casas Legislativas também foi destacada nos discursos, com ambos os presidentes reafirmando a importância de um parlamento forte. Motta citou Ulysses Guimarães para sustentar que nenhum Poder pode se sobrepor aos demais e que o equilíbrio institucional é a chave para a manutenção da democracia. Já Alcolumbre fez um apelo à unidade dos senadores, prometendo respeitar a independência de cada parlamentar e construir consensos sempre que possível.

O novo cenário desenhado no Congresso promete uma gestão voltada para a conciliação, mas sem perder de vista a autonomia legislativa. A pacificação do ambiente político e o fortalecimento da governabilidade foram as bandeiras levantadas por Alcolumbre e Motta. Resta saber até que ponto esse discurso conciliador será colocado em prática em meio a um cenário político ainda marcado por disputas ideológicas e interesses diversos.

Caso de Política | A informação passa por aqui.

Hugo Motta é eleito presidente da Câmara com ampla maioria

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Parlamentar assume o comando da Casa com 444 votos e promete gestão plural e previsível

Caso de Política com Agência Câmara – Hugo Motta (Republicanos-PB) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados para o biênio 2025-2026, com 444 votos, em primeiro turno. A disputa, realizada neste sábado (1º), teve ainda os deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), que obteve 32 votos, e Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ), que recebeu 22. Outros dois votos foram registrados em branco.

O novo presidente contou com o apoio de um amplo bloco parlamentar formado por 17 partidos, somando 494 deputados. A coligação inclui PL, PT, PCdoB, PV, União, PP, Republicanos, PSD, MDB, PDT, PSDB, Cidadania, PSB, Podemos, Avante, Solidariedade e PRD. Com a maioria absoluta garantida, a eleição foi decidida sem necessidade de segundo turno.

Antes da votação, Motta discursou pregando humildade e cooperação.

Quero ser um elo na corrente, um elo forte, mas com a consciência de ser apenas um elo que não podemos deixar romper. Todas as vezes que romperam esta corrente, partiram a democracia”, afirmou.

O novo presidente da Câmara destacou a necessidade de previsibilidade nos trabalhos legislativos, incluindo a retomada das sessões do Plenário no início da tarde e a definição clara de quais delas serão presenciais e quais ocorrerão de forma virtual. Ele também defendeu uma maior interlocução com o Senado para aprimorar o trâmite das matérias e uma ampliação das oportunidades para parlamentares menos experientes na relatoria de projetos.

Outro compromisso assumido por Motta é o fortalecimento da bancada feminina.

“Vamos garantir que deputadas tenham protagonismo não apenas em projetos ligados às mulheres, mas também em pautas fundamentais como economia, educação e segurança pública”, declarou.

Aos 35 anos, Hugo Motta se torna o presidente mais jovem da Câmara desde a redemocratização. Ele ingressou na Casa em 2011, com apenas 21 anos, após ser eleito deputado federal pela primeira vez. Em seu primeiro mandato, ainda conciliava a função legislativa com o curso de Medicina, concluído em 2013 na Universidade Católica de Brasília.

Ao longo de sua trajetória, Motta presidiu a CPI da Petrobras em 2015 e liderou diversas comissões, incluindo a de Fiscalização Financeira e Controle e três comissões especiais. Entre suas propostas aprovadas estão a Emenda Constitucional 82, que fortalece a segurança viária, e a Emenda Constitucional 133, que cria regras para financiamento de candidatos pretos e pardos.

A eleição de Motta também representa uma marca para seu partido. Fundado em 2005, o Republicanos se torna a legenda mais jovem a comandar a Câmara, quebrando a hegemonia de partidos criados na década de 1980.

Com sua ascensão, a Paraíba volta a ocupar a presidência da Câmara pela terceira vez na história da República. Antes de Motta, o estado já havia sido representado por Efraim Moraes (PFL), entre 2002 e 2003, e Samuel Duarte (PSD), de 1947 a 1949. A região Nordeste chega à sua 20ª liderança na Casa, que historicamente teve predominância de deputados do Sudeste.

Caso de Política | A informação passa por aqui.

Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado com 73 votos

Senador do União Brasil reassume o comando da Casa em vitória expressiva

Caso de Política com Agência Senado – senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) foi eleito neste sábado (1º) presidente do Senado Federal para um mandato de dois anos, conquistando 73 dos 81 votos. A eleição, marcada por uma ampla margem de apoio, confirmou o retorno de Alcolumbre ao comando da Casa. O processo teve início pela manhã e foi marcado pela retirada de candidaturas antes da votação.

Inicialmente, cinco parlamentares disputavam a presidência do Senado, mas os senadores Marcos do Val (Podemos-ES) e Soraya Thronicke (Podemos-MS) desistiram antes do pleito. Permaneceram na disputa, além de Alcolumbre, os senadores Marcos Pontes (PL-SP) e Eduardo Girão (Novo-CE), que receberam uma votação simbólica diante da vantagem do vencedor.

Em seu discurso, Alcolumbre se comprometeu com o diálogo e a construção coletiva no Legislativo. “Vocês me conhecem, sabem do meu compromisso verdadeiro com essa instituição e com o Brasil. Acima de tudo, com a população que confia em cada um de nós para representar os seus sonhos e as suas esperanças”, declarou. Ele defendeu que o momento exige liderança capaz de unir a Casa, evitando divisões políticas que possam comprometer o andamento dos trabalhos.

Os adversários de Alcolumbre expressaram críticas à condução do Senado e ao cenário político nacional. Marcos Pontes afirmou que o Brasil precisa de mudanças e que os parlamentares devem atuar para restaurar a credibilidade da Casa. Eduardo Girão, por sua vez, apontou uma crise institucional e acusou o Senado de se omitir diante de supostos abusos de outros poderes.

O presidente do Senado exerce papel central na articulação política e na definição da agenda do Congresso Nacional. Além de conduzir as sessões da Casa, cabe a ele empossar o presidente da República, receber pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e convocar sessões extraordinárias em casos de emergência nacional. A eleição foi realizada por meio de votação secreta, com cédulas em papel, exigindo ao menos 41 votos para a vitória no primeiro turno.

Com o resultado expressivo, Alcolumbre reassume a presidência do Senado com amplo respaldo político, o que pode influenciar as pautas prioritárias do Congresso nos próximos anos.

Caso de Política | A informação passa por aqui.

Lula: “Acabou o Lulinha paz e amor”, sobre bolsonaristas

Com objetivo de alterar a imagem de conciliador, presidente se prepara para reeleição e traça nova estratégia política para 2026

Caso de Política com Metrópoles – Em um movimento claro para intensificar a sua presença no cenário político e reverter a queda na avaliação positiva de seu governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, na noite desta sexta-feira (31/1), uma nova postura, mais combativa, no confronto com os bolsonaristas. Durante um evento no Lago Sul, em Brasília, o presidente declarou: “Acabou Lulinha paz e amor”, deixando claro seu desejo de afastar a imagem de conciliador que o marcou em sua primeira gestão e adotar um tom mais incisivo nas redes sociais. A mudança faz parte de uma estratégia para alavancar sua candidatura à reeleição em 2026.

A declaração de Lula foi feita no momento em que o partido formalizava Lindbergh Farias (PT-RJ) como novo líder da legenda na Câmara dos Deputados, em uma cerimônia que acontece às vésperas das eleições para a presidência da Câmara e do Senado, previstas para o dia seguinte, 1º de fevereiro. Essa movimentação no comando do PT na Câmara coincide com a crescente instabilidade política, marcada por disputas internas e uma preocupação com o desempenho eleitoral.

Fontes presentes no evento relataram que o presidente não só descartou a imagem de “Lulinha paz e amor”, mas também delineou um plano para se contrapor ao bolsonarismo de maneira mais agressiva. Segundo essas fontes, Lula pretende comparar os primeiros dois anos de governo dele com os de Jair Bolsonaro, evidenciando as diferenças de gestão e apontando as falhas do governo anterior como uma estratégia de desgaste político.

A fala de Lula também incluiu um anúncio sobre a intensificação de sua agenda pelo país, com foco em fortalecer sua presença no interior e nas regiões onde o apoio ao petista é mais modesto. O presidente solicitou o engajamento das bancadas estaduais para aumentar a sua mobilização, principalmente em estados fora do eixo do poder, com a proposta de “colocar Lula no meio do povo”. A medida visa estreitar a relação entre o presidente e as bases eleitorais, que se tornam cada vez mais cruciais para a sua reeleição.

O fortalecimento de sua imagem política será, segundo interlocutores, centrado na defesa do regime democrático, especialmente em um cenário que continua a ser polarizado e marcado pela presença de um oposicionismo intenso, sustentado por seguidores de Bolsonaro. Lula, ao reforçar a agenda democrática, se posiciona como um bastião contra o extremismo, o que pode funcionar como uma estratégia para consolidar sua liderança no cenário político.

No entanto, o cenário em que Lula busca intensificar sua presença política é complexo. Apesar das ações para reverter o desgaste de imagem, uma queda na avaliação positiva do governo foi registrada em pesquisas recentes. A troca no Ministério das Comunicações e o retorno do presidente a entrevistas coletivas deram uma nova dinâmica à sua comunicação, mas a questão da popularidade ainda paira como um desafio. Ao mesmo tempo, o apoio ao seu governo enfrenta resistência interna, com movimentos de oposição crescendo à medida que se aproximam as disputas eleitorais.

A mudança de estratégia de Lula não parece ser apenas uma reação às críticas e aos desafios do momento, mas uma tentativa de recuperar terreno político perdido, ao mesmo tempo em que se prepara para os desafios das eleições de 2026. A nova postura, mais combativa e menos conciliadora, sinaliza a disposição do presidente em enfrentar a oposição de forma direta e construir uma narrativa própria, voltada para a renovação de sua base de apoio, com um discurso alinhado às preocupações democráticas e com foco em consolidar uma imagem de liderança forte e decidida.

Caso de Política | A informação passa por aqui.

Governo Federal habilita Barreiras para 250 novas moradias, 500 casas do solar dos Birutis serão entregues em fevereiro

Cidade receberá novas habitacionais; 500 moradias paralisadas no Buritis devem ser entregues em fevereiro

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O município de Barreiras foi habilitado pelo Governo Federal para a construção de 250 novas unidades habitacionais por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. A medida integra um pacote de 5.284 moradias autorizadas pelo Ministério das Cidades, conforme a PORTARIA MCID Nº 1.262 publicada no Diário Oficial da União (DOU).

As novas residências serão construídas em áreas urbanas consolidadas ou em expansão, conforme determina a Portaria MCid Nº 725/2023, garantindo acesso a infraestrutura de saneamento, energia elétrica, educação, saúde, transporte público e comércio.

Conjunto Solar Barreiras: obras retomadas e entrega prevista para fevereiro

Além das novas moradias habilitadas, o governo federal, em parceria com o governo da Bahia, retomou as obras do Conjunto Solar Barreiras, no bairro Buritis. O empreendimento, que conta com 500 unidades habitacionais, teve sua construção paralisada na gestão anterior, quando cerca de 80% das obras já estavam concluídas.

Com um novo aporte de R$ 14 milhões em recursos estaduais e federais, a previsão é de que as famílias contempladas recebam as chaves de suas moradias ainda em fevereiro de 2025. A retomada do projeto atende a uma demanda habitacional reprimida no município e reforça os investimentos em infraestrutura urbana.

Com essa ampliação, Barreiras passará a contar com 750 novas moradias vinculadas ao Minha Casa, Minha Vida, somando as unidades recém-habilitadas e as que serão entregues no Conjunto Solar. Desde a criação do programa habitacional, o município já recebeu mais de 2.000 unidades habitacionais.

Caso de Política | A informação passa por aqui.

Governo abre consulta pública sobre concessões da Fico e da Fiol

Sessões presenciais serão realizadas em Brasília, Salvador e Cuiabá para debater propostas de privatização das ferrovias

Caso de Política com ANTT – O Governo Federal abriu consulta pública para a concessão à iniciativa privada da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), visando a ampliação da malha ferroviária brasileira. Os interessados poderão enviar sugestões entre 7 de fevereiro e 24 de março, período em que também serão realizadas audiências presenciais em Brasília (DF), Salvador (BA) e Cuiabá (MT).

Com a implantação de cerca de 2,7 mil quilômetros de trilhos, o projeto atravessará os estados da Bahia, Tocantins, Goiás e Mato Grosso, interligando-se à Ferrovia Norte-Sul e à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A proposta busca fortalecer a infraestrutura logística do país, melhorar o escoamento da produção agrícola e mineral e atrair investimentos privados para o setor ferroviário.

O secretário nacional de Transportes Ferroviários, Leonardo Ribeiro, destacou a importância da consulta pública para garantir um debate amplo e transparente. “É um passo essencial para a modernização do transporte ferroviário brasileiro. Queremos ouvir a sociedade e os investidores para assegurar que esse projeto seja sustentável, eficiente e inovador”, afirmou.

As sessões públicas ocorrerão nas seguintes datas e locais:

  • 11 de março de 2025 – Brasília (DF)
    • Sessão híbrida (presencial e virtual)
    • Horário: 8h30
    • Local: Setor de Clubes Esportivos Sul – SCES, trecho 03, lote 10, Projeto Orla, Polo 8
    • Capacidade: 353 lugares
  • 12 de março de 2025 – Salvador (BA)
    • Sessão presencial
    • Horário: 14h
    • Local: A definir
  • 14 de março de 2025 – Cuiabá (MT)
    • Sessão presencial
    • Horário: 14h
    • Local: A definir

A Fiol ligará o interior da Bahia ao Porto de Ilhéus, facilitando a exportação de grãos e minérios, enquanto a Fico conectará o Mato Grosso à Ferrovia Norte-Sul, ampliando o escoamento da produção do agronegócio.

Os interessados podem acessar informações detalhadas e enviar sugestões pelo site da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), na seção “Participação Social”, referente à Audiência Pública nº 1/2025. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail ap001_2025@antt.gov.br.

Caso de Política | A informação passa por aqui.

Beto Simonetti é reeleito presidente da OAB Nacional com 100% dos votos

Advogado amazonense fará história ao comandar a entidade até 2028, sendo o primeiro a conquistar a reeleição desde a redemocratização

Caso de Política com Conjur – O advogado Beto Simonetti foi reeleito, nesta sexta-feira (31), para um segundo mandato à frente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Candidato único, ele recebeu 100% dos 81 votos válidos e seguirá na presidência da entidade até 2028. A eleição ocorreu em Brasília, no auditório externo do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Simonetti, de 46 anos, liderou a chapa OAB de Portas Abertas, dando continuidade à sua gestão iniciada em 2022. Ele se torna o primeiro presidente da OAB reeleito desde a redemocratização do Brasil.

Conquistas e desafios do primeiro mandato

Durante sua primeira gestão, Simonetti adotou medidas significativas, como a exigência de pelo menos 50% de mulheres e 30% de negros ou pardos em todas as instâncias decisórias da OAB. Após a reeleição, ele destacou as conquistas da advocacia nos últimos três anos:

Ao me colocar à disposição para presidir o Conselho Federal por mais um triênio, agradeço aos colegas do período anterior por tudo o que fizeram pela advocacia. Conquistamos leis e decisões inéditas que aumentaram as proteções legais para as prerrogativas da profissão.”

Ele também ressaltou a postura da OAB sob sua gestão, buscando evitar disputas ideológicas:

Tenho muito orgulho de ter presidido a OAB em um momento desafiador. Conduzi a Ordem para resolver os problemas do dia a dia do advogado, distante da disputa político-ideológica. Graças à união da profissão, conquistamos leis e decisões que nos ajudam a enfrentar ataques aos honorários e às prerrogativas.”

Perfil e trajetória de Simonetti

Advogado desde 2001, Simonetti é formado pela Universidade Nilton Lins e pós-graduado em Direito Penal e Processo Penal pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Ao longo de sua trajetória na OAB, ocupou diversos cargos, incluindo conselheiro federal pela OAB-AM, secretário-geral do CFOAB, coordenador nacional do Exame de Ordem Unificado, diretor-geral da Escola Nacional de Advocacia e ouvidor-geral.

Posse e nova diretoria

A posse da nova diretoria será realizada neste sábado (1º/2), às 9h, no STJ. Além de Simonetti, a diretoria da OAB Nacional será composta por:

  • Felipe Sarmento (AL) – Vice-presidente
  • Rose Morais (SE) – Secretária-geral
  • Christina Cordeiro (ES) – Secretária-geral adjunta
  • Délio Lins e Silva Júnior (DF) – Diretor-tesoureiro

A cerimônia não ocorrerá na sede da OAB devido às reformas após o incêndio ocorrido no ano passado.

Com um novo mandato pela frente, Simonetti terá o desafio de fortalecer a advocacia brasileira e manter a OAB atuante na defesa das prerrogativas da profissão.

Caso de Política | A informação passa por aqui.

Real dispara em janeiro e se torna a segunda moeda mais fortes do mundo

Moeda brasileira tem desempenho expressivo no início de 2025, superando a maioria das divisas globais e consolidando um dos melhores resultados dos últimos ano.

Caso de Política com Infomoney – O real iniciou 2025 em alta, registrando uma valorização de 5,09% frente ao dólar Ptax e encerrando janeiro cotado a R$ 5,8925. O desempenho coloca a moeda brasileira como a segunda mais forte do mundo no mês, atrás apenas do rublo russo, que subiu 11,34%. O avanço do real representa a maior valorização mensal desde junho de 2023, quando acumulou 5,74% de alta, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta.

A expressiva recuperação reflete a confiança do mercado na economia brasileira e a melhora do cenário externo, impulsionada pelo arrefecimento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China.

O melhor janeiro em anos

Entre as principais moedas globais, o real mostrou um dos desempenhos mais sólidos, deixando para trás divisas de economias desenvolvidas e emergentes. Além disso, a recuperação da moeda brasileira no curto prazo ajudou a reduzir parte das perdas acumuladas nos últimos 12 meses, período em que o dólar enfrentou forte volatilidade no mercado internacional.

Especialistas destacam que a recente valorização se deve a um conjunto de fatores, incluindo um fluxo maior de investimentos estrangeiros, a redução da pressão inflacionária no Brasil e um mercado externo mais otimista após o início do segundo mandato de Donald Trump nos EUA.

Otimismo com o cenário externo favorece o real

A mudança de tom do governo norte-americano, que evitou discursos agressivos sobre tarifas comerciais e acenou para um possível acordo com a China, trouxe alívio aos mercados emergentes. Esse movimento impulsionou moedas como o real, que se fortaleceu com o aumento do apetite global por ativos de maior risco.

O mercado foi surpreendido positivamente com um início mais moderado de Trump, o que beneficiou o real e outras moedas emergentes”, afirmou Alexandre Viotto, chefe da mesa de câmbio da EQI Investimentos.

Além disso, a quebra do patamar de R$ 6,00 por dólar comercial levou investidores a desfazerem posições compradas na moeda americana, acelerando ainda mais a valorização do real.

Com esse início de ano promissor, analistas enxergam espaço para que a moeda brasileira continue apresentando um desempenho positivo, especialmente se o cenário externo permanecer favorável e o fluxo de capital estrangeiro seguir aquecido.

Caso de Política | A informação passa por aqui.

Congresso Nacional define novos presidentes da Câmara e do Senado neste sábado

Deputados e senadores vão eleger os comandos das duas Casas para o biênio 2025-2026

Caso de Política com informações da Câmara e do Senado – O Congresso Nacional se prepara para um sábado (1º.fev.2025) decisivo, com a escolha dos novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Além dos chefes das duas Casas, parlamentares também definirão os integrantes das Mesas Diretoras, responsáveis por conduzir os trabalhos legislativos pelos próximos dois anos.

A eleição no Senado está marcada para as 10h, enquanto a votação na Câmara ocorrerá à tarde, a partir das 16h. O pleito mobiliza lideranças e articulações políticas, com partidos formando blocos para ampliar influência na distribuição de cargos estratégicos.

Corrida pelo comando do Senado

Os senadores elegerão, além do novo presidente, dois vice-presidentes e oito secretários – quatro titulares e quatro suplentes. O processo começa com a formalização das candidaturas na Secretaria-Geral da Mesa, seguida pelo anúncio dos nomes pelo atual presidente, Rodrigo Pacheco. Os postulantes terão a oportunidade de discursar em ordem alfabética antes da votação secreta, que será realizada em cédulas de papel.

A apuração será conduzida pelo presidente do Senado e seus auxiliares, que primeiro verificarão o número de cédulas e, em seguida, contabilizarão os votos. O candidato que alcançar a maioria absoluta dos votos será eleito e tomará posse imediatamente.

Até o momento, quatro senadores disputam a presidência do Senado:

  • Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)
  • Marcos Pontes (PL-SP)
  • Marcos do Val (Podemos-ES)
  • Eduardo Girão (Novo-CE)

Logo após a definição do novo presidente, os senadores seguirão para a segunda fase da eleição, na qual serão escolhidos os demais membros da Mesa Diretora. Caso haja apenas um candidato para um cargo específico, a votação será eletrônica.

Disputa na Câmara dos Deputados

Na Câmara, três parlamentares já oficializaram candidatura à presidência da Casa:

  • Hugo Motta (Republicanos-PB)
  • Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ)
  • Marcel van Hattem (Novo-RS)

Os interessados podem se inscrever até as 13h30 de sábado. Já a formação de blocos parlamentares deve ser concluída até as 9h do mesmo dia. A escolha dos demais cargos da Mesa Diretora ocorrerá em uma reunião de líderes às 11h.

A sessão de abertura do ano legislativo será conjunta entre Câmara e Senado, às 15h. Em seguida, os deputados seguirão para a eleição da nova presidência da Casa. Para ser eleito em primeiro turno, o candidato precisa obter 257 votos. Caso contrário, a disputa seguirá para um segundo turno, no qual vence o mais votado.

Os blocos partidários terão peso importante na definição da Mesa Diretora e das presidências das comissões permanentes. O mandato dos presidentes das Casas é de dois anos, enquanto o comando das comissões terá duração de quatro anos.

Caso de Política | A informação passa por aqui.

Dólar em queda livre: moeda registra a 10ª desvalorização consecutiva e fecha a R$ 5,84

Investidores apostam no Brasil diante de juros elevados e impulsionam desvalorização da moeda norte-americana

Caso de Política com Infomoney – O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (31.jan.2025) em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,837, marcando a 10ª desvalorização consecutiva. O movimento reforça a tendência de recuo da moeda norte-americana, que fechou a semana com perda acumulada de 1,37% e, no mês, desvalorização de 5,54%. Trata-se do menor patamar desde 26 de novembro de 2024, quando foi registrado R$ 5,808.

O principal fator por trás desse movimento é a estratégia financeira conhecida como carry trade, na qual investidores captam recursos em países com juros baixos e os aplicam em economias com taxas mais altas, buscando maior rentabilidade. No Brasil, a taxa Selic atualmente em 13,25% ao ano torna essa prática atrativa, ampliando o fluxo de capital estrangeiro e pressionando a cotação do dólar para baixo.

A expectativa do mercado é de que o Banco Central eleve a taxa básica de juros em mais 1 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para março. Esse cenário reforça a tendência de valorização do real frente à moeda norte-americana.

Apesar do recuo frente ao real, o dólar se fortalece globalmente. O índice DXY, que mede a variação da moeda em relação a uma cesta das principais divisas globais, registrava alta de 0,56% às 17h15 desta sexta-feira.

Caso de Política | A informação passa por aqui.