Investimento federal amplia frota do Samu 192 e fortalece rede de urgência na Bahia e no Nordeste

Ministério da Saúde entrega 170 novas ambulâncias, com destaque para a Bahia, que recebe o maior número de viaturas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O atendimento de urgência no Nordeste ganhou um reforço significativo nesta sexta-feira (31), com a entrega de 170 novas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192). A iniciativa, que beneficiará 135 cidades dos nove estados da região, faz parte de um plano do governo federal para renovar a frota e garantir que, até 2025, nenhum veículo do SUS tenha mais de cinco anos de uso. O investimento é de R$ 49,1 milhões.

A cerimônia de entrega ocorreu em Salvador, capital baiana, e contou com a presença da ministra da Saúde, Nísia Trindade. A Bahia foi o estado mais contemplado com a renovação da frota, recebendo 40 novas viaturas que atenderão municípios como Feira de Santana, Vitória da Conquista, Juazeiro, Ilhéus e Barreiras. A modernização dos veículos busca não apenas melhorar a eficiência no atendimento de emergências, mas também garantir mais segurança a pacientes e profissionais de saúde.

Expansão da cobertura do Samu 192

Desde 2023, o governo federal tem acelerado os investimentos na estrutura do Samu 192. Em 2022, a frota nacional contava com cerca de 4,1 mil ambulâncias, muitas delas com até 15 anos de uso. Com os novos investimentos, o número de viaturas ultrapassa 4,3 mil, cobrindo mais de 88% da população brasileira. A meta do Ministério da Saúde é universalizar o serviço até 2026.

Na Bahia, a ampliação do serviço impacta diretamente cidades de médio e grande porte, além de regiões mais isoladas, onde a demora no atendimento pode ser fatal. A nova frota permitirá maior agilidade no socorro a pacientes em situação de emergência, reduzindo o tempo de resposta do atendimento móvel de urgência.

Outro avanço foi o reajuste no repasse de recursos para o custeio do Samu 192, com um aumento de 30% nos valores transferidos aos municípios. O incremento de R$ 396 milhões elevou o orçamento do serviço de R$ 1,3 bilhão para R$ 1,7 bilhão ao ano, reduzindo a sobrecarga financeira das prefeituras e incentivando a ampliação do atendimento.

Primeiro hospital público de cuidados paliativos do Brasil é inaugurado em Salvador

Além do reforço na frota do Samu 192, a ministra Nísia Trindade também inaugurou, nesta sexta-feira (31), o primeiro hospital público especializado em cuidados paliativos do Brasil, localizado em Salvador. O serviço, que passa a integrar a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), faz parte de uma política inédita voltada ao atendimento humanizado de pacientes com doenças crônicas ou terminais, bem como de seus familiares e cuidadores.

“Governar é cuidar de pessoas. Quando falamos de cuidados paliativos, não estamos tratando apenas do fim da vida, mas de acolhimento e qualidade de vida para os pacientes”, afirmou a ministra Nísia Trindade.

A política nacional de cuidados paliativos inclui a criação de equipes multiprofissionais para ampliar e qualificar o atendimento na rede pública de saúde, com o objetivo de oferecer suporte integral aos pacientes em tratamento prolongado.

Programa Mais Acesso a Especialistas agiliza consultas na Bahia

Durante sua passagem pelo estado, a ministra também acompanhou a implementação do Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE) no Hospital Ortopédico da Bahia, em Salvador. A unidade foi a primeira a adotar o modelo de Oferta de Cuidado Integrado (OCI), que reduz a burocracia e agiliza a realização de consultas e exames especializados.

No novo sistema, pacientes que necessitam de múltiplas consultas ou exames não são colocados em diversas filas de espera. Em vez disso, são direcionados para unidades que oferecem a maioria dos atendimentos necessários, garantindo rapidez e eficiência no diagnóstico e tratamento.

O aposentado José Antônio Correia, morador de Feira de Santana, foi um dos beneficiados pelo programa e elogiou a experiência. “É a primeira vez que venho aqui e estão todos de parabéns. Além de ser bem atendido, vou fazer o tratamento aqui, porque não tinha dinheiro para pagar”, disse.

Ministra recebe homenagem das Obras Sociais Irmã Dulce

Finalizando sua agenda na Bahia, Nísia Trindade foi homenageada pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), onde recebeu o título de Sócia Honorária da instituição. A honraria foi concedida pelo Conselho de Administração da OSID em reconhecimento ao apoio da ministra às entidades filantrópicas do Brasil desde que assumiu o Ministério da Saúde.

A solenidade foi realizada na sede das Obras Sociais, no Largo de Roma, em Salvador, onde Nísia reforçou o compromisso do governo federal com as instituições filantrópicas que atuam no atendimento à população carente.

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Governo Lula reajusta Piso salarial dos Professores acima da inflação e alcança R$ 4.867,77

umento de 6,27% supera os principais índices inflacionários e reforça valorização do magistério, mas estados e municípios ainda precisam oficializar o novo valor

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Ministério da Educação (MEC) oficializou, nesta sexta-feira (31), o reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional do magistério público da educação básica para 2025. O valor mínimo que os professores da rede pública devem receber passa a ser de R$ 4.867,77, com jornada de 40 horas semanais. O aumento de 6,27% supera tanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que fechou 2024 em 4,77%, quanto a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou 4,83% no ano passado.

O reajuste foi estabelecido pela Portaria nº 77/2025, publicada no Diário Oficial da União, e segue os critérios definidos pela Lei nº 11.738/2008, que determina que o percentual de aumento do piso deve acompanhar o crescimento do Valor Anual Mínimo por Aluno (VAF mínimo) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). O cálculo leva em consideração a variação do VAF mínimo entre 2023 e 2024, resultando no índice de 6,27%.

Apesar da definição nacional, a implementação do novo piso depende da regulamentação por estados e municípios, responsáveis pelo pagamento dos salários. As remunerações dos professores são custeadas com recursos do Fundeb e complementações da União, mas cada rede de ensino precisa oficializar o valor por meio de normas próprias.

O secretário substituto da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), Armando Simões, destacou a importância do piso como instrumento de valorização da carreira docente.

“O piso foi criado em 2008 como uma referência mínima de remuneração para o magistério. Desde então, tem garantido ganhos reais aos professores, refletindo o compromisso com a valorização da educação. Essa trajetória foi possível graças à lei do piso e ao fortalecimento do Fundeb”, afirmou.

O piso salarial define apenas o valor mínimo que deve ser pago aos professores com formação em nível médio. No entanto, os valores podem ser maiores conforme os planos de carreira de cada rede de ensino, que incluem gratificações, benefícios e reajustes próprios.

Com a publicação da portaria, a expectativa agora recai sobre os estados e municípios, que precisam formalizar a aplicação do reajuste. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e sindicatos da categoria costumam acompanhar a adoção do novo piso, já que, historicamente, algumas gestões alegam dificuldades financeiras para arcar com o reajuste integral.

A valorização do magistério segue como um dos principais desafios da educação pública no Brasil, e a implementação efetiva do novo piso será um termômetro para medir o compromisso de governos estaduais e municipais com a categoria.

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Com a cassação de Carla Zambelli, mais três do PL podem cair abrindo vagas para o PSOL

Caso a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo seja confirmada pelo TSE, a cassação da deputada Carla Zambelli poderá desencadear uma série de mudanças no cenário político, afetando outros parlamentares e potencialmente alterando a composição da Câmara dos Deputados

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A cassação do mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL) pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), anunciada na última quinta-feira (30), por 5 votos a 2, pode ter repercussões significativas não apenas para ela, mas para outros parlamentares eleitos com base em seu coeficiente eleitoral. O tribunal considerou que Zambelli cometeu abuso de poder ao usar meios de comunicação para espalhar fake news durante as eleições de 2022. Caso a decisão seja confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seus votos serão anulados, o que pode resultar na perda de mandato de deputados que foram eleitos graças aos votos transferidos por sua popularidade.

Entre os parlamentares que correm o risco de perder seus mandatos estão os bolsonaristas Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PL), Paulo Bilynskyj (PL) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL). A redistribuição dos votos de Zambelli pode beneficiar outros partidos, com o PSOL, por exemplo, podendo ganhar as cadeiras que seriam originalmente destinadas aos candidatos do PL. A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), autora da ação que resultou na cassação de Zambelli, é vista como uma das principais beneficiadas nesse processo.

Diante da gravidade da situação, Zambelli tem se mobilizado para reverter a decisão. Em uma mensagem enviada a seus aliados por WhatsApp, a deputada classificou a decisão como um “julgamento político” e pediu que seus colegas postassem nas redes sociais para mostrar apoio a ela. “Foi um julgamento político e não jurídico no TRE-SP”, alegou, acusando a inclusão de fatos irrelevantes ao processo. Zambelli anunciou que recorrerá da decisão e alertou sobre as possíveis consequências de uma derrota final.

O cenário permanece incerto, com a expectativa agora voltada para o TSE, que terá a palavra final sobre o destino de Zambelli e o impacto dessa decisão nas eleições e composição política da Câmara dos Deputados.

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Presidente da Alba denuncia venda de emendas e reforça bloqueios do STF contra repasses sem controle

O deputado Adolfo Menezes, revela esquema na saúde para reeleger prefeitos; ministro Flávio Dino endureceu fiscalização sobre emendas PIX após denúncias da Abraji

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Adolfo Menezes, fez uma grave denúncia sobre o uso de emendas parlamentares para fins eleitorais. Em entrevista à Rádio Metrópole nesta quinta-feira (30), Menezes afirmou que há um esquema de comercialização de emendas na área da saúde, onde recursos são direcionados não para atender a população, mas para garantir a reeleição de prefeitos.

“Não estão preocupados em salvar a vida de ninguém. É porque na saúde tem gente vendendo emendas. Cada deputado federal hoje tem 100, 200 milhões de emendas, 300 milhões de emendas. E desde quando as emendas fossem chegar ao seu destino da forma que está no papel, ótimo. O problema, você vê, bota o dinheiro para a estrada, não se faz a estrada ou se faz superfaturado. Querem a maioria botar na saúde. Você sabe por que querem botar na saúde? Não, não sei não. Eu estou falando, não estou dizendo todos, é claro. Tem exceção. Por que na saúde? Não tão preocupados em salvar a vida de ninguém. É porque na saúde tem gente vendendo emendas na saúde”, afirmou o parlamentar.

A denúncia de Menezes reforça a decisão recente do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que determinou maior transparência e fiscalização sobre as chamadas “emendas PIX” após reportagens investigativas publicadas pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). A organização, que reúne jornalistas e veículos de imprensa comprometidos com a transparência e a fiscalização do poder público, trouxe à tona como essa modalidade de repasse de recursos tem sido usada para beneficiar aliados políticos sem qualquer controle.

As investigações da Abraji apontaram que, desde a criação das emendas PIX em 2019, houve uma escalada no volume de verbas transferidas sem exigência de justificativa detalhada, favorecendo gestores que buscavam a reeleição. A entidade alertou que a falta de transparência nesses repasses impedia que jornalistas e a sociedade monitorassem o destino do dinheiro público, tornando o mecanismo um “cheque em branco” para políticos.

Com base nas denúncias da Abraji, Flávio Dino determinou que os repasses só poderão ser liberados pelo Executivo caso atendam requisitos de transparência, incluindo a divulgação detalhada do plano de trabalho, destino dos recursos e prazo para execução. Além disso, estabeleceu um prazo de 90 dias para que a Controladoria-Geral da União (CGU) audite os repasses destinados a ONGs e entidades do terceiro setor entre 2020 e 2024.

A decisão do STF, no entanto, enfrenta resistência no Congresso. A Câmara dos Deputados já anunciou que pretende recorrer da medida, alegando necessidade de mais autonomia para a destinação das emendas parlamentares. Enquanto isso, o debate sobre o impacto desse modelo de distribuição de recursos na perpetuação de grupos políticos no poder ganha força, ampliando a pressão por mudanças no sistema de financiamento público das prefeituras.

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Trump acusa Brasil de hostilidade e ameaça o país com tarifas

Presidente dos EUA inclui o Brasil entre países que “querem mal” aos americanos e sugere medidas protecionistas

Caso de Política com Reuters – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (27), durante um discurso na Flórida, que o Brasil faz parte de um grupo de países que, segundo ele, “querem mal” aos EUA. A afirmação foi feita no contexto de uma defesa enfática de políticas protecionistas para fortalecer a economia americana.

Coloque tarifas em países e pessoas estrangeiras que realmente nos querem mal. A China é um grande criador de tarifas. Índia, Brasil, tantos, tantos países. Então, não vamos deixar isso acontecer mais, porque vamos colocar a América em primeiro lugar”, declarou Trump, conforme publicado pela Reuters.

Trump já havia mencionado o Brasil em novembro, após ser eleito, citando o país como exemplo de nação com tarifas alfandegárias excessivas sobre produtos americanos. Na ocasião, ele afirmou que medidas semelhantes seriam aplicadas às exportações brasileiras, defendendo a reciprocidade nas relações comerciais. “A Índia cobra muito, o Brasil cobra muito. Se eles querem nos cobrar, tudo bem, mas vamos cobrar a mesma coisa”, disse em entrevista coletiva em Mar-A-Lago, Palm Beach.

A declaração mais recente reforça a postura do presidente em priorizar a produção americana em detrimento de acordos comerciais considerados desfavoráveis. Trump destacou ainda que a palavra “tarifa” está entre suas favoritas atualmente.

As falas acendem alertas para o Brasil, especialmente em setores que dependem das exportações para os EUA, como o agronegócio. A política tarifária americana, caso endurecida, pode trazer impactos significativos para a economia brasileira.

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Ano letivo começa com a proibição de celulares nas escolas

Escolas aguardam regulamentação da lei federal que restringe o uso de aparelhos eletrônicos, enquanto estados e municípios discutem como implementar as novas regras

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Com o início do ano letivo em instituições de ensino públicas e privadas, a aplicação da Lei 15.100/2025, que proíbe o uso de celulares durante aulas, recreios e intervalos na educação básica, ainda gera incertezas. Desde sua sanção em 13 de janeiro, a regulamentação pelo Ministério da Educação (MEC) não foi detalhada, deixando estados e municípios em compasso de espera para adaptar suas normas.

No Distrito Federal, por exemplo, a rede pública já proibia o uso de celulares nas salas de aula com base na Lei Distrital 4.131/2008. No entanto, para ampliar a restrição, a Secretaria de Educação do DF afirmou que precisa das diretrizes do MEC antes de implementar as novas regras.

Outros estados, como o Pará, estão em fase inicial de discussão sobre como operacionalizar a mudança. O secretário de Educação paraense, Rossieli Soares, destacou que as escolas, em conjunto com a comunidade escolar, terão flexibilidade para definir detalhes, como a forma de armazenamento dos aparelhos durante o período escolar.

Na rede particular, as mudanças também levantam dúvidas. Larissa Lima, mãe de um estudante em Belém, acredita que a medida pode contribuir para a melhoria do desempenho acadêmico, mas ressalta que sua aplicação deve ser bem comunicada. “Sempre fui a favor da proibição, mas faltava um consenso entre responsáveis e escolas”, observou.

A legislação prevê exceções, permitindo o uso de celulares para fins pedagógicos ou didáticos, além de casos específicos relacionados à inclusão, acessibilidade ou saúde dos estudantes. Enquanto isso, estados como o Ceará e cidades como o Rio de Janeiro já possuem legislações locais sobre o tema, mas precisarão alinhar suas regras à nova norma federal.

Consultado sobre o prazo para a regulamentação, o MEC não havia se manifestado até o momento da publicação desta matéria.

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Adesão de prefeitos ao governo Jerônimo expõe fragilidade da oposição para 2026

Movimento coordenado pelo governador amplia base governista, enquanto ACM Neto enfrenta críticas por distanciamento e vê aliados migrarem para o adversário

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A recente migração de prefeitos do grupo de oposição para a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) está gerando inquietação nos bastidores políticos baianos. O movimento, que se intensificou após as eleições municipais de 2024, ameaça enfraquecer ainda mais a já combalida candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Palácio de Ondina em 2026.

Nos últimos meses, Jerônimo consolidou a estratégia de atrair lideranças municipais adversárias, utilizando o novo secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola (PT), como articulador. Entre os nomes que já sinalizaram adesão ao governo estadual estão os prefeitos Nal Azevedo (Guanambi), Mário Galinho (Paulo Afonso), Dr. Léo (Buritirama), Jacque Soares (Nilo Peçanha), Rick de João Lulu (Brejões) e Eduardo Hagge (Itapetinga). Gestores influentes como Zé Cocá (Jequié) e Ednaldo Ribeiro (Cruz das Almas) também estão em negociação, elevando o impacto político do movimento.

Desafios de liderança na oposição

A distância de ACM Neto em relação aos prefeitos aliados após sua derrota em 2022 tem sido apontada como uma das causas principais da debandada. Gestores afirmam, sob anonimato, que o ex-prefeito de Salvador não manteve diálogo consistente com os líderes que o apoiaram. “Só falei com ACM Neto uma vez depois da eleição. Com Cacá (Leão), converso muito, mas Neto nunca me procurou”, declarou Zé Cocá, que reavaliou sua postura após ser recebido por Jerônimo Rodrigues em Salvador para tratar de demandas de Jequié e região.

Embora Zé Cocá tenha enfatizado o caráter institucional do encontro, suas declarações deixam aberta a possibilidade de uma aliança política futura. “Nunca vou dizer que dessa água não beberei. Depende muito das ações no município. Quem ajudar Jequié terá nosso reconhecimento”, afirmou o prefeito, que foi reeleito em 2024 com impressionantes 91,97% dos votos.

Jerônimo ganha espaço e ACM Neto perde apoio

Enquanto Jerônimo avança, o enfraquecimento de Neto preocupa os aliados da oposição. Nas últimas eleições municipais, a base governista elegeu mais de 300 prefeitos, enquanto a oposição enfrenta o risco de contar com menos de 100 lideranças municipais em 2026. Essa redução pode comprometer seriamente as chances de Neto se consolidar como alternativa viável ao governo estadual.

Além de prefeitos como Ednaldo Ribeiro, que está em transição para o grupo de Jerônimo, outras figuras expressivas, como o deputado Vitor Azevedo (PL), também atuam para consolidar adesões ao governo. Esse movimento, somado à fragilidade da articulação da oposição, reforça a percepção de que o caminho para o Palácio de Ondina em 2026 será ainda mais árduo para ACM Neto e seus aliados.

A debandada de prefeitos e a fragilidade da oposição destacam o poder de articulação da base governista liderada por Jerônimo Rodrigues, que amplia sua influência no cenário político baiano e deixa a oposição em busca de estratégias para se reerguer antes do próximo pleito.

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Primeiro voo com deportados na era Trump aterrissa em Manaus

Aeronave vinda dos EUA teve problemas técnicos e destino final em Minas Gerais foi adiado

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O primeiro avião com imigrantes deportados sob o novo mandato de Donald Trump pousou em Manaus na noite de sexta-feira (24/1), marcando o reinício de uma política rigorosa contra a imigração ilegal. A aeronave, que tinha como destino final o Aeroporto Internacional de Confins, em Minas Gerais, precisou interromper a viagem devido a problemas técnicos, sem previsão de quando decolará novamente.

Segundo a concessionária BH Airport, que administra o terminal de Confins, o voo foi inicialmente adiado para manutenção em Manaus, mas acabou cancelado. A bordo estavam 158 passageiros de diversas nacionalidades, incluindo 88 brasileiros, detidos nos Estados Unidos por estarem em situação migratória irregular.

Os voos de deportação desse tipo não são inéditos e ocorrem desde 2017, durante o governo Michel Temer, com frequência de uma ou duas vezes por mês. Este voo específico transportava brasileiros que haviam sido presos ainda sob a gestão do ex-presidente Joe Biden, e não na atual administração Trump.

Política de imigração endurecida

Em seu retorno à Casa Branca, Donald Trump retomou uma postura agressiva contra a imigração ilegal. No mesmo dia de sua posse, em 20 de janeiro, o presidente decretou “emergência nacional” na fronteira com o México e autorizou o envio de 4 mil soldados para reforçar o controle na região.

Na sexta-feira, o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) informou que 593 imigrantes em situação irregular foram presos recentemente, sendo 449 mantidos em alojamentos. A aeronave que pousou em Manaus faz parte desse esforço para repatriar imigrantes ilegais de diversas nacionalidades.

A tensão na fronteira e o impacto da política de deportação prometem ser questões centrais no governo Trump, reacendendo o debate global sobre direitos humanos e políticas migratórias mais severas.

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Brasil sobe para a sétima posição no ranking global de poder de compra

FMI aponta que o país já é a 7ª maior economia do mundo em paridade do poder de compra, superando França e Reino Unido

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Brasil alcançou a sétima posição no ranking mundial de paridade do poder de compra (PPC), de acordo com dados recentes divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A colocação posiciona o país à frente de economias tradicionais como Indonésia, França e Reino Unido, em um cenário liderado pela China.

A paridade do poder de compra é um método que avalia o tamanho das economias com base no custo real de bens e serviços em diferentes países. Diferentemente das taxas de câmbio de mercado, que sofrem influência de flutuações cambiais e especulações, a PPC ajusta os valores para medir o que uma mesma quantia de dinheiro pode comprar em cada local.

Esse modelo de comparação destaca a força econômica de países com custos de vida relativamente mais baixos, como o Brasil, que conseguem maximizar o poder de compra da sua moeda. Em termos de Produto Interno Bruto (PIB) nominal, a posição brasileira seria menor, mas a PPC amplia a relevância da economia nacional ao refletir seu peso real no consumo e produção globais.

A conquista reforça a relevância do Brasil no cenário econômico global, evidenciando a competitividade da economia brasileira em setores onde o custo reduzido se traduz em vantagens para o poder de compra interno.

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Bahia conquista quarta melhor colocação nacional na Redação do Enem

Com investimentos em educação e apoio aos estudantes, o estado avança no ranking nacional do exame.

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Os estudantes da rede estadual da Bahia brilharam no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), alcançando o quarto melhor desempenho entre as redes públicas do país na Redação. Com notas que variam de 980 a 1000, eles se destacaram no ranking nacional, superando desafios e mostrando a força da educação baiana.

O feito é resultado de uma combinação de fatores, incluindo o recorde de 376.352 inscritos no Enem 2024, sendo 140 mil estudantes concluintes da rede estadual. Entre as iniciativas de destaque, o projeto “Tô com Você no Enem” foi um dos principais pilares de suporte. O programa garantiu transporte gratuito, distribuição de kits com água e lanche, e promoveu aulões e atividades extraclasse, como rodas de conversa e feiras de profissões. Essas ações demonstraram o compromisso do Governo da Bahia em proporcionar as melhores condições aos seus alunos.

A secretária da Educação da Bahia, Rowenna Brito, destacou que o resultado reflete os investimentos do estado na formação dos professores, ampliação da infraestrutura escolar e programas de incentivo à permanência estudantil, como Bolsa Presença e Mais Estudo. Para ela, essas medidas não só melhoraram a qualidade da educação, mas também criaram condições para que os estudantes vislumbrem novas possibilidades, como o acesso ao ensino superior.

O projeto “Tô com Você no Enem”, implementado pela Secretaria da Educação, é apontado como um dos principais fatores de sucesso. Além do apoio pedagógico, a iniciativa envolveu a distribuição de materiais didáticos, realização de “aulões” em todas as regiões do estado e atividades voltadas à preparação psicológica dos alunos. Essas medidas reforçaram a confiança dos estudantes e ampliaram suas chances de sucesso no exame.

Além das notas entre 980 e 1000, a Bahia também alcançou a quinta posição nacional nas notas entre 950 e 980, consolidando sua posição de destaque. A participação ativa das famílias e dos municípios na educação também foi citada como fundamental para o sucesso dos jovens.

“Os resultados não são apenas números, mas um reflexo do trabalho conjunto entre o Governo do Estado, as escolas, os professores e as famílias”, afirmou Rowenna. “Nossa meta é continuar investindo e mostrando aos jovens que a educação é o caminho para transformar suas vidas e conquistar seus sonhos.”

Com esses resultados, os estudantes baianos demonstram que, com apoio e investimento, é possível superar barreiras e atingir a excelência acadêmica. A conquista na Redação do Enem é um reflexo do potencial que a educação pode realizar quando colocada como prioridade.

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