Agosto Verde-Claro alerta para nódulos no corpo e risco de linfoma

Campanha destaca a importância do diagnóstico precoce do linfoma, tipo de câncer no sangue que atinge milhares de brasileiros e pode ser fatal se não tratado a tempo

Caso de Política com EBC – O linfoma, um dos dez tipos de câncer mais comuns no Brasil, pode passar despercebido nas fases iniciais, mas quando não tratado, pode evoluir rapidamente. Em 2024, são esperados 15.120 novos casos da doença. A campanha Agosto Verde-Claro, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), busca conscientizar a população sobre os riscos e a importância do diagnóstico precoce desse tipo de câncer.

O principal sinal de alerta é o aparecimento de caroços indolores em locais como pescoço, axilas e virilhas. Esses nódulos, embora inicialmente sem dor, podem progredir para sintomas mais graves, como febre no final do dia, suor noturno e perda de peso súbita.

“Se o paciente tem um nódulo na axila, no pescoço ou na virilha, é preciso saber se isso está associado a algum quadro infeccioso ou não. Se ele está gripado ou com uma infecção local, o gânglio provavelmente é uma sequela. Mas, se o linfonodo cresce de forma espontânea e progressiva, sem um quadro infeccioso, é hora de procurar um oncologista”, explica Renata Lyrio, hematologista da Oncologia D’Or.

Nos últimos anos, o tratamento do linfoma avançou significativamente. Um exemplo é a recente aprovação pela Anvisa do Epcoritamabe, um anticorpo biespecífico usado no tratamento do linfoma difuso de grandes células B recidivado ou refratário. “Essa terapia possui dois braços: um se liga ao tumor e o outro às células T do sistema imunológico, direcionando-as para atacar as células cancerígenas”, detalha Renata. A expectativa é que essa droga seja aprovada em breve para tratamentos mais precoces e para outros tipos de linfoma.

O linfoma pode ser de dois tipos principais: Hodgkin e não Hodgkin. O linfoma de Hodgkin, embora mais raro, geralmente tem um bom prognóstico e alta chance de cura, especialmente entre adolescentes e jovens adultos. Já o linfoma não Hodgkin, que abrange mais de 50 tipos de neoplasias, é mais comum e ocorre principalmente em pessoas idosas.

A evolução do linfoma pode variar. Alguns são agressivos e requerem tratamento imediato, enquanto outros, chamados indolentes, crescem lentamente e podem ser monitorados por longos períodos antes de exigir intervenção. O tratamento pode incluir quimioterapia, imunoterapia, terapia-alvo, radioterapia, transplante de células-tronco e novas abordagens como a terapia celular CAR-T-cell.

O Agosto Verde-Claro reforça que a detecção precoce é crucial para aumentar as chances de cura e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Ficar atento aos sinais e buscar orientação médica ao menor sinal de anormalidade pode fazer toda a diferença.

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Campanha chama atenção sobre importância do voto consciente

Entidade usa diversos formatos de comunicação para sensibilizar população

Por Rafael Lopes – Buscando sensibilizar a população na Bahia e em Sergipe sobre o comprometimento das pessoas com a escolha responsável de candidatos e candidatas às eleições municipais em 2024, a Cáritas Brasileira Regional Nordeste 3 junto com suas 20 entidades membro espalhadas nos territórios, lançou a campanha Voto Consciente: poder de escolha, voz de mudança. A iniciativa segue em curso ao longo dos meses de agosto, setembro e outubro.

A campanha surgiu a partir do olhar de possível transformação social por meio das juventudes, sobretudo as pessoas que estão votando pela primeira vez nas eleições de 2024 para o vereador (a) e prefeito (a). Durante o período eleitoral, serão veiculados nas redes sociais da Cáritas NE 3 (@caritasne3) e de suas entidades membro, bem como nos espaços físicos em atos de rua no Grito dos Excluídos e das Excluídas, diversos materiais comunicando a importância do voto consciente.

A Cáritas NE 3 possui uma comissão do Programa Infância, Adolescência e Juventudes (PIAJ) que pensa e articula ações voltadas para o público supracitado trazendo como norte temas em discussão na sociedade e demandas das próprias comunidades onde a Cáritas está inserida e executa projetos sociais na perspectiva da emancipação cidadã.

A campanha atual da Cáritas conta com parceiros como Misereor, KNH Brasil, Kindermissionwek, Cáritas Alemanha, Ministério Federal de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha.

Histórico de incidência política

A atuação da Cáritas NE 3 é sempre no caminho da busca pela efetivação e garantia de direitos para as pessoas. Surgido no ano de 1988, o regional Nordeste 3 da Cáritas Brasileira tem 36 anos, data da democracia brasileira. Nesse sentido, a entidade já fomentou outros momentos de incidência política como nas eleições de 2022, quando ativou a campanha “+ Democracia, + Direitos. Essa luta é nossa.”

Na oportunidade foram desenvolvidos materiais como faixas, ventarolas, adesivos, pirulitos, cartazes e conteúdos para redes sociais e também foi produzida uma carta de compromisso pelas comunidades quilombolas, onde os candidatos a governador e parlamentares assinaram se comprometendo a ter um olhar atento e sensível com as demandas dos povos tradicionais.

Documentário “Expedição Rio Grande” revela impactos ambientais sobre a pesca artesanal no oeste da Bahia

O documentário com 40 minutos de duração, está disponível no YouTube. A produção explora os desafios enfrentados pelos pescadores artesanais da Bacia do Rio Grande e destaca a necessidade urgente de preservação do rio, enfatizando que “O Rio não tem voz. Somos a Voz do Rio”

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Associação de Pescadores Artesanais do Rio Grande lançou, na última sexta-feira, 16 de agosto, o documentário “Expedição Rio Grande: Vivência de Pescador”. Com 40 minutos de duração, o filme, disponível no canal da APARIOGRANDE no YouTube, oferece uma visão aprofundada da realidade dos pescadores artesanais na Bacia do Rio Grande e os desafios que enfrentam devido à degradação ambiental.

 

Os relatos apresentados no filme destacam a crescente deterioração do Rio Grande e como isso impacta a pesca artesanal, que é vital para a subsistência de comunidades

O documentário retrata a trajetória da expedição de barco que percorreu aproximadamente 380 quilômetros desde Barreiras até Barra, passando por Riachão das Neves, Cotegipe e Wanderley, até alcançar o Rio São Francisco. Durante a viagem, a equipe documentou as histórias e memórias dos pescadores, revelando como as mudanças no ecossistema aquático estão ameaçando suas atividades e o modo de vida tradicional.

O jornalista cinematográfico Joseandro Oliveira registrou as imagens do documentário 

Os relatos apresentados no filme destacam a crescente deterioração do Rio Grande e como isso impacta a pesca artesanal, que é vital para a subsistência dessas comunidades. O documentário faz um apelo à preservação do rio, considerado o maior patrimônio natural do Oeste da Bahia, reforçando a mensagem de que “O Rio não tem voz. Somos a Voz do Rio”.

O projeto foi financiado por um edital da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e contou com a colaboração da Agência 10Envolvimento, do Consórcio Multifinalitário do Oeste da Bahia (CONSID) e da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB). A realização do documentário foi baseada na expedição registrada pelo jornalista cinematográfico Joseandro Oliveira, com o objetivo de aumentar a conscientização sobre os desafios enfrentados pelos pescadores e a urgência de ações para garantir a sustentabilidade da pesca artesanal na região.

Clique aqui para assistir ao documentário no YouTube.

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Semiárido baiano ganha projeto da ABDI para produzir biocombustível a partir da planta agave

Iniciativa promoverá o desenvolvimento e a diversificação tecnológica e produtiva do Território do Sisal, localizado na Bahia, criando uma rede qualificada de produtores para produção de etanol a partir do Agave

Atenta às necessidades de competitividade da indústria brasileira, da transição para uma economia mais sustentável e ciente do potencial energético do país, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em parceria com o Governo da Bahia, assinaram convênio de R$ 2,6 milhões para potencializar a cadeia produtiva do agave na região sisaleira do estado, visando o aproveitamento da biomassa da planta para a produção de biocombustível. Agora, os dois parceiros lançam edital para selecionar empresas interessadas em operar o projeto.

Batizado de Replantar Energia, o projeto da ABDI pretende melhorar as condições de plantio, colheita e uso da biomassa residual da produção de fibra de sisal na região do semiárido baiano. Atualmente os trabalhadores utilizam apenas 4% da planta para produção do sisal e descartam o restante. Com o projeto, a ideia é utilizar 95% da planta para também produzir o biocombustível e aumentar a renda dos trabalhadores. A transformação da produção terá impacto econômico não Território do Sisal, que compreende 20 municípios baianos.

O projeto visa criar um sistema cooperativo qualificado para produção em escala do agave. A ação será executada em 18 meses e capacitará, ao menos, 400 trabalhadores. Serão disponibilizados equipamentos agrícolas – sete tratores – nas cidades contempladas. Além de realizar um mapeamento dos produtores rurais da região sisaleira, dimensionando a capacidade produtiva da região, o projeto fornecerá qualificação e orientação técnica para preparação do solo, semeadura, manejo, colheita, armazenagem e comercialização dos produtos agrícolas. Desenvolver economicamente o sertão brasileiro é um dos pontos principais do projeto.

Nosso objetivo pela ABDI é transformar a indústria local, potencializar e fomentar a economia. Isso é desenvolvimento do Brasil, com mais empregos e oportunidades. O Replantar é uma iniciativa alinhada às diretrizes da Nova Indústria Brasil para a transição climática e a eficiência energética”, explica o presidente da ABDI, Ricardo Cappelli.

Biocombustível do agave

A fibra de sisal é a principal característica da espécie Agave Sisalana, a planta do tipo suculenta é típica das regiões semiáridas. Ela é aproveitada no processo de extração da fibra comercial, que é rígida e transformada em variedades de fios, cordas, tapetes e mantas, sendo o restante da biomassa descartado. Entretanto, nos últimos anos, por meio de pesquisas, foram encontradas alternativas relevantes da aplicabilidade tanto para a fibra quanto para os resíduos. Entre elas, destacam-se o bioetanol de 1ª e 2ª geração, bioinseticidas, bioherbicidas, ração, entre outros.

Com o projeto Replantar Energia, a intenção agora é iniciar o processo de estruturação de indústrias de sisal para a produção de biocombustível, com foco na produção de etanol.

Apesar de o sisal ser a principal fonte econômica da região do semiárido nordestino e de o Brasil ser o maior produtor, o cultivo, a colheita e o processamento das folhas do agave ainda são precários, de forma geral. E o que nos motiva a investir nessa iniciativa é a potencialidade dessa planta para a produção de biocombustível”, destaca o professor Gonçalo Pereira, da Universidade de Campinas (Unicamp).

O pesquisador coordenou um estudo realizado pela Unicamp, em parceria com a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), que apontou a alta produtividade do agave na produção de etanol. Destaca-se a potencialidade do agave de gerar um rendimento maior por hectare dentro da produção de etanol comparando com o rendimento médio da cana-de-açúcar por hectare.

De acordo com o gerente da Unidade de Nova Economia e Indústria Verde da ABDI, Marcelo Gavião, os principais benefícios da introdução do agave estariam na produção complementar das refinarias da cana-de-açúcar, fornecendo matéria-prima para o período da entressafra.

Tratando-se de uma produção que atualmente utiliza técnicas rudimentares com baixo aproveitamento do produto, torna-se necessário promover a capacitação dos produtores para um melhor aproveitamento do agave e diversificação do processo de comercialização”, afirma Gavião.

Entre os subprodutos derivados do agave, também podem ser obtidos: biometano, biohidrogênio verde; e biochar – carvão vegetal empregado na correção de sol – bioinseticida, bioherbicida, componentes de plástico para veículos, entre outros.

O Brasil ocupa a posição de maior produtor de fibra de sisal do mundo. No mercado interno, a Bahia é responsável por 90%, seguida pelos Estados da Paraíba e Pernambuco. O modo de cultivo é a agricultura familiar, tanto o plantio quanto a colheita.

Sobre a ABDI

A ABDI formula e executa ações que contribuem para o desenvolvimento do setor produtivo nacional. Sua missão é promover a transformação digital dos negócios por meio do estímulo à adoção e à difusão de tecnologias, a novos modelos de negócios e à política de neoindustrialização, com atenção especial à economia sustentável e à indústria verde.

A Agência atua na interface entre governo e empresas para qualificar políticas públicas e ações estratégicas voltadas ao aumento da competitividade e da produtividade da economia brasileira frente aos desafios da era digital.

Informações à imprensa sobre a pauta:

(61) 3962-8700

imprensa@abdi.com.br

Coelba inaugura subestações em Barreiras e São Desidério, mas Prefeitura de Barreiras tenta capitalizar obra alheia em plena campanha eleitoral

Mais de 250 mil pessoas serão beneficiadas pelas novas subestações, incluindo a localidade de Água Vermelha, que recebe energia graças aos investimentos da Neoenergia Coelba de R$ 13,3 bilhões que serão feitos até 2027

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O sistema elétrico do Oeste da Bahia foi fortalecido com a inauguração de duas novas subestações e linhas de subtransmissão em 138kV associadas, que injetarão 25 MVA de potência instalada na região. A Neoenergia Coelba inaugurou as subestações Barreiras III e Alto Fêmeas II na última quarta-feira, 31 de julho, em um evento que contou com a presença do diretor-presidente da empresa, Thiago Guth, do diretor de Energia da Secretaria de Infraestrutura da Bahia, Gilson Moraes, e de representantes municipais da região.

As novas instalações, localizadas em Barreiras e São Desidério, atenderão a mais de 250 mil pessoas em quatro municípios do Oeste baiano, com um investimento superior a R$ 155 milhões. Essas obras fazem parte do cronograma de investimentos apresentado pela Neoenergia Coelba em abril deste ano, que prevê um aporte de R$ 13,3 bilhões em obras estruturantes até 2027.

A entrega dessas subestações é uma resposta ao crescimento socioeconômico do Oeste baiano e uma garantia de fornecimento de energia confiável para o agronegócio e o comércio da região”, afirmou Thiago Guth, diretor-presidente da Neoenergia Coelba no ato inaugural.

A Subestação Alto Fêmeas II, localizada em São Desidério, possui uma linha de subtransmissão de 138kV com 74 quilômetros de extensão, beneficiando cerca de 100 mil habitantes dos municípios de Barreiras, Luis Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e Riachão das Neves. Já a Subestação Barreiras III, localizada no município homônimo, aumenta em 25 MVA a potência instalada na região, proporcionando mais energia e beneficiando diretamente mais de 150 mil pessoas.

Prefeitura de Barreiras tenta se apropriar de obra da Coelba sem ter feito investimentos

Em um movimento para tentar capitalizar politicamente sobre a inauguração, a Prefeitura de Barreiras divulgou nesta segunda-feira um card publicitário com a frase: “É assim, com trabalho que vamos seguir transformando a infraestrutura da zona rural de Barreiras”, sugerindo erroneamente que a gestão municipal foi responsável pela implantação e entrega da rede elétrica de média e baixa tensão na localidade de Água Vermelha. No entanto, a obra faz parte do plano estratégico da Neoenergia Coelba, e não da administração local.

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Justiça Eleitoral lança aplicativo para denúncias de propaganda irregular

O aplicativo Pardal permite que cidadãos informem infrações eleitorais diretamente ao TSE com garantia de confidencialidade

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Desde a última sexta-feira (16), a Justiça Eleitoral disponibilizou o aplicativo Pardal, que permite a qualquer cidadão denunciar propaganda eleitoral irregular. A ferramenta, gratuita, pode ser baixada nas lojas virtuais Google Play e Apple Store.

Para enviar uma denúncia, o usuário deve fazer login com suas credenciais do aplicativo e-Título ou do Portal Gov.br. É necessário fornecer o nome e CPF, além de anexar provas como vídeos, fotos ou áudios. A identidade do denunciante será mantida em sigilo.

O aplicativo também orienta sobre o que é permitido ou proibido em propaganda eleitoral, visando evitar denúncias incorretas. Após o envio, o cidadão recebe um número de protocolo para acompanhar o andamento do caso.

Caso a denúncia não se relacione com propaganda eleitoral, a Portaria TSE nº 662/2024 orienta o uso do Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE) ou do site do Ministério Público Eleitoral para relatar outros crimes e ilícitos eleitorais.

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João Paulo Schoucair, do MP da Bahia, é reconduzido ao CNJ

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

João Paulo Schoucair assume novamente o cargo de conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em cerimônia presidida por Luís Roberto Barroso, destacando suas contribuições passadas e renovando seu compromisso com a Justiça

Caso de Política com CNJ – O conselheiro João Paulo Schoucair, do Ministério Público da Bahia, foi reconduzido ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em cerimônia realizada nesta terça-feira (13/8) durante a 9.ª Sessão Ordinária de 2024, na sede do Conselho em Brasília. A posse foi conduzida pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso.

Durante a solenidade, Barroso elogiou o trabalho de Schoucair, ressaltando sua atuação como presidente da Comissão Permanente de Aperfeiçoamento da Justiça Militar e dos Fóruns Nacionais do Poder Judiciário para equidade racial e para monitoramento das demandas dos povos indígenas. “João Paulo Schoucair tem prestado importantes serviços ao Conselho”, afirmou Barroso.

Em seu discurso, Schoucair reafirmou seu compromisso com os princípios constitucionais e com a promoção de uma Justiça mais acessível, transparente e eficiente.

“Continuarei dedicando todos os meus esforços para aperfeiçoar a Justiça”, declarou.

João Paulo Schoucair é graduado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e possui mestrado em Segurança Pública, Justiça e Cidadania, além de pós-graduação em Ciências Criminais pela mesma instituição. Atualmente, é promotor de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e ocupa a vaga do CNJ destinada ao Ministério Público estadual desde 2022, por indicação da Procuradoria-Geral da República.

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Safra de grãos no Brasil deve atingir 298,6 milhões de toneladas em 2023/2024

Conab revela impacto das adversidades climáticas e destaca recordes em algumas culturas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou hoje a estimativa para a safra de grãos 2023/2024, projetando uma produção total de 298,6 milhões de toneladas. Apesar de representar uma queda de 6,6% em relação à safra anterior, essa quantidade se mantém como a segunda maior já registrada no país.

Queda na Produtividade e Aumento da Área Cultivada

O 11º Levantamento da Safra de Grãos aponta que a redução na produtividade é o principal fator para a diminuição no volume total de grãos. Adversidades climáticas, como variações na precipitação e inundações, impactaram negativamente as lavouras. A Conab destaca que áreas com chuvas abaixo do esperado desaceleraram o desenvolvimento das plantas, enquanto regiões com excesso de água enfrentaram inundações.

Apesar da queda na produtividade, a área cultivada teve um acréscimo de 1,5%, com 1,18 milhão de hectares a mais em comparação com a safra passada. O aumento foi liderado pela soja, com expansão de 1,95 milhão de hectares, seguido por culturas como gergelim, algodão, sorgo, feijão e arroz. Em contrapartida, o milho teve uma redução de 1,3 milhão de hectares, refletindo as dificuldades enfrentadas nas safras.

Produção de Milho e Impactos Regionais

A colheita da segunda safra de milho está avançada, com uma produção estimada de 90,28 milhões de toneladas. As semeaduras realizadas na janela ideal apresentaram boas produtividades, especialmente devido à regularidade das chuvas. No entanto, veranicos e ataques de pragas em estados como Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul prejudicaram o potencial produtivo. A produção total de milho para o ciclo atual deve ser de 115,65 milhões de toneladas, marcando uma queda de 12,3% em relação ao período anterior.

Recordes em Algodão e Arroz

A produção de algodão pluma alcançará 3,64 milhões de toneladas, estabelecendo um recorde histórico e um aumento de 14,8% em relação à safra anterior. Esse crescimento é atribuído a condições climáticas favoráveis e ao aumento de 16,9% na área semeada.

A colheita de arroz foi finalizada com um total estimado de 10,59 milhões de toneladas, representando um aumento de 5,6%. A produção de arroz irrigado é esperada em 9,74 milhões de toneladas, enquanto o arroz de sequeiro deve atingir 844,8 mil toneladas. O aumento é atribuído à maior área cultivada, apesar de desafios climáticos que afetaram a produtividade.

Feijão, Soja e Trigo

A produção de feijão, com três safras combinadas, deve totalizar 3,26 milhões de toneladas, refletindo um aumento de 7,3%. No entanto, a segunda safra enfrentou dificuldades devido à falta de chuvas, altas temperaturas e pragas.

A soja, principal grão cultivado no Brasil, tem uma previsão de 147,38 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 4,7% em relação ao ciclo anterior. Alterações no potencial produtivo ocorreram devido a baixos índices pluviométricos e altas temperaturas.

O trigo, destaque entre as culturas de inverno, completou sua semeadura na Região Sul, que representa 85% da área cultivada. O atraso inicial devido ao excesso de chuvas no Rio Grande do Sul não impediu a conclusão do plantio. No entanto, a área destinada ao trigo deve reduzir em 11,6%, atingindo 3,07 milhões de hectares.

A safra 2023/2024 reflete a resiliência do setor agrícola brasileiro, apesar dos desafios climáticos e das reduções em algumas culturas.

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Casos de MPOX se aproximam de 100 mil globalmente, alerta OMS; novas medidas e vacinas estão em pauta

Relatório da OMS revela o crescimento da doença e propõe análise emergencial para vacinas

Caso de Política com Agência Brasil – A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta segunda-feira (12) um relatório alarmante sobre a mpox, com 99.176 casos confirmados em 116 países desde janeiro de 2022. A doença, que também causou 208 mortes durante o período, continua a se espalhar, com 934 novos casos e quatro mortes confirmadas apenas em junho deste ano.

Distribuição Global da Doença

O relatório destaca que as regiões mais afetadas em junho foram: África com 567 casos, América com 175, Europa com 100, Pacífico Ocidental com 81 e Sudeste Asiático com 11. O Mediterrâneo Oriental não registrou novos casos no período. A República Democrática do Congo, que responde por 96% dos casos africanos, enfrenta desafios significativos devido ao acesso limitado a testes em áreas rurais. Apenas 24% dos casos suspeitos foram testados em 2024, com uma taxa de positividade de cerca de 65%, subestimando o verdadeiro impacto da doença.

Além disso, dados preliminares indicam uma expansão do vírus na África, com novos casos relatados em Burundi, Quênia, Ruanda e Uganda. A Costa do Marfim e a África do Sul também registraram novos casos, incluindo variantes diferentes da doença.

Principais Países Afetados

Entre janeiro de 2022 e junho de 2024, dez países concentraram a maior parte dos casos: Estados Unidos (33.191), Brasil (11.212), Espanha (8.084), França (4.272), Colômbia (4.249), México (4.124), Reino Unido (3.952), Peru (3.875), Alemanha (3.857) e República Democrática do Congo (2.999). Juntos, esses países representam 81% dos casos globais, com a República Democrática do Congo aparecendo pela primeira vez entre os dez países com mais casos cumulativos.

Perfil dos Casos Confirmados

O relatório revela que 96,4% dos casos confirmados de mpox são homens, com uma média de idade de 34 anos. A distribuição etária e de sexo dos casos permanece estável, com homens entre 18 e 44 anos representando 79,4% dos casos fora da África. No entanto, no Congo, crianças com menos de 15 anos representam a maioria dos casos notificados.

Transmissão e Sintomas

O contato sexual continua a ser o modo de transmissão mais relatado, representando 83,8% dos casos. Entre os sintomas, a erupção cutânea é o mais comum (88,5%), seguido por febre (57,9%) e erupção cutânea sistêmica (54,8%). Na República Democrática do Congo, alguns casos expostos através de contato sexual apresentaram apenas lesões genitais.

Impacto do HIV e Vacinas

Cerca de 51,9% dos casos com informações sobre sorologia para HIV são de pessoas vivendo com HIV. A OMS observou que muitos casos na África não têm dados disponíveis sobre HIV.

Para enfrentar a crescente ameaça da mpox, a OMS solicitou que fabricantes de vacinas submetam pedidos para o uso emergencial das doses. O objetivo é acelerar a disponibilidade de vacinas, especialmente para países de baixa renda. A OMS enfatizou que a concessão de autorização para uso emergencial ajudará a Aliança para Vacinas (Gavi) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) na aquisição e distribuição de vacinas.

Atualmente, duas vacinas contra a mpox foram recomendadas pelo Grupo Consultivo Estratégico de Peritos em Imunização da OMS (Sage), com o intuito de melhorar a resposta global à doença e proteger as populações mais vulneráveis.

Mais de 800 mil brasileiros são registrados sem o nome do pai na certidão

Cerca de 6% dos registros de nascimento no Brasil entre 2019 e 2024 não incluíram o nome do pai, revelando um aumento preocupante na ausência de registros paternos

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Nos últimos cinco anos, aproximadamente 800 mil brasileiros foram registrados sem o nome do pai nas certidões de nascimento, de acordo com dados do Painel da Transparência. Este número representa cerca de 6% dos 13 milhões de registros de nascimento realizados entre agosto de 2019 e agosto de 2024.

O Painel da Transparência, que reúne informações sobre nascimentos, casamentos e óbitos dos 7.654 cartórios de Registro Civil do Brasil, revelou um aumento constante na ausência de registros paternos. Entre 2022 e 2023, 6,3% dos registros de nascimento não incluíram o nome do pai. Esse percentual subiu para 6,7% entre 2023 e 2024, destacando uma tendência preocupante no aumento da omissão de dados paternos nas certidões de nascimento.

Esses números levantam preocupações sobre a estrutura familiar e os direitos das crianças, indicando a necessidade de políticas públicas que incentivem o registro completo dos progenitores.

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