MPRS apura desvios na compra de cestas básicas para vítimas no RS

Operação Cesta Básica investiga município de Cachoerinha

Agência Brasil – O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrou nesta sexta-feira (7) a Operação Cesta Básica, que apura desvios de recursos públicos na aquisição de cestas básicas para os atingidos pelas enchentes no município de Cachoeirinha (RS).

Segundo as investigações, há indícios da ocorrência de sobrepreço e superfaturamento na aquisição dos itens que compõem a cesta básica. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na prefeitura. São investigados agentes públicos e fornecedores envolvidos nas contratações emergenciais.

As diligências foram autorizadas pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

Não é a primeira vez que o Ministério Público investiga desvios relacionados à tragédia climática que atinge o Rio Grande do Sul desde o fim de abril. No fim de maio, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na prefeitura de Eldorado do Sul, sob a suspeita de desvios de doações às vítimas das enchentes.

Eldorado do Sul foi uma das cidades mais afetadas pelas enchentes. Da população total de 39.556 habitantes, cerca de 32 mil tiveram que sair às pressas de suas casas, e 100% da área urbana foi atingida pela água. Após a operação, o MPRS solicitou que o Exército assumisse a distribuição das doações no município.

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Barreiras tomba primeiro imóvel histórico: frontispício do antigo Paço Municipal

O prédio histórico foi reformado durante o mandato de Anphilóphio Lopes, entre 1924 e 1927, quando passou a ser denominado Paço Municipal

Caso de Política com informações da Dircom/PMB – O prefeito de Barreiras, Zito Barbosa, assinou o termo de tombamento municipal do frontispício do antigo Paço Municipal, um passo importante para a preservação do patrimônio cultural da cidade. A proposta de tombamento foi apresentada pelos integrantes do Serviço do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural do Município (SPHAM), que reconheceram a importância histórica e arquitetônica do edifício.

Localizado na Rua Rui Barbosa, em frente à Praça Duque de Caxias, o antigo Paço Municipal é atualmente sede da Academia Barreirense de Letras. O tombamento foi oficializado após um processo detalhado conduzido pelo SPHAM, que incluiu um parecer técnico aprofundado. Este parecer teve como objetivo legitimar o tombamento municipal do frontispício, garantindo a preservação deste símbolo da história local.

Apesar de algumas modificações internas, o parecer técnico destacou que o edifício mantém suas estruturas arquitetônicas originais, permitindo uma leitura fiel de sua conformação inicial. Essa característica foi essencial para a decisão de tombar o frontispício.

Ana Rita Cathalá Loureiro, presidente do SPHAM, afirmou que a edificação possui relevância singular para a cidade de Barreiras, motivo pelo qual o parecer foi favorável ao tombamento parcial do antigo Paço Municipal, assegurando a preservação da memória arquitetônica e cultural para as futuras gerações.

O prédio histórico foi reformado durante o mandato de Anphilóphio Lopes, entre 1924 e 1927, quando passou a ser denominado Paço Municipal. Na época, a inscrição “Paço Municipal” foi gravada em alto-relevo na arquitetura do frontispício. O edifício abrigou a sede do poder público municipal até a construção da nova prefeitura na Avenida Clériston Andrade. Em 1980, durante a gestão de Otacílio Monteiro da Franca, o prédio foi cedido ao Banco do Nordeste, o que resultou em alterações significativas no interior do imóvel, incluindo a remoção do nome “Paço Municipal” da fachada. Atualmente, o edifício foi doado à Academia Barreirense de Letras, que ocupa o local e mantém a relevância histórica do prédio.

Para a secretária de Cultura de Barreiras, Emília Moreno, o tombamento do frontispício do antigo Paço Municipal representa uma conquista significativa para a cidade. Segundo ela, outras edificações históricas também estão sendo analisadas para possível tombamento, com o objetivo de proteger e preservar a memória cultural da cidade. Emília destacou o compromisso da gestão atual com a preservação do patrimônio histórico, visando valorizar e proteger as construções que contam a história de Barreiras, garantindo que essas memórias sejam guardadas e celebradas pelas futuras gerações.

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Hoje é 07 de junho, Dia da Liberdade de Imprensa, por Luís Carlos Nunes

O Dia da Liberdade de Imprensa, destaca a importância da liberdade de expressão para a democracia, combatendo censura, assédio jurídico e a desinformação

Luís Carlos Nunes – No Brasil, o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa é celebrado em 7 de junho. Esta data não é apenas um marco comemorativo, mas também um momento de reflexão profunda sobre a importância da liberdade de expressão para nossa sociedade. Instituída em homenagem ao manifesto de 1977, assinado por quase três mil jornalistas que se levantaram contra a censura da Ditadura Militar, essa data nos lembra das lutas passadas e das batalhas ainda vigentes pela plena liberdade de imprensa no país.

A liberdade de imprensa é um pilar fundamental da democracia. Sem ela, a fiscalização do poder, a disseminação de informações verídicas e a promoção do debate público são severamente comprometidas. A data de 7 de junho serve, portanto, não apenas para celebrar, mas para alertar sobre a necessidade de constante vigilância contra a censura e outras formas de opressão que buscam silenciar vozes independentes.

A história nos mostra que em tempos de repressão, a imprensa livre é uma das primeiras instituições a ser atacada. Durante a Ditadura Militar, a censura era uma ferramenta cotidiana de controle e manipulação da informação. Jornalistas corajosos enfrentaram ameaças, perseguições e até a morte para garantir que a verdade chegasse ao público. O manifesto de 1977 é um testemunho dessa resistência e um lembrete de que a luta pela liberdade de imprensa é contínua.

Nos dias atuais, os desafios persistem. A intimidação de jornalistas, as tentativas de controle editorial por parte de políticos e empresários, e a propagação de desinformação e fake news representam ameaças modernas à liberdade de imprensa. Além disso, uma forma contemporânea de atacar o jornalismo sério é o assédio jurídico. Este se caracteriza pelo uso abusivo do sistema judicial para intimidar e silenciar jornalistas através de processos judiciais infundados ou exagerados. A intenção por trás do assédio jurídico é sobrecarregar os jornalistas com custos legais e criar um clima de medo, desestimulando a cobertura de temas sensíveis ou polêmicos.

Entretanto, é fundamental destacar que a liberdade de imprensa não pode, em hipótese alguma, ser confundida com o direito de mentir ou disseminar desinformação. A verdadeira liberdade de imprensa está intrinsecamente ligada à responsabilidade e ao compromisso com a verdade. A propagação de fake news e informações distorcidas mina a confiança pública nos meios de comunicação e ameaça a própria essência da democracia que se busca proteger.

Esses problemas exigem nossa atenção e ação para garantir que o jornalismo continue a cumprir seu papel essencial de informar e educar a sociedade. Propomos, então, uma reflexão sobre o valor da liberdade de imprensa em nossa vida cotidiana. Como cidadãos, é nosso dever defender a integridade dos jornalistas e exigir transparência e veracidade nas informações que consumimos. A liberdade de imprensa não é um benefício exclusivo dos jornalistas, mas um direito de toda a sociedade, crucial para a manutenção de uma democracia saudável e funcional.

Neste 7 de junho, ao celebrarmos o Dia da Liberdade de Imprensa, que possamos reafirmar nosso compromisso com a defesa deste direito fundamental. Que reconheçamos a coragem daqueles que, no passado e no presente, dedicam suas vidas à verdade e à informação livre. E que continuemos vigilantes, porque a liberdade de imprensa é, e sempre será, essencial para o exercício da democracia.

STF assina acordo com plataformas sociais para combater a desinformação

Empresas se comprometem a promover ações educativas

Caso de Política com informações STF – Em um esforço conjunto para enfrentar o fenômeno das notícias falsas, representantes de grandes plataformas digitais assinaram, nesta quinta-feira (6), um acordo de adesão ao Programa de Combate à Desinformação do Supremo Tribunal Federal (STF). O evento, realizado na sede do STF, contou com a participação de empresas como YouTube, Google, Meta, TikTok, Microsoft e Kwai.

Durante a cerimônia, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, destacou a importância da colaboração entre a Justiça e as plataformas digitais.

Espero que esse acordo seja o início de uma relação cooperativa no enfrentamento de uma das piores epidemias do nosso tempo: a desinformação e a disseminação do ódio. Que essa parceria frutifique e nos ajude a construir um país e um mundo melhores”, declarou Barroso.

O acordo tem como principal objetivo promover ações educativas e de conscientização, visando mitigar os efeitos negativos da desinformação que comprometem princípios, direitos e garantias constitucionais. As plataformas parceiras terão a oportunidade de participar ativamente na execução dessas atividades.

Além do presidente do STF, estiveram presentes na cerimônia o vice-presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, e os representantes das plataformas: Alana Rizzo (YouTube), Marcelo Lacerda (Google), Rodrigo Ruff (Meta), Fernando Gallo (TikTok), Elias Abdalla Neto (Microsoft) e Regiane Teixeira (Kwai).

Barroso enfatizou a relevância do papel desempenhado pelos diferentes atores sociais no combate à desinformação, destacando a importância da educação midiática.

É fundamental que as pessoas estejam conscientes da nova realidade informacional. Precisamos checar as informações antes de repassá-las, evitando a disseminação de notícias fraudulentas como se fossem verdade”, afirmou.

O Programa de Combate à Desinformação do STF, que já conta com mais de 100 instituições parceiras, segue expandindo sua rede de colaboração para fortalecer a luta contra a desinformação e promover um ambiente informativo mais seguro e verídico.

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Marco Ambiental: Presidente Lula Ratifica Criação do Monumento Natural das Cavernas de São Desidério

Caso de Política com Agência Gov – Em uma emblemática celebração no Dia Mundial do Meio Ambiente, ocorrida nesta quarta-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ratificou o decreto de criação do Monumento Natural (MONA) Cavernas de São Desidério. Este ato oficial marcou o estabelecimento de uma nova fronteira na conservação ambiental, abrangendo uma vasta área de 16.619 hectares do bioma do Cerrado, situada no município baiano de São Desidério. O território, agora designado como Monumento Natural, resguarda um complexo espeleológico de extrema relevância científica, vital para a preservação da biodiversidade e para o sustento das comunidades locais.

Garganta do Bacupari – Foto:Cristiano Fernandes Ferreira/ICMBio

A região revela-se um tesouro inestimável, especialmente em suas profundezas cársticas, onde a ação erosiva das águas ácidas ao longo de eras modelou uma miríade de cavernas e formações rochosas de indiscutível interesse para a comunidade científica. O patrimônio espeleológico de São Desidério é composto por 208 cavernas oficialmente catalogadas no Cadastro Nacional de Informações Espeleológicas (CANIE), posicionando o município como o 24º no ranking nacional em quantidade de cavidades mapeadas.

A essência do Monumento Natural Cavernas de São Desidério transcende a mera preservação de sua geomorfologia única. O objetivo primordial é salvaguardar as fitofisionomias características do Cerrado, os sistemas flúvio-cársticos, os aquíferos calcários e os significativos sítios arqueológicos. Além disso, a iniciativa visa proteger uma parcela crucial da bacia hidrográfica do Rio João Rodrigues, um afluente vital do Rio São Desidério, cujas águas deságuam no Rio Grande, contribuindo, por fim, para o formoso caudal do Rio São Francisco.

Jocy Cruz, coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (ICMBio/Cecav), presente na solene cerimônia, destacou que a nova Unidade de Conservação (UC) garantirá não apenas a proteção do valioso patrimônio espeleológico local, mas também a preservação das espécies que nele habitam.

“As cavidades subterrâneas funcionam como verdadeiros museus naturais, guardando parte de nossa história e revelando os intrincados processos das mudanças climáticas e ambientais. Portanto, é imperativo estabelecer medidas especiais que assegurem seu uso sustentável e a gestão responsável de seus recursos naturais”, afirmou Cruz.

A criação do Monumento Natural Cavernas de São Desidério representa um ponto de inflexão na batalha pela conservação do Cerrado no oeste baiano, uma região que enfrenta pressões consideráveis de desmatamento em decorrência da expansão agropecuária. Ademais, possibilita a salvaguarda dos atributos espeleológicos de importância suprema, ao mesmo tempo em que concilia a presença e as atividades das comunidades locais, as quais poderão continuar suas práticas de agricultura familiar e ampliar suas rendas através do turismo sustentável.

Entre os pontos de interesse do recém-criado Monumento Natural destacam-se:

  • Salão Coliseu: O maior salão de caverna documentado no país, abrangendo mais de 25.000 m², situado na impressionante Garganta do Bacupari.
  • Lago Subterrâneo: O maior lago subterrâneo do Brasil, localizado no Buraco do Inferno da Lagoa do Cemitério, um verdadeiro hotspot de biodiversidade da fauna cavernícola.
  • Sumidouro do João Baio: Apresentando uma variação regular no fluxo de água, este fenômeno é raro em escala global.
  • Outras Belezas Cênicas: Incluindo o Lago Azul, a Gruta do Catão, o Buraco da Sucupira e o Buraco da Sopradeira.

Decreto de Criação publicado no Diário Oficial da União

O Que é um Monumento Natural?

O Monumento Natural constitui uma categoria de Unidade de Conservação de Proteção Integral, destinada à preservação de locais naturais raros, singulares ou de notável beleza cênica. Permite-se a propriedade privada, desde que esta não entre em conflito com os objetivos da unidade. No caso das Cavernas de São Desidério, o propósito é proteger as cavidades naturais, viabilizando atividades como a criação de animais, a agricultura, o turismo, a visitação e a pesquisa.

No Brasil, existem outros cinco Monumentos Naturais federais: os MONAs dos Canyons do São Francisco, dos Pontões Capixabas, das Ilhas Cagarras, das Ilhas Trindade e Martin Vaz, e do Monte Columbia, bem como o MONA do Arquipélago de São Pedro e São Paulo. Destes, os três últimos abrangem ilhas marinhas.

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Olha só quem afirma que a política econômica de Lula é “arcaica”

Pescado no Jornal Oexpresso – De Xico Sá, jornalista e escritor, no X Twitter:

Sabatinado” e aprovado pelo dr. Roberto Marinho para assumir a Fazenda no governo Sarney (nesta época era assim), este guru, Mailson da Nóbrega, entende de inflação: deixou o índice em 1.037,53% ao ano. Viva o guru mais ouvido pela imprensa de mercado, o qual hoje botou banca na Folha ao afirmar que “PT é arcaico na economia, mas Lula teme mercado e cede quando é preciso.”

Diz a Wikipédia:

Ao assumir, em 6 de janeiro de 1988, Nóbrega afirmou que não descuidaria “em nenhum momento, do controle da inflação”, que não haveria nenhum pacote econômico ou “medidas heroicas”, e que tentaria renegociar a dívida externa brasileira com os credores internacionais em condições tão favoráveis quanto às obtidas pelo México.

Rapidamente, contudo, tornou-se claro que não seria capaz de cumprir nenhuma destas promessas.

Já em 2 de fevereiro de 1988, o então senador Fernando Henrique Cardoso questionava no Congresso Nacional a retomada dos pagamentos da dívida externa (após a moratória de 1987) sem que houvesse um acordo definitivo firmado com os credores.

Finalmente, em 23 de agosto de 1988 o Brasil fechou um acordo com o FMI pelo qual teria à disposição US$ 1,4 bilhão (do qual recebeu efetivamente US$ 477 milhões).

Nóbrega havia declarado que faria uma política econômica “feijão com arroz”, sem “soluções miraculosas”, realizando somente ajustes pontuais para evitar uma hiperinflação.

Todavia, o ano de 1987 que havia terminado com uma inflação acumulada em 415,87%, foi amplamente superado pelo índice de 1 037,53% ao final de 1988. Tornou-se claro que, mais uma vez, o governo Sarney teria que lançar mão de outro “pacote econômico heterodoxo”. Este efetivamente surgiu em 15 de janeiro de 1989 e recebeu o nome de “Plano Verão“.

Pré-candidato Otoniel Teixeira declara liderança em pesquisas sem apresentar dados e registro do levantamento

A divulgação de pesquisas fraudulentas pode resultar em penalidades severas, incluindo prisão e multas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Nesta quarta-feira, 5 de junho, a política em Barreiras ganhou um novo capítulo com as declarações do vereador e pré-candidato a prefeito, Otoniel Teixeira (UB). Em uma entrevista concedida a uma rádio local, Otoniel Teixeira afirmou que está à frente em todas as pesquisas eleitorais da cidade. A declaração, feita há 69 dias do início oficial da campanha e a 123 dias da votação, chamou atenção pela falta de transparência.

Declaração sem números e informações obrigatórias

Durante a entrevista, Otoniel Teixeira afirmou:

“E hoje eu falo com muita tranquilidade, nós estamos liderando as pesquisas aqui no município de Barreiras. Sou candidato de Zito, sou candidato da população de Barreiras e nós iremos terminar nossa pré-campanha, construir a nossa campanha e todos os apoios que a porventura queira chegar e nos apoiar e reforçar a nossa pré e a nossa candidatura nós vamos estar esperando de braços abertos, mas com certeza nós já estamos liderando as pesquisas aqui para as eleições de 2024 em Barreiras e iremos lutar para ser vitoriosos no dia 6 de outubro, com a permissão de Deus e do povo de Barreiras. Isso não é fruto só da candidatura da Otoniel, mas reconhecendo o trabalho, o legado que a nossa gestão está deixando para o nosso município”.

Assista o vídeo ao final desta matéria

O curioso é que Otoniel Teixeira não apresentou nenhum dado concreto para embasar sua afirmação. Não foram divulgados números, o nome do instituto responsável pela pesquisa, nem o período em que ela foi realizada.

Contraste com Outros Pré-candidatos

Enquanto Otoniel proclama sua liderança, destoa de todos os outros pré-candidatos que, até o momento, não fizeram qualquer anúncio público sobre resultados de pesquisas que lhes favoreçam. Será que os outros estão sendo modestos ou simplesmente preferem não entrar na dança das promessas sem provas?

Novas Regras para Pesquisas Eleitorais

As eleições municipais de 2024 serão regidas por novas regras que visam aumentar a transparência e o controle sobre as pesquisas eleitorais.

Segundo as resoluções atualizadas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), institutos que realizarem levantamentos com recursos próprios devem registrar as pesquisas no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle) até cinco dias antes da divulgação. Eles também devem informar a origem dos recursos e apresentar relatórios contábeis detalhados.

Essas mudanças são para garantir que as pesquisas sejam realizadas e divulgadas de forma transparente, evitando manipulações e irregularidades. A fiscalização cabe ao Ministério Público Eleitoral e aos partidos políticos, que podem questionar levantamentos suspeitos.

A divulgação de pesquisas fraudulentas pode resultar em penalidades severas, incluindo prisão e multas.

O TSE também determinou que as pesquisas devem ser registradas a partir de 1º de janeiro do ano eleitoral, com informações detalhadas sobre contratantes, metodologia, amostra, margem de erro e período de realização. O relatório completo deve ser enviado à Justiça Eleitoral assim que os dados puderem ser divulgados.

Enquanto as novas regras visam assegurar a integridade e a credibilidade do processo eleitoral, o pré-candidato Otoniel Teixeira parece preferir um caminho mais nebuloso, declarando liderança sem evidências ou comprovação. Resta aos eleitores de Barreiras esperar que ele decida abrir sua “caixa preta” de dados e compartilhar a base de suas alegações. Até lá, suas afirmações continuam sendo promessas no vento.

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Desmatamento no cerrado reduz 12,9% nos primeiros meses de 2024, aponta INPE

Foto: José Cícero/Agência Pública

O sistema Deter, do Instituto Brasileiro de Pesquisas Espaciais, mede alertas de desmatamento e é usado para orientar ações de fiscalização

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou que o desmatamento no Cerrado apresentou uma queda de 12,9% nos primeiros cinco meses de 2024. Esses dados foram obtidos através do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que serve de base para ações de fiscalização ambiental.

Segundo o governo federal, os resultados demonstram um avanço significativo nas políticas de preservação ambiental. Além da redução no Cerrado, a Amazônia também registrou uma diminuição expressiva nos alertas de desmatamento. Em 2023, houve uma queda de quase 50% nos alertas de desmatamento em comparação com 2022. Entre janeiro e maio de 2024, a diminuição foi de 40,5%.

Compromissos com o Meio Ambiente

No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta quarta-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, reafirmaram o compromisso do governo com a sustentabilidade. Durante a cerimônia, foram assinados oito decretos focados na preservação ambiental.

Esses decretos integram uma série de medidas do governo atual para proteger as florestas e reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Ações como essas são fundamentais para garantir a conservação dos biomas brasileiros e o cumprimento das metas ambientais internacionais.

Os dados apresentados pelo Inpe reforçam a importância de políticas públicas eficazes e de um monitoramento constante para a preservação do meio ambiente. O sistema Deter, por sua capacidade de fornecer alertas em tempo real, desempenha um papel crucial na identificação e combate ao desmatamento ilegal.

Com esses novos decretos e os números positivos na redução do desmatamento, o governo brasileiro sinaliza um caminho promissor para a sustentabilidade e a proteção das florestas. A continuidade desses esforços será essencial para assegurar um futuro ambientalmente saudável para o país.

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Entidades afirmam que 18 milhões de empregos estarão ameaçados se importações até US$ 50 não forem taxadas

Diversas entidades da indústria e varejo emitiram nota nesta quarta-feira (5) contra a isenção tributária sobre compras online internacionais de até US$ 50. Nesta terça-feira (4), Rodrigo Cunha (Podemos-AL), relator do projeto Mover, no qual constava a regulação sobre a tributação do e-commerce internacional, decidiu retirar a taxação do texto. A medida, segundo as entidades, representa “grave ameaça à economia brasileira”.

“O privilégio concedido às plataformas internacionais é um grande desestímulo a quem investe, produz, vende e gera empregos em nosso país. A rigor, é um convite explícito às empresas brasileiras para que fechem suas portas aqui e se transfiram para o exterior, para que consigam benefícios tributários similares aos dos sites estrangeiros de e-commerce, colocando em risco 18 milhões de empregos e milhares de empresas”, diz trecho do texto

Assinam a nota a Abvtex, Abit, CNTRV, IDV, Ciesp, Sindvest, Alobras, Sifitec, Sindivest-MG, Sintex, Sietex, Fiergs, Conaccovest, Sindivest – Alagoas, Fitemavest, Simmesp, Sindimeias e Sinditêxtil.

Leia na íntegra:

“A intenção do senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL), manifestada em relatório, pode converter-se em uma grave ameaça à economia brasileira. É o que ocorrerá caso o Senado Federal adote a lamentável e surpreendente decisão de retirar do Projeto de Lei 914/2024 o item relativo à cobrança de Imposto de Importação de 20% nas compras de até US$ 50 nas plataformas internacionais de e-commerce.

Caso prevaleça a isenção aos sites estrangeiros, concedida em agosto do ano passado pelo governo, serão agravados os danos da concorrência desleal provocada pela desigualdade tributária, que já eliminou dezenas de milhares de empregos apenas na indústria e no varejo têxteis e de confecção, a imensa maioria, em micro, pequenas e médias empresas. As plataformas internacionais estão recolhendo apenas 17% de ICMS, ante um pacote de impostos de até 90% pagos pelas empresas brasileiras. A taxação de 20% seria apenas o primeiro passo rumo à igualdade, mas ainda não solucionaria a grande diferença. Sem essa alíquota, conforme consta no texto proposto pelo senador Rodrigo Cunha, a competição torna-se impraticável.

O privilégio concedido às plataformas internacionais é um grande desestímulo a quem investe, produz, vende e gera empregos em nosso país. A rigor, é um convite explícito às empresas brasileiras para que fechem suas portas aqui e se transfiram para o exterior, para que consigam benefícios tributários similares aos dos sites estrangeiros de e-commerce, colocando em risco 18 milhões de empregos e milhares de empresas. Logo, o relator, Rodrigo Cunha, infelizmente, com seu relatório, se coloca como defensor da política de zero emprego, zero investimento, zero renda, zero impostos no Brasil e ao contrário, defensor de geração de investimentos, empregos e renda na China, verdadeiro absurdo quando defendido por um parlamentar brasileiro.

Argumentos desprovidos de lógica

Cabe acentuar que nas argumentações, Rodrigo Cunha demonstrou estar desinformado com relação aos danos provocados pela desigualdade tributária e pareceu descompromissado com os reais interesses do País e com os empregos de milhões de brasileiros. Suas respostas contrariaram a lógica. Vejamos:

1) Os empregos gerados pelas plataformas internacionais de e-commerce são em seus países de origem e não no Brasil. Cabe lembrar que Alagoas, o Estado de Rodrigo Cunha, há dezenas de milhares de empregos na indústria e no varejo, que foram colocados em risco por sua iniciativa de não taxar as importações digitais de até US$ 50.

2) Também é falsa a alegação do senador de que dar fim a essa injustiça tributária prejudicaria a população mais pobre. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada no último dia 23 de maio, mostrou que apenas 18% da população com renda de até dois salários-mínimos fez compras internacionais on-line de produtos com isenção de até US$ 50. Entre quem ganha mais de cinco salários-mínimos, esse percentual sobe para 41%. favoráveis ou não a “taxar” essas compras.

A iniciativa do senador de manter o privilégio para os estrangeiros também parece movida pela intenção superficial de agradar as redes sociais. Tanto assim que, em uma inexplicável entrevista coletiva prévia à apresentação do relatório, antes da apresentação de seu relatório, ele “abriu uma enquete” nas plataformas pedindo a opinião dos seguidores sobre se eram favoráveis ou não a “taxar” essas compras.

3) A postura demagógica de Rodrigo Cunha ao tratar de um tema de imensa relevância impõe riscos a dezenas de setores, do têxtil ao eletroeletrônico, de cosméticos ao de equipamentos, de medicamentos ao de brinquedos.

4) Também vale lembrar que as plataformas internacionais de e-commerce disponibilizam nas suas páginas itens que, aos montes, descumprem normas produtivas e de segurança ao consumidor, contrariando especificações de órgãos como Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro). Com isso, colocam em risco a saúde e a segurança do consumidor, com a oferta de produtos como “pomada anticâncer”, “remédios abortivos”, brinquedos que apresentam riscos a crianças e uma série de outros produtos inadequados. Tal constatação está em perícia contratada pelo Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), apresentada em pedido de investigação à Procuradoria-Geral da República.

5) Além disso, as plataformas estimulam e cometem seguidas fraudes ao fisco brasileiro, com a comercialização de itens de maneira fracionada, para fugir da tributação, o que ocorre, por exemplo, por meio da aquisição de um par de sapatos, com entrega de um pé em cada remessa. É um verdadeiro absurdo e escárnio contra aqueles que seguem as normas tributárias e regulatórias nacionais.

6) Por sinal, no último feriado, Rodrigo Cunha usou suas redes sociais para ressaltar o apoio a projeto com costureiras no interior de seu Estado. Com a legalização da concorrência predatória como defendeu o senador, que gera riscos na esfera nacional e local, como essas profissionais conseguirão prosseguir no futuro com as atividades que garantem seu ganha-pão?

Seguimos confiantes de que o Senado fará o que é certo e justo, que os senadores defendam os interesses do Brasil e não tenham como norte de sua atuação a defesa de práticas empresariais que descumprem as normas produtivas nacionais, colocam o consumidor em risco, praticam ilegalidade livremente e, além de tudo, asseguram a manutenção de empregos do outro lado do mundo”.

Conselho de Ética arquiva processo contra deputado André Janones

Caso foi arquivado por 12 votos a cinco

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu arquivar o processo disciplinar contra André Janones (Avante-MG), acusado de integrar um suposto esquema de desvio de recursos públicos, conhecido como “rachadinha”. A decisão, tomada por 12 votos a 5, rejeitou a denúncia apresentada pelo PL, que pedia a cassação do parlamentar.

Logo após a votação, a situação esquentou. Deputados bolsonaristas hostilizaram Janones, gerando empurrões e quase resultando em um confronto físico com deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A confusão obrigou a Polícia Legislativa a escoltar Janones para fora do plenário.

A denúncia contra Janones baseou-se em uma mensagem de áudio, na qual o deputado aparece instruindo seus assessores a devolver parte de seus salários para cobrir prejuízos da campanha eleitoral de 2016. O relator do caso, deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP), recomendou o arquivamento do processo, argumentando que os fatos ocorreram antes do início do mandato de Janones. “Não há justa causa, pois não há decoro parlamentar, se não havia mandato à época”, afirmou Boulos, destacando que o caso escapava ao escopo do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Após o arquivamento, a situação no plenário se deteriorou rapidamente. Deputados bolsonaristas avançaram sobre Janones, gritando “rachador” e “covarde”. Inicialmente, Janones manteve o silêncio, mas reagiu às provocações de Nikolas Ferreira, convidando-o para um confronto fora das dependências da Câmara.

Diante do tumulto, o presidente do Conselho de Ética, deputado Leur Lomanto Júnior (União-BA), decidiu esvaziar o plenário. Assessores, visitantes e jornalistas foram retirados do local para evitar maiores confrontos e garantir a segurança de todos os presentes.

Assista ao vídeo

Durante a sessão de julgamento, Janones defendeu-se veementemente. Confira trecho de sua fala:

Eles escondem de vocês que o assessor que me denunciou, o Sr. Cefas Luiz Paulino, ele diz para o Metrópoles na entrevista, isso que está aqui no relatório, que eu fazia rachadinha, que eu devolvi os recursos e tal. Esse assessor é intimado, Sr. Presidente, Sr. Relator, pela Polícia Federal, para dar o depoimento. E durante o depoimento, o delegado pergunta a ele, o Janones já fez rachadinha? Você já viu? Primeiro, você já devolveu o salário para ele? Não, Sr. Delegado, nunca devolvi um centavo.

Aí ele pergunta, mas você já viu alguém devolver? Não, Sr. Delegado, nunca vi ninguém devolver um centavo para ele. O delegado pega a matéria e fala, ora, mas você está se contradizendo, porque no Metrópoles você disse que ele devolviu o dinheiro. Ele falou assim, eu fui candidato e serei novamente.

Na mídia eu falo o que eu quiser, na justiça eu tenho que prestar conta das minhas palavras. Nunca vi ele fazer e nunca fiz. O denunciante disse isso e está no inquérito da Polícia Federal.

Abri mão do meu sigilo, abri mão do meu sigilo bancário, do meu imposto e não tenho casa de 14 milhões, não tenho loja de chocolate, não tenho nenhum patrimônio. O meu patrimônio reduziu de 2018 para 2022 em mais de 80%. Então não teve nenhuma prova material.”

O arquivamento do processo e os subsequentes confrontos no plenário refletem a acirrada polarização política na Câmara dos Deputados, destacando a tensão entre diferentes facções e a complexidade das acusações envolvendo figuras públicas.

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