Vereadores aumentam salário para R$ 17 mil e reclamam: “Tinha de ser R$ 300 mil e não dava”

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Vereadores da cidade de Formosa (GO), município de 123 mil habitantes localizado a 80 km de Brasília, aprovaram o aumento dos próprios salários e da remuneração do prefeito e do vice-prefeito, a partir de 1º de janeiro de 2025. Para justificar o próprio aumento, os representantes do Legislativo municipal reclamaram que são mal remunerados e demonstraram insatisfação com os novos valores aprovados. Os vereadores da cidade realizam apenas seis sessões por mês.

O vereador Hermes Costa (União) disse que mesmo que o salário dos vereadores fosse de R$ 300 mil ainda seria pouco por causa dos pedidos dos eleitores. De acordo com o vereador, “vergonhoso” não é o valor que eles recebem, mas as propostas que recebem de alguns eleitores. Em discurso, ele afirmou que “as pessoas banalizam os políticos e a política”. “A mola propulsora para a pessoa se interessar por um cargo, uma profissão, é o salário”, disse. “Se nós formos atender às pessoas que nos ligam pedindo uma ajuda, nós tinha (sic) de ganhar era R$ 300 mil, e não dava. Porque todo dia chega um, pede uma consulta, pede um transporte, pede um remédio, uma cesta básica”, reclamou. Veja trechos de alguns dos discursos:

Os vereadores de Formosa aprovaram o aumento de seu salário de R$ 14.904,66 para R$ 17.387,32. O próximo prefeito receberá R$ 34.774,64, e o vice, R$ 17.387,32. A proposta foi aprovada com o apoio de nove vereadores. Apenas quatro votaram contra. A cidade faz parte da região do Entorno do Distrito Federal. O salário mínimo no Brasil em 2024 é de R$ 1.412. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda per capita no Brasil cresceu 11,5% em 2023 na comparação com o ano anterior, chegando ao recorde de R$ 1.848,00.

A vereadora Roberta Brito (PRD) alegou que não há salário que compense o tempo que ela está perdendo ao não acompanhar o crescimento das suas filhas. Contou que é obrigada a delegar a assessoras a tarefa de buscar as crianças na escola e que não tem horário sequer para almoçar.

Não tenho horário para almoçar, tenho três filhas e não vi elas crescerem para cuidar da população de Formosa. Qual o dinheiro que paga isso? Às vezes não consigo buscar minhas filhas na escola, são minhas assessoras que vão buscar.”

O presidente da Câmara, Mundim (Podemos), disse que é preciso ter muita coragem para se lançar à prefeitura de Formosa com um salário de R$ 34 mil. “Ele é muito corajoso”, disse. O vereador afirmou que havia se comprometido com os colegas a evitar a realização de sessões extraordinárias, mas que decidiu abrir uma exceção para votar um “projeto tão fácil”.

Índio de Assis (Mobiliza) cobrou dos colegas apoio à proposta. Segundo ele, é inadmissível “tirar o dinheiro dos que estão sonhando com esse aumento”. O vereador que achasse o valor elevado, provocou ele, poderia usar o excedente para comprar cestas básicas.

O vereador Joelson Trovão (Agir) disse que havia sido “intimado” por sua esposa a abandonar a política, tamanho o comprometimento dele com o mandato. “O salário não é muito”, reclamou. Segundo ele, se a remuneração fosse reduzida à metade, não apareceria candidato à Câmara de Formosa.

Vereadores contrários à iniciativa alegaram que o município enfrenta crise em áreas estratégicas, como a saúde e a educação, e que o momento é inadequado para aprovar esse tipo de aumento, que impactará os cofres públicos.

Votaram a favor do aumento os vereadores

  • Cátia Rodrigues (PSB)
  • Com de Paiva (Podemos)
  • Roberta Brito (PRD)
  • Filipe Vilarins (MDB)
  • Índio de Assis (Mobiliza)
  • Joelson Trovão (Agir)
  • Hermes Costa (União)
  • Mundim (Podemos)
  • Nema (Podemos)

Votaram contra o aumento:

  • Delegada Fernanda (PP)
  • Dr. João Batista (DC)
  • Ciê do Sacolão (União)
  • Simone Ribeiro (PL)
Congresso em Foco

1º de Maio com baixa adesão reflete crise no movimento sindical, afirmam líderes

“Para o sindicalismo, é se reinventar ou morrer”, afirma o deputado federal Paulinho da Força

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ato do Dia do Trabalho realizado no último dia 1º de maio foi visto por líderes sindicais como o ápice da desmobilização e crise enfrentada pelo movimento sindical nos últimos anos, segundo reportagem da Folha de S.Paulo. O evento, que teve o ex-presidente Lula como atração principal, contou com menos de duas mil pessoas, de acordo com medição da USP.

Para o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade), presidente de honra da Força Sindical, o baixo comparecimento ao evento representa um marco histórico e sinaliza a necessidade urgente de reinvenção por parte do sindicalismo. “Esse 1º de Maio foi o ápice da crise que o movimento sindical atravessa nos últimos anos. Foi um marco histórico. Para o sindicalismo, é se reinventar ou morrer”, ressaltou Paulinho da Força.

A análise crítica também ecoou nas palavras de Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), que concordou com as declarações de Lula sobre o evento. “O Lula está correto. Temos que fazer um mea culpa de nossa incapacidade de levar mais gente”, afirmou Patah.

O próprio ex-presidente Lula apontou falhas na organização do evento, mencionando que o ato foi “mal convocado” e que não houve “o esforço necessário para levar a quantidade de gente que era preciso levar”. Esta crítica direta do líder político evidencia a preocupação com a falta de mobilização e engajamento da classe trabalhadora nos eventos sindicais.

Diante desse cenário desafiador, a discussão sobre a necessidade de renovar estratégias e repensar o papel e a representatividade dos sindicatos se torna cada vez mais urgente. O movimento sindical enfrenta um momento crucial de reflexão e adaptação para reconquistar a confiança e a participação ativa dos trabalhadores.

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Brasil sobe 10 posições em ranking mundial de liberdade de imprensa

Levantamento foi divulgado pela ONG Repórteres Sem Fronteiras

Agência Brasil – O Brasil subiu dez posições no ranking de liberdade de imprensa e chegou ao 82º lugar entre 180 países citados em levantamento da organização não governamental (ONG) Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Trata-se da melhor colocação do Brasil nos últimos dez anos. Desde o último relatório divulgado pela entidade, o país recuperou, ao todo, 28 posições. O documento foi divulgado nesta sexta-feira (3), Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Segundo o jornalista Artur Romeu, diretor do escritório da Repórteres Sem Fronteiras para a América Latina, o resultado confirma uma tendência registrada no ano passado, com a percepção dos especialistas após o fim do governo de Jair Bolsonaro. “Foi um governo que exerceu uma forte pressão sobre jornalismo de diferentes formas, com uma postura e um discurso público orientado pela crítica à imprensa”, afirmou. Romeu contextualiza, entretanto, que a pontuação brasileira ficou praticamente estável, com acréscimo de 0,08 de 2023 para 2024, mas outros países caíram mais, o que levou à subida do Brasil.

O chefe do escritório da RSF explica que os especialistas consultados entendem que a melhora que tinha sido antecipada para o Brasil se confirmou, como cenário geral. Ele salienta que o ranking é baseado em um conjunto de indicadores que avaliam as pressões sobre a liberdade de imprensa. “Essa subida das posições é mais uma sinalização de estabilidade do que necessariamente de progresso. É importante reforçar que se trata de uma estabilização em relação a uma perspectiva de melhora que se concretizou”, acrescenta.

A coleta foi feita nos meses de dezembro e janeiro a partir de 120 perguntas traduzidas em 26 idiomas com milhares de respondentes. “Cada especialista aborda o próprio país em que vive”, diz Romeu. Publicado anualmente, desde 2002, o ranking é feito a partir de índices que consideram questões políticas, sociais e diferentes ordens econômicas. Romeu explica que o documento é utilizado por organizações internacionais como o Banco Mundial, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e agências de cooperação internacional como um indicador de referência sobre as garantias para que os jornalistas possam atuar livremente.

Distensionamento

A posição do Brasil, segundo Romeu, estaria relacionada a uma postura pública de reconhecimento e valorização do trabalho da imprensa e se traduziu inclusive em medidas concretas como a criação, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores. “Houve melhorias também no âmbito da garantia de acesso à informação e à transparência pública. Houve um distensionamento em parte desse cenário. Então, isso tudo tem um reflexo nas condições que estão colocadas para os jornalistas e os meios de comunicação operarem no país.”

Arthur Romeu cita também que o Brasil estruturalmente mantém concentração midiática, na mão de poucos grupos, e que os problemas econômicos deixam o setor mais vulnerável. “Isso se reflete na capacidade de ingerência ou de pressão sobre os veículos”, observa. Uma pressão que vem de agentes econômicos como anunciantes, que exercem ação sobre as linhas editoriais dos veículos.

Insegurança

Outro ponto negativo que foi levado em conta no relatório tem relação com a percepção de insegurança. “O Brasil é o segundo país da América Latina com o maior número de jornalistas assassinados e com uma cadeia de violências muito ampla. São ameaças, perseguições, assédio oficial e moral e agressões físicas, por exemplo.” Nesse sentido, a violência contra a imprensa se traduz na consolidação de um ambiente mais desfavorável para a profissão.

Desinformação

Outra questão central, para avalia Artur Romeu, é a necessidade de regulação das plataformas para garantia da integridade informativa, em um cenário de desinformação. “O canal de distribuição não é mais a banca de jornal na esquina. As grandes plataformas operam ainda no Brasil num cenário ainda marcado por um processo de, supostamente, autorregulação.”

Ele considera que exista um vazio regulatório, com o não aprovação até hoje do Projeto de Lei das Fake News (PL 2.630) pelo Congresso, em torno de temas como desinformação e inteligência artificial. “É preocupante que o Brasil dê um passo atrás no momento em que parecia ter chegado em um texto que trazia ali um arcabouço que se fundamentava em boas práticas.”

Ações de políticos

O diretor do escritório da RSF para a América Latina explica que a principal tendência que o ranking mundial da liberdade de imprensa traz é que a maior queda de indicador “político”, dentre os cinco utilizados no levantamento.

Há uma percepção de que os atores políticos dos estados, que seriam aqueles que deveriam ser os responsáveis por garantir as condições para um livre exercício de jornalismo, estão se tornando cada vez mais os causadores dessa fragilização do direito à liberdade de imprensa”. Ele aponta que existe essa queda generalizada em todas as regiões do mundo.

O caso da Argentina é um exemplo na América Latina desse cenário. O país vizinho caiu 26 posições e teve a maior queda de pontuação na região (10 pontos). Saiu da posição de número 40 e agora ocupa a 66ª. “Está associada à chegada ao poder do presidente Javier Milei. Ele alimenta a polarização e faz ataque a meios de comunicação específicos.” Uma dessas ações foi o encerramento das atividades da agência pública de notícias do país, a Télam.

Outro país que registrou queda acentuada foi o Peru, que caiu 48 posições nos últimos dois anos, também em face de crises políticas.

Os Estados Unidos, por exemplo, caíram dez posições, e chegaram ao 55º lugar. “Os EUA estão também num cenário de polarização, têm uma ala mais radical do Partido Republicano, que é favorável à prisão de jornalistas. É uma posição historicamente baixa”, comenta Artur Romeu.

Segundo ele, a situação fica mais tensionada em função de ser um ano com o maior número de eleições na história. “A metade da população mundial vai às urnas. Há uma intensificação de pressão sobre o jornalismo.”

Só 1%

Outro dado do relatório é que, no mundo, somente 1% da população está em países em que a situação é considerada boa para os jornalistas. Dos 180 países, somente oito estão nessa escala. Os três primeiros colocados são Noruega, Dinamarca e Suécia.

No final do ranking, países asiáticos como China, Vietnã e Coreia do Norte dão lugar a três países que viram o seu indicador político despencar”, aponta o relatório.

Os últimos colocados são Afeganistão (que caiu 44 posições) por causa da repressão ao jornalismo desde o regresso ao poder dos talibãs, a Síria (menos oito posições) e Eritreia (última classificação geral). “Os dois últimos países se tornaram zonas sem lei para os meios de comunicação, com um número recorde de jornalistas detidos, desaparecidos ou reféns”, destaca o levantamento.

O agronegócio respondeu por 53,4% das exportações da Bahia no primeiro trimestre de 2024

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – No primeiro trimestre de 2024, o agronegócio se destacou como pilar fundamental das exportações da Bahia, contribuindo com expressivos 53,4% do total exportado pelo estado nesse período. Esse número representa um significativo aumento em relação aos 42% registrados no mesmo período do ano anterior, demonstrando a crescente dependência da economia baiana em relação ao setor agrícola.

Dados oficiais da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Governo Federal revelam que as exportações baianas alcançaram cerca de US$ 1,3 bilhão nos primeiros três meses de 2024, marcando um crescimento notável de 25% em comparação ao mesmo período de 2023. Esse aumento expressivo é atribuído, principalmente, ao incremento da produtividade no campo, sinalizando uma maior eficiência na produção agrícola do estado.

Um aspecto relevante é o aumento no volume embarcado em diversos setores do agronegócio, que compensou os impactos dos preços mais baixos das commodities no mercado internacional. Um exemplo é a soja, principal produto de exportação da Bahia, que registrou uma redução nos preços, porém, uma expansão significativa na quantidade exportada. No primeiro trimestre de 2023, as exportações de soja somaram US$ 433,4 milhões; já em 2024, houve um expressivo aumento de 29,89%, totalizando US$ 562,9 milhões.

Outro destaque é o algodão não cardado nem penteado, simplesmente debulhado, produzido no estado, que também apresentou um aumento expressivo nas exportações. De janeiro a março de 2023, o valor exportado foi de US$ 55,9 milhões, enquanto no mesmo período de 2024, esse valor cresceu surpreendentes 291,37%, alcançando US$ 218,6 milhões.

Esses dados evidenciam a resiliência e a competitividade do agronegócio baiano, que continua a impulsionar a economia regional mesmo em um cenário global de flutuações nos preços das commodities. O aumento da produtividade e a busca por novos mercados são fatores-chave para sustentar esse crescimento nas exportações, destacando a importância estratégica do setor agrícola para o desenvolvimento econômico do estado da Bahia.

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Bahia envia Bombeiros e Profissionais de Saúde para ajuda humanitária e auxilio às vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul

Foto: Fernando Vivas/GOVBA

Forma enviados 22 bombeiros experientes em operações de resgate em desastres naturais e profissionais de saúde, incluindo médicos e enfermeiros, partiram do Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães com destino ao sul do país

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Nesta quinta-feira (2), o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMB) e a Secretaria de Saúde (Sesab) mobilizaram equipes especializadas para auxiliar no socorro às vítimas das devastadoras chuvas que assolaram o Rio Grande do Sul. Vinte e dois bombeiros experientes em operações de resgate em desastres naturais e profissionais de saúde, incluindo médicos e enfermeiros, partiram do Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães com destino ao sul do país, onde mais de 20 mortes foram registradas em decorrência das intempéries, incluindo o rompimento de uma barragem e deslizamentos de terra.

O comandante-geral do CBMB, coronel Adson Marquezine, enfatizou a prontidão e preparação da equipe para enfrentar os desafios no Rio Grande do Sul.

“Estamos totalmente equipados e bem preparados para ajudar nossos irmãos nesse momento de dificuldade. Enviamos 22 bombeiros especialistas em resgates para auxiliar no salvamento das pessoas afetadas. Além disso, estamos enviando quatro médicos e um enfermeiro da Sesab para oferecer apoio médico no local”, declarou.

O foco inicial da missão é o resgate e o socorro às vítimas. O coronel Jadson Almeida, responsável pela operação no Rio Grande do Sul, detalhou que os bombeiros selecionados são especialistas em lidar com esse tipo de desastre.

“Inicialmente, seremos enviados para Caxias do Sul, onde ocorreram desabamentos e soterramentos. Estamos preparados para atuar nessa situação de emergência e oferecer o melhor suporte à população”, afirmou.

O sanitarista Edson Ribeiro Júnior, do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia, destacou a importância da equipe de saúde no cenário de calamidade.

“Vamos apoiar as equipes locais na análise da situação de saúde, observando os desabrigados e os abrigos. É crucial avaliar também a saúde mental das vítimas, pois é uma situação que envolve perdas significativas”, explicou.

Além dos desafios imediatos, como deslizamentos e desabamentos, há preocupações com doenças emergentes em situações de desastre, como arboviroses, leptospirose e doenças transmitidas pela água. A avaliação da situação vacinal e outros fatores de risco também são aspectos essenciais para garantir o bem-estar das comunidades afetadas.

Essa missão humanitária exemplifica a solidariedade e o apoio mútuo entre os estados brasileiros em momentos de crise, demonstrando a importância da cooperação para enfrentar os desafios causados por eventos climáticos extremos.

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Vida de luxo e intrigas: a ascensão do novo presidente do União Brasil

Por Andreza Matais e Eduardo Militão, do UOL Nos últimos dois anos, foram vendidas 42 McLarens zero km no Brasil. Uma delas foi comprada pelo novo presidente do União Brasil, Antônio Rueda, 49.

O advogado também adquiriu, em quatro anos, dois Porsches, duas Mercedes, uma Land Rover além de uma casa e dois terrenos em bairro nobre de Brasília. Esses bens somam cerca de R$ 23,5 milhões, segundo levantamento do UOL.

A maioria das aquisições aconteceu a partir de 2021, quando começou a ascensão de Rueda no União Brasil.

Foi também nessa época que ele estreitou laços com pessoas influentes como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o desembargador Eduardo Martins, filho do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Henrique Martins.

Rueda e Martins admitem que atuaram juntos em causas judiciais quando o filho do ministro ainda era advogado, mas dizem não se lembrar para quais clientes. Sobre as relações com o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), silêncio de ambos os lados.

O União Brasil receberá neste ano R$ 865 milhões em recursos públicos, o terceiro maior volume em fundos eleitoral e partidário, atrás apenas de PL e PT.

É Rueda quem decidirá o que fazer com o dinheiro e quanto cada candidato receberá para a campanha eleitoral deste ano.

Tal protagonismo ajuda a explicar o tamanho do poder que Rueda tem hoje em suas mãos — e isso sem jamais ter disputado uma eleição.

Antônio Rueda Imagem: Reprodução

‘Superunião’

Esse poder vai além de verbas para a eleição. O União Brasil tem os dois candidatos mais fortes para substituir Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) nas presidências da Câmara e do Senado, respectivamente.

O deputado Elmar Nascimento (BA) e o senador Davi Alcolumbre (AP) podem comandar o Congresso no próximo biênio em um movimento político poucas vezes registrado na História brasileira.

Desde a redemocratização, em 1985, um mesmo partido comandou as duas Casas Legislativas simultaneamente apenas oito vezes, segundo levantamento do analista político Antonio Augusto de Queiroz para o UOL.

Coletiva de imprensa com o novo presidente do partido União Brasil, Antônio Rueda (ao centro) Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

O União também é o único partido que já tem candidato à sucessão de Lula (PT) em 2026: o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

A última pesquisa Genial/Quaest diz que ele tem aprovação de 86% dos eleitores no estado — é o mais bem avaliado entre os nomes de direita pesquisados.

No último mês, o UOL ouviu mais de uma dezena de pessoas e levantou informações em cartórios e órgãos oficiais para traçar o perfil do homem que controla esse arsenal.

Rompimento e traição
Rueda assumiu neste mês a presidência interina do União Brasil (fusão do PSL com o DEM) em uma disputa que virou caso de polícia.

Um dos fundadores do partido e afastado da presidência da sigla por decisão judicial, o deputado federal Luciano Bivar (PE) se diz traído por Rueda, a quem considerava como um filho. O “afilhado”, por sua vez, acusa o “padrinho” de malfeitos.

Rueda e Bivar começaram a se estranhar em 2019, quando Jair Bolsonaro (PL) deixou o PSL acusando Bivar de decidir sozinho sobre a distribuição de verbas e diretórios estaduais.

Antônio Rueda e Luciano Bivar, do União Brasil Imagem: Reprodução
Rueda ficou ao lado de Bolsonaro, de quem se aproximou há seis anos quando o ex-presidente entrou no PSL.

O distanciamento de Bivar e Rueda aumentou após a fusão com o DEM em 2021. Bivar novamente se recusou a compartilhar, desta vez com os novos parceiros, as decisões sobre recursos e diretórios.

O conflito levou Rueda a apoiar os caciques oriundos do DEM.

O rompimento ocorreu quando os novos aliados de Rueda propuseram a ele que disputasse a presidência da sigla contra Bivar. Ele aceitou, numa decisão que surpreendeu o grupo, dada a relação de pai e filho que Bivar e Rueda já tiveram.

A eleição para o comando do União seria em maio deste ano, mas, diante da resistência de Bivar em deixar o cargo, Rueda operou para afastá-lo antes disso. Para Bivar, foi uma traição.

Mesmo antes de assumir como presidente interino, Rueda já dava as cartas.

Ele colocou a irmã e o cunhado como tesoureiros e possuía uma procuração de Bivar para movimentar o dinheiro da sigla.

A família Rueda administrou quase R$ 1 bilhão (a soma dos fundos partidário e eleitoral) nas últimas eleições.

Foi uma casa de veraneio dessa irmã que pegou fogo em março, enquanto um imóvel de Rueda também era consumida pelas chamas. Ambas as propriedades ficavam em um condomínio de luxo na praia de Toquinho (PE).

O chefão do partido acusou Bivar de ser responsável pelo incêndio. O caso está sendo investigado pela polícia de Pernambuco.Desde que rompeu com Bivar, Rueda tem seguranças cercando sua casa em Brasília.

Quem para em frente ao seu escritório na cidade tem a placa anotada e recebe uma ligação da polícia para explicar as razões. Isso ocorreu com a reportagem do UOL.

Imagem: Arte/UOL Coleção de carros importados

Rueda era um jovem advogado sem patrimônio quando, há 20 anos, conheceu o empresário milionário e político Luciano Bivar.

Dono de uma empresa de seguros, Bivar declarou nas eleições de 2022 ter R$ 18,6 milhões, patrimônio inferior ao que seu pupilo acumulou nos últimos quatro anos, conforme levantamento do UOL, somente em bens.

Como nunca disputou eleições, o que se sabe do patrimônio de Rueda é o que está registrado em cartórios.

Os dois lados contam que Bivar “adotou” Rueda e montou para ele um escritório de advocacia voltado a atender contenciosos de massa (causas movidas em massa contra grandes empresas, geralmente trabalhistas ou de consumidores).

O UOL apurou que, até a briga, Bivar dava R$ 200 mil por mês ao escritório de Rueda para cuidar dos processos da sua seguradora.

A reportagem levantou que 4.000 ações do escritório Rueda & Rueda tramitaram no STJ nos últimos 16 anos. Os maiores escritórios na área costumam ter mais de 200 mil.

Pesquisa feita pelo Anuário Análise Advocacia ouviu 1.067 pessoas, entre elas executivos de empresas que atuam no DF e em 22 estados com faturamentos acima de R$ 500 mil ao ano, para saber quais as firmas mais admiradas entre os contratantes.

O Rueda & Rueda nem sequer é citado.

Rueda e a esposa, Florinda, posam em barco Imagem: Reprodução

Bivar levanta suspeitas sem provas de que o ex-pupilo enriqueceu quando passou a distribuir o dinheiro do partido.

Nos últimos três anos, o casal Antônio e Florinda Rueda comprou uma coleção de seis carros importados, estimada em ao menos R$ 8,7 milhões segundo a tabela Fipe, ou R$ 13,8 milhões, de acordo com classificados.

Não foram identificados registros de venda de imóveis ou veículos em seu nome nos últimos quatro anos no Distrito Federal.

A garagem milionária do advogado

Em primeiro plano, a McLaren do líder do União Brasil, Antonio Rueda Imagem: Reprodução
Eles ostentam na garagem uma Mclaren ano 2023, um Porsche 911 Targa edição comemorativa de 50 anos, um Porsche Taycan, duas Mercedes e uma Land Rover. Rueda terá de desembolsar neste ano R$ 63,9 mil de IPVA apenas com a McLaren.

A pedido do UOL, a consultoria automobilística Jato do Brasil levantou que, entre 2022 e março deste ano, apenas 42 McLarens foram comercializadas no país.

O casal Rueda também comprou nos últimos quatro anos R$ 9,8 milhões em imóveis em Brasília, segundo os valores registrados nas certidões.

São dois terrenos e uma casa na melhor área do Lago Sul, bairro nobre da capital federal e com a maior renda per capita do país (R$ 23 mil).

O presidente do União Brasil pagou R$ 4,5 milhões por um dos imóveis, registrado agora em 14 de março. O mesmo terreno, com 1.312 metros quadrados, foi comprado pelo antigo dono, dois anos antes, por R$ 5,7 milhões.

Pessoas que convivem com Rueda dizem que ele também tem um jatinho e um iate Azimut 80, cuja maquete ele exibe para quem o visita em São Paulo. O UOL não localizou esses bens em nome dele.

O patrimônio de Antônio de Rueda é fruto de sua atividade como advogado e está declarado às autoridades competentesassessoria de Rueda na única declaração à reportagem

Minuta do golpe selou rompimento

Em 2022, outro episódio ajuda a explicar o rompimento entre “pai e filho”.

Ligado ao União, Anderson Torres, então ministro da Justiça do governo Bolsonaro, teria pedido para se encontrar com Bivar pessoalmente.

Bivar pediu a Rueda para informá-lo do que se tratava, segundo apurou o UOL. Rueda e Torres se aproximaram desde que o ex-ministro foi secretário do governo Ibaneis Rocha (DF).

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, Torres queria saber se o partido toparia apoiar a minuta de um golpe, que posteriormente seria apreendida na casa dele. O documento visava mudar o resultado das eleições que elegeram Lula à presidência.

Bivar respondeu que não envolveria a legenda nisso, rejeitou o encontro e encerrou o assunto.

O UOL apurou ainda que, para Bivar, esse episódio é o divisor de águas na relação com Rueda, que já era muito próximo de Flávio Bolsonaro, e decidiu terminar a relação de anos.

A assessoria do Anderson Torres confirma sua proximidade com Rueda, mas nega qualquer conversa sobre os atos golpistas.

O ex-ministro, que foi preso acusado de participar da articulação de um golpe de Estado e até hoje usa tornozeleira eletrônica, mantém a versão de que não compartilhou nem mostrou para ninguém o documento por considerá-lo um “lixo jurídico”.Colaborou Julia Affonso, do UOL, em Brasília

Reportagem

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Defesa de ex-diretor da PRF clama por equidade no tratamento Judicial e diz que Bolsonaro também deveria estar preso

Defesa alega que se a justificativa para manter a prisão é evitar interferências na produção de elementos probatórios, então o mesmo critério deveria ser aplicado ao ex-mandatário

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A defesa de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), elevou o tom em seu embate jurídico ao lançar um desafio direto: se Vasques está atrás das grades, por que não o ex-presidente Jair Bolsonaro?

O pedido de revogação da prisão de Vasques foi novamente apresentado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após ele ter sido detido desde 9 de agosto do ano passado, com dois requerimentos anteriores de liberdade negados.

Segundo informações da CNN Brasil, os advogados de Vasques não apenas questionaram as bases de sua prisão, mas também lançaram uma comparação direta com a situação de Bolsonaro. Se a justificativa para manter Vasques atrás das grades é evitar qualquer interferência na produção de provas, então, argumentam os advogados, o mesmo critério deveria ser aplicado ao ex-presidente.

“Se o argumento fosse válido, a Polícia Federal teria pedido a prisão do ex-presidente da República pelo mesmo fundamento. Isso porque se o requerente poderia influenciar no ânimo de alguma testemunha, mesmo sendo pobre e um mero servidor público aposentado, com muito mais razão poderia o ex-presidente”, afirmam os advogados na petição, conforme citado pela CNN Brasil.

A defesa também levantou a questão da aposentadoria de Vasques, mencionando casos anteriores envolvendo coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal que foram libertados com base em suas aposentadorias, alegando não terem influência sobre subordinados. Os advogados argumentam que, da mesma forma, Vasques não teria capacidade de influenciar o curso das investigações estando fora da prisão.

O pedido de revogação da prisão agora aguarda resposta do ministro Alexandre de Moraes, sem um prazo definido para uma decisão. Enquanto isso, Silvinei Vasques permanece detido há quase nove meses, sendo investigado no contexto das operações da PRF durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022, especialmente no Nordeste, onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha vantagem sobre Jair Bolsonaro. Este embate judicial levanta questões sobre a equidade no tratamento de figuras públicas frente à lei e reacende debates sobre a imparcialidade nas investigações e ações judiciais de alto perfil.

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Zito Barbosa sofre nova derrota na justiça e vê planos políticos desabarem sob sua cabeça; risco de não fazer sucessor e inelegibilidade

Tribunal de Justiça nega recurso de prefeito e não autoriza empréstimo de R$ 60 milhões. A ação judicial foi movida pelas vereadoras Carmélia da Mata e Beza

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O prefeito Zito Barbosa (UB) amarga uma nova derrota na justiça quando nesta quinta-feira, 25 de abril, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) negou provimento a agravo solicitando a reconsideração da decisão judicial anterior barrando desta forma a contratação da nova dívida para o município no valor de R$ 60 milhões.

De acordo com informações obtidas pelo Caso de Política, o prefeito Zito nesta quarta feira (24) já comemorava antecipadamente uma vitória no caso uma vez que contratou um renomado escritório de advocacia. Segundo nossas fontes, uma reviravolta era dada como certa e uma celebração já estava programada com direito a fogos de artifício.

Com a manutenção da situação, o prefeito entra em estado de tensão e alerta ante o impedimento de contrair o empréstimo. Desta forma, ficam comprometidos o pagamento de fornecedores, a candidatura de seu candidato Otoniel Teixeira a prefeito e impossibilitado de atender supostos acordos políticos selados com alguns parlamentares de sua base governista na Câmara Municipal.

De acordo com operadores da política local, “diante do atual cenário da administração municipal, Zito não tem entre as suas maiores prioridades de fazer o seu sucessor. A sua maior dor de cabeça, de fato; é com as suas contas que podem ser reprovadas no futuro. A falta de recursos pode levar o governo Zito a deixar restos a pagar, o que pode lhe render uma inelegibilidade”.

Corre nos bastidores da política em Barreiras, os rumores que o prefeito Zito Barbosa planeja enviar um novo projeto de lei para a Câmara de Vereadores, com o mesmo teor de pedido de empréstimo, numa suposta tentativa de burlar a proibição da judicial.

A ação na justiça que proíbe o empréstimo para o município de Barreiras é de autoria das vereadoras Beza (PSB) e Carmélia Carvalho (PP).

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Tito participa da recepção de novos professores no Núcleo Territorial de Educação

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ex-deputado federal Tito marcou presença nesta segunda-feira, 22 de abril, em um importante evento: a recepção dos novos professores da rede estadual de ensino. A cerimônia ocorreu no Núcleo Territorial de Educação em Barreiras, um espaço emblemático para o desenvolvimento educacional na região.

Com sua presença significativa, Tito demonstrou seu apoio e reconhecimento aos novos educadores que ingressam nessa nobre profissão. Em suas palavras, o ex-deputado expressou votos de sucesso e prosperidade aos docentes, ressaltando a importância do papel que desempenham na formação das futuras gerações.

A participação de Tito não passou despercebida, destacando seu compromisso contínuo com a educação e o desenvolvimento da comunidade local. Sua presença enriqueceu o evento, proporcionando motivação adicional aos novos profissionais que embarcam nessa jornada educacional.

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Emerson Cardoso, vice-prefeito de Barreiras concede entrevista para a TV Câmara Federal

O Aeroporto de Barreiras desempenha um papel crucial não apenas para o estado da Bahia, mas também para todo o país”, disse Emerson

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O vice-prefeito de Barreiras, Emerson Cardoso, concedeu uma entrevista à TV Câmara Federal nesta terça-feira, 23 de abril, logo após o término de uma audiência pública convocada para discutir questões relacionadas ao Aeroporto Regional Dom Ricardo Weberberger e seu impacto no desenvolvimento da região oeste da Bahia. Durante a entrevista, Cardoso abordou diversos aspectos importantes sobre Barreiras e sua região, destacando a relevância estratégica do aeroporto.

“A maior importância é de uma discussão que vai além de partidarismo. Esse foi um movimento que nós discutimos aqui de maneira suprapartidária, onde todas as principais lideranças do Oeste da Bahia e de Barreiras foram convocadas para que nós pudéssemos participar dessa audiência pública e trazer para Brasília o centro de desenvolvimento da nossa cidade e da nossa região para a gente já foi um momento muito importante.”

Emerson Cardoso ressaltou que o Aeroporto de Barreiras desempenha um papel crucial não apenas para o estado da Bahia, mas também para o Brasil como um todo. Ele enfatizou que a estratégia de desenvolvimento da região está intrinsecamente ligada ao setor produtivo, especialmente ao agronegócio, que é uma vocação natural da área.

“E essa estratégia perpassa pelo setor produtivo, ou seja, nós estamos falando de uma cidade, de uma região que tem vocação para o agronegócio, de setor de serviço em plano crescimento, notadamente na educação e na saúde. Temos um potencial muito grande para o turismo, a agropecuária. Se nós não tivermos um aeroporto ao fundo desses setores de desenvolvimento, como é que a gente vai conseguir desenvolver?”

Além disso, Emerson Cardoso destacou a importância da regionalização da aviação, afirmando que isso não só beneficia a Bahia, mas também contribui para a dinâmica do país como um todo.

“Outro detalhe também que foi muito bem discutido aqui é a importância da regionalização. Essa aviação regional é estratégica também para o país. Então trouxemos aqui essa pauta que, no primeiro momento, absorve e desenvolve todo o resto da Bahia, mas dá um salto muito importante para a dinâmica do país.”

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