Correios anunciam concurso público com cargos de nível médio e superior

Editais serão divulgados no mês de setembro

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Os Correios anunciaram nesta terça-feira (16) que o próximo concurso público da empresa trará oportunidades para cargos de agente e analista, abrangendo diferentes níveis de escolaridade. Enquanto o cargo de agente exigirá nível médio, o de analista demandará formação de nível superior. Embora o número de vagas ainda não esteja definido, a expectativa é de que sejam oferecidas oportunidades significativas.

Para o cargo de analista, as especialidades contempladas serão: advogado, analista de sistemas, assistente social e engenheiro. Essa diversificação reflete uma análise cuidadosa das necessidades da empresa, que busca profissionais qualificados em áreas estratégicas para seu funcionamento.

Os editais do concurso estão previstos para serem divulgados em setembro, com o início das convocações dos aprovados previsto para dezembro deste ano. O cronograma delineado pelos Correios indica uma série de etapas a serem seguidas, incluindo o planejamento do certame, a contratação da banca examinadora e, finalmente, a publicação do edital.

Segundo a empresa, esse concurso público representa um compromisso assumido pela atual gestão para lidar com a demanda acumulada por mais profissionais nos últimos anos, visando evitar a sobrecarga de trabalho e fortalecer as posições estratégicas da organização. A iniciativa reflete o compromisso dos Correios em promover a eficiência e a qualidade dos serviços prestados à população.

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Apostador de Luís Eduardo Magalhães acerta quina da Mega-Sena e embolsa R$ 110 mil

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A sorte sorriu para um apostador residente em Luís Eduardo Magalhães no sorteio do Concurso 2713 da Mega-Sena da Loteria Federal, realizado nesta terça-feira, 16. Com cinco acertos das seis dezenas sorteadas, o sortudo embolsou a quantia de R$ 110.736,40.

A aposta vitoriosa foi feita por meio dos canais eletrônicos, com a seleção de 07 números, resultando no acerto da quina. Enquanto isso, o prêmio máximo de 62,9 milhões de reais ficou sem ganhador, restando apenas contemplados na quina e na quadra.

Os números sorteados que garantiram a fortuna ao apostador foram: 09, 23, 25, 26, 35 e 58. Este episódio reacende a esperança de que, em meio à incerteza, a sorte possa bater à porta de qualquer um, proporcionando momentos de alegria e surpresa.

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MP investiga infiltração do PCC em prefeituras de 16 cidades em São Paulo

Caso de Política – O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) está investigando conexões entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a administração de pelo menos 16 municípios do estado de São Paulo. Essas suspeitas foram levantadas a partir de investigações conduzidas pelo MP-SP e processos em andamento nos tribunais nos últimos anos, conforme relata o Estadão.

As alegadas relações entre o PCC e essas administrações variam desde fraudes em processos de licitação até indicações de cargos em prefeituras. Na última terça-feira, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço responsável pela investigação criminal do MP-SP, realizou uma operação que desvendou fraudes em processos licitatórios em prefeituras e câmaras municipais.

A operação abrangeu 12 municípios, incluindo Guarulhos, São Paulo, Ferraz de Vasconcelos, Cubatão, Arujá, Santa Isabel, Poá, Jaguariúna, Guarujá, Sorocaba, Buri e Itatiba. Durante a operação, foram detidos os vereadores Flávio Batista de Souza (Ferraz de Vasconcelos), Luiz Carlos Alves Dias (Santa Isabel) e Ricardo Queixão (Cubatão).

Em outras três cidades, Campinas, Cananéia e Iguape, existem suspeitas ou investigações sobre a atuação do PCC. Além disso, em Biritiba Mirim, um ex-prefeito foi condenado por nomear um membro da organização criminosa como secretário.

Recursos confiscados durante a investida do Gaeco contra o PCC, órgãos municipais e legislativos. Imagem: Divulgação MP

Segundo as investigações do MP, empresas associadas ao PCC competiam em licitações e simulavam concorrência para obter contratos públicos para serviços de mão de obra, limpeza e postos de fiscalização e controle. Nos últimos cinco anos, esses contratos supostamente fraudulentos totalizaram cerca de R$ 200 milhões.

A operação desta terça-feira, batizada de Muditia, resultou na execução de 13 dos 15 mandados de prisão até as 16h45. O promotor Yuri Fisberg detalhou as apreensões em uma coletiva de imprensa, mencionando a apreensão de armas de fogo, celulares, notebooks, cheques, dinheiro em espécie e dólares.

O MP afirmou que a operação foi desencadeada após interceptações telefônicas revelarem a atuação de criminosos do PCC em conluio com funcionários públicos e vereadores paulistas.

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Senado aprova PEC sobre criminalização da posse de drogas

Medida inclui na Constituição distinção entre traficante e usuário

Por Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil – O Senado aprovou nesta terça-feira (16), em dois turnos, a proposta que inclui na Constituição Federal a criminalização da posse e do porte de qualquer quantidade de droga ilícita. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) teve 53 votos favoráveis e nove contrários no primeiro turno, e 52 favoráveis e nove contrários no segundo turno.

Apresentada pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a PEC acrescenta um inciso ao art. 5º da Constituição Federal para considerar crime a posse e o porte, independentemente da quantidade de entorpecentes e drogas sem autorização ou em desacordo com a lei. Segundo a proposta, deve ser observada a distinção entre o traficante e o usuário pelas circunstâncias fáticas do caso concreto, aplicando aos usuários penas alternativas à prisão e tratamento contra dependência.

Pacheco esclareceu que a PEC faz uma ressalva sobre a impossibilidade da privação de liberdade do porte para uso de drogas. “Ou seja, o usuário não será jamais penalizado com o encarceramento”, disse. Ele também destacou que a utilização de substâncias derivadas de drogas ilícitas para uso medicinal não será afetada pela PEC.

Atualmente, a Lei nº 11.343, de 2006, conhecida como Lei das Drogas, estabelece que é crime vender, transportar ou fornecer drogas. A pena é de reclusão de cinco a 15 anos, além de multa. Adquirir, guardar,  transportar ou cultivar drogas para consumo pessoal também é considerado crime pela lei atual, mas neste caso as penas previstas são advertência, medidas educativas e prestação de serviços à comunidade. A legislação não estabelece uma quantidade de entorpecentes que diferencie os dois delitos.

Ao justificar a apresentação da PEC, Rodrigo Pacheco argumenta que não há tráfico de drogas se não há interessados em adquiri-las. “O traficante de drogas aufere renda – e a utiliza para adquirir armamento e ampliar seu poder dentro de seu território – somente por meio da comercialização do produto, ou seja, por meio da venda a um usuário final”, diz.

As propostas de emenda à Constituição devem ser aprovadas em dois turnos de votação, precedidos de cinco e duas sessões de discussões em Plenário, respectivamente, para entrarem em vigor. Uma PEC é aprovada quando acatada por, no mínimo, três quintos dos senadores (49 votos), após dois  turnos de deliberação.

Após aprovada no Senado, a proposta seguirá para a análise da Câmara dos Deputados. Para que a mudança seja incluída na Constituição, a PEC precisa ser aprovada nas duas Casas do Congresso.

Votação no STF

A aprovação da PEC pelo Senado é uma resposta ao Supremo Tribunal Federal, que  também avalia a questão do porte de drogas. O julgamento do tema foi suspenso em março por um pedido de vista apresentado pelo ministro Dias Toffoli. Antes da interrupção, o julgamento está 5 votos a 3 para a descriminalização somente do porte de maconha para uso pessoal.

No recurso analisado, o STF julga a constitucionalidade do Artigo 28 da Lei das Drogas. Para diferenciar usuários e traficantes, a norma prevê penas alternativas de prestação de serviços à comunidade, advertência sobre os efeitos das drogas e o comparecimento obrigatório a curso educativo para quem adquirir, transportar ou portar drogas para consumo pessoal.

A lei deixou de prever a pena de prisão, mas manteve a criminalização. Dessa forma, usuários de drogas ainda são alvo de inquérito policial e de processos judiciais que buscam o cumprimento das penas alternativas.

No caso concreto que motivou o julgamento, a defesa de um condenado pede que o porte de maconha para uso próprio deixe de ser considerado crime.  O acusado foi detido com 3 gramas de maconha.

Debate

A votação em plenário foi precedida de debate entre senadores contrários e favoráveis à PEC. Marcos Rogério (PL-RO) disse que a PEC vem em defesa da sociedade brasileira. Segundo ele, um terço das prisões do país se dá em razão das drogas. “Mas não porque são usuários, mas porque são traficantes, que atormentam as famílias brasileiras”.

O senador Humberto Costa (PT-CE) disse que a PEC amplia a discriminação contra pessoas pobres, negras e marginalizadas e defendeu que a mudança vai desestimular os usuários de drogas a buscarem o tratamento adequado. “Procurar o serviço de saúde será reconhecer a condição de usuário e dependente e, portanto, estar submetido à possibilidade de ser criminalizado e responder a vários processos”.

Em seu relatório, o senador Efraim Filho (União-PB) destacou a nocividade social e de saúde pública que as drogas proibidas geram. “Nesse contexto, vale destacar que a simples descriminalização das drogas, sem uma estrutura de políticas públicas já implementada e preparada para acolher o usuário e mitigar a dependência, fatalmente agravaria nossos já insustentáveis problemas de saúde pública, de segurança e de proteção à infância e juventude”, disse.

Barroso intervém no CNJ em defesa de juízes da Lava Jato e critica Salomão

Ministro também criticou a decisão de Luis Felipe Salomão de afastar Gabriela Hardt e desembargadores do TRF-4

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, tomou uma posição de destaque ao pedir vistas e interromper o julgamento crucial sobre a abertura de processo administrativo disciplinar (PAD) contra figuras proeminentes ligadas à Operação Lava Jato. Entre os implicados estão o ex-juiz e atual senador, Sergio Moro (União Brasil-PR), a juíza afastada Gabriela Hardt, o juiz Danilo Pereira Júnior e os desembargadores Thompson Flores e Loraci Flores de Lima.

Barroso não apenas suspendeu o processo, mas também fez uma intervenção contundente ao votar pela revogação dos afastamentos de Hardt, Thompson Flores, Danilo Pereira Júnior e Loraci Flores de Lima. Ele criticou fortemente a decisão do corregedor nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão, que determinou os afastamentos na segunda-feira (15), classificando-a como “ilegítima, arbitrária e desnecessária”.

“Considero que foi uma medida ilegítima, arbitrária e desnecessária o afastamento dos juízes por decisão monocrática sem deliberação da maioria e sem nenhuma urgência que não pudesse aguardar 24h para ser submetida a esse plenário. Entendo que tal decisão contrariou frontalmente decisão do STF”, destacou Barroso.

Relator da reclamação disciplinar, Salomão votou a favor da abertura do PAD contra os envolvidos. No entanto, Barroso expressou preocupações com a complexidade do caso, apontando para a falta de tempo para uma análise adequada dos extensos documentos apresentados.

“Para se instaurar um PAD é preciso que tenhamos um acesso pessoal mínimo à documentação e à prova, que [nestas condições] nem o Super-Homem poderia ter”, ironizou Barroso, referindo-se às 1.160 páginas da correição, 146 páginas do relatório da correição e 26 horas de gravação de 14 depoimentos, incluindo o da juíza Gabriela Hardt.

Com o julgamento sobre a abertura do PAD suspenso, o CNJ agora se volta para decidir se mantém ou não o afastamento de Hardt e dos desembargadores, em um desdobramento que mantém o país atento às implicações e desdobramentos da Lava Jato.

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Brasil superará Itália e assumirá o 8º lugar das maiores economias globais, anuncia FMI

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em um anúncio de impacto, o Fundo Monetário Internacional (FMI) previu uma reviravolta significativa no cenário econômico global, colocando o Brasil em destaque. Segundo as projeções divulgadas pela autoridade monetária, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro está prestes a atingir impressionantes US$ 2,331 trilhões até o encerramento deste ano.

As estimativas, agora revisadas para cima, sugerem que o PIB do país experimentará um crescimento de 2,2% em 2024 e manterá uma trajetória positiva, aumentando em 2,1% no ano subsequente, em 2025. Esses números contrastam com as previsões anteriores, que apontavam para um crescimento de 1,7% e 1,9%, respectivamente.

O destaque das projeções é o posicionamento do Brasil no cenário econômico global. Segundo o FMI, o país ultrapassará a Itália, estabelecendo-se firmemente como a oitava maior economia do mundo até o término deste ano fiscal. Essa conquista, inicialmente prevista apenas para 2026, representa uma ascensão notável para a economia brasileira, como indicado no mais recente relatório do World Economic Outlook, datado de outubro do ano passado.

A liderança das maiores economias globais permanece inabalada, com os Estados Unidos mantendo sua posição proeminente, com um PIB estimado em US$ 28,781 trilhões. Em seguida, a China, com US$ 18,532 trilhões, seguida pela Alemanha e Japão, com US$ 4,591 trilhões e US$ 4,110 trilhões, respectivamente.

A Índia, com US$ 3,937 trilhões, continuará na sexta posição, enquanto o Reino Unido, com US$ 3,495 trilhões, ocupará o sétimo lugar. A França, com um PIB estimado em US$ 3,130 trilhões, segue logo atrás do Brasil, Itália e Canadá, com US$ 2,242 trilhões.

Essa nova projeção do FMI não apenas aponta para um cenário otimista para a economia brasileira, mas também destaca seu papel crescente e influente no contexto econômico global, reforçando a posição do país como uma potência emergente a ser observada de perto nos próximos anos.

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STF oferece 14 cursos gratuitos, com certificado e abertos para toda a sociedade

Conteúdo trata de temas jurídicos, língua portuguesa, liderança institucional e paternidade

O Projeto STF Educa, promovido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), disponibiliza cursos online, gratuitos e abertos para toda a sociedade desde 2020. O ciclo de capacitações de 2024 oferece 14 cursos, que estão disponíveis a partir desta segunda-feira (15/4) até 6 de dezembro.

As ofertas estão dentro de temas jurídicos, língua portuguesa, liderança institucional e paternidade.

Os alunos podem se inscrever em quantos cursos quiserem e possuem 90 dias para finalizar as aulas a partir da data de inscrição. Acesse a página de inscrição neste link.

O STF Educa tem como objetivo democratizar o acesso à capacitação de qualidade, além de aproximar o Tribunal da sociedade. Desde o início do projeto, em 2020, mais de 40 mil cidadãos foram capacitados.

Cursos

O ciclo de cursos de 2024 tem duas novas capacitações: “Tutela jurisdicional dos direitos fundamentais” explica aspectos da teoria de direitos fundamentais, com ênfase em análise crítica da jurisprudência constitucional brasileira. E o curso “Liderança inovadora” relaciona o papel do gestor com a cultura de inovação nas organizações.

Todos os cursos têm 1.000 vagas, com exceção do curso sobre “Tutela jurisdicional dos direitos fundamentais”, com 3.000 vagas.

Para obter o certificado é necessário atingir 70 pontos nas atividades e estudar as aulas. Também é obrigatório preencher a avaliação de reação ao final do curso.

Lista completa de cursos do ciclo de 2024

Tutela jurisdicional dos direitos fundamentais: expõe teoria dos direitos fundamentais e analisa efetivação jurisdicional de direitos sociais. Não há pré-requisito de inscrição.

Liderança inovadora: discute mudanças no ambiente de trabalho e atitudes dos gestores para criação de uma cultura organizacional inovadora. Não há pré-requisito de inscrição.

Lições de concordância verbal: define conceitos de sujeito e verbo. Estuda concordância verbal em variados casos de sujeito. Necessário ter ensino médio completo ou em andamento.

Introdução ao Processo Coletivo Constitucional: explica a teoria do Processo Coletivo. Estuda ações direta e declaratória de inconstitucionalidade, habeas corpus e mandados de segurança coletivos. Necessário ter conhecimento básico de Direito Constitucional.

Lições de crase: explica conceito de crase, regras de uso e compara-a com demais classes gramaticais. Necessário ter ensino médio completo ou em andamento.

Habeas Corpus: jurisdição constitucional e principais temas tratados no STF. Estuda a história do habeas corpus e hipóteses de cabimento da medida, especialmente em casos de prisão cautelar e Lei das Drogas. Destinado a estudantes ou profissionais do Direito.

Aplicação da inteligência artificial ao Direito: explica atual aplicação da inteligência artificial no Direito, possíveis mudanças e debate desafios do cenário. Destinado a estudantes ou profissionais do Direito.

Controle de Constitucionalidade da Legislação Local: relaciona o controle de constitucionalidade à manutenção do federalismo. Estuda tutela constitucional das normas estaduais, distritais e municipais. Destinado a cidadãos interessados, estudantes ou profissionais do Direito.

Introdução ao Direito Constitucional e ao Controle de Constitucionalidade: explica conceitos básicos do direito constitucional, separação de poderes e controle de constitucionalidade. Não há pré-requisito de inscrição.

Repercussão geral: origens, inovações e sua aplicação ao Supremo Tribunal Federal. Discute aspectos históricos e aplicações do instrumento de repercussão geral. Necessário ter conhecimento básico de Direito.

Atualização gramatical: estuda atualizações do acordo ortográfico e aplicações da sintaxe na língua portuguesa. Necessário ter ensino médio completo ou em andamento.

Emprego da vírgula em 4 lições: explica uso correto da vírgula em diferentes orações. Necessário ter ensino médio completo ou em andamento.

Caminhos da pontuação: entenda as orações adjetivas. Diferencia frase, oração e período. Explica características da construção oracional. Necessário ter ensino médio completo ou em andamento.

Quando nasce um pai: orientações básicas sobre paternidade responsável. Orienta noções de cuidado parental, alimentação infantil e desenvolvimento psicomotor. Não há pré-requisito de inscrição.

Sergio Moro, Deltan Dallagnol e Gabriela Hardt agiram para desvio de R$ 2,5 bilhões, aponta relatório

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O relatório criminal elaborado pelo delegado da Polícia Federal Élzio Vicente da Silva aponta para uma série de condutas irregulares atribuídas ao ex-juiz Sergio Moro (União Brasil), ao ex-procurador da República Deltan Dallagnol e à juíza federal Gabriela Hardt. Segundo o documento, o trio teria atuado de forma coordenada para desviar cerca de R$ 2,5 bilhões dos recursos da operação “lava jato” com o objetivo de criar uma fundação privada.

O relatório detalha que no período entre 2016 e 2019, Moro, Hardt e Dallagnol, juntamente com outros membros da “força-tarefa”, estiveram envolvidos em uma série de ações para desviar esses recursos. A suposta trama incluiria o auxílio de agentes públicos americanos e gerentes da Petrobras, visando criar uma fundação com finalidades privadas. Essas atividades foram interrompidas após uma ação movida pela Procuradoria-Geral de Justiça, à época sob a liderança de Raquel Dodge, perante o Supremo Tribunal Federal, que suspendeu o acordo e, consequentemente, a criação da fundação.

O delegado afirma que o desvio ocorreu por meio de uma série de ações omissivas e comissivas, permitindo depósitos em contas judiciais ligadas a réus colaboradores e empresas que firmaram acordos de leniência. Além disso, teria sido autorizada, de forma ilegal, a investigação por autoridades dos Estados Unidos no Brasil, mesmo a Petrobras estando sob investigação naquele país.

O relatório, que é um documento complementar elaborado pela corregedoria-nacional de Justiça, foi baseado em depoimentos de diversos envolvidos, incluindo Hardt, Dallagnol e outros membros da operação “lava jato”.

Na segunda-feira (15/4), o corregedor-nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, determinou o afastamento de Hardt, do juiz federal Danilo Pereira Júnior e dos desembargadores Carlos Eduardo Thompson Flores e Loraci Flores de Lima, todos do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O relatório aborda especificamente o caso envolvendo Hardt e Sergio Moro.

O documento aponta que o principal indício de crime foi a instauração, pelo ex-juiz Sergio Moro, de um processo sigiloso com o objetivo de permitir o repasse não questionado de valores dos acordos de colaboração para a conta da Petrobras, alimentando a empresa com dinheiro dos acordos, apesar das investigações em andamento nos EUA e no Ministério Público de São Paulo.

O relatório também destaca contradições nas condutas dos investigados e a falta de quantificação das perdas da Petrobras devido às ações identificadas na “lava jato”. A interação entre os procuradores da “força-tarefa” e as autoridades americanas também é mencionada como um ponto crucial na investigação.

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VÍDEO: Deputado Glauber Braga remove membro do MBL do Congresso com “Pé na Bunda”

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) protagonizou um incidente ao expulsar à força o influenciador Gabriel Costenaro, vinculado ao Movimento Brasil Livre (MBL), das dependências da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (16).

Antes de ser retirado do local, o influenciador confrontou o deputado com táticas típicas dos membros do grupo de extrema-direita, provocando tumulto e tentando se passar por vítima.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram Glauber questionando Costenaro sobre acusações de violência doméstica. O membro do MBL também é suspeito de agredir uma funcionária da Universidade Federal do Paraná (UFPR) durante uma invasão ao local em 2023.

Após a expulsão do influenciador, Braga também se envolveu em uma discussão acalorada com o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP), que também é ligado ao MBL. Segundo informações do jornal O Globo, os parlamentares precisaram ser contidos por agentes da Polícia Legislativa (DEPOL).

Durante o embate, o representante do PSOL chamou Kataguiri de “defensor do nazismo”, referindo-se a um episódio do Flow Podcast em que o deputado, conhecido por suas posições liberais, sugeriu que o Brasil deveria permitir a formação de um partido com a ideologia de Adolf Hitler.

“Quero que saiba o seguinte: cada vez que me encontrar e os membros do MBL vierem tentar me intimidar, sabe o que vai acontecer?”, disse Glauber Braga, antes de ser interrompido e chamado de mentiroso, o que resultou em uma troca de empurrões entre os dois.

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PF diz que corpos achados em embarcação no Pará são de africanos

Os trabalhos de identificação tiveram início no dia 15. Segundo a PF, oito corpos estavam dentro da embarcação e o nono foi encontrado nas proximidades

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Polícia Federal (PF) divulgou que os corpos encontrados em uma embarcação à deriva no litoral do Pará, na região de Bragança, são de origem africana. A perícia inicial, conduzida em colaboração com a Polícia Científica do Pará, revelou que os documentos e objetos encontrados próximos aos corpos indicam que se tratavam de migrantes provenientes da Mauritânia e do Mali, embora a possibilidade de outras nacionalidades não esteja descartada.

De acordo com a Agência Brasil, os trabalhos de identificação dos corpos tiveram início no dia 15, após a embarcação ter sido levada para terra firme. Segundo a PF, oito corpos estavam dentro da embarcação, enquanto o nono corpo foi encontrado nas proximidades, sugerindo pertencer ao mesmo grupo de vítimas.

A embarcação foi localizada por pescadores paraenses, com alguns corpos em estado de decomposição, em um rio na região de Salgado, nordeste do Pará. As operações de busca e resgate ocorreram no domingo (14), estendendo-se das 7h às 23h30.

Para identificar as vítimas, a PF está seguindo os protocolos da Interpol para identificação de vítimas de desastres (DVI). Esse protocolo possibilita a identificação mesmo em casos de decomposição avançada, utilizando amostras de DNA, impressões digitais, características físicas, registros odontológicos e reconhecimento de objetos pessoais.

“Ao lado da identificação, os procedimentos periciais visam determinar a origem dos passageiros, a causa e a estimativa de tempo dos óbitos”, afirmou a polícia.

As operações de resgate contaram com a participação de uma embarcação da Marinha e um bote dos bombeiros militares de Bragança, além da Guarda Municipal, Defesa Civil Municipal, Polícia Científica do Pará e o Departamento Municipal de Mobilidade Urbana e Trânsito de Bragança.

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