Bahia Farm Show 2024 tem 100% dos espaços comercializados

A feira agrícola, que será realizada de 11 a 15 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA) tem confirmadas 420 empresas expositoras que vão representar mais de mil marcas em uma área de 242 mil metros quadrados

A Bahia Farm Show 2024 já está com o seu portfólio de empresas, produtos, serviços e marcas totalmente fechado. Isto porque, a menos de dois meses para o início da feira, a organização confirmou a ocupação de 100% dos espaços comercializados. Entre os dias 11 e 15 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, o público visitante e potenciais compradores poderão conferir um total de 420 empresas que vão representar mais de mil marcas com as mais modernas tecnologias do mercado, a exemplo das tradicionais revendas de máquinas, implementos agrícolas, tecnologias de irrigação, drones, softwares, aviões e estruturas como silos e armazéns. Toda esta riqueza e diversidade de produtos e serviços, com foco na área agrícola, estarão em exposição em uma área total de 242 mil metros quadrados, distribuídos na área externa do complexo, e nos três galpões cobertos.

Para o presidente da Bahia Farm Show e da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Odacil Ranzi, a grande procura das empresas demonstra o otimismo do mercado, a confiança dos expositores no retorno do investimento e a ansiedade dos produtores rurais que estão esperando a feira chegar para conferir o que há de melhor em tecnologia para fechar bons negócios. “Temos mais de 200 empresas na fila de espera, o que reforça o reconhecimento do setor agrícola em relação à feira. Isto só renova a nossa determinação para organizar a melhor feira agrícola, dentre todas as edições que já fizemos. Temos uma infraestrutura consolidada, e em condições de receber com maior conforto e qualidade mais de 100 mil pessoas nos cinco dias de evento. Somos otimistas por natureza e tenho certeza que mais uma vez faremos uma feira de sucesso”, afirma.

Com o tema “Agro: A herança do Brasil”, a 18ª edição da Bahia Farm terá um crescimento de 9% de área na sua infraestrutura, o que vai garantir uma ampla área para o estacionamento para expositores e visitantes, com capacidade mais de 1000 veículos, e ampliada a quantidade de banheiros, saindo de 18 para 36 sanitários. O coordenador da Bahia Farm, Luiz Pradella, explica que parte dos investimentos foi direcionada para uma nova rede elétrica, o reforço da rede hidráulica e irrigação, internet com fibra óptica para os expositores e wi-fi para os visitantes. “Para garantir a melhor experiência aos visitantes, teremos 100% das ruas asfaltadas, parte delas cobertas, além de restaurantes, área de alimentação e de food truck, espaço de comercialização de produtos da agricultura familiar e playground para as crianças”, afirma.

 

Organização- A grande novidade para quem visita o complexo é a construção de uma capela na praça central com estrutura de 40 metros quadrados e um paisagismo totalmente remodelado. A feira vai disponibilizar aos visitantes uma plataforma que vai estabelecer uma maior interação, tornando-se mais um canal de comunicação para expositores e visitantes. O evento vai garantir segurança 24 horas, atendimento médico, sistema de internet e som interno e acesso facilitado e sem filas com o ingresso digital com direito a compra online. A Bahia Farm Show 2024 é uma realização da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com o apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento do Oeste Baiano (Fundação Bahia) e Associação dos Revendedores e Representantes de Máquinas, Equipamentos e Implementos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba).

Araticum Assessoria de Comunicação – 11/04/2024

Conheça o Bluesky, o novo microblog concorrente do X (antigo Twitter)

Caso de Política com Uol – Após quase um ano restrito a convites selecionados, o Bluesky finalmente abre suas portas ao público em geral. Financiado por ninguém menos que Jack Dorsey, co-fundador do Twitter, o Bluesky surge como uma das plataformas de microblogging mais promissoras, buscando rivalizar com o agora denominado X, de Elon Musk.

Antes de sua disponibilidade pública, o Bluesky já contava com uma base de cerca de 3 milhões de inscritos, agora, porém, encara um novo desafio: como se destacar frente aos impressionantes 130 milhões de usuários ativos mensais do Threads, da Meta, ou mesmo os 1,8 milhão do Mastodon?

À primeira vista, o Bluesky assemelha-se e opera de forma similar ao Twitter. Contudo, a raiz da plataforma remonta a um projeto incubado dentro do próprio Twitter, cujo objetivo era construir uma infraestrutura descentralizada conhecida como Protocolo AT para redes sociais. Com o código aberto, o Bluesky preza pela transparência, permitindo que desenvolvedores escrevam seu próprio código sobre o Protocolo AT, desde algoritmos personalizados até a criação de novas plataformas sociais.

Conforme detalhado pelo TechCrunch, essa abordagem descentralizada possibilita que diversas mudanças ocorram simultaneamente, sem ficarem restritas a uma única organização. O CEO do Bluesky, Jay Graber, explicou ao TechCrunch: “A descentralização oferece a capacidade de experimentar várias coisas ao mesmo tempo. Você não está limitado a mudanças de uma única organização. A maneira como construímos o Bluesky permite que qualquer pessoa introduza uma mudança no produto.”

Essa configuração confere aos usuários um maior poder de controle e organização em sua experiência nas redes sociais. Em plataformas centralizadas, como o Instagram, por exemplo, os usuários frequentemente se veem frustrados com mudanças de algoritmo indesejadas, sem terem muito o que fazer para revertê-las ou melhorá-las.

“Toda a filosofia tem sido que isso precisa ser uma boa experiência para o usuário”, ressaltou Graber em um painel recente. “As pessoas não estão aqui apenas pela descentralização e ideias abstratas. Elas estão aqui para se divertir e passar um bom momento.”

Emerson Cardoso comemora os avanços de Barreiras após implantação de proposta apresentada por ele em 2.021

Na imagem, Emerson Cardoso apresenta o Plano ousado para alavancar Barreiras

O plano com as 30 metas foi apresentado em 16 de setembro de 2021 e estão alinhados com os objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU)

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em um vídeo recentemente divulgado, o atual vice-prefeito de Barreiras, Emerson Cardoso (Avante), compartilhou seu entusiasmo em relação aos avanços da cidade, especialmente ressaltando a eficácia do planejamento estratégico na gestão municipal.

“Nossas metas estão se concretizando. Em 2020, como secretário de planejamento, apresentamos 30 metas para os próximos 10 anos, um marco na gestão pública”, destacou Emerson, enfatizando a importância da visão de futuro para o progresso da cidade.

Com base em dados recentes da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (CEI), Emerson Cardoso celebrou o fato de Barreiras ser reconhecida como uma das 18 cidades do estado com alto potencial de logística e distribuição.

“Isso era algo que nós havíamos pensado lá atrás no nosso planejamento estratégico e agora estamos percebendo que realmente esse potencial começa a se concretizar”, afirmou o vice-prefeito, demonstrando sua satisfação com a concretização das projeções feitas anteriormente.

Para Emerson Cardoso que é pré-candidato a prefeito nas próximas eleições, os avanços de Barreiras representam mais do que simplesmente crescimento econômico; eles são uma fonte de oportunidades para a cidade e toda a região circunvizinha.

“Barreiras está crescendo, se desenvolvendo e trazendo oportunidades para muita gente. É mais um mapa de oportunidades para nossa cidade e região”, ressaltou Emerson, enfatizando o potencial da cidade como um polo logístico e de distribuição, capaz de atrair novos investimentos e gerar empregos para a população.

O vice-prefeito destacou ainda que esses avanços são resultado direto do planejamento estratégico adotado pela gestão municipal.

“É com visão de futuro e planejamento que nós vamos concretizar cada ação que estamos planejando para um futuro melhor para nossa cidade e para o nosso cidadão”, reiterou Emerson, enfatizando a importância de uma abordagem estratégica na administração pública.

Encerrando suas palavras, Emerson reafirmou seu compromisso com o progresso contínuo de Barreiras:

“Vamos em frente com visão de futuro e muito trabalho. Mais do que continuar, Barreiras vai avançar!”, concluiu o vice-prefeito, demonstrando confiança no potencial da cidade para alcançar novas conquistas e melhorias para seus habitantes.

O plano de Metas ao se refere o pré-candidato a prefeito, data de 16 de setembro de 2021 e o seu lançamento oficial aconteceu no espaço da Escola Municipal Mirandolina Ribeiro Macêdo, em Barreirinhas, onde Emerson Cardoso no cargo de Secretário de Planejamento ao lado do prefeito lançou o programa que hoje, como se vê, projetou Barreiras, a Capital do Oeste para o futuro de forma inteligente, sustentável e humana.

O programa composto de 30 metas que permeia todas as esferas da gestão tem por objetivo ampliar o olhar sobre o atual modelo da gestão pública, estabelecendo uma elevação de responsabilidade, colaboração e cooperação entre o poder público municipal, a iniciativa privada e a sociedade civil organizada, demonstrando assim, o compromisso com o futuro de Barreiras. As 30 metas estão alinhados com os objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

Apresentação do Projeto de Desenvolvimento 

Esse evento é um marco na gestão pública, transformamos o futuro em metas. As metas que ora apresentamos dentro do Programa Barreiras 2030 Cidade do Futuro, servirá de guia para fomentar as políticas públicas da nossa cidade nos próximos 10 anos. Apesar do tamanho do desafio, estamos confiantes na articulação com a iniciativa privada e sociedade civil organizada para juntos alcançarmos os objetivos propostos”, disse Emerson Cardoso à época.

O encontro foi prestigiado por diversas instituições e representações da sociedade, o deputado estadual, Antônio Henrique Júnior; Zezo Aragão, prefeito de Santa Rita de Cássia; Edésio Bastos, prefeito de Brejolândia; Gilvan Pimentel, ex-prefeito de Catolândia; vice-prefeitos, secretários municipais, vereadores de Barreiras e mais quatorze municípios da região Oeste.

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Assista ao vídeo

 

Eclipse total permite ampliar conhecimento sobre estrutura do Sol

Pesquisador conta que momento do fenômeno de hoje foi favorável

EBC – Os eclipses solares totais, como o que aconteceu nesta segunda-feira (8), além de gerar imagens incríveis, contribuem para impulsionar o conhecimento científico. O professor do Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo (USP), Roberto Costa, explica se tratar de um momento especial para pesquisadores que estudam a estrutura do Sol.

“No exato instante em que o disco do Sol fica completamente coberto pelo disco da Lua, dá para analisar com precisão a chamada coroa solar, que é aquele envoltório externo do Sol. Ela tem uma luminosidade muito mais fraca que a luz que vem das próprias superfícies do Sol”, explica.

Ele destaca que os eclipses lunares, que também geram belas fotos, oferecem menos contribuições para o avanço das pesquisa. “Não geram o mesmo interesse científico que os eclipses solares”, afirma Roberto.

Um eclipse total do Sol ocorre quando a Lua fica exatamente entre o Sol e a Terra, projetando uma sombra sobre o planeta. Esse fenômeno, quando ocorre, só é observável em uma determinada região do mundo. Dois tipos de sombra se formam: a umbra e a penumbra. Nos locais onde a Terra é atingida pela umbra, é possível ver totalmente o eclipse, enquanto se vê parcialmente na área atingida pela penumbra. Nas demais áreas, o fenômeno não é visível.

Hemisfério Norte

O fenômeno registrado nesta segunda-feira não pôde ser observado no Brasil. Ele foi visível apenas a partir dos Estados Unidos, do México e do Canadá. Roberto destaca que o fenômeno ocorreu em um momento favorável para as pesquisas. “O Sol tem um ciclo de atividade de 11 anos. A cada 11 anos, há uma máxima quantidade de manchas solares, há uma máxima quantidade de explosões solares. E ele está quase quase no máximo, vai chegar nos próximos meses”.

O professor da USP disse ter conhecimento de diferentes grupos que se prepararam para a observação com interesse científico, contando inclusive com a participação de brasileiros, uma vez que muitos dos projetos de pesquisa voltados para a observação astronômica são multinacionais. “Foi um evento muito bem aproveitado. O tempo estava bom em boa parte dos três países. Porque é também uma espécie de loteria. Você pode montar toda uma infraestrutura para a observação e chegar na hora com o céu nublado. E aí não tem o que fazer”.

Ainda de acordo com Roberto, as características de Estados Unidos, México e Canadá foram facilitadores. “Veio a calhar de ser visível a partir de um lugar que tem infraestrutura. Porque pode ocorrer de o eclipse só ser visível no meio do oceano. Ou em locais onde o deslocamento é complicado”.

Ciclo

Os eclipses totais do Sol acontecem a cada 18 meses, mas parecem raros justamente por atingirem apenas estreitas faixas do planeta. O próximo que será totalmente visível no território brasileiro será apenas em agosto de 2045, daqui a 21 anos. Antes disso, porém, eclipses parciais poderão ser observados do país.

“O ciclo dos eclipses é conhecido há literalmente 3 mil anos. Eles não pegam ninguém de surpresa. Existem disponíveis na internet catálogos de eclipse que registram os eventos de milhares de anos para frente e para trás”, destaca Roberto.

O professor da USP lembra um evento no Brasil que exemplifica a importância desses fenômenos para a ciência. “Teve um eclipse famoso observado no país em maio de 1919, a partir do qual houve a primeira validação experimental da teoria da relatividade do Einstein. Havia necessidade de um eclipse solar total e quando ele ocorreu, foi possível observá-lo em Sobral, no Ceará.”, contou.

Supremo Tribunal Federal reforça independência dos poderes e limites das forças armadas

Plenário reforçou que as Forças Armadas não podem intervir nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Forças armada não são poder moderador

Caso de Política com STF – Por unanimidade, o Plenário do STF afastou qualquer interpretação de que as Forças Armadas exerçam o poder moderador entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6457, ajuizada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT). Todos os ministros já proferiram seus votos na sessão virtual encerrada nesta segunda-feira (8).

O STF assentou que a chefia das Forças Armadas tem poder limitado, não sendo possível interpretações que permitam sua utilização para indevidas intromissões nos poderes da República. Além disso, reforçou que a prerrogativa do presidente da República de autorizar o emprego das Forças Armadas não pode ser exercida contra os próprios poderes entre si.

O uso das Forças Armadas para a garantia da lei e da ordem deve ser excepcional e ocorrer apenas em situações de grave e concreta violação à segurança pública interna, após o esgotamento dos mecanismos ordinários de preservação da ordem pública.

Em seu voto, o relator, ministro Luiz Fux, destacou que não cabe interpretação de que as Forças Armadas possam intervir nos Poderes ou na relação entre eles. Ele ressaltou que as Forças Armadas são órgãos de Estado, indiferentes às disputas políticas, e sua autoridade suprema se refere à hierarquia e à disciplina da conduta militar, não à interferência nos poderes.

Essa decisão reforça a separação e a harmonia entre os poderes, fundamentais para a democracia constitucional do país.

Negócios de Elon Musk enfrentam desafios após associação a interesses da extrema direita

“Vamos dar golpe em quem quisermos”, disse Musk em 2020

Caso de Política com UOL – Os empreendimentos de Elon Musk passam por um período de declínio, especialmente após sua vinculação aos interesses da extrema direita. Segundo David Nemer, professor do Departamento de Estudos de Mídia da Universidade da Virgínia, em entrevista ao portal UOL, o comportamento recente de Musk é descrito como “cachorro acuado”.

O principal revés de Musk pode ser observado na empresa X (antigo Twitter), adquirida por ele por US$ 44 bilhões. No entanto, em janeiro deste ano, a companhia foi avaliada em apenas US$ 12,5 bilhões, sofrendo uma desvalorização de mais de 70% em um ano e meio.

“Neste cenário, o Brasil emergiu como um dos maiores mercados para a empresa X. No entanto, o número de usuários ativos vem declinando, o que consequentemente reduziu o interesse de anunciantes”, ressalta Nemer.

Outro braço dos negócios de Musk que enfrenta dificuldades é a empresa Tesla. Entre 2022 e 2023, o lucro antes de impostos da empresa caiu de US$ 13,7 bilhões para US$ 9,9 bilhões.

Além dos desafios financeiros, Musk também enfrenta críticas no Brasil. Em agosto de 2023, o Ministério da Educação lançou um edital para contratação de internet via satélite para escolas sem acesso à fibra óptica, no qual apenas a Starlink, empresa de Musk, poderia participar. Após pressão da imprensa, o governo revogou o edital, retirando essa exigência. A Starlink então desistiu do contrato.

“Podemos dizer que ele está agindo de forma desesperada devido a isso”, conclui David Nemer.

Em 2020, Musk causou polêmica ao publicar um tuíte com a frase: “Vamos dar golpe em quem quisermos. Lide com isso”, durante uma crise política na Bolívia após a renúncia do presidente Evo Morales.

O professor de ciências políticas da FGV, Guilherme Casarões, destacou em reportagem do UOL, que esse episódio marcou o alinhamento público de Musk com posições defendidas por Donald Trump, então presidente dos Estados Unidos.

“Até 2018, 2019, Musk parecia desinteressado em política partidária. Não tinha posicionamento declarado e chegou a afirmar que havia votado no partido democrata. Não havia indícios claros de que ele iria adotar uma posição tão radicalizada da extrema direita. Mas alguns sinais começaram a aparecer”, comenta Casarões.

Ele classifica o episódio como uma “trollagem”, marcando o início das provocações à esquerda na internet. Musk, no entanto, negou qualquer envolvimento em conspirações e destacou que a Tesla compra lítio da Austrália, não da Bolívia.

Recentemente, Musk inflamou a rede bolsonarista ao atacar o ministro do STF Alexandre de Moraes, o que, segundo especialistas ouvidos pelo UOL, une os interesses comerciais do bilionário aos objetivos políticos e eleitorais dos seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

MTE atualiza o Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão

248 empregadores foram incluidos na “Lista Suja”, é a maior inclusão já realizada na história

MTE – Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Secretária de Inspeção do Trabalho, publicou, nesta sexta-feira (5), a atualização do Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão. O documento é conhecido como “Lista Suja”.

Nesta edição, um total de 248 empregadores foram adicionados ao Cadastro, representando o maior número de inclusões já registrado na história. Dentre esses, 43 foram inseridos devido à constatação de práticas de trabalho análogo à escravidão no âmbito doméstico.

As atividades econômicas com maior número de empregadores inclusos na atualização corrente são: trabalho doméstico (43), cultivo de café (27), criação bovinos (22), produção de carvão (16) e construção civil (12).

A atualização ocorre semestralmente e tem a finalidade de dar transparência aos atos administrativos que decorrem das ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão. Essas ações são executadas por auditores–fiscais do trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que podem contar com a participação de integrantes da Defensoria Pública da União (DPU), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre outras forças policiais.

O Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores à condição análoga à escravidão, popularmente conhecido como “Lista Suja”, é disciplinado pela Portaria Interministerial MTPS/MMIRDH nº 4 de 11, de maio de 2016 e existe desde 2003, na forma dos sucessivos atos normativos que o regulamentaram desde então.

A inclusão de pessoas físicas ou jurídicas no Cadastro de Empregadores ocorre somente após a conclusão do processo administrativo que julga o auto específico de trabalho análogo à escravidão, resultando em uma decisão administrativa irrecorrível de procedência. Importante destacar que, mesmo após a inserção no Cadastro, conforme estipulado pelo artigo 3º da Portaria Interministerial que o regulamenta, o nome de cada empregador permanecerá publicado por um período de dois anos. Por isso, nesta atualização, foram excluídos 50 nomes que já completaram esse tempo de publicação.

Quando são encontrados trabalhadores em condição análoga à de escravizados, durante a ação fiscal da Inspeção do Trabalho, são lavrados autos de infração para cada irregularidade trabalhista encontrada, que demonstram a existência de graves violações de direitos, e ainda auto de infração específico com a caracterização da submissão de trabalhadores a essas condições. Cada auto de infração gera um processo administrativo e, durante o processamento dos autos de infração, são assegurados aos autuados garantias processuais constitucionais, como o contraditório e a ampla defesa em duas instâncias administrativas.

O MTE reafirma que a erradicação das formas modernas de escravidão continua sendo uma prioridade no Brasil, tendo em vista o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8.7 da Agenda 2030 da ONU: Tomar medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado, acabar com a escravidão moderna e o tráfico de pessoas, e assegurar a proibição e eliminação das piores formas de trabalho infantil, incluindo recrutamento e utilização de crianças soldado, e até 2025 acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas.

Denúncias sobre trabalho análogo à escravidão podem ser feitas pelo Sistema Ipê.

TRE do Paraná inicia julgamento de Moro com tendência à cassação

O julgamento do ex-juiz ocorre em meio ao isolamento político e crescente rejeição popular

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Hoje, 1º de abril, às 14h, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) inicia uma sessão crucial que pode definir o destino político do senador Sérgio Moro, representante da União Brasil-PR. Em pauta, está o processo que levanta acusações capazes de resultar na cassação do ex-juiz da Operação Lava Jato.

A reunião do colegiado será exclusivamente dedicada à análise dessa ação judicial, com destaque para as acusações de despesas excessivas durante o período pré-eleitoral do último pleito. O processo, liderado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e pelo Partido Liberal (PL), desencadeou um embate político que atrai a atenção nacional.

Além da sessão de hoje, o calendário do tribunal reservou outros dois dias, 3 e 8 de abril, para lidar com o assunto, se necessário. Desde o agrupamento das acusações, em junho de 2023, as representações unificadas têm sido objeto de atenção minuciosa pelo tribunal.

O julgamento desta segunda-feira será inaugurado com a análise do relatório elaborado pelo juiz Luciano Falavinha, que afirma ter seu voto pronto desde 30 de janeiro. A expectativa em torno de sua posição acrescenta suspense ao cenário, já que será divulgada apenas na própria sessão.

Contudo, caso os demais magistrados julguem necessário mais tempo para avaliar o parecer do relator, poderão solicitar uma prorrogação (pedido de vista), adiando a votação. Apesar disso, o presidente do TRE, Sigurd Roberto Bengtsson, mantém a expectativa de concluir a votação dentro das três sessões programadas.

Participarão do julgamento, além do presidente e do relator, os juízes Anderson Ricardo Fogaça, Guilherme Frederico Hernandes Denz, Julio Jacob Junior, José Rodrigo Sade e Claudia Cristina Cristofani. O representante do Ministério Público, procurador Marcelo Godoy, também marcará presença na sessão, manifestando apoio à cassação de Moro, embora tenha expressado discordâncias em relação às representações dos partidos.

O parecer do Ministério Público reconhece o abuso de poder econômico, mas não identifica, por exemplo, o uso indevido dos meios de comunicação social, conforme sugerido pelos partidos. Além disso, há discrepâncias nos valores dos gastos de pré-campanha: enquanto o Ministério Público calcula pouco mais de R$ 2 milhões, o PL estima R$ 7,6 milhões e o PT aponta R$ 4,8 milhões. Por outro lado, a defesa de Moro alega que os gastos foram modestos, estimando R$ 141 mil na pré-campanha.

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Leilão concede empreendimentos de transmissão de energia elétrica em 14 estados

Previsão é que sejam investidos R$ 18,2 bilhões em 69 empreendimentos, a expectativa é que as obras gerem 34,9 mil empregos diretos

EBC – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou nesta quinta-feira (28), na B3 (bolsa de valores brasileira), em São Paulo, um leilão para definir as empresas responsáveis pela construção e manutenção de 6,4 mil quilômetros de linhas de transmissão em 14 estados. A previsão é que sejam investidos R$ 18,2 bilhões em 69 empreendimentos, com a geração de 34,9 mil empregos diretos.

Os estados com obras previstas no leilão são Alagoas, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Segundo a Aneel, dos 15 lotes propostos, seis têm investimento previsto superior a R$ 1 bilhão.

O deságio médio do leilão foi de 40,78%, o que representa uma economia para o consumidor de R$ 30,1 bilhões, de acordo com a agência. O prazo para operação comercial dos empreendimentos varia de 36 a 72 meses, para concessões por 30 anos, contados a partir da celebração dos contratos.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, comemorou o resultado do leilão.

“Estamos trabalhando para transformar o setor de energia elétrica em desenvolvimento econômico e social, garantindo mais segurança energética e oportunidades para a nossa população. Estamos fortalecendo o nosso sistema para escoarmos toda a energia renovável gerada em nosso país”, disse nas redes sociais.

O secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento do MME, Thiago Barral, explicou que as obras contratadas hoje se integram aos leilões anteriores e, possivelmente, aos leilões subsequentes que serão realizados pela Aneel. “Essa infraestrutura visa atender o cenário de crescimento da carga brasileira ao menor custo, utilizando a competitividade das renováveis para essa finalidade.”

Segundo o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, todos os participantes que venceram têm histórico de bons serviços prestados.

“Associado a uma fiscalização diligente por parte da Aneel, contribuirão para a entrega das obras dentro do prazo previsto. Em 2024, alcançamos a marca histórica de geração de 200 GW e precisamos de transmissão para escoar toda essa produção. Por essa razão, o cumprimento dos contratos é essencial”, ressaltou.

Lotes

Foram concedidos à iniciativa privada 15 lotes de linhas de transmissão em 14 estados. A Centrais Elétricas do Norte (Eletronorte) arrematou os lotes 1, 3, 5 e 9, para a construção de linhas de transmissão no Ceará, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Bahia. As obras visam à expansão da rede básica da área norte do Nordeste para possibilitar o escoamento das usinas já contratadas no região, além de ampliar as margens para conexão de novos empreendimentos de geração e atender ao crescimento da demanda local.

Já a FIP Development Fund Warehouse arrematou os lotes 4, 6 e 14. O Lote 4 é composto por linhas de transmissão nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, para a expansão da rede básica da área leste da Região Nordeste. Já os lotes 6 e 14 são compostos por linhas de transmissão localizadas nos estados da Bahia e Minas Gerais. O objetivo é a expansão do sistema de transmissão da área sul do Nordeste e norte dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo para atender à expectativa de contratação de energia proveniente de empreendimentos de geração renovável na região, com destaque para as usinas eólicas e solares.

Os lotes 2, 7 e 13 do do Leilão foram arrematados pela EDP Energias do Brasil. A previsão de linhas de transmissão no Piauí, Tocantins, Bahia e Maranhão, para o escoamento das usinas já contratadas no Nordeste, além de ampliar as margens para conexão de novos empreendimentos de geração e atender ao crescimento da demanda local.

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Divórcios no Brasil aumentam, atingindo 420 mil casais em 2022

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O número de divórcios no Brasil aumentou em 8,6%, afetando a vida de 420 mil casais ao longo de 2022, de acordo com dados divulgados pelas Estatísticas do Registro Civil do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta 4ª feira (27/mar). No ano anterior, o número de separações havia sido de 386,8 mil.

A idade média dos homens no momento do divórcio é de 44 anos, enquanto as mulheres têm em média 41 anos. O tempo médio de duração do casamento antes do término é de 13,8 anos, representando uma redução em comparação com 2010, quando os casais permaneciam juntos por pelo menos 16 anos antes do rompimento.

A região Sudeste concentra mais da metade das separações judiciais, com 53,3% dos casos, totalizando 223.897 divórcios. Em seguida, o Nordeste aparece na segunda posição, com 84.946 rompimentos de relação (20,2%), seguido pelo Sul, com 54,3 mil divórcios (12,9% do total). Completam o ranking o Centro-Oeste (37,3 mil) e o Norte (19,5 mil).

O IBGE observou ainda que quase metade (47%) dos divórcios ocorreu entre famílias que tinham apenas filhos menores de idade. Esse percentual aumentou em comparação com 2010, quando 44% dos divórcios ocorreram entre casais que tinham filhos com menos de 18 anos.

Quanto à guarda compartilhada dos filhos, houve um aumento significativo, passando de 7,5% em 2014 para 37,8% em 2022, entre os divórcios judiciais de casais com filhos menores de idade. Em relação à responsabilidade pela guarda, em 2014, as mães detinham a guarda em 85,1% dos casos, enquanto em 2022, essa proporção diminuiu para 50,3%. Os pais que ficam com a guarda exclusiva representam 3,3% dos casos em 2022.

As Estatísticas do Registro Civil são divulgadas pelo IBGE desde 1974, com os dados de divórcios a partir de 1984 e de casamentos entre pessoas do mesmo sexo a partir de 2013. Esses números são importantes para monitorar a dinâmica da população brasileira e embasar políticas públicas e estudos demográficos.

Casamentos aumentam 4%

O número de casamentos no Brasil cresceu pelo segundo ano seguido e chegou a 970.041 em 2022. A quantidade corresponde a um salto de 4% na comparação com o ano de 2021, quando foram registradas 932.502 uniões civis de acordo com o IBGE.

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