Airbus A330-200 com capacidade para 230 passageiros já está em Roma
O primeiro dos seis aviões que o governo brasileiro mobilizou para repatriar cidadãos brasileiros que tentam sair da Palestina ou de Israel devido ao conflito iniciado no fim de semana já está em Roma, na Itália.
A aeronave, um Airbus A330-200 convertido em um KC-30 com capacidade para 230 passageiros, pousou na capital italiana às 7h50 (horário local, 2h50 no horário de Brasília) desta segunda-feira (9), após um voo de 9 horas de duração a partir de Natal, de onde o avião decolou na tarde deste domingo (8).
A expectativa da Força Aérea Brasileira (FAB) é que o avião siga da Itália para Tel Aviv, em Israel, até esta terça-feira (10), a fim de embarcar o primeiro grupo de brasileiros dispostos a retornar ao Brasil.
Um segundo KC-30 e dois KC-390, com capacidade para 80 passageiros cada, além de duas aeronaves da Presidência da República, com capacidade para transportar até 40 passageiros cada uma, estão preparadas para participar da repatriação dos brasileiros. Segundo a FAb, o segundo KC-30 parte ainda nesta segunda-feira, às 16h, para Roma.
O Itamaraty estima que ao menos 30 brasileiros vivem na Faixa de Gaza e outros 60 em Ascalão e em localidades na zona de conflito. Já em Israel, a embaixada brasileira já tinha reunido, até este domingo, informações de cerca de 1 mil brasileiros hospedados em Tel Aviv e em Jerusalém interessados em voltar ao Brasil. A maioria é de turistas que estão em Israel.
Nos últimos anos, as Forças Armadas realizaram quatro operações de repatriação, por ar e por terra, na Turquia, na Ucrânia, na China e na Bolívia, com cinco aeronaves e 30 viaturas, que resultaram no resgate de, aproximadamente, 6.600 pessoas, entre brasileiros e estrangeiros.
Até agora, mais de 140 botos e tucuxis foram encontrados mortos
Repórter ABC – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tomou medidas urgentes para lidar com a situação crítica enfrentada pelos botos no Lago Tefé, no coração da Amazônia. Uma equipe composta por cinco veterinários especializados em reabilitação de animais silvestres foi enviada pelo Ibama para prestar assistência aos botos e tucuxis que estão em perigo na região.
Os profissionais do Centro de Triagem do Ibama chegaram à área afetada hoje (5) e irão colaborar de forma conjunta com outros órgãos já envolvidos no esforço de resposta a essa emergência ambiental. Até o momento, foram registradas mais de 140 mortes de botos e tucuxis, conforme o último levantamento realizado no dia 4.
Uma operação de resposta foi montada em Tefé, tendo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) como coordenador, com o apoio de diversas organizações, incluindo o Instituto Mamirauá e o Instituto de Proteção Ambiental da Amazônia (IPAAM).
As ações se concentram na monitorização dos animais vivos, na coleta e realização de necrópsias das carcaças e na obtenção de amostras para análises das possíveis causas do incidente, bem como de outras variáveis ambientais.
O Ibama destacou que medidas sanitárias foram adotadas para o tratamento das carcaças dos animais. Alguns botos apresentam ferimentos causados pelas lâminas dos motores das embarcações, já que a profundidade do lago não permite que eles mergulhem o suficiente para evitar as hélices. O ICMBio continua intensificando seus esforços para proteger essas espécies vulneráveis.
Outra preocupação é o monitoramento diário da temperatura da água, que atinge temperaturas superiores a 39º graus em alguns pontos do lago. A elevação da temperatura da água pode reduzir os níveis de oxigênio dissolvido e aumentar a taxa respiratória dos peixes, afetando o metabolismo e levando à morte por asfixia.
O ICMBio também informou que a Capitania dos Portos de Tefé está auxiliando na fiscalização, organização e desobstrução do lago, para facilitar a passagem dos animais em busca de áreas mais profundas e evitar o agravamento da crise.
Além disso, o instituto está acompanhando outro incidente na região de Alto Juruá, envolvendo uma grande mortalidade de peixes, demonstrando a complexidade dos desafios enfrentados na preservação da biodiversidade na Amazônia.
A constelação familiar é um método polêmico que busca resolver conflitos familiares por meio de técnicas de psicodrama
Repórter ABC – O Ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, encaminhou ao Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) um pedido oriundo da comunidade científica e acadêmica. Este pedido tem como finalidade promover um debate sobre a prática conhecida como “constelação familiar” quando utilizada como forma de psicoterapia.
De acordo com informações da CNN Brasil, o Instituto Questão de Ciência, liderado pela bióloga Natalia Pasternak, juntamente com conselheiros do Conselho Federal de Psicologia e pesquisadores na área do Direito, enviou uma carta ao Ministro Almeida. Neste documento, argumentam que a constelação familiar é uma prática que carece de embasamento técnico e científico, e que pode envolver questões éticas, incluindo o tratamento de temas delicados como incesto e abuso sexual. Portanto, os signatários da carta acreditam que esta situação requer uma análise mais aprofundada e medidas apropriadas.
É importante destacar que Silvio Almeida não emitiu uma opinião pessoal sobre a constelação familiar, mas sua iniciativa de encaminhar o pedido ao CNDH indica a importância de se debater essa prática controversa.
A constelação familiar é um método polêmico, originado a partir dos estudos do filósofo alemão Bert Hellinger (1925-2019), que busca resolver conflitos familiares por meio de técnicas de psicodrama. Questões não resolvidas e ressentimentos acumulados entre membros da família, incluindo aqueles que já faleceram há muito tempo, podem causar sofrimento e prejudicar relações que atravessam gerações.
Embora muitos acreditem que a técnica de Constelação Familiar Sistêmica possa ser um recurso benéfico e eficaz para romper esse ciclo de dor, é importante observar que essa prática carece de respaldo científico e não é reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) ou pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
As sessões de constelação familiar podem ser realizadas em grupo ou individualmente. Durante essas sessões, cenas que envolvem as emoções e sensações do indivíduo em relação à sua família são recriadas. Nas sessões em grupo, voluntários e participantes revivem essas cenas, enquanto nas sessões individuais, podem ser usadas representações simbólicas, como esculturas de bonecos ou outros recursos, para simbolizar os diferentes papéis no sistema familiar.
Em uma reviravolta legislativa que contraria a posição do Supremo Tribunal Federal (STF) e representa uma derrota para o governo federal, o Senado Federal aprovou, no dia 27 de setembro, o projeto de lei que estabelece o Marco Temporal para a demarcação de terras indígenas. A medida foi aprovada com 43 votos a favor e 21 votos contrários.
A votação no Senado revelou uma divisão partidária e ideológica a respeito desse tema crucial. Abaixo, detalhamos como cada senador e seu respectivo partido votaram:
Votaram a favor do Marco Temporal:
Alan Rick (União-AC)
Carlos Viana (Podemos-MG)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Cleitinho (Republicanos-MG)
Damares Alves (Republicanos-DF)
Daniella Ribeiro (PSD-PB)
Davi Alcolumbre (União-AP)
Dr. Hiran (PP-RR)
Eduardo Girão (NOVO-CE)
Eduardo Gomes (PL-TO)
Efraim Filho (União-PB)
Esperidião Amin (PP-SC)
Fernando Dueire (MDB-PE)
Fernando Farias (MDB-AL)
Flávio Arns (PSB-PR)
Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
Jaime Bagattoli (PL-RO)
Jayme Campos (União-MT)
Jorge Kajuru (PSB-GO)
Jorge Seif (PL-SC)
Laércio Oliveira (PP-SE)
Lucas Barreto (PSD-AP)
Magno Malta (PL-ES)
Marcio Bittar (União-AC)
Marcos Rogério (PL-RO)
Marcos do Val (Podemos-ES)
Margareth Buzetti (PSD-MT)
Mauro Carvalho Junior (União-MT)
Mecias de Jesus (Republicanos-RR)
Oriovisto Guimarães (Podemos-RR)
Plínio Valério (PSDB-AM)
Professora Dorinha Seabra (União-TO)
Renan Calheiros (MDB-AL)
Rodrigo Cunha (Podemos-AL)
Rogerio Marinho (PL-RN)
Sergio Moro (União-PR)
Soraya Thronicke (Podemos-MS)
Styvenson Valentim (Podemos-RN)
Tereza Cristina (PP-MS)
Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
Weverton (PDT-MA)
Wilder Morais (PL-GO)
Zequinha Marinho (Podemos-PA)
Votaram contra o Marco Temporal:
Alessandro Vieira (MDB-SE)
Ana Paula Lobato (PSB-MA)
Augusta Brito (PT-CE)
Beto Faro (PT-PA)
Cid Gomes (PDT-CE)
Confúcio Moura (MDB-RO)
Eduardo Braga (MDB-AM)
Eliziane Gama (PSD-MA)
Fabiano Contarato (PT-ES)
Humberto Costa (PT-PE)
Jaques Wagner (PT-BA)
Jussara Lima (PSD-PI)
Leila Barros (PDT-DF)
Marcelo Castro (MDB-PI)
Omar Aziz (PSD-AM)
Otto Alencar (PSD-BA)
Paulo Paim (PT-RS)
Randolfe Rodrigues (Rede)
Rogério Carvalho (PT-SE)
Romário (PL-RJ)
Zenaide Maia (PSD-RN)
Ressalta-se que o presidente da sessão, Rodrigo Pacheco, não participou da votação.
O projeto de lei em questão seguirá agora para a sanção ou veto do presidente Lula (PT), que poderá decidir vetar partes específicas do texto ou sua totalidade.
O Marco Temporal estabelece que apenas as terras indígenas ocupadas até 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição, poderão ser demarcadas. Entretanto, líderes das comunidades indígenas argumentam que essa medida entra em conflito com a Constituição Federal.
De acordo com o PL nº 2.903/2023, para que uma área seja considerada “terra indígena tradicionalmente ocupada,” será necessário comprovar que, na data da promulgação da Constituição Federal, a comunidade indígena a habitava de forma contínua e a utilizava para fins produtivos.
O texto também modifica a Lei nº 4.132 de 1962, incluindo, entre as circunstâncias que permitem a desapropriação de terras privadas por interesse social, a destinação dessas áreas para comunidades indígenas que não estavam ocupando tradicionalmente o local na data do Marco Temporal, desde que essa ocupação seja necessária para sua sobrevivência física e cultural. Além disso, o projeto proíbe a ampliação de terras indígenas já demarcadas e declara nulas demarcações que não estejam em conformidade com esses preceitos.
É importante notar que o texto é considerado “inconstitucional” por muitos, visto que, de acordo com o artigo 231 da Constituição, os direitos indígenas são considerados direitos originários, ou seja, anteriores à formação do Estado.
Repórter ABC – O Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, reafirmou seu entendimento de que a pretensão da União de ressarcimento pela exploração irregular de seu patrimônio mineral não está sujeita à prescrição. A decisão ocorreu no âmbito do Recurso Extraordinário (RE) 1427694, que possui repercussão geral e trata do Tema 1.268.
O caso em questão envolveu a lavra ilegal de areia nas margens do rio Itajaí-açu, e o Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4) havia mantido uma decisão da Justiça Federal em Santa Catarina que determinava que duas empresas recuperassem áreas degradadas em decorrência dessa atividade. No entanto, os pedidos da União de ressarcimento pela lavra ilegal de minério e de indenização por dano moral coletivo foram negados sob a justificativa de que os fatos haviam ocorrido há mais de cinco anos, e, portanto, a pretensão estaria prescrita.
A União argumentou que a extração mineral clandestina constitui uma conduta criminosa grave, uma vez que envolve a apropriação de patrimônio não renovável e finito. Além disso, sustentou que a exploração ilegal não pode estar sujeita ao mesmo prazo prescricional de delitos comuns, devido ao risco de esgotamento do recurso mineral, que poderia se tornar escasso ou inexistente para gerações futuras.
A ministra Rosa Weber, presidente do STF, observou que, de acordo com a jurisprudência da Corte, a pretensão de reparação civil por dano ambiental é imprescritível. Ela destacou que o dano ambiental vai além de um mero ilícito civil, afetando toda a coletividade e ultrapassando gerações e fronteiras. “O direito ao meio ambiente está no centro da agenda e das preocupações internacionais, inauguradas formalmente com a Declaração de Estocolmo, e, como tal, não merece sofrer limites temporais à sua proteção”, enfatizou.
O colegiado do STF deu provimento ao recurso por unanimidade e determinou que o processo retorne à primeira instância para continuação do julgamento.
A tese de repercussão geral estabelecida foi a seguinte: “É imprescritível a pretensão de ressarcimento ao erário decorrente da exploração irregular do patrimônio mineral da União, porquanto indissociável do dano ambiental causado.”
De acordo com o delegado, o jovem de 14 anos alegou ter acessado os sistemas por curiosidade, enquanto outros membros do grupo o faziam com fins financeiros, vendendo logins e senhas por valores que variavam entre R$ 200 e R$ 1.000
Repórter ABC – No interior do estado de São Paulo, a Polícia Civil conseguiu deter uma quadrilha de jovens hackers especializados em invadir ilegalmente plataformas e sites de instituições de segurança e de Justiça em todo o país. O líder suspeito deste grupo, que vendia acessos clandestinos por até R$ 1 mil, é surpreendentemente um adolescente de apenas 14 anos.
As chocantes revelações dessas investigações, expostas pelo programa de televisão Fantástico da TV Globo, no último domingo (24), revelaram que a quadrilha possuía impressionantes 20 milhões de logins e senhas de diversas plataformas sensíveis.
A habilidade da quadrilha não se limitava apenas a acessar os sistemas, mas também incluía a capacidade de modificar informações, inserir dados falsos em boletins de ocorrência e até mesmo limpar os registros criminais de indivíduos que já tinham tido problemas com a lei.
Os acessos, obtidos por meio de logins e senhas roubadas de servidores, se tornaram commodities extremamente valiosas nas mãos desses jovens criminosos. De acordo com o delegado Adriano Pitoscia, de Bady Bassitt, essas “chaves” eram vendidas por valores variando entre R$ 200 e R$ 1.000.
A reportagem também detalha que a quadrilha tinha acesso a mais de 20 milhões de registros, incluindo 3,6 mil logins e senhas do Tribunal de Justiça de São Paulo, 1,5 mil da Polícia Militar, 500 da Polícia Federal, cerca de 150 do Exército e 89 do Ministério Público do estado paulista.
O rastreamento desse grupo era uma tarefa árdua, pois eles operavam a partir de servidores privados e criavam “conexões fantasmas” para ocultar a origem de seus ataques, tornando impossível identificar o computador ou endereço exatos dos suspeitos.
No entanto, em junho deste ano, a Polícia Civil de Bady Bassitt conseguiu chegar a um suspeito de 17 anos, que operava o esquema na cidade. Através dele, os investigadores chegaram a um jovem de 18 anos na cidade de São Paulo, conhecido na internet como “Fusaao”, suspeito de ter invadido o sistema da Polícia Civil e alterado seu próprio registro criminal para evitar futuras investigações.
A partir dessa descoberta, as investigações se expandiram para um adolescente de 14 anos, residente no Paraná, que confessou ter desenvolvido o programa de computador usado pelo grupo para acessar sites privados e públicos. Ele é apontado como o líder da quadrilha, que se conheceu na plataforma Discord.
De acordo com o delegado Pitoscia, o jovem de 14 anos alegou ter acessado os sistemas por mera curiosidade, enquanto outros membros do grupo o faziam com fins financeiros, vendendo logins e senhas por valores que variavam entre R$ 200 e R$ 1.000.
Além dos membros localizados em São Paulo e no Paraná, outros dois integrantes do grupo, provenientes de Mato Grosso e Santa Catarina, também foram detidos. No entanto, todos foram posteriormente liberados, exceto o adolescente de 17 anos de Bady Bassitt, que permanece sob custódia na Fundação Casa.
A plataforma Discord, onde o grupo supostamente se conheceu, declarou ao Fantástico que adota uma política de tolerância zero em relação a atividades ilegais e que toma medidas para remover conteúdo, banir usuários e colaborar com as autoridades sempre que identifica atividades ilícitas em sua plataforma.
É a maior apreensão de cocaína já realizada na Amazônia Azul
Repórter ABC com informações Agência Marinha de Notícias – Uma ação interagências entre a Marinha do Brasil (MB) e a Polícia Federal (PF) resultou na apreensão de 3,6 toneladas de cocaína na manhã desta terça-feira (19), na costa do estado de Pernambuco. Essa foi a maior apreensão de cocaína realizada no mar brasileiro. A ação faz parte da Operação “Ágata Nordeste”, que representa um esforço conjunto das forças de segurança e fiscalização para combater os crimes transfronteiriços e ambientais.
Durante a ação, um Navio-Patrulha de 500 toneladas, da MB, que transportava os Agentes da PF, abordou a embarcação “PALMARES 1”. No momento da abordagem, havia cinco tripulantes na embarcação, que tinha como destino a África. A apreensão ocorreu a 18 milhas náuticas de Recife (PE), o que equivale a, aproximadamente, 33 quilômetros. Após apreendida, a “PALMARES 1” foi rebocada pelo Navio-Patrulha para o Porto do Recife.
As 3,6 toneladas de cocaína tinham a África como destino
Operações Interagências
O ambiente operacional marítimo e fluvial brasileiro é amplo, com 5,7 milhões de km² de área marítima, denominada Amazônia Azul, e 64 mil km de malha hidroviária planejada. Essa imensa área é porta de entrada e de saída para o comércio nacional e internacional, movimentando, de forma significativa, a economia brasileira. Contudo, ela é também ambiente de diversas ameaças como a pesca ilegal, contrabando e o tráfico de entorpecentes.
Para proteger e monitorar as Águas Jurisdicionais Brasileiras, a MB desenvolveu o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz). A ferramenta integra diversos equipamentos e sistemas e está conectada às redes de órgãos como PF, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Receita Federal e Petrobras, e de empresas capazes de fomentar e compartilhar informações relevantes. As informações obtidas por meio do SisGAAz contribuem para a realização de operações decorrentes de Inteligência Marítima.
Os números mostram que as ações conjuntas têm alcançado resultados relevantes no combate a ilícitos. De 2020 até o momento, elas resultaram na apreensão de mais de 17 toneladas de cocaína, 4,3 toneladas de haxixe, 695 toneladas de cigarro, 113,34 toneladas de pescado, 15,7 toneladas de maconha e 3.146 m³ de madeira. Nesse contexto, a Marinha tem cooperado com órgãos federais para a repressão aos delitos, quanto ao uso do mar, águas interiores e áreas portuárias, podendo ser na forma de apoio logístico, de inteligência, de comunicações, como também na área de instrução. A Operação “Ágata Nordeste” é apenas uma das diversas operações interagências que ocorrem durante o ano.
Ações conjuntas possibilitam que os órgãos envolvidos consigam potencializar suas capacidades e mitigar possíveis limitações. Elas podem ser nacionais ou internacionais, e envolvem órgãos governamentais e não governamentais. Além da PF, a Marinha tem atuado conjuntamente com órgãos como a Receita Federal, o Ibama, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).
Navio-Patrulha de 500 toneladas
A Marinha possui três Navios-Patrulha de 500 toneladas, pertencentes à Classe “Macaé”. Eles têm a missão de contribuir para a segurança do tráfego marítimo e para a defesa dos interesses estratégicos brasileiros na Amazônia Azul, por meio de atividades de patrulhamento, de inspeção naval e de salvaguarda da vida humana no mar.
O Navio-Patrulha de 500 toneladas, por possuir maior autonomia para longas distâncias, maior raio de ação, além de arquitetura naval desenvolvida para enfrentar as condições adversas em alto-mar, é uma embarcação adequada para a realização de missões como a Operação “Ágata”, em que se torne necessário alcançar a Fronteira Molhada do Brasil na Amazônia Azul.
PAC
O novo Programa de Aceleração do crescimento (PAC), anunciado pelo Governo Federal, contempla investimentos para novos Navios-Patrulha. Com isso, a Marinha espera incorporar o Navio-Patrulha “Mangaratiba”, em construção no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, com previsão de entrega para 2025, além de dois Navios-Patrulha de 500 toneladas também abarcados pelo novo PAC. Entretanto, o Programa não prevê investimentos para o SisGAAz.
Decisão contraria proprietários de terras e beneficia indígenas
Repórter ABC, com informações da EBC – Em uma decisão histórica, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou, por 9 votos a 2, a inconstitucionalidade da tese do marco temporal para a demarcação de terras indígenas. A votação ocorreu após 11 sessões de julgamento do caso.
A tese do marco temporal, anteriormente defendida por proprietários de terras, estabelecia que os indígenas somente teriam direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.
A última palavra na sessão foi dada pela presidente da Corte, ministra Rosa Weber, que afirmou que a Constituição assegura que as terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas são habitadas em caráter permanente e fazem parte de seu patrimônio cultural, não cabendo a imposição de um marco temporal.
“Eu afasto a tese do marco temporal, acompanhando na íntegra o voto do ministro Fachin [relator], reafirmando que a jurisprudência da Corte Interamericana dos Direitos Humanos aponta para posse tradicional como fator para reconhecer aos indígenas o direito às suas terras”, declarou a ministra.
O resultado do julgamento contou com os votos favoráveis dos ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Luiz Fux e Gilmar Mendes. Os ministros Nunes Marques e André Mendonça manifestaram-se a favor do marco temporal.
Na próxima sessão de julgamento, que ocorrerá na quarta-feira (27), os ministros irão debater outras questões relacionadas ao tema, incluindo a possibilidade de indenização a particulares que adquiriram terras de boa-fé, consideradas como áreas indígenas.
O processo que levou a essa discussão envolve a disputa pela posse da Terra Indígena (TI) Ibirama, em Santa Catarina, habitada pelos povos Xokleng, Kaingang e Guarani, com parte da terra sendo questionada pela procuradoria do estado.
Um alerta vermelho é emitido quando há a previsão de um fenômeno meteorológico de “intensidade excepcional
Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – No último dia 20, quarta-feira, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) lançou um alerta alarmante em resposta ao aumento significativo das temperaturas que superam as médias históricas. Nove estados brasileiros foram classificados na categoria “vermelho”, indicando uma situação de “grande perigo”. Esses estados incluem: Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Pará, Goiás, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Em algumas localidades do país, as temperaturas podem atingir impressionantes 43°C.
Este alerta crítico do Inmet permanecerá em vigor até as 18h deste próximo domingo, dia 24. De acordo com as informações fornecidas, um alerta vermelho é emitido quando há a previsão de um fenômeno meteorológico de “intensidade excepcional, com uma alta probabilidade de resultar em danos substanciais e acidentes graves, representando riscos significativos à integridade física e até mesmo à vida humana”.
O aumento das temperaturas está diretamente relacionado ao fenômeno climático El Niño e à crescente Crise do Clima, desencadeada pela emissão de gases de efeito estufa, que está tornando eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. O El Niño ocorre em intervalos de cinco a sete anos e está associado à redução da intensidade dos ventos alísios, que normalmente sopram dos trópicos em direção à linha do Equador. Isso resulta em uma diminuição da chegada de massas de ar frio no Brasil, contribuindo para o calor intenso e o aumento das temperaturas.
Um dos principais efeitos do El Niño é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, desencadeando uma série de consequências em várias regiões do mundo. Isso inclui condições quentes e secas nas regiões sul e sudeste da Ásia, bem como na Oceania, com destaque para Austrália e Nova Zelândia. As ilhas da região central do Pacífico experimentam aumento no volume de chuvas, enquanto a costa oeste da América do Norte sofre com verões escaldantes e chuvas intensas. Na América Central, o tempo se torna quente e seco, agravando ainda mais as condições meteorológicas extremas em várias partes do planeta.
Entre outras coisas, Cid detalhou como o rascunho golpista chegou às mãos de Bolsonaro após a derrota eleitoral
Repórter ABC – Mauro Cid, ex-auxiliar de Jair Bolsonaro, afirmou em seu depoimento na delação premiada à Polícia Federal que, após a derrota no segundo turno das eleições, Bolsonaro recebeu um rascunho de decreto de seu assessor Filipe Martins. Esse decreto propunha convocar novas eleições e prender adversários políticos. Segundo Cid, Bolsonaro discutiu o documento com altos comandantes militares. Ele alegou que o Almirante Almir Garnier, então comandante da Marinha, apoiou o plano golpista em conversas privadas, embora o Alto Comando das Forças Armadas não o tenha endossado.
Essas revelações levaram à formalização do acordo de colaboração de Cid, que estava sob prisão relacionada a uma investigação de falsificação de cartões de vacinação. Os investigadores agora verificarão a veracidade das informações apresentadas.
Cid detalhou como o rascunho golpista chegou às mãos de Bolsonaro após a derrota eleitoral. Durante uma reunião com Bolsonaro no final do ano passado, Filipe Martins, então assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, apresentou a Bolsonaro um projeto de decreto golpista que incluía a convocação de novas eleições e a prisão de adversários políticos. A PF investiga se este é o mesmo rascunho encontrado na residência do ex-ministro da Justiça Anderson Torres.
Cid informou que Bolsonaro compartilhou partes do documento com altos comandantes militares para medir a receptividade à ideia do golpe. O único apoiador, segundo Cid, foi o comandante da Marinha, Almirante Garnier.
Bolsonaro, no entanto, não expressou claramente seu apoio ao plano golpista. A defesa de Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Projeto de ditadura apresentado a Bolsonaro por Filipe Martins, com Prisão de opositores Políticos
No depoimento de sua delação premiada, Tenente Coronel Mauro Cid afirmou que Bolsonaro recebeu um rascunho de decreto das mãos de seu assessor Filipe Martins após a derrota no segundo turno das eleições. Esse decreto propunha novas eleições e a prisão de opositores políticos. Durante uma reunião no final do ano passado, Martins apresentou a Bolsonaro um projeto de decreto golpista que incluía a convocação de novas eleições e a prisão de adversários políticos.
Cid revelou que Bolsonaro compartilhou partes do documento com comandantes militares para medir a receptividade à ideia do golpe. O único apoiador, segundo Cid, foi o comandante da Marinha, Almirante Garnier.
Bolsonaro, no entanto, não expressou claramente seu apoio ao plano golpista. A defesa de Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre o assunto.