Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Neste 22 de maio, enquanto o mundo celebra o Dia Mundial da Biodiversidade, a urgência da preservação ambiental é ressaltada após os recentes alagamentos que assolaram o Rio Grande do Sul e a Bahia. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1993, a data serve como um chamado à reflexão e à ação em prol da conservação da diversidade biológica que sustenta a vida no planeta.
Os alagamentos que ocorreram recentemente no Rio Grande do Sul e na Bahia destacam a vulnerabilidade dos ecossistemas diante das mudanças climáticas. Além dos prejuízos humanos e materiais, as enchentes também afetam diretamente a biodiversidade, causando danos irreparáveis aos habitats naturais e colocando em risco a sobrevivência de espécies animais e vegetais.
No Brasil, país que abriga uma das maiores biodiversidades do mundo, os desafios ambientais são evidentes. O desmatamento na Amazônia e no Cerrado, somado às enchentes e outros eventos climáticos extremos, exacerbam a crise da biodiversidade. A perda de habitats naturais e a degradação dos ecossistemas comprometem não apenas a saúde dos biomas, mas também a qualidade de vida das comunidades locais e a economia do país.
Diante desse cenário preocupante, a implementação de políticas públicas eficazes e o cumprimento de acordos internacionais tornam-se ainda mais urgentes. O Brasil, como signatário da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), tem a responsabilidade de adotar medidas que promovam a conservação e o uso sustentável da biodiversidade. No entanto, os recentes eventos climáticos extremos destacam a necessidade de uma abordagem mais ampla e integrada, que considere não apenas a proteção dos ecossistemas, mas também a adaptação às mudanças climáticas e a redução do risco de desastres naturais.
Apesar dos desafios, os recentes alagamentos também apresentam oportunidades para repensar nossa relação com o meio ambiente e promover práticas mais sustentáveis. Investimentos em infraestrutura verde, como a restauração de áreas degradadas e a conservação de áreas úmidas, podem contribuir para reduzir o impacto de futuros eventos climáticos extremos e proteger a biodiversidade. Além disso, a transição para uma economia mais verde e resiliente pode gerar empregos, promover o desenvolvimento econômico e garantir um futuro sustentável para as próximas gerações.
Neste Dia Mundial da Biodiversidade, é fundamental reconhecer a importância da conservação da diversidade biológica e a urgência de agir para proteger os ecossistemas do planeta. Diante dos desafios ambientais globais e nacionais, é hora de unir esforços e trabalhar juntos para garantir um futuro onde a biodiversidade seja valorizada e protegida. Somente assim poderemos garantir a saúde do planeta e o bem-estar das futuras gerações.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – No dia 21 de maio, terça-feira, a população do oeste baiano se reunirá em um ato de defesa do Rio Grande, visando protestar contra a construção da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Santa Luzia. O evento está sendo organizado por comunidades ribeirinhas e pesqueiras, além de diversas organizações sociais, preocupadas com os impactos que o projeto pode causar ao meio ambiente e à qualidade de vida na região.
A concentração para o ato está marcada para as 7h30, na Praça da Igreja São João Batista, em Barreiras. Os organizadores convocam toda a população para se juntar a essa mobilização em prol do Rio Grande, destacando a importância de preservar o rio e combater os projetos de PCH que ameaçam o ecossistema local e as comunidades que dependem dele.
O movimento ressalta a necessidade de unir forças contra a instalação da PCH Santa Luzia, vista como uma “arapuca” que pode trazer danos irreversíveis ao Rio Grande. A chamada para o evento é um apelo à conscientização e à ação coletiva, com o objetivo de impedir que projetos prejudiciais avancem sem a devida consideração dos impactos socioambientais.
Detalhes do Ato:
Data: 21 de maio, terça-feira
Horário: Concentração às 7h30
Local: Praça da Igreja São João Batista, no centro de Barreiras, Bahia
Os organizadores reforçam o slogan do movimento: “Ninguém segura o Rio Grande. Fora PCH Santa Luzia!” e esperam uma grande adesão popular para demonstrar a resistência e a preocupação da comunidade com o futuro do rio e das populações que dele dependem.
A participação de todos é considerada crucial para fortalecer a defesa do Rio Grande e garantir que as vozes das comunidades locais sejam ouvidas nas decisões sobre o desenvolvimento da região.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Uma cena triste marcou a manhã desta quarta-feira (01/05) nas margens da BR-242, próximo a Muquém do São Francisco, onde uma jaguatirica foi encontrada sem vida após ter sido atropelada. O local do trágico incidente fica a aproximadamente 6 km ao norte de Ibotirama, no sentido de Barreiras.
O felino, identificado como um macho da espécie jaguatirica, nativo das Américas e reconhecido por sua bela pelagem manchada, foi descoberto às margens da rodovia, levantando questões sobre a segurança dos animais selvagens em áreas próximas a estradas movimentadas.
Detalhes precisos sobre o momento e as circunstâncias do acidente ainda não foram divulgados pelas autoridades locais. A investigação sobre o ocorrido está em andamento.
A jaguatirica é uma espécie de porte médio, com hábitos solitários de caça e uma presença marcante em nossas paisagens naturais. Sua morte lamentável destaca os desafios enfrentados pela vida selvagem diante da crescente interferência humana em seus habitats.
É inadiável ampliar unidades de conservação e melhor alocar a vegetação legalmente protegida para salvar espécies nativas
O Eco – A eliminação galopante da savana brasileira complica os planos para concretizar uma rede de passagens verdes que reforçaria a conservação da onça-pintada, o maior carnívoro do continente. Ampliar a proteção ambiental, restaurar e conectar a vegetação natural abreviaria o risco.
Entidades civis querem assegurar até 2030 um mega corredor entre áreas conservadas através de países das américas do Sul e Central para reforçar a sobrevivência no longo prazo de grandes mamíferos. Além da “pintada”, serão amparados animais como a anta, o lobo-guará e o tamanduá-bandeira.
“Grandes impactos como o desmatamento fazem com que os animais se coloquem em riscos desnecessários”, alerta o biólogo Felipe Feliciani, analista e responsável pela estratégia para conservação da onça-pintada (Panthera onca) da ong WWF-Brasil.
A destruição expõe os felinos à caça, mortes por devorar gado ou atropelamentos, complica sua alimentação e também fragiliza populações isoladas pela cruza de animais aparentados. Isso aumenta as chances de que genes problemáticos passem entre gerações.
O problemão tira o sono de conservacionistas, mas o fracionamento e o corte raso da vegetação nativa aceleram no centro do país, uma ponte natural entre outros biomas e peça-chave do corredor americano das pintadas. “A falta de conectividade é um enorme desafio para a conservação”, ressalta Feliciani.
A situação se complica numa das últimas grandes parcelas íntegras do Cerrado, a Chapada dos Veadeiros, onde crescem cidades, mineração, geração de energia, lavouras e pastos. Desde 1985, a agropecuária tomou 230 mil hectares de seus ambientes naturais, quase metade da área do Distrito Federal.
O número é do MapBiomas e mostra o ocorrido até 2022 nos municípios do nordeste goiano onde se espalha a região de montanhas, campos, florestas e savanas – Alto Paraíso, Campos Belos, Cavalcante, Colinas do Sul, Monte Alegre, Nova Roma, São João D’Aliança e Teresina.
Do total, 191 mil hectares (83%) estão na Área de Proteção Ambiental (APA) do Pouso Alto, uma reserva estadual de “uso sustentável” que deveria tornar ações humanas mais amigáveis ao Cerrado e reduzir delitos ambientais ao redor do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.
O desmate (vermelho) por agropecuária na APA do Pouso Alto (cinza) até 2022. Ao centro, o traçado do Parna da Chapada dos Veadeiros até 2017, quando passou de 65 mil ha para 240 mil ha. À esquerda (azul) o lago da Hidrelétrica de Serra da Mesa. Imagem: MapBiomas/O Eco.
Áreas naturais apartadas por lavouras prejudicam grandes espécies, como no oeste baiano e em inúmeras outras regiões do Cerrado. Imagem: Google Earth/O Eco
Um desmate regional que subirá se planos diretores municipais mudarem para ampliar manchas urbanas e atender à disparada de loteamentos e turismo. Ano passado, só o parque nacional teve 80,2 mil visitas, 900% a mais que as 8 mil contadas em 2000, aponta o Governo Federal.
Isso não enxotou delitos ambientais. Desde 2017, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lista mais de R$ 2,7 milhões em autos de infração por desmatamento, caça e entraves à fiscalização dentro da área protegida, mostrou ((o))eco.
Já as multas aplicadas desde 2019 em Goiás pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) somam R$ 100 milhões. Em Veadeiros, os principais crimes são “parcelamento irregular do solo e uso da água sem outorga”, conta a agência estadual.
“A Semad está atenta ao crescente interesse no potencial da região nordeste do estado e tem feito fiscalizações periódicas e intensificadas (…) a fim de coibir o uso irregular e ilegal dos recursos naturais”, afirma a Assessoria e Imprensa da Semad.
Em janeiro, com imagens de satélite e comprovação em campo, a fiscalização estadual goiana flagrou quase 1.000 hectares desmatados entre a APA do Pouso Alto e o território quilombola Kalunga, onde descendentes de escravizados mantêm história, cultura e o Cerrado.
“Veadeiros está sob pressão muito forte. Qual é a capacidade de suporte dos recursos naturais da região?”, questiona Adolpho Kesselssing, dono de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) na Chapada dos Veadeiros.
Desmatamento ilegal flagrado pela fiscalização estadual na APA do Pouso Alto, em 2021. Foto: Semad/Divulgação
Bioma apagado
O drama de Veadeiros é comum ao passado e assombra o futuro de outras porções do Cerrado. Metade dele já foi para o beleléu e o agronegócio cresce sobretudo entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O desmate do bioma é licenciado principalmente pelos estados, permite uma lei federal de 2011.
“Metade das licenças tem ilegalidades, como incidir em áreas griladas ou sem análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR)”, lembra Pedro Bruzzi, engenheiro florestal pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, representante de ongs do Centro-oeste no Conselho Nacional do Meio Ambiente e superintendente-executivo da Fundação Pró-Natureza.
O CAR é um registro obrigatório da legislação florestal. A norma federal permite desmatar de 50% a 80% em fazendas no Cerrado. Já na Amazônia, as derrubadas são de no máximo 20% dos imóveis rurais. Isso é parte grossa da conta da eliminação do Cerrado, hoje superior a 10 mil km2 anuais, conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
“Esse desmatamento tem alto impacto no clima global, pois o bioma estoca em média o dobro do carbono mantido por hectare na Amazônia, ainda mais priorizada em políticas de conservação”, alerta Bruzzi.
Não bastando, no Cerrado a lei florestal mostra um “excedente” de 1,84 milhão de hectares em Reservas Legais. Ou seja, uma área similar a ⅓ do território da Paraíba ou à metade de Taiwan ainda pode ser desmatada. O balanço é do Observatório do Código Florestal.
“O descontrole do desmatamento no bioma é uma catástrofe”, ressalta Bruzzi. “Isso afronta as convenções de biodiversidade, clima e desertificação, mas é uma crise ainda pouco reconhecida. Podemos estar perto de um ponto de não retorno para o Cerrado”, sublinha.
A escassez de parques e outro tipos de unidades de conservação é outro flagelo do Cerrado. Só 8,68% dele é abrigado nessas terras, sendo apenas 2,89% com proteção mais restrita. Os dados são de um painel sobre reservas ecológicas brasileiras. Mas a conta é ainda maior. Metas internacionais de conservação pedem que ao menos 30% da biodiversidade seja formalmente protegida até 2030. Pedra no caminho da proteção da onça-pintada, em terras brasileiras apenas a Amazônia se aproxima do percentual, com 28,5% em unidades de conservação.
A soja ronda o Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no norte de Minas Gerais. Foto: Lalo de Almeida/Folhapress
Ligando pontos
A onça-pintada é um animal poderoso. Pode pesar 150 kg e atingir 2,5 metros do focinho à ponta da cauda. O maior felino americano só fica atrás dos leões e dos tigres. Apesar disso, a fera tem suas fragilidades, como precisar de grandes áreas para caçar e reproduzir.
Esses traços naturais explicam porque suas maiores populações estão no Pantanal e Amazônia, enquanto foram quase zeradas nos devastados Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. No Pampa não existem mais. No continente americano, o território original da espécie já foi encolhido pela metade.
Reverter esse quadro alarmante é o grande alvo do corredor abraçado por um número crescente de entidades americanas.
“A escala do projeto é tão grande que precisamos de mais apoio de ongs locais, governos e setor privado”, diz Felipe Feliciani, analista de conservação do WWF-Brasil.
Em amarelo, azul claro e verdes, o corredor e as áreas mais relevantes para conservar a onça-pintada nas Américas. Mapa: Jaguar 2030 Roadmap (WWF/WCS/Panthera/UNDP)/O Eco
Tornar real e manter essa poderosa “malha rodoviária verde” depende de uma articulação desses setores para espremer a criminalidade ambiental, conter o desmate legalizado, ampliar a área em unidades de conservação e respeitar a legislação florestal.
Com cerca de oito em cada dez hectares em terras privadas e a falta crônica de orçamento de órgãos ambientais para desapropriar esses imóveis e criar áreas protegidas públicas, as reservas privadas despontam para juntar os caquinhos do Cerrado.
É o que fez o professor de Geografia e consultor de entidades ambientalistas Adolpho Kesselssing. Mais de 40 anos de trabalho acumularam dinheiro para comprar terras e criar a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Santuário Beija Flor, em Colinas do Sul (GO).
Seus quase 9 hectares se conectam aos 90 hectares da Reserva Legal de uma fazenda vizinha, compondo um maciço rico em fauna silvestre rumo ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.
“Estamos tentando convencer mais vizinhos a engrossar o corredor”, conta. Alguns fazendeiros temem perder as terras e topam com dura burocracia para criar RPPNs, que na realidade seguem com os donos, abrem alas a desconto em impostos e turismo. “Mas tem uma ordem trocada no país. É muito mais fácil desmatar do que criar uma reserva”, reclama Kesselssing.
Onça-pintada numa reserva privada em Cavalcante (GO). Imagem do Programa de Conservação de Médios e Grandes Mamíferos (UnB) cedida por Flávia Cantal (RPPN Avá-Canoeiro)
Corredores são citados na lei federal de parques e outras unidades de conservação, de 2000, e no código florestal de 2012, mas sua implantação não foi regrada nessas normas. Isso poderia incentivar a interligação de maciços de vegetação nativa, conservada ou a recuperar.
Por isso é fundamental acelerar a implantação da legislação florestal, defende o biólogo, mestre em Geoprocessamento Ambiental pela Universidade de Brasília (UnB) e analista no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Samuel Schwaida.
“É estratégico que os estados acelerem a validação de cadastros ambientais para disparar planos de recuperação da vegetação nativa. Esse é hoje um grande gargalo”, analisa.
Outro possível pulo do gato para conectar áreas conservadas são as grandes trilhas. Elas se espalham por milhares de quilômetros no Brasil graças à ação pareada de governos e sociedade, amparada por enquanto em portarias federais. Em outros países, elas já fazem história. Como trouxe reportagem nossa em 2018, nos Estados Unidos trajetos como a Appalachian Trail, pensada desde 1900, unem conservação de animais e plantas, turismo e geração de empregos. Ela tem 3,5 mil km.
“É a mais longa unidade de conservação dos Estados Unidos”, pontua Schwaida.
As grandes trilhas unem conservação, economias e qualidade de vida. Foto: Aldem Bourscheit
Essas rotas não crescem ainda mais no Brasil por entraves legais e preconceito. Desde 2017, um projeto de lei tramita no parlamento federal para regrar o trânsito por trilhas em propriedades privadas rumo a montanhas, cavernas, praias, rios e cachoeiras.
“A cultura nacional não entende e valoriza as grandes trilhas. Muitos fazendeiros se fecham desconfiados de quem está circulando por suas terras. É importante valorizar e recompensar os proprietários parceiros das trilhas de longo curso”, destaca Schwaida.
Nesse sentido, Pedro Bruzzi, superintendente-executivo da Fundação Pró-Natureza, lembra que “conservar a natureza é um bom negócio que pode ser remunerado por exemplo com pagamentos por serviços ambientais, turismo sustentável, créditos de carbono e de biodiversidade”.
Para unir as pontas da conservação e uso sustentável da natureza, um mosaico é planejado há 6 anos na Chapada dos Veadeiros. Ele promoveria a gestão integrada e conjunta de unidades de conservação, fazendas e cidades. O modelo serve outros pontos do país, como no norte e noroeste de Minas Gerais e sudoeste da Bahia, onde o Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu foi reconhecido pelo MMA em 2019.
“É uma ação fundamental para conservar uma das últimas fronteiras do Cerrado”, pontua Pedro Bruzzi, da Fundação Pró-Natureza. Os estudos do mosaico Veadeiros-Paranã são apoiados por entidades e recursos nacionais e internacionais. Azeitar a iniciativa beneficiará de pessoas a onças-pintadas.
“A presença da espécie indica que os ambientes estão saudáveis, favorecendo a extração sustentável de recursos da biodiversidade, o ecoturismo, a produção rural e outras atividades econômicas”, destaca Felipe Feliciani, analista de conservação do WWF-Brasil.
Que a onça-pintada possa seguir seu caminho histórico pelas Américas. Foto: Ana Cotta/Creative Commons
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na manhã desta 2ª feira (1/4), uma operação de resgate mobilizou as equipes do 17° Batalhão de Bombeiros Militar no Povoado Conquista, em Barreiras. O motivo do chamado foi um cavalo que havia caído em uma fossa, deixando seu proprietário, Diogo, em uma situação angustiante.
O animal, visivelmente aflito, estava preso no buraco, incapaz de se libertar por conta própria. A presença do cavalo em perigo atraiu a atenção dos moradores locais, que rapidamente acionaram os bombeiros em busca de ajuda.
Com prontidão e habilidade, as equipes de resgate chegaram ao local equipadas com o necessário para enfrentar a situação. Utilizando técnicas especializadas e contando com o suporte de uma retroescavadeira para garantir a segurança da operação, os bombeiros trabalharam meticulosamente para libertar o cavalo.
A operação, que exigiu coordenação e precisão, foi acompanhada de perto pelos moradores do povoado, que se reuniram para testemunhar o desfecho do resgate. Após um esforço conjunto, o cavalo foi finalmente retirado da fossa, ileso, para grande alívio de todos os presentes.
Diogo, o proprietário do cavalo, expressou sua profunda gratidão aos bombeiros pelo resgate bem-sucedido de seu fiel companheiro. O episódio serviu como mais uma demonstração do compromisso e da dedicação das equipes de resgate em servir à comunidade, mesmo diante das situações mais desafiadoras.
Antes, acreditava-se que apenas humanos e primatas fossem capazes de realizar gestos mais avançados
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Uma descoberta surpreendente na Universidade de Tóquio, no Japão, revelou um novo capítulo na comunicação entre animais. Um estudo liderado pelo professor Toshitaka Suzuki e seu colega Norimasa Sugita revelou que os pequenos pássaros, conhecidos como chapins japoneses (Parus minor), usam gestos gentis e educados para se comunicarem enquanto chegam ao ninho acompanhados.
Ao contrário do que se pensava anteriormente, de que apenas humanos e grandes primatas usavam gestos simbólicos, como apontar ou acenar, essa nova pesquisa sugere que até mesmo aves selvagens têm habilidades surpreendentes de comunicação não verbal.
A observação dos pesquisadores revelou que quando um par de chapins japoneses chega ao ninho com comida, um deles frequentemente agita as asas em direção ao outro, como se estivesse dizendo “você primeiro”. Essa descoberta desafia as noções anteriores sobre a comunicação gestual em animais e amplia nosso entendimento sobre a linguagem visual entre as espécies.
A pesquisa, que durou mais de 17 anos, revelou que essas aves não apenas usam vocalizações específicas para se comunicar, mas também combinam gestos físicos de maneira surpreendente.
Para os pesquisadores, essa descoberta é um grande avanço na compreensão da comunicação animal e sugere que a capacidade de usar gestos simbólicos pode ser mais comum no reino animal do que se pensava anteriormente.
Essa nova forma de comunicação entre os chapins japoneses não só revela a complexidade das interações sociais entre as aves, mas também destaca a importância de continuar explorando e aprendendo sobre o mundo incrível dos animais ao nosso redor.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Um estudo liderado pela Universidade de Exeter, no Reino Unido, lançou luz sobre as ameaças que os microplásticos representam para a vida marinha, desafiando conceitos anteriores e ressaltando a urgência de soluções abrangentes para combater essa forma de poluição.
Os microplásticos, minúsculos fragmentos plásticos menores que 5 milímetros, são resultantes da degradação de plásticos maiores e da produção deliberada para uso em cosméticos e produtos industriais. Diferentemente dos materiais naturais, esses plásticos não se decompõem; em vez disso, eles se fragmentam em pedaços cada vez menores, representando uma ameaça persistente para os ecossistemas marinhos.
Surpreendentemente, o estudo revelou que não são apenas os organismos filtradores que estão em risco pela ingestão de microplásticos, como se acreditava anteriormente. Na verdade, são os predadores, onívoros e necrófagos dos oceanos que enfrentam maior perigo. Caranguejos, estrelas-do-mar, pepinos-do-mar e até lulas são mais propensos a conter microplásticos em seus sistemas. Essa descoberta desafia conceitos prévios sobre os mecanismos de ingestão e expulsão dessas substâncias.
Além disso, o estudo ressalta a importância da localização na determinação do risco de exposição aos microplásticos. Regiões altamente poluídas, como o Mediterrâneo e o Mar Amarelo, apresentam níveis alarmantes de ingestão de plástico por parte dos animais marinhos. Essa variação geográfica nos níveis de poluição oferece novos insights sobre a distribuição global e os impactos dos resíduos plásticos nos oceanos.
As implicações dessas descobertas vão além da saúde das espécies marinhas. Criaturas do leito marinho desempenham um papel vital na reciclagem de nutrientes e na sustentação da teia alimentar marinha. A ingestão de microplásticos por esses organismos pode ter efeitos cascata no ecossistema, afetando a saúde geral do oceano.
Para resolver esse problema complexo, é necessária uma abordagem multifacetada. A professora Tamara Galloway, da Universidade de Exeter, destaca a urgência de reduzir drasticamente a produção de plástico, especialmente os plásticos de uso único. Embora ações individuais, como a adoção de itens reutilizáveis, sejam importantes, mudanças sistêmicas e melhorias na infraestrutura de gerenciamento de resíduos são cruciais para conter a maré de poluição plástica nos oceanos.
As descobertas do estudo, publicadas na revista Nature Communications, servem como um chamado à ação. Elas destacam a complexidade da questão da poluição por microplásticos e a importância contínua da pesquisa e do desenvolvimento de políticas para proteger os oceanos e a diversidade de vida marinha que eles sustentam.
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Um marco na saúde animal do estado, o primeiro Hospital Veterinário da Bahia foi oficialmente inaugurado nesta 2ª feira (25/mar) no bairro de Canabrava, em Salvador. Esta iniciativa pioneira conta com 70 leitos e está dedicada ao atendimento de cães e gatos domésticos.
Segundo informações da prefeitura, o hospital estará aberto para receber animais de estimação de tutores independentes e organizações não governamentais. Diariamente, serão disponibilizadas 40 fichas de atendimento, seguindo a ordem de chegada dos pacientes.
Confira os horários de funcionamento:
Atendimento para animais internados: 24 horas por dia;
Atendimento eletivo: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h; aos sábados, das 8h às 12h, para consultas de retorno.
O hospital conta com uma equipe especializada em diversas áreas da medicina veterinária, incluindo ortopedia, oftalmologia e trato reprodutivo. Além disso, oferecerá uma gama de exames de média e alta complexidade, como Raio-X, ultrassom e hemograma.
Outro destaque é a presença de um posto para vacinação antirrábica e a disponibilidade de teleconsulta entre o médico veterinário e o tutor do animal.
A gestão do HPVet ficará a cargo da Diretoria de Proteção Animal de Salvador, que integra a Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis). Este é um grande avanço para a saúde e o bem-estar dos animais na capital baiana, demonstrando o compromisso com a causa animal.
Estudo se concentra em espécies da fauna brasileiras em extinção
Caso de Política com informações da EBC – Em uma iniciativa pioneira, pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (USP) estão dando passos significativos na proteção da vida selvagem brasileira através do uso de tecnologia avançada. Seu foco está em desenvolver sistemas de inteligência artificial (IA) capazes de identificar e alertar sobre a presença de animais vulneráveis em nossas rodovias, visando reduzir os trágicos acidentes que frequentemente resultam em suas mortes.
O estudo liderado pelo renomado pesquisador Gabriel Souto Ferrante visa não apenas mitigar os impactos negativos das colisões entre veículos e animais, mas também preservar espécies em risco de extinção. A visão é ambiciosa: instalar dispositivos de detecção ao longo das estradas, conectados a sistemas de processamento em tempo real, capazes de identificar e alertar sobre a presença de animais na pista.
“Imagine um futuro onde a tecnologia não apenas nos conecta, mas também nos conecta com a vida selvagem, nos alertando sobre sua presença e nos dando a oportunidade de agir para protegê-la”, visualiza Ferrante.
O cerne da pesquisa reside na capacidade de os algoritmos de visão computacional reconhecerem e classificarem corretamente os animais, mesmo em condições adversas. Para alcançar esse objetivo, os pesquisadores criaram um vasto conjunto de dados contendo amostras de diferentes espécies, fornecendo aos modelos de IA uma base sólida para seu aprendizado.
“No entanto, nossa jornada está longe de ser fácil”, admite Ferrante. “Enfrentamos desafios técnicos significativos, como a necessidade de lidar com condições climáticas adversas, visibilidade reduzida e imagens de baixa qualidade. Mas é exatamente esse tipo de desafio que nos impulsiona a inovar e superar obstáculos.”
Além das dificuldades técnicas, questões financeiras também estão em jogo. A implementação em larga escala desses sistemas requer investimentos significativos em equipamentos de ponta, algo que nem sempre está disponível nas estruturas existentes das rodovias brasileiras.
No entanto, os números falam por si só. Dados recentes da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) revelam uma triste realidade: mais de 6,3 mil animais silvestres foram vítimas de atropelamento em 2023 apenas nas rodovias concedidas do estado. E não é apenas uma questão de números, mas também de biodiversidade. Espécies emblemáticas, como tamanduás, capivaras e quatis, estão entre as mais afetadas, deixando um rastro de perda e devastação.
Ainda assim, há esperança. Os esforços incansáveis dos pesquisadores, aliados ao potencial transformador da tecnologia, oferecem uma luz no fim do túnel. Um futuro onde as estradas não representam uma ameaça à vida selvagem, mas sim um corredor seguro onde humanos e animais podem coexistir harmoniosamente. Esse é o sonho que impulsiona cada linha de código, cada experimento de laboratório, na busca pela proteção da nossa fauna e da nossa natureza.
Vicentinho disse que não terá apenas de produtos de origem animal em sua dieta, mas também de bebidas alcoólicas, refrigerantes e tabaco
O deputado federal Vicentinho, representante do Partido dos Trabalhadores (PT), anunciou recentemente sua decisão de adotar o veganismo como parte de seu estilo de vida. Essa iniciativa, louvável e alinhada aos valores de sustentabilidade e respeito aos animais, destaca os benefícios do veganismo não apenas para a saúde individual, mas também para o meio ambiente.
Ao fazer o anúncio, Vicentinho ressaltou sua escolha de abrir mão não apenas de produtos de origem animal em sua dieta, mas também de bebidas alcoólicas, refrigerantes e tabaco. Essa abordagem abrangente reflete um compromisso sólido com um estilo de vida mais ético, consciente e sustentável.
O veganismo, uma prática alimentar que exclui o consumo de produtos de origem animal, tem sido reconhecido por seus impactos positivos na saúde humana e no meio ambiente. A decisão do deputado Vicentinho de abraçar essa filosofia de vida não apenas promove sua própria saúde, mas também destaca sua consciência ambiental.
Os benefícios do veganismo incluem a redução do risco de doenças crônicas, melhorias no sistema digestivo e cardiovascular, além de um impacto positivo na saúde da pele. Além disso, essa escolha contribui para a preservação do meio ambiente, reduzindo a pegada de carbono e a pressão sobre os recursos naturais.
A atitude do deputado federal Vicentinho vai ao encontro das crescentes preocupações globais com a sustentabilidade e a ética alimentar. Sua decisão não apenas demonstra liderança, mas também incentiva a conscientização sobre as escolhas individuais e seu impacto coletivo.
A sociedade contemporânea está cada vez mais atenta às práticas alimentares que não apenas promovem a saúde, mas também respeitam o meio ambiente e os direitos animais. A decisão do deputado Vicentinho contribui para essa conscientização e destaca a importância de líderes políticos adotarem práticas sustentáveis.
Em um momento em que questões ambientais ocupam um lugar central nas discussões globais, a atitude do deputado federal Vicentinho é um exemplo positivo de como os indivíduos, inclusive aqueles em posições de influência, podem fazer escolhas conscientes em prol de um futuro mais saudável e sustentável para todos. A sociedade espera que iniciativas como essa inspirem outros líderes e cidadãos a considerarem práticas mais éticas e sustentáveis em suas vidas cotidianas.