Eduardo Bolsonaro se licencia para “lutar pela democracia” nos EUA e levanta questionamentos

Autodenominado patriota, filho “03” de Bolsonaro mira sanções econômicas contra o país enquanto levanta críticas diante de histórico de declarações antidemocráticas e exaltação a torturador

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deferiu o pedido de licença apresentado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), oficializando o afastamento do parlamentar. O filho “03” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) alegou que permaneceria nos Estados Unidos para “focar em buscar as justas punições que Alexandre de Moraes e a sua gestapo da Polícia Federal”.

O ofício de Eduardo Bolsonaro continha dois pedidos:

  • Licença para tratamento de saúde: Dois dias, a partir de quinta-feira (20/3), para abonar falta na sessão que aprovou o Orçamento de 2025.
  • Licença de 120 dias: A partir deste sábado (22/3), por tempo indeterminado.

Motta deferiu ambos os pedidos e determinou a convocação do suplente, Missionário José Olímpio (PL-SP), que assumirá a cadeira durante a ausência do filho “03”. No site da Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro já consta como “não está em exercício”.

Portal da Câmara dos Deputado já registra Eduardo Bolsonaro como: “NÃO ESTÁ EM EXERCÍCIO”

A decisão de Eduardo Bolsonaro de permanecer nos Estados Unidos e se licenciar do mandato foi comunicada na última terça-feira (18/3). Em pronunciamento, o parlamentar afirmou que a medida seria uma forma de “focar em buscar as justas punições que Alexandre de Moraes e a sua gestapo da Polícia Federal”.

Jair Bolsonaro também se manifestou sobre a decisão do filho, afirmando que Eduardo estaria nos Estados Unidos para buscar maneiras “para que o país retorne à sua normalidade democrática”. O ex-presidente alegou que “apenas internamente não temos como sair dessa situação que nos encontramos, em que uma pessoa manda em tudo”, em referência a Alexandre de Moraes.

“E ele tem essa preocupação de continuar lutando pela liberdade pelo seu país lá fora. No meu entender, ele pode nos ajudar muito mais lá do que aqui dentro”, completou Jair Bolsonaro.

Contudo, a alegação de que Eduardo Bolsonaro estaria “lutando pela democracia” gera questionamentos e críticas, considerando o histórico do parlamentar, que já defendeu publicamente a volta do AI-5, afirmou que para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF) bastaria “um cabo e um soldado”, e tem como ídolo o reconhecido torturador da ditadura militar, Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Ademais, nos Estados Unidos, o autodenominado patriota Eduardo Bolsonaro tem sinalizado que pretende intensificar uma campanha contra o ministro Alexandre de Moraes, chegando a defender abertamente a aplicação de sanções econômicas contra o Brasil.

Olho: Afastamento de Eduardo Bolsonaro para “lutar pela democracia” nos EUA levanta críticas diante de seu histórico autoritário e exaltação a figuras controversas, além de deflagrar campanha por sanções econômicas contra o próprio país.

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Hospital do Oeste recebe doações do Conjunto Penal de Barreiras e pode ampliar parceria

Unidade prisional doa hortaliças e livros para o hospital e estuda ampliar ações para confecção de enxovais e manutenção de móveis

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Hospital do Oeste (HO) recebeu, na última terça-feira (18), uma doação de 400 kg de hortaliças cultivadas no Conjunto Penal de Barreiras. Além dos alimentos, que serão destinados à alimentação de pacientes, acompanhantes e funcionários da unidade, foram entregues 160 livros para a biblioteca do hospital. A ação, realizada pela administração do presídio, reforça a proposta de reintegração social dos internos por meio do trabalho e da solidariedade.

A entrega contou com a presença do diretor do Conjunto Penal, André Guedes, acompanhado da coordenadora de saúde da unidade, Anísia Katayama; do gerente operacional, Rodrigo Mateus; da responsável técnica, Liliane Batista; e do gerente administrativo, Glauber Izidro. Segundo Guedes, a iniciativa fortalece a conexão entre os internos e a comunidade, criando oportunidades para novas colaborações.

“Buscamos promover a reinserção social dos reeducandos com atividades produtivas. A produção agrícola dentro do complexo prisional já beneficia diversas instituições, e, com essa parceria com o HO, pretendemos expandir nossas ações, como a confecção de roupas de enxoval hospitalar, reparos em uniformes e manutenção de móveis, como o estofamento de poltronas”, destacou o diretor da unidade prisional.

Para a líder geral do HO, Marina Barbizan, a contribuição vai além dos materiais entregues, representando um impacto positivo tanto para os beneficiados diretos quanto para os internos envolvidos no projeto.

“Em nome de nossos pacientes e colaboradores, agradecemos pelas doações e pelo comprometimento social do Conjunto Penal de Barreiras. Ações como essa demonstram que a ressocialização pode ser efetiva e gerar benefícios concretos para a sociedade”, afirmou.

O hospital e a unidade prisional estudam ampliar a parceria para novas iniciativas que contribuam para a ressocialização dos internos e o suporte à unidade de saúde.

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PF prende brasileiro que planejava ataque terrorista e exaltava grupos extremistas

Homem detido em Porto Alegre mantinha arsenal e contatos com radicais no exterior

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta sexta-feira (21), um brasileiro identificado como Daniel Andrade, acusado de planejar um atentado terrorista no país. Ele foi alvo da Operação Mujahidin, realizada em parceria com a Brigada Militar do Rio Grande do Sul e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Segundo as investigações, Daniel estava em fase avançada de radicalização e mantinha contato com grupos extremistas no exterior.

De acordo com o relatório final da PF enviado à Justiça Federal, o suspeito compartilhava nas redes sociais imagens e símbolos de organizações como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico. Ele também fazia apologia ao nazismo e incitava o extermínio da comunidade judaica. Além disso, realizava pesquisas sobre a fabricação de explosivos e o uso de equipamentos militares para a execução de ataques violentos.

Apreensão de arsenal e ideologia extremista

Durante a operação, os agentes encontraram na residência de Daniel um vasto arsenal, composto por facas, machadinhas, bastões, soqueiras, simulacros de armas de fogo, armas de pressão e airsoft, colete balístico, munições, gás de pimenta e material incendiário. Além dos equipamentos, foram apreendidos livros, camisetas, bandeiras e vídeos de exaltação a grupos terroristas, além de material vinculado à supremacia branca e ao nazismo.

As autoridades classificaram o caso como de “alta periculosidade”, destacando que o investigado estava em processo acelerado de doutrinação e recrutamento.

“Ele estava aprendendo diretamente com extremistas e se preparando para possíveis atentados, o que exigiu uma ação rápida para mitigar riscos à população”, afirmou um investigador ligado ao caso.

Investigação sob sigilo e possíveis acusações

A PF mantém o inquérito sob sigilo e trabalha para identificar possíveis cúmplices ou conexões dentro e fora do Brasil. Daniel pode responder por crimes como terrorismo, incitação ao ódio, apologia ao nazismo e posse de armamento restrito.

A operação ressalta a crescente vigilância das forças de segurança sobre ameaças internas e reforça a cooperação entre órgãos nacionais e internacionais no combate ao terrorismo.

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Justiça mantém suspensão de empréstimo de R$ 60 milhões e aprofunda análise após questionamento de vereadoras

Decisão judicial impede a contratação de R$ 60 milhões após Ação Popular de vereadoras apontar possíveis irregularidades na aprovação da lei e riscos financeiros para o município

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em meio a um cenário de dívida municipal alarmante e investigações sobre a gestão de recursos, a Justiça manteve a suspensão do empréstimo de R$ 60 milhões. A decisão atende a uma Ação Popular movida pelas vereadoras Carmélia da Mata (PP) e Beza (PSB), que questionam a legalidade da operação e alertam para os riscos financeiros que ela impõe ao município.

O impasse transformou-se no epicentro de um intenso debate sobre a gestão das finanças públicas. O juiz Maurício Alvares Barra, da 1ª Vara da Fazenda Pública, manteve a suspensão da contratação do empréstimo, recurso considerado essencial para a finalização de obras. A decisão proferida em 20 de março de 2025, foi uma resposta ao recurso da Prefeitura de Barreiras, que tentava a liberação do financiamento.

A suspensão judicial reflete preocupações levantadas pelas parlamentares que ingressaram com uma Ação Popular para contestar a legalidade da Lei Municipal nº 1.612/2024. A lei, aprovada na gestão do ex-prefeito Zito Barbosa e sob a presidência de Alcione Rodrigues na Câmara Municipal que autorizava a operação de crédito.

As parlamentares denunciam vícios formais na aprovação da legislação e apontam o risco de agravamento do endividamento municipal, que já atinge níveis alarmantes.

Clique aqui e acesse a decisão judicial

O debate sobre a situação financeira de Barreiras intensificou-se com a divulgação de dados que revelam um aumento expressivo da dívida municipal durante os mandatos de Zito Barbosa:

De acordo com o Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Sinconfi), a dívida consolidada do município saltou de R$ 151.710.000,00 em 2017 para R$ 633.110.000,00 ao final de 2023.

Já um levantamento da assessoria da vereadora Carmélia da Mata indicou que a dívida consolidada fechou 2023 em R$ 920.861.980,57, enquanto a receita foi de R$ 828.034.549,56.

Segundo o Ministério Público, essa situação coloca o município à beira de uma crise financeira.

Críticas ao Empréstimo

As vereadoras alegam que o novo empréstimo comprometeria ainda mais as finanças do município. Para ilustrar a gravidade da situação, o economista George Lélis comparou a realidade fiscal de Barreiras à de uma família endividada, destacando que a receita já está altamente comprometida.

O Procurador-Geral de Justiça, Aquiles Siquara Filho, ao analisar um agravo contra o empréstimo, alertou para “indícios robustos de perigo de dano ao patrimônio público” e para o risco de o município não conseguir honrar seus compromissos financeiros.

As vereadoras Carmélia da Mata e Beza também criticam a celeridade e falta de transparência na aprovação do empréstimo pela Câmara de Vereadores. Carmélia teme que a crise financeira se agrave ainda mais, afetando até mesmo o pagamento dos servidores municipais.

Diante do impasse, a Justiça determinou a realização de uma perícia contábil para analisar a capacidade financeira do município e a legalidade do empréstimo. Enquanto isso, a conclusão do Hospital Municipal e outros eventuais serviços permanecem incertos, impactando a população de Barreiras, que aguarda ansiosamente melhorias nos serviços de saúde.

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ANEEL falta a audiência pública e Coelba é alvo de críticas na Bahia

Deputados baianos questionam ausência da agência reguladora em audiência sobre falhas da Coelba, acusando-a de desrespeito com a população e de omissão na fiscalização dos serviços da concessionária

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A ausência da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em uma audiência pública crucial sobre os serviços da Coelba na região oeste da Bahia provocou uma onda de indignação na Assembleia Legislativa do estado (AL-BA) nesta quinta-feira (20). Parlamentares, produtores rurais e representantes da sociedade civil criticaram duramente a concessionária do Grupo Neoenergia pelas falhas no fornecimento de energia, que prejudicam o desenvolvimento econômico e geram insegurança energética na região.

A presidente da AL-BA, deputada Ivana Bastos (PSD), anunciou que a Casa emitirá uma moção de repúdio contra a ANEEL, classificando a ausência como uma “falta de respeito com 15 milhões de baianos”.

O deputado Robinson Almeida (PT), proponente da audiência, ecoou as críticas, acusando a agência de se omitir de seu dever de fiscalizar e garantir o cumprimento das obrigações da Coelba.

“A ausência da ANEEL nesta audiência pública é um desrespeito não apenas a esta Casa, mas a todos os baianos que sofrem diariamente com a precariedade dos serviços da Coelba”, afirmou Robinson Almeida.

Durante o debate, representantes da Coelba apresentaram investimentos realizados nos últimos 12 meses e planos para o futuro, incluindo a implantação de novos postes, redes e subestações. No entanto, as explicações não foram suficientes para conter as críticas sobre os prejuízos causados pela má qualidade do fornecimento elétrico.

Produtores rurais do oeste baiano relataram perdas significativas devido às oscilações e quedas de energia, que afetam a irrigação, danificam equipamentos e comprometem as safras. João Jacobsen Filho, produtor de milho, soja e algodão, cobrou uma fiscalização mais rigorosa da ANEEL sobre os serviços da Coelba.

A audiência contou com a participação de diversas autoridades e representantes do setor produtivo, que reforçaram a necessidade de melhorias urgentes no fornecimento de energia para impulsionar o desenvolvimento da região.

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STF julga Carla Zambelli por porte ilegal de arma e constrangimento

Deputada sacou pistola e perseguiu apoiador de Lula em SP

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta sexta-feira (21/3) o julgamento da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com uso de arma. O caso será analisado no plenário virtual da Corte, com prazo para a inserção dos votos dos ministros até 23h59 do dia 28 de março.

A ação penal contra Zambelli foi aberta em agosto de 2023, após denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). O episódio ocorreu em outubro de 2022, quando a parlamentar perseguiu, com arma em punho, o jornalista Luan Araújo, identificado como apoiador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O incidente aconteceu nas ruas do bairro dos Jardins, em São Paulo.

No modelo de plenário virtual, os 11 ministros registram seus votos no sistema eletrônico, sem necessidade de deliberação presencial. A defesa da deputada tentou recorrer contra a abertura do processo, mas os ministros do STF negaram o pedido e mantiveram a parlamentar como ré. O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, votou contra o recurso, sendo acompanhado pelos demais integrantes da Corte.

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Deputado pernambucano detalha negócios de Eduardo Bolsonaro nos EUA e desmente “exílio”

Em postagem no X, parlamentar expõe a holding de Eduardo Bolsonaro no Texas e questiona motivações por trás da mudança do filho do ex-presidente Bolsonaro para os Estados Unidos. Reportagem da Agência Pública levanta suspeitas de lavagem de dinheiro

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O deputado federal Pedro Campos (PSB-PE) utilizou sua conta na plataforma X (antigo Twitter) para lançar luz sobre os negócios de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, desmentindo a alegação de “exílio” frequentemente associada à mudança do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro para Arlington, no Texas.

Em uma série de tweets, Campos detalhou a fundação da Braz Global Holding por Eduardo Bolsonaro em março de 2023, na cidade texana. A holding, descrita pelo deputado como um “guarda-chuva de negócios”, teve uma breve associação com a importadora e exportadora de carnes Omni World Trades, posteriormente desfeita após investigação da Agência Pública.

Um dos pontos de destaque da análise de Campos é a composição societária da Braz Global Holding. Entre os três sócios, encontra-se André Porciuncula Esteves, que ocupou o cargo de Secretário de Fomento e Incentivos da Cultura durante o governo de Jair Bolsonaro. A secretaria era responsável pela gestão da Lei Rouanet, que, segundo Campos, experimentou um “salto gigantesco” de 600 milhões em captação anual durante a gestão de Esteves, apesar das críticas de Bolsonaro ao mecanismo.

Adicionalmente, Campos faz referência à reportagem da Agência Pública, divulgada em agosto de 2023, intitulada “As conexões de Eduardo Bolsonaro com uma empresa misteriosa nos EUA”. A reportagem aponta “indícios clássicos de lavagem de dinheiro” nas operações da empresa, levantando questionamentos sobre a origem e a destinação dos recursos envolvidos.

O deputado Pedro Campos ressalta que Eduardo Bolsonaro tem o direito de empreender e escolher onde residir, mas critica o que considera uma tentativa de “difamar o Brasil para esconder seus interesses pessoais”.

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Após fuga de Eduardo Bolsonaro, Hugo Motta diz que “não há exilados políticos no Brasil”

Em sessão solene pelos 40 anos da redemocratização, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirma que o país superou as perseguições políticas, um dia após Eduardo Bolsonaro anunciar sua permanência nos EUA, alegando “ditadura do judiciário”

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de que não existem mais perseguições políticas ou exilados no Brasil, gerou controvérsia nesta quarta-feira (19). A fala ocorreu durante uma sessão solene em comemoração aos 40 anos da redemocratização, marcados pela posse de José Sarney, o primeiro presidente civil após o fim da ditadura militar. A afirmação ganhou destaque por vir um dia após o anúncio do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de que não retornará ao Brasil, alegando perseguição judicial.

“Nos últimos 40 anos, não vivemos mais as mazelas do período em que o Brasil não era democrático, não tivemos jornais censurados, nem vozes caladas à força, não tivemos perseguições políticas, nem presos, nem exilados políticos. Não tivemos crimes de opinião ou usurpação de garantias constitucionais. Não mais, nunca mais”, declarou Motta.

Veja a fala de Hugo Motta:

A declaração de Motta contrasta com a justificativa apresentada por Eduardo Bolsonaro para permanecer nos Estados Unidos. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro alegou ser alvo de uma “ditadura do judiciário” e temer a apreensão de seu passaporte pelo Supremo Tribunal Federal (STF), caso retornasse ao país.

Eduardo afirmou, em vídeo divulgado em seu canal no YouTube, que teme ser preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes, relator de uma ação que o acusa de cometer crime contra a soberania nacional ao criticar o Judiciário brasileiro no exterior.

“Nunca imaginei que eu faria uma mala de 7 dias para não mais voltar para casa (…). Meu trabalho é muito mais importante aqui nos Estados Unidos do que no Brasil”, disse o deputado.

O parlamentar bolsonarista ainda declarou que não pretende se submeter ao que chamou de “regime de exceção” e que seguirá nos EUA para buscar “sanções aos violadores de direitos humanos”. Citando o guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, Eduardo afirmou que “não se combate uma ditadura estando dentro dela”.

“Não irei me acovardar, não irei me submeter ao regime de exceção e aos seus truques sujos. Da mesma forma que assumi o mandato parlamentar para representar minha nação, eu abdico temporariamente dele, para seguir representando esses irmãos de pátria que me incumbiram dessa nobre missão”, declarou.

A decisão de Eduardo Bolsonaro de permanecer no exterior e suas alegações de perseguição política reacenderam o debate sobre a liberdade de expressão e a atuação do Judiciário no Brasil. A fala de Hugo Motta, ao afirmar que o país superou as perseguições políticas, intensifica a divergência de narrativas sobre o cenário político atual.

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Eleições 2024: Zito e atuais gestores de Barreiras são investigados por suposto abuso de poder político

 

Audiência de instrução apura suposto uso da máquina pública para favorecer candidaturas nas eleições municipais, colocando em risco os mandatos do atual prefeito e vice

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Justiça Eleitoral realizou, nesta terça-feira, 18 de março de 2025, a Audiência de Instrução do processo nº 0600390-18.2024.6.05.0070, que investiga o ex-prefeito de Barreiras, Zito Barbosa e os atuais prefeito e vice-prefeito do município, Otoniel Teixeira e Túlio Viana, respectivamente, por suposto abuso de poder político nas eleições municipais de 2024.

A ação judicial busca apurar se houve utilização da máquina pública para beneficiar as candidaturas de Otoniel Teixeira e Túlio Viana, sucessores de Zito Barbosa. Uma liminar já havia sido concedida pela Justiça e mantida pela segunda instância para suspender as supostas irregularidades.

Segundo a investigação, Zito Barbosa, então prefeito de Barreiras, teria intensificado a entrega de registros imobiliários durante o período eleitoral, inclusive de títulos que já estavam prontos há mais tempo, concentrando as entregas em eventos com forte apelo promocional e discursos do então gestor. A Justiça apura se essa distribuição massiva de benefícios em ano eleitoral, somada ao uso promocional dos atos, configurou abuso de poder político.

Outro ponto investigado é o aumento expressivo da dotação orçamentária destinada ao programa “Morar Legal” no ano da eleição. Enquanto em 2022 e 2023 o orçamento para o programa foi de aproximadamente R$ 100 mil por ano, em 2024 saltou para R$ 486 mil.

A Justiça Eleitoral busca determinar se as condutas dos investigados configuraram abuso dos poderes inerentes aos seus cargos, com o objetivo de promover atos de promoção pessoal durante o pleito eleitoral e vincular esses atos às candidaturas de Otoniel Teixeira e Túlio Viana.

A acusação alega que os investigados, de forma velada, promoveram ações que comprometeram o equilíbrio das campanhas eleitorais, o que é proibido pela legislação.

A audiência de instrução, que durou mais de seis horas, ouviu diversas testemunhas. Ao final, o juiz eleitoral da 70ª Zona Eleitoral, Dr. Gabriel de Moraes Gomes, solicitou novas diligências para esclarecer o caso, intimando o município de Barreiras e o cartório de registro de imóveis a apresentarem documentos.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) ainda não foi concluída, e o futuro político de Barreiras permanece incerto. Caso seja comprovado o abuso de poder político, Otoniel Teixeira e Túlio Viana podem perder seus mandatos eletivos, e todos os investigados, incluindo Zito Barbosa, podem se tornar inelegíveis.

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Eduardo Bolsonaro em “exílio”? Deputado evoca ditadura para justificar fuga, mas passado o condena

Filho de Bolsonaro alega perseguição política e pede asilo nos EUA, mas histórico de apologia à ditadura militar e desprezo por vítimas da tortura escancara a hipocrisia do discurso

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PL-SP, protagoniza mais um capítulo da saga familiar ao anunciar um “exílio” nos Estados Unidos, alegando perseguição política e ausência de democracia no Brasil. O pedido de asilo, no entanto, soa como uma piada macabra para as vítimas da ditadura militar, regime elogiado reiteradamente pelo clã Bolsonaro.

“Não tenho voo de volta para o Brasil. Devo fazer o pedido de asilo político ao governo dos Estados Unidos”, declarou Eduardo, em entrevista à CNN Brasil.

A alegação de perseguição política esbarra no histórico de Eduardo, que já defendeu abertamente o AI-5, o ato institucional mais brutal da ditadura, e ironizou a possibilidade de fechar o Supremo Tribunal Federal (STF) com “um soldado e um cabo”. A fala destoa da realidade de 173 deputados cassados pelo regime militar, alguns torturados e mortos, como Rubens Paiva, sequestrado e assassinado nos porões da ditadura.

O próprio Eduardo Bolsonaro já desdenhou das vítimas da ditadura, criticando o filme “Ainda Estou Aqui”, vencedor do Oscar, que retrata a luta de Eunice Paiva pelo reconhecimento da morte de seu marido. O deputado chamou o diretor do filme de “psicopata cínico” e negou a existência de uma “ditadura”.

O histórico familiar também pesa contra Eduardo. Seu pai, Jair Bolsonaro, dedicou o voto no impeachment de Dilma Rousseff ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, o “pavor de Dilma Rousseff”, segundo o então deputado.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de negar o pedido de apreensão do passaporte de Eduardo Bolsonaro, a pedido da Procuradoria-Geral da República, expôs a fragilidade do argumento do deputado, que tentava se vitimizar para justificar sua ausência do país.

Enquanto Eduardo se refugia nos EUA, Jair Bolsonaro amarga a retenção de seu passaporte no Brasil, em decorrência das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado. Ambos, no entanto, contam com o apoio de aliados e simpatizantes, que insistem em defender a narrativa da perseguição política.

A farsa do “exílio” de Eduardo Bolsonaro escancara a hipocrisia de um discurso que evoca a ditadura para justificar a fuga, mas ignora o sofrimento das vítimas e glorifica os algozes. O passado, como sempre, condena.

Veja a lista dos deputados cassados na ditadura militar de 1964:

Abelardo de Araujo Jurema (PSD-PB), Abrahão Fidelis de Moura (PSP-AL), Adahil Barreto Cavalcanti (PTB-CE), Adão Manoel Pereira Nunes (PSP-RJ), Alberto Guerreiro Ramos (Coligação PTB-PSB-GB), Aldemar Carvalho (MDB-PE), Alencar Furtado (MDB-PR), Almino Affonso (PTB-AM), Almir Turisco de Araújo (MDB-GO), Aloysio Nonô (ARENA-AL), Aluizio Alves (ARENA-RN), Amaury Müller (MDB-RS), Américo Silva (PTB-PA), Anacleto Campanella (MDB-SP), Andrade Lima Filho (MDB-PE), Antonio Adib Chamas (PSP-SP), Antonio Carlos Pereira Pinto (MDB-RJ), Antônio Francisco de Almeida Magalhães (MDB-GO), Antonio Garcia Filho (PTB-GB), Armando Temperani Pereira (PTB-RS), Armindo Marcílio Doutel de Andrade (PTB-SC), Arnaldo Cerdeira (ARENA-SP), Arthur Lima Cavalcanti (PTB-PE), Atlas Catanhede (ARENA-RR), Benedito Cerqueira (PTB-GB), Bezerra Leite (ARENA-PE), Breno da Silveira (MDB-GB), Camilo Silva Montenegro Duarte (ARENA-PA), Celestino Filho (MDB-GO), Celso Amaral (ARENA-SP), Celso Passos (MDB-MG), Cesar Prieto (PTB-RS), Chagas Rodrigues (MDB-PI), Chico Pinto (MDB-BA), Cid Rojas Américo de Carvalho (MDB-MA), Clay Hardmann de Araujo (PTB-RS), Clodomir Leite (MDB-PE), Clovis Ferro Costa (UDN-PA), Cunha Bueno (ARENA-SP), David José Lerer (MDB-SP), Demistóclides Batista (Coligação MTR-PSB-PST-RJ), Doin Vieira (MDB-SC), Dorival de Abreu (MDB-SP), Edésio Nunes (MDB-RJ), Eloy Ângelo Coutinho Dutra (Coligação PTB-PSB-GB), Emerenciano de Barros (MDB-SP), Epaminondas dos Santos (PTB-GB), Erivan França (ARENA-RN), Ewaldo Pinto (MDB-SP), Expedito Machado da Ponte (PSD-CE), Feliciano de Figueiredo (MDB-MT), Felix Valois de Araujo (PTB-RR), Fernando de Santanna (PCB-BA), Flores Soares (ARENA-RS), Floriano Maia D’Avila (PTB-RS), Floriceno Paixão (MDB-RS), Francisco Julião Arruda de Paula (PSB-PE), Gastão Pedreira (MDB-BA), Gastone Righi Cuoghi (MDB-SP), Getúlio Moura (MDB-RJ), Gilberto Azevedo (ARENA-PA), Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo (PTB-RR), Glenio Martins (MDB-RJ), Hary Normanton (ARENA-SP), Hélio Gueiros (MDB-PA), Hélio Navarro (MDB-SP), Hélio Vitor Ramos (PSD-BA), Henrique Cordeiro Oest (PSP-AL), Henrique Henkin (MDB-RS), Hermano Alves (MDB-GB), Humberto El-Jaick (PTB-RJ), Israel Dias Novaes (ARENA-SP), Ivete Vargas (MDB-SP), Jaime Câmara (ARENA-GO), Jamil Amiden (MDB-GB), João Dória (PDC-BA), João Herculino (MDB-MG), João Machado Rollemberg Mendonça (ARENA-SE), João Simões (PSD-CE), Jorge Cury (MDB-RJ), José Antonio Rogê Ferreira (PTB-SP), José Aparecido de Oliveira (UDN-MG), José Bernardo Cabral (MDB-AM), José Carlos Guerra (ARENA-PE), José Colagrossi (MDB-GB), José Guimarães Neiva Moreira (PSP-MA), José João Abdalla (PSD-SP), José Lamartine Távora (PTB-PE), José Maria Magalhães (MDB-MG), José Maria Ribeiro (MDB-RJ), José Palhano de Sabóia (PTB-CE), José Pedroso (PSD-RJ), Júlia Steinbruch (MDB-RJ), Léo de Almeida Neves (MDB-PR), Leonel de Moura Brizola (PTB-GB), Lígia Moelmann Doutel de Andrade (MDB-SC), Luiz Fernando Bocayuva Cunha (PTB-RJ), Luiz Gonzaga de Paiva 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Alguns foram torturados e mortos, como Rubens Paiva, sequestrado e assassinado nos porões da ditadura.

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