MPBA entra em campo, no BAVI deste sábado, pra combater violência contra mulher

“Lute pelo fim da violência contra as mulheres”. Essa é mensagem que ganhará destaque no gramado da Arena Fonte Nova, em Salvador, minutos antes da partida entre Bahia e Vitória neste sábado, dia 1º, pelo campeonato baiano, às 16h. Faixas do projeto ‘Luto por Elas – homens pelo fim da violência contra as mulheres’, do Ministério Público do Estado da Bahia, serão estendidas no campo, na abertura do jogo. Segundo relatório de feminicídio 2023, da ONU Mulheres, 85 mil mulheres e meninas foram mortas intencionalmente naquele ano. Desse total, 60% dos feminicídios foram cometidos por parceiro íntimo ou outro membro da família. Isso equivale a 140 mulheres e meninas mortas todos os dias, sendo uma delas assassinada a cada 10 minutos.

O ‘Luto por Elas’ propõe a ampliação da conscientização sobre a violência doméstica e o feminicídio. Ele visa engajar homens como agentes de mudança do cenário de violência contra as mulheres e na luta pela igualdade e respeito a elas. Dados da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) apontam que houve aumento de 27,33% no número de denúncias de violência doméstica contra a mulher na Bahia, entre janeiro e julho de 2024, na comparação com 2023. São 27 vítimas por dia, ou uma a cada hora. Entre os meses de janeiro e novembro de 2024, o MPBA registrou 18.689 procedimentos investigatórios de casos de violência contra as mulheres e o Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres do MPBA (Nevid) solicitou 825 medidas protetivas de urgência para mulheres ameaçadas em Salvador.

A campanha chega ao campeonato baiano apoiada pela Federação Baiana de Futebol (FBF), pelos times do Bahia e do Vitória e times do interior, bem como pelo Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb). Ela será realizada durante os jogos do campeonato e contará, em algumas edições, com vídeos de jogadores e técnicos de futebol sendo apresentados em telões e redes sociais.

AÇÃO: Faixa e vídeo no telão com a mensagem ‘Lute pelo fim da violência contra as mulheres. #lutoporelas’ serão estendidas no campo, minutos antes do início da partida.

OBJETIVO: Chamar a atenção para importância do engajamento dos homens como agentes de mudança do cenário de violência contra as mulheres, por meio de mensagens impactantes no universo do futebol.

ONDE: Arena Fonte Nova, no jogo entre o Bahia e Vitória

PROJETO: O ‘Luto por Elas’ desenvolvido pelo MPBA promove ações de mobilização e engajamento na luta pelo fim da violência contra as mulheres.

Com a cassação de Carla Zambelli, mais três do PL podem cair abrindo vagas para o PSOL

Caso a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo seja confirmada pelo TSE, a cassação da deputada Carla Zambelli poderá desencadear uma série de mudanças no cenário político, afetando outros parlamentares e potencialmente alterando a composição da Câmara dos Deputados

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A cassação do mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL) pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), anunciada na última quinta-feira (30), por 5 votos a 2, pode ter repercussões significativas não apenas para ela, mas para outros parlamentares eleitos com base em seu coeficiente eleitoral. O tribunal considerou que Zambelli cometeu abuso de poder ao usar meios de comunicação para espalhar fake news durante as eleições de 2022. Caso a decisão seja confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seus votos serão anulados, o que pode resultar na perda de mandato de deputados que foram eleitos graças aos votos transferidos por sua popularidade.

Entre os parlamentares que correm o risco de perder seus mandatos estão os bolsonaristas Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PL), Paulo Bilynskyj (PL) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL). A redistribuição dos votos de Zambelli pode beneficiar outros partidos, com o PSOL, por exemplo, podendo ganhar as cadeiras que seriam originalmente destinadas aos candidatos do PL. A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), autora da ação que resultou na cassação de Zambelli, é vista como uma das principais beneficiadas nesse processo.

Diante da gravidade da situação, Zambelli tem se mobilizado para reverter a decisão. Em uma mensagem enviada a seus aliados por WhatsApp, a deputada classificou a decisão como um “julgamento político” e pediu que seus colegas postassem nas redes sociais para mostrar apoio a ela. “Foi um julgamento político e não jurídico no TRE-SP”, alegou, acusando a inclusão de fatos irrelevantes ao processo. Zambelli anunciou que recorrerá da decisão e alertou sobre as possíveis consequências de uma derrota final.

O cenário permanece incerto, com a expectativa agora voltada para o TSE, que terá a palavra final sobre o destino de Zambelli e o impacto dessa decisão nas eleições e composição política da Câmara dos Deputados.

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MPBA recomenda ações educativas para prevenção da gravidez na adolescência em municípios do Oeste da Bahia

Imagem da Internet

Órgão alerta para altos índices de gestação precoce, especialmente na zona rural, e orienta municípios a adotarem medidas para evitar evasão escolar

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) recomendou que as secretarias municipais de Educação e Assistência Social de Bom Jesus da Lapa, Sítio do Mato, Paratinga e Serra do Ramalho promovam ações educativas para a prevenção da gravidez na adolescência. A recomendação foi expedida pela promotora de Justiça Alana Dias Rosendo Vasconcelos e prevê a implementação dessas ações em toda a rede escolar e nos equipamentos da assistência social, envolvendo também as famílias e a comunidade no debate.

Segundo a promotora, a comarca de Bom Jesus da Lapa registra um número elevado de casos de gravidez na adolescência, especialmente em áreas rurais, incluindo situações que envolvem menores de 14 anos. Diante desse cenário, a recomendação orienta os municípios a estabelecerem diretrizes para o acompanhamento de adolescentes gestantes e puérperas no ambiente escolar, garantindo sua permanência nos estudos.

Entre as medidas propostas, estão a implementação de um sistema de busca ativa para evitar a evasão escolar relacionada à gravidez, a articulação com os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) para acompanhamento sociofamiliar das adolescentes, além da criação de grupos de apoio multidisciplinares para acolhimento e orientação. Também foi recomendada a capacitação de profissionais da educação e da assistência social para identificação e acompanhamento dos casos.

As ações educativas devem ser intensificadas na primeira semana de fevereiro, período em que ocorre a ‘Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência’. A recomendação prevê a realização de palestras, oficinas e rodas de conversa com profissionais das áreas de saúde, assistência social e educação, abordando temas como educação sexual, métodos contraceptivos e planejamento de vida.

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Presidente da Alba denuncia venda de emendas e reforça bloqueios do STF contra repasses sem controle

O deputado Adolfo Menezes, revela esquema na saúde para reeleger prefeitos; ministro Flávio Dino endureceu fiscalização sobre emendas PIX após denúncias da Abraji

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Adolfo Menezes, fez uma grave denúncia sobre o uso de emendas parlamentares para fins eleitorais. Em entrevista à Rádio Metrópole nesta quinta-feira (30), Menezes afirmou que há um esquema de comercialização de emendas na área da saúde, onde recursos são direcionados não para atender a população, mas para garantir a reeleição de prefeitos.

“Não estão preocupados em salvar a vida de ninguém. É porque na saúde tem gente vendendo emendas. Cada deputado federal hoje tem 100, 200 milhões de emendas, 300 milhões de emendas. E desde quando as emendas fossem chegar ao seu destino da forma que está no papel, ótimo. O problema, você vê, bota o dinheiro para a estrada, não se faz a estrada ou se faz superfaturado. Querem a maioria botar na saúde. Você sabe por que querem botar na saúde? Não, não sei não. Eu estou falando, não estou dizendo todos, é claro. Tem exceção. Por que na saúde? Não tão preocupados em salvar a vida de ninguém. É porque na saúde tem gente vendendo emendas na saúde”, afirmou o parlamentar.

A denúncia de Menezes reforça a decisão recente do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que determinou maior transparência e fiscalização sobre as chamadas “emendas PIX” após reportagens investigativas publicadas pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). A organização, que reúne jornalistas e veículos de imprensa comprometidos com a transparência e a fiscalização do poder público, trouxe à tona como essa modalidade de repasse de recursos tem sido usada para beneficiar aliados políticos sem qualquer controle.

As investigações da Abraji apontaram que, desde a criação das emendas PIX em 2019, houve uma escalada no volume de verbas transferidas sem exigência de justificativa detalhada, favorecendo gestores que buscavam a reeleição. A entidade alertou que a falta de transparência nesses repasses impedia que jornalistas e a sociedade monitorassem o destino do dinheiro público, tornando o mecanismo um “cheque em branco” para políticos.

Com base nas denúncias da Abraji, Flávio Dino determinou que os repasses só poderão ser liberados pelo Executivo caso atendam requisitos de transparência, incluindo a divulgação detalhada do plano de trabalho, destino dos recursos e prazo para execução. Além disso, estabeleceu um prazo de 90 dias para que a Controladoria-Geral da União (CGU) audite os repasses destinados a ONGs e entidades do terceiro setor entre 2020 e 2024.

A decisão do STF, no entanto, enfrenta resistência no Congresso. A Câmara dos Deputados já anunciou que pretende recorrer da medida, alegando necessidade de mais autonomia para a destinação das emendas parlamentares. Enquanto isso, o debate sobre o impacto desse modelo de distribuição de recursos na perpetuação de grupos políticos no poder ganha força, ampliando a pressão por mudanças no sistema de financiamento público das prefeituras.

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Justiça do Trabalho afasta diretoria do SINDIOESTE por suposto desvio de recursos

Decisão liminar determina afastamento imediato de dirigentes e nomeia comissão para nova eleição, após identificadas irregularidades financeiras

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em decisão liminar proferida nesta segunda-feira (27), a Vara do Trabalho de Barreiras, na Bahia, determinou o afastamento imediato de todos os diretores do Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Indústrias da Construção Civil, Mobiliário, Madereira e Assemelhados do Oeste da Bahia (SINDIOESTE), incluindo o Conselho Fiscal. A decisão, proferida pelo juiz Carlos José Souza Costa, atende a um pedido de tutela de urgência apresentado por trabalhadores da categoria.

A medida foi tomada após a constatação de indícios de malversação de recursos sindicais, incluindo o pagamento irregular de diárias e cestas básicas para um grupo seleto de diretores, com destaque para o presidente Antônio Carlos Andrade dos Santos. A decisão revela que os réus não apresentaram comprovantes de despesas e não justificaram os pagamentos. Além disso, a ausência de extratos bancários de 2024 agrava a situação, demonstrando falta de transparência na gestão financeira do sindicato.

A decisão judicial nomeou uma comissão formada pelos trabalhadores Almir Rodrigues de Souza, Rozenildo Paiva Pereira e Daniel Cordeiro Vasco para assumir a gestão provisória do SINDIOESTE. A comissão terá o prazo de 120 dias para convocar novas eleições, destinadas a eleger uma nova mesa diretora para o restante do mandato 2022/2026. Os diretores afastados ficam proibidos de acessar a sede do sindicato e foram impedidos de concorrer às próximas eleições, com exceção de Iago Vinicius da Paixão e Ramon Dias Santana que foram excluídos do processo por desistência dos autores.

A decisão também determina que os réus passem todos os dados, equipamentos, materiais, veículos e documentos relativos à gestão sindical para a comissão nomeada. Para garantir o cumprimento da decisão, o oficial de justiça deverá se dirigir à sede do SINDIOESTE acompanhado da procuradora dos autores e de guarnição da Polícia Militar.

Além do afastamento e da nomeação da comissão, a Justiça do Trabalho determinou o envio de ofícios para diversas entidades: Ministério Público Estadual e do Trabalho, Polícias Civil e Militar, e Polícia Federal, buscando apuração e conhecimento sobre os fatos apresentados, incluindo o processo eleitoral de 2022/2026 que também foi alvo de questionamentos.

O processo judicial eletrônico, de número 0001655-61.2024.5.05.0661, foi autuado em 30 de outubro de 2024, com um valor de causa de R$ 3.000,00. A ação foi movida por Almir Rodrigues de Souza e Rozenildo Paiva Pereira, representados pela advogada Leticia Maria Pinheiro e Silva, contra o sindicato e seus dirigentes. Os réus foram representados pelo advogado Maximiliano Vieira de Toledo Lisboa Ataide.

A Justiça do Trabalho ressalta que sua decisão deve ser cumprida imediatamente, independentemente da oposição de qualquer recurso, fundamentada nos artigos 300 e 311 do Código de Processo Civil.

Embora a decisão liminar determine o cumprimento imediato, ela não impede a oposição de recursos pelas partes interessadas. Clique aqui e leia a íntegra da decisão judicial.

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Primeiro voo com deportados na era Trump aterrissa em Manaus

Aeronave vinda dos EUA teve problemas técnicos e destino final em Minas Gerais foi adiado

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O primeiro avião com imigrantes deportados sob o novo mandato de Donald Trump pousou em Manaus na noite de sexta-feira (24/1), marcando o reinício de uma política rigorosa contra a imigração ilegal. A aeronave, que tinha como destino final o Aeroporto Internacional de Confins, em Minas Gerais, precisou interromper a viagem devido a problemas técnicos, sem previsão de quando decolará novamente.

Segundo a concessionária BH Airport, que administra o terminal de Confins, o voo foi inicialmente adiado para manutenção em Manaus, mas acabou cancelado. A bordo estavam 158 passageiros de diversas nacionalidades, incluindo 88 brasileiros, detidos nos Estados Unidos por estarem em situação migratória irregular.

Os voos de deportação desse tipo não são inéditos e ocorrem desde 2017, durante o governo Michel Temer, com frequência de uma ou duas vezes por mês. Este voo específico transportava brasileiros que haviam sido presos ainda sob a gestão do ex-presidente Joe Biden, e não na atual administração Trump.

Política de imigração endurecida

Em seu retorno à Casa Branca, Donald Trump retomou uma postura agressiva contra a imigração ilegal. No mesmo dia de sua posse, em 20 de janeiro, o presidente decretou “emergência nacional” na fronteira com o México e autorizou o envio de 4 mil soldados para reforçar o controle na região.

Na sexta-feira, o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) informou que 593 imigrantes em situação irregular foram presos recentemente, sendo 449 mantidos em alojamentos. A aeronave que pousou em Manaus faz parte desse esforço para repatriar imigrantes ilegais de diversas nacionalidades.

A tensão na fronteira e o impacto da política de deportação prometem ser questões centrais no governo Trump, reacendendo o debate global sobre direitos humanos e políticas migratórias mais severas.

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Justiça obriga Prefeitura de Barreiras a exigir registro profissional para professores de Educação Física

Decisão judicial assegura cumprimento da Lei Federal nº 9.696/1998, valorizando a formação acadêmica e o registro profissional na área

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia determinou que a Prefeitura de Barreiras, no oeste da Bahia, cumpra as exigências legais para a contratação de professores de Educação Física no Processo Seletivo de Edital 01/SEDUR/2023. A decisão foi obtida pelo Conselho Regional de Educação Física da Bahia (CREF13/BA), que acionou judicialmente o município para assegurar que os candidatos comprovem formação em Licenciatura em Educação Física e registro no CREF13/BA, conforme previsto na Lei Federal nº 9.696/1998.

Com a sentença, Barreiras está obrigada a exigir a apresentação do diploma de Licenciatura em Educação Física e o registro profissional no CREF13/BA como requisitos indispensáveis para a contratação dos professores. Segundo o CREF13/BA, a medida é essencial para garantir que os profissionais atuem com a qualificação e a segurança necessárias, oferecendo serviços de qualidade à população.

A decisão pode gerar impactos diretos nos processos seletivos em andamento, exigindo ajustes nos critérios de seleção e, possivelmente, reabrindo vagas para candidatos que atendam às exigências legais. Ainda que esses ajustes possam causar atrasos momentâneos, a medida tende a trazer mais transparência e legalidade, reduzindo riscos de ações judiciais futuras contra a Prefeitura.

Por outro lado, a obrigatoriedade do registro profissional fortalece a categoria de professores de Educação Física, garantindo que apenas profissionais capacitados e devidamente regulamentados sejam contratados. Essa valorização não apenas assegura melhores serviços à comunidade, como também promove o reconhecimento da importância de uma formação qualificada para o exercício da profissão.

Com a ação, o CREF13/BA atuou em seu compromisso de defender a regulamentação da profissão e assegurar o cumprimento das exigências legais em todos os processos seletivos e concursos públicos no estado. A decisão marca um avanço importante para Barreiras, beneficiando tanto os profissionais da área quanto a sociedade que usufrui de seus serviços.

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Justiça baiana suspende a realização de festa em cidade com crise financeira

Decisão pode criar precedente jurídico para outras cidades enfrentando dificuldades financeira

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A juíza Dione Cerqueira Silva, da 2ª Vara dos Feitos Relativos a Relações de Consumo e Fazenda Pública da Comarca de Euclides da Cunha, determinou a suspensão da festa de São Sebastião no município de Quijingue, localizado no sertão da Bahia, após constatar a grave situação financeira da cidade. A festa, que ultrapassaria R$ 1 milhão em gastos, seria marcada por cachês altos pagos a artistas renomados. A decisão, tomada na última sexta-feira (17/01), ocorreu em resposta a um pedido de tutela de urgência do Ministério Público da Bahia, que questionou a prioridade de recursos públicos em um momento de crise.

Quijingue está em estado de emergência financeira desde o início de janeiro, quando o prefeito José Romero Rocha Matos Filho, conhecido como Romerinho, decretou a situação de emergência por um período de 60 dias, devido à “aprofundada perda de capacidade financeira” do município. A cidade enfrenta sérios problemas, como o endividamento e a dificuldade em manter a continuidade dos serviços públicos essenciais. De acordo com o Sindicato dos Funcionários Públicos, quase 80% dos servidores municipais não receberam o salário de dezembro de 2024.

A juíza argumentou que, apesar de ser um direito do cidadão o acesso ao lazer, os gastos com a festa de São Sebastião não condizem com a realidade financeira de Quijingue. Ela destacou que os atos administrativos devem respeitar os princípios constitucionais da moralidade, eficiência e supremacia do interesse público, evitando que recursos sejam destinados a eventos enquanto necessidades emergenciais, como a recuperação de serviços essenciais e a manutenção das finanças municipais, ficam comprometidas.

Ao considerar o caso, a magistrada levou em conta o Decreto nº 21, que formaliza o estado de emergência e a grave situação financeira do município. A análise também revelou que a festa, se realizada, resultaria em danos irreparáveis, prejudicando ainda mais a população que já enfrenta dificuldades financeiras. A proibição da festa abrange tanto o cancelamento das apresentações quanto a vedação de pagamentos, incluindo valores oriundos de transferências de outras esferas governamentais.

A decisão também estabelece uma multa de R$ 100 mil ao prefeito Romerinho caso a determinação não seja cumprida. A festa de São Sebastião, prevista para os dias 21 e 22 de janeiro, celebra o padroeiro do povoado de Algodões, agora distrito de Quijingue, e é uma das principais comemorações locais. A cidade, com 25.272 habitantes, conforme o IBGE de 2022, está localizada a 322 quilômetros de Salvador.

O impacto dessa decisão pode ir além de Quijingue, pois pode estabelecer um precedente jurídico que influencie outras cidades baianas, ou até de outras regiões, que se encontrem em situação financeira similar. A decisão reforça a importância de os gestores públicos priorizarem a aplicação de recursos em situações emergenciais, resguardando a continuidade de serviços essenciais e a saúde financeira dos municípios, ao mesmo tempo em que observa a necessidade de respeitar os princípios constitucionais que regem a administração pública.

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O confronto das prerrogativas: OAB-RJ desafia abusos em caso de prisão de advogado militar

Em um episódio tenso no Rio de Janeiro, o presidente da Comissão de Defesa das Prerrogativas da OAB-RJ, James Walker, desafiou a força militar após a prisão e violações sofridas por um advogado de Direito Militar. O vídeo do confronto, que circula nas redes sociais, destaca uma defesa firme dos direitos do profissional, refletindo as tensões entre o Judiciário e as forças armadas em casos envolvendo advogados

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O vídeo que ganhou destaque nas redes sociais nesta terça-feira (14) expôs uma confrontação de alta tensão entre o presidente da Comissão de Defesa das Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro, James Walker, e o capitão-tenente Wagner Monteiro Moura, da Marinha. A disputa surgiu após a prisão e o tratamento abusivo do advogado Adriano Carvalho da Rocha, especializado em Direito Militar, durante uma abordagem nas instalações militares do 1º Distrito Naval, no centro do Rio.

Adriano, que havia ido à unidade para protocolar um pedido, foi detido após tirar uma selfie enquanto lia um documento em sua autoria. A recusa do comandante em recebê-lo e o subsequente registro da entrega do documento geraram a prisão sob uma acusação questionável de crime contra a Segurança Externa do País, prevista no Código Penal Militar. A situação se agravou com as condições desumanas do detido, que permaneceu incomunicável por mais de duas horas e não teve acesso a necessidades básicas, como o uso do banheiro.

O caso tomou uma proporção ainda maior quando a Comissão de Prerrogativas da OAB-RJ, liderada por Walker, entrou em ação. O grupo de advogados, que chegou a passar a madrugada na unidade militar, enfrentou resistência e zombarias por parte dos militares. Durante a abordagem, Walker interveio veementemente ao confrontar o capitão-tenente Moura, que sugeriu o uso da força para conduzir o advogado à delegacia. Walker, em um gesto de defesa intransigente das prerrogativas da advocacia, afirmou que Adriano só sairia sob ordem de uma autoridade policial, reforçando que ele havia sido vítima de tortura e abuso de autoridade.

O episódio revela uma crescente tensão entre as forças armadas e a defesa dos direitos dos profissionais da advocacia, com um embate claro entre a disciplina militar e a garantia das prerrogativas dos advogados. A intervenção de Walker, pedindo respeito e ameaçando resistir a um uso excessivo da força, evidenciou a força de um movimento jurídico que visa garantir a liberdade de atuação dos advogados, mesmo nas situações mais adversas.

Em um tom mais crítico, o episódio também levanta questões sobre a atuação de autoridades militares em casos que envolvem profissionais da advocacia. O uso de força para conduzir um advogado à delegacia sem qualquer justificativa legal, como sugerido por Moura, e a tentativa de impedir que ele fosse assistido por seus pares, são claros exemplos de abusos de poder. A rápida reação da OAB-RJ e a intervenção do juiz federal da Justiça Militar, que determinou a liberdade de Adriano, demonstram a eficácia da defesa das prerrogativas da profissão.

Além disso, o caso ecoa um alerta sobre a necessidade de reforçar a independência dos advogados em qualquer esfera, sem que o poder militar ou outras forças tentem ultrapassar os limites legais para intimidar profissionais. O que se viu foi um exemplo clássico de resistência legal em um momento em que a advocacia precisou não só defender um cliente, mas também suas próprias prerrogativas, garantindo que a justiça seja feita dentro dos parâmetros legais, sem interferências externas.

Em suma, o episódio protagonizado por James Walker e a OAB-RJ coloca em evidência a importância da atuação vigorosa das entidades de classe na defesa dos direitos fundamentais e da independência da advocacia, destacando a necessidade de vigilância constante contra qualquer ameaça à liberdade de atuação dos advogados, especialmente quando esses atuam em contextos de possível abuso de poder.

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Polícia desarticula esquema de desvios milionário de verbas da Saúde em Formosa do Rio Preto e Piauí

A operação, que ocorreu em Formosa do Rio Preto (BA) e no Piauí, identificou um esquema de suposta corrupção que pode ter resultado em um prejuízo de mais de R$ 12 milhões aos cofres públicos municipais. Prefeito, secretários de saúde e outros agentes políticos estão entre os alvos da operação

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Operação USG, deflagrada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção (Draco) da Polícia Civil da Bahia, desarticulou um esquema de desvio de verbas públicas da saúde em Formosa do Rio Preto (BA) e nas cidades de Corrente e Bom Jesus, no Piauí. A operação visa prefeitos, secretários municipais de saúde, servidores públicos, médicos e empresas suspeitas de envolvimento no esquema. As informações são da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

De acordo com a SSP-BA, os crimes investigados incluem fraudes em licitações e contratos de serviços médicos, somando um prejuízo superior a R$ 12 milhões. Entre os alvos da operação estão autoridades municipais e empresários que facilitaram os desvios de recursos.

Deflagrada na manhã desta terça-feira (17), a operação ocorre simultaneamente em Formosa do Rio Preto e nas cidades piauiense de Corrente e Bom Jesus. Mandados de busca e apreensão são cumpridos em residências de médicos, “laranjas”, ex-secretários municipais e em clínicas e postos de saúde. Também foram bloqueados valores encontrados em contas de clínicas contratadas pelo município.

Em 23 de novembro de 2023, o Portal Oeste Global, parceiro do Caso de Política, noticiou: Escândalo à Vista: Neo Afonso na mira por suposto superfaturamento em exames laboratoriais, trazendo à tona um comparativo com a gestão anterior. Em outra matéria, o Oeste Global publicou que Vereadores cobram Neo por má gestão, destacando o suposto envolvimento do prefeito Neo Araújo nas irregularidades que agora estão sendo apuradas pela Operação USG da Polícia Civil. Ver mais aqui, aqui e aqui.

Irregularidades graves

A investigação revelou fraudes nos contratos de serviços médicos da Secretaria de Saúde de Formosa do Rio Preto, como exames incompatíveis, plantões fictícios e listas fraudulentas de pacientes. Além disso, foram identificados pagamentos por serviços não prestados e o uso de empresas de fachada para redirecionar recursos públicos.

A operação segue em andamento, com a possibilidade de novos suspeitos e valores desviados além dos R$ 12 milhões já identificados. A Operação USG representa um importante passo no combate à corrupção nos dois estados.

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