“Acho que Trump gostaria que eu fosse elegível”, diz Bolsonaro

Ex-presidente pedirá formalmente ao STF para ir à posse de Trump, se for convidado

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (6) que pedirá ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes autorização para ir à posse de Donald Trump, marcada para o próximo dia 20 de janeiro nos Estados Unidos.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o ex-presidente disse que já teve três pedidos de viagem internacional negados por Moraes, o último deles para ir à casa de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, onde o republicano recebeu convidados para acompanhar a apuração nesta terça-feira (5).

“Se o Trump me convidar, eu vou peticionar ao TSE [Tribunal Superior Eleitoral], ao STF. Agora, com todo o respeito, o homem mais forte do mundo… você acha que ele vai convidar o Lula? Talvez protocolarmente”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro está com o passaporte retido e proibido de deixar o país devido às investigações das intentonas golpistas ocorridas durante a reta final do seu governo, em 2022 e em 8 de janeiro de 2023.

O ex-ocupante do Palácio do Planalto acha que Trump gostaria que ele fosse elegível.

Um dos filhos do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) esteve em Mar-a-Lago nesta terça-feira (5).

“Vou peticionar ao Alexandre. Ele decide. O Eduardo [Bolsonaro] tem amizade enorme com ele [Trump]. Tanto é que de 85 convidados ele foi e botou mais dois para dentro, o Gilson [Machado, ex-ministro de Bolsonaro] e o filho do Gilson. Ele me tem como uma pessoa que ele gosta, é como você se apaixona por alguém de graça, né? Essa paixão veio da da forma como eu tratava ele, sabendo o meu lugar”, disse Bolsonaro.

TJBA sob pressão: CNJ cobra apuração sobre denúncia de grilagem e manipulação documental em conflito fundiário em Formosa do Rio Preto

Conflito na Fazenda São José, em Formosa do Rio Preto, envolve acusações de grilagem e manipulação documental; CNJ orienta apuração local, destacando a Corregedoria do TJBA

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) apure denúncias de grilagem e sumiço de documentos no processo da Fazenda São José, localizada em Formosa do Rio Preto. O advogado Domingos Bispo, que representa herdeiros legítimos no conflito, registrou uma reclamação disciplinar no CNJ contra a juíza Tonia de Oliveira Barouche, da 1ª Vara dos Feitos de Relações de Consumo, Cíveis e Comerciais de Formosa do Rio Preto, alegando que a magistrada se baseou em documentos não presentes nos autos processuais e não tomou medidas para investigar o desaparecimento de arquivos fundamentais no cartório.

O terreno em disputa, com cerca de 360 mil hectares de alto valor econômico, é alvo de um conflito fundiário que se estende há décadas, envolvendo acusações de grilagem e fraude documental. De acordo com Bispo, os registros de número 726 e 727 foram manipulados para desmembramentos questionáveis, e a falta de documentação prejudica a defesa dos herdeiros legítimos.

A decisão do CNJ orienta que o caso seja investigado pela Corregedoria-Geral do TJBA, ressaltando que a proximidade das autoridades locais com o conflito permite uma apuração mais aprofundada. Em nota, o órgão afirmou que não houve apresentação de provas diretas de desvio de conduta, motivo pelo qual arquivou a reclamação no âmbito federal, mas recomendou a investigação local.

O caso reflete uma crise de integridade no sistema de registro fundiário da Bahia, intensificada após a Operação Faroeste, iniciada em 2019, que revelou um esquema de venda de sentenças no TJBA para favorecer grileiros e empresários. A situação coloca em pauta a necessidade de um controle documental mais rigoroso e eficiente na gestão de processos judiciais relacionados à terra.

A reportagem completa foi publicada pelo Jornal Grande Bahia nesta quarta-feira, 6 de novembro, detalhando as alegações do advogado e o impacto do caso no sistema judiciário baiano.

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Ex-deputado é apontado como mandante de assassinato de candidato a prefeito

Polícia sustenta que disputa de terras de 15 anos motivou crime; Justiça negou prisão do empresário

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Polícia Civil de Roraima prendeu, no sábado (26), dois suspeitos pelo assassinato de Antonio Etelvino Almeida, conhecido como Toninho da Aderr, candidato a prefeito de Amajari pelo PRD. Os homens são funcionários do ex-deputado federal e empresário Raul Lima, que, segundo a investigação da Operação Mercenários, teria encomendado o crime ocorrido em 24 de setembro. A motivação apontada pelos investigadores é uma disputa territorial de mais de uma década entre Lima e a vítima.

Embora a polícia tenha solicitado a prisão de Raul Lima, a Justiça negou o pedido, mantendo o ex-parlamentar em liberdade enquanto as investigações prosseguem. Durante a operação, foram apreendidos uma espingarda calibre 20, munições e diversas armas brancas, reforçando a linha investigativa sobre a autoria e o planejamento do crime.

As provas reunidas incluem relatos de testemunhas e mensagens enviadas pela vítima pouco antes de morrer, em que Antonio Etelvino aponta Raul Lima como mandante e um de seus funcionários como executor. Toninho foi alvejado por quatro disparos e, após ser atendido pelo Samu, foi levado ao Hospital Geral de Roraima, onde não resistiu aos ferimentos e veio a óbito dias depois.

Raul Lima, que exerceu mandato na Câmara dos Deputados entre 2012 e 2016 pelo PP, não se pronunciou sobre as acusações. A Polícia Civil de Roraima continua a apuração, buscando solidificar as provas para fundamentar uma nova tentativa de pedido de prisão contra o ex-deputado, enquanto o caso repercute na região pela gravidade e pela suspeita de motivação latente em disputas agrárias antigas.

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Bolsonaro solicita passaporte ao STF para posse de Trump e celebra vitória nas redes

Ex-presidente brasileiro busca liberação de documento retido há um ano e exalta vitória do republicano como “épica”

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) formalizou um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para reaver seu passaporte, retido desde fevereiro, com o intuito de viajar aos Estados Unidos para a posse de Donald Trump, marcada para 20 de janeiro de 2025. A apreensão do documento faz parte de uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro já havia solicitado a devolução do passaporte em ocasiões anteriores, mas até o momento, seus pedidos não foram atendidos.

De acordo com informações apuradas pelo Globo, o ex-presidente demonstrou interesse em participar da posse de Trump em Washington, celebrando a recente vitória do republicano, que conquistou 277 delegados na disputa pela presidência dos Estados Unidos. O resultado, embora ainda dependa de apurações finais em alguns estados, foi amplamente comemorado por Bolsonaro e seus aliados nas redes sociais.

Bolsonaro usou a plataforma X para parabenizar Trump, chamando-o de “meu amigo” e destacando o que chamou de “vitória épica, contra tudo e contra todos”. O ex-presidente brasileiro aproveitou para enaltecer a trajetória de Trump, mencionando as adversidades enfrentadas pelo republicano desde o processo eleitoral de 2020.

“Hoje, assistimos ao ressurgimento de um verdadeiro guerreiro”, escreveu Bolsonaro, descrevendo Trump como alguém que, apesar de “uma perseguição judicial sem justificativa”, conseguiu se reerguer “como poucos na história.”

 

Para o ex-capitão, a vitória de Trump representa um símbolo de resistência. A celebração nas redes sociais reflete o estreito alinhamento entre Bolsonaro e o ex-presidente norte-americano, consolidado durante a administração de ambos e reforçado nas mensagens recentes. O pedido de Bolsonaro ao STF, porém, poderá enfrentar novos impasses, já que a possibilidade de viagens internacionais do ex-presidente é vista como um fator que pode interferir no curso das investigações em andamento.

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Cidade de Goiás realiza nova eleição para vereadores com mandato de apenas 32 dias

Pleito ocorre após cassação de mandatos por fraude e busca recompor Câmara até o fim do ano

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – No próximo domingo (10), os eleitores de Castelândia, no interior de Goiás, voltam às urnas para eleger nove vereadores que atuarão em uma breve legislatura, com início em 29 de novembro e término em 31 de dezembro. A eleição suplementar ocorre após a cassação de mandatos de cinco vereadores eleitos em 2020, acusados de fraude na cota de gênero da coligação, o que resultou na anulação de todos os votos da chapa e na convocação de novos suplentes.

A decisão de realizar uma nova eleição suplementar foi tomada porque os votos anulados superaram a metade do total para o cargo, invalidando a composição legislativa atual. O pleito, embora temporário, não afeta a recente eleição de outubro deste ano, em que a população elegeu representantes para a legislatura de 2025 a 2028.

Com 22 candidatos disputando as nove vagas, o cenário inclui 14 que já concorreram no último pleito. Entre eles, cinco foram eleitos, cinco são suplentes, e quatro não tiveram êxito nas eleições ordinárias. A situação gerou reações, como a do prefeito Marcos da Farmácia (MDB), que comentou a confusão na cidade: “Acabou de votar e já tem uma nova eleição”.

A cassação de votos também trouxe à tona casos inusitados, como a posse de vereadores suplentes com votações extremamente baixas. Entre os exemplos está Zé Elcio, do PSD, que assumiu com apenas 13 votos, e Rosi Pacheco, eleita suplente com apenas sete votos.

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Deputado Daniel Almeida propõe projeto para proteger consumidores endividados em apostas online

PL 4130/2024 visa endurecer regulamentação das apostas no Brasil, buscando reduzir impacto financeiro sobre famílias endividadas com jogos e bets online

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A fim de proteger consumidores afetados pelo endividamento excessivo com apostas online, o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA) apresentou o Projeto de Lei 4130/2024 na Câmara dos Deputados. A proposta pretende estabelecer medidas mais rígidas para o setor de apostas no país, limitando o acesso ao crédito para atividades de apostas e impondo restrições de gastos, com o objetivo de proteger cidadãos em situação financeira vulnerável. As informações são da Agência Câmara.

Segundo Almeida, a crescente adesão aos jogos online e às chamadas bets tem comprometido a saúde financeira de milhões de brasileiros. Ele alerta que a facilidade de acesso às plataformas de aposta, somada a campanhas de marketing agressivas e à ilusão de ganhos rápidos, leva muitos a um ciclo perigoso de dívidas.

“Queremos reduzir os impactos negativos que o vício em apostas causa em milhares de famílias brasileiras, oferecendo um suporte legal que impede o acesso irrestrito ao crédito para este fim e promovendo uma conscientização sobre os riscos do endividamento”, afirma o parlamentar.

Dados recentes do Banco Central destacam a dimensão do problema: apenas em agosto, beneficiários do programa Bolsa Família gastaram cerca de R$ 3 bilhões em apostas via Pix, sendo que mais de cinco milhões de beneficiários realizaram apostas, com um gasto médio de R$ 100. A análise mostra que 70% dos apostadores são chefes de família, responsáveis por R$ 2 bilhões do total movimentado.

Ainda de acordo com o Instituto DataSenado, cerca de 22 milhões de brasileiros participaram de apostas online nos 30 dias anteriores ao levantamento. Desses, 58% relataram dívidas em atraso, o que, segundo Almeida, aponta um impacto econômico significativo, especialmente nas classes mais baixas. Em resposta a esse quadro, o PL 4130/2024 propõe não só restrições ao crédito para apostas, mas também campanhas de conscientização pública sobre os riscos financeiros e de saúde mental associados ao vício em apostas.

“O avanço dessa proposta representa um marco na defesa dos direitos dos consumidores brasileiros, buscando um equilíbrio na relação de consumo e uma proteção mais ampla contra os danos sociais e econômicos causados pelo descontrole nas apostas”, reforça Almeida.

A Câmara dos Deputados deve intensificar o debate sobre o PL 4130/2024 nas próximas semanas, com a expectativa de que projetos de regulamentação das apostas ganhem maior visibilidade e celeridade nas comissões e no plenário.

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Deputado acusa escola de promover “magia afro” em aula optativa, e projeto de lei propõe liberar cultos religiosos nas escolas

Discussão sobre ensino religioso em escolas públicas reacende debate sobre a laicidade do Estado e a liberdade de expressão cultural

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Uma postagem do deputado distrital Pastor Daniel de Castro (PP) acusando uma professora do Centro Educacional do Lago (CEL), em Brasília, de incitar “rituais de magia e religião afro” em uma disciplina optativa gerou polêmica. O parlamentar afirmou que a professora estaria “fazendo rituais de magia em sala de aula” e a denunciou ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), acusando-a de “incitar crianças a falar nomes de deuses de religiões africanas”. No entanto, a disciplina em questão é uma eletiva sobre História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, facultativa aos alunos e que integra conhecimentos aprovados na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

O vídeo do deputado nas redes sociais, onde ele alega que a prática “incute religião afro nas crianças” e que “isso é um crime”, foi amplamente criticado pela comunidade escolar, que reagiu com uma nota de repúdio do CEL. A nota destaca que a acusação “fere o direito de expressão cultural e religiosa” garantido pela Constituição, e aponta a medida como um possível caso de intolerância religiosa, diante do histórico de perseguições a religiões de matriz africana no Brasil.

A deputada Missionária Michele Collins quer permitir que alunos ou escolas realizem atos religiosos, como cultos e leituras bíblicas, independentemente de serem iniciativa dos próprios estudantes ou convocados pela escola

Essa polêmica se desenrola no contexto de um projeto de lei protocolado na Câmara pela deputada Missionária Michele Collins (PP-PE), que propõe liberar cultos religiosos em escolas públicas e privadas em todo o Brasil. A proposta visa permitir que alunos ou escolas realizem atos religiosos, como cultos e leituras bíblicas, independentemente de serem iniciativa dos próprios estudantes ou convocados pela escola.

Para Collins, “o Estado Laico deve proteger, e não excluir, a liberdade religiosa”, mas o projeto ignora o princípio da laicidade, essencial para garantir a neutralidade das instituições de ensino. Se aprovado, poderá abrir brechas para a imposição religiosa em um ambiente que, por definição constitucional, deve ser neutro e plural.

A questão central é a manutenção da laicidade do Estado, que deve assegurar um espaço público livre de privilégios religiosos, onde o conhecimento cultural e histórico seja transmitido sem favorecimento ou imposição de crenças. A laicidade é frequentemente confundida com ateísmo, mas, na verdade, representa a neutralidade necessária para a paz social e o respeito à pluralidade. O estudo da história e da cultura, incluindo as mitologias grega e romana, com referências a divindades, há muito integra o currículo escolar, sendo tratado como patrimônio cultural e histórico, sem acusações de “incitação a cultos pagãos”. Entretanto, a abordagem de culturas africanas e indígenas, muitas vezes, recebe reações de repúdio e é tratada com desconfiança, revelando o preconceito contra essas tradições.

Ao permitir manifestações religiosas em instituições públicas, como propõe o projeto, o Estado corre o risco de abrir espaço para favoritismos e para a imposição de determinadas crenças, um retrocesso em direção ao sectarismo. A preservação do Estado Laico não é apenas uma proteção jurídica, mas uma salvaguarda da liberdade e do respeito às diversidades culturais e religiosas que compõem a sociedade brasileira.

Ao contrário do que sugere a proposta, permitir uma religião específica em ambiente escolar público não amplia a liberdade religiosa; pelo contrário, restringe a pluralidade ao favorecer uma perspectiva em detrimento das outras. O ambiente escolar deve permanecer um espaço de aprendizado diverso e inclusivo, onde o ensino de diferentes culturas e religiões seja tratado com o respeito e a imparcialidade exigidos pela Constituição.

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PEC da Segurança Pública: Governo Lula propõe novas competências à PRF e ampliação de poderes federais

Proposta apresentada no Palácio do Planalto visa integrar forças e atribuir papel de polícia ostensiva à PRF, com vistas ao combate mais amplo ao crime organizado

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na última quinta-feira, 31 de outubro, o governo federal apresentou aos governadores a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que busca atualizar as políticas de segurança no Brasil ao incluir o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição e ampliar as atribuições das forças de segurança nacionais. A medida visa fortalecer o combate ao crime organizado, que passou a atuar não apenas de forma local, mas também de maneira interestadual e transnacional. Entre os principais pontos, destacam-se a concessão de competências de policiamento ostensivo à Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a atualização das competências da Polícia Federal (PF), permitindo a ambas atuação mais abrangente na repressão de organizações criminosas.

A reunião contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e de governadores convidados, entre eles Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, que confirmou presença. Já Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, recusou o convite. Durante o evento, Lewandowski explicou os objetivos da PEC, destacando que a proposta não centralizará os sistemas estaduais, mas integrará informações e protocolos para maior eficiência no combate ao crime.

Principais mudanças e a inclusão do SUSP

Um dos pontos centrais da PEC é a constitucionalização do SUSP, com a meta de padronizar dados, informações e procedimentos operacionais, como boletins de ocorrência e certidões de antecedentes criminais. Segundo o Ministério da Justiça, atualmente há 27 modelos diferentes de documentação nos estados, o que dificulta o controle e a eficácia das investigações. A integração proposta, no entanto, não exigirá que os estados abandonem suas plataformas próprias, nem prevê o aumento do efetivo policial.

Além disso, a PEC atualiza o papel da Polícia Federal, permitindo sua atuação mais incisiva em crimes ambientais e contra milícias e organizações criminosas com atuação interestadual e internacional. A PRF, por sua vez, ampliaria seu escopo, passando a patrulhar não apenas rodovias, mas também ferrovias e hidrovias federais. O objetivo é facilitar o monitoramento de rotas usadas pelo tráfico de drogas e outras mercadorias ilícitas.

Transformação da PRF em polícia ostensiva federal

Um dos pontos mais debatidos foi a proposta de transformar a PRF em uma força de polícia ostensiva federal, o que gerou críticas de alguns governadores. Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás, afirmou que a medida representa uma “interferência” na autonomia estadual para gestão da segurança pública. Lewandowski, no entanto, argumentou que o reforço federal evitaria, por exemplo, casos como os ataques de 8 de janeiro, em Brasília, quando as sedes dos Três Poderes foram depredadas. “Com uma Polícia Ostensiva Federal, teríamos feito nossa própria defesa”, afirmou o ministro.

A atuação ostensiva da PRF, contudo, já provocou controvérsias. Em fevereiro deste ano, 23 agentes da PRF e 16 policiais militares foram indiciados por homicídio e tortura após uma operação em Varginha (MG), em 2021, contra uma quadrilha de assaltos a banco, resultando em 16 mortes.

Impactos e perspectivas no Congresso

Além de integrar forças e padronizar o sistema de segurança, a PEC propõe alterações nos artigos 21, 22, 23, 24 e 144 da Constituição, ampliando o poder da União para estabelecer diretrizes gerais de segurança pública e penitenciária, sem, no entanto, modificar a autonomia dos estados. A PEC também constitucionaliza o Fundo Nacional de Segurança Pública e Política Penitenciária, assegurando recursos para políticas de combate ao crime organizado.

A PEC ainda não tem data para tramitação no Congresso, mas o governo federal prevê desafios. A gestão petista optou por deixar a proposta em análise na Casa Civil até o fim das eleições municipais, evitando que o tema influenciasse a campanha eleitoral.

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Ex-prefeito de Angical deve ressarcir R$ 207 mil por irregularidades em contrato e leilão de veículos

Tribunal de Contas determina devolução de recursos públicos e multa ao ex-gestor Gilson Bezerra por falta de comprovação em licitações e ausência de valores de leilão nos cofres municipais

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ex-prefeito de Angical, Gilson Bezerra de Souza, foi condenado a devolver R$ 207.080,00 aos cofres municipais devido a irregularidades em contratos de fornecimento de alimentos e na realização de leilão de veículos, ambos ocorridos em 2017. A decisão foi tomada na sessão do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) nesta quinta-feira (31), após análise parcial de uma denúncia feita por vereadores do município.

A primeira irregularidade envolve a contratação da empresa “Pedro Paulo Teixeira Calado” para fornecer refeições no valor de R$ 47.500,00, em duas licitações dispensadas – nº 031/2017, no valor de R$ 5.520,00, e nº 011/2017, de R$ 113.518,00. Segundo o TCM-BA, faltou comprovação da relação de beneficiários das refeições oferecidas a servidores e prestadores de serviços atuantes em Barreiras, o que gerou fragilidades no processo e na transparência do uso dos recursos públicos.

Outra questão denunciada diz respeito ao leilão de veículos municipais, realizado sob o nº 001/2018, em que os 31 veículos leiloados, ainda em bom estado de conservação, apresentaram problemas na transferência dos valores arrecadados para os cofres municipais. A apuração revelou que 25 desses veículos, leiloados ou removidos do certame, não tiveram os valores pagos ou registrados no sistema SIGA e eTCM, gerando um prejuízo total de R$ 207.080,00 ao município.

Ao final da sessão, os conselheiros do TCM-BA aplicaram multa de R$ 2 mil a Gilson Bezerra, além de determinar a devolução dos valores devidos. Ainda cabe recurso da decisão, mas o Tribunal reforça a exigência de ressarcimento para compensar o dano aos cofres públicos de Angical.

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Justiça Russa aplica multa histórica de US$ 20,5 decilhões ao Google por bloquear mídia estatal

Suprema Corte russa penaliza Google em valor recorde após bloqueios de canais pró-Kremlin no YouTube desde 2020

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Suprema Corte da Rússia multou o Google em 2 undecilhões de rublos (equivalente a US$ 20,5 decilhões) por bloquear 17 canais de TV estatais e pró-Kremlin no YouTube, conforme divulgado pelo jornal RBC. Esse montante exorbitante é resultado da soma das multas acumuladas desde 2020, ano em que a disputa judicial entre a empresa americana e o governo russo se intensificou.

O caso teve início em 2020, quando o YouTube bloqueou as contas dos canais TV Tsargrad e RIA FAN, alegando “sanções e violação de regras comerciais.” Em reação, a TV Tsargrad entrou com processo no Tribunal de Arbitragem de Moscou, que, em setembro daquele ano, ordenou o desbloqueio sob pena de multa diária de 100 mil rublos. No início de 2022, outros canais estatais, como Sputnik, NTV, Russia 24 e Russia Today, também foram bloqueados, e a Justiça russa determinou uma multa de 4 bilhões de rublos (cerca de R$ 237 milhões), além da liberação das contas, o que não foi cumprido pelo Google, elevando ainda mais o valor da dívida.

Com as multas em escala crescente, o Google anunciou falência na Rússia em junho de 2022, citando dívidas superiores a 19 bilhões de rublos e apenas 3,5 bilhões de rublos em ativos. Contudo, a dívida continua a subir, e a Suprema Corte informa que, apenas para a TV Tsargrad, a gigante deve 32,7 bilhões de rublos.

O governo russo busca o pagamento dessas multas também em tribunais internacionais, com ações na Espanha, Turquia, África do Sul e Hungria. Em resposta, o Google iniciou processos nos Estados Unidos e no Reino Unido para tentar barrar as demandas de canais como Russia Today, Tsargrad e Spas, ampliando o embate entre plataformas digitais e o controle estatal de conteúdo.

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