Desespero toma conta do grupo de Valdo do Armindo após pesquisa apontar empate técnico em Cristópolis

A decisão judicial foi motivada por supostas irregularidades na coleta de dados

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O grupo político de Valdo do Armindo (PT) em Cristópolis demonstra sinais claros de desespero após a divulgação de uma pesquisa de intenção de votos que revelou um empate técnico entre sua candidatura e o principal adversário na disputa.

A pesquisa, realizada pelo Instituto Fernandes Consultoria, apresentou uma margem de erro de 5 pontos percentuais para mais ou para menos, mas o resultado incomodou tanto a coligação de Valdo do Armindo que, em vez de aceitar o cenário eleitoral, ela recorreu à Justiça para barrar sua divulgação, alegando supostas irregularidades. Essa atitude não passa de uma tentativa de mudar o jogo nos tribunais, já que nas urnas a situação se mostra não tão favorável.

A pesquisa, que seguiu os critérios normais e apresentou números dentro da margem de erro permitida, foi alvo de questionamentos. O argumento de que o agrupamento de entrevistados não respeitou as faixas de renda adequadas soa como uma desculpa para encobrir o real problema: o grupo de Valdo do Armindo já percebeu que a eleição está longe de ser fácil e que a vitória pode não vir como esperado. Se a situação fosse diferente, com Valdo à frente, certamente celebrariam os números.

O mais curioso é a ausência de outra pesquisa que contraponha esses dados. Se o grupo de Valdo do Armindo contesta tanto o resultado, por que não apresentou uma outra pesquisa devidamente registrada, para mostrar um cenário mais favorável? A resposta é simples: porque tal pesquisa não existe. O silêncio deles a esse respeito apenas reforça a imagem de desespero de quem está possivelmente vendo a derrota se aproximar.

A Justiça Eleitoral decidiu suspender a divulgação da pesquisa, citando falhas na metodologia e no agrupamento dos entrevistados. Ainda assim, o cenário de empate técnico permanece como realidade, independentemente das manobras judiciais.

“… entendo que há perigo de dano já que a divulgação da pesquisa está prevista para o dia 01/10/24, logo, em consonância com o lúcido parecer ministerial, é prudente suspender a continuidade da divulgação da pesquisa BA02519/2024 até a resposta dos representados quando se terá mais elementos para aferir como foram coletados os dados”, justificou o juiz, em sua decisão.

Em vez de focar em propostas e aceitar o desafio de uma campanha equilibrada, o grupo de Valdo do Armindo prefere o choro de quem já sente o possível gosto amargo da derrota. A tentativa de barrar a pesquisa não muda o fato de que o apoio popular está dividido, e ganhar nas urnas exigirá muito mais do que manobras judiciais. O desespero que agora toma conta da campanha de Valdo do Armindo é o reflexo de uma liderança que não sabe lidar com uma verdadeira disputa democrática.

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Justiça proíbe divulgação de pesquisa encomendada por advogado de Otoniel Teixeira após denúncia do Caso de Política

“Transparência em campanha? Só que não!” Decisão judicial expõe contradições na encomenda de pesquisa por parte da defesa do candidato a prefeito, Otoniel Teixeira

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Justiça Eleitoral em Barreiras proibiu, nesta quarta-feira (02/10), a divulgação de uma pesquisa de intenção de votos encomendada pelo advogado da campanha do candidato Otoniel Teixeira (União Brasil), Dr. José Henrique Ribeiro Piau (cara-de-pau). A decisão foi tomada após uma denúncia do Portal Caso de Política, publicada em 28 de setembro, que revelou que o defensor de Otoniel havia contratado o Instituto Census para realizar o levantamento. A sentença coloca em dúvida não apenas a lisura da pesquisa, mas também a ética da campanha de Teixeira.

Na decisão que teve base a ação justa proposta pela coligação A mudança que eu acredito”, o juiz eleitoral Gabriel de Moraes Gomes destacou que a proibição foi fundamentada na falta de imparcialidade do levantamento.

“Há fortes indícios de que a pesquisa não foi conduzida de forma independente e transparente, considerando a relação direta entre o contratante e o candidato que ele representa”, afirmou o magistrado.

A justiça argumenta que a atuação de um advogado de campanha como financiador de pesquisas eleitorais compromete a moralidade do processo.

“Permitir a divulgação de um levantamento como esse seria ferir o princípio da imparcialidade das eleições, algo inaceitável em um processo democrático que deve prezar pela igualdade de condições entre os candidatos”, enfatizou o juiz Gabriel.

Questões éticas e a candidatura de Otoniel Teixeira

A postura do advogado José Henrique Ribeiro Piau, ao encomendar uma pesquisa em pleno período eleitoral, gera questionamentos sobre a integridade do processo. Quais seriam as verdadeiras intenções ao financiar uma pesquisa que agora está proibida de ser divulgada por suspeitas de manipulação?

Desde o início do período eleitoral, o Portal Caso de Política, que tem o seu editor com mais de duas décadas de dedicação ao tema, tem alertado a sociedade sobre as inconsistências de certas pesquisas e seus possíveis impactos nas eleições. Ao expor essa tentativa de manipulação, o portal reafirma seu compromisso com a transparência e com o dever de informar os eleitores sobre eventuais irregularidades no processo eleitoral.

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Por trás das ações de Otoniel Teixeira e sua equipe, a dúvida persiste: será que o candidato confia na força de sua campanha, ou precisa de pesquisas encomendadas para tentar fabricar uma imagem mais favorável? Ou seria essa uma estratégia para criar uma narrativa que favoreça interesses ocultos, mesmo que distante da realidade das urnas?

A decisão judicial de proibir a divulgação da pesquisa encomendada é um golpe claro contra a tentativa de manipulação de dados eleitorais.

“A coleta de dados eleitorais deve ser feita com isenção, respeitando os critérios metodológicos e garantindo que não haja interesses ocultos por trás dos números apresentados ao público”, sentenciou o juiz Gabriel de Moraes Gomes.

O papel de quem deveria ser imparcial

O fato de um advogado de campanha encomendar uma pesquisa eleitoral representa não só um conflito de interesses evidente, mas uma violação da transparência que deveria nortear qualquer processo eleitoral. Em vez de assegurar a legalidade do pleito, o Dr. José Henrique Ribeiro Piau optou por financiar um levantamento, comprometendo a credibilidade do processo. Será que ele, além de defensor legal, também quer ser o “estrategista oculto” da campanha?

E se Otoniel Teixeira confia de fato em sua campanha, por que precisa recorrer a uma pesquisa paga por seu próprio advogado? A moralidade e transparência, pilares de uma campanha justa, parecem ter sido ofuscadas por estratégias duvidosas.

Enquanto isso, o Portal Caso de Política continua seu trabalho de informar a população, cumprindo fielmente o seu dever de ofício e alertando sobre essas jogadas suspeitas nos bastidores eleitorais. Afinal, a verdade sempre acaba vindo à tona, por mais que tentem escondê-la.

A candidatura de Otoniel, por sua vez, segue manchada por uma série de episódios que colocam em dúvida sua integridade. A proibição da pesquisa encomendada por seu advogado reforça que, em um pleito democrático, as regras precisam ser seguidas, e qualquer tentativa de desestabilizar o processo será prontamente impedida pela justiça.

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Batalha entre Otoniel e Danilo se intensifica com judicialização de pesquisas e ataques

Juiz eleitoral adia divulgação de pesquisas enquanto questionamentos sobre manipulação de resultados ganham corpo em Barreiras

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A corrida pela prefeitura de Barreiras, protagonizada por Otoniel Teixeira (UB) e Danilo Henrique (PP), está marcada por intensas disputas jurídicas. Nos bastidores do judiciário eleitoral, ambos os candidatos têm travado uma verdadeira batalha, contestando propagandas eleitorais e disputando direitos de resposta. Em meio a esse cenário caótico e vexatório, as pesquisas eleitorais se tornaram o novo campo de conflito.

Conforme publicado pelo Portal Caso de Política em 29 de setembro, “Barreiras tem epidemia de pesquisas eleitorais“. Com sólida base no sistema PesqEle do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), naquela data haviam oito pesquisas registradas para a intenção de voto em prefeito na cidade de Barreiras. Entre essas, duas já foram divulgadas, três têm previsão de divulgação nos próximos dias, e outras três já não constam mais no sistema.

As pesquisas já publicadas incluem a polêmica SECULUS Consultoria, encomendada pelo portal Bahia Notícias, registrada sob o número BA-06241/2024 e divulgada em 30 de setembro, e a Fernandes Consultoria, que após questionamento judicial, teve sua regularidade confirmada pela justiça e foi publicada conforme previsto em 30 de setembro (BA-03659/2024).

Ainda estão previstas para divulgação os levantamentos:

  • Instituto Verita (1º de outubro – BA-09083/2024),
  • Census Instituto de Pesquisas (3 de outubro – BA-05469/2024),
  • Inquest Consultoria e Pesquisa (4 de outubro – BA-09038/2024), e
  • Fernandes Consultoria (4 de outubro – BA-02217/2024).

Contudo, três pesquisas não constam mais no sistema:

  • Visão Cursos Pesquisas Eventos (30 de setembro),
  • Real Time Mídia (2 de outubro), e
  • Real Time Mídia (4 de outubro).

Entre os levantamentos que já não consta no sistema PesqEle do TSE, chama a atenção o Visão Cursos Pesquisas Eventos (Opinova), registrada para o dia 30 de setembro. A pesquisa realizada por uma empresa credenciada para realizar pesquisas eleitorais com menos de dois meses de existência é de saltar os olhos. A rapidez com que a empresa foi habilitada para atuar no cenário eleitoral levanta questionamentos sobre a qualidade, lisura e transparência dos dados que apresentaria.

O cenário eleitoral e a “guerra de narrativas”

O clima de desconfiança em Barreiras alimenta dúvidas sobre o real impacto dessas pesquisas eleitorais, especialmente quando fatores como a metodologia e origem das empresas responsáveis são questionáveis. A influência de resultados de pesquisas na formação da opinião pública é indiscutível, mas em Barreiras, parece haver uma tentativa deliberada de manipulação. “Quem estaria por trás dessas pesquisas? Quais os reais interesses dessas figuras ocultas?

As pesquisas eleitorais, realizadas de forma suspeita, ganham vida como instrumentos de controle, lançando números que podem não refletir a realidade. Em vez de representar fielmente o cenário local, elas podem ser distorcidas para moldar percepções e favorecer interesses obscuros. É como se “um maestro invisível estivesse regendo a sinfonia” dos números, alterando as regras do jogo em meio a uma batalha de narrativas judiciais.

Ética questionada na encomenda de pesquisas

 

O advogado da campanha do candidato Otoniel Teixeira, Dr. José Henrique Ribeiro Piau encomendou e pagou pesquisa para intenção de votos para prefeito de Barreiras

Outro ponto que merece atenção é o fato de que José Henrique Ribeiro Piau, advogado da campanha de Otoniel Teixeira, encomendou pessoalmente uma pesquisa ao Instituto Census, registrada sob o número BA-05469/2024, prevista para divulgação em 3 de outubro. A proximidade entre o advogado da campanha e a encomenda de levantamentos eleitorais levanta dúvidas sobre a ética e a imparcialidade desse processo.

Será que o advogado deveria afastar-se da campanha para evitar possíveis conflitos de interesse? A questão paira sobre o ambiente eleitoral de Barreiras, que se encontra cada vez mais minado pela desconfiança e manipulação de dados. Ainda que a questão seja legal, é no mínimo imoral!

O portal Caso de Política desde o início desse processo eleitoral vem alertando que em uma cidade onde a “guerra de pesquisas” e das “narrativas” tornou-se o epicentro da disputa, o eleitorado precisa manter-se atento, discernindo o que é fato do que pode ser uma ilusão criada para moldar suas escolhas. A manipulação de números para influenciar os votos, seja por forças políticas ou interesses ocultos, ameaça a integridade do processo eleitoral e a confiança da população no resultado final podendo ferir gravemente a democracia, o poder de escolha do povo.

A questionável briga entre os candidatos Otoniel Teixeira e Danilo Henrique úma vez que num passado bem recente ambos ensaiavam uma dobradinha em uma mesma chapa. Os candidatos, ainda que separados na disputa, denunciam um adversário em comum onde o “Acordo de Brasília” parece estar mais vivo do que nunca!

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Davi Schmidt conquista na justiça o direito de participar de debate na TV Oeste

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O candidato a prefeito em Barreiras, Davi Schmidt, divulgou em vídeo ao final da manhã desta terça-feira (01/10) que conseguiu na justiça o direito de participar do debate na TV Oeste que acontece na próxima quinta-feira (03).

“Parabéns, Ministério Público e justiça eleitoral barreirense que deu o direito de participação no debate, de um ato democrático da nossa justiça. A TV Oeste não estava convidando o Novo para participar. Enquanto muitos candidatos correm do debate, o Novo briga pelo direito do ato democrático de você ficar sabendo de todas as nossas propostas. Dia 3, no debate da TV Oeste, Davi Schmidt estará presente”, comemorou Davi.

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PF deflagra Operação Coronelismo para combater crimes eleitorais no Sul da Bahia

Nove mandados de busca estão sendo cumpridos em Ilhéus, Salvador e Conceição do Coité

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (1º), a Operação Coronelismo com o objetivo de desmantelar um esquema de crimes eleitorais e conexos praticados por uma coligação partidária no Sul da Bahia. As informações foram divulgadas pela própria corporação.

No âmbito da operação, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão nos municípios de Ilhéus, Salvador e Conceição do Coité, todos expedidos pela Justiça Eleitoral de Ilhéus. Segundo a Polícia Federal, as investigações revelam o uso ilegal de recursos públicos, incluindo servidores, veículos e combustíveis municipais, para beneficiar a coligação, causando prejuízos aos cofres públicos.

Além disso, as apurações indicam fraudes documentais e superfaturamento de contratos, supostamente orquestrados para encobrir a utilização indevida da estrutura pública em prol de interesses privados.

Os envolvidos poderão ser responsabilizados por crimes como uso de veículo público em campanha eleitoral, o que pode levar ao cancelamento do registro ou diploma do candidato. Outras acusações incluem peculato, falsificação de documento público e associação criminosa. As práticas também podem configurar abuso de poder econômico e improbidade administrativa.

O nome “Operação Coronelismo” faz referência a um período da política brasileira em que coronéis dominavam a população local, utilizando o poder público para fins pessoais e cometendo diversas ilegalidades.

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Reforçada, PF em Barreiras inicia operação para coibir compra de votos e boca de urna nas eleições

Com apoio das polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal, PF intensifica ações na reta final para garantir eleições limpas e combater crimes eleitorais

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Polícia Federal em Barreiras reforçará suas operações de inteligência durante a reta final da campanha eleitoral para coibir crimes como compra de votos e boca de urna, com as eleições marcadas para este domingo, 6 de outubro. Contando com o reforço de agentes vindos de Brasília e de outras superintendências, a PF que atuará junto ao Ministério Público Federal (MPF), terá ainda o suporte das polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal para monitorar e reprimir qualquer tentativa de interferência ilegal no processo eleitoral, segundo informações obtidas pelo Portal Caso de Política.

Nossa fonte afirma que monitoramentos de suspeitos estão em curso para garantir a lisura do pleito.

Recentemente, Hebert Barbosa, irmão do prefeito de Barreiras e chefe de gabinete na atual administração, junto com seu primo, Arnon Lessa, ex-prefeito de São Desidério, foram detidos pela PF com quase R$ 200 mil em dinheiro vivo. Além dos recusrsos financeiros, ficaram apreendidos 3 aprelhos celulares para investigação, bem como farta documentação.

Essas medidas fazem parte de uma determinação direta da presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Carmen Lúcia, que visa assegurar nacionalmente eleições transparentes e democráticas em 2024.

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VÍDEO: Vandalismo eleitoral: mulher é flagrada destruindo material de campanha de candidato

Cenas gravadas em vídeo a pedido da mulher mostram ato de vandalismo contra a campanha de Tito; legislação prevê punições severas para crimes eleitorais

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na noite deste domingo, uma mulher foi flagrada em um ato de vandalismo contra o material de campanha do candidato a prefeito Tito (PT), enquanto fazia um pedido para ser filmada e “colocar no grupo”. O incidente ocorreu em uma avenida movimentada, onde a mulher desceu de um veículo e começou a derrubar bandeiras do candidato. A gravação, que captura a cena, também registra a risada de um homem dentro do carro (um tal de Bil), embora sua identidade não tenha sido revelada.

As imagens, que claramente identificam a mulher, evidenciam o crime cometido. Além do vandalismo, sua ação pode resultar em consequências legais, uma vez que a legislação eleitoral brasileira impõe sanções severas para este tipo de conduta. Segundo o Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), o vandalismo de material de campanha é uma infração que pode levar à responsabilização do autor.

Legislação Eleitoral

A Lei nº 4.737/1965, em seu artigo 326, especifica que:

Artigo 326: “Destruir, danificar ou de qualquer modo tornar incômoda, ao eleitor ou ao candidato, ou a quem a ele se relacione, ou a quem tenha a relação de confiança ou de amizade com o candidato, qualquer material ou documento que verse sobre o ato eleitoral, ou seja, a propaganda eleitoral, é passível de punição. A pena para a prática deste crime é de detenção de seis meses a um ano e multa.”

Além disso, o artigo 297 prevê que:

Artigo 297: “Falsificar ou alterar, em proveito próprio ou de terceiros, qualquer documento relacionado ao processo eleitoral, inclusive propaganda eleitoral, é crime, com pena de reclusão de dois a cinco anos e multa.”

Essas disposições destacam a seriedade com que o legislador trata os crimes eleitorais, visando garantir a integridade do processo democrático. O vandalismo do material de campanha não apenas prejudica o candidato, mas também compromete o direito do eleitor de escolher livremente em um ambiente respeitoso e isento de violência.

A mulher, ao gravar e divulgar suas ações, inadvertidamente deixou provas que podem ser utilizadas contra ela. O incidente serve como um alerta sobre as consequências legais do vandalismo eleitoral e a importância de um processo eleitoral limpo e respeitoso.

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Pesquisa do Instituto Seculus vira objeto para um verdadeiro “Caso de Polícia”

O levantamento encomendado pelo site Bahia Notícias gera desconfiança devido a erros históricos do instituto em levantamentos anteriores

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A nova rodada de pesquisas eleitorais do Instituto Séculus, divulgada na manhã desta segunda-feira (30/09), encomendada pelo site Bahia Notícias, já começa a gerar polêmica e questionamentos. O levantamento, que apresenta o vereador Otoniel Teixeira como líder nas intenções de voto para a Prefeitura de Barreiras, levanta preocupações sobre a credibilidade da metodologia utilizada, especialmente considerando os erros crassos cometidos em pesquisas anteriores. O resultado duvidoso não pode estar prejudicando os demais candidatos na dista, mas a sociedade e a democracia.

A credibilidade do Instituto Seculus Consultoria e Assessoria Ltda já foi contestada publicamente após previsões que não se concretizaram nas últimas eleições, como ocorreu nas eleições de 2022. Naquele ano, o instituto previu a vitória de ACM Neto no 1º turno, que perderia para Jeronimo Rodrigues. Erros semelhantes também foram registrados em outras localidades, como no município de Itabuna, onde a pesquisa erroneamente posicionou o atual prefeito, Augusto Castro, como terceiro colocado.

Chama a atenção, o fato de a pesquisa ser a única entre todas a inverter o posicionamento dos candidatos tão bruscamente. O fato que “estala os olhos” é que blogs, reconhecidamente ligados a candidatura de Otoniel Teixeira – que inclusive reproduziram questionamento feitos pelo Portal Caso de Política ao Instituto Seculus, dando os devidos créditos -, hoje reproduzem sem cerimônias ou questionamento ao referido levantamento.

Diante desse histórico, a nova pesquisa, que se baseia em uma amostra de eleitores em Barreiras, deve ser examinada com cautela. A importância de pesquisas eleitorais é inegável, mas a manipulação de dados e a falta de rigor científico d ética podem comprometer a integridade do processo democrático. Quando institutos falham – voluntária ou involuntariamente – em fornecer informações precisas e transparentes, os resultados podem influenciar negativamente a percepção pública e o comportamento do eleitorado.

Além disso, é fundamental lembrar que pesquisas manipuladas podem ser consideradas crimes sob a nova legislação que combate fake news. Os candidatos beneficiados – caso se comprove enmvolvimento – por resultados duvidosos enfrentam riscos legais, incluindo a possibilidade de cassação de candidaturas.

A situação exige uma análise crítica por parte dos eleitores, que devem estar atentos às nuances e limitações das pesquisas. A integridade do processo eleitoral depende não apenas da honestidade dos candidatos, mas também da veracidade das informações que orientam o voto popular.

O Portal Caso de Política, como um veículo de comunicação sério e pautado pela ética, se reserva ao direito de não divulgar os números, indicando o link para que os eleitores de Barreiras tomem conhecimentos e fazem uma análise sob números pra lá de suspeitos.

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Barreiras tem epidemia de pesquisas eleitorais: duas novas pesquisas são registras na noite deste sábado (28)

Os 02 levantamentos registrados serão divulgados dois dias antes da eleição; alertas sobre “epidemia de pesquisas” continuam

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Barreiras registrou na noite deste sábado (28) dois novos levantamentos eleitorais para a corrida à prefeitura, elevando o número de pesquisas divulgadas na reta final das eleições. A divulgação está prevista para a próxima sexta-feira (04), a apenas dois dias do pleito. Os institutos Inquest Consultoria e Pesquisa LTDA e Real Time Mídia Ltda conduzirão os estudos, que têm gerado discussões sobre a profusão de pesquisas e sua influência no eleitorado. O Portal Caso de Política já vinha alertando para a chamada “epidemia de pesquisas” na cidade, questionando a real transparência e a finalidade dos levantamentos.

Inquest Consultoria e Pesquisa Ltda

A primeira pesquisa registrada, sob o número BA-09038/2024, será realizada pela Inquest Consultoria e Pesquisa Ltda. O levantamento será feito com 800 eleitores entre os dias 1º e 30 de outubro, com divulgação prevista para o dia 04 de outubro. O custo da pesquisa é de R$ 12.000,00, pagos pela empresa contratante Inxell Tecnologia Criativa LTDA. O estatístico responsável é Ademir Dourado Sampaio (CONRE nº 8831).

Real Time Mídia Ltda

O segundo levantamento, registrado sob o número BA-09124/2024, será realizado pela Real Time Mídia LTDA, com uma amostra de 800 eleitores consultados entre os dias 02 e 03 de outubro. A divulgação também está marcada para o dia 04 de outubro. O valor do contrato é de R$ 12.000,00, sendo a contratante a empresa 3 Poderes Mídia e Comunicação Ltda. A pesquisa será conduzida pela estatística Isabela Zara Cremoneze (CONRE nº 10839).

A “epidemia” de pesquisas em Barreiras

O Portal Caso de Política tem alertado sobre a explosão de pesquisas eleitorais em Barreiras, destacando que, apesar de sua importância, o elevado número de levantamentos nos dias que antecedem o pleito pode confundir o eleitorado e levantar dúvidas sobre a transparência dos dados. A crítica se baseia no fato de que as pesquisas, quando utilizadas de forma desenfreada, podem servir mais como uma ferramenta de manipulação da opinião pública do que de medição efetiva de tendências eleitorais.

Sequência de pesquisas em Barreiras

Além das duas pesquisas mencionadas, outras seis serão divulgadas conforme o cronograma já divulgado pelo Portal Caso de Política:

  • SECULUS Consultoria: 29 de setembro (domingo)
  • Visão Cursos Pesquisas Eventos: 30 de setembro (segunda-feira)
  • Fernandes Consultoria: 30 de setembro (segunda-feira)
  • Instituto Verita: 1º de outubro (terça-feira)
  • Real Time Mídia: 2 de outubro (quarta-feira)
  • Census Instituto de Pesquisas: 3 de outubro (quinta-feira)
  • Real Time Mídia: 4 de outubro (sexta-feira)
  • Inquest Consultoria e Pesquisa: : 4 de outubro (sexta-feira)

Com a divulgação marcada para a sexta-feira (04/10), dois dias antes da eleição municipal que ocorre no domingo (06/10), essas pesquisas têm potencial de influenciar o comportamento do eleitorado na fase mais decisiva da campanha. As reações ao grande volume de levantamentos continuam dividindo a opinião pública, enquanto os candidatos observam os dados para ajustar suas estratégias finais.

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Apoiadores de Davi Schmidt criticam exclusão do candidato de debate na TV Oeste

“Falta de transparência”, dizem eleitores sobre ausência de Schmidt em debate do dia 3

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A exclusão de Davi Schmidt (Novo), candidato a prefeito de Barreiras, do debate da TV Oeste, marcado para o dia 3 de outubro, gerou indignação entre seus apoiadores. Eleitores questionam os critérios utilizados pela emissora e defendem a importância da participação de todos os candidatos no evento, ressaltando a necessidade de imparcialidade na cobertura eleitoral.

“É com indignação que venho expressar meu descontentamento com a TV Oeste por não ter convidado Davi Schmidt para o debate. Em uma eleição que pede transparência e igualdade de oportunidades, a exclusão de um candidato, que já não teve programa eleitoral na TV, é inadmissível. O povo merece ouvir todas as vozes”, afirmou um dos apoiadores, refletindo o sentimento de parte do eleitorado de Schmidt.

Outro eleitor também se pronunciou, reforçando que “parte da população de Barreiras pede a participação de Davi Schmidt no debate, e é essencial que a totalidade da população tenha a oportunidade de ouvir todos os candidatos”. A crítica se concentrou na necessidade de imparcialidade por parte da emissora, destacando que o debate é uma ferramenta essencial para a democracia.

A legislação brasileira, por meio da Lei nº 9.504/1997, regulamenta a participação de candidatos em debates eleitorais. Em seu Artigo 46, a lei estabelece que as emissoras de rádio e televisão são obrigadas a convidar os candidatos cujos partidos ou coligações tenham pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional (Câmara dos Deputados ou Senado Federal). Schmidt, no entanto, não atende a esse critério, o que torna sua participação facultativa para a emissora.

Artigo 46 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) na íntegra:

Art. 46.

A realização de debates será permitida, observados os seguintes critérios:

§ 1º Nas eleições majoritárias e proporcionais, as emissoras que promoverem debates poderão convidar para os mesmos os candidatos dos partidos com representação no Congresso Nacional, de, no mínimo, cinco parlamentares, e deverão observar os seguintes preceitos:

I – é assegurada a participação dos candidatos dos partidos com representação no Congresso Nacional, de, no mínimo, cinco parlamentares, e facultada a dos demais, observado o disposto no § 2º deste artigo;

II – nas eleições majoritárias, a organização dos debates deverá ser realizada em acordo com os partidos políticos e as coligações e, na sua ausência, os debates deverão ser organizados com a presença de, no mínimo, dois terços dos candidatos aptos, sendo permitida a realização de mais de um debate, entre os diversos candidatos, observado o princípio da isonomia.

§ 2º Para os debates a que se refere o caput deste artigo, as emissoras de rádio e televisão poderão convidar os candidatos que atendam aos requisitos do inciso I do § 1º, sendo facultado às emissoras a realização de debates com todos os candidatos.

§ 3º O debate será realizado segundo as regras estabelecidas em acordo celebrado entre os partidos políticos e as emissoras de rádio e televisão, devendo garantir a isonomia entre os candidatos.

Apesar de não ser um critério obrigatório devido à falta de representatividade no Congresso, os apoiadores de Davi Schmidt consideram que sua inclusão no debate seria uma demonstração de respeito à pluralidade de opiniões e à democracia. Até o momento, a TV Oeste não se pronunciou sobre os critérios exatos que determinaram a exclusão do candidato do evento.

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