Discurso do diretor-geral da OMS destacou a importância da preparação para emergências sanitárias
No sábado (20), durante a 76ª Assembleia Mundial da Saúde (AMS), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o lançamento da Rede Internacional de Vigilância de Patógeno, uma iniciativa global com o objetivo de aprimorar os sistemas de coleta de amostras para prevenir doenças. A rede visa utilizar dados que possam contribuir para a formulação de políticas públicas, facilitar a tomada de decisões pelos gestores de saúde e promover um compartilhamento mais amplo de informações dentro da comunidade científica.
Em seu discurso no evento, na segunda-feira (22), o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, ressaltou a importância da preparação dos países para enfrentar novas emergências de saúde. Ele alertou sobre a persistente ameaça de surgimento de variantes que causam surtos de doenças e mortes, assim como a possibilidade de um novo patógeno emergente ainda mais letal. Adhanom também destacou que as pandemias não são a única ameaça enfrentada, enfatizando a necessidade de uma arquitetura eficaz para a preparação e resposta a emergências de saúde de todos os tipos, em um mundo marcado por múltiplas e interconectadas crises.
A nova rede utilizará informações genômicas de agentes causadores de doenças como base de dados, analisando o código genético de vírus, bactérias e outros microrganismos. O objetivo é obter um melhor entendimento das características das infecções, incluindo sintomas, formas de transmissão e riscos para a saúde.
De acordo com a OMS, cientistas e especialistas em saúde pública poderão identificar e rastrear doenças com base nessas informações. A partir disso, a ideia é prevenir e responder a surtos como parte de um sistema mais amplo de vigilância, além de desenvolver tratamentos e vacinas.
Com a operacionalização da rede, os países poderão detectar e responder a ameaças de doenças antes que elas se transformem em epidemias ou pandemias, segundo destaca a OMS.
“O objetivo dessa nova rede é ambicioso, mas também pode desempenhar um papel vital na segurança da saúde: dar a todos os países acesso ao sequenciamento e análise genômica de patógenos como parte de seu sistema de saúde pública”, afirmou o diretor-geral da OMS.
Justiça acolheu ações do MPF contra associação Médicos pela Vida e outros réus; uma condenação foi de R$ 45 mi e a outra de R$ 10 mi
MPF – Ao julgar duas ações ajuizadas pelo Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal no Rio Grande do Sul condenou os responsáveis pela publicação de material publicitário intitulado Manifesto Pela Vida. O grupo, que se identificava como “médicos do tratamento precoce Brasil”, estimulava o consumo dos medicamentos que fariam parte de suposto “tratamento precoce”. O material era divulgado à população em geral, inclusive, com a indicação de médicos que prescreviam o tratamento do denominado “kit covid”.
Nas sentenças, a Médicos Pela Vida (Associação Dignidade Médica de Pernambuco – ADM/PE), e as empresas Vitamedic Indústria Farmacêutica, Centro Educacional Alves Faria (Unialfa) e o Grupo José Alves (GJA Participações) foram condenados solidariamente ao pagamento de R$ 55 milhões por danos morais coletivos e à saúde, nos limites de suas responsabilidades. Em uma das ações (5059442-62.2021.4.04.7100), o montante do pagamento imposto pela Justiça foi de R$ 45 milhões e, na outra (5020544-77.2021.4.04.7100), a condenação foi no valor de R$ 10 milhões.
No informe publicitário, a associação – com sede no Recife (PE), mas que também é integrada por médicos registrados no Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) – citava os possíveis benefícios do intitulado “tratamento precoce” para a covid-19, citando expressamente os medicamentos. Tal referência, no entanto, é realizada sem qualquer indicação de possíveis efeitos adversos que podem decorrer da utilização desses medicamentos, além de possivelmente estimular a automedicação, uma vez que era indicado por associação médica.
Segundo o MPF, a publicação contraria a legislação e ato normativo que tratam da propaganda e publicidade de medicamentos. Resolução da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa), por exemplo, determina que as informações sobre medicamentos devem ser comprovadas cientificamente, o que não é o caso daqueles elencados no manifesto quando aplicados a casos de covid-19.
Para o julgador, ficou comprovada a cumplicidade entre a Vitamedic e a Associação Médicos Pela Vida, tendo a empresa farmacêutica financiado a propaganda irregular, investindo R$ 717 mil nessa publicidade, conforme, inclusive, admitido pelo diretor da Vitamedic – fabricante do medicamente ivermectina – durante depoimento na CPI da Covid no Senado Federal.
Segundo o magistrado, tendo sido “configurada a interposição de pessoa ilícita, fica evidenciado que o ‘manifesto pela vida’ foi mecanismo ilícito de propaganda de laboratório fabricante de medicamento, servindo a ré do triste papel de laranja para fins escusos e violadores de valor fundamental, a proteção da saúde pública”.
Ao justificar o valor imposto nas sentenças, o magistrado assevera, ainda, que “a só e pura publicidade ilícita de medicamentos, pelos riscos do seu uso irracional, já representa abalo na saúde pública e sua essencialidade impõe a devida reparação”.
Atuação da Anvisa – Ao analisar a participação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no caso, a Justiça Federal reconheceu a atuação equivocada do órgão, que se esquivou a todo tempo de aplicar a sua própria norma sobre publicidade de medicamentos.
A Justiça Federal reconhece a omissão da Anvisa ao não ter atuado a associação para aplicar as penalidades previstas no caso, porém também afirma que o valor de indenização da sentença supera o que poderia ser imposto pela Agência, assim sendo, o julgador entendeu ter perdido objeto a parte em que o MPF pediu para que a Anvisa tomasse as providências cabíveis para exercer seu poder de polícia e punir a publicidade indevida.
Ações em maio visam enfrentar o abuso e exploração de crianças e adolescentes; Suspeitos resistem à prisão e danificam viaturas durante operação
Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – Em uma ação realizada este mês, a Polícia Civil prendeu quatro homens acusados de armazenar e compartilhar vídeos contendo conteúdo ilegal relacionado a abuso infantil. A operação, denominada “Proteção à Infância”, também envolveu outros municípios da região metropolitana de São Paulo, resultando em nove prisões realizadas nesta terça-feira, 23 de maio.
A delegada seccional de São Bernardo, Kelly Cristina Sacchetto Cesar de Andrade, enfatizou que a ação foi realizada durante o mês de maio, dedicado ao enfrentamento e prevenção do abuso e exploração de crianças e adolescentes. Além da repressão, a conscientização sobre esse tipo de violência também é considerada fundamental. Nesse sentido, o movimento “Maio Laranja” foi criado para promover visibilidade ao tema.
Veja o vídeo:
No dia 10 de maio, as autoridades policiais se dirigiram à cidade de Santo André para efetuar a prisão de um dos suspeitos. Durante a abordagem, o indivíduo resistiu de forma violenta, desferindo socos e pontapés contra os agentes. Apesar da resistência, ele foi contido e algemado. No trajeto até a delegacia, no cruzamento da avenida Goiás com a Rua Piratininga, o criminoso continuou a se debater, chutando o interior da viatura. Em um momento de fúria, ele conseguiu quebrar o vidro traseiro, ferindo-se durante os golpes. Após danificar completamente o vidro da viatura, o homem tentou escapar da área destinada aos presos, mas foi impedido com o auxílio de outros policiais. O caso foi registrado como captura de procurado, resistência, lesão corporal e dano.
Em São Bernardo do Campo, outro homem foi preso este mês por importunação. Na mesma cidade, um mandado de busca e apreensão foi cumprido em uma residência, resultando na apreensão de uma CPU, dois notebooks, 110 mídias em CD, três HDs externos, seis pendrives e quatro telefones celulares. O proprietário dos equipamentos, identificado como L.R.T.S, não foi encontrado no momento da operação. Na presença de uma testemunha, os policiais encontraram os objetos durante a revista e os levaram para o 8º Distrito Policial da cidade.
No mesmo distrito policial, um suspeito foi preso por posse e armazenamento de fotografias e vídeos envolvendo crianças. Durante a busca na residência, foram apreendidos 11 HDs externos e uma CPU.
Agentes de São Bernardo também cumpriram um mandado de busca e apreensão expedido pela 4ª Vara Criminal de Santo André contra D.A.M, após a constatação de material “infantil” nos objetos apreendidos durante a diligência.
Outra ocorrência registrada em São Bernardo do Campo envolveu a apreensão de duas CPUs, cinco notebooks, seis pendrives, um HD externo e uma folha de caderno contendo várias anotações de senhas.
Durante a execução da Operação Maio Laranja, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão expedido pela 4ª Vara Criminal de Santo André. Ao chegarem à residência de L.S., encontraram os equipamentos mencionados, incluindo um notebook, que continha conteúdo impróprio relacionado a crianças. Como resultado, o indivíduo foi preso e conduzido sob acusação de posse de material ilegal.
A apreensão dos dispositivos eletrônicos e a descoberta do conteúdo alarmante demonstram a importância das ações de combate ao abuso infantil. Essas evidências serão submetidas a análises forenses detalhadas, a fim de fortalecer o processo judicial e contribuir para a punição dos responsáveis.
A Operação Maio Laranja continua em andamento, conforme declarou a delegada Kelly Cristina Sacchetto Cesar de Andrade, responsável pela Seccional de São Bernardo. As autoridades estão empenhadas em intensificar os esforços para prevenir e enfrentar a violência contra crianças e adolescentes até o final deste mês.
A atuação da Polícia Civil na repressão e conscientização sobre esse tipo de crime é fundamental para proteger os direitos das crianças e garantir um ambiente seguro para seu desenvolvimento. A população é encorajada a denunciar qualquer atividade suspeita relacionada ao abuso infantil, contribuindo assim para a segurança e bem-estar das futuras gerações.
Boletins de Ocorrência são fundamentais para atualização das estratégias de combate ao crime
Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – O vereador Sargento Alan protagonizou uma importante intervenção durante a sessão legislativa desta quinta-feira (25), ao apresentar uma série de requerimentos e indicações com o intuito de solicitar um reforço significativo no policiamento de diversos bairros da cidade.
Durante seu discurso, o parlamentar ressaltou a necessidade premente de os cidadãos registrarem Boletins de Ocorrência nas delegacias, como forma de fornecer subsídios mais robustos às forças de segurança, a fim de aprimorarem suas estratégias de combate ao crime.
Em um episódio recente ocorrido nas redes sociais, o vereador compartilhou a experiência de uma pessoa que o procurou para relatar um roubo de celular no centro da cidade. Surpreendentemente, o post recebeu mais de 400 curtidas, demonstrando a ampla repercussão do incidente. No entanto, ao investigar a origem da informação, não foi possível localizar a pessoa afetada nem o bem roubado. Diante disso, Sargento Alan enfatizou a importância de compartilhar qualquer informação relevante no Facebook e nos meios de notícias, mas ressaltou a necessidade de registrar os Boletins de Ocorrência online. Caso contrário, não será possível contar com estatísticas criminais precisas e atualizadas. Essa preocupação já foi abordada anteriormente em discussões recentes.
Em vista dessa situação, o vereador solicitou policiamento reforçado, especificamente à Polícia Militar e a ROMU, para garantir uma presença mais efetiva nas áreas afetadas. Ele expressou seus parabéns ao Capitão Jesus e ao Tarcísio, que reconheceram o trabalho dos policiais e conseguiram um aumento de efetivo. Em suas demandas, ele solicitou o envio de viaturas para áreas-chave, como o Centro, Jardim Valentina, Ouro Fino, Quarta Divisão, Caçula, Aliança e Santa Luzia, abrangendo a cidade inteira. Esses pedidos são recorrentes e refletem a vontade de toda a comunidade local.
O vereador Sargento Alan ressaltou ainda a importância de registrar Boletins de Ocorrência, pois, sem eles, fica inviável direcionar o policiamento para os locais mais afetados pelo crime. Por isso, conclamou a população a não deixar impune a atuação dos criminosos, reforçando que, em nossa cidade, não há espaço para os bandidos, pois eles serão combatidos de forma incisiva e implacável.
Prefeitura de Ribeirão Pires afixou faixa na ocupação e é acusada de intimidar moradores com a presença de caminhões e GCM mesmo sem decisão judicial
Ouça o áudio
Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – A vereadora Márcia Gomes da Coletiva de Mulheres (PT), fez um duro pronunciamento contra ações que estão sendo tomadas pelo Governo do prefeito Guto Volpi (PL), através da Secretária de Meio Ambiente e Habitação, Andreza Araújo, no caso que envolve ocupação de terra no Jardim Serrano, em região que faz divisa com a cidade de Mauá.
Da Tribuna, durante sessão Legislativa ocorrida na tarde desta quinta-feira (25), a parlamentar denunciou o desrespeito da prefeitura para com o processo judicial em curso e que trata da demanda, da pressão sob os moradores e de uma faixa em espaço privado afixada pela administração municipal.
… “ontem, nós recebemos uma foto de uma faixa é colocada na ocupação do Jardim Serrano, pela prefeitura. Uma faixa que vai na contramão do processo judicial que está em curso, uma faixa preconceituosa, desrespeitosa, gerando instabilidade nos moradores e moradoras do local.”, disse Márcia.
Segundo ainda a vereadora, o seu mandato acompanha o caso desde o ano de 2020 e nas recentes incursões ameaçadoras do Governo Guto Volpi, a prefeitura jamais apresentou ordem judicial para que essas famílias fossem desocupadas.
… “com a pandemia, essas famílias ficaram sem condições financeiras, para o custeio das suas moradias, e ocuparam essa área para terem onde colocarem suas famílias. São mais de duzentas famílias naquele espaço entre elas mães solos, gestantes, crianças, famílias inteiras em situação de vulnerabilidade. Semana passada, nós fomos chamadas lá pelos moradores por duas vezes. Para evitar que a prefeitura fizesse a desocupação daquelas famílias. E em nenhum momento eles levaram nenhuma ordem judicial para que essas famílias fossem desocupadas. Sendo que tem um processo ocorrendo, no qual o juiz determina a suspensão do processo por sessenta dias a partir do dia quinze de maio de dois mil e vinte e três. O processo, esse que a secretária do meio ambiente, a senhora Andressa, se coloca à disposição pra procurar um uma área para a troca ou para construção de moradia digna, pra essas famílias. Então nós queremos aqui saber porque a prefeitura está agindo, coagindo essas famílias dessa forma, mandando tratores para demolição, dos barracos, mandando retirar essas famílias, sendo que são famílias que estão vulneráveis, não tem trabalho, não tem renda, e tem um barraco pra morar.
Ainda em seu pronunciamento, a vereadora exigiu a retira da faixa ao qual a classifica como preconceituosa e afirmou que o mandato não se calará diante de tamanha violência que visa tão somente a estigmatização pública dos habitantes daquele espaço.
“Então secretária, prefeito, nós exigimos a retirada daquela faixa preconceituosa da ocupação aquelas famílias não merecem o que está acontecendo com elas lá, o que a prefeitura vem fazendo, né? Mandar caminhão, mandar GCM sem notificação nenhuma, né? Então durante o decorrer do processo, vamos dar paz pelo menos para aquelas famílias que elas possam nesses dias nesses sessenta dias, que elas possam ter o mínimo de paz pra correr atrás do que elas têm de direito.”
Acompanhe a fala no vídeo abaixo:
A fala da vereadora Márcia Gomes (PT) ganha força e eco com uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Roberto Barroso que em 31 de outubro de 2022 determinou que tribunais criem comissões para mediar desocupações coletivas antes de decisão judicial.
Página do Tribunal de Justiça aponta que o caso em questão é tratado como “Tramitação Prioritária”
A decisão foi tomada no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 828, na qual o ministro suspendeu, inicialmente por seis meses em junho de 2021, ordens de remoção e despejos de áreas coletivas habitadas antes da pandemia. Ele considerou que despejos em meio à crise da Covid-19 poderiam prejudicar famílias vulneráveis. No fim de 2021, o ministro prorrogou a proibição de despejos até 31 de março de 2022. Depois, em uma terceira decisão, deu prazo até 31 de junho e, por fim, estendeu a proibição até 31 de outubro de 2022.
Ao analisar um novo pedido de prorrogação feito por partidos políticos e movimentos sociais, o ministro decidiu atender em parte. Barroso não prorrogou novamente a proibição de despejos, mas determinou um regime de transição a ser adotado após quase um ano e meio de proibição das desocupações. Conforme a decisão:
Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais devem instalar, imediatamente, comissões de conflitos fundiários que sirvam de apoio aos juízes. De início, as comissões precisam elaborar estratégia para retomar decisões de reintegração de posse suspensas, de maneira gradual e escalonada;
As comissões de conflitos fundiários devem realizar inspeções judiciais e audiências de mediação antes de qualquer decisão para desocupação, mesmo em locais nos quais já haja decisões que determinem despejos. Ministério Público e Defensoria Pública devem participar;
Além de decisões judiciais, quaisquer medidas administrativas que resultem em remoções também devem ser avisadas previamente, e as comunidades afetadas devem ser ouvidas, com prazo razoável para a desocupação e com medidas para resguardo do direito à moradia, proibindo em qualquer situação a separação de integrantes de uma mesma família.
Barroso autorizou ainda a retomada do regime legal para ações de despejo em caso de locações individuais sem necessidade de regras de transição. Para ele, essas locações estão reguladas em contrato e não têm a mesma complexidade do que ocupações coletivas.
Acompanhe a seguir, um vídeo no qual é visto o desespero de crianças e moradores diante da suposta atitude ilegal por parte do governo municipal:
Diante da delicada questão social e política que envolvem 211 famílias na área particular do Jardim Serrano e após matéria oficial distribuída pela administração municipal no dia 15 de maio de 2023, intitula: “Prefeitura de Ribeirão Pires realiza fiscalização para combater invasões?”, o Repórter ABC protocolou “Requerimentos de Informações” com base na Lei de Acesso a Informações Públicas, onde entre outras coisas, questiona:
Se a prefeitura é parte no processo citado na matéria;
Há alguma decisão judicial ou mesmo Ação Cívil Pública movida pelo Ministério Público que determina a ação de fiscalização e cadastramento de pessoas que ocupam a referida área particular situada no Parque Aliança e que se encontra em processo judicial?
Se além participação do Grupo de Fiscalização Integrada (GFI), Fiscalização Ambiental, Departamento de Regularização Fundiária e Guarda Municipal, houve a participação de algum Assistente Social e também outros servidores ligados a Secretaria de Assistência, Participação e Inclusão Social;
Conforme citado pela comunicação da prefeitura em texto intitulado “Prefeitura de Ribeirão Pires realiza fiscalização para combater invasões”, entre aspas, indicando fala da secretária Andreza Araújo, é expresso:
“Esse tipo de moradia em área particular em processo judicial pode causar danos irreparáveis ao meio ambiente, afetando a fauna, a flora e os recursos hídricos da região. Além disso, as pessoas que moram nessas áreas correm riscos de desabamento e incêndios, além de não terem acesso a serviços básicos como água, luz e saneamento, destacou.”
Diante de tal afirmação solicito cópia de documentos oficiais desta administração municipal que comprovem estudos detalhados que comprovem as afirmações: “Esse tipo de moradia em área particular em processo judicial pode causar danos irreparáveis ao meio ambiente, afetando a fauna, a flora e os recursos hídricos da região” e que “pessoas que moram nessas áreas correm riscos de desabamento e incêndios”.
Existe algum Projeto próprio ou Programa em parceria com os governos estadual ou federal para a construção de moradias na cidade de Ribeirão Pires, sejam populares ou mesmo de interesse social.
Qual o atual deficit habitacional da Estância Turística de Ribeirão Pires?
WhatsApp é o meio preferido dos golpistas que usam nomes de advogados e de escritórios para abordar possíveis vítimas
Repórter ABC, com Conjur – Estelionatários têm se aproveitado da relação de confiança entre clientes e advogados para praticar golpes. Por meio do WhatsApp, eles se passam por representantes de escritórios de advocacia e solicitam pagamentos para liberar precatórios, acordos de dívidas e taxas judiciais.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo está acompanhando de perto a situação e fornecendo informações à Polícia Civil para desmantelar essas quadrilhas. Grupos organizados se passam por advogados e representantes de escritórios, utilizando informações públicas de processos para oferecer serviços ou cobrar taxas de liberação de precatórios.
A Polícia Civil de São Paulo está investigando a atuação desses estelionatários, tanto por meio do WhatsApp como presencialmente. Além disso, a OAB-SP está alertando seus associados e orientando seus clientes para prevenir os golpes. Outras seccionais da OAB em diversos estados do Brasil também divulgaram alertas sobre esse problema.
Desde outubro de 2022, a OAB do Paraná iniciou uma campanha informativa para conscientizar sobre os cuidados necessários para evitar esse tipo de golpe. A entidade já recebeu 237 denúncias até maio deste ano.
Advogados renomados também têm sido alvos desses golpes. Eles relatam que os golpistas entram em contato por WhatsApp, apresentando-se como advogados de escritórios, e solicitam o pagamento de taxas para liberar pagamentos de precatórios. Embora poucos clientes tenham caído nesses golpes, os casos ressaltam a necessidade de precaução.
Os golpistas estipulam prazos curtos para aproveitar descontos em acordos trabalhistas ou para o pagamento de taxas de liberação de precatórios. A agilidade dos meios de pagamento no país tem contribuído para o sucesso desses golpes.
Recentemente, um juiz determinou a suspensão de números de telefone usados pelos golpistas e a colaboração de empresas de telefonia e redes sociais para combater o golpe do falso advogado no Paraná.
Alguns golpes envolvem o nome de escritórios de advocacia, mesmo contra pessoas que não são clientes. Os golpistas se passam por advogados de escritórios similares e oferecem vantagens, como a renegociação de dívidas com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU).
Os avanços tecnológicos têm dado novas ferramentas para os golpistas, que utilizam o WhatsApp e exploram informações públicas dos processos para dar credibilidade às abordagens. Recomenda-se que o primeiro contato com advogados ou escritórios seja presencial e que se verifique se eles possuem registro na OAB.
Advogados têm adotado diversas medidas para evitar os golpes, como orientar os clientes por e-mail, mala direta e alertas em sites e redes sociais. Verificar e confirmar os dados de contas informadas para pagamentos é essencial, assim como manter contato com o banco ou empresa de crédito para validar propostas de escritórios ou empresas de cobrança.
Envelhecimento precoce de quem vive com a doença também melhora
Um estudo realizado por uma bióloga do Instituto de Biociências de Botucatu, da Universidade Estadual Paulista (IBB-Unesp), mostrou que 500 miligramas (mg) diários de própolis para pessoas que vivem com o vírus HIV, resultaram em uma redução significativa na concentração de um marcador de estresse oxidativo. Nesse mesmo grupo foi observado um ligeiro aumento na capacidade antioxidante total, refletindo no combate aos radicais livres.
Segundo a bióloga Karen Ingrid Tasca, um dos problemas enfrentados pela população que convive com o vírus causador da aids é o envelhecimento precoce, que pode ser de dez a 20 anos, por conta da deterioração da imunidade mais acelerada, além do desenvolvimento precoce de comorbidades, como diabete, hipertensão e tumores. Esse processo de envelhecimento precoce ocorre porque, além de o sistema imunológico ser ativado constantemente, esses pacientes tem inflação crônica.
“O estresse oxidativo causado pelo vírus e pelos próprios antirretrovirais possui grande impacto nesses pacientes. Na tentativa de reduzir esses processos patológicos e melhorar a qualidade de vida e a sobrevida, há necessidade de intervenções que minimizem esses efeitos. Entre os diversos produtos naturais existentes, a própolis, que é uma resina, possui esse potencial, pois apresenta propriedades antioxidante, antiviral e anti-inflamatória reconhecidas.”
Um estudo anterior mostrou que os parâmetros inflamatórios de portadores do HIV diminuíra, as células que são consideradas alvo principal do vírus aumentaram, assim como também aumentou o marcador de células responsáveis por regular a inflamação.
Segundo uma das autoras do estudo, a biomédica Fernanda Lopes Conte, a própolis pode ser uma alternativa para melhorar a resposta imune e reduzir a inflamação nos pacientes assintomáticos: “A infecção pelo HIV induz intensa desregulação do sistema imunológico, gerando perda da função celular e inflamação crônica.”
Dados gerais
Ambos os estudos foram desenvolvidos com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Segundo o Ministério da Saúde, em 2021, foram notificados 40,8 mil casos de HIV e 35,2 mil casos, de acordo com dados do ano passado.
De acordo com o mais recente Boletim Epidemiológico de HIV/aids, desde o primeiro caso informado em território nacional, em 1980, até junho de 2022, já foram detectados 1.088.536 casos de aids. Somente em 2021, mais de 11 mil óbitos foram registrados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) em decorrência da doença. A taxa de mortalidade padronizada é de 4,2 óbitos por 100 mil habitantes, índice que sofreu caiu 26,4% entre 2014 e 2021.
Dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids (Unaids) reforçam que a epidemia ainda precisa ser combatida. No ano de 2021, mais de 750 mil homens em todo o mundo adquiriram HIV. Naquele ano, eles representaram 51% das novas infecções pelo vírus. Pelo menos 1,5 milhão de pessoas se tornaram recém-infectadas por HIV no mesmo ano de 2021. No total, esse número já passa de 84 milhões de pessoas infectadas desde o início da epidemia.
Ex-presidenciável vem sendo condenado em vários processos; advogado diz que sua liberdade de expressão foi limitada
Repórter ABC – O ex-presidenciável Ciro Gomes, conhecido por sua retórica agressiva contra adversários políticos, tem enfrentado uma série de condenações por danos morais e está envolvido em diversas ações de execução. Essas medidas judiciais já resultaram na penhora e leilão de seus imóveis, além do bloqueio constante de valores em suas contas bancárias, inclusive na conta de sua esposa, totalizando R$ 101 mil. Mais recentemente, Ciro foi impedido de licenciar seu veículo devido às questões financeiras, aponta reportagem da Folha de S. Paulo.
Embora tenha declarado um patrimônio de R$ 3 milhões durante sua candidatura à Presidência no ano passado, a Justiça tem enfrentado dificuldades para efetuar as cobranças. Ciro, que já ocupou cargos como prefeito, governador, ministro e foi candidato à Presidência por quatro vezes, é alvo ou figura como autor em cerca de cem processos criminais e cíveis relacionados a danos morais, especialmente no Ceará e em São Paulo.
A defesa do ex-presidenciável argumenta que Ciro está sofrendo restrições desproporcionais ao seu direito de expressão e que as punições aplicadas têm valores exorbitantes. Alegam ainda que ele não possui recursos ou bens penhoráveis para arcar com as condenações. Atualmente, como vice-presidente nacional do PDT, Ciro recebe um salário mensal de R$ 23,5 mil.
Dentre os que entraram com ações judiciais alegando terem sido ofendidos pelo pedetista, estão ex-presidentes como Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer e Jair Bolsonaro, além de políticos como José Serra (PSDB-SP), Eunício Oliveira (MDB-CE), Damares Alves (Republicanos-DF), Ricardo Salles (PL-SP), Eduardo Cunha (PTB-SP), João Doria (SP) e Valdemar Costa Neto (PL). Embora Ciro tenha obtido vitórias em casos envolvendo Ricardo Salles (chamado de “ex-ministro do desmatamento e contrabando”), Eduardo Cunha (“trambiqueiro”) e Doria (“farsante”), ele acumula condenações na fase de execução que, após correção, ultrapassam a marca de um milhão de reais.
Núcleos artísticos da EMARP promoveram atividades gratuitas para o público presente
Repórter ABC – A Escola Municipal de Artes de Ribeirão Pires (EMARP) comemorou dois anos de atividades neste domingo (21) com uma programação especial realizada no Parque Oriental. O evento contou com aulas abertas de artes plásticas e teatro, oficina de aviãozinho de papel, exibição de cinema para crianças e emocionantes apresentações de dança e música. Todas as atividades artísticas foram oferecidas de forma gratuita.
Durante a celebração, os coordenadores e a equipe pedagógica receberam merecidas homenagens, assim como a família Freitas, composta por Juliana e seus dois filhos, Eduardo e Ana Júlia, de 10 e 8 anos, respectivamente. Eles são alunos matriculados em cursos artísticos da EMARP e foram selecionados para representar os mais de 3 mil alunos que passaram pela escola. Juliana Freitas, de 38 anos, mãe e aluna de dança livre, comentou: “A EMARP é uma extensão da nossa casa. É um lugar onde vivemos a cultura”.
Um dos destaques do domingo foi a apresentação de um coro infantojuvenil composto por 80 estudantes de escolas municipais. O grupo foi cuidadosamente ensaiado pelos orientadores de arte da EMARP especialmente para a ocasião.
Atualmente, a EMARP atende alunos de Ribeirão Pires, Grande ABC e outras regiões, oferecendo cursos gratuitos de música, dança, teatro, artes plásticas e audiovisual. A escola foi criada em maio de 2021 e está localizada na Rua Dr. Yutaka Ishihara, 218, Jd. Pastoril.
Busca pelo agressor: polícia investiga o caso e procura autor do crime em Mauá
O operador de luz Eduardo Wagner de Oliveira Santos, conhecido como Edu Pachará, de 32 anos, foi brutalmente assassinado por volta das 23h30 do último domingo (14), na avenida Capitão João, no bairro Matriz, em Mauá. A vítima desempenhava suas funções na equipe do renomado cantor de samba Péricles.
De acordo com relatos de testemunhas à polícia militar, Pachará teria ido a um posto de combustíveis de carro, aparentando estar embriagado. Ao lado da loja de conveniência, teria derrubado caixas de cerveja. Ao sair do veículo, foi surpreendido por um agressor desconhecido que o atacou com socos violentos.
As autoridades estão em busca do responsável pela agressão. A Secretaria da Segurança Pública informou que o crime foi registrado como lesão corporal seguida de morte pelo 1º Distrito Policial de Mauá, que está encarregado das investigações.
Integrante da equipe do cantor Péricles é morto a socos na Grande SP. Vídeo mostra momento em que Eduardo Wagner de Oliveira Santos, o Edu Pachará, sofre a agressão.