Vereadora Delmah Pedra apoia organização da Associação da Fazenda Salto

Parlamentar destaca importância da formalização para acesso a recursos e fortalecimento da agricultura familiar

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora de Barreiras, Delmah Pedra, utilizou suas redes sociais para divulgar seu apoio à organização da Associação da Fazenda Salto, localizada entre a comunidade de Rio Branco. Segundo a parlamentar, a iniciativa busca estruturar a entidade para garantir benefícios aos agricultores familiares da região.

“Minha contribuição nessa construção da Associação da Fazenda Salto ocorre porque entendo que a agricultura familiar desempenha um papel crucial no desenvolvimento sustentável e na segurança alimentar de muitas comunidades”, afirmou Delmah.

A criação de uma associação formal possibilita que os pequenos produtores tenham maior acesso a políticas públicas, linhas de crédito e programas governamentais voltados ao fortalecimento do setor. Além disso, a regularização jurídica e fiscal permite que a entidade estabeleça parcerias estratégicas com instituições privadas e órgãos governamentais, garantindo suporte técnico e financeiro.

“Primeiramente, formalizar a associação com toda a documentação necessária permite que ela funcione dentro da legalidade, proporcionando segurança e estabilidade aos seus membros. Isso é essencial para firmar parcerias sólidas com organizações públicas e privadas”, pontuou a vereadora.

O fortalecimento da associação também impulsiona a representatividade política da comunidade, permitindo que os agricultores tenham voz ativa em decisões que impactam o setor. A atuação coletiva viabiliza reivindicações por melhorias na infraestrutura, assistência técnica e condições de comercialização da produção.

“São vários benefícios que podem ser conquistados por meio dessa associação. Muitas vezes, os agricultores têm boa vontade, mas sozinhos não conseguem avançar. Com a associação, esse processo se torna mais acessível”, destacou Delmah Pedra.

A parlamentar relembrou outras ações semelhantes que já desenvolveu e sinalizou a intenção de ampliar esse trabalho. Durante sua campanha, contribuiu para a formação da Associação da Sambaíba e pretende expandir a iniciativa para outras comunidades, reforçando o papel da agricultura familiar no desenvolvimento local.

“Resumi a importância dessa contribuição, não apenas para essa associação, mas também para a de Sambaíba, que ajudamos a construir na campanha. Quero estender essa ação para outras comunidades porque conheço as dificuldades que enfrentamos como instituição para manter os projetos funcionando adequadamente”, explicou a vereadora.

A estruturação da Associação da Fazenda Salto representa um avanço para a agricultura familiar da região. A busca pela regularização e pela integração a mercados mais amplos proporciona maior autonomia aos produtores, fortalecendo o setor diante dos desafios econômicos e climáticos.

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Detentos do Conjunto Penal de Barreiras doam mais de 700 quilos de alimentos

Caso de Política com SEAP – Com o objetivo de promover a reintegração social dos reeducandos, o Conjunto Penal de Barreiras entregou hortaliças, legumes e verduras para instituições de acolhimento social, reafirmando o compromisso com a solidariedade e o apoio a quem mais precisa

Caso de Política com SEAP – Na última quinta (13) e sexta-feira (14), a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), por meio do Conjunto Penal de Barreiras (CPB), realizou uma significativa ação de doação de alimentos, destacando-se como mais um passo em direção à reintegração dos reeducandos e à promoção de solidariedade no oeste baiano.

Foram entregues 711 quilos de hortaliças, legumes e verduras, entre eles abóbora, cenoura, alface, cebolinhas, acelga, pimenta, quiabo e feijão, que foram cultivados nas hortas dentro do próprio Conjunto Penal. O trabalho, desenvolvido pelos internos, não se limitou apenas ao cultivo. Eles também foram responsáveis pela organização dos kits de doação, garantindo que os alimentos fossem preparados de forma eficiente para atender às duas entidades de acolhimento social que receberam os produtos.

Essas instituições são cadastradas no programa Bahia Sem Fome, do Governo do Estado, que visa apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar e social. A ação reforça o compromisso da Seap em promover não só a reintegração dos reeducandos ao convívio com a sociedade, mas também contribuir de maneira significativa para a melhoria das condições de vida de muitas famílias que enfrentam dificuldades.

Além de fornecer uma alimentação saudável para as pessoas acolhidas, a doação simboliza um passo importante no processo de ressocialização dos internos, que, ao participar de atividades produtivas, adquirem habilidades e desenvolvem um senso de responsabilidade social.

A medida ainda destaca a importância do envolvimento das unidades prisionais em ações comunitárias, criando uma conexão entre os reeducandos e a população, e colaborando para a construção de uma sociedade mais justa e solidária.

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Vendas de combustíveis no Brasil crescem e superam 133 bilhões de litros em 2024, diz ANP

Apesar da queda nas vendas de gasolina, o Brasil viu aumento significativo na comercialização de etanol, diesel e GLP, refletindo mudanças nas preferências do consumidor e a ampliação da oferta de biocombustíveis

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Brasil comercializou mais de 133 bilhões de litros de combustíveis líquidos automotivos em 2024, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O volume total representou uma dinâmica mista no mercado de combustíveis, com aumentos em alguns setores e quedas em outros, quando comparado ao ano anterior.

Dentre os combustíveis mais vendidos, a gasolina C (mistura de gasolina com etanol anidro) foi o principal produto, com 44,19 bilhões de litros comercializados. Porém, essa categoria apresentou uma leve retração de 4% em relação ao ano passado. Por outro lado, o etanol hidratado combustível teve uma performance impressionante, com um aumento de 33,4% nas vendas, somando 21,66 bilhões de litros, o que reflete a crescente demanda por combustíveis mais sustentáveis.

O diesel B, que inclui a mistura de biodiesel, também registrou crescimento de 2,6%, alcançando 67,25 bilhões de litros comercializados. Este aumento se deve, em parte, à recente elevação do teor de biodiesel no diesel, que passou de 12% para 14% ao longo do ano.

Durante o Seminário de Avaliação do Mercado de Combustíveis 2025, realizado de forma híbrida no Rio de Janeiro, a ANP divulgou esses números, destacando o papel fundamental do setor no abastecimento nacional. O evento, que contou com a participação de agentes de mercado e outros stakeholders, também abordou o cenário de importações e produção local.

Em termos de produção nacional, a gasolina A (pura) representou 90% da oferta interna, com os 10% restantes sendo supridos por importações. No caso do diesel A, a dependência de importações foi maior, atingindo cerca de 25% do total consumido.

O mercado de gás também apresentou crescimento. O GLP (gás liquefeito de petróleo) teve um aumento de 2,2% nas vendas, com 7,57 milhões de metros cúbicos comercializados, sendo que as importações corresponderam a 25% das vendas totais. Esse cenário de crescimento também se refletiu no biodiesel, cujas vendas subiram de 7,34 bilhões de litros em 2023 para 8,96 bilhões de litros em 2024.

A ANP ainda revelou que, no total, 131.278 agentes foram regulados no setor de abastecimento no país em 2024, entre eles 44.678 postos de combustíveis e 58.283 revendas de GLP, além de distribuidores e produtores de lubrificantes. Esses dados evidenciam a robustez e a complexidade do setor energético brasileiro.

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Após vistoria técnica, Jusmari confirma entrega de moradias do Residencial Solar Buritis até o final de março

Com obras retomadas após anos de paralisação, residencial em Barreiras receberá 500 famílias; infraestrutura e novos projetos habitacionais também avançam na região

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A secretária de Desenvolvimento Urbano da Bahia, Jusmari Oliveira, vistoriou neste sábado (15) as obras do Residencial Solar Buritis, em Barreiras. O empreendimento, integrante do programa Minha Casa Minha Vida, recebeu um aporte estadual de R$ 11,6 milhões e será entregue até o fim de março. A pavimentação do acesso ao residencial, orçada em R$ 5 milhões, pode influenciar o cronograma final.

 

As unidades habitacionais possuem 41,50 m² e contam com dois dormitórios, sala de estar, banheiro e cozinha conjugada com lavanderia. As obras, paralisadas por anos, foram retomadas com investimentos federais e estaduais. Além da recuperação das moradias, a infraestrutura do entorno está sendo aprimorada, incluindo a pavimentação da via de acesso pela BA-447.

Durante a inspeção, o engenheiro responsável pelo asfaltamento detalhou o traçado da obra:

“O projeto que tá aqui, gente sai e faz o L”, explicou.

Em tom descontraído, Jusmari respondeu:

“A gente tá morrendo de trabalhar. Tem que fazer o L mesmo, pois graças a Lula e Jerônimo que estamos retomando esta obra”, arrancando risos dos presentes.

A secretária também anunciou a autorização para mais 250 unidades do Minha Casa Minha Vida em Barreiras e revelou que o governo estadual busca viabilizar outras 500 moradias na próxima seleção do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Além disso, o estado investe em programas como o Minha Casa Minha Vida Bahia Parcerias, que reduz custos para beneficiários, e o Minha Casa Minha Vida Parceria Funcionário Público, que oferece subsídios dobrados para servidores. Há também ações voltadas à substituição de moradias precárias na zona rural.

A entrega do residencial deve contar com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e do presidente Lula, ainda a se confirmar. Jusmari reafirmou o compromisso do governo do Estado em evitar atrasos e garantir condições adequadas para os futuros moradores.

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STF mantém descriminalização do porte de maconha para uso pessoal

Corte fixa quantia de 40 gramas para diferenciar usuários de traficantes e reforça que consumo continua sendo infração administrativa

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, nesta sexta-feira (14), a decisão que descriminalizou o porte de maconha para uso pessoal, estabelecendo o limite de 40 gramas para diferenciar usuários de traficantes. A medida, definida em julgamento finalizado em julho do ano passado, foi reafirmada no plenário virtual, onde recursos protocolados pela Defensoria Pública e pelo Ministério Público de São Paulo foram rejeitados.

O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, votou pela manutenção integral da decisão e foi acompanhado por Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cristiano Zanin. O julgamento será concluído às 23h59 desta sexta-feira, mas o placar já indica maioria consolidada.

Apesar da decisão, o consumo de maconha continua sendo um comportamento ilícito. A diferença está na forma de penalização. O Supremo reafirmou que o porte para uso pessoal não gera antecedentes criminais nem permite sanções penais, mas segue sujeito a consequências administrativas.

O julgamento envolveu a interpretação do Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), que previa penas alternativas como advertência, serviços comunitários e cursos educativos. A decisão da Corte elimina a prestação de serviços à comunidade como medida sancionatória, mas mantém as advertências e a obrigação de participação em programas educativos. Essas medidas continuarão a ser aplicadas pela Justiça, sem repercussão penal.

A fixação da quantia de 40 gramas como critério para diferenciação entre usuários e traficantes busca padronizar a atuação da Justiça e evitar interpretações divergentes sobre a classificação de indivíduos flagrados com a droga. A Corte argumenta que a ausência desse critério gerava insegurança jurídica e contribuía para abordagens desproporcionais por parte das autoridades policiais.

A decisão também insere o Brasil em um contexto de discussão global sobre políticas de drogas, alinhando-se a países que adotam uma abordagem menos punitiva ao usuário, enquanto mantêm a repressão ao tráfico. Especialistas apontam que a medida pode contribuir para a redução da superlotação carcerária e do encarceramento de indivíduos pegos com pequenas quantidades de droga, evitando que sejam equiparados a traficantes.

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Bolsonaro afirma que OEA garantiu relatório sincero sobre Moraes e ações do Judiciário

Enviado da OEA ouviu oposição e ministros do STF sobre liberdade de expressão e bloqueios de redes sociais. Relatório deve abordar prisões e investigações de atos antidemocráticos

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que a Organização dos Estados Americanos (OEA) garantiu um “relatório sincero” sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e as medidas adotadas contra opositores do governo Lula. A declaração foi feita após uma reunião entre Bolsonaro e Pedro Vaca Villarreal, relator especial para Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão vinculado à OEA. As informações são de Paulo Capelli do Metrópoles.

Pedro Vaca Villarreal, relator especial para Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão vinculado à OEA

A visita de Pedro Vaca ao Brasil ocorre em meio a questionamentos sobre a liberdade de expressão e os limites da atuação do Judiciário em investigações de supostos atos antidemocráticos. O representante da OEA ouviu tanto ministros do STF, como Moraes e o presidente da Corte, Roberto Barroso, quanto parlamentares da oposição. Entre os temas debatidos, estiveram as prisões de apoiadores de Bolsonaro, bloqueios de redes sociais e alegações de censura.

Bolsonaro, que se encontrou com Vaca por cerca de 50 minutos, disse que o enviado da OEA demonstrou interesse nas queixas da oposição e que o relatório deve refletir o cenário brasileiro. O ex-presidente voltou a criticar a conduta de Moraes e acusou o magistrado de perseguir adversários políticos, justificando que as decisões judiciais se baseiam em “narrativas” e não em provas concretas.

A oposição também levou ao relator da OEA a situação dos militantes presos por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. A filha de Cleriston Pereira da Cunha, um dos detentos que morreu no Presídio da Papuda, denunciou que seu pai teria sido “torturado” enquanto esteve sob custódia do Estado.

Ministros do STF recepcionam Pedro Vaca

Por outro lado, Barroso e Moraes defenderam as medidas adotadas pelo STF, argumentando que as decisões visaram proteger a democracia diante de ameaças concretas. Entre as justificativas apresentadas, destacaram o caso do suposto plano de militares para assassinar o presidente Lula no final de 2022, atualmente sob investigação.

Além das discussões sobre as ações do Judiciário, a missão da OEA também analisou temas mais amplos, como a regulamentação de redes sociais no Brasil e os desafios para combater a desinformação. O relator levantou questionamentos sobre o Marco Civil da Internet e a possível ampliação da responsabilidade das plataformas digitais no controle de conteúdos. Também foi debatida a escalada de ataques contra jornalistas e acadêmicos promovidos por setores da direita.

O relatório produzido por Pedro Vaca deverá consolidar os diferentes pontos de vista apresentados no Brasil e poderá influenciar futuras ações internacionais sobre a liberdade de expressão no país. A expectativa é que o documento seja divulgado nos próximos meses e traga recomendações tanto ao governo quanto ao Judiciário.

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Ministério da Saúde amplia faixa etária para vacina contra a dengue

Vacinação contra a dengue é ampliada para pessoas de 4 a 59 anos em nova estratégia do Ministério da Saúde

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (14), a ampliação temporária da faixa etária para a vacinação contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida vale exclusivamente para doses que estiverem próximas ao vencimento e permite a aplicação do imunizante em crianças a partir dos 4 anos e adultos de até 59 anos, conforme a proximidade da validade do lote.

Segundo a nota técnica enviada a estados e municípios, as vacinas com dois meses para expirar poderão ser utilizadas em pessoas de 6 a 16 anos ou realocadas para cidades ainda não contempladas. Já os imunizantes com um mês para o vencimento poderão ser aplicados na faixa etária prevista na bula da vacina, ampliando o público para 4 a 59 anos.

Atualmente, o SUS disponibiliza o imunizante apenas para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A ampliação, segundo o ministério, é uma estratégia emergencial para evitar o desperdício de doses e ampliar a proteção contra a doença.

A recomendação também prevê que estados e municípios informem a pasta sobre a implementação da medida e garantam o registro de todas as doses aplicadas na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), permitindo o controle da segunda dose.

Baixa adesão preocupa

Apesar do envio de 6,5 milhões de doses em 2024, apenas 3,8 milhões foram aplicadas, segundo dados do Ministério da Saúde. Entre os adolescentes, a baixa adesão é ainda mais preocupante: 1,3 milhão de jovens que tomaram a primeira dose não retornaram para completar o esquema vacinal.

Diante desse cenário, o ministério recomenda que estados e municípios reforcem as ações de busca ativa, mobilizando a população para garantir a imunização completa.

Expansão da vacinação

O Brasil foi o primeiro país do mundo a oferecer a vacina contra a dengue em um sistema público universal. A imunização teve início em fevereiro de 2024, em 315 municípios, e atualmente já alcança 1.921 cidades.

A vacina foi incorporada ao SUS com base em critérios epidemiológicos, priorizando locais com maior incidência da doença. A decisão foi pactuada entre União, estados e municípios na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

A ampliação temporária da faixa etária reforça a tentativa de mitigar impactos da dengue no país e evitar perdas de vacinas em um cenário de aumento de casos da doença.

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Técnica de enfermagem da UPA de Barreiras é demitida arbitrariamente por perseguição política

Profissional foi dispensada após denunciar falta de materiais na unidade. Caso ganhou repercussão nas redes sociais e pode parar na Justiça

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A demissão de uma técnica de enfermagem da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Barreiras tem gerado indignação entre profissionais da saúde e a população. O caso, inicialmente divulgado nas redes sociais, ganhou maior repercussão após a publicação feita na página da influenciadora Mônica Patrícia, que trouxe detalhes da dispensa da trabalhadora e questionou o uso da máquina pública para perseguições políticas. O episódio reforça que, apesar das mudanças de governo, a política arcaica de clientelismo e de gabinete segue sendo a regra no município.

A trabalhadora, que diariamente se dedicava ao atendimento da população, foi dispensada sem um processo administrativo claro. De acordo com relatos colhidos pelo Portal Caso de Política, a decisão foi motivada por influência de um vereador próximo ao governo, após a profissional mencionar a precariedade dos materiais na unidade.

Ao que tudo indica, a justificativa oficial para a demissão não se sustenta. Relatos indicam que a profissional teria sido acusada de maltratar um acompanhante, mas a medida disciplinar aplicada com tamanha rapidez levanta suspeitas de retaliação. Confira trechos dos depoimentos obtidos:

Uma funcionária contratada como técnica em enfermagem foi demitida. Segundo a própria, o motivo alegado foi um suposto mau atendimento a um acompanhante. Mas, na verdade, não houve maus-tratos, e sim influência política. O acompanhante quis prejudicá-la por questões pessoais. Antes de demitir, a administração deveria ter seguido o protocolo, mas isso não aconteceu.”

O verdadeiro problema parece ter sido o incômodo causado pela profissional ao relatar a falta de estrutura na unidade de saúde. Ao que parece, para os que fazem parte da gestão, expor condições inadequadas de trabalho é uma afronta.

O acompanhante exigiu que a técnica aferisse a pressão de um paciente apadrinhado de um vereador com um aparelho digital, mas esse equipamento simplesmente não existe na unidade. Durante o dia, a profissional comentou com colegas sobre a falta de materiais básicos, e o acompanhante ouviu. Desde cedo, ele estava atento aos seus movimentos. Mais tarde, denunciou a profissional, que foi chamada pela Coordenação da Enfermagem e orientada a assinar uma advertência, ficando à disposição da Secretaria de Saúde para realocação. Ela assinou sem perceber que estava sendo manipulada e vítima de uma perseguição. Somente depois suas colegas alertaram que ela não deveria ter assinado, pois foi um ato injusto.”

O episódio reflete uma triste realidade da saúde pública municipal de Barreiras: equipamentos básicos estão em falta, mas sobra vigilância contra quem ousa denunciar os problemas. Profissionais da linha de frente, que deveriam ser valorizados e respeitados, tornam-se alvos quando não se submetem ao jogo político local.

A demissão de uma profissional por criticar a estrutura de trabalho é um reflexo do descaso e da falta de respeito com aqueles que realmente se preocupam com a população. Vivemos uma gestão onde a máxima parece ser ‘quem manda sou eu, obedece quem tem juízo’, enquanto a saúde afunda. O que deveria ser uma estrutura voltada ao atendimento da população virou um cabide de empregos fantasmas. O pior é que, quando o caso ganha repercussão, os apadrinhados aparecem sem nenhuma punição. O novo governo assumiu, mas o velho sistema de favorecimentos segue intacto. Falta fiscalização, responsabilidade e uma intervenção urgente do Ministério Público. A saúde do município já está na UTI há muito tempo.”

Diante da repercussão do caso, a expectativa é que o prefeito Otoniel Teixeira se manifeste e tome providências para reverter a demissão da profissional. Segundo apuração do Portal Caso de Política, a trabalhadora pode recorrer à Justiça para reaver seu cargo e buscar eventuais danos morais, o que poderá responsabilizar a administração municipal e seus gestores.

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Lula eleva meta do Minha Casa Minha Vida e projeta 2,5 milhões de habitações até 2026

Inicialmente previsto para entregar 2 milhões de unidades, programa habitacional ganha nova meta e terá casas maiores para atender a classe média, afirma presidente

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta sexta-feira (14), que o governo federal ampliou a meta do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Antes planejada para alcançar 2 milhões de unidades habitacionais até o fim do mandato, a nova projeção é entregar 2,5 milhões de moradias até 31 de dezembro de 2026.

Em entrevista à Rádio Clube do Pará, Lula destacou que o governo tem buscado ampliar o escopo do programa, garantindo também habitações para a classe média, com unidades “um pouco maiores” e “com mais valor”. Segundo ele, o objetivo é enfrentar de forma definitiva o déficit habitacional do país.

A ampliação das metas foi confirmada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, que, na última quarta-feira (12), anunciou uma nova seleção de 100 mil unidades do MCMV. Segundo o ministro, atualmente há 40 mil moradias em construção, e a previsão é que esse número chegue a 100 mil até maio. Além disso, ele ressaltou que todas as novas unidades seguirão diretrizes exigidas por Lula, incluindo varanda e bibliotecas.

Lula enfatizou a importância da moradia própria na construção de laços sociais.

“As pessoas querem um ninho permanente, para se acostumarem com os vizinhos e construírem amizades. Se você muda todo ano, nunca cria vínculos, as crianças não fazem amigos e a adaptação à escola fica difícil”, declarou.

O presidente ainda afirmou que considera o acesso à moradia e à educação como pilares fundamentais do seu governo. “Isso pra mim não é um sonho, é uma profissão de fé. Educação e moradia são duas coisas que eu carrego na alma, porque já passei por tudo isso”, disse.

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Governo da Bahia realiza vistoria final no Residencial Solar Buritis e define data de inauguração

Com investimento de R$ 11,6 milhões e 61,24% das obras concluídas, empreendimento do Minha Casa Minha Vida avança para beneficiar 500 famílias de Barreiras

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDUR) realiza, neste sábado (15), às 9h, uma vistoria no Residencial Solar Buritis, em Barreiras, para avaliar o andamento das obras e definir a data de entrega das 500 unidades habitacionais. A secretária Jusmari Oliveira acompanhará a inspeção, que representa a reta final do projeto, inserido no Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) Retomada, do Governo Federal.

As obras, que estavam paralisadas há anos, foram retomadas graças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao governador Jerônimo Rodrigues, que garantiram os investimentos necessários para a conclusão do empreendimento. Com um aporte de R$ 11,6 milhões, os trabalhos já atingiram 61,24% de execução. Sob responsabilidade da LPR Construções e Empreendimentos LTDA, o projeto busca recuperar as moradias para atender famílias de baixa renda. Além das reformas, a infraestrutura do entorno também recebe melhorias, incluindo a pavimentação da via de acesso ao residencial pela BA, um investimento adicional de R$ 5 milhões autorizado pelo governo do Estado.

Localizado na Rua Araci, nº 1141, no bairro Buritis, o Residencial Solar Buritis foi contratado pelo Minha Casa Minha Vida – FAR, mas teve sua construção interrompida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com a retomada garantida pela nova gestão federal e estadual, a expectativa agora é assegurar que as moradias sejam entregues em condições adequadas para as famílias beneficiadas.

A visita técnica deste sábado será decisiva para a definição da data de inauguração, um momento aguardado por centenas de famílias que esperam, há anos, a realização do sonho da casa própria.

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