Inicialmente previsto para entregar 2 milhões de unidades, programa habitacional ganha nova meta e terá casas maiores para atender a classe média, afirma presidente
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta sexta-feira (14), que o governo federal ampliou a meta do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Antes planejada para alcançar 2 milhões de unidades habitacionais até o fim do mandato, a nova projeção é entregar 2,5 milhões de moradias até 31 de dezembro de 2026.
Em entrevista à Rádio Clube do Pará, Lula destacou que o governo tem buscado ampliar o escopo do programa, garantindo também habitações para a classe média, com unidades “um pouco maiores” e “com mais valor”. Segundo ele, o objetivo é enfrentar de forma definitiva o déficit habitacional do país.
A ampliação das metas foi confirmada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, que, na última quarta-feira (12), anunciou uma nova seleção de 100 mil unidades do MCMV. Segundo o ministro, atualmente há 40 mil moradias em construção, e a previsão é que esse número chegue a 100 mil até maio. Além disso, ele ressaltou que todas as novas unidades seguirão diretrizes exigidas por Lula, incluindo varanda e bibliotecas.
Lula enfatizou a importância da moradia própria na construção de laços sociais.
“As pessoas querem um ninho permanente, para se acostumarem com os vizinhos e construírem amizades. Se você muda todo ano, nunca cria vínculos, as crianças não fazem amigos e a adaptação à escola fica difícil”, declarou.
O presidente ainda afirmou que considera o acesso à moradia e à educação como pilares fundamentais do seu governo. “Isso pra mim não é um sonho, é uma profissão de fé. Educação e moradia são duas coisas que eu carrego na alma, porque já passei por tudo isso”, disse.
Com investimento de R$ 11,6 milhões e 61,24% das obras concluídas, empreendimento do Minha Casa Minha Vida avança para beneficiar 500 famílias de Barreiras
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDUR) realiza, neste sábado (15), às 9h, uma vistoria no Residencial Solar Buritis, em Barreiras, para avaliar o andamento das obras e definir a data de entrega das 500 unidades habitacionais. A secretária Jusmari Oliveira acompanhará a inspeção, que representa a reta final do projeto, inserido no Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) Retomada, do Governo Federal.
As obras, que estavam paralisadas há anos, foram retomadas graças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao governador Jerônimo Rodrigues, que garantiram os investimentos necessários para a conclusão do empreendimento. Com um aporte de R$ 11,6 milhões, os trabalhos já atingiram 61,24% de execução. Sob responsabilidade da LPR Construções e Empreendimentos LTDA, o projeto busca recuperar as moradias para atender famílias de baixa renda. Além das reformas, a infraestrutura do entorno também recebe melhorias, incluindo a pavimentação da via de acesso ao residencial pela BA, um investimento adicional de R$ 5 milhões autorizado pelo governo do Estado.
Localizado na Rua Araci, nº 1141, no bairro Buritis, o Residencial Solar Buritis foi contratado pelo Minha Casa Minha Vida – FAR, mas teve sua construção interrompida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com a retomada garantida pela nova gestão federal e estadual, a expectativa agora é assegurar que as moradias sejam entregues em condições adequadas para as famílias beneficiadas.
A visita técnica deste sábado será decisiva para a definição da data de inauguração, um momento aguardado por centenas de famílias que esperam, há anos, a realização do sonho da casa própria.
Trump fala em “morte” do Brics após ameaçar países com tarifas
Agência Brasil – Em meio à ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brics, a presidência do Brasil do bloco se comprometeu a desenvolver uma plataforma que permita aos países-membros usarem suas próprias moedas para o comércio entre eles, o que poderia abrir caminho para substituir, em parte, o dólar como moeda do comércio internacional.
“De forma a cumprir o mandato estabelecido pelos líderes do Brics na Cúpula de Johanesburgo em 2023, a presidência do Brasil dará continuidade aos esforços de cooperação para desenvolver instrumentos de pagamento locais que facilitem o comércio e o investimento, aproveitando sistemas de pagamento mais acessíveis, transparentes, seguros e inclusivos”, informa o documento.
A medida contraria os interesses dos Estados Unidos, que iniciaram uma guerra comercial com a elevação de tarifas para alguns mercados e produtos, incluindo o aço e alumínio, mercadorias que o Brasil exporta para o país norte-americano.
Nessa quinta-feira (13), antes de se reunir com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, que faz parte do Brics, o presidente Trump disse que o bloco estaria “morto” depois das ameaças que fez de taxar em 100% as importações dos países que substituam o dólar.
Por sua vez, o documento da presidência brasileira do Brics afirma que o “recurso insensato ao unilateralismo e a ascensão do extremismo em várias partes do mundo ameaçam a estabilidade global e aprofundam as desigualdades”.
O documento completa dizendo que “o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem destacado o potencial do Brics como espaço para construção das soluções de que o mundo tanto precisa. Mais do que nunca, a capacidade coletiva de negociar e superar conflitos por meio da diplomacia se mostra crucial. Nosso agrupamento dialoga com todos e está na vanguarda dos que defendem a reforma da governança global”.
Desdolarização
Professor de ciência política da UFRGS Fabiano Mielniczuk – Fabiano Mielniczuk/Arquivo Pessoal
O professor de ciência política Fabiano Mielniczuk, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS), destacou que o Brasil terá que deixar mais claro para o mundo o que significa esse tipo de mecanismo de pagamento em moeda local.
“O Brasil tem enfatizado bastante, principalmente na figura do seu Sherpa novo, o [embaixador] Maurício Lirio, que não pretende avançar no sentido da desdolarização das relações econômicas internacionais. O Brasil não quer criar atritos com os EUA. E o Brasil precisa deixar claro até que ponto a criação de mecanismos para pagamento em moeda local no âmbito do Brics representa, ou não, uma alternativa ao dólar”, ponderou.
Para especialistas consultados pela Agência Brasil, os EUA buscam preservar sua hegemonia econômica global, que tem no dólar como moeda internacional uma das suas principais vantagens. Por outro lado, os países do Brics defendem que o uso de moedas locais para o comércio traz benefícios econômicos e reduz fragilidades externas, pois os países não precisariam recorrer sempre ao dólar para o comércio exterior.
A professora de relações internacionais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Ana Elisa Saggioro Garcia avalia que a nota do Brasil não trouxe novidades em relação ao que já vinha sendo discutido no âmbito do bloco em relação aos meios de pagamento, faltando ainda detalhar como isso seria implementado.
Professora de Relações Internacionais da UFRRJ e pesquisadora do Brics Policy Center, Ana Elisa Saggioro Garcia – Ana Elisa Saggioro Garcia/Arquivo Pessoal
“Há muito o que se fazer para enfrentar esse período Trump. Acho que se, de fato, o Brics conseguir avançar em facilitar o comércio interno dentro do bloco, à revelia das tarifas impostas, avançando nos descontos de transações de crédito e no financiamento do comércio em moedas locais, vamos ter um avanço significativo”, comentou Ana Elisa, que é pesquisadora do Brics Policy Center, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
IA e indústria
O Brasil ainda promete fortalecer a recém-criada Rede de Think Thanks sobre Finanças e a cooperação em infraestrutura, tributação e aduanas, assim como aprofundar a Parceria Brics para a Nova Revolução Industrial (PartNIR), “cujo objetivo é a diversificação e a atualização tecnológica da base industrial dos países do agrupamento”.
A regulação da Inteligência Artificial (IA) é outra agenda da presidência brasileira no Brics. Para o professor Fabiano Mielniczuk, o Brasil e os Brics precisam avançar na proteção dos dados produzidos nos países.
“Esses dados estão gerando riqueza para as big techs. O Brasil deveria focar na dimensão econômica da economia de dados que está por trás da geração de modelos de IA e não apenas regular o uso da IA. Se o viés econômico de economia de dados avançar no tratamento de IAs, aí os interesses do Sul Global vão ser atendidos”, argumentou o especialista em Brics.
FMI e Banco Mundial
No documento que detalha as prioridades da presidência brasileira, o país se comprometeu ainda a promover a defesa da reforma das instituições financeiras internacionais, em especial, do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional (FMI).
“A presidência brasileira pretende aumentar a representação dos países em desenvolvimento em posições de liderança [no FMI e Banco Mundial], refletindo melhor as contribuições das nações do Sul Global para a economia mundial, bem como objetiva trabalhar para aprimorar iniciativas como o Novo Banco de Desenvolvimento e o Arranjo de Reservas para Contingências”, diz o texto.
O Arranjo de Reservas para Contingências do Brics (CRA), criado em 2014, provê suporte para os países com recursos para casos de crises de liquidez das economias do bloco. O CRA conta com, ao menos, US$ 100 bilhões em reservas. Já o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) é o banco dos Brics, atualmente comandado pela ex-presidenta brasileira, Dilma Rousseff, que tem defendido a expansão do uso de moedas locais.
Em postagem nas redes sociais, o parlamentar critica a gestão municipal por priorizar eventos enquanto a população enfrenta carências em serviços essenciais, como saúde e infraestrutura
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O vereador João Felipe, do PCdoB, fez duras críticas à gestão do prefeito Otoniel Teixeira em postagem nas suas redes sociais, destacando a falta de prioridades no atendimento à população de Barreiras. Para o parlamentar, o prefeito está mais preocupado em gastar grandes somas de dinheiro com eventos, enquanto as necessidades básicas da cidade, como saúde e infraestrutura, seguem sem soluções.
“Faltam medicamentos, consultas com especialistas, exames laboratoriais para os barreirenses. O ano letivo começou e as nossas crianças com deficiência não têm cuidador ainda. Mas o prefeito Otoniel prefere pagar 704 mil reais para Maiara e Maraisa, uma dupla sertaneja, animar o carnaval da nossa cidade. Cada prefeito com sua prioridade”, afirmou o vereador, demonstrando seu desapontamento com o que considera uma disparidade de prioridades.
Essas críticas não se restringem apenas à área da saúde. João Felipe também mencionou as dificuldades enfrentadas por um dos bairros de Barreiras, o Parque da Cidade, que está sofrendo com a falta de investimentos em infraestrutura. Segundo o vereador, ele tem protocolado várias solicitações ao longo do tempo, mas sem resposta por parte da gestão municipal.
Ele também compartilhou o desconforto de ser criticado por morar na área, dizendo que as pessoas frequentemente questionam sua permanência no bairro diante da negligência da administração pública.
“É por isso que falam que Santo de Casa não faz milagre, eu já fui muito julgado porque moro aqui. Sejam bem-vindos ao Parque da Cidade, esse bairro infelizmente abandonado pelo poder público”, disse Felipe, refletindo o sentimento de frustração dos moradores locais.
A crítica se estendeu à falta de atenção à infraestrutura do bairro, que, segundo o vereador, fica em uma região estratégica próxima ao Hospital do Oeste e está se tornando um polo de serviços de saúde. João Felipe destacou que, apesar de diversos pedidos e projetos de indicação feitos por ele, nenhuma ação concreta foi tomada para melhorar as condições da área.
“Eu já protocolei vários projetos de indicação pedindo atenção com relação a infraestrutura deste bairro, aqui quem não sabe é um local muito próximo do Hospital do Oeste e é uma região que está se transformando numa região de saúde”, explicou.
Por fim, o vereador reafirmou seu compromisso de continuar cobrando a gestão municipal em prol da população.
“Eu vou protocolar o projeto de indicação mais uma vez, e espero que dessa vez eu venha a ser atendido. Não o João, mas os moradores, porque aqui nós temos muitos moradores que reivindicam a atenção da gestão municipal”, disse Felipe, comprometendo-se a seguir sua função de fiscalizador e a lutar para resolver as demandas da cidade.
Irregularidades no processo licitatório para reforma e construção do parque resultam em multa e questionamentos sobre transparência
Caso de Política com Portal do Cerrado – O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) aplicou uma multa ao prefeito de Formosa do Rio Preto, Manoel Afonso de Araújo, após identificar falhas no processo de licitação para a reforma e “construção” do parque de vaquejada e pavilhão de shows do município. A Tomada de Preços nº 004/2021, no valor de R$ 3,2 milhões, teve como única empresa habilitada a LPR Construções e Empreendimentos, depois que sete concorrentes foram inabilitadas. As informações são do Portal do Cerrado comandado pelo jornalista Darlan Lustosa
A denúncia sobre o processo foi feita pela RMX Construções e Empreendimentos Ltda, representada por Jesé Regino de Oliveira Mendes, que apontou diversas irregularidades na elaboração e condução do certame, comprometendo a transparência e a competitividade da licitação. Entre as falhas encontradas estão inconsistências nos critérios de habilitação e exigências que teriam dificultado a participação de outras empresas.
Além das irregularidades no processo, chama a atenção o fato de que a relatoria do caso no TCM ficou a cargo de Aline Peixoto, esposa do Ministro da Casa Civil do governo Lula, Rui Costa. Essa ligação política do prefeito com a cúpula governamental, frequentemente destacada por ele nas redes sociais, gerou questionamentos sobre a imparcialidade e a lisura do processo.
Embora a multa aplicada ao prefeito tenha sido de R$ 2 mil, considerada de baixo valor em comparação com a gravidade das irregularidades apontadas, o TCM reforçou a necessidade de maior rigor na gestão pública e mudanças nos procedimentos do setor de licitação para garantir maior transparência e competitividade nas futuras contratações municipais.
Ex-presidente busca apoio internacional para suas acusações contra o ministro do STF, que estão sendo investigadas pela OEA
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniu na manhã de quinta-feira (13/2) com integrantes da comitiva da Organização dos Estados Americanos (OEA) para detalhar acusações contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O encontro, ocorrido em Brasília, foi liderado pelo advogado colombiano Pedro Vaca Villarreal, relator especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que já havia escutado tanto críticos do magistrado quanto o próprio Moraes.
Durante a conversa, que durou cerca de 50 minutos, Bolsonaro expôs sua visão de que Moraes ajustaria depoimentos, praticando pesca probatória e ordenando prisões de suspeitos sem a formalização de denúncias. O ex-presidente reforçou a tese de que o ministro conduziria uma “perseguição política” a opositores do governo, prática que, segundo ele, se concretizaria por meio de inquéritos no STF. “Ele [Vaca] se mostrou interessado no que eu falava e disse que vai fazer um relatório sincero sobre o que está acontecendo aqui no Brasil”, afirmou Bolsonaro, que se mostrou confiante quanto à seriedade da análise da OEA.
A OEA, que reúne 34 países, é financiada em grande parte pelos Estados Unidos, país comandado por Donald Trump, aliado de Bolsonaro e crítico de Moraes. Trump, conhecido por cortar recursos para ONGs e para a agência de ajuda externa USaid, é um fator relevante no contexto do relatório da OEA. A organização, que recebe cerca de 52 milhões de dólares dos Estados Unidos anualmente, tem forte incentivo para evitar qualquer ação que possa ser vista como negligente em relação às acusações contra Moraes, especialmente devido à relação de amizade de Trump com empresários como Elon Musk e Jason Miller, alvos de decisões de Moraes.
Além do relato de Bolsonaro, a visita da OEA também inclui uma série de depoimentos de outros críticos do ministro, incluindo parlamentares e manifestantes. O próprio Pedro Vaca Villarreal demonstrou surpresa com o tom das acusações, destacando que “o tom dos relatórios é realmente impressionante” e que o grupo precisaria de tempo para analisar as evidências. Um dos relatos mais impactantes foi o de Luiza Cunha, filha de Cleriston Pereira da Cunha, um manifestante que morreu após complicações de saúde enquanto estava preso na Papuda. Segundo Luiza, o pedido de soltura de seu pai foi ignorado por Moraes, o que chamou a atenção dos membros da OEA.
A conclusão do encontro com Bolsonaro será incorporada em um relatório detalhado que a OEA produzirá sobre a atuação de Moraes. A expectativa é que o documento tenha repercussões significativas, possivelmente colocando o ministro em uma posição desconfortável. A dúvida, no entanto, permanece sobre o impacto real que o relatório pode ter, com analistas aguardando para ver se ele causará uma reação significativa dentro da política brasileira ou se será mais um capítulo da tensão internacional envolvendo o STF.
Produção histórica impulsiona economia, abastecimento interno e exportações
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A safra brasileira de grãos em 2025 atingirá um novo patamar histórico, com previsão de 325,7 milhões de toneladas colhidas. O volume representa um crescimento de 9,4% em relação ao ciclo anterior, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados nesta quinta-feira (13). O avanço reflete a combinação do aumento de 2,1% na área cultivada, que chega a 81,6 milhões de hectares, e da recuperação de 7,1% na produtividade média, estimada em 3.990 quilos por hectare.
O presidente da Conab, Edegar Pretto, destacou o peso da produção para o mercado interno, com ênfase na expansão de cultivos essenciais como arroz e feijão. “O arroz, por exemplo, terá uma safra de 11,75 milhões de toneladas, crescimento superior a 11% em relação ao ano passado”, afirmou. Ele também apontou as políticas públicas e o crédito rural subsidiado como fatores que viabilizaram esse desempenho.
Expectativa é de estabilidade nos preços dos alimentos com maior disponibilidade de produtos
O impacto da supersafra deve ser sentido no abastecimento e nos preços dos alimentos. A maior oferta de arroz, feijão e milho pode resultar em valores mais acessíveis ao consumidor. “Com mais produtos no mercado, a tendência é que os preços fiquem mais justos”, explicou Pretto. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, reforçou essa previsão:
“A lógica de mercado indica que uma oferta elevada contribui para a queda de preços”.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, celebrou os números e destacou o fortalecimento do Brasil como um dos maiores produtores globais de alimentos. Segundo ele, o governo já discute novas estratégias para estimular a produção e garantir maior segurança alimentar.
Soja e milho lideram expansão, culturas impulsionam crescimento e mantêm Brasil como referência no agronegócio global
A soja continua sendo o carro-chefe da produção nacional, com estimativa de 166 milhões de toneladas colhidas, um avanço de 12,4% sobre o último ciclo. A colheita já começou em estados como Mato Grosso, Paraná, Goiás e Bahia. No caso do milho, a safra deve alcançar 122 milhões de toneladas, um aumento de 5,5%, com forte desempenho no Centro-Oeste e no Sul.
Já a produção de arroz deve crescer 11,4%, totalizando 11,8 milhões de toneladas. O trigo, por sua vez, tem projeção de 9,1 milhões de toneladas, com plantio previsto para começar entre abril e maio nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul.
Brasil deve bater recorde de exportação de soja e ampliar participação no mercado global
Com a produção em alta, as exportações brasileiras também devem crescer. A Conab projeta um volume recorde de 105,4 milhões de toneladas de soja exportadas. O milho, impulsionado pela demanda internacional, também deve reforçar a balança comercial do país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que o governo está trabalhando para garantir que essa produção histórica beneficie a população.
“Nosso compromisso é incentivar a produtividade, garantir o abastecimento interno e fortalecer a agricultura familiar”, declarou.
Com a colheita recorde e o fortalecimento do setor agrícola, o Brasil se consolida como um dos maiores celeiros do mundo, garantindo não apenas a segurança alimentar nacional, mas também reforçando sua posição como um grande exportador de grãos.
Redução expressiva reforça efetividade das ações de combate ao Aedes aegypti
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A região da Bahia do Rio Grande, composta por 14 municípios do oeste baiano, apresentou uma queda substancial nos casos prováveis de dengue nas primeiras seis semanas epidemiológicas de 2025.
Compõem a Bacia do Rio Grande, os municípios: Angical, Baianópolis, Barreiras, Buritirama, Catolândia, Cotegipe, Cristópolis, Formosa do Rio Preto, Luís Eduardo Magalhães, Mansidão, Riachão Das Neves, Santa Rita De Cássia, São Desidério e Wanderley.
De acordo com o Painel de Monitoramento das Arboviroses, nas 06 semanas de 2025, foram registrados 22 casos no período, uma redução de 80,5% em relação às primeiras seis semanas de 2024, quando houve 113 registros, e 8,3% a menos do que no mesmo período de 2023, que contabilizou 24 ocorrências.
Os dados evidenciam uma tendência de declínio significativo da doença na região, contrastando com o aumento expressivo verificado no ano anterior. O cenário reforça a importância das ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue.
Casos prováveis caem drasticamente em 2025
Fonte: Painel de Monitoramento das Arboviroses
Números indicam redução de 80,5% em relação a 2024 e superam patamar de 2023
Ao comparar as primeiras seis semanas dos três anos mais recentes, percebe-se que 2024 representou um pico preocupante na disseminação da dengue na região. O número de casos prováveis saltou de 24 em 2023 para 113 em 2024, um aumento de 370,8%. No entanto, a queda para 22 casos em 2025 sugere que medidas adotadas no último ano conseguiram conter o avanço da doença, retornando a um patamar inferior ao de 2023.
A expressiva redução pode ser atribuída a campanhas de conscientização, reforço no combate a criadouros do mosquito e melhorias na vigilância epidemiológica. Apesar da queda, especialistas alertam para a necessidade de manter os cuidados, especialmente em períodos de maior incidência da doença.
Maioria dos casos em 2025 ocorreu entre mulheres
Fonte: Painel de Monitoramento das Arboviroses
Mulheres representaram 73% dos registros, enquanto homens somaram 27%
A distribuição por gênero dos casos prováveis de dengue nas primeiras seis semanas de 2025 na Bahia do Rio Grande aponta uma predominância feminina. 73% das infecções ocorreram entre mulheres, enquanto os homens representaram 27% dos registros. Esse padrão pode estar relacionado a diferentes fatores, como maior exposição a ambientes domésticos, onde o Aedes aegypti costuma se proliferar, ou maior busca por atendimento médico, levando a um maior número de notificações entre as mulheres.
O monitoramento contínuo dessas diferenças é essencial para a formulação de estratégias de prevenção mais eficazes, considerando particularidades de cada grupo populacional.
Perfil racial dos infectados tem alto índice de ausência de informação
Fonte: Painel de Monitoramento das Arboviroses
Cerca de 9,1% dos registros não indicaram raça/cor
Entre os casos prováveis de dengue nas primeiras seis semanas de 2025 na Bahia do Rio Grande, 9,1% das notificações não informaram raça/cor. Entre os dados disponíveis, a maior proporção foi de pessoas pardas, representando 6,4%, seguidas por brancas, com 4,5%.
A ausência de informação em quase um décimo dos registros pode dificultar análises mais aprofundadas sobre os impactos da dengue em diferentes grupos populacionais. Melhorar a coleta e a categorização desses dados é fundamental para subsidiar políticas públicas mais direcionadas e eficazes.
Dengue atinge faixa etária ampla, mas predomina entre jovens e adultos
Fonte: Painel de Monitoramento das Arboviroses
Maior concentração de casos em 2025 ocorreu entre mulheres de 20 a 30 anos
Os dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses mostram que a dengue atingiu diversas faixas etárias nas primeiras seis semanas de 2025, com predominância em jovens e adultos. Entre os homens, os casos foram distribuídos entre diferentes idades, com registros em faixas que vão de 1 a 59 anos.
Já entre as mulheres, houve uma concentração maior na faixa de 20 a 30 anos, que registrou 10 dos 16 casos femininos (62,5%). Esse padrão pode indicar fatores específicos de exposição ao vetor ou maior busca por atendimento médico nesse grupo.
Apesar da redução global da dengue na Bahia do Rio Grande, os dados mostram que o combate à doença deve levar em consideração fatores etários e de gênero, garantindo que ações preventivas alcancem as populações mais afetadas.
A análise dos números reforça o impacto positivo das medidas adotadas em 2025, mas também evidencia a necessidade de manter o monitoramento rigoroso e ações de combate ao Aedes aegypti. Especialistas alertam que a queda nos casos não deve levar à redução dos esforços de prevenção, uma vez que a dengue segue sendo uma ameaça em toda a Bahia.
Medida beneficia imediatamente mais de um milhão de pessoas e amplia atendimento a 758 cidades que não contavam com o programa
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (13), a ampliação da gratuidade do Programa Farmácia Popular, garantindo que todos os 41 medicamentos disponibilizados pelo programa sejam distribuídos sem custo à população. A decisão foi divulgada pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, durante o Encontro Nacional de Prefeitos, em Brasília.
Até então, parte dos medicamentos oferecidos exigia coparticipação do usuário. Com a nova medida, mais de um milhão de brasileiros serão beneficiados de imediato. O programa também passa a fornecer gratuitamente fraldas geriátricas para pessoas a partir de 60 anos que atendam aos critérios estabelecidos. A ministra destacou que a inclusão desse item reflete a necessidade de atender às demandas de uma população em processo de envelhecimento.
Em 2024, o Farmácia Popular atendeu mais de 24 milhões de pessoas. O número representa um crescimento significativo em relação a 2022, quando 20,7 milhões de brasileiros foram beneficiados. Além da gratuidade, o governo também ampliou o credenciamento do programa para 758 cidades que antes não contavam com farmácias conveniadas. Atualmente, o Farmácia Popular está presente em 4.812 municípios, cobrindo 86% das cidades e 97% da população, por meio de uma rede de mais de 31 mil farmácias credenciadas.
Criado em 2004, o programa tem como objetivo ampliar o acesso da população a medicamentos essenciais, incluindo aqueles para o tratamento de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e asma. Com a nova medida, o governo federal busca garantir maior assistência farmacêutica e reduzir o impacto financeiro sobre os usuários que dependem desses medicamentos para tratamentos contínuos.
Prevenção e combate à dengue
Durante o evento, a ministra Nísia Trindade também reforçou o papel das prefeituras no enfrentamento à dengue e destacou a necessidade de um esforço conjunto entre União, estados e municípios para conter o avanço da doença. Segundo ela, 75% dos focos do mosquito transmissor estão dentro ou nos arredores das residências, o que torna fundamental o engajamento da população e das administrações municipais na eliminação de criadouros.
A ministra informou que o Brasil registrou 6,5 milhões de casos de dengue no ano passado, atribuindo o aumento ao impacto das mudanças climáticas e à circulação do sorotipo 3 do vírus, que preocupa as autoridades sanitárias por seu potencial de causar formas graves da doença. Para conter o avanço da epidemia, o Ministério da Saúde tem reforçado a distribuição de larvicidas, fortalecido a atuação dos agentes de endemias e ampliado o uso da bactéria Wolbachia, que reduz a transmissão do vírus pelo Aedes aegypti.
Outro desafio destacado pela ministra é a ampliação da vacinação contra a dengue, que atualmente está disponível para crianças e adolescentes em mais de dois mil municípios. Ela reforçou a importância de que os pais levem seus filhos para tomar a segunda dose, garantindo assim a imunização completa.
A ministra finalizou afirmando que o Ministério da Saúde continuará a apoiar estados e municípios na implementação de medidas preventivas e emergenciais, buscando reduzir os impactos da dengue e garantir maior segurança sanitária para a população brasileira.
Apesar da redução expressiva dos casos de dengue nas primeiras seis semanas de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024, autoridades sanitárias reforçam a necessidade de manutenção das medidas preventivas. Especialistas alertam que a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti continua sendo fundamental para evitar novos surtos e proteger a população
Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O número de casos prováveis de dengue em Luís Eduardo Magalhães apresentou uma redução significativa de 54,55% nas primeiras seis semanas de 2025 em relação ao mesmo período de 2024. De acordo com o Painel de Monitoramento das Arboviroses, foram registrados 15 casos neste ano, contra 33 no ano anterior. O resultado reflete os esforços contínuos das autoridades sanitárias e da população no controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
Fonte: Painel de Monitoramento das Arboviroses
Em 2023, os registros foram ainda menores, com apenas 2 casos no mesmo intervalo, evidenciando a oscilação da incidência ao longo dos anos. Mesmo com a redução atual, especialistas alertam para a necessidade de intensificar medidas preventivas para evitar novos surtos.
Perfil dos infectados e impactos na comunidade
Fonte: Painel de Monitoramento das Arboviroses
Entre os casos prováveis de 2025, a maioria dos pacientes se identifica como parda (80%), enquanto 6,7% são brancos e 13,3% não informaram raça/cor. A predominância feminina também se mantém expressiva, com 73% dos casos, distribuídos entre diversas faixas etárias, principalmente entre 20 e 39 anos. No grupo masculino (27%), as ocorrências estão mais equilibradas entre diferentes idades.
Fonte: Painel de Monitoramento das Arboviroses
Os dados reforçam a necessidade de campanhas direcionadas a todos os públicos, destacando medidas de prevenção e controle da proliferação do mosquito.
Ao final de abril de 2024, a prefeitura municipal de Luís Eduardo Magalhães inaugurou a Unidade LEM Contra a Dengue com o objetivo é otimizar os atendimentos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e separar os casos de síndromes gripais comuns do Outono dos suspeitos de Dengue. O local conta com recepção, triagem, dois consultórios médicos e uma sala de medicação, além de uma equipe formada por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.
A secretaria de saúde do município orienta que procurem a unidade os pacientes com dor de cabeça, fadiga, cansaço, dores musculares e/ou articulares, febre, náuseas, manchas avermelhadas pelo corpo, dor retro orbital (fundo dos olhos).
De acordo com a prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, as ações práticas de combate e controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika tiveram início em dezembro de 2024, antecipando o período das chuvas.
A melhor forma de evitar a dengue, chikungunya e zika é eliminar criadouros do mosquito. Para isso, recomenda-se:
Evitar água parada: Tampar caixas d’água, eliminar recipientes que acumulam líquido e limpar calhas regularmente.
Usar repelentes e telas: Proteger-se contra picadas utilizando produtos específicos e instalando barreiras físicas nas janelas.
Descartar corretamente resíduos: Pneus, garrafas e outros objetos devem ser descartados ou armazenados de forma segura para não acumularem água.
Participar de mutirões: Engajar-se em ações comunitárias de combate ao mosquito ajuda a reduzir focos e conscientizar a população.
A significativa queda nos casos em 2025 é um avanço, mas o combate à dengue exige vigilância constante. Manter hábitos preventivos e buscar atendimento médico ao surgirem sintomas são atitudes essenciais para proteger a saúde pública.