Prefeito de Brejolândia sugere nova postura política e contraria estratégia de seu genro, Zito Barbosa

Em áudio vazado, Edezio Bastos critica isolamento político e sinaliza alinhamento com governo federal e estadual

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O prefeito de Brejolândia, Edezio Bastos (União Brasil), sogro do ex-prefeito de Barreiras Zito Barbosa (União Brasil), expôs em um áudio vazado sua visão sobre a articulação política necessária para garantir investimentos para seu município. Em tom crítico, Edezio Bastos declarou que não pretende seguir o caminho do isolamento político, uma postura que, indiretamente, contraria a estratégia adotada por seu genro ao longo dos anos em que governou Barreiras.

A gravação, obtida pelo portal Caso de Política e divulgada a partir de um grupo de WhatsApp, sugere uma reconfiguração de alianças políticas na região. Ao enfatizar que está em busca de deputados estaduais e federais para destravar recursos, Bastos aponta para uma aproximação com o governo federal e estadual – um movimento que difere da trajetória de Zito Barbosa, que evitou essa interlocução quando esteve à frente da maior cidade do oeste baiano.

“Eu fiquei quatro anos sem deputado federal e estadual. Por quê? Porque a minha filha foi candidata e não conseguiu se eleger. Também não tinha estadual. Agora eu tô dizendo que vou trabalhar dobrado nesse mandato porque eu tô procurando e tô encaminhando deputado federal e estadual. E eu tenho certeza que a ambulância vai chegar e vai chegar mais coisa. No passado, eu não tinha nem um candidato a votar na federal ou na estadual, e agora já estamos encaminhando as coisas.”

A fala do prefeito sugere um aprendizado político e uma correção de rumo. Se, no passado, Edezio Bastos não conseguiu consolidar apoios que garantissem investimentos, agora busca a articulação com deputados com mandatos para destravar recursos para Brejolândia. Essa mudança de postura indica um afastamento da linha política seguida por Zito Barbosa, que, mesmo sendo uma das maiores lideranças do oeste baiano, evitou aproximação com os governos federal e estadual.

Os resultados da eleição de 2022 em Brejolândia reforçam a lógica política do prefeito. O presidente Lula (PT) recebeu 70,47% dos votos no município, e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) obteve 53,62%. Esses números demonstram que a base eleitoral de Edezio Bastos já possui uma inclinação favorável ao PT, o que justifica seu movimento de aproximação. No entanto, há um detalhe que precisa ser considerado: a deputada federal mais votada na cidade foi sua filha, Marisete Bastos (União Brasil), com 54,33% dos votos.

Ao contrário de Marisete Bastos, o irmão de Zito Barbosa, Hebert Barbosa, apesar de também ter sido o mais votado em Brejolândia, ficou muito aquém do desejado. Hebert, com 1.231 votos (21,52%), foi seguido de perto por outros candidatos, como Léo Visão (Avante), de Santa Maria da Vitória, que, com muito menos estrutura política e de ação, recebeu 809 votos (14,14%) na cidade.

Esse cenário aponta para um eleitorado que, ao mesmo tempo em que apoia os governos estadual e federal, também mantém uma forte conexão com a família Bastos. Isso pode explicar a tentativa do prefeito de equilibrar os discursos, sem fechar portas para alianças futuras.

Alinhamento com Lula e críticas a Brasília

Outro ponto relevante do áudio é a maneira como Edezio Bastos aborda o governo federal. Apesar de uma crítica inicial sobre a dificuldade de prefeitos conseguirem atenção em Brasília, ele demonstra confiar que a gestão do presidente Lula continuará repassando recursos aos municípios, especialmente nas áreas sociais.

“O que o Lula soltava para a previdência, ele vai soltar igual, porque faz dois anos de condição dele e ele não vai deixar o povo que votou nele sem ser socorrido.”

A declaração sinaliza um pragmatismo político e uma compreensão de que os repasses federais continuarão sendo essenciais para o desenvolvimento de Brejolândia. Ao mesmo tempo, Bastos critica a viagem de prefeitos a Brasília, sugerindo que a busca por recursos deve ser feita de forma mais estratégica e próxima ao governo estadual.

“Eu não gosto de me aparecer. Tem prefeito que vai pra Brasília pra aparecer e receber diária da prefeitura. Se for pra Brasília, pra ficar no meio de 200 prefeitos que nem Lula nem ninguém atende, de maneira nenhuma. Só bambulão em cima de alguma coisa.”

O tom da fala não descarta a importância do governo federal, mas enfatiza que a melhor estratégia, na visão do prefeito, é garantir interlocução direta com deputados e evitar ações de visibilidade sem resultados concretos.

Apoio a Zito Barbosa em 2026 ainda é incerto

Embora Edezio Bastos tenha deixado claro que busca um novo modelo de articulação política, a questão sobre um possível apoio a uma candidatura de Zito Barbosa a deputado federal em 2026 permanece indefinida. O prefeito evitou se comprometer com qualquer cenário eleitoral no momento, preferindo focar nas demandas imediatas do município.

“Sobre eleição de governo e prefeito, eu não vou te falar nada nesse momento, agora eu quero ver o filme que dá.”

Essa cautela pode indicar que Bastos ainda avalia os cenários políticos antes de se posicionar. A mudança de estratégia política que ele vem adotando pode significar que um eventual apoio a Zito dependeria de uma reaproximação deste com os governos estadual e federal, algo que, até o momento, não faz parte do histórico do ex-prefeito de Barreiras.

Se Bastos mantiver seu alinhamento com o governo estadual e federal, Zito Barbosa terá um grande desafio pela frente caso decida se candidatar a deputado federal. A votação expressiva de Lula e Jerônimo em Brejolândia demonstra que há uma base progressista significativa no município, o que pode dificultar uma campanha com forte viés oposicionista.

Reorganização do grupo político no oeste baiano

Além da possível reconfiguração de alianças, Bastos também menciona a necessidade de fortalecimento de sua base política local, garantindo que sua administração tenha maior respaldo. Ao falar sobre os esforços para estruturar a cidade e buscar investimentos, o prefeito reafirma que o município precisa de apoio institucional para avançar.

“Agora mesmo eu estou licitando 25 casas populares para a comunidade pobre e já está mais ou menos encaminhado. A primeira etapa, 25 casas, e até o fim do meu mandato eu quero botar pelo menos 100 famílias humildes dentro de umas casas próprias com a chave na mão.”

O discurso evidencia que o prefeito tem como prioridade entregar resultados concretos à população, o que reforça a necessidade de buscar apoio político externo. As moradias mencionadas fazem parte do Programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal.

O áudio vazado de Edezio Bastos revela um movimento estratégico dentro da política regional do oeste baiano. Ao se distanciar da postura isolacionista adotada por Zito Barbosa quando era prefeito de Barreiras, Edezio Bastos dá sinais de que pretende garantir o máximo de investimentos para Brejolândia por meio de uma aproximação com deputados estaduais e federais com mandato, além de manter um canal aberto com o governo federal.

Os números da eleição de 2022 reforçam a necessidade desse alinhamento: Lula e Jerônimo foram os mais votados no município, enquanto Marisete Bastos, filha do prefeito, liderou a votação para deputada federal. Esse equilíbrio indica que Bastos busca conciliar interesses locais e estaduais sem romper completamente com sua base política.

Se essa mudança de postura resultará em um distanciamento definitivo entre os dois políticos ou se Zito Barbosa revisará sua estratégia para se adaptar ao novo cenário ainda é uma incógnita. Contudo, a fala do prefeito de Brejolândia reforça que, para ele, a prioridade está em assegurar os benefícios para o município – mesmo que isso signifique contrariar a linha política que seu genro seguiu no passado.

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Procuradores alertam para risco de ditadura nos EUA, Elon Musk ataca juízes

Trump é acusado de minar democracia e bilionário pede impeachment de magistrados adversários

Caso de Política com Revista Veja – A escalada de tensões políticas nos Estados Unidos atingiu um novo patamar nesta quarta-feira, com procuradores-gerais democratas denunciando a ofensiva do ex-presidente Donald Trump contra as instituições e alertando para o risco de um governo autoritário. Enquanto isso, o magnata Elon Musk intensificou ataques contra o Judiciário, defendendo o impeachment de juízes que contrariam os interesses do republicano. As informações são da Revista Veja.

Durante um evento da Associação de Procuradores-Gerais Democratas (DAGA), realizado em Los Angeles, a procuradora-geral do Arizona, Kris Mayes, afirmou que os Estados Unidos vivem um momento crítico.

“Estamos à beira de uma ditadura, e a América nunca esteve numa posição mais perigosa do que hoje”, declarou.

A crítica foi endossada por Kathy Jennings, presidente da DAGA e procuradora-geral de Delaware, que acusou Trump de minar a separação de poderes e agir como se fosse o único detentor da autoridade nacional.

Matthew Platkin, procurador-geral de Nova Jersey, reforçou as preocupações ao apontar que Trump tem incentivado conflitos entre a Justiça e o Congresso, cuja maioria republicana facilita a consolidação de seu poder.

“O público americano precisa acordar, porque os danos são sem precedentes”, alertou.

As tensões ocorrem em meio a batalhas judiciais envolvendo o governo federal e tribunais. Um dos principais embates envolve a tentativa da Casa Branca de revogar cidadanias concedidas por direito de nascença e bloquear financiamento de pesquisa em saúde pública. Além disso, um grupo de 19 estados democratas entrou com uma ação contra o Departamento de Eficiência Governamental, liderado por Musk, acusando-o de interferir no repasse de verbas federais.

Musk, um dos principais aliados de Trump, reagiu de forma agressiva à decisão da Justiça de restringir o acesso de sua equipe a documentos sigilosos do Tesouro.

“Os juízes federais que repetidamente abusam da sua autoridade para obstruir a vontade do povo devem sofrer impeachment?”, questionou Musk em sua rede social X, antigo Twitter.

O bilionário já havia acusado o Judiciário de praticar um “golpe judicial” contra o governo republicano, ecoando a retórica de Trump. O ex-presidente, por sua vez, voltou a atacar juízes, sugerindo que o sistema judicial está comprometido.

“Parece difícil acreditar que um juiz possa barrar nossas decisões. Precisamos examinar os magistrados, pois isso é uma violação muito séria”, afirmou ao lado de Musk.

As investidas contra o Judiciário se intensificaram após a decisão do juiz John McConnell, de Rhode Island, que determinou que a Casa Branca não poderia congelar bilhões de dólares em subsídios federais sem autorização do Congresso. A Casa Branca, representada pela porta-voz Karoline Leavitt, acusou os juízes de abuso de poder. “A verdadeira crise constitucional está acontecendo no Judiciário”, declarou.

Enquanto procuradores democratas classificam as declarações de Musk e Trump como um ataque sem precedentes ao equilíbrio entre os poderes, o vice-presidente J.D. Vance reforçou o discurso governista, alegando que certos magistrados estariam extrapolando sua autoridade.

“Os juízes não estão autorizados a controlar o poder legítimo do Executivo”, disse.

A American Bar Association, equivalente à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), alertou para os riscos à ordem constitucional, enquanto congressistas democratas e até mesmo alguns republicanos saíram em defesa do Judiciário. As decisões recentes dos tribunais também resultaram na restauração de sites de saúde pública derrubados por ordens executivas de Trump e na manutenção de restrições contra o congelamento de recursos federais.

O embate entre o Executivo e o Judiciário deve se agravar nos próximos meses, com muitas das disputas judiciais sendo encaminhadas à Suprema Corte, onde a maioria conservadora de 6 a 3, com três juízes indicados pelo próprio Trump, pode definir os rumos das ações mais controversas. O cenário reforça a preocupação de que, caso reeleito, Trump tenha ainda mais poder para moldar o Judiciário e enfraquecer mecanismos de freios e contrapesos no sistema democrático americano.

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Deputado Antonio Henrique Júnior solicita que audiência pública sobre a FIOL seja realizada na ALBA

Pedido visa ampliar a participação e o debate sobre mudanças no traçado da ferrovia que é estratégica para a Bahia e o Brasil

Caso de Política | Luís Carlos Nunes O deputado estadual Antônio Henrique Júnior (PSD) solicitou, por meio de ofício, que a audiência pública convocada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) seja realizada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). O pedido, feito ao presidente da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da ALBA, Eduardo Salles, tem como objetivo garantir que a Casa Legislativa possa participar ativamente da discussão, principalmente no que tange às possíveis alterações no traçado da ferrovia.

A FIOL é considerada um dos projetos mais relevantes para a logística e infraestrutura do Brasil, com impacto direto na dinâmica econômica da Bahia. O trecho da ferrovia conhecido como FIOL 3, que se estende por diferentes regiões do estado, tem gerado debates sobre sua viabilidade e o impacto local. A audiência pública sobre o tema está marcada para o dia 12 de março de 2025, na cidade de Salvador, embora o local exato ainda não tenha sido definido.

No ofício, Antônio Henrique Júnior destacou a relevância da FIOL para a integração das regiões Norte e Sul do país e sua importância para a infraestrutura logística nacional. O parlamentar enfatizou que a ferrovia tem potencial para fomentar o desenvolvimento econômico da Bahia, além de servir como um vetor estratégico para o escoamento da produção agropecuária e industrial, melhorando o fluxo de mercadorias e serviços.

O deputado também destacou o papel fundamental da ALBA no processo de discussão e análise dos projetos de grande porte que afetam o estado. De acordo com Antônio Henrique Júnior, a Assembleia tem sido uma instância crucial para os debates sobre a FIOL, com a presença do parlamento garantindo que as decisões sobre o projeto sejam mais alinhadas com os interesses da população baiana. O pedido de realização da audiência pública na ALBA visa, portanto, assegurar que o estado tenha uma participação mais ativa e eficaz nas decisões que impactam diretamente a logística regional e nacional.

A solicitação do deputado também reflete a preocupação com as possíveis mudanças no traçado da ferrovia, que podem afetar comunidades, terras e atividades econômicas ao longo do percurso. A ampliação do debate na ALBA, portanto, busca promover uma discussão mais ampla, que envolva não apenas autoridades e técnicos, mas também os cidadãos e representantes da sociedade civil, para que as decisões sejam mais transparentes e justas.

O próximo passo será aguardar a resposta da Comissão de Infraestrutura da ALBA, que poderá agendar a audiência pública em Salvador, conforme o pedido do deputado.

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Prefeitura de Barreiras divulga números de atendimentos de saúde questionados pela população

Imagem: Prefeitura de Barreiras em 6.5.2024

Publicidade nas redes sociais contrasta com queixas sobre falta de serviços e dificuldades no acesso à saúde

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Prefeitura de Barreiras, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está divulgando nestes últimos dias os números referentes à Atenção Primária à Saúde realizados durante o mês de janeiro de 2025. De acordo com a gestão, o município teria realizado uma série de atendimentos e ações, com destaque para os números amplamente divulgados em cards publicitários nas redes sociais. No entanto, a realidade vivida pela população, que aponta dificuldades para marcar exames e falta de medicamentos na Farmácia Municipal, parece divergir dos dados oficiais.

Os números divulgados pela administração fazem parte do primeiro mês de um novo governo, com a Secretaria Municipal de Saúde ainda sem uma equipe completa, já que, até o meio de janeiro, o município seguia fazendo nomeações para postos-chave na pasta. Além disso, não foram feitas novas contratações de servidores para suprir o déficit de pessoal na área da saúde, o que tem agravado a situação de atendimento à população, já sobrecarregada e com demandas ainda não atendidas. Isso levanta ainda mais questionamentos sobre a capacidade de efetivar o volume de atendimentos e ações, especialmente considerando as dificuldades enfrentadas pelos moradores.

Números divulgados  pela prefeitura de Barreiras para o mês de janeiro de 2025 são questionados

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, em janeiro, as equipes de Atenção Primária realizaram 79.818 visitas domiciliares e territoriais, 798 coletas de preventivos, além de atenderem 16.255 usuários nas Farmácias Básicas da APS. Também foram realizados 41.542 procedimentos, 19.868 atendimentos médicos e de enfermagem, 4.438 atendimentos odontológicos, 4.336 doses de vacinas administradas e 491 atendimentos domiciliares.

Ao dividir esses números por 31 dias de janeiro, os resultados diários são os seguintes:

  • Visitas domiciliares e territoriais: 79.818 / 31 = 2.574 visitas/dia
  • Coletas de preventivo: 798 / 31 = 25 coletas/dia
  • Usuários atendidos nas Farmácias Básicas da APS: 16.255 / 31 = 524 atendimentos/dia
  • Procedimentos realizados: 41.542 / 31 = 1.338 procedimentos/dia
  • Atendimentos médicos e de enfermagem: 19.868 / 31 = 640 atendimentos/dia
  • Atendimentos odontológicos: 4.438 / 31 = 143 atendimentos/dia
  • Doses de vacina administradas: 4.336 / 31 = 140 doses/dia
  • Atendimentos domiciliares: 491 / 31 = 16 atendimentos/dia

Apesar do volume de atendimentos apontado pela gestão, a população tem se queixado da escassez de medicamentos essenciais, como antibióticos e analgésicos, falta de servidores e das dificuldades em agendar exames. Isso gera uma desconexão entre os dados apresentados pela administração e a experiência cotidiana dos cidadãos, que questionam a efetividade do serviço prestado.

A Atenção Primária à Saúde, que corresponde ao primeiro nível de contato com o sistema de saúde, busca promover a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento contínuo e integral. Contudo, as falhas apontadas pela população levantam dúvidas sobre a qualidade e a abrangência desse atendimento no município.

A diferença entre os números divulgados e a realidade vivida pelos moradores de Barreiras sugere que, apesar dos esforços publicitários, a prestação de serviços de saúde ainda enfrenta desafios significativos em termos de acesso e qualidade.

Bancos de dados como o DataSUS e SISAB e outros paineis de transparência estão carentes das informações referentes ao período de janeiro de 2025, devendo ficar para verificação em data posterior.

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Contas das Câmaras de Barra e outros municípios aprovadas pelo Tribunal de Contas da Bahia

Imagem da internet: Nildo Alcântara de Souza

Decisões referendam a transparência e a regularidade das gestões de 2023, com ressalvas em algumas cidades

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na manhã desta quarta-feira (12/02), o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) emitiu decisões favoráveis sobre as contas de diversas câmaras de vereadores, com destaque para o município de Barra, sob a administração de Nildo Alcântara de Souza. O TCM considerou as contas da Câmara de Barra, referentes ao exercício de 2023, regulares sem nenhuma ressalva, reconhecendo a gestão transparente e dentro dos parâmetros exigidos pela legislação fiscal.

Ainda no turno da manhã, os conselheiros da 2ª Câmara deliberaram positivamente sobre as prestações de contas de outras câmaras municipais, também sem ressalvas. As câmaras de Itamari, sob a administração de João Inácio de Vasconcelos Neto; de Itambé, sob Paulo Rucas Brito Achy; e de Ibirapitanga, com Marlene Sena Santos à frente, também tiveram suas contas de 2023 aprovadas como regulares.

No entanto, as contas de algumas cidades foram aprovadas com ressalvas. Foi o caso das câmaras de Poções (José Mauro Dias Macedo), Terra Nova (Marcos José Rios Figueiredo), Iaçu (José Cláudio Mascarenhas Silva) e Caldeirão Grande (Antônio Luis dos Santos Guirra), que apresentaram algumas falhas pontuais, mas ainda assim cumpriram os requisitos legais, de acordo com os conselheiros.

Já no turno da tarde, a 1ª Câmara também aprovou as contas de outros municípios, com ressalvas em dois casos. As câmaras de Aracatu, com José Carlos da Silva Santos, e de João Dourado, sob a responsabilidade de Marcos Cardoso, receberam pareceres favoráveis, mas com ressalvas a serem observadas.

Por fim, as câmaras de Barra, sob Nildo Alcântara de Souza, e de Nova Ibiá, administrada por José Carlos de Jesus, tiveram suas contas de 2023 julgadas regulares, sem qualquer ressalva, ratificando a conformidade de suas gestões.

Cabe recurso das decisões.

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Uma década de Ficha Limpa: quase 5.000 políticos barrados e novas tentativas de flexibilização

Levantamento revela impacto da lei na política brasileira enquanto aliados de Bolsonaro tentam reduzir suas restrições

Caso de Política com CNN – Nos últimos dez anos, a Lei da Ficha Limpa impediu a candidatura de quase 5.000 políticos em todo o Brasil. O levantamento, feito pela CNN com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta que esses vetos representaram cerca de 8% das 60 mil candidaturas barradas no período, considerando também outros motivos como abuso de poder econômico, condutas indevidas e ausência de requisitos legais.

O impacto mais significativo ocorreu nas eleições municipais de 2020, quando mais de 2.300 candidatos foram impedidos pela norma, em um cenário de quase 24 mil registros negados pela Justiça Eleitoral. Para o ex-juiz Marlon Reis, um dos idealizadores da lei, o número não reflete todo o alcance da Ficha Limpa.

Esses números retratam apenas os que desafiaram a lei e arriscaram disputar as eleições mesmo assim. O contingente dos que nem mesmo tentam é muito maior, mas não é sindicável.”

Aprovada em 2010, a Lei da Ficha Limpa surgiu de uma mobilização popular que reuniu mais de 1,6 milhão de assinaturas. A norma estabeleceu 14 causas de inelegibilidade e determinou um período de oito anos de impedimento para políticos condenados por decisão transitada em julgado ou por órgãos colegiados. Em 2014, o TSE consolidou a contagem do prazo de inelegibilidade, fortalecendo a aplicação da regra.

A lei atingiu políticos de todas as esferas, desde vereadores e governadores até postulantes à Presidência da República. Em 2018, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve seu registro negado pelo TSE com base na Ficha Limpa, o que levou Fernando Haddad (PT) a substituí-lo na disputa. Anos depois, Lula recuperou seus direitos políticos com a anulação das condenações da Lava Jato e a suspeição do ex-juiz Sergio Moro.

Outro ex-presidente que pode ser diretamente impactado é Jair Bolsonaro (PL). Embora não tenha sido barrado pelo levantamento atual da CNN, o ex-mandatário foi declarado inelegível em 2023 e permanecerá impedido até 2030, caso as regras permaneçam inalteradas.

Tentativas de flexibilização

O sucesso da Ficha Limpa na exclusão de políticos condenados tem sido contestado no Congresso, onde aliados de Bolsonaro tentam reduzir suas restrições. Na semana passada, o deputado Hélio Lopes (PL-RJ) apresentou um projeto para que apenas condenações penais possam levar à inelegibilidade, o que beneficiaria Bolsonaro, cuja condenação foi de natureza cível eleitoral.

A proposta soma-se a outra tentativa já em tramitação. Em dezembro, o deputado Bibo Nunes (PL-RS) sugeriu a redução do prazo de inelegibilidade de oito para dois anos, permitindo que condenados voltassem a concorrer já na eleição seguinte.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a revisão do tempo de impedimento, alegando que o período atual é excessivo.

Oito anos são quatro eleições, é um tempo extenso na minha avaliação.”

Caso as propostas avancem, figuras como a deputada Carla Zambelli (PL-SP), cassada recentemente pelo TRE-SP, e o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, inelegível até 2028, poderiam ser beneficiadas.

O embate entre o fortalecimento e a flexibilização da Lei da Ficha Limpa segue como um dos principais debates na política brasileira, com implicações diretas para as eleições futuras.

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Vereadora Graça Melo alerta para os riscos da dengue e cobra ação do município

Com aumento dos casos de dengue e água parada em pontos críticos da cidade, parlamentar destaca a necessidade de prevenção e ação do poder público

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora de Barreiras, Drª Graça Melo, fez um alerta sobre os riscos da dengue, ressaltando a importância dos cuidados individuais e da atuação do município na prevenção da doença. Ela destacou que a cidade enfrenta um período chuvoso intercalado com dias de sol, criando um ambiente propício para a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Eu gostaria de falar um pouco com vocês sobre um problema que, nesse momento, é crucial em todo o Brasil e que nossa cidade também vive, que é a dengue.”

Segundo a parlamentar, as condições climáticas atuais favorecem o acúmulo de água parada, facilitando a reprodução do mosquito transmissor da doença.

Sabemos que temos um período chuvoso intercalado com o sol e, andando pela cidade, vejo muita água parada, não só no centro, mas também na periferia.”

Ela ressaltou que a responsabilidade pelo combate à dengue não cabe apenas à população, mas também ao poder público, que precisa agir de forma mais eficaz.

Eu gostaria muito de alertar vocês em relação aos cuidados com a dengue, não deixar água parada na sua casa e também olhar a casa do vizinho. O município também precisa fazer sua parte.”

A vereadora chamou atenção para a presença de focos do mosquito em espaços públicos e citou um exemplo preocupante.

Água parada no chafariz na Praça das Corujas no centro de Barrreiras

Vemos ruas com água parada e cito, mais uma vez, o exemplo da fonte da Praça das Corujas, que continua igual.”

Além da prevenção, ela alertou para os principais sintomas da dengue e a necessidade de buscar atendimento médico ao menor sinal da doença.

As recomendações também valem para os sintomas que você ou alguém da sua família possa ter, como dores no corpo, dor de cabeça, olhos vermelhos e placas avermelhadas na pele. Caso isso ocorra, é fundamental procurar imediatamente o serviço médico.”

A vereadora reforçou a preocupação em suas redes sociais ao compartilhar um vídeo gravado na Praça Castro Alves, conhecida como Praça das Corujas, onde denunciou a situação da fonte inativa e cobrou providências da Prefeitura de Barreiras.

Oi, pessoal. Vocês que me acompanham nas redes sociais viram que postei um vídeo da nossa querida Praça Castro Alves, Praça das Corujas, onde temos uma fonte parada, com água suja.”

A parlamentar cobrou uma ação mais enérgica da administração municipal para evitar que pontos como esse se tornem criadouros do mosquito.

Pedimos à Prefeitura de Barreiras, através da Secretaria de Infraestrutura, que cuide dessa situação.”

Graça Melo destacou que o período chuvoso exige ainda mais atenção e que o risco da doença cresce em toda a cidade.

Sabemos que estamos no período de chuvas e, com isso, vem o surto de dengue, que não é um problema apenas do nosso município, mas de todo o país.”

A vereadora reiterou a necessidade de procurar atendimento médico diante dos primeiros sintomas e reforçou o apelo para que a população elimine focos de água parada.

Se vocês ou alguém próximo apresentarem sintomas como dores no corpo, calafrios e dores de cabeça, procurem imediatamente o serviço médico. É fundamental também eliminar focos de água parada, inclusive nas casas vizinhas.”

A fala da vereadora reforça a necessidade de um esforço coletivo para conter o avanço da dengue no município. Enquanto a população precisa redobrar os cuidados em suas residências, a atuação do poder público na eliminação de focos de proliferação do mosquito é essencial para evitar uma epidemia.

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PPP do Hospital Municipal de Barreiras: uma aposta arriscada que poderia ter sido evitada

Enquanto a prefeitura aposta na Parceria Público-Privada para gerir o Hospital Municipal, alternativas como a federalização e a criação de um hospital universitário são ignoradas. A decisão de Otoniel Teixeira mantém a conta para o município e compromete o controle sobre a saúde pública

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Enquanto a gestão municipal de Barreiras promove na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, um roadshow para atrair investidores para a Parceria Público-Privada (PPP) do Hospital Municipal, surge uma questão essencial: essa é realmente a melhor solução para a saúde pública da região?

O roadshow é uma apresentação itinerante realizada para divulgar projetos a potenciais investidores, buscando atrair recursos e parcerias. No caso da PPP do hospital, a prefeitura leva o projeto a instituições financeiras e empresários para demonstrar sua viabilidade econômica e tentar garantir o interesse do setor privado. Vendida como uma grande inovação pela administração Otoniel Teixeira, a PPP, na prática, mantém o ônus sobre os cofres municipais, terceiriza a administração e transfere riscos para o próprio município.

Previsto para ter seis módulos e 150 leitos, distribuídos em áreas de emergência, clínica médica adulta e pediátrica, obstétrica, psiquiátrica, cirúrgica e ambulatorial, o hospital ocuparia cerca de 13 mil metros quadrados de área construída. No entanto, apesar dos R$ 40 milhões já investidos, o progresso tem sido mínimo, gerando preocupação entre os cidadãos e profissionais de saúde

Otoniel herdou essa proposta de seu padrinho político, o ex-prefeito Zito Barbosa, sem considerar alternativas que poderiam trazer benefícios mais duradouros para Barreiras e toda a região Oeste da Bahia. Entre essas alternativas, a federalização da unidade e sua transformação em um hospital universitário vinculado à Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) se destacaria. Com essa mudança, Barreiras teria um hospital-escola de referência, garantindo atendimento público qualificado e permanente, além de formação acadêmica e pesquisa científica na área da saúde.

A insistência na PPP como única solução ignora que o financiamento continuará saindo dos cofres municipais, enquanto a administração privada buscará lucro, muitas vezes em detrimento da qualidade e universalidade do atendimento. Diferentemente de um hospital universitário, que poderia ser sustentado com recursos federais, a parceria público-privada cria um modelo onde a prefeitura continua sendo a principal financiadora, mas perde o controle direto sobre a gestão e a prestação dos serviços.

O prefeito Otoniel Teixeira enaltece a PPP como um avanço, destacando a “modernização” dos serviços de saúde. No entanto, experiências semelhantes pelo Brasil mostram que esse tipo de contrato pode resultar em custos elevados para o município sem necessariamente melhorar a qualidade ou a ampliação do atendimento. Além disso, o discurso de “eficiência” e “celeridade” ignora que a dependência de investidores e concessionárias pode comprometer a continuidade e a acessibilidade do serviço público a longo prazo.

Barreiras e toda a região Oeste da Bahia se beneficiariam muito mais de um hospital municipal público bem estruturado, capaz de atender às demandas locais sem a intermediação de interesses privados. Um hospital universitário federalizado, além de ser sustentado pela União, fortaleceria a rede de ensino e a capacitação profissional, formando médicos e especialistas para atuar na própria região. Do ponto de vista econômico, garantiria estabilidade financeira ao município, evitando gastos excessivos com contratações privadas e assegurando investimentos contínuos. No âmbito social, representaria um salto de qualidade na prestação de serviços de saúde, promovendo atendimento público com mais estrutura e suporte científico.

A grande questão é: por que insistir na PPP se há alternativas mais seguras e vantajosas? A resposta pode estar na política, onde promessas de inovação e modernidade frequentemente servem para justificar modelos de gestão que beneficiam poucos e oneram muitos. Otoniel e sua equipe podem continuar promovendo a ideia da PPP como a solução definitiva, mas o tempo dirá se essa escolha foi feita pensando no bem-estar da população ou nos interesses do mercado.

E como diz o velho ditado: quem entrega o hospital ao mercado pode acabar precisando de senha para ser atendido.

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Júnior Marabá, ouça ao menos este conselho de Oziel

“Lá em Brasília, a coisa não é fácil pra deputado de primeiro mandato.”

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ex-prefeito de Luís Eduardo Magalhães e ex-deputado federal Oziel Oliveira, que conhece bem os dois lados do balcão, disse esta frase a este repórter por volta de 2011, logo após assumir sua cadeira na Câmara dos Deputados. A declaração, quase um lamento, soava como a constatação de quem trocou o poder da caneta pelo jogo das emendas, articulações e negociações.

A lembrança vem a calhar agora que Júnior Marabá, jovem prefeito bem avaliado na região, é ventilado como possível candidato a deputado federal em 2026. Se decidir encarar a empreitada, terá de renunciar no meio do segundo mandato e deixar para trás a autonomia de quem, com uma assinatura, coloca projetos em prática sem precisar disputar espaço com outros 512 deputados – muitos deles verdadeiros “Cardeais” do Congresso, que há anos conhecem os atalhos e detêm as chaves do cofre.

Oziel falava por experiência própria. Como prefeito, bastava um despacho para as coisas acontecerem; já na Câmara, descobriu que um deputado iniciante precisa de paciência, jogo de cintura e disposição para mendigar recursos em meio a um plenário onde poucos têm voz e muitos se contentam em levantar a mão quando os caciques mandam.

“Temos que lutar por emenda e benefícios”, confessou na época, deixando claro que o peso do cargo nem sempre vem acompanhado de influência imediata.

A possível candidatura de Marabá pode ser tentadora, mas Brasília não é para amadores. Ali, um deputado municipalista, por mais bem-intencionado que seja, corre o risco de passar os primeiros anos batendo na porta de ministérios e líderes partidários, esperando que lhe sobre algo na partilha do orçamento.

Se for mesmo seguir esse caminho, talvez seja prudente ao menos ouvir o conselho de Oziel. Afinal, uma coisa é mandar; outra bem diferente é implorar.

E como diz o velho ditado: quem troca a chave da prefeitura por um crachá pode acabar decorando os corredores sem nunca entrar no gabinete certo.

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Delmah Pedra faz pronunciamento emocionado sobre drogas, políticas públicas e projetos sociais em Barreiras

A parlamentar cobrou mais ações contra as drogas e apresentou projeto de lei para incentivo a entidades sociais

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na sessão da Câmara de Vereadores desta terça-feira (11), a vereadora Delmah Pedra (PSD) utilizou a tribuna para tratar de questões cruciais para a comunidade barreirense. Ela destacou a luta contra as drogas, a necessidade de políticas públicas mais eficazes e o fortalecimento das entidades sociais, além de apresentar uma moção de pesar pela trágica morte de Luciene Freire Santiago, conhecida como Fernanda, vítima do abuso de substâncias psicoativas.

Visivelmente emocionada, a vereadora iniciou seu pronunciamento lembrando que o problema das drogas vai além das estatísticas e se reflete nas vidas que são ceifadas por essa dura realidade. Fernanda, uma mulher de 49 anos, teve sua vida interrompida pelo vício, mas, como destacou Delmah, ela não era apenas mais um número.

“Fernanda era uma mulher cheia de sonhos, com uma história que se cruzou com a nossa comunidade e com os nossos projetos sociais”, afirmou a parlamentar.

A vereadora ressaltou que, apesar de buscar ajuda em instituições como o Instituto Nova Vida e de participar de programas sociais, Fernanda não conseguiu vencer seu vício. A morte prematura dela, segundo Delmah Pedra, evidencia a fragilidade do sistema de apoio e a urgência em tornar os programas de prevenção e tratamento mais acessíveis e efetivos.

“A memória de Fernanda deve ser um alerta, para que mais vidas não sejam perdidas dessa maneira”, enfatizou.

Além de criticar a abordagem limitada de políticas de repressão, Delmah Pedra propôs a implementação de políticas públicas mais amplas, que envolvam educação, saúde mental e apoio contínuo para os indivíduos em processo de recuperação. A vereadora ressaltou a importância de fortalecer a rede de apoio àqueles que lutam contra o vício e de garantir o envolvimento de toda a sociedade no combate às drogas.

Com mais de 30 anos de dedicação ao trabalho social, Delmah apresentou um projeto de lei que visa isentar entidades sem fins lucrativos do pagamento de taxas de alvará e localização. A proposta, segundo ela, tem o objetivo de fortalecer instituições essenciais que enfrentam dificuldades financeiras para manter suas atividades.

“Se queremos uma sociedade mais justa e acolhedora, precisamos apoiar essas entidades”, destacou.

A vereadora também abordou questões locais, como a situação precária do bairro da Rua Holanda, que já gerou várias indicações de outros vereadores. Ela apelou ao prefeito Otoniel Teixeira para que tome medidas eficazes para resolver os problemas de infraestrutura do bairro e atender às demandas da população. Além disso, Delmah Pedra destacou a importância da reforma da Praça 24 Horas, uma área central em Barreiras, que precisa de melhorias urgentes, especialmente na infraestrutura dos banheiros.

Ao final de seu pronunciamento, Delmah Pedra reiterou seu compromisso com Barreiras e a importância da união entre os vereadores e a administração municipal para transformar as demandas da população em ações concretas. Ela pediu o apoio dos colegas para que as propostas apresentadas possam avançar e concluiu seu discurso com um agradecimento a todos os presentes.

Durante a sessão, foi ainda apresentada uma moção de pesar pela morte de Fernanda, em uma homenagem à vítima e a todos que lutam contra os desafios impostos pelas drogas.

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