Prefeito Otoniel Teixeira deu golpe ao reduzir salário de servidores, afirma vereador

Vereador João Felipe denuncia em suas redes sociais nesta quarta-feira (05) a responsabilidade do prefeito Otoniel Teixeira pela redução salarial de servidores municipais

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O vereador João Felipe (PCdoB) usou suas redes sociais para denunciar, na manhã desta quarta-feira (05), a responsabilidade do prefeito Otoniel Teixeira na redução dos salários de servidores municipais, principalmente no setor de educação. A crítica do vereador é direcionada à alteração de um edital, que prometia salários mais altos para os profissionais, mas que, na prática, resultou na manutenção dos vencimentos no valor do salário mínimo, sem melhorias significativas.

De acordo com João Felipe, a medida prejudica diretamente os monitores e cuidadores de crianças com deficiência, cujos salários foram ajustados para o piso salarial mínimo, apesar de promessas iniciais de um valor maior.

“A gestão do prefeito Otoniel Teixeira comprometeu-se com um aumento salarial, mas o que vimos foi uma redução. Isso é um desrespeito com esses profissionais essenciais, que continuam trabalhando com a mesma carga horária e sem o devido reconhecimento financeiro”, afirmou o vereador.

A denúncia também foi reforçada por uma servidora da área de educação, que entrou em contato com o Portal Caso de Política. Por questões de segurança, a servidora preferiu manter seu nome em sigilo, mas detalhou que o edital inicial mencionava um aumento salarial, que foi depois revertido para o salário mínimo.

“Era para ser um salário bem maior, mas no fim, ficou o salário mínimo mesmo, e isso prejudica muito quem trabalha diretamente com as crianças”, explicou a servidora.

Segundo ainda a servidora, “em um passado recente recebíamos salário mínimo por 30 horas de trabalho e quem trabalhasse 40 horas era bem mais”, concluiu.

Em sua denúncia, João Felipe enfatizou a responsabilidade do prefeito Otoniel Teixeira na manutenção dessa situação, já que as alterações no edital que afetaram os salários dos servidores ocorreram sob sua gestão.

Vale aqui destacar que enquanto esses servidores enfrentam dificuldades com a baixa remuneração, o prefeito Otoniel Teixeira recebe um salário de R$ 18.500,00 mensais, vice-prefeito R$ 12.000,00 e Secretários Municipais R$ 14.000,00 mensais, fora outras vantagens e compensações.

A situação tem gerado crescente insatisfação entre os servidores municipais e a população, que observam a desvalorização dos profissionais que desempenham funções essenciais para o funcionamento da cidade. A crítica do vereador reflete uma preocupação crescente com a forma como a administração de Otoniel Teixeira tem tratado os trabalhadores, especialmente em áreas sensíveis como a educação e saúde.

O vereador João Felipe prometeu seguir denunciando as falhas da gestão municipal e lutar pela valorização dos servidores públicos, buscando soluções mais justas para os profissionais que, segundo ele, estão sendo prejudicados por decisões que não condizem com o compromisso de uma gestão responsável e transparente.

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Contas de Saúde de Barreiras rejeitadas pelo TCM: Câmara Municipal decidirá futuro político do ex-prefeito Zito

Irregularidades em licitações e déficit orçamentário geram incertezas sobre a candidatura de Zito em 2026

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em julho de 2023, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) da Bahia formalizou a rejeição das contas de gestão em Saúde de Barreiras, referentes a 2022. A decisão do TCM se baseou em falhas graves nos processos licitatórios, como a aquisição de medicamentos e a construção do Hospital Municipal Edsonnina Neves de Souza, além de um déficit orçamentário expressivo. Esse cenário afeta diretamente os planos do ex-prefeito Zito, que já projeta uma candidatura a deputado federal nas eleições de 2026.

Durante a última gestão, a pasta da Saúde foi alvo de severas críticas por parte da população, que não conseguia atendimento digno, enfrentava a falta de medicamentos e, em muitos casos, a escassez de servidores para o atendimento adequado. Esses problemas agravaram a insatisfação pública e se somaram às falhas administrativas que culminaram na reprovação das contas pela Corte.

O conselheiro Plínio Carneiro Filho, relator do processo, apontou a falta de documentação crucial em dois contratos importantes. No caso da compra de medicamentos, no valor de R$ 1.881.625,00, não foram apresentados atos essenciais como a designação da comissão de licitação e a definição das quantidades a serem adquiridas. Da mesma forma, o projeto básico da obra do hospital, no valor de R$ 64.128.341,41, não foi incluído no processo administrativo, comprometendo a transparência e a legalidade.

Além disso, o balanço orçamentário de 2022 revelou um déficit de R$ 102.393.955,43, com uma despesa de R$ 197.984.708,96 e uma receita de R$ 95.590.753,53. Esse desequilíbrio financeiro reforçou as irregularidades identificadas, resultando na reprovação das contas pela Corte.

Agora, a decisão sobre as contas será tomada pela Câmara Municipal de Barreiras. Embora o TCM tenha emitido um parecer técnico, é a Câmara quem deve aprovar ou rejeitar as contas. Para que o parecer do TCM seja derrubado, Zito precisará de pelo menos 11 votos favoráveis entre os 19 vereadores, ou seja, a maioria absoluta.

A rejeição das contas pode impactar diretamente a carreira política de Zito. Caso o parecer do TCM seja mantido, ele ficará inelegível por 8 anos, o que comprometeria sua candidatura a deputado federal. Se, por outro lado, a Câmara derrubar o parecer, Zito poderá se reabilitar politicamente, mas o desgaste gerado pela situação financeira de sua gestão e os problemas na Saúde provavelmente continuarão a influenciar sua imagem e a atual gestão.

A expectativa agora recai sobre os vereadores de Barreiras, que têm nas mãos uma decisão que pode definir não só o futuro de Zito, mas também o cenário político local e estadual nas próximas eleições.

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Conselheiro do TCM alerta prefeitos baianos sobre a necessidade urgente de erradicação dos “lixões”

Novo Marco do Saneamento exige ação imediata para atender às normas ambientais e de saúde pública, com prazo já vencido para municípios menores; Naimagem acima, o lixão de Barreiras

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O conselheiro Nelson Pellegrino, do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) da Bahia, fez um alerta contundente aos novos prefeitos do estado, destacando a urgência na regularização da gestão de resíduos sólidos para atender às exigências do Novo Marco do Saneamento, estabelecido pela Lei nº 14.026, de 2020, e pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305, de 2010). Durante palestra no 8º Encontro de Prefeitos e Prefeitas, promovido pela União dos Municípios da Bahia (UPB), em Salvador, no último dia 30 de janeiro, Pellegrino enfatizou a necessidade de erradicação imediata dos “lixões” que ainda funcionam em 243 municípios baianos, uma realidade que representa um sério problema ambiental e de saúde pública.

A recomendação foi dada em um painel de debate sobre o “encerramento humanizado de lixões na Bahia”, que contou com a participação de autoridades como o secretário nacional de Meio Ambiente e Qualidade Ambiental, o promotor de Justiça Augusto Matos, a secretária de Desenvolvimento Urbano Jusmari Oliveira e o diretor-geral da Agência de Saneamento Básico da Bahia (Agerba), Juvenal Maynart. O conselheiro, também diretor da Escola de Contas do TCM, abordou os desafios significativos enfrentados pela Bahia no que diz respeito à gestão de resíduos, com a presença de lixões, aterros controlados e a escassez de aterros sanitários licenciados.

Pellegrino destacou que, conforme estabelecido pela legislação, os municípios devem garantir a disposição final adequada dos resíduos sólidos. Para as cidades com menos de 50 mil habitantes, o prazo para erradicação dos lixões expirou em agosto de 2024. Diante disso, os prefeitos são instados a buscar soluções adequadas, como aterros sanitários licenciados, a fim de evitar os riscos ambientais e de saúde pública que os lixões representam.

A Bahia, segundo o levantamento do IBGE citado pelo conselheiro, ainda possui 243 municípios que dependem de lixões para a destinação de resíduos. Outros 67 municípios utilizam aterros controlados, uma solução intermediária que, embora melhor que os lixões, ainda não atende plenamente às exigências ambientais e apresenta riscos de contaminação ao meio ambiente e à saúde das populações vizinhas. Apenas 58 municípios baianos utilizam aterros sanitários licenciados, tanto públicos quanto privados, em conformidade com as normas de segurança ambiental.

Pellegrino também ressaltou que, devido à escassez de aterros sanitários licenciados em algumas regiões do estado, os municípios podem buscar soluções compartilhadas, como a contratação de aterros privados ou soluções regionais. Contudo, ele alertou que a implementação dessas soluções exigirá um esforço conjunto, com o envolvimento de outras esferas de governo, caso contrário, os municípios terão dificuldades para cumprir as metas estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos.

A advertência do conselheiro tem um caráter urgente, considerando que o prazo para a erradicação dos lixões já foi vencido, e a falta de ação pode resultar em sanções e agravamento dos problemas ambientais e de saúde pública. Para Nelson Pellegrino, a priorização de aterros sanitários licenciados é fundamental, mas a busca por alternativas regionais ou parcerias com a iniciativa privada será essencial para garantir o cumprimento das normas e a proteção ambiental em todo o estado da Bahia.

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MPBA recomenda suspensão do Carnaval em Correntina devido à calamidade administrativa

Estado de emergência financeira e administrativa leva MPBA a sugerir corte de gastos com festividades.

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) emitiu uma recomendação ao Município de Correntina para suspender a realização do Carnaval de 2025, que estava previsto para ocorrer entre os dias 28 de fevereiro e 4 de março. A recomendação, feita pela promotora de Justiça Suelim Iasmine dos Santos Braga, se baseia no atual estado de calamidade administrativa do município, declarado pela nova gestão.

De acordo com a promotora, a gestão municipal enfrenta uma grave crise administrativa, com o péssimo estado de conservação de bens e equipamentos públicos essenciais para a execução de serviços à população. Problemas como a deterioração de computadores, impressoras, veículos e mobiliário público têm prejudicado o funcionamento dos serviços municipais. Além disso, a falta de informações claras sobre contas a pagar, conciliações bancárias e saldos financeiros comprometeu o planejamento administrativo e financeiro da nova administração, impactando diretamente na capacidade de resposta do município.

Em sua recomendação, o MPBA orienta que o município não utilize suas receitas próprias para custear os festejos de Carnaval, o que inclui despesas com contratações de artistas, serviços de buffet, montagem de estruturas para apresentações artísticas e outros gastos relacionados. A promotora destacou que, enquanto perdurar o estado de emergência administrativa, o município deve suspender todos os contratos firmados para a organização e estruturação do evento.

Caso a gestão municipal opte por realizar os festejos, a recomendação do MPBA é que sejam seguidas as previsões da Lei Orçamentária Anual de 2025, além de ser realizado um estudo prévio sobre o impacto financeiro do evento. A análise deve considerar não apenas os custos envolvidos, mas também os possíveis benefícios econômicos e sociais para Correntina. A gestão também deve reduzir significativamente os gastos com a estrutura, organização e atrações do Carnaval e encaminhar toda a documentação comprobatória ao Ministério Público, incluindo a comprovação do pagamento dos salários dos servidores públicos.

Em sua argumentação, a promotora ressaltou os altos custos que a realização do evento pode acarretar, especialmente com o sobrecarregamento dos serviços essenciais do município, como saúde, segurança pública, iluminação pública e limpeza urbana. Segundo Suelim Iasmine, as enormes demandas geradas pelo Carnaval, somadas ao alto custo com contratações de bandas e locação de serviços de infraestrutura, como som, palco, tenda, banheiros e geradores, podem agravar ainda mais a já delicada situação financeira do município.

Com a recomendação do MPBA, a gestão municipal de Correntina se vê pressionada a reavaliar a viabilidade da realização do Carnaval, enquanto tenta sanar os problemas administrativos e financeiros que afetam o funcionamento do município.

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Ex-servidores cobram pagamento de verbas rescisórias da Prefeitura de Barreiras

Demora no acerto trabalhista gera insatisfação; casos de valores irrisórios aumentam pressão sobre a gestão municipal

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Servidores exonerados pela Prefeitura de Barreiras denunciam atrasos e pagamentos insuficientes de suas verbas rescisórias. Relatos apontam que alguns trabalhadores receberam quantias irrisórias, como o caso de uma ex-servidora que, sob anonimato, afirmou ter recebido apenas R$ 46,00 após sua exoneração. As informações são do Blog Barreiras 40 Graus.

Além das quantias consideradas desproporcionais, há denúncias de que diversos ex-servidores ainda não receberam qualquer pagamento referente ao desligamento. Diante da crescente insatisfação, o secretário de Educação do município declarou, em entrevista a uma rádio local, que os pagamentos serão feitos, mas sem definir prazos ou condições, o que mantém o clima de incerteza entre os afetados.

A vereadora Carmélia da Mata (PP) cobrou publicamente um posicionamento da gestão municipal. Em suas redes sociais, afirmou que tem buscado respostas, mas que a Prefeitura segue sem se manifestar sobre o assunto. A falta de esclarecimentos por parte do Executivo municipal reforça o descontentamento entre os trabalhadores prejudicados.

Direitos garantidos e impasse jurídico

Embora os servidores comissionados não sejam regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a legislação assegura direitos básicos no momento da exoneração, como o pagamento do 13º salário, férias vencidas e proporcionais acrescidas de um terço constitucional. Essas garantias estão previstas na Constituição Federal e reforçadas por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinam que, mesmo em casos de contratos considerados irregulares, há obrigação do pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A jurisprudência dos tribunais superiores, incluindo o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), reforça a obrigação do município em efetuar os pagamentos devidos. Caso a Prefeitura siga sem regularizar a situação, os ex-servidores poderão recorrer à Justiça para garantir seus direitos.

O impasse gera apreensão entre os trabalhadores e expõe um problema administrativo que pode resultar em ações judiciais contra a gestão municipal. Enquanto isso, a população aguarda uma resposta definitiva da Prefeitura de Barreiras sobre a regularização dos pagamentos.

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Júnior Marabá será homenageado com Título de Cidadão Baiano na AL-BA

Prefeito de Luís Eduardo Magalhães receberá honraria por sua atuação política e contribuição ao desenvolvimento do Oeste baiano

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá (PP), será agraciado com o Título de Cidadão Baiano pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A homenagem foi proposta pelo deputado estadual Antônio Henrique Jr. (PP), que destacou a trajetória do gestor e seu papel no crescimento econômico da região Oeste do estado.

Natural de Rio Verde, Goiás, Júnior Marabá mudou-se para Luís Eduardo Magalhães aos 12 anos, acompanhando seu pai, Ondumar Marabá (1965-2014), empresário e ex-vereador do município. Desde então, construiu uma sólida carreira empresarial e política, sendo eleito prefeito em 2020 e reeleito em 2024 com 83% dos votos válidos, o maior percentual da história da cidade.

Ao justificar a honraria, Antônio Henrique Jr. ressaltou a atuação de Marabá na administração municipal e no setor empresarial, à frente do Grupo Marabá, que se consolidou como referência no ramo de supermercados e atacado no Oeste baiano. Segundo o deputado, a liderança do prefeito tem sido determinante para a atração de investimentos e a diversificação da economia local.

A concessão do título a Júnior Marabá reforça o reconhecimento de sua gestão e de sua influência no cenário político e econômico da Bahia. A cerimônia de entrega da honraria ainda será agendada pela AL-BA.

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Cotado para a CCJ, Otto Alencar quer unificar eleições em novo Código Eleitoral

Senador defende que eleições a cada dois anos prejudicam a política; proposta é considerada prioridade para 2025

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Otto Alencar (PSD-BA) está prestes a assumir a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a mais importante da Casa por ser responsável por mudanças constitucionais. Entre as prioridades de sua gestão, ganha destaque a proposta de unificação das eleições gerais e municipais, incluída no novo Código Eleitoral.

O senador argumenta que o atual modelo de eleições a cada dois anos interfere na governabilidade e compromete o planejamento de longo prazo. “Se o Congresso não acabar com a eleição de dois em dois anos, a eleição acaba com o Congresso”, afirmou. Para ele, a constante necessidade de articulação política em função das disputas eleitorais prejudica a gestão pública e favorece um ciclo contínuo de uso do Fundo Eleitoral para campanhas.

A proposta prevê um período de transição no qual prefeitos e vereadores teriam mandatos estendidos para coincidir com o próximo pleito geral. A partir daí, todas as eleições ocorreriam simultaneamente. Otto estuda se apresentará a medida como uma emenda ao projeto já em tramitação ou como uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o que exigiria um trâmite mais complexo no Congresso.

A proposta de unificação das eleições pode remodelar o cenário político brasileiro. Entre os efeitos esperados estão a redução dos custos eleitorais, a melhoria na governabilidade e a diminuição da influência do calendário eleitoral sobre as decisões administrativas. No entanto, a medida também enfrenta resistências, especialmente de parlamentares e lideranças partidárias que se beneficiam do atual modelo de disputas bienais.

A unificação dos pleitos exigiria mudanças significativas na estrutura eleitoral e no tempo de mandato de prefeitos e vereadores, além de ajustes nos partidos para lidar com campanhas simultâneas. O debate promete ser intenso no Congresso, onde a proposta precisará angariar apoio em meio a interesses divergentes.

Se confirmada como prioridade para a CCJ sob a liderança de Otto Alencar, a discussão sobre o novo Código Eleitoral pode desencadear um dos maiores debates legislativos de 2025. A resistência ou a aceitação da proposta será um termômetro para medir o quanto o Congresso está disposto a reformular o sistema político brasileiro em busca de maior estabilidade institucional.

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Oposição une forças e define tom da nova legislatura em Barreiras

Foto: Lucas Gabriel

Registro fotográfico dos dez vereadores oposicionistas marca um novo momento na Câmara, com independência política e protagonismo feminino na mesa diretora

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Antes mesmo do início da primeira sessão legislativa da nova composição da Câmara Municipal de Barreiras, um registro fotográfico dos dez vereadores eleitos pela oposição sintetizou o pacto político que resultou na eleição de Yuri Ramon para a presidência da Casa. A imagem, que reúne Allan Do Allanbick, Irmã Silma, Rodrigo do Mucambo, Beza, Delmah Pedra, Tatico, Yuri Ramon, Carmélia da Mata, João Felipe e Drª Graça Melo, transcende o simbolismo e anuncia uma legislatura disposta a se manter coesa, estabelecendo uma relação de equilíbrio com o Executivo.

A sessão inaugural confirmou a intenção de uma Câmara mais independente e participativa. Em seu discurso, Yuri Ramon garantiu que a Casa estará “de mãos dadas com o povo”, promovendo audiências públicas e ampliando o envolvimento da sociedade nas decisões municipais. Ressaltou ainda que independência não se traduz em oposição sistemática, mas sim em uma atuação responsável e comprometida com o interesse público.

A nova legislatura da Câmara de Barreiras é composta por 19 vereadores, o que reforça a relevância do bloco oposicionista, que reuniu maioria para eleger a nova Mesa Diretora. A coesão desse grupo evidencia a força política conquistada na última eleição municipal e antecipa uma atuação parlamentar mais ativa e questionadora.

O novo presidente também anunciou cinco pilares que nortearão sua gestão: modernização, democracia, independência, seriedade e publicidade. A modernização visa tornar a Câmara mais eficiente, enquanto a democracia e a independência reforçam o compromisso com o debate plural e a fiscalização sem interferências. Seriedade e publicidade, por sua vez, asseguram que os atos legislativos sejam conduzidos com responsabilidade e transparência.

A composição da nova Mesa Diretora carrega outro elemento significativo: a presença de três mulheres em posição de comando. A participação feminina na condução do Legislativo municipal reforça um perfil político mais atento às pautas sociais e aos desafios da governança. A sensibilidade política dessas lideranças pode representar um olhar mais inclusivo para temas como educação, saúde e assistência social, direitos e defesa de mulheres, crianças e idosos, além de um estilo de condução menos personalista e mais dialógico.

Para o governo municipal, a nova configuração da Câmara impõe desafios. A coesão da oposição, evidenciada já no primeiro ato legislativo, indica que o Executivo precisará adotar uma postura mais estratégica nas tratativas políticas. Com a Casa menos inclinada à mera chancela de projetos do Executivo, a gestão governista deverá aprimorar o diálogo e construir pontes para aprovações de matérias de interesse público. A necessidade de uma Câmara independente, mas sem obstrução gratuita, será um teste para a maturidade democrática do município.

Se em governos anteriores os prefeitos faziam do parlamento uma extensão de seus governos, essa situação aparenta ter mudado. Questões como parcerias com os governos estadual e federal, antes não executadas, a venda de bens públicos sem a menor resistência, projetos de lei apresentados que eram engavetados e gastos questionáveis podem estar com seus dias contados. A nova configuração da Câmara sugere que o Legislativo pretende exercer seu papel com mais autonomia e rigor na fiscalização.

Não é coincidência o fato de que, enquanto o prefeito Otoniel afirma dar continuidade ao governo anterior, hoje já esteja buscando estreitamento e diálogo com o governador Jerônimo Rodrigues e com o governo Lula. Isso são frutos que já estão sendo colhidos, queiram ou não. É um fato que se registra, e eles são reflexo da capacidade imposta pelos vereadores.

Se o Executivo quiser evitar desgastes e facilitar a governabilidade, terá que se adaptar ao novo cenário. A comunicação institucional, o respeito ao papel fiscalizador do Legislativo e a disposição para o diálogo contínuo serão fundamentais para garantir avanços sem confrontos desnecessários.

A unidade demonstrada pelos vereadores oposicionistas ao elegerem Yuri Ramon é, antes de tudo, um sinal de que a Câmara pretende atuar com autonomia e força coletiva. Se essa coesão se mantiver ao longo da legislatura, a política em Barreiras poderá testemunhar um novo capítulo, marcado por equilíbrio e fortalecimento das instituições democráticas.

A democracia não se fortalece na conveniência, mas na exigência de respeito entre os poderes. Quem compreende isso não governa sozinho, mas constrói o futuro com diálogo e responsabilidade.

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O estranho no ninho: Thaislane Sabel e a arte de mudar de lado sem mudar de lugar

A parlamentar enfrenta olhares desconfiados após disputa pelo comando do Legislativo

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – No tabuleiro político de Barreiras, cada peça parece estar se ajeitando conforme os ventos da nova gestão na Câmara, mas há um movimento que não passou despercebido. Entre alianças esperadas e acomodações estratégicas, um detalhe simples – a escolha dos assentos – revelou mais do que meras preferências de proximidade.

A cena era previsível: vereadores alinhados politicamente se agrupando em suas bancadas, como é praxe em qualquer parlamento. Mas, no meio desse arranjo aparentemente corriqueiro, a novata Thaislane Sabel (Republicanos) destoava. Eleita pela oposição, a vereadora ocupava um lugar inusitado, cercada por parlamentares que foram peças-chave na vitória de Yuri Ramos para a presidência da Casa. Quem olhasse com atenção notaria certo desconforto, talvez um deslocamento que beirava a inquietação.

O detalhe não passou despercebido. Nem mesmo a presença discreta do ex-prefeito Zito Barbosa, acomodado sem alarde entre as cadeiras do público, foi suficiente para desviar os olhares atentos que questionavam: estaria Thaislane onde realmente deveria estar? Para alguns, a resposta veio mais rápido do que se esperava.

Nos bastidores, a insatisfação já circulava entre os vereadores que contavam com o voto da parlamentar para ampliar a vantagem oposicionista na disputa pelo comando da Câmara. Para eles, a expectativa foi frustrada. Pior: alguns não hesitaram em apontar Thaislane como protagonista de um enredo de traição e negociata.

E se havia alguma dúvida sobre os novos rumos da vereadora, uma publicação oficial da Prefeitura tratou de esclarecer. Ao lado do prefeito Otoniel Teixeira, Thaislane Sabel ganhou destaque ao celebrar um compromisso reafirmado com a construção do Hospital Municipal Veterinário – um projeto que agora carrega seu nome.

A questão não é a óbvia importância do hospital, mas sim o momento e as circunstâncias do aceno governista. Afinal, se Thaislane foi eleita pela oposição, quando, exatamente, o compromisso com o prefeito foi selado? Estaria ela finalmente assumindo um caminho solo ou apenas trocando de grupo conforme a maré?

Seja qual for a explicação, a cena do plenário apenas expôs o que muitos já comentavam nos corredores. O desconforto no assento não foi mero acaso – foi o peso de quem precisa se equilibrar entre discursos e compromissos conflitantes. Thaislane pode até tentar se reinventar, mas a política tem memória. Quem vira as costas para aliados de ontem pode descobrir que a porta da confiança não se abre duas vezes. E ao contrário do que alguns acreditam, na política, quem se perde nem sempre encontra um novo caminho – às vezes, só descobre que queimou todas as pontes.

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Yuri Ramon reforça independência da Câmara e compromisso com a transparência

Presidente do Legislativo de Barreiras destaca diálogo institucional, fortalecimento da comunicação e fiscalização do Executivo

Caso de Politica | Luís Carlos Nunes – Em seu discurso de posse na presidência da Câmara Municipal de Barreiras, Yuri Ramon ressaltou a necessidade de um Legislativo forte, independente e transparente. Reafirmou que sua gestão será pautada pelo respeito à população, garantindo que a Câmara atuará com autonomia na fiscalização do Executivo, sem abrir mão do diálogo institucional.

Destacando a importância da participação popular, o presidente garantiu que a Casa estará “de mãos dadas com o povo”, promovendo audiências públicas, sessões itinerantes e outros mecanismos que ampliem o envolvimento da sociedade nas decisões municipais. Também ressaltou que a independência do Legislativo não significa oposição sistemática, mas uma atuação responsável, voltada ao interesse público.

A seriedade na condução dos trabalhos legislativos foi outro ponto central do discurso. Yuri comprometeu-se a adotar medidas para modernizar a Câmara, tornando-a mais acessível à população e eficiente na tramitação das proposições. Além disso, garantiu transparência total na divulgação dos atos legislativos e na administração dos recursos públicos, assegurando que a Câmara não será mera chancela das decisões do Executivo, mas um espaço de debate e fiscalização.

Cinco pilares de atuação e fortalecimento da comunicação

Durante sua fala, Yuri Ramon anunciou que a gestão da Câmara será baseada em cinco pilares: modernização, democracia, independência, seriedade e publicidade. Segundo ele, a modernização envolverá a implementação de novas tecnologias para otimizar os processos administrativos e legislativos. No aspecto democrático, a Casa será um espaço aberto ao debate público e à participação popular.

O pilar da independência garantirá que a Câmara exerça seu papel fiscalizador com autonomia, sem interferências externas. A seriedade na condução dos trabalhos será uma prioridade, garantindo que cada decisão seja tomada com responsabilidade e respeito ao interesse público. Já a publicidade reforçará a transparência dos atos legislativos, assegurando que as ações da Câmara sejam amplamente divulgadas e acessíveis à população.

Entre as medidas concretas anunciadas, está o fortalecimento da comunicação institucional da Câmara. Yuri destacou a importância do diálogo com a imprensa e dos canais oficiais de divulgação para garantir que a população tenha acesso às informações legislativas de forma clara e objetiva.

Vamos estreitar a relação com a imprensa e ampliar nossos canais de comunicação para que cada cidadão tenha conhecimento sobre o que acontece nesta Casa. A informação é um direito da população, e trabalharemos para que ela chegue com transparência e acessibilidade.”

Entrevista exclusiva ao Portal Caso de Política

Em entrevista exclusiva ao Portal Caso de Política, Yuri Ramon comentou a primeira sessão legislativa do ano e as expectativas para os trabalhos da Casa. Questionado sobre a divulgação da ordem do dia e possíveis inovações, afirmou:

Nosso compromisso é garantir que os vereadores e a população tenham acesso prévio às pautas. Algumas demandas dependem de processos administrativos, mas trabalharemos para que todas as informações sejam divulgadas com antecedência, assegurando que os debates ocorram de forma transparente.”

Sobre a quantidade de projetos já protocolados, Yuri destacou a alta demanda e a necessidade de organização na tramitação das proposições:

A expectativa é grande. Muitos vereadores já apresentaram dezenas de indicações, mas sabemos que não é possível deliberar sobre tudo de uma só vez. Vamos organizar a pauta para que cada proposição seja devidamente analisada ao longo das sessões, garantindo que todos os vereadores tenham espaço para contribuir e que os trabalhos da Casa sejam conduzidos com seriedade e eficiência.”

Com essa abordagem, Yuri Ramon demonstra maturidade política e reforça o papel da Câmara como um poder independente e transparente, comprometido com a fiscalização do Executivo, a participação ativa da população e o fortalecimento da comunicação institucional.

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