PSD de Gilberto Kassab engole o PSDB, que praticamente desaparece em São Paulo

Os números revelam uma ascensão meteórica do PSD, que multiplicou por sete sua presença, passando de 46 prefeitos para um surpreendente total de 329

Repórter ABC | Luís Carlos Nunes –  O Partido Social Democrático (PSD), liderado por Gilberto Kassab, está reescrevendo o cenário político no estado de São Paulo de forma drástica, efetivamente engolindo o PSDB e deixando-o à beira da extinção. Desde dezembro de 2022, essa transformação política tem sido impressionante, com o PSD conquistando um aumento extraordinário no número de prefeitos no estado.

Os números revelam uma ascensão meteórica do PSD, que multiplicou por sete sua presença, passando de 46 prefeitos para um surpreendente total de 329. Esse crescimento impressionante significa que Kassab e seu PSD agora controlam incríveis 51% das 645 prefeituras em São Paulo, conforme relatado pela Folha de S. Paulo.

Kassab, também conhecido como uma figura-chave na administração de Tarcísio de Freitas, do partido Republicano, desempenha um papel fundamental na manutenção de uma sólida relação entre o Palácio dos Bandeirantes, os prefeitos e os deputados. Além disso, ele controla o repasse de emendas e convênios, consolidando o poder do PSD no estado.

Essa mudança massiva na preferência dos prefeitos desde dezembro marca a maior reviravolta na política paulista desde a derrota do tucano Rodrigo Garcia, encerrando quase três décadas de domínio do PSDB no estado. Nesse período, o PSDB viu seu número de prefeitos desmoronar de 238 para 43, um declínio significativo.

Outros partidos também sentiram o impacto dessa reconfiguração. O partido Republicano, ao qual Tarcísio de Freitas pertence, experimentou um crescimento significativo, embora não na mesma proporção que o PSD, passando de 25 para 54 prefeitos. O MDB aumentou de 58 para 73 prefeitos, o PL de Jair Bolsonaro subiu de 39 para 56, e o PP foi de 32 para 42 prefeitos. Além do PSDB, a União Brasil, que costumava ser um aliado importante dos tucanos no estado, perdeu prefeitos de forma substancial, caindo de 75 para 27.

No campo da oposição, o PT e o PSB mantiveram sua estabilidade. O PSB, partido dos ex-governadores Márcio França e Geraldo Alckmin, agora conta com 10 prefeitos, um a mais do que em dezembro, enquanto o PT manteve seus quatro prefeitos eleitos em 2020.

A mudança de prefeitos para o PSD tem gerado críticas de outros partidos da base de Tarcísio, que alegam chantagem e intimidação por parte de Kassab. Há relatos nos bastidores de que filiados mudam para o PSD com a promessa de receber mais recursos para seus municípios. Entre os prefeitos recentemente filiados ao PSD estão os de cidades como Bauru, Barretos, Mairiporã e Bertioga. No entanto, Kassab nega veementemente qualquer envolvimento em política partidária no Palácio dos Bandeirantes e refuta a ideia de promessas ou benefícios para os prefeitos que se juntam ao PSD. Ele enfatiza que o atendimento do governo é imparcial, sem distinção de partidos.

O presidente do PSDB paulista, Marco Vinholi, argumenta que a diminuição no número de prefeitos era esperada e que o partido tem trabalhado para reverter essa tendência a partir de 2024, com bons candidatos e propostas claras.

Em meio a esse cenário de mudanças, líderes partidários enfatizam que a quantidade de prefeitos não é necessariamente uma vantagem. O foco está em manter prefeitos que estejam alinhados com as propostas e identidade de seus respectivos partidos. Especialistas apontam que o crescimento do PSD pode ser atribuído ao projeto político expansionista do partido e ao controle de Kassab sobre os recursos do estado, enquanto outros partidos, como o PL e o Republicanos, têm estratégias distintas.

A movimentação política no estado de São Paulo continua a evoluir, com o PSD emergindo como um ator-chave, desafiando a longa hegemonia do PSDB na região e reconfigurando o panorama político. À medida que 2024 se aproxima, a dinâmica política do estado está em constante evolução, com o PSD se consolidando como uma força dominante no cenário político paulista.

Vídeos: Em assembleia, trabalhadores da GM decretam greve após demissões

Presidente do Sindicato diz que número de funcionários dispensados em São Caetano deve chegar a 300; mais de 200 participaram da assembleia realizada neste domingo

ABCD Jornal – Em assembleia realizada na manhã deste domingo (22/10), na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, os trabalhadores da General Motors (GM) decidiram entrar em greve a partir desta segunda-feira (22/10). A empresa comunicou a demissão neste sábado (21/10) por meio de telegramas.

Três fábricas paulistas foram atingidas com os cortes: São Caetano no Sul, São José dos Campos e Mogi das Cruzes. O número de funcionários demitidos não foi informado pela empresa, mas o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Cidão do Sindicato, disse que deve atingir 300 na fábrica dessa cidade. Mais de 200 participaram da assembleia neste domingo.

O dirigente sindical avaliou que a montadora faltou com respeito ao demitir o trabalhador no fim de semana e também por meio de telegrama.

“Lamentavelmente ontem, às 9 horas da manhã, eu fui surpreendido por um telefonema da diretora de relações sindicais da GM informando a atitude que ela estava tomando. Ela nem falou nada, ela simplesmente informou que já estava acontecendo essas demissões via telegrama . Isso foi um ato unilateral com total desrespeito, uma questão completamente antissocial, não respeitou a entidade sindical, não respeitou os trabalhadores e principalmente os seus familiares. A empresa faltou com respeito em tudo”, disse.

assembleia dos funcionários da GM
Em assembleia, trabalhadores da GM decretam greve após demissões. Foto: Gislayne Jacinto

Telegramas serão queimados em fogueira

Uma assembleia foi convocada para esta segunda-feira, às 5h, na porta da GM de São Caetano. “Vamos queimar todos os telegramas” Como que você está em casa e seus familiares , seus filhos e recebe um comunicado de dispensa por telegrama?”, indagou o presidente do sindicato.

Alegações da empresa

Segundo a montadora, o motivo para as demissões foi “a queda nas vendas e nas exportações” que teriam levado a empresa a “adequar seu quadro de empregados”.

Em comunicado, a GM disse que a medida foi tomada após várias tentativas de lay-off  (suspensão temporária do contrato de trabalho), férias coletivas, days off  (dias de folga) e proposta de desligamento voluntário.

“Entendemos o impacto que essa decisão pode provocar na vida das pessoas, mas a adequação é necessária e permitirá que a companhia mantenha a agilidade de suas operações, garantindo a sustentabilidade para o futuro”, disse a GM.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos também informou que os funcionários ficaram sabendo da demissão por um telegrama enviado pela empresa. “Trabalhadores da General Motors de São José dos Campos foram surpreendidos, neste sábado (21), com comunicados de demissão. Sem prévia negociação com o sindicato e de maneira covarde, a montadora enviou telegramas a diversos metalúrgicos, incluindo operários em lay-off. Assim como os companheiros, o sindicato foi pego de surpresa. A GM não informou o número de demitidos”, disse nota do sindicato.

O sindicato de São José dos Campos informou que vai exigir o cancelamento das demissões e a reintegração dos trabalhadores e que convocou uma assembleia para este domingo para discutir a questão.

O sindicato ressaltou que, ao contrário do que a empresa informa, ela “não passa por uma crise econômica”. “No primeiro trimestre de 2023, por exemplo, a companhia divulgou que teve lucro líquido global de US$ 2,4 bilhões. No Brasil, a empresa teve crescimento de 42% em suas vendas nos três primeiros meses deste ano, se comparado ao mesmo período de 2022”, disse o sindicato, que pretende também cobrar medidas do governo federal para solucionar o problema.

Veja momento em que trabalhadores votaram pela greve:

Liberdade controversa: MP questiona juiz que soltou ladrão milionário

Condenado a 58 anos de prisão, em 2020, por integrar a organização criminosa Novo Cangaço, Wagner César Almeida foi libertado e fugiu

Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – O Ministério Público (MP) do Maranhão está buscando uma investigação rigorosa após a polêmica decisão de um juiz que resultou na libertação de um criminoso condenado por um audacioso roubo de R$ 100 milhões em uma agência bancária. Este caso tem gerado controvérsia desde junho de 2021, quando a representação enviada pelo MP ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ainda aguarda uma decisão.

A reclamação disciplinar, inicialmente assinada em junho de 2021 pelo então procurador-geral de Justiça, Eduardo Jorge Nicolau, levantou questionamentos sobre a decisão de um desembargador que, de forma surpreendente, concedeu a liberdade a um criminoso que havia sido condenado a uma pena de 58 anos de prisão em 2020. Este indivíduo, identificado como Wagner César de Almeida, fazia parte de uma organização criminosa especializada no que é conhecido como “Novo Cangaço.”

O episódio que culminou na condenação e subsequente libertação de Wagner César de Almeida é um capítulo sombrio na história recente do Maranhão. Em um assalto ousado, Almeida e seu grupo de 15 comparsas, fortemente armados, invadiram a cidade de Bacabal, deixando um rastro de destruição e violência no seu caminho. O assalto resultou no roubo de R$ 100 milhões e na perda de vidas humanas, com uma pessoa sendo morta durante a ação criminosa.

Apesar da gravidade dos crimes e da condenação a mais de 50 anos de prisão, o desembargador José de Ribamar Fróz Sobrinho, em 18 de junho de 2021, concedeu uma decisão surpreendente. Essa decisão foi tomada sem a devida consulta ao Ministério Público e sem levar em consideração as informações do juízo que originalmente condenou o assaltante. O desembargador optou por deferir a liminar solicitada, que substituiu a pena de prisão preventiva de Wagner César de Almeida por prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico.

No entanto, a polêmica não parou por aí. Pouco tempo depois, o ladrão beneficiado com essa decisão controversa conseguiu escapar, gerando ainda mais questionamentos sobre a atuação da Justiça nesse caso. O Ministério Público do Maranhão busca agora uma investigação minuciosa para esclarecer as circunstâncias que levaram à libertação e subsequente fuga do criminoso e para garantir que a justiça seja feita no que se tornou um caso emblemático de impunidade.

Rabino pacifista em Israel apela à não comparação entre Judeus e Sionistas em busca da paz

Jerusalém, Israel – Em um pronunciamento marcante, um grupo de rabinos ortodoxos e pacifistas, identificados pelo perfil TorahJudaism na plataforma social X (anteriormente conhecida como Twitter), fez um apelo veemente pela não comparação entre judeus e sionistas. O grupo tem utilizado sua presença online para expressar duras críticas ao sionismo e atribuir ao governo liderado por Benjamin Netanyahu a responsabilidade por episódios de violência envolvendo palestinos e cidadãos israelenses.

“Queremos paz e tranquilidade para que judeus e muçulmanos possam coexistir em harmonia”, declarou o rabino pacifista, enfatizando a importância da convivência pacífica entre as comunidades religiosas na região.

O apelo do grupo ressalta a distinção entre o judaísmo e o sionismo, argumentando que o sionismo não pode ser considerado uma representação fiel dos judeus ou do judaísmo como religião. Essa diferença fundamental é fundamental para compreender o ponto de vista desses rabinos.

De acordo com eles, os sionistas frequentemente tentam integrar a Torá em questões relacionadas ao Estado de Israel, embora muitos deles sejam considerados irreligiosos. Os rabinos afirmam que essa associação é uma fachada que empresta uma aura de santidade a todas as ações de Israel.

Além disso, os rabinos destacaram a crença de que os judeus não têm o direito de estabelecer um Estado em qualquer parte do mundo, inclusive em terras desabitadas, devido a proibições religiosas antigas. Eles argumentam que esta proibição persiste como parte central da fé judaica.

O pronunciamento desses rabinos pacifistas evidencia as tensões e debates em curso dentro da comunidade judaica em Israel em relação ao sionismo e sua relação com a religião. Em meio a um cenário de conflitos persistentes, esses líderes religiosos buscam uma abordagem pacífica e uma compreensão mais profunda das complexidades envolvidas na questão do sionismo em Israel.

TSE inicia o julgamento de mais 3 ações contra Bolsonaro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu início, nesta terça-feira (10/10), ao julgamento de mais três Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) contra o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) e seu então candidato a vice nas eleições de 2022, Braga Netto. As investigações têm como foco a alegada utilização eleitoral do Palácio do Planalto e do Palácio da Alvorada para fins de campanha, envolvendo a realização de lives, transmissões ao vivo e eventos eleitorais.

As acusações apresentadas incluem abuso de poder econômico e político, bem como uso indevido dos meios de comunicação social. Estas três ações estão sob a relatoria do corregedor-geral eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, que as autorizou após um processo que incluiu a coleta de depoimentos de testemunhas e a obtenção de evidências.

Após essa autorização, o presidente da Corte Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, agendou o início do julgamento para esta terça-feira.

O procedimento para o julgamento das Aijes segue o estabelecido na Lei de Inelegibilidade (LC nº 64/1990), com o Código de Processo Civil sendo aplicado subsidiariamente para preencher eventuais lacunas. O processo envolve etapas bem definidas:

  1. O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, começará o julgamento lendo o relatório das Aijes, que serão julgadas em conjunto.
  2. Em seguida, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, dará a palavra aos advogados da acusação e da defesa, nesta ordem, com cada lado tendo um prazo de 15 minutos para suas alegações. Posteriormente, o representante do Ministério Público Eleitoral (MPE) emitirá seu parecer sobre a ação.
  3. Concluídas essas etapas, o ministro Benedito Gonçalves apresentará seu voto. Na sequência, os ministros Raul Araújo, Floriano de Azevedo Marques, Ramos Tavares, Cármen Lúcia (vice-presidente do TSE), Nunes Marques e, por último, o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal, votarão.

As ações em questão foram propostas principalmente pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) e alegam abuso do poder político e uso indevido dos meios de comunicação, especialmente durante as transmissões de lives feitas por Bolsonaro nos Palácios da Alvorada e do Planalto. O partido argumenta que essas atividades teriam sido financiadas com recursos públicos, incluindo intérpretes de libras e recursos estatais, com o objetivo de promover candidaturas e fortalecer a base parlamentar.

Também há alegações de irregularidades na live de 18 de agosto de 2022, quando Bolsonaro solicitou votos para si e para outros 17 políticos aliados, exibindo seus “santinhos”.

Uma terceira Aije, proposta pela coligação Brasil da Esperança (PT, PV, PCdoB) e pela Federação PSol-Rede (PSol, Rede, PSB, SD, Avante, Agir, Pros), pede a inelegibilidade de Bolsonaro e Braga Netto por abuso do poder político, relacionado a entrevistas coletivas concedidas por Bolsonaro no Palácio do Planalto para anunciar apoios políticos.

O parecer do Ministério Público Eleitoral em relação a estas ações é contrário aos pedidos de inelegibilidade, argumentando que as evidências apresentadas não são suficientes para provar o uso da estrutura da administração pública nas transmissões contestadas.

O julgamento dessas ações ocorre após Bolsonaro já ter sido considerado inelegível por oito anos, a partir de 2022, devido a declarações feitas durante uma reunião com embaixadores em julho de 2022, na qual o TSE considerou que houve abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

Os Segredos do café da manhã político de Saulo Benevides e Gabriel Roncon

Política e Café: Uma Mistura que Pode Surpreender

Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – No palco movimentado da política local, somos testemunhas de um encontro que lembra os intricados jogos políticos nos bastidores, muitas vezes meticulosamente orquestrados. O ex-prefeito de Ribeirão Pires, Saulo Benevides, e o pré-candidato a prefeito, Gabriel Roncon, optaram por compartilhar um café da manhã à mesma mesa. Essa cena, que traz à mente a ideia de uma estratégica passagem de poder nos corredores da política, foi tornada pública pelo próprio Saulo Benevides, que não economizou entusiasmo ao compartilhar a imagem desse encontro “histórico” em suas redes sociais.

Dentro desse cenário político, Benevides declarou com um tom que nos lembra os rituais de aproximação:

“Tivemos uma conversa sobre política e nossa querida Ribeirão Pires.”

Como uma câmera que se concentra nos bastidores, essa declaração sugere que algo de relevância política substancial pode ter sido discutido entre os dois. Estariam eles representando papéis estratégicos, como protagonistas e antagonistas, em um enredo político mais amplo? Ou talvez tenham compartilhado informações tão sensíveis quanto os grãos de café recém-moídos? O mistério permanece no centro do palco, como um símbolo das intrigas naturais que permeiam a política.

Enquanto o conteúdo exato da conversa permanece nas sombras, os corredores políticos fervilham de especulações. Alguns sugerem que Saulo, agora agindo nos bastidores como um hábil estrategista dentro do partido Avante, está preparando o terreno para uma possível candidatura de seu sobrinho, Anderson Benevides, como parceiro leal na chapa liderada por Roncon. Essa trama, à primeira vista, parece uma narrativa digna das reviravoltas e alianças políticas.

A política é um campo onde alianças e rivalidades podem mudar rapidamente, e nada é eterno, como Maquiavel nos lembra. Portanto, neste palco político onde os interesses individuais muitas vezes são moedas de troca, o desfecho permanece incerto, como o enigma final de um drama político. O café, nesse contexto, é mais do que uma simples bebida; ele simboliza as negociações e acordos políticos que ocorrem nas sombras, moldando os destinos da cidade.

Supremo Tribunal Federal invalida tese do Marco Temporal por 9 Votos a 2

Decisão contraria proprietários de terras e beneficia indígenas

Repórter ABC, com informações da EBC – Em uma decisão histórica, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou, por 9 votos a 2, a inconstitucionalidade da tese do marco temporal para a demarcação de terras indígenas. A votação ocorreu após 11 sessões de julgamento do caso.

A tese do marco temporal, anteriormente defendida por proprietários de terras, estabelecia que os indígenas somente teriam direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

A última palavra na sessão foi dada pela presidente da Corte, ministra Rosa Weber, que afirmou que a Constituição assegura que as terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas são habitadas em caráter permanente e fazem parte de seu patrimônio cultural, não cabendo a imposição de um marco temporal.

“Eu afasto a tese do marco temporal, acompanhando na íntegra o voto do ministro Fachin [relator], reafirmando que a jurisprudência da Corte Interamericana dos Direitos Humanos aponta para posse tradicional como fator para reconhecer aos indígenas o direito às suas terras”, declarou a ministra.

O resultado do julgamento contou com os votos favoráveis dos ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Luiz Fux e Gilmar Mendes. Os ministros Nunes Marques e André Mendonça manifestaram-se a favor do marco temporal.

Na próxima sessão de julgamento, que ocorrerá na quarta-feira (27), os ministros irão debater outras questões relacionadas ao tema, incluindo a possibilidade de indenização a particulares que adquiriram terras de boa-fé, consideradas como áreas indígenas.

O processo que levou a essa discussão envolve a disputa pela posse da Terra Indígena (TI) Ibirama, em Santa Catarina, habitada pelos povos Xokleng, Kaingang e Guarani, com parte da terra sendo questionada pela procuradoria do estado.

Mauro Cid implica Bolsonaro e revela consultas militares sobre golpe

Entre outras coisas, Cid detalhou como o rascunho golpista chegou às mãos de Bolsonaro após a derrota eleitoral

Repórter ABC – Mauro Cid, ex-auxiliar de Jair Bolsonaro, afirmou em seu depoimento na delação premiada à Polícia Federal que, após a derrota no segundo turno das eleições, Bolsonaro recebeu um rascunho de decreto de seu assessor Filipe Martins. Esse decreto propunha convocar novas eleições e prender adversários políticos. Segundo Cid, Bolsonaro discutiu o documento com altos comandantes militares. Ele alegou que o Almirante Almir Garnier, então comandante da Marinha, apoiou o plano golpista em conversas privadas, embora o Alto Comando das Forças Armadas não o tenha endossado.

Essas revelações levaram à formalização do acordo de colaboração de Cid, que estava sob prisão relacionada a uma investigação de falsificação de cartões de vacinação. Os investigadores agora verificarão a veracidade das informações apresentadas.

Cid detalhou como o rascunho golpista chegou às mãos de Bolsonaro após a derrota eleitoral. Durante uma reunião com Bolsonaro no final do ano passado, Filipe Martins, então assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, apresentou a Bolsonaro um projeto de decreto golpista que incluía a convocação de novas eleições e a prisão de adversários políticos. A PF investiga se este é o mesmo rascunho encontrado na residência do ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

Cid informou que Bolsonaro compartilhou partes do documento com altos comandantes militares para medir a receptividade à ideia do golpe. O único apoiador, segundo Cid, foi o comandante da Marinha, Almirante Garnier.

Bolsonaro, no entanto, não expressou claramente seu apoio ao plano golpista. A defesa de Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Projeto de ditadura apresentado a Bolsonaro por Filipe Martins, com Prisão de opositores Políticos

No depoimento de sua delação premiada, Tenente Coronel Mauro Cid afirmou que Bolsonaro recebeu um rascunho de decreto das mãos de seu assessor Filipe Martins após a derrota no segundo turno das eleições. Esse decreto propunha novas eleições e a prisão de opositores políticos. Durante uma reunião no final do ano passado, Martins apresentou a Bolsonaro um projeto de decreto golpista que incluía a convocação de novas eleições e a prisão de adversários políticos.

Cid revelou que Bolsonaro compartilhou partes do documento com comandantes militares para medir a receptividade à ideia do golpe. O único apoiador, segundo Cid, foi o comandante da Marinha, Almirante Garnier.

Bolsonaro, no entanto, não expressou claramente seu apoio ao plano golpista. A defesa de Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Bolsonaro aguarda mudanças no TSE e enxerga possibilidade de reverter inelegibilidade

Para abril do próximo ano, está agendada a mudança mais esperada por Bolsonaro no TSE, a saída do ministro Alexandre de Moraes

Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente brindado com uma elegante pena de inelegibilidade de oito anos, insiste com fervor que mexidas na configuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) podem magicamente abrir as portas para sua candidatura presidencial em 2026. Ele aguarda ansiosamente por esse rearranjo no tribunal, composto por sete ministros, como quem aguarda um milagre. Bolsonaro já tem até um roteiro dos sonhos: uma vitória apertada de 4 a 3 num julgamento de recurso que reverta sua inelegibilidade.

A primeira “mudança”, programada para novembro deste ano, envolve a saída do ministro Benedito Gonçalves, que atualmente ocupa a posição de corregedor do TSE e também atua como relator da ação que impede Bolsonaro de se candidatar até 2030. Adivinhem quem vai ocupar essa vaga? Isabel Gallotti, uma escolha considerada “independente” por aqueles que ainda acreditam em contos de fadas políticos. A corregedoria do tribunal passará a ser comandada pelo ministro Raul Araújo, que votou contra a inelegibilidade de Bolsonaro no julgamento de junho.

E há mais uma cena digna de Oscar: para abril do próximo ano, está agendada a mudança mais esperada por Bolsonaro no TSE, a saída do ministro Alexandre de Moraes, considerado nada menos que seu arqui-inimigo. Quem ocupará o assento? André Mendonça, um indicado pessoal do próprio Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF) e, claro, um devoto inabalável de suas causas.

Bolsonaro deve achar que essas mudanças no tribunal são a sua própria varinha mágica, criando um ambiente tão favorável que até parece um conto de fadas político. Mas o ápice da história virá em 2026, quando Kassio Nunes Marques, que é basicamente o “fiel escudeiro” do ex-presidente, assumirá a presidência do Tribunal Superior Eleitoral.

Bolsonaro mantém essa fantasia com um sorriso no rosto, acreditando que essas mudanças na composição do TSE vão resolver todos os seus problemas e que ele finalmente poderá voltar a brilhar na corrida presidencial em 2026.

Em junho deste ano, o plenário do TSE declarou Bolsonaro inelegível por oito anos, com uma votação de 5 a 2, alegando abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante uma reunião com embaixadores realizada no Palácio da Alvorada em 18 de julho do ano passado. Um recurso relacionado ao caso será analisado novamente pela Corte nesta sexta-feira (22). Mas, vamos ser realistas, a chance de Bolsonaro sair vitorioso nisso é tão grande quanto encontrar unicórnios no Congresso Nacional.

Fernando Leça é eleito presidente do PSDB de São Bernardo do Campo

Imagem: Divulgação

A eleição aconteceu em meio a uma disputa nacional entre diferentes grupos, incluindo o liderado pelo prefeito Orlando Morando e o que tem o prefeito de Santo André, Paulo Serra, como integrante

Repórter ABC | Luís Carlos |Nunes – No último domingo, 17 de setembro, o PSDB de São Bernardo do Campo realizou sua eleição interna, marcando um importante momento para a definição dos líderes do partido no município. O destaque do pleito foi a reeleição de Fernando Leça, que já havia ocupado a presidência do diretório municipal por dois mandatos consecutivos, abrangendo o período de 2016 a 2019. Agora, ele foi reconduzido ao cargo para mais um mandato de dois anos, consolidando sua liderança no partido.

Fernando Leça terá ao seu lado Thaís Santiago, que assume o posto de vice-presidente, formando uma chapa de liderança para conduzir o PSDB em São Bernardo do Campo.

Além dos principais cargos da diretoria, outros membros da executiva municipal foram oficializados. Flávio Rodrigues assume a secretaria, Heleodora Lúcia de Souza será a tesoureira, Ivan Pinto Coelho desempenhará a função de 1º vogal, e Mônica Leça Nascimento ocupará o cargo de 2º vogal.

O conselho fiscal, que desempenha um papel crucial na fiscalização das finanças do partido, também teve seus membros eleitos. Henrique Morio Minami, João Luiz da Costa Neto e Samuel Alves de Oliveira assumiram como membros titulares, enquanto Manoel Aleluia de Santana, Mayra Silva dos Anjos e Wesley de Assis Carvalho foram escolhidos como membros suplentes do conselho fiscal.

A reeleição de Fernando Leça como presidente do PSDB de São Bernardo do Campo evidencia a confiança da base do partido em sua liderança e experiência. A nova executiva assume a responsabilidade de conduzir o partido em um cenário político desafiador, no qual disputas internas e contextos nacionais têm reflexos significativos nas agremiações locais. Este processo eleitoral faz parte do calendário geral de eleições internas da legenda, que se estenderá até novembro. Vale ressaltar que o evento acontece em meio a uma disputa nacional entre diferentes grupos, incluindo o liderado pelo prefeito Orlando Morando e o que tem o prefeito de Santo André, Paulo Serra, como integrante.