Divulgar pesquisa eleitoral sem registro e enquetes pode gerar pesada multa e prisão

Multas variam de R$ 53.205,00 a R$ 106.410,00. Já a divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime e pode gerar prisão de seis meses a um ano

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – No último dia 1° de março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou uma série de 12 resoluções que definiram quais serão as regras para o pleito deste ano. Entre essas determinações, está a Resolução TSE n° 23.727/2024, que trata das pesquisas eleitorais. O texto altera trechos da Resolução TSE n° 23.600/2019, que disciplina o assunto.

A norma aprovada manteve a data de 1° de janeiro do ano da eleição para que as entidades e empresas registrem, no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle), até cinco dias antes da divulgação, as pesquisas de opinião pública realizadas. O registro e a complementação de informações no PesqEle poderão ser efetivados a qualquer hora do dia, independentemente do horário de expediente da Justiça Eleitoral.

O registro deverá apresentar informações sobre quem contratou a pesquisa e quem pagou – com os respectivos números no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) – o valor e a origem dos recursos, a metodologia utilizada e o período de realização do levantamento.

Além disso, outros dados necessários são: o plano amostral; a ponderação quanto a gênero, idade, grau de instrução e nível econômico do entrevistado; o nível de confiança e a margem de erro da pesquisa; o questionário completo aplicado; e o nome do profissional estatístico responsável pela pesquisa.

A partir do dia em que a pesquisa puder ser divulgada e até o dia seguinte, a empresa ou o instituto deverá enviar o relatório completo com os resultados, contendo dados referentes ao período de realização da coleta de dados, o tamanho da amostra, a margem de erro, o nível de confiança, o público-alvo, a fonte pública dos dados utilizados para a amostra, a metodologia, quem contratou a pesquisa e a origem dos recursos. A disponibilização dos relatórios completos com os resultados de pesquisa ocorrerá depois das eleições, com exceção de casos em que houver determinação contrária da Justiça Eleitoral.

Vale registrar que a Justiça Eleitoral não realiza nenhum controle prévio sobre o resultado das pesquisas, nem gerencia ou cuida da divulgação. Pesquisas realizadas em data anterior ao dia das eleições poderão ser divulgadas a qualquer momento, inclusive no dia das eleições, desde que respeitado o prazo de cinco dias definido na resolução. O novo texto estabeleceu que a divulgação de levantamento de intenção de voto realizado no dia das eleições somente poderá ocorrer a partir das 17h do horário de Brasília.

Ministério Público, candidatas e candidatos, partidos, coligações e federações partidárias poderão acessar o sistema interno de controle, verificação e fiscalização da coleta de dados das entidades e das empresas que divulgarem pesquisas eleitorais. A solicitação de acesso deverá ser enviada à Justiça Eleitoral.

Caso seja comprovada irregularidade e perigo de dano, a Justiça Eleitoral poderá conceder liminar para suspender a divulgação dos resultados da pesquisa impugnada ou, ainda, determinar que sejam incluídos esclarecimentos na divulgação dos resultados, com aplicação de multa em caso de descumprimento da determinação.

De acordo com o novo texto aprovado na resolução, pesquisa é diferente de enquete ou sondagem. Estes dois últimos se caracterizam pelo levantamento de opiniões sem plano amostral nem utilização de método científico para a realização. A enquete que for apresentada à população como pesquisa eleitoral será reconhecida como pesquisa de opinião pública sem registro na Justiça Eleitoral.

A divulgação de pesquisa sem o registro prévio das informações constantes da resolução sujeita os responsáveis a multa que varia de R$ 53.205,00 a R$ 106.410,00. Já a divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com multa – também estipulada nos mesmos valores citados anteriormente –, além de detenção de seis meses a um ano.

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Arquivos vazados evidenciam crimes cometidos por figuras políticas dos EUA e Brasil

Caso de Política com ICL Notícias – Em um relatório extenso de 541 páginas tornado público pelo Comitê de Assuntos Judiciários da Câmara dos Estados Unidos, uma investigação sobre supostos “ataques à liberdade de expressão” no Brasil lança luz sobre uma série de crimes cometidos pela milícia digital bolsonarista e extremistas como o blogueiro Allan dos Santos — um fugitivo da justiça brasileira há quase três anos, que buscou refúgio nos Estados Unidos para evitar prisão.

Os documentos em questão foram fornecidos ao Congresso norte-americano pela rede social de Elon Musk, após uma cooperação previamente acordada com o congressista Jim Jordan, um dos principais apoiadores de Donald Trump — uma figura reverenciada pelos bolsonaristas.

A Justiça brasileira havia solicitado o bloqueio de contas nas redes sociais ligadas à Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil (OACB), uma entidade que alimentou políticos de extrema-direita como Gustavo Gayer, Bia Kicis e André Fernandes com uma das fake news mais notórias disseminadas durante os eventos de 8 de janeiro.

Documento revela como políticos espalharam a fake news mais conhecida do 8 de janeiro, sobre suposta morte de uma idosa

Os políticos bolsonaristas espalharam a falsa narrativa de que uma idosa havia falecido nas dependências da Polícia Federal após as prisões ocorridas naquele dia. Usando uma foto retirada de um banco de imagens, eles tentaram corroborar a história e alegar supostos abusos cometidos pela PF contra os detidos.

Para conferir credibilidade à história fabricada, a sigla da entidade chamada Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil (OACB) foi utilizada de maneira a se assemelhar à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Todas essas revelações estão documentadas no relatório divulgado recentemente pelo Comitê da Câmara dos EUA.

Posteriormente, a neta da idosa em questão gravou um vídeo denunciando a fake news como “repugnante” e “desprezível”. A imagem utilizada para disseminar a mentira era na verdade de Deolinda Tempesta Ferracini, avó de sua esposa, que faleceu em novembro de 2022 devido a um acidente vascular cerebral (AVC).

O relatório enviado ao Congresso dos Estados Unidos também destaca que o número de telefone do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi vazado online, resultando em “inúmeras ligações ofensivas e ameaças” dirigidas a ele e sua família, no contexto dos ataques à democracia e tentativa de golpe ocorrida em 8 de janeiro de 2023.

Allan dos Santos foi identificado como autor de diversas ligações para o telefone de Alexandre de Moraes, proferindo “palavras agressivas e ameaçadoras”, o que colocou a segurança pessoal do ministro e sua família em risco. Embora o vídeo dessas chamadas, anteriormente divulgado pelo próprio Allan dos Santos em suas redes, não esteja mais disponível.

Estela Aranha, uma advogada brasileira e ativista de direitos digitais que trabalha para a Organização das Nações Unidas, descreve a divulgação desses documentos por políticos americanos, contendo decisões judiciais brasileiras sigilosas, como um “presumível escândalo”.

Ela argumenta que “Nosso Congresso é soberano para estabelecer nossas próprias leis eleitorais. O Brasil decide quais comportamentos constituirão crimes eleitorais soberanamente. É inacreditável que estrangeiros queiram impor suas leis sobre nós, desconsiderando nossas próprias legislações. Mais vergonhoso ainda vindo de um parlamentar que preside uma Comissão no Congresso. Isso desrespeita nossa soberania.”

As informações contidas nesse “presumível escândalo”, conforme detalhado no relatório, não revelam fatos inéditos para a justiça brasileira. Em vez disso, elas corroboram evidências já existentes que estão sendo utilizadas contra os investigados, ao mesmo tempo que alimentam as redes sociais bolsonaristas com a falsa noção de que Moraes e o STF estão praticando censura.

População de Angico da Malhadinha em Formosa do Rio Preto clama por energia elétrica e transporte Escolar

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – No povoado de Angico da Malhadinha, localizado em Formosa do Rio Preto, uma comunidade em desespero lançou um apelo urgente através das redes sociais. Em um vídeo compartilhado amplamente, os moradores expõem sua angústia pela falta de energia elétrica que perdura há mais de 15 anos, deixando-os no escuro literalmente e figurativamente.

“Boa noite, população de Formosa do Rio Preto. Nós estamos aqui no povoado do Angico e a situação aqui é calamitosa. Décadas e mais décadas desse humilde povoado sem energia elétrica, sofrendo sem a possibilidade de ter uma geladeira, de ter um eletroférico, uma televisão”, lamenta um dos moradores no vídeo.

Além da privação de eletricidade, os problemas se agravam com a falta de transporte escolar, deixando os alunos da comunidade sem acesso à educação.

“E agora, para complicar ainda mais, os alunos estão sem transporte. Há um mês que os alunos estão perdendo aula porque o prefeito não tem a humildade de fornecer o ônibus, o transporte escolar para a população daqui, certo?”, desabafa outro residente.

A situação é considerada inaceitável pelos moradores, que destacam a disparidade em relação a outras áreas próximas que desfrutam de energia elétrica.

“Gente, faz uma pergunta para o prefeito aí, qual é a intenção dele de manter vocês no escuro. Por que vocês estão pior do que o pessoal da Cana Brava, pior do que o pessoal de Formosa, pior do que o pessoal da Lagoa, tudo que não é lugar? E aqui não tem. E aqui não tem, moço? Que situação é essa, gente?”

Este apelo destaca não apenas a falta de um serviço básico essencial, mas também revela a ausência de representação e assistência adequada por parte das autoridades locais. A comunidade de Angico da Malhadinha espera que seu clamor seja ouvido e que medidas concretas sejam tomadas para resolver esses problemas urgentes.

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Bira Lisboa e Batista convidam a população para evento político neste sábado, 20 de abril, às 19 horas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Ao final da tarde desta quinta-feira, 18 de abril, os pré-candidatos a prefeito de Formosa do Rio Preto, Bira Lisboa (PDT) e Batista (PP), compartilharam um vídeo nas redes sociais que chamou a atenção da comunidade local. Com uma atmosfera de camaradagem, os políticos teceram comentários antes de revelarem uma informação crucial para as eleições municipais de 2024.

“Olá amigos e amigas de Formosa do Rio Preto, eu Bira Lisboa, do PDT, e Batista, do Progressista, queremos convidar todos vocês para sábado (20), às 19 horas, lá na minha residência. Nós vamos revelar os nossos pré-candidatos a vereadores para o pleito de dois mil e vinte e quatro”, declarou Bira Lisboa em tom solene, destacando o compromisso com a transparência e participação popular.

Por sua vez, Batista reforçou o convite com um breve comentário:

“Vamos lá, está confirmado, sábado à noite, muito obrigado”, demonstrando sua concordância e apoio ao evento.

Entretanto, foi a última fala de Bira Lisboa que despertou a curiosidade dos cidadãos de Formosa do Rio Preto.

“Vamos ter outras revelações, conto com a sua presença”, proferiu, criando uma atmosfera de mistério e expectativa em relação ao que mais poderia ser revelado ou acontecer no encontro.

Essa declaração sutilmente instigante de Bira Lisboa levanta uma série de questionamentos entre os residentes locais, alimentando a especulação política e aguçando o interesse pela participação no evento. Seria a revelação de outros nomes para cargos importantes? Novas propostas? Uma estratégia inovadora de campanha? A comunidade agora espera por respostas, enquanto os pré-candidatos preparam-se para um momento que promete ser de grande importância para o atual cenário político e o futuro da cidade.

Desta forma, a política local assume contornos de suspense e engajamento, ressaltando a relevância do diálogo entre pré-candidatos e eleitores para a construção de um processo eleitoral mais inclusivo e participativo.

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VÍDEO: Deputada propõe sessão só com macho: “Mulher deve submissão ao marido”

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A deputada estadual Mical Damasceno (PSD) solicitou a realização de uma sessão em comemoração ao Dia da Família, em 15 de maio, somente para os homens na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

Durante uma sessão plenária realizada nesta quarta-feira (17), a parlamentar afirmou que teve “uma ideia divina para mostrar que o homem é o ‘cabeça da família’.

Nós comemoramos o Dia da Família em 15 de maio. E aí, veio uma ideia em meu coração, que eu acredito que seja divina, de nós fazermos uma sessão solene aqui, mas somente com homens para mostrar a toda sociedade que o cabeça da família é o homem”, disse.

A deputada reforçou que gostaria de ‘encher’ o plenário de ‘macho’, em seguida enfatizou que a mulher ‘deve submissão ao marido’ fazendo críticas ao feminismo.

“Doa a quem doer. Porque as feministas defendem que tenha esse direito de igualdade. Elas querem estar sempre em uma guerra contra o homem.”

Dos 42 assentos da Assembleia Legislativa do Maranhão, somente 11 são ocupados por mulheres na atual legislatura.

Ao final do discurso, Mical se dirigiu à deputada Iracema Vale (PSB), que é a presidente da Assembleia Legislativa e conduzia os trabalhos.

“A senhora, como católica praticante, a senhora sabe que o cabeça da família é o homem, assim como o Cristo é o cabeça da Igreja. Então vai ser lindo, para a glória do Senhor Jesus, essa sessão solene em comemoração da família. Nós vamos encher aqui esse plenário de homem, de macho, para dizer que ele representa essa instituição. A primeira instituição criada por Deus”.

A deputada Iracema respondeu na sequência. “A benção, Mical, é que a cabeça só vai para onde o pescoço leva, né?”, disse a presidente da Casa, gerando risos no plenário. O requerimento foi aprovado sem debate.

Mical Silva Damasceno já esteve envolvida em um caso de intolerância religiosa em setembro de 2023. Damasceno discutiu com líderes de religiões de matriz africana durante uma sessão extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para debater casos de racismo religioso. Ela fazia parte do grupo que foi acusado de atacar o terreiro de mina “Ilê Axé Oxum Ôpara”.

Em 2022, Damasceno recebeu 52.123 votos e foi eleita para o seu segundo mandato na Assembleia Legislativado Maranhão. Defensora “da família e dos valores cristãos”, a parlamentar, apoiadora declarada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ficou entre os dez deputados estaduais mais votados na ocasião.

Durante o discurso, Damasceno também criticou as mulheres que pedem por igualdade de gênero. A deputada alegou que elas “querem sempre estar em guerra com os homens”.

“Zito, nós sabemos que você não gosta de servidor”, diz vereadora Carmélia

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na noite desta terça-feira, 16 de abril, a Câmara Municipal de Barreiras foi palco de um pronunciamento incisivo da vereadora Carmélia da Mata (PP), que não hesitou em confrontar o prefeito da cidade, Zito Barbosa (União Brasil), acusando-o diretamente de desconsiderar e desrespeitar os servidores públicos da área da saúde. Em um dos momentos mais impactantes de seu discurso, a vereadora declarou:

“Zito, nós sabemos que você não gosta de servidor.”

Este enérgico pronunciamento foi motivado pelas recentes declarações do prefeito, que atribuiu parte dos problemas enfrentados na saúde pública a um suposto boicote por parte dos servidores. Carmélia da Mata rebateu veementemente essa acusação, enfatizando o papel fundamental desempenhado pelos servidores durante a pandemia, muitos dos quais arriscaram suas próprias vidas para garantir o atendimento à população.

“Não é boicote, servidor público nunca fez e não fará boicote, até porque, durante a pandemia, foram eles, esses servidores, que ficaram internados nos hospitais, dando total assistência à população.”

Ela criticou a postura do prefeito ao não investigar adequadamente as alegações de boicote e ao não assumir a responsabilidade pelos desafios enfrentados na saúde municipal. A vereadora ressaltou a importância de se respeitar os servidores públicos, que passaram por concursos e foram aprovados para ocuparem suas funções.

“O servidor público, para estar ali, ele passou por uma prova, ele foi aprovado.”

Carmélia também questionou a falta de diligência do prefeito em investigar as denúncias feitas, destacando a incredulidade em relação às acusações infundadas.

“E se ele diz que foram os marcadores que estavam fazendo boicote, desviando exames, foi ele o único responsável, porque foi ele que nomeou.”

Ela expressou sua preocupação com a saúde emocional dos servidores, que têm sido constantemente subjugados e maltratados pela administração municipal.

“Estamos há quase oito anos sendo massacrados por coordenadores, sendo diminuídos pelos chefes imediatos na saúde, humilhados, pisados por pessoas que o senhor colocou em lugares estratégicos para diminuir e arrebentar com a vida emocional do servidor.”

As palavras de Carmélia da Mata ecoam como um apelo urgente à mudança de atitude por parte do governo municipal em relação aos servidores públicos da saúde. Em meio a uma crise sem precedentes na pasta, o discurso da vereadora ressalta a importância vital de valorizar e apoiar os profissionais que dedicam suas vidas ao serviço público.

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Ministro Alexandre de Moraes reflete sobre a era pré-redes sociais durante entrega do novo Código Civil

Caso de Política com Agência Senado – Num cenário marcado pela entrega do projeto do novo Código Civil ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nesta quarta-feira (17), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), trouxe à tona uma reflexão singular: a nostalgia da era pré-redes sociais. Moraes, em meio aos debates sobre a importância da regulamentação das plataformas digitais, ressaltou que antes do advento das redes sociais, “éramos felizes e não sabíamos”.

Durante o evento, Moraes fez eco às palavras do presidente do Senado, relembrando uma época em que as conexões virtuais não dominavam nossas vidas, provocando uma reflexão sobre o valor da simplicidade e da tranquilidade que caracterizavam aqueles tempos idos.

“Vossa excelência lembrou que na virada do século, não existiam redes sociais, nós éramos felizes e não sabíamos. Há necessidade dessa regulamentação do tratamento da responsabilidade, do tratamento de novas formas obrigacionais. Então, a comissão fez exatamente isso”, destacou Moraes.

O ministro do STF, recentemente alvo de ataques do magnata Elon Musk, proprietário da rede social X (antigo Twitter), defendeu veementemente a necessidade de regulamentação das redes sociais, sublinhando a importância de lidar com questões de responsabilidade e formas contratuais emergentes.

Moraes ressaltou ainda que o anteprojeto do novo Código Civil, elaborado por uma comissão de renomados juristas, aborda de forma abrangente essas temáticas críticas.

“Há necessidade dessa regulamentação, do tratamento da responsabilidade, do tratamento de novas formas obrigacionais. Então, a comissão fez exatamente isso”, reiterou o ministro.

O anteprojeto apresentado a Pacheco visa não apenas atualizar a legislação em questões cotidianas, como nascimento, casamento e atividades empresariais, mas também aborda questões contemporâneas relacionadas ao reconhecimento legal de animais e estruturas familiares, bem como estabelece diretrizes para proteção dos cidadãos no ambiente virtual e no âmbito da inteligência artificial.

O presidente do Senado, por sua vez, manifestou o compromisso de priorizar a discussão desse tema ao longo do ano, ressaltando a relevância e a urgência em atualizar a legislação civil diante das rápidas transformações sociais e tecnológicas que caracterizam os tempos atuais. O projeto entregue por Moraes e sua equipe representa um marco nessa trajetória de adaptação e evolução legislativa, proporcionando respostas jurídicas às demandas emergentes de uma sociedade cada vez mais conectada e complexa.

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Governo e servidores das universidades buscam solução para greve em encontro marcado para sexta-feira

Caso de Política com Agência Câmara – Em um cenário marcado por tensão e reivindicações, o governo federal prepara-se para negociar com professores e servidores das universidades e institutos federais de educação, ciência e tecnologia. Uma reunião crucial está agendada para a sexta-feira (19), na qual ambas as partes esperam alcançar um acordo que ponha fim à greve que já se estende por um período considerável. Os servidores, que se encontram em paralisação, demandam principalmente por uma reestruturação de carreiras e uma recomposição salarial e orçamentária.

Na última terça-feira (16), durante uma audiência realizada na Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, Gregório Durlo Grisa, secretário-executivo-adjunto do Ministério da Educação (MEC), assegurou que a reestruturação das carreiras dos cargos técnico-administrativos em educação será uma realidade ainda durante este governo.

“Preferencialmente, este ano, e de preferência com um acordo firmado o mais rápido possível, para que o Parlamento receba o projeto e possa, com a agilidade necessária, encaminhar as alterações na lei das carreiras técnico-administrativas”, enfatizou o secretário.

Grisa ressaltou ainda que a intenção do governo é sentar-se com os servidores em greve para detalhar minuciosamente cada ponto de pauta, explorando tanto as possibilidades quanto as limitações. “A reestruturação é uma prioridade consensual no governo: quanto mais rápida, mais avançaremos no respeito ao servidor público.”

José Celso Cardoso Jr., secretário de Gestão de Pessoas do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, expressou confiança de que a proposta a ser apresentada pelo governo poderá encerrar a greve que afeta mais de 50 universidades e quase 80 institutos federais. No entanto, ele ponderou que o tema é complexo e não se resolverá no curto prazo, especialmente considerando as dificuldades da base governista no Congresso em promover mudanças significativas.

“A reconstrução deve seguir pelos caminhos de menor resistência legislativa e é incremental, pois não é possível recompor perdas e capacidade administrativa da noite para o dia. Esse é um processo que perpassará todo o terceiro mandato do presidente Lula”, afirmou Cardoso.

Apoio parlamentar – A discussão contou com a participação de diversos deputados, que ressaltaram a importância do diálogo para a resolução do impasse. A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) destacou a relevância do espaço de debate, enquanto a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) defendeu que as reivindicações são justas e que a situação precisa ser resolvida sem que os servidores sejam penalizados devido à greve.

“Os técnicos das universidades e dos institutos federais têm os piores salários do Poder Executivo. Isso é uma realidade para trabalhadores que, em sua maioria, estão endividados, com os cartões de crédito nas mãos dos agiotas”, destacou Portugal.

Por sua vez, a deputada Erika Kokay (PT-DF) enfatizou a necessidade de inversão de prioridades e de um comprometimento do orçamento com projetos nacionais e a inclusão da população brasileira. Para ela, cabe aos servidores, diante das propostas do governo, decidir sobre o fim da greve.

Demandas – Os representantes dos trabalhadores de universidades e institutos federais solicitaram uma recomposição de recursos o mais rápido possível, ainda em 2024.

“Estamos em greve por uma recomposição salarial. De 2013 a 2023, nossas perdas chegam a 40%”, afirmou Sandro Pimentel, coordenador de Educação da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra Sindical).

Ele expressou sua esperança de que a reunião marcada para o dia 19 não seja apenas mais uma etapa sem resultados, mas sim que o governo apresente propostas concretas e orçamentárias.

O presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-Sindicato Nacional), Gustavo Seferian, chamou a atenção para a condição atual dos professores universitários no Brasil e também solicitou que a reunião de sexta-feira vá além de meros gestos de boa vontade.

“Queremos aumento salarial, mas também condições de trabalho dignas. Queremos ter capacidade de desenvolver ensino e pesquisa de maneira digna. Queremos mais concursos para professores, mas que não sejam apenas para preencher vagas”, afirmou Seferian.

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Emerson Cardoso, em entrevista fala sobre a importância e benefícios das obras do aeroporto de Barreiras

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O vice-prefeito de Barreiras, Emerson Cardoso, em entrevista ao Jogo Aberto transmitido pela Rádio Vale FM nesta quarta-feira, 17 de abril, abordou diversos aspectos relacionados à necessidade das obras de expansão do Aeroporto Regional de Barreiras e sobre a audiência pública marcada para o próximo dia 23 no Congresso Nacional. Cardoso, reconhecido por seu engajamento comunitário, expressou sua gratidão aos ouvintes da rádio e aos residentes de Barreiras pelo apoio contínuo.

Em seus comentários, ele destacou que a melhoria do Aeroporto Regional é uma questão de importância para toda a comunidade, independentemente de sua classe ou status social. Ele enfatizou a necessidade de preços acessíveis para passagens aéreas, visando garantir que o transporte aéreo seja acessível a todos os cidadãos.

“É importante que todos saibam que quando a gente está falando do aeroporto aqui, não estamos falando do aeroporto para determinar a classe ou categoria de pessoas. Mas nós estamos falando do aeroporto para todo mundo”, ressaltou Cardoso, enfatizando a importância da inclusão e igualdade no acesso aos serviços aeroportuários.

Além disso, o vice-prefeito abordou os desafios enfrentados por muitos moradores de Barreiras, que frequentemente precisam realizar viagens longas e desconfortáveis para acessar serviços em outras cidades. Ele ressaltou a importância de expandir o Aeroporto Regional para permitir voos de maior porte e oferecer uma experiência mais confortável e digna aos passageiros.

“Aqui, não estamos falando de forças políticas. Inclusive eu fiz questão do nosso pronunciamento dizer que esse é um convite da sociedade civil e é um convite suprapartidário, independente de partido político”, afirmou o vice-prefeito, destacando a necessidade de união em torno do projeto de expansão do aeroporto.

Emerson Cardoso também salientou que a luta pela melhoria do Aeroporto Regional de Barreiras é um apelo da sociedade civil, das empresas e do setor produtivo, e expressou sua confiança de que tanto o governo estadual quanto o federal estão comprometidos com esse objetivo, buscando atender às demandas da comunidade local e impulsionar o desenvolvimento regional.

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Bolsonaro se indigna com Valdemar após PL continuar com ação que pede a cassação do mandato de Sérgio Moro

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Bolsonaro expressou sua indignação com Valdemar Costa Neto, presidente do PL, após o partido decidir manter uma ação que poderia resultar na cassação do mandato do ex-juiz e atual senador Sergio Moro. A decisão de Valdemar causou tensão e gerou questionamentos sobre os motivos por trás dessa postura.

Durante uma reunião com seus aliados na sede do PL em Brasília, Bolsonaro não escondeu sua frustração com a decisão do presidente do partido. Segundo relatos, o presidente expressou sua desaprovação de maneira incisiva, colocando em questão a justificativa apresentada por Valdemar.

Em entrevista ao jornal O Globo, Valdemar explicou que se sentiu compelido a prosseguir com a ação contra Moro devido às possíveis repercussões financeiras. Ele mencionou que desistir do processo acarretaria em uma multa significativa aos advogados contratados pelo partido para conduzir o caso, superando a marca de R$ 1 milhão.

A controvérsia teve início com uma ação conjunta movida pelo PL e pelo PT no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, acusando Moro de abuso de poder econômico durante as eleições de 2022. No entanto, na semana passada, o TRE absolveu Moro, uma decisão que não foi bem recebida pelo PL, que anunciou sua intenção de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Apesar dos apelos de Bolsonaro para que Valdemar desistisse da ação, o presidente do PL optou por seguir adiante com o processo. Auxiliares de Bolsonaro argumentam que a falta de comunicação direta entre o ex-presidente e Valdemar tem sido explorada pelo líder partidário para avançar com o processo contra Moro.

A situação coloca em evidência as tensões internas dentro do partido e levanta questões sobre o alinhamento político entre Bolsonaro e o PL. O desenrolar desse episódio promete continuar gerando repercussões no cenário político brasileiro.

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