Governo do Estado lança Selo Lilás em Barreiras para incentivar valorização das mulheres

Certificação reconhecerá empresas e entidades que promovem equidade de gênero e adotam medidas concretas de inclusão feminina no mercado de trabalho

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O município de Barreiras será palco, nesta sexta-feira (31), do lançamento do Selo Lilás, uma iniciativa do Governo do Estado da Bahia para reconhecer empresas e instituições que promovem a equidade de gênero e adotam medidas concretas de valorização das mulheres. O evento acontece às 14h, no auditório da CDL/ACEB, e contará com a presença da secretária estadual de Políticas para Mulheres, Neusa Cadore.

A certificação será concedida a empresas e entidades que implementam políticas de inclusão, combate à violência contra a mulher e promoção de um ambiente de trabalho mais seguro e igualitário. O objetivo é incentivar o setor empresarial a adotar práticas que ampliem as oportunidades para as mulheres e reforcem o compromisso com a responsabilidade social.

Organizado pela Secretaria Municipal da Mulher e Juventude, em parceria com a Secretaria de Políticas para Mulheres do Estado da Bahia (SPM-BA), o evento será gratuito e aberto ao público. A programação contará com debates sobre a participação feminina no mercado de trabalho e orientações sobre os critérios para adesão à certificação. As inscrições podem ser feitas pela plataforma Sympla.

Empresas que aderirem ao Selo Lilás se tornam referências em boas práticas corporativas, demonstrando compromisso com a construção de ambientes mais inclusivos e acolhedores para as mulheres. O lançamento em Barreiras representa um avanço na promoção da equidade de gênero no ambiente profissional.

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Otoniel busca apoio do governo do estado diante de crise financeira em Barreiras

Prefeito se reúne com Jusmari Oliveira para tratar de obras estruturantes e habitação

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O prefeito de Barreiras, Otoniel Teixeira (UB), esteve nesta quarta-feira (29) em Salvador, onde cumpriu agenda política com a secretária de Desenvolvimento Urbano da Bahia, Jusmari Oliveira. O encontro ocorre em meio a um cenário de forte endividamento da prefeitura e a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura, especialmente em drenagem de águas pluviais.

Embora o teor da reunião não tenha sido oficialmente divulgado, informações de bastidores indicam que o encontro foi planejado desde o início do ano, período em que Jusmari estreitou laços com Otoniel e o ex-prefeito de Barreiras, Zito Barbosa. A crise fiscal da cidade tem exigido movimentos estratégicos do gestor municipal, que agora busca apoio do governo estadual para viabilizar obras fundamentais para o município.

Conforme noticiou o Caso de Política nesta terça-feira (28), o orçamento previsto para 2025 expõe a fragilidade financeira da administração municipal. Apesar de um montante total de R$ 912 milhões, apenas R$ 128 mil — ínfimos 0,01% — estão reservados para saneamento básico, um setor crucial para a qualidade de vida da população. A drenagem das águas pluviais, um problema recorrente na cidade, continua sem perspectivas concretas de solução com recursos próprios.

Além da infraestrutura, a possibilidade de novas unidades habitacionais pelo programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal, também esteve na pauta. Otoniel busca destravar projetos para ampliar o acesso à moradia popular, enquanto tenta articular apoio político em um momento delicado de sua gestão.

A reunião com Jusmari Oliveira sinaliza um movimento estratégico do prefeito, que, pressionado pela realidade fiscal, aproxima-se do governo estadual em busca de soluções para Barreiras. Resta saber se essa aliança trará os resultados esperados pela população.

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Justiça do Trabalho afasta diretoria do SINDIOESTE por suposto desvio de recursos

Decisão liminar determina afastamento imediato de dirigentes e nomeia comissão para nova eleição, após identificadas irregularidades financeiras

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em decisão liminar proferida nesta segunda-feira (27), a Vara do Trabalho de Barreiras, na Bahia, determinou o afastamento imediato de todos os diretores do Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Indústrias da Construção Civil, Mobiliário, Madereira e Assemelhados do Oeste da Bahia (SINDIOESTE), incluindo o Conselho Fiscal. A decisão, proferida pelo juiz Carlos José Souza Costa, atende a um pedido de tutela de urgência apresentado por trabalhadores da categoria.

A medida foi tomada após a constatação de indícios de malversação de recursos sindicais, incluindo o pagamento irregular de diárias e cestas básicas para um grupo seleto de diretores, com destaque para o presidente Antônio Carlos Andrade dos Santos. A decisão revela que os réus não apresentaram comprovantes de despesas e não justificaram os pagamentos. Além disso, a ausência de extratos bancários de 2024 agrava a situação, demonstrando falta de transparência na gestão financeira do sindicato.

A decisão judicial nomeou uma comissão formada pelos trabalhadores Almir Rodrigues de Souza, Rozenildo Paiva Pereira e Daniel Cordeiro Vasco para assumir a gestão provisória do SINDIOESTE. A comissão terá o prazo de 120 dias para convocar novas eleições, destinadas a eleger uma nova mesa diretora para o restante do mandato 2022/2026. Os diretores afastados ficam proibidos de acessar a sede do sindicato e foram impedidos de concorrer às próximas eleições, com exceção de Iago Vinicius da Paixão e Ramon Dias Santana que foram excluídos do processo por desistência dos autores.

A decisão também determina que os réus passem todos os dados, equipamentos, materiais, veículos e documentos relativos à gestão sindical para a comissão nomeada. Para garantir o cumprimento da decisão, o oficial de justiça deverá se dirigir à sede do SINDIOESTE acompanhado da procuradora dos autores e de guarnição da Polícia Militar.

Além do afastamento e da nomeação da comissão, a Justiça do Trabalho determinou o envio de ofícios para diversas entidades: Ministério Público Estadual e do Trabalho, Polícias Civil e Militar, e Polícia Federal, buscando apuração e conhecimento sobre os fatos apresentados, incluindo o processo eleitoral de 2022/2026 que também foi alvo de questionamentos.

O processo judicial eletrônico, de número 0001655-61.2024.5.05.0661, foi autuado em 30 de outubro de 2024, com um valor de causa de R$ 3.000,00. A ação foi movida por Almir Rodrigues de Souza e Rozenildo Paiva Pereira, representados pela advogada Leticia Maria Pinheiro e Silva, contra o sindicato e seus dirigentes. Os réus foram representados pelo advogado Maximiliano Vieira de Toledo Lisboa Ataide.

A Justiça do Trabalho ressalta que sua decisão deve ser cumprida imediatamente, independentemente da oposição de qualquer recurso, fundamentada nos artigos 300 e 311 do Código de Processo Civil.

Embora a decisão liminar determine o cumprimento imediato, ela não impede a oposição de recursos pelas partes interessadas. Clique aqui e leia a íntegra da decisão judicial.

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Barreiras destina apenas 0,01% do orçamento de 2025 para saneamento básico

Foto: Dircom Barreiras

Menor investimento em sete anos expõe a fragilidade no planejamento da área

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Barreiras, um dos municípios mais ricos e produtivos da Bahia, destinou apenas R$ 128 mil para saneamento básico no orçamento de 2025, o que representa irrisórios 0,01% do montante total de R$ 912 milhões. Este é o menor valor alocado para a área nos últimos sete anos, destacando uma preocupante tendência de queda nos investimentos.

Enquanto isso, cidades de menor porte, como Xique-Xique, com orçamento e população reduzidos, destinam valores significativamente maiores. Em 2024, por exemplo, Xique-Xique investiu mais de R$ 2 milhões em saneamento básico, contrastando com os R$ 180 mil de Barreiras no mesmo período. Essa discrepância coloca em xeque as prioridades orçamentárias da gestão municipal barreirense.

Apesar dos aportes substanciais em setores como saúde, educação e segurança pública, a parcela destinada ao saneamento básico acende um sinal de alerta. Dados do IBGE mostram que, em 2022, cerca de 25% da população local, ou mais de 42 mil habitantes, não tinham acesso à coleta de esgoto. Esse índice coloca Barreiras acima da média estadual em precariedade nesse aspecto.

A queda no orçamento do saneamento básico é drástica e contínua. Em 2018, a cidade alocava quase R$ 2 milhões para a área. Desde então, os números vêm decrescendo, culminando no patamar atual, que é o mais baixo registrado. A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 reforça a preocupação ao destinar uma fração ínfima, inferior a 1%, ao setor essencial para a saúde pública e a qualidade de vida.

Esses números suscitam discussões sobre o comprometimento do município com o saneamento básico, um pilar fundamental para o desenvolvimento sustentável e para a prevenção de doenças. A falta de investimento reflete uma fragilidade estratégica que pode comprometer o futuro de Barreiras e sua população.

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Trump acusa Brasil de hostilidade e ameaça o país com tarifas

Presidente dos EUA inclui o Brasil entre países que “querem mal” aos americanos e sugere medidas protecionistas

Caso de Política com Reuters – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (27), durante um discurso na Flórida, que o Brasil faz parte de um grupo de países que, segundo ele, “querem mal” aos EUA. A afirmação foi feita no contexto de uma defesa enfática de políticas protecionistas para fortalecer a economia americana.

Coloque tarifas em países e pessoas estrangeiras que realmente nos querem mal. A China é um grande criador de tarifas. Índia, Brasil, tantos, tantos países. Então, não vamos deixar isso acontecer mais, porque vamos colocar a América em primeiro lugar”, declarou Trump, conforme publicado pela Reuters.

Trump já havia mencionado o Brasil em novembro, após ser eleito, citando o país como exemplo de nação com tarifas alfandegárias excessivas sobre produtos americanos. Na ocasião, ele afirmou que medidas semelhantes seriam aplicadas às exportações brasileiras, defendendo a reciprocidade nas relações comerciais. “A Índia cobra muito, o Brasil cobra muito. Se eles querem nos cobrar, tudo bem, mas vamos cobrar a mesma coisa”, disse em entrevista coletiva em Mar-A-Lago, Palm Beach.

A declaração mais recente reforça a postura do presidente em priorizar a produção americana em detrimento de acordos comerciais considerados desfavoráveis. Trump destacou ainda que a palavra “tarifa” está entre suas favoritas atualmente.

As falas acendem alertas para o Brasil, especialmente em setores que dependem das exportações para os EUA, como o agronegócio. A política tarifária americana, caso endurecida, pode trazer impactos significativos para a economia brasileira.

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Ano letivo começa com a proibição de celulares nas escolas

Escolas aguardam regulamentação da lei federal que restringe o uso de aparelhos eletrônicos, enquanto estados e municípios discutem como implementar as novas regras

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Com o início do ano letivo em instituições de ensino públicas e privadas, a aplicação da Lei 15.100/2025, que proíbe o uso de celulares durante aulas, recreios e intervalos na educação básica, ainda gera incertezas. Desde sua sanção em 13 de janeiro, a regulamentação pelo Ministério da Educação (MEC) não foi detalhada, deixando estados e municípios em compasso de espera para adaptar suas normas.

No Distrito Federal, por exemplo, a rede pública já proibia o uso de celulares nas salas de aula com base na Lei Distrital 4.131/2008. No entanto, para ampliar a restrição, a Secretaria de Educação do DF afirmou que precisa das diretrizes do MEC antes de implementar as novas regras.

Outros estados, como o Pará, estão em fase inicial de discussão sobre como operacionalizar a mudança. O secretário de Educação paraense, Rossieli Soares, destacou que as escolas, em conjunto com a comunidade escolar, terão flexibilidade para definir detalhes, como a forma de armazenamento dos aparelhos durante o período escolar.

Na rede particular, as mudanças também levantam dúvidas. Larissa Lima, mãe de um estudante em Belém, acredita que a medida pode contribuir para a melhoria do desempenho acadêmico, mas ressalta que sua aplicação deve ser bem comunicada. “Sempre fui a favor da proibição, mas faltava um consenso entre responsáveis e escolas”, observou.

A legislação prevê exceções, permitindo o uso de celulares para fins pedagógicos ou didáticos, além de casos específicos relacionados à inclusão, acessibilidade ou saúde dos estudantes. Enquanto isso, estados como o Ceará e cidades como o Rio de Janeiro já possuem legislações locais sobre o tema, mas precisarão alinhar suas regras à nova norma federal.

Consultado sobre o prazo para a regulamentação, o MEC não havia se manifestado até o momento da publicação desta matéria.

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Adesão de prefeitos ao governo Jerônimo expõe fragilidade da oposição para 2026

Movimento coordenado pelo governador amplia base governista, enquanto ACM Neto enfrenta críticas por distanciamento e vê aliados migrarem para o adversário

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A recente migração de prefeitos do grupo de oposição para a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) está gerando inquietação nos bastidores políticos baianos. O movimento, que se intensificou após as eleições municipais de 2024, ameaça enfraquecer ainda mais a já combalida candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Palácio de Ondina em 2026.

Nos últimos meses, Jerônimo consolidou a estratégia de atrair lideranças municipais adversárias, utilizando o novo secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola (PT), como articulador. Entre os nomes que já sinalizaram adesão ao governo estadual estão os prefeitos Nal Azevedo (Guanambi), Mário Galinho (Paulo Afonso), Dr. Léo (Buritirama), Jacque Soares (Nilo Peçanha), Rick de João Lulu (Brejões) e Eduardo Hagge (Itapetinga). Gestores influentes como Zé Cocá (Jequié) e Ednaldo Ribeiro (Cruz das Almas) também estão em negociação, elevando o impacto político do movimento.

Desafios de liderança na oposição

A distância de ACM Neto em relação aos prefeitos aliados após sua derrota em 2022 tem sido apontada como uma das causas principais da debandada. Gestores afirmam, sob anonimato, que o ex-prefeito de Salvador não manteve diálogo consistente com os líderes que o apoiaram. “Só falei com ACM Neto uma vez depois da eleição. Com Cacá (Leão), converso muito, mas Neto nunca me procurou”, declarou Zé Cocá, que reavaliou sua postura após ser recebido por Jerônimo Rodrigues em Salvador para tratar de demandas de Jequié e região.

Embora Zé Cocá tenha enfatizado o caráter institucional do encontro, suas declarações deixam aberta a possibilidade de uma aliança política futura. “Nunca vou dizer que dessa água não beberei. Depende muito das ações no município. Quem ajudar Jequié terá nosso reconhecimento”, afirmou o prefeito, que foi reeleito em 2024 com impressionantes 91,97% dos votos.

Jerônimo ganha espaço e ACM Neto perde apoio

Enquanto Jerônimo avança, o enfraquecimento de Neto preocupa os aliados da oposição. Nas últimas eleições municipais, a base governista elegeu mais de 300 prefeitos, enquanto a oposição enfrenta o risco de contar com menos de 100 lideranças municipais em 2026. Essa redução pode comprometer seriamente as chances de Neto se consolidar como alternativa viável ao governo estadual.

Além de prefeitos como Ednaldo Ribeiro, que está em transição para o grupo de Jerônimo, outras figuras expressivas, como o deputado Vitor Azevedo (PL), também atuam para consolidar adesões ao governo. Esse movimento, somado à fragilidade da articulação da oposição, reforça a percepção de que o caminho para o Palácio de Ondina em 2026 será ainda mais árduo para ACM Neto e seus aliados.

A debandada de prefeitos e a fragilidade da oposição destacam o poder de articulação da base governista liderada por Jerônimo Rodrigues, que amplia sua influência no cenário político baiano e deixa a oposição em busca de estratégias para se reerguer antes do próximo pleito.

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Carmélia da Mata denuncia atraso nos salários da saúde e cobra ação imediata da gestão municipal

A vereadora expôs o impacto nos servidores e questiona continuidade de práticas da gestão anterior

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora Carmélia da Mata (PP), de Barreiras, voltou a criticar publicamente o atraso no pagamento dos salários dos servidores da saúde. A denúncia foi feita nesta segunda-feira (27), em suas redes sociais, trazendo à tona uma questão recorrente que impacta diretamente o bem-estar dos profissionais, dos pacientes e da economia local.

Em sua declaração, Carmélia destacou a situação crítica enfrentada por médicos e outros profissionais da área, alguns com atrasos salariais que chegam a 15 dias. Ela cobrou diretamente o prefeito, questionando a gestão dos recursos e a continuidade de práticas que, segundo ela, têm prejudicado os trabalhadores:

“Eu quero falar aqui para o novo prefeito, o povo está sem salário da saúde… não pode uma coisa dessas. Os pacientes estiveram hoje cedo na UPA… uma pena que foi num horário em que praticamente não tem ninguém para você conhecer e ver a situação da vida… de verdade… e ver o povo reclamar.”

A parlamentar também reforçou que o atraso nos pagamentos compromete a qualidade de vida dos trabalhadores e pediu mais responsabilidade com as finanças públicas:

“Salário é vida… Quem deve tem que pagar, né… o pessoal está sem receber. Tem médicos que têm quinze dias ainda sem receber… então chegou a hora.”

A análise política da situação evidencia dois pontos principais: o impacto direto no dia a dia dos servidores e as consequências econômicas para Barreiras. Com o atraso nos salários, muitos profissionais enfrentam dificuldades financeiras, afetando o consumo local e gerando um efeito dominó no comércio e nos serviços. Além disso, a gestão municipal sofre desgaste político, principalmente diante de uma cobrança tão pública.

O discurso de Carmélia ainda revela um ponto de tensão: a relação da atual administração com práticas herdadas do governo anterior. Ao citar “parceria no governo”, a vereadora sugere que o problema pode ter raízes estruturais, exigindo uma mudança de postura por parte da gestão atual.

Se a situação não for resolvida rapidamente, além da insatisfação entre os servidores, o município corre o risco de enfrentar paralisações ou ainda o agravamento na qualidade do atendimento público de saúde. Com isso, o desgaste político da administração pode ser ainda maior, colocando em xeque a confiança da população.

A denúncia de Carmélia da Mata vai além de uma reclamação pontual. Ela chama atenção para uma crise que atinge diretamente a população, ao mesmo tempo que desafia a gestão municipal a provar sua capacidade de lidar com questões financeiras e operacionais. A resposta a essa situação não apenas definirá o futuro da saúde pública, mas também o desempenho político do governo.

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Primeiro voo com deportados na era Trump aterrissa em Manaus

Aeronave vinda dos EUA teve problemas técnicos e destino final em Minas Gerais foi adiado

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O primeiro avião com imigrantes deportados sob o novo mandato de Donald Trump pousou em Manaus na noite de sexta-feira (24/1), marcando o reinício de uma política rigorosa contra a imigração ilegal. A aeronave, que tinha como destino final o Aeroporto Internacional de Confins, em Minas Gerais, precisou interromper a viagem devido a problemas técnicos, sem previsão de quando decolará novamente.

Segundo a concessionária BH Airport, que administra o terminal de Confins, o voo foi inicialmente adiado para manutenção em Manaus, mas acabou cancelado. A bordo estavam 158 passageiros de diversas nacionalidades, incluindo 88 brasileiros, detidos nos Estados Unidos por estarem em situação migratória irregular.

Os voos de deportação desse tipo não são inéditos e ocorrem desde 2017, durante o governo Michel Temer, com frequência de uma ou duas vezes por mês. Este voo específico transportava brasileiros que haviam sido presos ainda sob a gestão do ex-presidente Joe Biden, e não na atual administração Trump.

Política de imigração endurecida

Em seu retorno à Casa Branca, Donald Trump retomou uma postura agressiva contra a imigração ilegal. No mesmo dia de sua posse, em 20 de janeiro, o presidente decretou “emergência nacional” na fronteira com o México e autorizou o envio de 4 mil soldados para reforçar o controle na região.

Na sexta-feira, o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) informou que 593 imigrantes em situação irregular foram presos recentemente, sendo 449 mantidos em alojamentos. A aeronave que pousou em Manaus faz parte desse esforço para repatriar imigrantes ilegais de diversas nacionalidades.

A tensão na fronteira e o impacto da política de deportação prometem ser questões centrais no governo Trump, reacendendo o debate global sobre direitos humanos e políticas migratórias mais severas.

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Brasil sobe para a sétima posição no ranking global de poder de compra

FMI aponta que o país já é a 7ª maior economia do mundo em paridade do poder de compra, superando França e Reino Unido

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Brasil alcançou a sétima posição no ranking mundial de paridade do poder de compra (PPC), de acordo com dados recentes divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A colocação posiciona o país à frente de economias tradicionais como Indonésia, França e Reino Unido, em um cenário liderado pela China.

A paridade do poder de compra é um método que avalia o tamanho das economias com base no custo real de bens e serviços em diferentes países. Diferentemente das taxas de câmbio de mercado, que sofrem influência de flutuações cambiais e especulações, a PPC ajusta os valores para medir o que uma mesma quantia de dinheiro pode comprar em cada local.

Esse modelo de comparação destaca a força econômica de países com custos de vida relativamente mais baixos, como o Brasil, que conseguem maximizar o poder de compra da sua moeda. Em termos de Produto Interno Bruto (PIB) nominal, a posição brasileira seria menor, mas a PPC amplia a relevância da economia nacional ao refletir seu peso real no consumo e produção globais.

A conquista reforça a relevância do Brasil no cenário econômico global, evidenciando a competitividade da economia brasileira em setores onde o custo reduzido se traduz em vantagens para o poder de compra interno.

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