VÍDEO: Obra na Avenida Enock Ismael vira dor de cabeça para moradores

Imagens: Prints de vídeo

População cobra providências diante de falhas e riscos com as chuvas previstas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Vinte dias após o anúncio de reparos na avenida Enock Ismael, as obras de drenagem seguem causando transtornos para os moradores das imediações. Iniciada em 2022, a intervenção, que deveria solucionar problemas estruturais, tem exposto a comunidade a novos desafios, como inundações e riscos às propriedades.

Imagens que circulam amplamente nas redes sociais mostram uma cena preocupante: águas pluviais descendo como uma cachoeira em direção a edifícios localizados em áreas mais baixas, invadindo garagens e causando prejuízos e transtornos. A situação contrasta com as promessas feitas pela prefeitura de Barreiras, que classificou o projeto como um avanço significativo para a cidade.

O secretário de Infraestrutura, João Sá Teles, afirmou em novembro que os reparos têm como objetivo “garantir a segurança do investimento público”, enquanto o prefeito Zito Barbosa elogiou a obra como um marco. No entanto, a realidade enfrentada pelos moradores expõe falhas no planejamento e na execução do projeto, intensificando a insatisfação popular.

A previsão de chuvas contínuas para os próximos dias, de acordo com institutos meteorológicos, aumenta a preocupação da população. Os residentes temem que, sem ações emergenciais, a situação piore, colocando em risco não apenas os bens materiais, mas também a segurança das pessoas.

Enquanto isso, os pedidos por respostas claras e efetivas se acumulam.

“De que adianta anunciar obras grandiosas se elas geram mais problemas do que soluções?”, questiona um morador que entrou em contato com o Caso de Política e preferiu não se identificar.

A pressão para que a gestão municipal apresente soluções concretas e resolva os problemas do sistema de drenagem aumenta a cada dia, revelando o impacto social e político de uma obra que deveria ser símbolo de progresso.

Em Barreiras multiplicam-se pontos de alagamento após cada chuva, mesmo que não sejam tão fortes.

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General golpista cita SS nazista como exemplo para “kids pretos” em monografia secreta

Documento expõe conexões ideológicas e práticas de Mario Fernandes com táticas extremistas

Editado por Caso de Política, do DCM – O Diário do Centro do Mundo (DCM) revelou com exclusividade o conteúdo de uma monografia escrita pelo general da reserva Mario Fernandes, investigado por participação em uma tentativa de golpe e no planejamento de assassinatos de figuras políticas. O acesso ao documento, restrito pelo Exército, foi obtido em parceria com o pesquisador Ananias Oliveira, da UFCG, e o perfil Camarote da República.

Na tese de 182 páginas, apresentada à Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme) em 2002, Fernandes analisou o emprego de Forças Especiais, conhecidas como “kids pretos”, em cenários de Guerra Irregular e Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O general destacou ações nazistas como a libertação de Benito Mussolini pela SS e o uso de paraquedistas na Segunda Guerra Mundial, citando essas operações como “exemplos estratégicos”.

Além do conteúdo controverso, o documento menciona sugestões de campos de prisioneiros e referências a Auschwitz, discutidas em grupos de WhatsApp de militares ligados a Fernandes. A Polícia Federal apurou que ele coordenava manifestantes golpistas no QG do Exército em Brasília, além de planejar um golpe de Estado que incluiria o assassinato de Alexandre de Moraes e possível envenenamento do presidente Lula e do vice Alckmin.

Mario Fernandes, um exímio paraquedista e atirador, transitou entre os altos círculos do Exército e do governo Bolsonaro. Apesar de preterido na carreira militar, desempenhou papel central nos bastidores dos atos antidemocráticos, evidenciando as conexões sombrias entre forças armadas e radicalismo político no Brasil.

Clique aqui para ler a íntegra no DCM.

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Sucessão na Câmara de Barreiras: reunião entre Jusmari e BI mexe com os nervos de muitos

Prefeito Zito Barbosa atua nos bastidores contra Carmélia da Mata, enquanto articulações para presidência da Câmara se intensificam

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – No sábado (30/11), a ex-prefeita e futura deputada estadual Jusmari Oliveira (PSD) publicou em suas redes sociais uma foto de sua reunião com o vereador Ben-Hir Aires de Santana, o BI (PSD), em Barreiras. Jusmari destacou o “compromisso com o desenvolvimento social e econômico” da região, mas o encontro repercutiu principalmente pelos sinais enviados à disputa pela presidência da Câmara Municipal, que promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos. Em meio às articulações, a ausência da vereadora eleita Delmah Pedra e as movimentações do prefeito Zito Barbosa (União Brasil) contra Carmélia da Mata (PP) nos bastidores chamaram atenção.

Bastidores da sucessão

Conforme apurado, Zito Barbosa tem trabalhado discretamente para garantir que a presidência da Câmara fique nas mãos de um aliado. Um ponto central de sua estratégia é barrar a possibilidade de Carmélia da Mata, sua adversária política de longa data, assumir o comando do Legislativo.

De acordo com informações, “a disputa pela presidência da Câmara de Barreiras ganhou novos contornos com a entrada da ex-prefeita Jusmari Oliveira (PSD) no embaralhado cenário político. Informações de bastidores revelam que o atual prefeito, Zito Barbosa (União Brasil), iniciou tratativas para garantir maioria no Legislativo e, assim, colocar no comando da mesa um nome favorável à sua gestão. A intenção é clara: bloquear qualquer tentativa de a oposição, controlada por Tito e Danilo Henrique, assumir o comando.

Entre as preocupações de Zito está a possível candidatura da vereadora Carmélia da Mata (PP), adversária política de longa data. Embora Carmélia não tenha confirmado publicamente a intenção de concorrer, sua presença já preocupa o Paço Municipal. A presidência da Câmara pode ser decisiva para a aprovação das contas de Zito e, em um cenário em que ele é cotado para disputar uma vaga na Câmara Federal em 2026, controlar o baralho legislativo torna-se indispensável.”

Os movimentos de Jusmari e BI

Nesse contexto, Jusmari Oliveira surge como uma figura-chave, mantendo um papel ativo nos bastidores e fortalecendo alianças políticas. Ao lado de BI, vereador conhecido por sua postura estratégica, Jusmari estaria explorando caminhos para alinhar interesses do PSD e garantir espaço no tabuleiro político.

A reunião também serviu para BI avançar em sua articulação na disputa pela presidência. Embora tenha mantido silêncio sobre os próximos passos, a movimentação do vereador demonstra sua busca por consolidar apoios e se posicionar como um potencial protagonista na mesa diretora.

Delmah Pedra e o fator surpresa

A ausência de Delmah Pedra no encontro pode ser interpretada como um movimento calculado. A vereadora eleita, conhecida por sua postura discreta, parece ter optado por adotar uma estratégia cautelosa neste momento, buscando preservar sua imagem e evitar vinculações precipitadas.

Enquanto isso, o cenário da sucessão na Câmara segue em aberto, com negociações e alianças sendo construídas a cada dia. O desfecho dessa disputa promete moldar os rumos da política de Barreiras, influenciando diretamente a governabilidade do município nos próximos anos.

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Com possível prisão, Bolsonaro diz esperar apoio de Trump para voltar ao poder

“Trump está de volta, e é um sinal de que nós também voltaremos”, disse o ex-mandatário em entrevista ao The Wall Street Journal

Indiciado pela Polícia Federal (PF) no âmbito do inquerito que paura uma tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL) tem manifestado sua esperança de retornar ao poder no Brasil, com uma estratégia que envolve apoio externo e alianças com líderes de direita, principalmente com o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.

Mesmo proibido de se candidatar até 2030 devido a uma decisão da Justiça e enfrentando uma série acusações criminais, Bolsonaro acredita que o apoio de Trump e a implantação de possíveis sanções econômicas por conta da gestão do presidente eleito dos EUA contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderiam mudar o rumo de sua carreira política.

Em entrevista ao jornal estadunidense The Wall Street Journal, Bolsonaro ressaltou que a eleição de Trump é uma “virada de jogo” para os políticos de direita, especialmente na América Latina, onde a esquerda venceu recentemente as eleições presidenciais no México e no Uruguai. “Trump está de volta, e é um sinal de que nós também voltaremos”, declarou, referindo-se à sua possibilidade de retornar à presidência em 2026.

Na entrevista, o ex-mandatário revelou que ele e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, estão em constante contato com o novo governo dos EUA desde a vitória de Trump nas eleições de 5 de novembro. “Fiquei acordado a noite toda torcendo pelo ‘Laranjão’”, afirmou, demonstrando seu apoio a Trump. Ele também fez questão de destacar a frase “é hora do MAAGA – Make All Americas Great Again (Faça Todas as Américas Grandes Novamente)”, em referência ao slogan da campanha de Trump, o “MAGA”, exibindo um livro que o ex-presidente dos EUA lhe deu com a inscrição “Jair – You are GREAT” (Jair, você é ótimo).

Apesar da proibição judicial de concorrer a cargos públicos até 2030, Bolsonaro planeja registrar sua candidatura à presidência em 2026, apostando que a pressão internacional, especialmente de Trump, possa retardar a execução da sentença. “Contanto que o tribunal eleitoral não recuse meu registro, ele é válido”, afirmou, sugerindo que o processo poderia ser adiado para além da data da eleição, garantindo sua participação no pleito.

Em relação às possíveis sanções econômicas dos EUA, Bolsonaro fez uma comparação com as sanções impostas à Venezuela durante o governo Trump, indicando que a pressão econômica poderia ser uma estratégia para enfraquecer o governo Lula. “Trump também tem se preocupado muito com a Venezuela e discutiu comigo maneiras pelas quais podemos devolvê-la à democracia”, disse, deixando claro que vê em Trump uma figura chave para seu retorno ao poder no Brasil.

O governo Lula se absteve de comentar as declarações de Bolsonaro, e representantes do novo governo de Trump, assim como do Supremo Tribunal Federal (STF), não responderam aos pedidos de comentários sobre as afirmações do ex-mandatário.

Jair Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal, juntamente com outras 36 pessoas, por participar de uma suposta conspiração visando um golpe de Estado em 2022 para impedir a posse do presidente Lula. Ainda segundo a PF, o ex-mandatário teria “pleno conhecimento” de um suposto plano para matar o atual chefe de Estado.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, irá decidir se denuncia Bolsonaro e os demais investigados pelos crimes apontados pela PF, se arquiva o material ou se irá solicitar a realização de novas diligências.

Bolsonaro e Valdemar divulgaram relatório falso mesmo cientes de inexistência de fraudes em urnas eletrônicas, diz PF

Fake news foram usadas para fomentar ambiente de golpe de Estado no Brasil.

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Polícia Federal (PF) revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tinham pleno conhecimento de que os argumentos utilizados para descredibilizar as urnas eletrônicas eram falsos. Mesmo assim, ambos optaram por disseminar o conteúdo, considerado peça-chave na tentativa de criar uma narrativa favorável a um golpe de Estado no Brasil.

“Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro não apenas tinham ciência da elaboração de um relatório com dados falsos sobre as urnas eletrônicas, mas também foram os responsáveis por tomar a decisão de divulgar o conteúdo falso, que subsidiou a Representação Eleitoral do PL”, aponta o relatório da PF, divulgado nesta terça-feira (26).

As investigações identificaram uma estratégia coordenada para abastecer influenciadores com informações falsas sobre o sistema eleitoral, buscando incitar a população contra o resultado das eleições de 2022.

“As conversas obtidas pela investigação revelaram que os investigados, apesar de todas as tentativas, tinham consciência da inexistência de fraudes nas eleições presidenciais realizadas em 2022”, destaca o documento.

Conversas incriminadoras

Mensagens trocadas entre Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e o tenente-coronel do Exército Sergio Ricardo Cavaliere reforçam o dolo. Em uma das conversas, Cid admitiu que as alegações de fraude eram infundadas.

“Nosso pessoal que fez… Haaahahahaahha”, escreveu ele, referindo-se às supostas “descobertas” feitas por hackers.

Questionado por Cavaliere sobre possíveis falhas identificadas nas eleições, Cid foi direto:

“Nenhum indício de fraude”.

A PF descreveu essa postura como evidência da intenção criminosa de propagar informações falsas, mesmo diante da ausência de irregularidades no pleito. Segundo o relatório, a narrativa fraudulenta foi essencial para manter apoiadores mobilizados em frente a quartéis e outras instalações militares, criando terreno para um eventual golpe.

Envolvimento da Abin

O documento ainda revela a participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na empreitada. Sob o comando do então diretor Alexandre Ramagem (PL-RJ), servidores da agência teriam sido cooptados para elaborar e difundir informações falsas sobre o processo de votação.

“Os novos elementos de prova evidenciaram a cooptação e adesão de servidores da Abin na elaboração e difusão de informações falsas sobre o processo eletrônico de votação”, conclui o relatório.

Impacto nas investigações

A PF aponta que o esquema também contou com o apoio do estrategista Fernando Crimedo, argentino que já havia atuado na campanha de Javier Milei e agora figura entre os indiciados. Para os investigadores, a coordenação entre lideranças políticas, influenciadores e agentes públicos foi central para a disseminação das fake news e o agravamento da crise institucional que marcou o pós-eleição.

O relatório indica que o plano fracassado tinha como objetivo final minar a confiança no sistema eleitoral brasileiro, usando a desinformação como arma para subverter a ordem democrática.

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Bolsonaro pede anistia a Lula e Moraes, mas ignora seu passado golpista

Fotomontagem: Luís Carlos Nunes 

Após anos de ataques à democracia, ex-presidente clama por “pacificação” enquanto tenta evitar punições por ações golpistas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Após governar com foco em desestabilizar a democracia e promover descrédito no sistema eleitoral, Jair Bolsonaro agora prega anistia ampla e irrestrita para si e seus aliados. Seu apelo, no entanto, contrasta com o próprio histórico de confrontos contra instituições democráticas, incluindo a tentativa de golpe de Estado que culminou na minuta encontrada em dezembro de 2022.

Esse documento, revisado pelo próprio Bolsonaro segundo fontes, incluía ações extremas, como o assassinato do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. Mesmo assim, o ex-presidente tenta reescrever a narrativa, afirmando que “para pacificar o Brasil, alguém tem que ceder”, responsabilizando Alexandre de Moraes e sugerindo que Lula poderia intervir para evitar mais tensões.

Bolsonaro faz comparações com a Lei de Anistia de 1979, que perdoou crimes cometidos durante a ditadura militar, mas ignora o contexto histórico. Diferentemente dos que foram perseguidos por lutar contra a ditadura, o ex-presidente e seus apoiadores foram denunciados por atentar contra as instituições democráticas.

O ex-presidente também admitiu, de forma vaga, que discutiu o processo eleitoral com comandantes militares, mas garantiu que “a ideia logo foi abandonada”. No entanto, os meses seguintes à sua derrota nas urnas indicam o oposto: reuniões com militares, recusa em reconhecer o resultado da eleição e sua ausência na cerimônia de transmissão de cargo, seguida de uma viagem estratégica aos Estados Unidos.

As auditorias contratadas pelo Partido Liberal e pelo Ministério da Defesa não apontaram qualquer evidência de fraude eleitoral. Apesar disso, Bolsonaro manteve sua retórica golpista e testemunhou o apoio de alguns militares durante a invasão de 8 de janeiro. Generais do Alto Comando assistiram passivamente aos ataques, enquanto o então comandante do Exército, Júlio César de Arruda, impediu a prisão dos golpistas acampados em frente ao QG do Exército, permitindo que muitos escapassem na madrugada.

O discurso de pacificação parece, na prática, uma tentativa de escapar de responsabilidades. Enquanto isso, os desdobramentos das investigações podem finalmente confrontar o ex-presidente com as consequências de sua gestão focada mais no poder pessoal do que no fortalecimento da democracia.

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Rider Castro encerra mandato com prestação de contas de seu mandato

Vereador apresenta balanço do primeiro mandato e reforça compromisso com a transparência e as demandas da população.

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Nesta quinta-feira (28), o vereador Rider Castro realizou a 4ª Prestação de Contas de seu mandato (2021-2024) no Clube ABCD, em Barreiras. O evento marcou o encerramento de sua primeira legislatura e foi uma oportunidade para apresentar números e ações realizadas durante o período, destacando a importância da transparência na atuação parlamentar.

De acordo com os dados apresentados, o gabinete do vereador protocolou mais de 1.151 documentos e realizou cerca de 1.500 atendimentos anuais diretamente à população. Rider destacou que os números refletem o esforço para atender às demandas locais e buscar soluções para as necessidades dos moradores.

Em discurso durante o evento, Rider agradeceu o apoio recebido e destacou a conclusão de seu mandato.

Foi um período de muito trabalho, em que buscamos atender às expectativas da população. Continuarei focado em contribuir para o desenvolvimento de Barreiras”, afirmou.

Entre as ações mencionadas, destacam-se iniciativas voltadas à desburocratização, apoio aos empreendedores e artesãos da ASBART, além de projetos para pessoas com fibromialgia. Rider também citou sua presença nas comunidades rurais, bairros urbanos e na Feira Municipal como parte de sua estratégia de proximidade com os moradores.

A noite foi encerrada com uma apresentação musical de Bosco Fernandes. Rider finalizou desejando boas festas aos presentes e afirmando que seguirá comprometido com os interesses de Barreiras. Ele reforçou que a prática de prestações de contas continuará como parte de seu trabalho parlamentar.

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Carmélia da Mata denuncia que servidores da saúde não terão direito a férias no início do ano e critica impacto na vida dos trabalhadores

Parlamentar critica decisão da gestão municipal de Barreiras de suspender férias de servidores da saúde em 2025; afirma que recursos foram desviados para campanha eleitoral

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora Carmélia da Mata, de Barreiras, fez uma denúncia contundente na tarde desta quinta-feira, 29 de novembro em suas redes sociais, acusando a gestão municipal de utilizar recursos públicos destinados à saúde para financiar a campanha eleitoral deste ano. Segundo Carmélia, a decisão de suspender as férias dos servidores da saúde, previstas para janeiro de 2025, seria resultado direto desse suposto desvio de verbas.

Em discurso incisivo, a parlamentar destacou que os funcionários foram informados abruptamente, via telefonema, sobre a impossibilidade de concessão das férias, o que gerou indignação entre aqueles que já haviam planejado viagens com a família.

“Eu hoje passei quase que o dia todo recebendo alguns telefonemas, especialmente dos funcionários da saúde, onde foram comunicados que suas férias referentes a janeiro de 2025 não serão concedidas. Não será concedida porque não tem dinheiro para pagar. O dinheiro foi gasto na campanha eleitoral. Portanto, não sobrou dinheiro para pagar as férias dos servidores da saúde.”

Carmélia ressaltou o impacto negativo da medida na vida dos servidores, muitos dos quais já haviam investido em pacotes de viagem, considerando o período de férias escolares. Ela também apontou que a postura da administração reflete um desrespeito contínuo aos direitos dos trabalhadores.

“A gente sabe que foi uma forma abrupta e irresponsável de comunicar. […] Aqueles pais de família que tinham programado suas férias, que estavam com tudo organizado, agora vão ter que lidar com o prejuízo ou viajar sem dinheiro com seus familiares.”

A vereadora, que vinha alertando a população durante o período eleitoral sobre os riscos de continuidade da atual gestão, reforçou que a situação enfrentada pelos servidores reflete escolhas feitas nas urnas.

“Eu alertei aos senhores e às senhoras que a continuidade seria nociva a todos nós. […] A maioria de vocês votou neles.”

Apesar da frustração, Carmélia afirmou que está comprometida em buscar soluções, incluindo medidas judiciais, para reverter a situação.

“Ainda assim, sigo do lado dos senhores e das senhoras, firme na luta e vou buscar recursos para reverter essa situação.”

O caso pode expor não apenas uma crise financeira, mas também um embate ético e político em torno do uso de recursos públicos e na gestão de pessoas. Enquanto a gestão ainda não se pronunciou, Carmélia promete avançar na coleta de provas e cobrar providências das autoridades competentes.

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Fotos comprometedoras? PF encontra homem-bomba do STF ao lado de Eduardo Bolsonaro

Imagens e mensagens intensificam suspeitas sobre vínculos do autor do atentado com figuras públicas. Coincidência ou algo mais?

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A investigação da Polícia Federal (PF) sobre Francisco Wanderley Luiz, o “Tiu França”, autor do atentado contra o Supremo Tribunal Federal (STF), ganha novos contornos com a descoberta de fotografias que podem complicar o cenário. Entre as imagens encontradas no celular de Francisco, ele aparece ao lado de políticos e militares, incluindo o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o ex-deputado Deltan Dallagnol (Podemos-PR).

As fotografias foram anexadas ao inquérito que apura as motivações e possíveis conexões do atentado. A PF também analisa mais de 2 mil mensagens de áudio enviadas por Francisco para determinar se ele agiu isoladamente ou sob orientação ou apoio de terceiros.

Os investigadores aprofundam as apurações para compreender se houve incentivo à radicalização de Francisco. Segundo informações divulgadas pela colunista Bela Megale, de O Globo, o foco é identificar elementos que possam ligar o autor a movimentos ideológicos ou a pessoas que tenham contribuído direta ou indiretamente para o ataque.

As descobertas levantam questionamentos sobre os vínculos do homem-bomba com lideranças políticas e sobre a influência de discursos extremistas que têm ganhado espaço em determinados grupos. Coincidência ou sintoma de algo maior, a investigação avança para responder se as imagens e mensagens indicam mais do que meros encontros casuais.

Em tempos de polarização, o acaso tem poucas respostas e muitas suspeitas.

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Jusmari Oliveira embaralha o jogo: presidência da Câmara de Barreiras vira aposta decisiva para Zito

Imagem editada por Luís Carlos Nunes

Com oposição fortalecida, articulações nos bastidores movimentam o baralho político rumo a 2025

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A disputa pela presidência da Câmara de Barreiras ganhou novos contornos com a entrada da ex-prefeita Jusmari Oliveira (PSD) no embaralhado cenário político. Informações de bastidores revelam que o atual prefeito, Zito Barbosa (União Brasil), iniciou tratativas para garantir maioria no Legislativo e, assim, colocar no comando da mesa um nome favorável à sua gestão. A intenção é clara: bloquear qualquer tentativa de a oposição assumir o comando.

Entre as preocupações de Zito está a possível candidatura da vereadora Carmélia da Mata (PP), adversária política de longa data. Embora Carmélia não tenha confirmado publicamente a intenção de concorrer, sua presença já preocupa o Paço Municipal. A presidência da Câmara pode ser decisiva para a aprovação das contas de Zito e, em um cenário em que ele é cotado para disputar uma vaga na Câmara Federal em 2026, controlar o baralho legislativo torna-se indispensável.

Jusmari Oliveira surge, então, como uma carta-chave. Segundo apuração, a ex-prefeita já teria destacado um aliado de sua confiança para costurar – custe o que custar – acordos nos bastidores, com o objetivo de conquistar o apoio necessário junto aos parlamentares que assumirão seus mandatos em janeiro de 2025.

Nas urnas de 2024, o grupo de oposição, encabeçada por Tito (PT) e Danilo Henrique (PP), conquistou 11 das 19 cadeiras do Legislativo, enquanto a base governista de Zito, que garantiu a vitória de Otoniel Teixeira, ficou com 8. Para formar maioria, o governo precisa de, pelo menos, dois votos extras, o que torna as articulações uma verdadeira disputa de nervos.

Contudo, caso se confirme que Jusmari de fato articula em favor do governo municipal, o movimento pode ser interpretado como traição por parte de seus eleitores e lideranças políticas que a identificam com a oposição. Tal percepção pode trazer desdobramentos delicados para a ex-prefeita, que precisará equilibrar o jogo entre interesses estratégicos e a manutenção de sua base política.

Por outro lado, o PSD, tendo eleito dois vereadores, um deles sendo o mais votado nas eleições de outubro de 2024, pode também indicar e pleitear a futura presidência.

Com cartas marcadas ou jogadas inesperadas, o cenário político de Barreiras se torna cada vez mais imprevisível, enquanto cada jogador tenta moldar a sorte a seu favor.

Na mesa política de Barreiras, entre egos e temores, o jogo não é só de azar, mas de quem melhor sabe lidar com as cartas que tem na manga.

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