Deportação em massa de Trump eleva risco para brasileiros Ilegais nos EUA

Brasileiros em situação irregular enfrentam maior pressão, mas qualificados veem espaço em setores estratégicos

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A proposta de deportação massiva de imigrantes indocumentados do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, lança uma nova onda de preocupação entre os brasileiros que vivem ilegalmente no país. Segundo Rodrigo Costa, CEO da consultoria de imigração Viva América, o cenário é especialmente crítico para quem já perdeu a validade do visto de turista ou entrou de forma irregular nos EUA. “Imigrantes não documentados vão sofrer pressão real”, afirma Costa, explicando que a permanência ilegal expõe muitos brasileiros a um risco direto de deportação.

Por outro lado, trabalhadores com vistos válidos, seja de trabalho ou de estudo, podem respirar um pouco mais aliviados.

“O grande desafio da imigração é manter seu status válido”, observa Costa, destacando que a regularização do visto continua sendo a principal defesa contra deportações.

A postura de Trump não ignora, porém, a importância do trabalho qualificado. Em setores como tecnologia, engenharia, saúde e logística, a demanda por mão de obra qualificada supera a oferta local, abrindo oportunidades para estrangeiros capacitados.

“Há vagas que simplesmente não conseguem ser preenchidas por americanos”, aponta Costa, sublinhando o valor estratégico dos imigrantes com qualificações específicas. A nova administração tem indicado que pretende manter e até expandir programas para atrair talentos internacionais, reconhecendo sua importância para a economia dos EUA.

Trump também sugere flexibilizar a emissão de green cards para estudantes estrangeiros formados no país, medida que poderia beneficiar brasileiros que pretendem construir carreira nos EUA. Em entrevista recente, ele afirmou que graduados deveriam receber o green card imediatamente ao se formarem, o que, segundo especialistas, pode abrir uma rota mais acessível para o imigrante qualificado.

Enquanto o caminho se fecha para indocumentados, brasileiros capacitados encontram uma possibilidade de inserção no mercado, desde que estejam prontos para investir em qualificação e cumprir as exigências de imigração. As informações são do Portal UOL.

Caso de Política | A informação passa por aqui

Lula assina GLO e autoriza Forças Armadas no Rio para segurança da Cúpula do G20

Com a chegada de 56 delegações, operação de Garantia da Lei e da Ordem reforça esquema de proteção para o evento internacional

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou, por meio de decreto, o uso das Forças Armadas no Rio de Janeiro para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) durante a Cúpula de Líderes do G20. O evento, que reunirá 21 países e organizações internacionais, ocorrerá na cidade entre os dias 14 e 21 de novembro, com a chegada de 56 delegações. A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial nesta sexta-feira, visa fortalecer a segurança local para proteger as autoridades e representantes estrangeiros.

A operação de GLO será realizada em parceria com os órgãos de segurança pública federais e estaduais, reforçando o efetivo para garantir um ambiente seguro durante a cúpula. Em nota oficial, o Palácio do Planalto destacou que a mobilização das Forças Armadas busca assegurar a integridade de todos os participantes, demonstrando a capacidade do Brasil de sediar eventos de grande porte. A presença dos militares ampliará as operações de proteção, integrando-se ao esquema já preparado para o evento.

A Garantia da Lei e da Ordem é um dispositivo que permite o uso das Forças Armadas em situações excepcionais, especialmente quando o reforço às forças estaduais se faz necessário para manter a ordem. No caso do Rio de Janeiro, que historicamente demanda um aparato de segurança robusto em eventos internacionais, a mobilização dos recursos federais pretende assegurar o bom andamento da cúpula e a tranquilidade dos envolvidos.

Com caráter temporário, a medida busca garantir a segurança integral durante o G20, em função do elevado número de chefes de Estado e líderes globais que estarão presentes.

Caso de Política | A informação passa por aqui

Documento final do P20 defende combate à desigualdade com desenvolvimento sustentável

Carta de Alagoas, para ampliar participação feminina, foi adicionada ao texto

Caso de Política com Agência Câmara – A declaração final da 10ª Cúpula de Presidentes dos Parlamentos do G20 (P20), divulgada nesta sexta-feira (8), reforça o compromisso dos parlamentares em combater a fome e a pobreza, defender o desenvolvimento sustentável e a reforma da governança global.

“Se um parlamento é o foro por excelência de discussões da sociedade, a união de parlamentos não poderia ser outra coisa senão um palco de grandes debates sobre os problemas e desafios globais”, afirmou o presidente da Câmara, Arthur Lira, ao final da cúpula, que aconteceu de quinta (7) a sexta-feira (8).

O documento será entregue durante a reunião de cúpula do G20 no Rio de Janeiro, que acontece nos dias 18 e 19 deste mês. O lema do P20 deste ano, sob a presidência do Brasil, é “Parlamentos por um mundo justo e um planeta sustentável”. A delegação da Argentina não quis assinar a declaração final. A próxima edição do evento ocorrerá na África do Sul, em 2025.

Leia a íntegra do documento final.

  • A declaração final está estruturada em três eixos temáticos:
  • o combate à fome, pobreza e desigualdade;
  • as três dimensões do desenvolvimento sustentável (econômica, social e ambiental); e
  • a reforma da governança global.

A presidente da União Interparlamentar, Tulia Ackson, defendeu maior responsabilização dos parlamentos pelos compromissos no documento. “Agora está na hora de levar essa declaração conjunta para nossos lares e assegurar que nossas palavras sejam asseguradas por ações concretas”, disse.

O documento reforça a necessidade de esforços conjuntos para oferecer uma contribuição parlamentar eficaz e relevante ao processo do G20, inclusive trabalhando em conjunto com os respectivos governos para cumprir os compromissos firmados na cúpula deste ano.

“Agradeço o espírito construtivo que todos os envolvidos manifestaram ao longo do processo de consultas, mesmo em relação aos temas mais complexos”, afirmou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em declaração lida por Lira. Pacheco não compareceu ao encerramento por questões familiares.

Representantes dos países na Cúpula de Parlamentos do G20

Desigualdade

A declaração propõe o desenvolvimento de instrumentos para garantia da segurança alimentar e nutricional, o estabelecimento de condições adequadas de trabalho, e o acesso equitativo a oportunidades e recursos, incluindo água, educação, saúde e saneamento básico para enfrentar a desigualdade socioeconômica.

O texto define que isso deve incluir esforços para aumentar ajuda humanitária para países afetados por crises alimentares. “A erradicação da pobreza é um desafio global fundamental e uma condição sine qua non para o desenvolvimento sustentável”, afirmaram os signatários no documento.

A eliminação de todas as formas de discriminação, assédio e violência, online e offline, com atenção especial para as mulheres e meninas em todos os âmbitos de suas vidas, foram salientadas no texto. A declaração reconhece a importância de fortalecer e expandir a cobertura dos programas de proteção social e de promover políticas públicas de inclusão, especialmente em respeito aos direitos das pessoas com deficiência.

Clima

O documento reforça a urgência da luta contra as mudanças climáticas e a necessidade de intensificar esforços para manter o aumento da temperatura média global nos níveis definidos no Acordo de Paris de 2015, ou seja, limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

O financiamento climático pelas nações desenvolvidas para apoiar países em desenvolvimento, inclusive com fundo de perdas e danos, foi enfatizado para garantir medidas de adaptação, resposta e recuperação ambiental. “Instamos os governos e parlamentos do G20 a identificar e implementar formas adequadas e equitativas de financiar transições energéticas justas”, afirmam os parlamentares na declaração.

Transição energética justa, promoção de energias renováveis e proteção da biodiversidade devem ser sustentadas pelas ações parlamentares, além da busca por garantir integração entre crescimento econômico, inclusão social e proteção ambiental.

Governança global

A reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), uma reivindicação antiga do Brasil, entrou na versão final do documento. Assim como mudanças em outros órgãos da ONU e uma mudança no sistema financeiro internacional para garantir mais transparência das instituições financeiras em todos os níveis e atenção aos países em desenvolvimento, com práticas como alívio, reestruturação ou cancelamento de dívidas.

O documento também cobra reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC), com regras previsíveis, sem discriminação, equitativas e aptas a promover o desenvolvimento sustentável, com restauração de seu sistema de solução de controvérsia.

O texto ressalta a preocupação com déficit democrático nas relações internacionais e cobra maior envolvimento parlamentar nos compromissos internacionais por ser o poder que está mais próximo das demandas da sociedade civil. “Os desafios urgentes que temos de enfrentar exigem que os nossos parlamentos não permaneçam focados apenas nas questões atuais, mas incluam a ‘dimensão do futuro’ na agenda parlamentar”, disseram os congressistas na declaração conjunta.

IA e novas tecnologias

A declaração destaca o uso de tecnologias digitais, incluindo a inteligência artificial (IA), para enfrentar desafios globais e a necessidade de abordar a desigualdade digital entre países. O uso dessas tecnologias, segundo o texto, deve ter uma abordagem ética, transparente e centrada no ser humano. O tema foi objeto da última reunião do P20 na Índia em 2023.

Os países signatários incentivam o desenvolvimento de padrões internacionais para uso das novas tecnologias que respeitem os direitos humanos e fortaleçam a confiança na economia digital. Reconhece o potencial da IA para ampliar ou reduzir a lacuna de produtividade entre países e promover o desenvolvimento sustentável. O texto também menciona a necessidade de todos os governos e parlamentos promoverem o direito internacional humanitário, com atenção especial aos desafios decorrentes do uso de novas tecnologias em conflitos armados.

Participação feminina

A Carta de Alagoas, documento final de encontro de mulheres parlamentares em julho, foi incorporada como anexo ao texto final, que recomenda a manutenção desse fórum de discussão nos próximos encontros do P20. A Declaração Final da Carta de Alagoas reúne oito recomendações em três áreas prioritárias:

  • justiça climática e desenvolvimento sustentável para mulheres e meninas;
  • ampliação da representatividade feminina em espaços decisórios; e
  • combate às desigualdades de gênero e promoção da autonomia econômica das mulheres.
Caso de Política | A informação passa por aqui

Barreiras registra 6% de sua população em favelas, contrariando outras cidades da região oeste

Imagem ilustrativa da internet

Dados do IBGE de 2024 revelam desigualdade no acesso à infraestrutura em cidades baianas; Barreiras tem cerca de 10.240 pessoas morando em favela na região

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O município de Barreiras, com uma população estimada de 170.667 habitantes em 2024, é o maior do oeste da Bahia e o décimo do estado. Contudo, ao lado do crescimento populacional, a cidade se destaca negativamente pelo índice de moradia precária. Segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6% da população barreirense vive em favelas, o que representa cerca de 10.240 pessoas, configurando um desafio significativo para a gestão pública local. O cenário urbano da cidade reflete um histórico de ausência de políticas habitacionais consistentes, com a última grande entrega de moradias ocorrendo em 2015, quando a então presidente Dilma Rousseff inaugurou 1.476 unidades do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Desde então, nenhuma nova iniciativa habitacional foi implementada pela administração municipal, deixando a população mais vulnerável sem alternativas de moradia adequada.

Este número coloca Barreiras em uma posição de destaque quando comparada a outras cidades da região, como Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Formosa do Rio Preto e Angical, que não apresentam registros de habitações precárias ou aglomerados habitacionais. A realidade da cidade ilustra um contraste com a média nacional, onde 16,4 milhões de brasileiros vivem em favelas, correspondendo a 8,1% da população do país, conforme os dados do Censo 2022.

Crescimento das favelas no brasil: 16,4 milhões de pessoas em 12,4 mil comunidades

Em uma análise mais ampla do Brasil, o IBGE identificou 12,4 mil favelas em 656 municípios, marcando um crescimento em relação aos números de 2010, quando o país registrava 6.329 favelas em 323 cidades. Essa expansão reflete, em parte, a melhoria na coleta de dados e a maior visibilidade das condições habitacionais das populações marginalizadas.

No caso de Barreiras, além do alto índice de favelas, os moradores da cidade enfrentam ainda a falta de saneamento básico e fornecimento de água potável, condições que agravam a vulnerabilidade social e aumentam as dificuldades de desenvolvimento urbano e de qualidade de vida. Esse cenário reflete uma questão estrutural que precisa ser enfrentada pelas autoridades locais e estaduais, considerando a crescente urbanização e os desafios de infraestrutura enfrentados pela cidade.

A falta de planejamento e as dificuldades financeiras: obstáculos ao progresso

Um dos principais fatores que contribuem para a formação de favelas e a persistência das condições precárias em Barreiras é a ausência de um planejamento urbano eficaz. A última iniciativa habitacional significativa ocorreu em 2015, quando a ex-presidente Dilma Rousseff entregou 1.476 unidades do programa “Minha Casa, Minha Vida” no município. Desde então, nenhuma nova iniciativa habitacional foi implementada pela administração municipal, o que deixou centenas de famílias sem opções acessíveis de moradia.

Além disso, as dificuldades financeiras enfrentadas pela população de favelas são profundas. A maioria das famílias que reside em aglomerados habitacionais não possui renda suficiente para acessar serviços essenciais como saúde, educação e transporte de qualidade, tampouco para arcar com os custos de moradias formais ou com a legalização das residências onde moram. A escassez de oportunidades de emprego e o baixo nível de escolaridade contribuem para a exclusão social e perpetuam o ciclo de pobreza.

Em contraste, cidades da mesma região, como Luís Eduardo Magalhães, têm se destacado pelo crescimento econômico impulsionado pela agricultura, mas sem os mesmos problemas urbanos. A falta de favelas nessas localidades revela desigualdades no planejamento urbano e na distribuição de recursos, evidenciando que Barreiras precisa, com urgência, revisar suas políticas públicas de habitação e infraestrutura.

O aumento no número de favelas em todo o Brasil é um reflexo das condições socioeconômicas desiguais e da necessidade de políticas públicas mais efetivas. Barreiras, com sua elevada taxa de população em condições precárias de moradia, deve se preocupar em implementar soluções integradas para garantir um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável para seus habitantes.

Caso de Política | A informação passa por aqui

Elon Musk pode assumir comissão de eficiência no governo Trump

Bilionário sugere nomeação de executivos de suas empresas para cargos-chave e cria debate sobre conflitos de interesse

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O bilionário Elon Musk está sendo cotado para assumir a chefia de uma comissão de eficiência governamental no próximo governo de Donald Trump, conforme informações divulgadas por O Globo. A proposta de Musk, que durante a campanha presidencial do ano passado chegou a sugerir a nomeação de funcionários de suas empresas para cargos estratégicos no governo, está gerando discussões sobre possíveis conflitos de interesse, principalmente devido aos contratos milionários de suas empresas com o governo dos Estados Unidos.

Musk, conhecido por sua liderança à frente da Tesla e da SpaceX, fez uma doação significativa de cerca de R$ 500 milhões para a campanha de Trump, evidenciando seu apoio ao candidato republicano. Durante o período eleitoral, o bilionário também sugeriu que alguns dos principais executivos de suas empresas pudessem ser indicados para cargos relevantes, como o Departamento de Defesa – uma sugestão que gerou polêmica dada a proximidade da SpaceX com o setor de defesa e o próprio governo dos Estados Unidos.

Essas discussões ganham força ao se considerar que, em 2022, apenas Tesla e SpaceX firmaram quase 100 contratos com 17 agências federais, totalizando aproximadamente R$ 17,1 bilhões em acordos. O potencial para conflitos de interesse é uma preocupação central, já que Musk estaria, simultaneamente, à frente de empresas que mantêm relações contratuais estratégicas com o governo federal, o que poderia influenciar decisões políticas e administrativas.

A comissão de eficiência, que foi uma das sugestões de Musk durante a campanha presidencial, teria como objetivo principal reduzir os gastos públicos e aumentar a transparência na administração federal. A proposta, que foi prontamente aprovada por Trump, reflete o interesse do bilionário em aplicar seus princípios de gestão empresarial no governo. Trump, por sua vez, elogiou Musk em várias ocasiões durante a campanha, chegando a afirmar que o empresário é “tão inteligente quanto se pode ser”.

Essa potencial nomeação de Musk levanta questões sobre a interação entre grandes empresários e a política, especialmente em um cenário onde interesses privados e públicos podem se sobrepor, influenciando diretamente as políticas públicas do governo. A expectativa é que, se confirmada, a comissão de eficiência seja uma das primeiras ações do governo de Trump voltadas à reestruturação da administração federal, em um esforço para melhorar sua eficiência e reduzir os custos para o erário.

Caso de Política | A informação passa por aqui

Akira Auriani anuncia primeiros secretários para sua futura gestão em Rio Grande da Serra

Prefeito eleito destaca perfil técnico e austeridade fiscal para governo que começa em janeiro

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A contagem regressiva para a gestão de Akira Auriani em Rio Grande da Serra já começou. Na terça-feira (5), o prefeito eleito e sua vice, Vilma Marcelino, revelaram os primeiros nomes de seu secretariado, dando o pontapé inicial ao planejamento de sua administração, que terá início no dia 1º de janeiro de 2025. Com um foco claro na redução de gastos, Auriani anunciou que o número de secretarias será reduzido de 17 para 15, um movimento que reflete o compromisso com a austeridade fiscal e eficiência na gestão pública.

A apresentação dos novos nomes aconteceu em um encontro com a imprensa e integrantes do futuro governo, no qual foram destacados os perfis técnicos dos escolhidos. Fabiana Bédia, Paula Oliveira, Vinícius Brum, Fábio Nunes e Roberto Bernardo são os primeiros confirmados para cargos-chave. Fabiana, com vasta experiência na área da saúde, assumirá a Secretaria de Saúde, enquanto Paula Oliveira, ex-assessora de Akira, ficará à frente da Chefia de Gabinete. A Educação e Cultura será comandada por Vinícius Brum, e Fábio Nunes, advogado especialista em Direito Eleitoral, será o responsável pela pasta Jurídica. Roberto Bernardo, vereador na cidade e contador, ficará com as Finanças.

Akira Auriani, ao anunciar os nomes, fez questão de ressaltar que o processo de escolha foi fundamentado na experiência dos novos secretários e no conhecimento profundo da realidade de Rio Grande da Serra. Para o prefeito eleito, mais do que uma simples transição, o objetivo é garantir que a cidade siga avançando de forma sólida e sem interrupções.

Esses são gestores que conhecem a realidade local e são experts em suas áreas de atuação. Eu confio no trabalho desses profissionais e sei que, juntos, vamos enfrentar os desafios que a cidade precisa superar. O objetivo é que a população de Rio Grande da Serra continue vendo resultados e melhorias concretas, sem que o avanço da cidade seja comprometido”, afirmou Auriani.

A gestão que se inicia também trará a necessidade de uma gestão responsável dos recursos públicos. O prefeito eleito destacou que, nos primeiros dias, uma revisão dos dados financeiros será fundamental para ajustar as prioridades, enxugar gastos e buscar recursos externos para garantir o desenvolvimento do município.

O orçamento é limitado, e é nossa responsabilidade utilizar cada recurso de forma consciente. Já começamos a buscar parcerias e recursos junto ao governo federal, estadual e com o apoio de deputados e lideranças. O objetivo é fazer uma gestão responsável e eficiente”, explicou Akira.

A vice-prefeita Vilma Marcelino, por sua vez, refletiu sobre os esforços da equipe já no período pós-eleições, quando o trabalho de construção e organização das ações que serão implementadas em 2025 já está em pleno andamento.

O trabalho que estamos fazendo agora é de preparação. Estamos formando equipes, estabelecendo parcerias e desenhando um plano de ação para que, no primeiro dia de gestão, a cidade já comece a ver mudanças concretas. Rio Grande da Serra precisa de uma gestão que olhe verdadeiramente para as pessoas, e estamos com esse compromisso”, destacou Vilma.

O perfil dos primeiros secretários reflete as prioridades do novo governo e a busca por profissionais experientes e comprometidos com a realidade da cidade. Abaixo, os principais nomes anunciados:

  • Secretaria de Saúde – Fabiana Bedia da Silva Lopes: Enfermeira com formação em Gestão de Saúde Pública, Fabiana tem experiência na coordenação de hospitais e foi responsável pelo Hospital de Campanha de Ribeirão Pires durante a pandemia.
  • Chefia de Gabinete – Paula da Silva Costa: Com ampla experiência na área pública, Paula foi assessora de Akira Auriani no Legislativo e atua como ativista social, com forte ligação com a realidade da cidade.
  • Secretaria de Educação e Cultura – Vinícius Brum: Educador com vasto currículo acadêmico, Vinícius é especialista em Gestão Educacional e tem experiência em instituições como ETECs e universidades.
  • Secretaria de Finanças – Roberto Bernardo: Contador e vereador, Roberto traz seu conhecimento de finanças públicas e sua visão política para a pasta de Finanças, um dos desafios mais críticos da gestão.
  • Secretaria de Jurídico – Fábio Nunes: Advogado com MBA em Direito Empresarial pela FGV, Fábio tem experiência em cargos de liderança jurídica e foi Corregedor Geral da Prefeitura de Ribeirão Pires.

Agora, o foco está na transição, que será coordenada por Bruno Brusso, e na preparação para os primeiros passos de um governo que promete ser pragmático e focado em resultados. O time de Auriani está atento às questões fiscais e financeiras da cidade, aguardando informações que guiarão o planejamento estratégico para os próximos anos. O trabalho já começou, e a população de Rio Grande da Serra está de olho nas promessas de transformação para o município.

Caso de Política | A informação passa por aqui

Marcelo Lima e Orlando Morando se reúnem para primeira Reunião de Transição em São Bernardo do Campo

Prefeito eleito e atual gestor iniciam processo para assegurar continuidade administrativa

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Marcelo Lima, prefeito eleito de São Bernardo do Campo, e o atual prefeito, Orlando Morando, realizaram nesta quarta-feira (6) a primeira reunião de transição de governo, que seguirá até o dia 31 de dezembro. O encontro, no Paço Municipal, marcou a apresentação das equipes responsáveis pela condução do processo, cujo objetivo é garantir a continuidade dos projetos e evitar interrupções nos serviços municipais.

Acompanhado da vice-prefeita eleita, Sargento Jessica Cormick, Marcelo Lima enfatizou a importância de uma transição estruturada:

A partir do dia 31 de dezembro, sai o CPF do Orlando Morando e entra o nosso, então precisamos entender o andamento dos trabalhos. A transição tem o objetivo fundamental de assegurar que nenhum programa ou projeto seja interrompido”, afirmou o prefeito eleito.

Orlando Morando reforçou o compromisso de sua administração com uma transição organizada e transparente, declarando:

Nós vamos colaborar no que for possível. Nosso compromisso é com uma transição objetiva, transparente e que seja pelo bem de São Bernardo do Campo.”

A equipe de transição contará com oito integrantes, sendo cinco indicados por Marcelo Lima e três por Orlando Morando. Os representantes do prefeito eleito são Paulo Guidetti, Fábio Prado, Eloá Flores, Geslei Bonicio Crociari e Luiz Gustavo Cordeiro Gomes, enquanto Márcia Gatti, Frederico Sossai Pereira e Kiko Teixeira foram indicados pelo atual prefeito.

Os nomes dos membros da equipe de transição serão formalizados na edição do Diário Oficial desta sexta-feira (8), com o início oficial dos trabalhos programado para 18 de novembro.

Caso de Política | A informação passa por aqui

Eures Ribeiro e Jusmari Oliveira sinalizam parcerias para o oeste baiano em encontro em Salvador

Deputado e suplente indicam alinhamento para novos projetos em Bom Jesus da Lapa

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O deputado estadual e prefeito eleito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro, compartilhou em suas redes sociais uma foto ao lado da secretária de Desenvolvimento Urbano da Bahia, Jusmari Oliveira, sua primeira suplente pelo PSD, em um encontro onde ambos aparecem sorridentes. A reunião sugere possíveis parcerias estratégicas entre as duas lideranças políticas para impulsionar projetos na região Oeste da Bahia.

Nesta quinta-feira (07/11), tive a alegria de visitar minha grande amiga Jusmari, secretária da SEDUR, futura deputada estadual e uma das grandes lideranças políticas do Oeste Baiano. Conversamos sobre o futuro da nossa região e de Bom Jesus da Lapa, alinhando ideias e projetos.

Aproveitei a oportunidade para solicitar a ela e ao nosso governador Jerônimo, o pedido de 1.000 casas populares do programa Minha Casa, Minha Vida, destinados tanto à sede quanto à zona rural.

Quero iniciar 2025 com projetos em andamento, vamos fazer a mudança de verdade que o povo da Lapa merece.” — Eures Ribeiro, deputado estadual e prefeito eleito de Bom Jesus da Lapa

O encontro entre Eures e Jusmari reflete a continuidade de uma aliança estratégica, essencial para viabilizar projetos ambiciosos na área de habitação e desenvolvimento regional. Com a posse de Eures como prefeito em janeiro de 2025, Jusmari passará a ser titular de sua cadeira na Assembleia Legislativa. No entanto, caso ela retorne à SEDUR para continuar como secretária, o ex-prefeito de Itajuípe, Marcone Amaral, poderá assumir a vaga como suplente, mantendo a representação do PSD no Legislativo.

O cenário indica articulações de bastidores que podem fortalecer as bases políticas de ambos. Eures, ao buscar o apoio de Jusmari e do governador para viabilizar habitações populares, aponta para uma gestão voltada a mudanças significativas em Bom Jesus da Lapa. A sintonia entre Jusmari e Eures poderá abrir espaço para novas iniciativas, que ampliem o acesso a infraestrutura e outros investimentos estaduais para o Oeste.

O possível retorno de Jusmari à SEDUR, mantendo Marcone Amaral como suplente na Assembleia, também sugere uma estrutura política coordenada, fortalecendo as lideranças da região. Assim, ambos podem consolidar ainda mais suas atuações no cenário baiano, com impactos positivos na vida dos moradores e no fortalecimento do Oeste como um polo estratégico do estado.

Caso de Política | A informação passa por aqui

Fake News invadem redes: rumores envolvem Elon Musk, Alexandre de Moraes e compra falsa da CNN

Publicações distorcem ações de Musk e inflacionam polêmicas com o STF

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Uma onda de desinformação circula intensamente nas redes sociais desde o início de novembro, distorcendo fatos sobre o empresário Elon Musk. As fake news mais recentes afirmam que Musk teria ameaçado o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e comprado a CNN. Embora a publicação de Musk com mensagem sobre Moraes seja verídica, as especulações sobre a aquisição da CNN não têm nenhum respaldo.

A suposta ameaça a Alexandre de Moraes, publicada em 29 de agosto, trouxe uma imagem do ministro com a legenda: “Um dia, Alexandre, essa foto de você na prisão será real. Marque as minhas palavras”. Embora verídica, a postagem foi amplamente explorada e distorcida em novos compartilhamentos, com alegações de que Musk teria reiterado a ameaça recentemente. Até o momento, Musk não comentou publicamente sobre a interpretação da postagem em questão.

No cenário real, Alexandre de Moraes ordenou o desbloqueio do X no Brasil em 8 de outubro, após a plataforma pagar aproximadamente R$ 29 milhões em multas por descumprir ordens judiciais. A plataforma esteve bloqueada desde 30 de agosto, quando o STF decidiu pela suspensão em resposta ao não cumprimento de diversas determinações legais e ao uso de manobras para contornar o bloqueio.

Para retomar as operações no Brasil, a rede de Musk precisou quitar uma multa de R$ 10 milhões pelo uso de subterfúgios para operar durante dois dias de bloqueio, R$ 18,3 milhões por descumprimento de ordens judiciais, e R$ 300 mil em multas dirigidas à representante local da plataforma.

Na decisão de desbloqueio, o ministro Alexandre afirmou que a plataforma deveria seguir rigorosamente as normas brasileiras e respeitar a soberania nacional. A determinação incluiu uma crítica à plataforma, que, sob alegação de defender a liberdade de expressão, relutou em atender às ordens da Justiça brasileira e de seu próprio representante local, criando um “ambiente de total impunidade”, segundo Moraes.

Desmentindo a suposta compra da CNN

Outro boato que tem ganhado força nas redes sociais é o de que Musk teria adquirido a CNN. A falsa informação foi repercutida por ninguém menos que o presidente argentino, Javier Milei, durante um discurso, onde alegou que a linha editorial da emissora, supostamente sob controle de Musk, favoreceria a agenda de Donald Trump, recém-eleito presidente dos Estados Unidos.

A origem da falsa compra está em uma publicação humorística do site SpaceXMania, conhecido por satirizar Musk e suas empresas. Mesmo sem fundamento real, a afirmação foi tomada como verdade por Milei, e repercutiu amplamente entre seus apoiadores e nas redes argentinas. Milei divulgou um segundo vídeo desmentindo a informação.

No Brasil, essa desinformação ganha corpo nas redes sociais, especialmente de pessoas ligadas ao ex-presidenteJair Bolsonaro.

De acordo com checagem feita pela Agência Aos Fatos, a CNN até o momento, segue operando sob o conglomerado Warner Bros. Discovery, sem qualquer envolvimento com Musk.

Milei, um aliado próximo de Trump, será provavelmente o primeiro chefe de Estado a ser recebido pelo novo presidente norte-americano, em um encontro já agendado para breve. No entanto, a situação econômica da Argentina e o crescimento da pobreza, que atinge 52,9% da população, demandam atenção urgente do presidente argentino, apesar de suas declarações sobre uma suposta superação da recessão.

Esse caso reforça a necessidade de cautela ao consumir informações compartilhadas nas redes e destaca o impacto das fake news no debate público.

Caso de Política | A informação passa por aqui

Paz, justiça e sustentabilidade: a urgência de um compromisso global contra a fome e as mudanças climáticas

A fome, os conflitos e as mudanças climáticas são reflexos de escolhas políticas e econômicas que perpetuam a desigualdade; enfrentar esses desafios exige um compromisso global com paz, justiça social e sustentabilidade

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Num mundo cada vez mais fragmentado por crises, a fome e as mudanças climáticas são mais do que apenas desafios técnicos: são espelhos das escolhas políticas e econômicas que perpetuam a exclusão, a vulnerabilidade e a desigualdade. Frente ao agravamento desses problemas, emergem como um imperativo global a paz, a justiça social e o compromisso com a sustentabilidade. Quando se discutem temas tão essenciais para a dignidade humana, como o acesso a alimentos e um ambiente estável, as nações não podem ignorar os impactos que suas decisões – ou omissões – geram na vida de milhões.

Fome e desigualdade econômica

Os números sobre a fome no mundo são alarmantes. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em 2023, cerca de 735 milhões de pessoas enfrentavam insegurança alimentar, um número que vem crescendo continuamente devido a fatores como a pandemia, conflitos e mudanças climáticas. Esse dado reflete uma triste realidade: apesar de avanços tecnológicos e do aumento na produção agrícola, as desigualdades estruturais e a má distribuição de renda continuam a privar milhões do direito básico de acesso a alimentos.

Além disso, o Relatório sobre a Riqueza Global de 2023 do Credit Suisse apontou que 1% da população mundial detém mais de 45% da riqueza global, enquanto metade da população possui apenas 1%. Essa disparidade revela a concentração de recursos nas mãos de poucos, deixando na margem aqueles que mais precisam de suporte.

Impacto dos conflitos e custos da violência

O contexto de conflitos e guerras agrava esse quadro. Em regiões devastadas por guerras, como o Iêmen e a Síria, o acesso a alimentos, saúde e segurança se torna uma luta diária. Um relatório da ONU estima que em 2023, conflitos e violência foram responsáveis por deslocar cerca de 108 milhões de pessoas em todo o mundo. Em lugares onde a paz é constantemente ameaçada, fundos que poderiam estar sendo investidos em áreas como saúde, educação e combate à fome são desviados para despesas militares.

Os custos da violência extrapolam os campos de batalha, reverberando nas vidas das populações deslocadas, nos orçamentos apertados e no meio ambiente. Segundo o Instituto de Economia e Paz, o custo econômico da violência no mundo em 2022 foi estimado em 12,4% do PIB global, ou aproximadamente US$ 5,6 trilhões. Enquanto bilhões são destinados a armamentos e estratégias militares, falta financiamento para garantir o básico em comunidades destroçadas por essa violência. O redirecionamento de verbas da guerra para programas de desenvolvimento sustentável é, portanto, mais do que uma opção ética; é uma necessidade prática.

Mudanças climáticas e segurança alimentar

As mudanças climáticas ampliam ainda mais a urgência de uma resposta coordenada. Eventos climáticos extremos, como secas, enchentes e incêndios, tornam-se mais frequentes e intensos, devastando plantações e minando a segurança alimentar. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), as temperaturas globais aumentaram cerca de 1,1°C desde a era pré-industrial, e a tendência de aquecimento pode ultrapassar 1,5°C até 2030. O impacto disso sobre a segurança alimentar é direto: a irregularidade das chuvas e o aumento das temperaturas comprometem a produção agrícola e, por extensão, a sobrevivência de milhões de pessoas, especialmente nas regiões mais vulneráveis, onde a agricultura de subsistência é o alicerce das economias locais.

Diante desses desafios, propostas concretas surgiram em encontros internacionais, destacando possíveis caminhos para uma transformação real. Entre as medidas mais defendidas está a criação de um imposto global sobre grandes fortunas, que poderia financiar programas de segurança alimentar e iniciativas sustentáveis. Estudos do Banco Mundial indicam que uma taxa de apenas 1% sobre a fortuna dos bilionários do mundo poderia gerar US$ 255 bilhões por ano, recursos suficientes para ajudar a erradicar a fome e implementar práticas agrícolas regenerativas.

Além disso, especialistas sugerem a criação de uma Aliança Global contra a Fome e as Mudanças Climáticas, reunindo países dispostos a investir em um fundo de apoio para a promoção de práticas agrícolas sustentáveis e mitigação dos efeitos climáticos. Essas propostas visam garantir que as ações sejam sustentáveis e justas, combatendo a fome e as mudanças climáticas em sua raiz.

A transformação estrutural necessária para enfrentar a fome, a pobreza e a crise climática exige mais do que discursos: exige um compromisso genuíno de reconfigurar o sistema político e econômico global. A paz é fundamental, não apenas como ausência de guerra, mas como uma estrutura que permita a redistribuição de recursos, políticas inclusivas e o respeito aos direitos humanos. A mudança não pode ser adiada: governos e grandes corporações precisam ir além de promessas simbólicas, adotando medidas práticas que priorizem a vida e a dignidade humana.

Se o mundo se comprometer com ações que promovam a paz, a justiça social e a sustentabilidade, poderá construir um futuro onde a fome, a exclusão e a degradação ambiental não sejam realidades persistentes. A oportunidade de transformar o curso da história ainda está ao nosso alcance – o que falta é a vontade de agir.

Caso de Política | A informação passa por aqui