Disputa acirrada em Diadema: Filippi e Taka empatados a dois dias do 2ºturno

Pesquisa Paraná aponta equilíbrio entre os candidatos; quatro novos levantamentos estão previstos antes do pleito

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A poucos dias do segundo turno, Diadema vive uma disputa apertada entre os candidatos José de Filippi (PT), atual prefeito, e Taka Yamauchi (MDB). Pesquisa do Instituto Paraná, divulgada em 14 de outubro, aponta um empate técnico entre os candidatos: Taka soma 45,6% das intenções de voto, enquanto Filippi aparece com 43,4%, em um cenário que ainda inclui 6,5% de votos nulos ou brancos e 4,5% de indecisos. Com margem de erro de 3,8 pontos percentuais para mais ou para menos, a diferença entre os dois candidatos se mantém indefinida.

O levantamento, que entrevistou 710 eleitores entre os dias 10 e 13 de outubro e tem grau de confiança de 95%, está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-00949/2024. Além disso, outras quatro pesquisas estão registradas e devem ser divulgadas nos próximos dias, incluindo uma sondagem do Real Time Big Data.

O segundo turno das eleições municipais será realizado no domingo, 27 de outubro, com os eleitores de Diadema convocados às urnas entre 8h e 17h.

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Novo pedido de vistas suspende julgamento de Atila e mantém indeferimento temporário

Dois dos três juízes votaram contra a candidatura de Atila Jacomussi, enquanto pedido de vistas adia decisão final e mantém incerteza para o segundo turno

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) adiou, nesta quinta-feira (24/10), o julgamento do recurso do deputado estadual e candidato a prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (União Brasil). A defesa de Jacomussi busca reverter a decisão de inelegibilidade, mas o placar parcial de 2 a 1 contra o candidato sugere caminho difícil para a aprovação de sua candidatura. O julgamento foi interrompido após pedido de vistas da juíza Cláudia Bedotti, que solicitou mais tempo para avaliar o caso.

O relator do caso, juiz Regis de Castilho, votou pelo deferimento da candidatura no início deste mês, porém, na sessão desta quinta-feira, os juízes Claudio Langrovia Pereira e Rogério Cury apresentaram votos divergentes, posicionando-se pelo indeferimento da candidatura. Pereira, que havia solicitado vistas anteriormente, concluiu pela manutenção da inelegibilidade, acompanhado por Cury.

Sem previsão de data para a continuidade do julgamento, a próxima sessão do TRE-SP está agendada para esta sexta-feira (25/10), mas é incerto se o caso de Jacomussi voltará à pauta. Em meio a essa indefinição, Jacomussi segue para o segundo turno no domingo (27/10) com a candidatura “sub judice” — condição que permite que seus votos sejam contabilizados, mas podem ser invalidados caso o indeferimento seja confirmado.

O questionamento da candidatura de Jacomussi foi feito pela equipe do atual prefeito, Marcelo Oliveira (PT), que apontou a reprovação de quatro contas de Jacomussi pela Câmara Municipal durante sua gestão como prefeito de Mauá. A decisão final poderá impactar diretamente o resultado das eleições, deixando em aberto o futuro político de Jacomussi e os votos de seus eleitores.

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Ricardo Nunes lidera com 44% das intenções de voto contra 35% de Boulos em São Paulo, aponta Quaest

Prefeito de São Paulo mantém vantagem sobre Boulos na disputa pelo segundo turno, com margem de erro de 3 pontos percentuais

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Ricardo Nunes (MDB), atual prefeito de São Paulo, lidera a disputa do segundo turno com 44% das intenções de voto, de acordo com pesquisa da Quaest divulgada nesta quarta-feira (23.out.2024). Apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e pelo governador Tarcísio de Freitas, Nunes enfrenta Guilherme Boulos (Psol), que aparece com 35%. Boulos, deputado federal, conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O levantamento, realizado entre 20 e 22 de outubro, também aponta que 19% dos eleitores pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 2% permanecem indecisos. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, o que sugere que, embora Nunes esteja à frente, ainda há espaço para movimentações na reta final antes do segundo turno, marcado para 27 de outubro.

A pesquisa entrevistou 1.200 eleitores paulistanos com 16 anos ou mais e possui um nível de confiança de 95%. Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº SP-06257/2024, o levantamento foi contratado pela Rede Globo ao custo de R$ 114.600.

Com a data do segundo turno se aproximando, o embate entre os candidatos deve se intensificar, com Nunes buscando consolidar sua vantagem e Boulos tentando atrair eleitores indecisos ou que optaram pelo voto nulo.

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VÍDEO: Alex Manente omite mansão de R$ 6 milhões e pode enfrentar consequências legais e eleitorais

Deputado federal e candidato à Prefeitura de São Bernardo do Campo escondeu imóvel de luxo em sua declaração de bens, levantando questionamentos sobre sua transparência com a Justiça e eleitores

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O deputado federal Alex Manente (Cidadania), candidato à Prefeitura de São Bernardo do Campo nas eleições de 2024, não declarou à Justiça Eleitoral uma mansão avaliada em R$ 6 milhões. O imóvel, localizado no Parque Anchieta, possui 1.463 metros quadrados, com 42 metros de largura e 33 metros de comprimento. Com piscina, espaço gourmet, um amplo jardim e dois pavimentos, a propriedade é uma das mais valorizadas da região.

A negociação, fechada em 8 de outubro de 2021, incluiu uma entrada de R$ 2,8 milhões, e o saldo foi dividido em seis parcelas: a primeira de R$ 300 mil, seguida por R$ 500 mil e R$ 800 mil, além de três pagamentos de R$ 533,3 mil que totalizaram R$ 1,6 milhão. No total, a transação atingiu quase R$ 8 milhões, somando o valor de entrada e as parcelas pagas.

Segundo apuração da reportagem, Manente atualmente reside nessa mansão de luxo, que não foi mencionada em sua declaração de bens enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A omissão do patrimônio na prestação de contas oficial pode trazer sérias consequências para o candidato, que concorre à prefeitura de uma das cidades mais importantes do ABC paulista.

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Rússia propõe criação de bolsa de grãos para o Brics

Plano visa reduzir interferências externas e criar alternativa ao mercado ocidental de commodities

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Rússia sugeriu a criação de uma bolsa de negociação de grãos entre os países do Brics, durante a 16ª cúpula do grupo, realizada em Kazan, Rússia. A proposta faz parte de um esforço mais amplo para construir alternativas às instituições financeiras ocidentais, como a CBOT, uma das maiores bolsas agrícolas do mundo, sediada nos Estados Unidos.

O presidente russo, Vladimir Putin, destacou que a iniciativa busca proteger os mercados nacionais de interferências externas, especulações e da criação artificial de escassez alimentar. Além disso, mencionou a possibilidade de expansão da bolsa para outras commodities essenciais, o que poderia fortalecer a autonomia do bloco em um cenário global de multipolaridade econômica.

O Brics, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, reforça sua aposta em consolidar um contraponto à influência das economias ocidentais, em especial dos EUA, União Europeia e Reino Unido. O grupo, ampliado em 2023 com a inclusão de novos membros como Egito, Etiópia e Arábia Saudita, agora delibera sobre a entrada de outros países, como Vietnã, Turquia e Nigéria, reafirmando seu papel crescente na geopolítica mundial.

Putin também citou a criação de uma plataforma de investimentos mútuos entre os membros, que impulsionaria o desenvolvimento econômico das nações do Sul Global. O encontro reforçou o apelo por reformas nas instituições de Bretton Woods, com maior representação de países em desenvolvimento e emergentes nas posições de liderança.

A proposta russa, entretanto, ocorre em um contexto de desafios para o grupo, como a decisão do Brasil de vetar a entrada da Venezuela e Nicarágua no bloco. A busca por novas alternativas segue como uma resposta direta à crescente pressão das economias ocidentais sobre países não alinhados ao seu modelo econômico.

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Alex Manente deve explicações à população de São Bernardo por deixar de declarar dois imóveis à Justiça Eleitoral

Manente excluiu da declaração de bens dois imóveis que somam R$ 7,9 milhões e não explicou a origem dos recursos

Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – O deputado federal Alex Manente (Cidadania-SP), candidato a prefeito de São Bernardo do Campo, deixou de declarar à Justiça Eleitoral dois imóveis que, juntos, somam R$ 7,9 milhões. A informação foi publicada nesta terça-feira (22) pela Coluna Grande Angular, do Metrópoles.

 Segundo a reportagem do Portal Metrópoles, os imóveis foram adquiridos em 2021, antes de Manente se candidatar a deputado federal em 2022, mas não constam nem no registro de candidatura ao Legislativo nem na candidatura atual para prefeito. Nas duas ocasiões, o candidato declarou bens no valor total de R$ 1,2 milhão.

Um dos imóveis tem 765 metros quadrados e fica na Riviera de São Lourenço, em Bertioga (SP). Ele foi adquirido por R$ 1,9 milhão. O outro, com 1.463 metros quadrados, está localizado no Parque Anchieta, em São Bernardo do Campo, e foi negociado por R$ 6 milhões.

Além dos R$ 1,2 milhão em bens, Manente declarou à Justiça Eleitoral participação em 53% da empresa Maex Participação Ltda., com quota de R$ 530 mil; 10% da Construtora Anex, o que representaria R$ 31 mil; 25% da empresa Locares Administração, no valor de R$ 167,5 mil; e 25% da Ânima Centro de Psicologia e Fonoaudiologia, no valor de R$ 250; além de ter R$ 50,7 mil investidos em renda fixa e R$ 1 mil em ações da Cia. Paranaense de Energia.

Procurado pela reportagem, o candidato respondeu que é “sócio em duas empresas familiares, uma construtora e uma administradora de bens, ambas declaradas no Imposto de Renda, onde estão registrados imóveis da família”.

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Barreiras descumpre Lei de Saneamento ao pavimentar sem rede de esgoto e drenagem para águas pluviais

Imagem da Web: alagamento em Barreiras – 21/10/2024

Município realiza é reincidente em obras de asfaltamento sem integrar infraestrutura de saneamento básico, em desacordo com a Lei nº 11.445/2007, colocando saúde pública e meio ambiente em risco

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O município de Barreiras, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) com 170.667 habitantes, tem realizado sistematicamente obras de pavimentação asfáltica sem a instalação prévia de redes de saneamento básico, em descumprimento à Lei nº 11.445/2007. A legislação exige que o saneamento básico seja integrado às outras infraestruturas urbanas, como o abastecimento de água e drenagem de águas pluviais. Assim, obras de asfaltamento devem ser planejadas em conjunto com essas redes para garantir uma urbanização sustentável.

O artigo 2º da lei estabelece esse princípio de integração:

“Art. 2º – Os serviços públicos de saneamento básico serão prestados com base nos seguintes princípios fundamentais:

I – universalização do acesso;

II – integralidade, compreendida como a articulação das diferentes atividades, componentes e infraestruturas de cada um dos serviços de saneamento básico, que propicie à população o acesso em conformidade com suas necessidades e maximização da eficácia das ações e dos resultados;”

A falta de articulação entre as infraestruturas, ao pavimentar sem saneamento, compromete o sistema urbano, provocando problemas como alagamentos e contaminação do solo, além de elevar o risco de doenças devido à falta de esgotamento adequado.

O artigo 3º reforça a necessidade de um planejamento integrado para garantir eficiência e sustentabilidade:

“Art. 3º – Os serviços públicos de saneamento básico serão organizados de forma a garantir a eficiência e sustentabilidade econômica e ambiental, observado o controle social e as normas de saúde pública e meio ambiente.”

Sem esse planejamento, o asfaltamento isolado representa uma gestão ineficiente, já que a correção posterior, com a instalação de redes de esgoto e drenagem, exige que o asfalto seja quebrado, gerando custos adicionais. Isso duplica os gastos públicos e amplia o tempo de execução das obras, prejudicando o trânsito e o cotidiano dos moradores.

Além disso, a falta de drenagem adequada eleva o risco de alagamentos durante períodos de chuva intensa, resultando em enchentes que danificam o asfalto e inundam residências e comércios. Essas enchentes também podem causar deslizamentos de terra e erosão em áreas vulneráveis, trazendo prejuízos significativos para a população.

A ausência de saneamento também facilita a contaminação de lençóis freáticos e rios próximos, comprometendo a qualidade da água e agravando problemas ambientais.

O artigo 50 da lei prevê penalidades para a prestação inadequada de serviços de saneamento:

“Art. 50 – A prestação de serviços públicos de saneamento básico em desacordo com as normas regulamentares sujeitará os responsáveis às penalidades previstas em regulamento, sem prejuízo da aplicação de sanções previstas em outras normas legais.”

Embora Barreiras ainda não tenha sido penalizada, a continuidade dessas práticas pode levar a ações de órgãos de controle, como o Ministério Público ou agências reguladoras, que podem aplicar multas, medidas administrativas ou ações judiciais.

O descumprimento da Lei nº 11.445/2007 por Barreiras, que excede os 100 mil habitantes – população para a qual a lei exige rigor no cumprimento de suas diretrizes – coloca em risco o planejamento urbano e a eficiência da gestão pública, além de comprometer a qualidade de vida da população e o meio ambiente.

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Enchentes e obras precárias evidenciam descaso com infraestrutura em Barreiras

Alagamentos e risco de deslizamentos aumentam tensão na cidade; moradores sofrem com prejuízos e temem tragédias maiores com a chegada de mais chuvas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – As chuvas que atingiram Barreiras nos últimos dias voltaram a expor os graves problemas estruturais da cidade, já tão conhecida por suas inundações recorrentes. Alagamentos e prejuízos têm se tornado um cenário comum, resultado direto da falta de manutenção nas bocas de lobo e da ausência de limpeza nos córregos. O resultado é sempre o mesmo: casas alagadas, transtornos para a população e a sensação de impotência diante do descaso das autoridades. A tragédia, já anunciada, segue sem soluções concretas.

Na segunda-feira, 21 de outubro de 2024, uma chuva de poucas horas foi suficiente para transformar as ruas da cidade em verdadeiros rios, especialmente em áreas mais baixas, como o cais próximo à ponte Ciro Pedrosa. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram ruas alagadas e moradores perdendo seus pertences, em uma situação que se repete ano após ano. Bairros como Santa Luzia são emblemáticos nesse cenário de caos: o sistema de drenagem, já deficiente, não consegue conter o volume de água, levando a mais uma série de casas alagadas.

Além dos alagamentos, um outro motivo de grande preocupação se destacou recentemente: as obras mal planejadas e executadas. Conforme noticiado pelo Portal Caso de Política, uma leve chuva na noite de terça-feira, 15 de outubro, expôs falhas graves na construção da Avenida Enock Ismael, localizada na Serra do Mimo. O aterro de terraplenagem feito para sustentar a nova via começou a ceder, ameaçando as casas próximas. Vídeos gravados por moradores registraram o deslizamento de terra em direção às residências, expondo a fragilidade da obra mesmo sob pouca chuva.

A falta de qualidade no material utilizado para o aterro é um dos principais pontos criticados. O solo, aparentemente inadequado para compactação, é vulnerável à erosão, agravando o risco de deslizamentos. Além disso, a remoção da vegetação natural na área da obra fez com que a água da chuva corra diretamente sobre o asfalto, acelerando o desgaste e aumentando os riscos para as moradias localizadas nas áreas mais baixas. A situação é alarmante, considerando que uma chuva mais intensa pode levar a um desastre de proporções maiores.

Outro aspecto que agrava a situação é o sistema de drenagem inadequado. A instalação de tubos de pequeno diâmetro para escoamento da água revela que o projeto não considerou o volume significativo que desce da serra, o que potencializa o risco de alagamentos e erosões. Mesmo com intervenções recentes na infraestrutura da cidade, como os investimentos em asfaltamento, problemas de drenagem continuam a afetar seriamente Barreiras.

A obra da Avenida Enock Ismael, embora tenha como objetivo desafogar o trânsito na região, vem sendo alvo de críticas não apenas pela execução apressada, mas também pelos impactos ambientais e riscos à segurança dos moradores. Especialistas sugerem que, se não houver correções urgentes, os problemas estruturais podem resultar em tragédias na próxima temporada de chuvas. A remoção da vegetação e a má qualidade do solo compactado colocam as áreas residenciais abaixo da via em risco iminente de deslizamento.

Enquanto isso, a população de Barreiras, ciente das dificuldades históricas que a cidade enfrenta com a chegada das chuvas, aguarda soluções definitivas. A administração de Zito Barbosa tem investido em melhorias, mas a drenagem urbana continua a ser um ponto vulnerável. O próximo prefeito, Otoniel Teixeira, terá o desafio de resolver esse impasse e interromper o ciclo de tragédias. Se nenhuma ação concreta for tomada, o medo é que os alagamentos, deslizamentos e perdas materiais se agravem, colocando em risco não apenas o patrimônio, mas também a vida dos barreirenses.

Com a temporada de chuvas se aproximando, Barreiras permanece em alerta máximo.

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VÍDEO: Chuva fraca expõe fragilidades em obra da Avenida Enock Ismael, em Barreiras

Após leve precipitação, aterro cede e ameaça casas; moradores e técnicos apontam riscos e falhas estruturais

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Uma leve chuva na noite desta terça-feira (15/10) expôs sérios problemas na obra da Avenida Enock Ismael, localizada na Serra do Mimo, em Barreiras. O aterro de terraplenagem, feito para sustentar a nova via, começou a ceder, ameaçando as casas próximas. Moradores registraram o momento em vídeo, mostrando o deslizamento de terra em direção às residências. As imagens, enviadas ao Portal Caso de Política, revelam a gravidade da situação, mesmo com a pouca chuva.

“Nem choveu direito e o aterro já está cedendo! Fizeram isso só por causa da política”, desabafa um morador no vídeo.

A obra, já criticada anteriormente, recebeu novas denúncias de problemas estruturais. Dias antes, um técnico da área de engenharia, que preferiu não se identificar, havia visitado o local e alertado sobre o uso inadequado de material no aterro. Ele destacou que o solo utilizado “não dá liga” e não serve para compactação adequada, sendo extremamente vulnerável à erosão.

De acordo com o técnico da área que conversou com o Portal Caso de Política, o material escolhido para o aterro não dá liga e não deveria ter sido compactado no aterro feito

“O material é muito solto e não compacta de maneira eficiente. Isso aqui não vai segurar quando vierem chuvas mais fortes”, alertou o técnico.

Além das falhas na escolha do material, o especialista apontou outros problemas graves na execução da obra. A remoção da vegetação natural, que antes ajudava a infiltrar a água da chuva, fez com que as águas agora corram diretamente sobre o asfalto, carregando sedimentos e aumentando o risco de deslizamentos.

“A água vai descer em grande volume, sem nenhum tipo de contenção, levando o solo e atingindo as áreas mais baixas, onde ficam as moradias. O risco de um desastre é real”, afirmou o técnico.

A falta de um sistema eficiente de drenagem foi outro ponto levantado pelo especialista. Ele observou que os tubos instalados são muito pequenos para o volume de água que desce da serra, o que pode causar alagamentos e erosões.

“Se não corrigirem, essa obra pode custar vidas”, alertou, destacando também a urgência de uma fiscalização mais rigorosa e de medidas imediatas para evitar tragédias.

A Avenida Enock Ismael, que promete desafogar o trânsito na região, vem sendo alvo de críticas não só pela execução acelerada, mas também pelos impactos ambientais e riscos à segurança dos moradores. Enquanto a população e especialistas cobram respostas, a obra já começa a dar sinais preocupantes de que pode não suportar a próxima temporada de chuvas, se as falhas não forem corrigidas a tempo.

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Pressão do MP e de aprovados em concurso obriga Executivo a liberar votação que cria 287 cargos em Barreiras

Após intensa mobilização de concursados e intervenção do MP, Executivo encaminha à Câmara projeto para ampliação do quadro municipal, com promessa de convocação de todos os aprovados

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na noite desta terça-feira (15/10), sob forte pressão do Ministério Público e dos aprovados no concurso público de 2022, a Câmara de Barreiras aprovou o Projeto de Lei nº 017/2024. O projeto, que estava em suspense, cria 287 novos cargos no quadro efetivo da administração pública municipal, distribuídos por diversas, a exemplo do Esporte, Juventude e Lazer, Planejamento, Segurança Cidadã e Trânsito.

A votação só foi possível após uma mobilização significativa dos aprovados, que contaram com o apoio do Ministério Público (MP) para pressionar o Executivo. Diversas reuniões antecederam o momento, nas quais a expectativa de aprovação gerou tensão entre os candidatos e a administração municipal. O plenário ficou lotado durante a sessão, com concursados que aguardavam a liberação do projeto e a confirmação da convocação.

Durante a sessão, a vereadora Carmélia da Mata (PP) se dirigiu ao prefeito eleito, Otoniel Teixeira (UB), e pediu a prorrogação do prazo para convocação dos aprovados, citando o processo de transição de governo e a necessidade de planejamento. Otoniel, no entanto, assumiu um compromisso público: convocar e empossar todos os aprovados do concurso, garantindo que as novas vagas sejam ocupadas no tempo adequado.

A aprovação do projeto marca um importante avanço para a gestão municipal, que enfrenta desafios relacionados à falta de servidores em áreas estratégicas. Para os concursados, a votação representa um alívio, após meses de incertezas sobre quando seriam chamados.

O impacto da criação dos novos cargos é visto como positivo, tanto para o atendimento à população quanto para o fortalecimento das secretarias envolvidas. Com a promessa de Otoniel, o quadro municipal deverá ser reforçado, trazendo alívio para setores que enfrentam sobrecarga de trabalho, como o planejamento urbano e a segurança no trânsito.

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