Abraji recorre de tese que culpa jornais por entrevistas

Agência Brasil – A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) apresentou recurso contra a tese jurídica do Supremo Tribunal Federal (STF) segundo a qual os veículos de imprensa são responsáveis no caso de declarações de entrevistados que imputem falsamente crimes a terceiros.

Pelo entendimento, alcançado em novembro por maioria de 9 a 2, se um entrevistado acusar falsamente outra pessoa, a publicação poderá ser condenada a pagar indenização a quem foi alvo da acusação falsa.

Segundo a tese aprovada, a responsabilização da publicação poderá ser feita se ficar comprovado que, no momento da publicação da entrevista, já existiam “indícios concretos” sobre a falsidade da imputação do crime e se “o veículo deixou de observar o dever de cuidado na verificação da veracidade dos fatos e na divulgação da existência de tais indícios”.

Os ministros também estabeleceram ser possível a “remoção de conteúdo, por informações comprovadamente injuriosas, difamantes, caluniosas, mentirosas, e em relação a eventuais danos materiais e morais”.

À época do julgamento, jornalistas e entidades de imprensa como a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Abraji criticaram a redação da tese final, cujos termos, considerados pelas entidades amplos e vagos, dariam margem para ataques à liberdade de imprensa e ao direto constitucional de acesso à informação.

O acórdão (decisão colegiada) com o texto final da tese foi publicado pelo Supremo em 8 de março, e a Abraji apresentou embargos de declaração sete dias depois, visando a esclarecer os termos do julgamento.

Argumentos
No recurso, a associação diz se tratar de “matéria sensível à democracia” e que a tese estabelecida pelo Supremo possui “generalidade incabível”. A entidade alega que, na parte em que autoriza a remoção de conteúdo, o Supremo foi muito além de acusações falsas em entrevistas, que era o debate do processo, e acabou por autorizar uma remoção muito mais ampla de conteúdo.

Isso porque a tese autoriza a remoção de qualquer “informação comprovadamente injuriosas, difamantes, caluniosas, mentirosas”. Os advogados da Abraji destacam que somente no caso da calúnia há imputação falsa de crime, sendo que as hipóteses de injúria, difamação e mentira envolvem outros tipos de análise e conteúdo.

Outro ponto frágil, de acordo com a entidade, é que o Supremo não deixou claro que a autorização para remoção de conteúdo se referiria somente às declarações falsas de entrevistados, e não a qualquer conteúdo do próprio jornal.

“Tal como redigida, abre-se a possibilidade para, nas instâncias inferiores, o escopo interpretativo das hipóteses de responsabilização da imprensa ir além dos limites da discussão realizada, trazendo retrocessos para as poucas garantias já estabelecidas”, diz o recurso.

A Abraji sugere que a tese deixe de mencionar a possibilidade de remoção de conteúdo, tema que alega não ter sido discutido no julgamento. Além disso, a decisão deveria deixar mais claro que a responsabilização de publicações somente poderia ser feita em caso de imputação falsa de crime por entrevistado, especificamente.

Riscos adicionais, sustentaram os advogados, estariam presentes na segunda parte da tese estabelecida pelo Supremo, por não ter elencado especificamente quais seriam os “indícios concretos” que comprovariam a falsidade das declarações do entrevistado. Tampouco se explica quais procedimentos do jornal ou do jornalista seriam suficientes para preencher “o dever de cuidado” ao checar as declarações do entrevistado, afirma o recurso.

Dessa maneira, ficaria a critério subjetivo dos magistrados de primeira instância definir quais atitudes configurariam violação ao “dever de cuidado” no trabalho jornalístico. Num país como o Brasil, com diversos casos de censura judicial e ataques à imprensa e aos jornalistas, tal abertura “pode ser extremamente perigosa”, diz a petição.

A mudança no texto final seria necessária para impedir que juízes de instâncias inferiores deem à tese “eventual interpretação inconstitucional que possa se encaixar na amplitude das expressões utilizadas”, diz o embargo da Abraji, assinado pelos advogados Pierpaolo Bottini, Igor Tamasaukas e Beatriz Canotilho Logarezzi.

O recurso foi acompanhado de uma nota técnica assinada por outras seis entidades de imprensa, que reforçaram os argumentos da Abraji. São elas: Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ), Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Associação de Jornalismo Digital (AJOR), Instituto Palavra Aberta, Instituto Vladimir Herzog e Tornavoz.

Barroso
À época do julgamento, o presidente do Supremo, ministro Luis Roberto Barroso, publicou uma nota oficial e deu declarações negando que a tese do supremo representasse risco à liberdade de imprensa e de expressão.

“O veículo não é responsável por declaração de entrevistado a menos que tenha havido uma grosseira negligência relativamente à apuração de um fato que fosse de conhecimento público”, declarou Barroso.

No recurso, a Abraji argumenta que a própria necessidade de esclarecimento por parte do Supremo indica que a redação da tese tem problemas. Tampouco expressões como “grosseira negligência” seriam esclarecedoras para definir os critérios objetivos para responsabilização dos veículos de imprensa, rebateram os advogados.

Processo
A decisão do Supremo foi baseada em ação na qual o ex-deputado federal Ricardo Zarattini Filho processou o jornal Diário de Pernambuco por danos morais, em função de uma reportagem publicada em 1995.

Na matéria jornalística, o político pernambucano Wandenkolk Wanderley afirmou que Zarattini, morto em 2017, foi responsável pelo atentado a bomba no aeroporto de Recife, em 1966, durante a ditadura militar.

Ao recorrer à Justiça, a defesa de Ricardo Zarattini disse que Wandenkolk fez acusações falsas e a divulgação da entrevista gerou grave dano à sua honra. Segundo ele, o jornal reproduziu afirmação falsa contra ele e o apresentou à opinião pública como criminoso.

Bolsonaro admite que Tarcísio foi eleito governador sem conhecer São Paulo

“Temos hoje governando São Paulo um governador que não conhecia o estado, um colega meu que era carioca, que era torcedor do Flamengo”, disse o ex-presidente

Caso de Política| Luís Carlos Nunes – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu publicamente neste sábado (16/mar), que o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não tinha conhecimento prévio do estado antes de assumir o cargo. Durante o ato de lançamento da pré-candidatura de Alexandre Ramagem à Prefeitura do Rio de Janeiro, Bolsonaro afirmou:

“Temos hoje governando São Paulo um governador que não conhecia o estado, um colega meu que era carioca, que era torcedor do Flamengo”.

Bolsonaro explicou que, graças à atuação de Tarcísio em seu governo e à “liberdade que dei a ele”, o governador foi eleito em São Paulo. Tarcísio, que foi ministro da Infraestrutura durante o mandato de Bolsonaro, conquistou a eleição no estado com o apoio do ex-presidente.

As declarações foram feitas por Bolsonaro no contexto de apoio à candidatura de Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ressaltando a influência e a importância dos laços políticos na trajetória dos candidatos.

Não se aperreie Vacilino, filho de Tonho, de Zé de Dodó – por Luís Carlos Nunes

Corre aos quatro ventos deste sertão sertanejado que um certo chefe-político lá pelas bandas do Matopiba, em terra onde gorjeiam os sabiás, encontra-se extremamente aperreado com parcela da opinião pública que, por meio de memes questionáveis e frases controversas, invadiram os grupos de “zap-zap” questionando a sua habilidade política e sua reputação ilibada.

Embora seja verdade que, de vez em quando, o magnânimo prócer busca acalmar os ânimos daqueles que se manifestam livremente nos feirões deste pequeno retalho de “Aphriké”, ameaçando chamar as forças de repressão para silenciar os que ousam expor suas rebeldias e revoltas, desta vez suas motivações para tanta aporrinhação não são insignificantes como o mero direito de se expressar em local supostamente indevido.

O tal prócer está tão estupefato que chega a ficar roxo de raiva e declarou que tomará as medidas cabíveis!

Já ordenei a minha inestimável banca jurídica para que tome diligência e rume para conversa ao pé de ouvido com a autoridade policial desta jurisdição teritorial para que seja aberto um “litígio litigioso” para que o honorável togado sumária, sumaríssimamente decrete a condenação destes. Assim, aqueles que me difamam e me causam gastura, sentirão os rigores da lei vigente em nosso Brasil varonil!”

O que indigitado discricionário-mor não se apercebe em toda a sua sapiência, é o que qualquer matuto, analfabeto desde a sétima geração, já sabe desde a sua mais tenra infância.

Como diz o antigo ditado popular:

“Num adianta dá cabença prás coisa que num nos pertence! Mais vale zelar do nosso próprio chão, que nem a planta na roça: se moiá, vai brotá fartura!”

O bulício que se coloca é esse, a questão shakespeariana do “Ser ou Não Ser”.

Na tentativa de desnudar a fantástica sabedoria popular, transmitida de geração em geração, se consultássemos um de seus maiores expoente, Patativa do Assaré, ele certamente responderia filosoficamente e enigmaticamente exibindo uma das suas maiores obras literárias:

“Cante lá que eu canto cá!”

Com esta dica do nosso Camões do Agreste, o provérbio matuto, “Num adianta dá cabença prás coisa que num nos pertence! Mais vale zelar do nosso próprio chão, que nem a planta na roça: se moiá, vai brotá fartura!” se torna ainda mais cristalina: “não se deixe abalar por acusações infundadas, ohhhhh nobre prócer, mantenha a calma e cuide de sua pressão”.

Há, também, um outro “causo” oriundo da cultura popular que serve como exemplo e conselho para que as ofensas injustas não lhe afetem como uma tatuagem na pele.

A história envolve um veredeiro chamado Vacilino, conhecido como o melhor tirador de leite das redondezas onde morava. Vacilino, filho de mãe solteira, nunca teve notícias de seu pai. Pessoa mansa, respeitadora, devoto do Sagrado Coração de Jesus, sempre sorridente, e só ficava bravo por uma coisa. Ele não suportava ser chamado de Vacilino, filho de Tonho que era filho de Zé que era filho de Dodó!

Segundo a lenda, Dodó era um cabra robusto, comedôzinho de rapadura e com uma barriga saliente, pai de Zé que era pai de Tonho. Dodó era conhecido por ser um homem festeiro, gostava de tomar uma brejeirinha enquanto saboreava cajus. Sua reputação não era das melhores, pois diziam que Dodó “era gordo do alheio”!

Convenhamos, eita adjetivozinho enfastioso e desagradável!

Vacilino ficava tão irritado em ser associado a Tonho de Zé de Dodó que, por vezes, ficava roxo tal qual um cururu inchado.

As proles zangavam Vacilino, não faltava um, eram as carolas, os pés-inchados na porta das bodegas, as moças de capricho nas janelas e dizem que até o padre! Todos que ver Vacilino aloprado e espumando pelas ventas.

Conselhos não adiantavam, mas eram dados, Calma Vacilino, não vacile porque abuso quando não lhe pertence só pega se tomar como seu!

Mas o conselho que fica é, “cuidado para que tu também não se torne Vacilino, filho de Tonho, filho de Zé que é filho de Dodó que é que era pai de Zé que era pai de Tonho suposto pai de Vacilino”.

P.S. Qualquer semelhança com a realidade é (ou pode ser) mera coincidência.

Ahhhhh!!!! Um último conselho. Se alguém que conhece  Vacilino, filho de Tonho, que é filho de Zé que é filho de Dodó estiver lendo esta singela resenha, avise-o de evitar ouvir: Tatuagem de Chico Buarque!

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Atenção.

ONU alerta sobre “grave crise humanitária e de proteção” no Haiti

Caso de Política com informações da ONU News – ONU alerta sobre “complexa crise humanitária e de proteção” no Haiti A situação no Haiti é cada vez mais alarmante, com a recente onda de violência de gangues levando mais de 15 mil pessoas a se deslocarem novamente nos últimos dias. O Conselho de Segurança discutiu a questão em uma reunião a portas fechadas, após a libertação de 4,5 mil presos, incluindo membros de gangues e detidos pelo assassinato do presidente Jovenel Moise.

Estima-se que 80% da capital haitiana esteja sob controle de gangues, que têm como objetivo declarado derrubar o governo. A violência desencadeada resultou na morte de 1.193 pessoas e em ferimentos em outras 692.

O alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Turk, destacou a situação insustentável para a população do Haiti e clamou pelo envio urgente da Missão Multinacional de Apoio à Segurança no país, respeitando os padrões internacionais de direitos humanos.

Com cerca de 313 mil deslocados internos devido à violência, a diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, ressaltou a gravidade da situação, afirmando que a violência está fora de controle e exigindo ação imediata.

Ulrika Richardson, chefe da ONU no Haiti, alertou para a complexa crise humanitária e de proteção enfrentada pelo país. Milhares de pessoas buscam desesperadamente auxílio em meio à violência, sendo expostas a diversos riscos. Richardson pediu acesso irrestrito das organizações humanitárias às populações mais vulneráveis e destacou a necessidade de solidariedade internacional para enfrentar a crise.

“Fome e pobreza são principais inimigos das mulheres”, afirma ministra brasileira

Caso de Política com informações da ONU News – A ministra das Mulheres Mulheres, Cida Gonçalves, destacou em sua participação na 68ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher (CSW) na Assembleia Geral da ONU a importância do combate à fome e pobreza como principais obstáculos enfrentados pelas mulheres. Em representação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Cida Gonçalves ressaltou o compromisso do Brasil na busca pela inclusão e proteção social, destacando a liderança brasileira no G20 e sua participação na CSW como fundamentais nesse sentido.

Em entrevista à ONU News, a ministra enfatizou a necessidade de medidas efetivas de combate à pobreza, apontando que as mulheres negras e mães solo no Brasil representam a maioria dos 33 milhões de pessoas sofrendo com a fome. Gonçalves sublinhou a importância de garantir às mulheres o acesso à dignidade, cidadania, qualificação profissional e igualdade salarial.

Além disso, a ministra ressaltou a retomada de políticas sociais importantes no Brasil, como o programa Bolsa Família e o programa de alimentação escolar, que beneficiam a agricultura familiar e a habitação popular. Gonçalves destacou o compromisso do país em enfrentar a pobreza e promover a inclusão social.

No âmbito da igualdade salarial, Gonçalves apresentou a Lei da Igualdade Salarial e Remuneratória entre mulheres e homens, ressaltando a necessidade de fortalecer o debate sobre o assunto em instâncias internacionais. Ela denunciou a disparidade salarial entre homens e mulheres, sendo ainda maior para mulheres negras, indígenas e imigrantes.

A ministra brasileira também anunciou a formulação de uma Política Nacional de Cuidados com foco nas mulheres, demonstrando o compromisso do governo em promover a igualdade de gênero. A delegação brasileira, que inclui a socióloga e primeira-dama Janja Lula da Silva, busca ganhar protagonismo na discussão de políticas públicas voltadas para a igualdade de gênero, desenvolvimento sustentável e justiça social na CSW, onde o Brasil participa desde 1946.

Ministério da Saúde vai integrar dados sobre acidentes, lesões e violência no país

Imagem da internet

A fonte de financiamento vem do Proadi-SUS com investimentos iniciais que totalizaram R$ 6,5 milhões e a previsão é de mais R$ 7,9 milhões em uma segunda fase que está em desenvolvimento

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Ministério da Saúde irá reunir informações detalhadas sobre acidentes, lesões e violência em todo o território nacional com o objetivo de combater essas ocorrências, que estão entre as principais causas de morte da população, conforme dados do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

O Projeto Trauma – Tecnologia de Rápido Acesso de Dados Unificados para Mitigação da Acidentalidade – liderado pelo epidemiologista Bruno Zocca, do Hospital Israelita Albert Einstein, entra em uma nova fase de aprimoramento visando a instalação de um banco de dados integrado no Ministério da Saúde até 2026. A ferramenta permitirá acesso a informações unificadas sobre acidentes e lesões em todo o país.

Desenvolvido dentro do Proadi-SUS, que utiliza recursos de isenção tributária para promover avanços no SUS, o projeto busca melhorar a vigilância em saúde. Após um triênio experimental entre 2021 e 2023, testando a tecnologia e integração de dados de parceiros, a meta é centralizar e padronizar informações de diversos sistemas existentes, facilitando a análise e a ação preventiva.

A iniciativa inédita tem como propósito fornecer subsídios para gestores municipais, estaduais e federais tomarem decisões embasadas em dados concretos. Além disso, o projeto visa contribuir para a redução da morbidade e mortalidade associadas a lesões, promovendo uma abordagem mais eficaz na prevenção e atendimento a incidentes.

A abrangência do Projeto Trauma possibilitará o acesso centralizado aos dados pelo Departamento de Informática do SUS (Datasus), garantindo a disponibilidade das informações em todo o país. Esse amplo alcance permitirá a adoção de medidas específicas em regiões com índices elevados de acidentes e violência, visando a melhoria da segurança e prevenção de ocorrências.

Com a instalação prevista no Ministério da Saúde em 2026, a ferramenta estará disponível para múltiplos usuários, incluindo gestores, pesquisadores, ONGs e profissionais de emergência, possibilitando análises detalhadas e apoio a diversas iniciativas de saúde pública no Brasil. Em contrapartida, a segurança e a privacidade das informações são áreas de atenção e cuidado constantes.

A fonte de financiamento do projeto vem do Proadi-SUS, que reúne seis hospitais de referência no país. Os investimentos iniciais totalizaram R$ 6,5 milhões e a previsão é de mais R$ 7,9 milhões para a próxima fase de desenvolvimento. Com o potencial de monitorar milhões de atendimentos e óbitos, o Projeto Trauma visa impactar positivamente a saúde pública brasileira a longo prazo.

Ato de refiliação de João Felipe ao PCdoB atrai muita gente e mostra o seu vigor político

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Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O regresso do vereador João Felipe ao PCdoB em Barreiras fez do Clube ABCD um verdadeiro ponto de encontro para se tratar de política na noite desta última sexta-feira (15/mar), onde uma multidão ávidamente engajada aguardava para acompanhar o ato de sua refiliação.

Ao longo do evento, João Felipe demonstrou notável força e articulação ao dialogar e interagir com os mais diversos segmentos presentes, incluindo a juventude, empresários e políticos das mais variadas correntes ideológicas, consolidando assim sua abrangência e capacidade de diálogo multifacetado. Realmente, o ambiente do Clube ABCD, impressionou com a presença de pessoas que se uniram para testemunhar esse momento político.

“João Felipe já nasceu pronto para a política e sei que ele está preparado para alçar voos mais altos”, disse o deputado Federal Daniel Almeida

Ao lado de figuras proeminentes, como o experiente deputado federal Daniel Almeida, com seis mandatos na Câmara Federal, João Felipe recebeu elogios e incentivos. Daniel Almeida, em sua fala, destacou o potencial do vereador, afirmando que ele está preparado para alçar voos mais altos e apontando para um futuro promissor.

Com base na fala do deputado, um ponto que merece destaque” ficou aguçada a imaginação dos presentes levando a especulações de que João Felipe pode se tornar um forte candidato a deputado nas eleições de 2026.

“João Felipe é um nome necessário para a construção de um novo projeto político em Barreiras”, frisou Tito

Para Tito, ex-deputado federal e pré-candidato a prefeito de Barreiras, que recentemente esteve junto com João Felipe em ato de reabertura da Casa do Trabalhador, fechado pelo atual governo municipal de Zito Barbosa, disse que João Felipe é um político que apesar de jovem é um importante quadro político e necessário para Barreiras.

O meu amigo João Felipe é um importante nome da política local. Ferrenho defensor das polílicas sociais e de boas práticas para a inclusão, agrega muito em nosso projeto de reconstrução de Barreiras. Tenho certeza de que ele com a sua garra e determinação em muito colaborará em um projeto de crescimento e desenvolvimento da cidade. O que vemos hoje neste ato é que João Felipe se destaca pela sua capacidade de articulação política, por sua simplicidade de se aproximar da população levando a mensagem de uma nova visão política para Barreiras, Sei que a população atenderá ao chamado para dias melhores em Barreiras”, ressaltou Tito.

Vale destacar que o PCdoB de João Felipe, compõe junto com o PT e o PV, formam a Federação Brasil da Esperança, apoiados pelos governo estadual de Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner, e no plano Federal, comandado pelo presidente Lula.

Além disso, o evento contou com a presença de outros nomes influentes, como a vereadora Graça Melo, o atual vice-prefeito de Barreiras Emerson Cardoso, o pré-candidato a prefeito Tito, liderança sindicais e políticas, reafirmou a força e popularidade de João Felipe no PCdoB.

O presidente estadual da legenda, Geraldo Galindo, expressou a felicidade do partido com a reintegração do vereador, ratificando o compromisso em fortalecer a atuação do PCdoB em Barreiras, visando o progresso socioeconômico da cidade e o bem-estar da população.

O evento, além de todo o seu simbolismo, também serviu como termômetro e palco para especulações políticas e para o vislumbre de novas alianças e perspectivas para o cenário político em âmbito local e regional.

Caso de Política, a informação passa por aqui!

“Os fakes estão dentro da Câmara, inclusive, acredito que ele seja um verdadeiro fake”, retruca Carmélia da Mata ao responder aos ataques

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na manhã desta feira (13/mar), a vereadora de Barreiras, Carmélia da Mata, fez um pronunciamento em um vídeo enfático e incisivo, endereçado diretamente a Alcione Rodrigues, vereador e presidente da Câmara Municipal. Suas palavras ressoaram com uma clara intenção de defesa de sua imagem e de sua conduta política frente a acusações de disseminação de informações falsas.

Ao iniciar seu discurso, Carmélia demonstra um tom de seriedade e responsabilidade ao afirmar:

“Quero aqui prestar alguns esclarecimentos com base na fala do senhor vereador e presidente da Câmara, Alcione Rodrigues.” A parlamentar com alguns papéis sobre a sua mesa, apontou para uma suposta utilização de verbas de publicidade da Câmara de forma questionável, evidenciando um ambiente de desconfiança e possível falta de transparência nas ações políticas locais.

Em um dos trechos de maior destaque do pronunciamento, Carmélia enfrenta diretamente as acusações de disseminação de “fakes” feitas por Alcione Rodrigues, ao declarar:

“Eu sou mulher que assume todos os meus atos, eles errados ou certos. Até porque os fakes estão dentro da Câmara, inclusive eu acho que ele é um verdadeiro fake, quando engana a população, quando esconde um projeto, não cumpre o rito como deveria cumprir. Isso é que é ser fake. Fazer uma sessão em 15 minutos, em menos de 15 minutos, para tentar ludibriar e enganar a população.”

Sua firmeza e segurança ao se posicionar contra as acusações e em insinuar que o presidente Alcione possa ser o verdadeiro “fake” diante das alegações recebidas.

A vereadora segue destrinchando as acusações, chamando a atenção para a falta de transparência na gestão da Câmara e a urgência em preservar sua imagem de representante comprometida com a verdade e a ética. Ao enfatizar sua postura combativa, Carmélia ressalta:

Reafirmo tudo o que disse em minhas redes sociais. Os senhores precisam segurar a língua dos senhores, porque são os senhores que propagam nos corredores da Câmara quem é o prefeito, que os senhores detonam com ele. Depois vai lá, faz barganha. Eu não! Eu estou vereadora para defender a minha cidade, para defender a minha população sem nenhum tipo de barganha”.

Assista o vídeo abaixo

Brasil supera números de casos de dengue registrados em 2023

No decorrer dos primeiros três meses do ano passado, o Brasil contabilizava 326.342 casos de dengue.

Caso de Política – Em 2024, o Brasil registrou um total de 1.684.781 casos de dengue, entre prováveis e confirmados. De acordo com dados atualizados pelo Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde nesta sexta-feira (15), esse número ultrapassa a quantidade total registrada em 2023, que foi de 1.658.816 casos.

Este é o segundo maior registro de casos desde o ano 2000. O recorde atual de casos prováveis foi estabelecido em 2015, quando o país atingiu a marca de 1.688.688 pessoas suspeitas de terem contraído dengue.

“A preocupação com esse aumento de casos está ligada ao impacto da dengue na saúde”, destacou Carla Kobayashi, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, em entrevista ao G1. “Sabemos que a dengue já é um problema de saúde pública, sem dúvida, mas quando enfrentamos epidemias como essa, ficamos cientes da sobrecarga que a doença impõe ao sistema de saúde e aos serviços de atendimento”.

Até a data de fechamento desta matéria, foram confirmadas 513 mortes por dengue, enquanto 903 casos permanecem sob investigação.

Kobayashi observa que o aumento nos casos de dengue em 2024 está diretamente relacionado às mudanças climáticas. Com períodos chuvosos intercalados por altas temperaturas, as condições climáticas favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti e a transmissão viral.

Vereadora Manuela Rocha comemora transferência de responsabilidades na saúde para Formosa do Rio Preto

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora Manuela Rocha expressou sua satisfação diante da recente Resolução nº 079/2023, emitida pelo Governo do Estado da Bahia. A mencionada resolução aprova a transferência do Comando Único das Ações e Serviços da Atenção Especializada Ambulatorial e Hospitalar de Média e Alta Complexidade para o município de Formosa do Rio Preto.

“Com esta resolução, a responsabilidade pela gestão da saúde em níveis de média e alta complexidade, incluindo especialidades, é agora atribuída ao município. Ninguém pode mais alegar que determinadas questões de saúde não podem ser resolvidas localmente, ou que o município não tem influência sobre as questões de saúde. Espero que esta medida proporcione soluções efetivas”, declarou a parlamentar em suas redes sociais.

O documento, assinado por Roberta Silva Carvalho de Santana, Secretária Estadual da Saúde, e Stela dos Santos Souza, Presidente do COSEMS/BA, datado de 23 de maio de 2023, destaca a decisão da Comissão Intergestores Bipartite da Bahia (CIB-Ba). Esta, amparada pelo Art. 14-A da Lei nº 8080 de 1990, pactua a descentralização da gestão dos serviços de saúde especializados.

O texto ainda menciona diversas resoluções e portarias que fundamentam a transferência de responsabilidades, incluindo a Repactuação da Programação Pactuada e Integrada do estado da Bahia (PPI-Ba 2010). Destaca-se a aprovação do pleito do Comando Único pelo Conselho Municipal de Saúde de Formosa do Rio Preto em abril de 2023, assim como a aprovação pela Comissão Intergestores Regional (CIR) Barreiras.

A Resolução que vigora desde o dia 23 de maio de 2023, estabelece um limite financeiro federal para a assistência de Média e Alta Complexidade (MAC) em Formosa do Rio Preto, fixando-o em R$ 1.273.337,40/ano. Este montante inclui os custeios federais para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), totalizando R$ 263.028,00/ano. A aplicação dos efeitos financeiros inicia-se a partir da 7ª parcela de 2023.

Dessa forma, a transferência do Comando Único para Formosa do Rio Preto representa um marco significativo na autonomia e responsabilidade do município no gerenciamento efetivo da saúde, conforme determinações legais e deliberações das instâncias competentes.

Acompanhe abaixo a íntegra do documento:

RES_CIB_079_2023