Sargento Simões e Zé Carlos Nova Era estão em campanha por aprovação de contas rejeitadas pelo TCE
Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – Sargento Simões, do PL, emerge como a figura-chave na articulação para a aprovação das contas rejeitadas do ex-prefeito Atila Jacomussi, atual deputado estadual. Nos bastidores, comenta-se sobre a possibilidade de um acordo que poderia ser desencadeado em caso da não candidatura de Atila. Especula-se que, nesse cenário, o ex-prefeito poderia direcionar seu apoio a Simões, visando à possível candidatura deste ao cargo de prefeito. Esse suposto entendimento tem gerado conjecturas sobre os movimentos políticos nos corredores da Câmara de Mauá.
A atuação proeminente de Simões, aliada a Zé Carlos Nova Era, intensifica-se na busca pelo apoio dos colegas na Câmara de Mauá. O foco principal está na revogação da decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre as contas de 2020 de Atila.
Lideranças do PT de Mauá revelaram a movimentação desses vereadores do PL, destacando inclusive o encontro da dupla com Denis Caporal, do mesmo partido, enfatizando a busca ativa por apoio entre todos os vereadores.
A votação das contas de 2020 de Atila está agendada para terça-feira (14), conforme pauta legislativa da presidência da Câmara de Mauá, aproximando-se do prazo limite para a análise das contas do Executivo pelo Legislativo.
Conforme a Constituição Federal, a decisão final sobre as contas municipais está nas mãos da Câmara, que pode optar por acatar ou rejeitar o Parecer do TCE. Atila necessita de 16 votos para evitar a desaprovação, o que representa dois terços dos votos na Casa. Isso coloca em foco a base de apoio do prefeito Marcelo Oliveira, – que em tese detém maioria no Legislativo- , que precisa garantir o suporte de apenas oito dos 23 vereadores para manter o parecer do TCE. Esta situação já é vista como um termômetro antecipado para as eleições de 2024 na região, podendo impactar diretamente a trajetória política de Atila.
Apesar do risco iminente de inelegibilidade para o próximo pleito, a rejeição das contas por si só não é determinante para excluir o ex-prefeito da corrida eleitoral. Experiências recentes, como a rejeição das contas de 2017 em 2021, não impediram Atila de concorrer e ser eleito deputado estadual.
APública | Rubens Valente – Na semana passada, jornalistas de vários países se reuniram em Washington (EUA) para um evento promovido pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) e pela Unesco a fim de marcar o Dia Internacional para o Fim da Impunidade para Crimes contra Jornalistas. De acordo com o dado alarmante repetido no evento, mais de 1.600 jornalistas foram assassinados nos últimos 30 anos e, “chocantemente”, conforme ressaltou Tawfik Jelassi, diretor-geral assistente para Comunicação e Informação da Unesco, “nove em cada dez desses crimes estão, até os dias de hoje, insolúveis, deixando seus perpetradores impunes”.
“As estatísticas de 2023”, lembrou a relatora especial para a liberdade de expressão da Organização das Nações Unidas (ONU ), Irene Khan, “serão totalmente distorcidas pelo que está a acontecer neste momento em Gaza”, em referência aos bombardeios executados pelo governo de Israel que já mataram milhares de civis na Faixa de Gaza em resposta a um ataque terrorista cometido pelo Hamas em 7 de outubro. “Lamento, não posso falar hoje sem pensar nos 21 jornalistas palestinos, nos quatro jornalistas israelenses e no jornalista libanês que foram recentemente mortos só neste mês”, disse Khan.
Jelassi disse que em Gaza foi registrada “a pior semana, em termos de violência contra jornalistas, dos últimos dez anos”. O representante da Unesco mencionou também que a Ucrânia, alvo de uma invasão militar pela Rússia, já se aproxima das taxas de homicídio de jornalistas do México, considerado o país mais letal para a profissão.
Nataliya Gumenyuk, cofundadora do Laboratório de Jornalismo de Interesse Público na Ucrânia, disse que desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, ocorreram mais de 540 crimes contra jornalistas. De um total de 68 jornalistas ucranianos mortos ao longo do conflito, dez foram assassinados no exercício da profissão. Catorze permanecem desaparecidos, incluindo Viktoria Roshchyna, premiada jornalista ucraniana e amiga de Nataliya. Outros 33 jornalistas foram sequestrados, 31 foram feridos. Mais de 200 meios de comunicação fecharam as portas, em especial nas áreas sob ocupação militar da Rússia ou sob o ataque de mísseis.
Rubens Valente/Agência Pública
Inauguração de monumento que traz os nomes dos jornalistas vítimas de violência
Desde que foi criada, em 1997, a Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão, vinculada à CIDH da OEA, registrou o assassinato de 507 jornalistas nas Américas. Na quinta-feira (2), foi inaugurada uma estátua no quintal da OEA, a poucos metros do Monumento a Washington, com um livro metálico que traz os nomes das vítimas e dos países em que morreram. Lá estão citados, por exemplo, Tim Lopes, jornalista investigativo da TV Globo morto pelo narcotráfico no Rio de Janeiro, e Domingos Sávio Brandão, dono do jornal Folha do Estado, de Cuiabá (MT), covardemente fuzilado em 2002 a mando de um bicheiro. Também está incluído o britânico Dom Phillips, assassinado no Amazonas ao lado do indigenista Bruno Pereira em junho do ano passado.
Parentes de jornalistas assassinados no exercício da profissão prestaram testemunhos aterradores. “Para nós, familiares de jornalistas assassinados ou desaparecidos, fica claro que no México não haverá justiça. O governo do México não tem interesse nem vontade de esclarecer os crimes e de atender as famílias”, disse Jorge Sánchez, filho do jornalista mexicano José Moisés Sánchez Cerezo, sequestrado e assassinado por um grupo armado em 2015. Sánchez lembrou que outro jornalista que passou a investigar o assassinato, Rubén Espinosa, também foi morto a tiros na Cidade do México. No mesmo ano, um amigo do pai de Sánchez foi executado.
Caso Pedro Palma, um assassinato impune no Rio de Janeiro
Evelien Wijkstra, diretora jurídica da organização não governamental Free Press Unlimited, contou que quatro anos atrás começou, com apoio da Repórteres Sem Fronteiras, um projeto que investigou 17 casos de jornalistas assassinados que acabaram sem solução em 16 países. A pesquisa procurou apontar o motivo do crime e qual foi o comportamento do sistema judicial. Um dos casos foi o do jornalista brasileiro Pedro Palma, cujo relatório de 32 páginas pode ser lido aqui.
Editor-chefe do jornal semanal Panorama Regional, Palma frequentemente tratava do tema da corrupção na prefeitura municipal de Miguel Pereira (RJ). Aos 47 anos, foi assassinado a tiros por sicários que se aproximaram numa motocicleta. O caso nunca foi esclarecido. A investigação independente da Free Press Unlimited apontou “atrasos excessivos e indevidos em fases cruciais da investigação oficial”, falta de transparência (por exemplo, a família de Palma só teve acesso ao inquérito nove anos depois do crime) e prejuízos à possibilidade de analisar “dados cruciais de telefones celulares”.
Wijkstra mencionou que pretende apresentar os achados da investigação, a fim de dar “os primeiros passos rumo à justiça”, para o Observatório Nacional de Violência contra Jornalistas e Comunicadores, recém-criado pelo governo Lula no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). “Estamos tentando engajar as autoridades a reabrir o caso para de fato fazer justiça neste caso específico”, disse Wijkstra.
Coordenadora-executiva do observatório, a advogada Lázara Carvalho, chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Justiça do MJSP e conselheira do Innocence Project Brasil, participou do evento em Washington. Em sua palestra, contou que um dos primeiros objetivos do observatório é reconquistar a confiança dos jornalistas e comunicadores no Estado brasileiro.
“Nos últimos tempos, o Brasil mergulhou em uma noite muito, muito escura, onde os direitos humanos, a liberdade de imprensa foram combatidos com violência pelo próprio governo. O observatório é uma iniciativa muito recente, muito pequena, mas temos procurado construí-lo com a sociedade civil, com os jornalistas, com os comunicadores, e principalmente para sair do nosso lugar de conforto e ir até os territórios. Saber realmente que experiência você [jornalista] tem. Não temos respostas exatas, mas acreditamos que começamos da maneira certa, que é compartilhando, trabalhando juntos, entendendo que o observatório não é para nós, é para toda a sociedade e principalmente para que a democracia volte a ser forte no Brasil”, disse Carvalho.
A Agência Pública participou de uma mesa sobre assédio judicial, na qual este colunista mencionou recentes casos brasileiros, como a abertura de 144 processos contra o jornalista João Paulo Cuenca e processos contra a escritora e advogada Saíle Bárbara Barreto e os jornalistas José Cristian Góes e Amaury Ribeiro Júnior. Falei também do processo aberto contra mim pelo ministro do STF Gilmar Mendes a propósito do livro Operação banqueiro, de 2014, explicado em detalhes pela Pública no ano passado. Desde o início de 2022, há uma petição em curso na CIDH aberta com apoio da RFK Human Rights, Media Defence e Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Falei ainda sobre os processos movidos contra a Pública, o Congresso Em Foco e o ICL Notícias pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que levaram ao banimento de reportagens que relatavam denúncias feitas pela ex-mulher do parlamentar, Jullyene Lins.
Evento da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA e Unesco nos EUA
Eleições elevam preocupação com segurança dos jornalistas
O evento organizado em Washington levantou também preocupações em torno do ano que vem, quando mais de 80 países, incluindo o Brasil, vão promover eleições. “As eleições são pontos críticos, onde vemos todas as ameaças contínuas aos jornalistas serem ampliadas”, disse Irene Khan, relatora na ONU. Na semana passada, a Unesco divulgou um estudo sobre 89 eleições ocorridas em 70 países de janeiro de 2019 a junho de 2022. Foram documentados, nesses períodos eleitorais, 759 ataques individuais contra jornalistas, incluindo cinco assassinatos. Cerca de 42% dos ataques foram cometidos “por agentes da lei”.
O brasileiro Guilherme Canela, chefe do setor de Liberdade de Expressão e Segurança de Jornalistas na Unesco, disse que os “líderes políticos, mas não apenas os líderes políticos, [também] os líderes religiosos, [e] as celebridades, têm o dever, na esfera pública, de deixar claro que jornalistas e o jornalismo são essenciais para nossas democracias”.
“Quando fazem o contrário, a primeira consequência, claro, é gerar desconfiança. E, quando se cria desconfiança no jornalismo, há consequências negativas sobre vários outros aspectos, incluindo o combate à desinformação, à forma como podemos realizar eleições justas e livres e assim por diante. Os nossos dados sugerem que, quando pesquisamos, por exemplo, sobre a violência contra os jornalistas que cobrem os protestos, o discurso público contra os jornalistas está a gerar de fato violência contra eles. Contra as mulheres jornalistas e as mulheres parlamentares. Começa como uma violência online, muitas vezes relacionada com este discurso público contra as mulheres jornalistas ou contra as mulheres parlamentares, neste caso. Nossos dados mostram que não fica apenas na esfera online, embora isso já seja muito ruim. Vai para o físico.”
No discurso de abertura do evento, Luis Almagro, secretário-geral da OEA, disse que “ações criminais contra jornalistas, o assassinato de jornalistas, são a mais ultrajante forma de censura”. “Perseguição, cadeia, tortura, tantos males que fazem parte da vida dessas pessoas com consequências para a democracia. Pessoas que moram no exílio por temer por suas vidas”, disse Almagro.
“Viver com medo não é uma opção”
Pedro Vaca, relator especial para a Liberdade de Expressão da CIDH da OEA, observou que havia um contraste no evento: “jornalistas e familiares de jornalistas que buscam justiça e cessação da impunidade”, ao mesmo tempo que “é surpreendente ver como há sistemas judiciais extremamente rápidos na hora de processar jornalistas”.
Vaca ressaltou que hoje há no mundo pessoas exercendo a liberdade de expressão em função do interesse público “em prisão ou perto de serem presas, em um ambiente tão tenso que implica saírem do lugar em que estão”.
“Isso leva a uma reflexão, mais do que sobre o Poder Judiciário, [também] sobre sociedade, estado de direito e liberdade de expressão. Eu tendo a crer que há uma espécie de traição da liderança política com a própria democracia. A liderança política chega ao poder e depois ocupa e zela pelo seu próprio espaço do qual participa, mas não deixa que outros atores que pensam diferente falem ou exerçam esse direito. E assim, aos poucos, as pessoas chegam ao poder para negar direitos a outras pessoas, incluindo os jornalistas.”
Jorge Sánchez, o filho do jornalista Cerezo, assassinado no México, disse que a partir de fevereiro de 2014, quando foi morto a tiros o jornalista Gregorio Jiménez de La Cruz, no mesmo estado mexicano de Veracruz, o seu pai era indagado se também não tinha medo de morrer. “Meu pai respondia: ‘Se nós ficarmos calados, as coisas não vão mudar. Se não fizermos nada, a coisa seguirá igual. Viver com medo não é uma opção’.”
Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – O PSD de Mauá recebeu Márcio Barzi em suas fileiras em um evento que contou com a presença do presidente da sigla na cidade, Caio Carvalho, do Juiz João, pré-candidato a prefeito, do ex-prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi, do empresário José Lourencini e de diversas lideranças locais. O encontro destacou a relevância da participação de representantes de diferentes setores políticos na tomada de decisões.
Para Caio Carvalho, presidente municipal do PSD em Mauá, a chegada de Márcio Barzi é motivo de alegria:
“Acreditamos que um partido se constrói com pessoas engajadas em fazer políticas públicas que transformem a vida da população. Agradecemos imensamente a mensagem da senadora Mara Gabrilli nesse dia tão importante. Seja muito bem-vindo e vamos juntos em busca de uma sociedade mais acessível para todos!, descatou Caio Carvalho”
A filiação de Márcio Barzi também recebeu os elogios e o apoio da senadora por São Paulo, Mara Gabrilli, por meio de uma mensagem de áudio:
“Hoje é um dia verdadeiramente especial, celebrando a filiação do meu amigo Márcio Barzi ao PSD de Mauá. É fundamental termos lideranças comprometidas com a causa das pessoas com deficiência, que defendem a acessibilidade e inclusão. A presença ativa de pessoas com deficiência na política tem o poder de transformar o cenário político, quebrando inúmeras barreiras e alterando a percepção da sociedade. Assim, expandimos a visão de mundo de todos e, mais importante, melhoramos a qualidade de vida daqueles que não têm deficiência. Márcio, desejo a você muito sucesso, prosperidade e muita luz nessa nova jornada. Seu comprometimento com a inclusão e qualidade é inspirador.”
A adesão de Márcio Barzi ao PSD de Mauá representa não apenas um reforço para o partido, mas também um passo significativo na inclusão e representatividade de diferentes setores da sociedade na esfera política local.
A tendência aponta para um aumento contínuo no número de prefeitos petistas até abril de 2024
Repórter ABC – O Partido dos Trabalhadores (PT) tem visto um notável crescimento em sua base, particularmente no Nordeste, após as eleições de 2022, atraindo 51 novos prefeitos provenientes de outras legendas.
Com os olhos voltados para as eleições municipais do próximo ano, o PT adotou uma postura acolhedora em relação a novas filiações, ampliando significativamente o número de prefeituras e atraindo até mesmo prefeitos do Partido Liberal (PL), associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Impulsionado pela vitória de Lula na Presidência no ano passado, o partido viu seu quadro de prefeitos expandir em 51 membros através de migrações partidárias, segundo dados dos 26 diretórios estaduais. A legenda ampliou-se de um total de 183 prefeitos eleitos em 2020 para atuais 234 gestores municipais.
O PT, aproveitando esse momento favorável, está deixando para trás a adversidade observada em 2020, quando alcançou sua menor representação, com 183 prefeitos, registrando o desempenho mais baixo desde 1996. Seu ponto alto foi em 2012, durante o mandato da presidente Dilma Rousseff, quando conquistou 644 prefeituras.
O avanço significativo do PT foi impulsionado pelos estados de Piauí, Ceará e Bahia, todos sob liderança de governadores petistas. Além disso, houve novas filiações pontuais em estados como Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Maranhão e Mato Grosso do Sul.
A tendência aponta para um aumento contínuo no número de prefeitos petistas até abril de 2024, prazo final para novas filiações dos políticos que disputarão as eleições.
Vitor Sandes, cientista político e professor da Universidade Federal do Piauí, destaca que, ao contrário dos cargos proporcionais, os prefeitos são proprietários de seus próprios mandatos, o que lhes permite migrar a qualquer momento sem sofrer punições, visto que os custos associados a essa mudança são baixos.
Houve um movimento em direção às siglas alinhadas ao presidente, especialmente em municípios mais dependentes de recursos federais. Não surpreendentemente, o maior salto em número de prefeituras ocorreu no Piauí, um estado governado pelo PT pela quinta vez, mas que, anteriormente, estava em oposição ao governo de Jair Bolsonaro.
“Há uma disputa pela identidade do PT, que é muito forte em nosso estado. Temos municípios onde dois grupos opostos solicitaram filiação ao partido. Chegamos a recusar alguns pedidos”, declara João de Deus Sousa, presidente estadual da legenda.
O partido estabeleceu critérios para a filiação, aceitando apenas prefeitos que apoiaram Lula e o governador Rafael Fonteles em 2022. Prefeitos que apoiaram a oposição têm migrado para outros partidos aliados do PT no estado, principalmente PSD e MDB.
Na Bahia, estado de maior comando petista, o partido recebeu a filiação de dez novos prefeitos desde a vitória do governador Jerônimo Rodrigues no ano passado, ampliando de 32 para 42 gestores municipais.
“A demanda aumentou após as vitórias de Jerônimo e Lula. Voltou a ser ‘trend’ ser do PT, por assim dizer. Estamos lidando com isso de maneira equilibrada e madura. A porta não está fechada, mas também não está totalmente aberta”, afirma Éden Valadares, presidente estadual do PT.
Valadares relata que cerca de 50 prefeitos com mandato procuraram o partido nos últimos meses. No entanto, a maioria não atendeu aos critérios estabelecidos pela legenda para avaliar pedidos de filiação.
Esses critérios incluem a aprovação dos diretórios municipais e o compromisso de apoiar os candidatos a deputado do PT em 2026. Além disso, foram vetados indivíduos que apoiaram Bolsonaro ou ACM Neto (União Brasil), candidato derrotado ao governo nas eleições do ano passado.
As críticas de Roncon sugerem uma reflexão sobre a postura e as práticas da atual administração municipal
Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – Em um recente vídeo veiculado em suas redes sociais, Gabriel Roncon lançou críticas veladas à gestão do prefeito da Estância, Guto Volpi. Em suas palavras, Roncon destacou a importância fundamental de um líder municipal estar em sintonia com as pessoas, ouvindo atentamente suas necessidades e compreendendo suas vivências.
Roncon enfatizou que a essência da política reside no contato humano e na capacidade de gerir não apenas de forma eficiente, mas também demonstrando um interesse genuíno pelas pessoas. Ele reforçou sua trajetória, ressaltando o hábito de não apenas estar presente, mas de escutar atentamente as demandas da comunidade. Para Roncon, a população detém um conhecimento ímpar dos desafios locais, sendo, portanto, uma via fundamental para a resolução dessas questões.
Contudo, o cenário apresentado por Roncon contrasta com a realidade percebida na cidade, onde, segundo suas declarações, os gestores parecem distantes da população. Descreveu um quadro em que estes se encontram isolados em ambientes confortáveis, distantes das realidades vivenciadas pela comunidade, e imersos em um universo distinto, alimentado por uma visão idealizada, tal como propagandeado.
O tom de suas críticas se torna mais incisivo ao apontar a desconexão entre a dureza da realidade enfrentada pela população e a aparente falta de interesse por parte da liderança municipal em compreendê-la. Segundo Roncon, conhecer e lidar com essa realidade demanda um apreço verdadeiro pelas pessoas, algo que, segundo suas palavras, falta àqueles que ocupam essas posições de liderança na cidade.
Embora não tenha mencionado o prefeito Guto Volpi diretamente, as críticas de Gabriel Roncon sugerem uma reflexão sobre a postura e as práticas da atual administração municipal, convidando à avaliação sobre a conexão e comprometimento dos gestores com a comunidade que representam.
Nova estratégia busca impulsionar a maturidade digital e a produtividade das indústrias da região
Repórter ABC – Na data de hoje, a Agência de Desenvolvimento Econômico Grande ABC se uniu ao lançamento do ambicioso projeto “Jornada de Transformação Digital”, voltado para fortalecer o setor industrial de Ribeirão Pires. Este projeto tem como meta principal impulsionar a maturidade digital e elevar a produtividade das empresas participantes.
O evento, realizado em colaboração com a Prefeitura de Ribeirão Pires através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda, teve lugar no plenário da Câmara Municipal. Essa iniciativa conjunta, em parceria com o SENAI, CIESP, FIESP e SEBRAE, tem como foco as micro, pequenas e médias indústrias, oferecendo a participação de forma inteiramente gratuita para empresas com faturamento de até 8 milhões de reais.
A “Jornada de Transformação Digital” pretende otimizar a maturidade digital e impulsionar a produtividade das empresas envolvidas. No contexto específico de Ribeirão Pires, há 143 indústrias elegíveis para participar do projeto, com 30 delas já inscritas. O programa se desdobra em oito etapas de consultorias sem custos, cada uma direcionada a indústrias em diferentes estágios tecnológicos.
A Secretária de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda, Marli Silva, expressou sua aprovação ao projeto, enxergando seus benefícios para as indústrias da localidade. “Esse grupo representa cerca de 23% da economia de Ribeirão Pires e a nossa grande preocupação é garantir que a cidade esteja em sintonia com o desenvolvimento contínuo de nossas indústrias”, afirmou.
O Presidente da Agência, Aroaldo da Silva, enfatizou a necessidade desta iniciativa para o desenvolvimento regional. “Estamos testemunhando grandes transformações recentemente, como a reestruturação das cadeias globais de valor, e o debate em torno da digitalização é fundamental para concebermos o desenvolvimento não apenas da cidade, mas também da região, do estado e do país. Abordar essa discussão sobre transformação digital é estar em compasso com as mudanças que estamos experimentando”, comentou.
Para ingressar nesse projeto, é necessário se cadastrar por meio do link: https://jornadadigital.sp.senai.br/. Essa parceria se insere como parte das ações voltadas ao crescimento econômico da Estância Turística de Ribeirão Pires.
A campanha será realizado anualmente durante a semana que antecede o Dia Nacional de Combate ao Câncer, em 27 de novembro, com o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância desse gesto de solidariedade
Repórter ABC |Luís Carlos Nunes – Aprovado pela Câmara Municipal da Estância Turística de Ribeirão Pires, o Projeto de Lei N.º 0104/2023, de autoria do Vereador Paulo César Ferreira, traz à tona a instituição da Campanha de incentivo à doação de cabelos para indivíduos afetados pela alopecia decorrente de quimioterapia. Este programa, proposto pelo vereador, será realizado anualmente durante a semana que antecede o Dia Nacional de Combate ao Câncer, em 27 de novembro, com o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância desse gesto de solidariedade.
O Projeto, de iniciativa do Vereador Paulo César Ferreira, tem como objetivo criar uma rede de apoio e solidariedade, onde parte do cabelo doado será utilizado por organizações e entidades para a confecção de perucas destinadas a pessoas carentes ou de baixa renda que enfrentam o tratamento de câncer. Este ato visa não somente restabelecer a autoestima dos pacientes, mas também reforçar a importância do apoio mútuo em meio aos desafios desencadeados pela doença.
O câncer é uma enfermidade multifacetada, podendo acometer indivíduos de todas as idades, gêneros e classes sociais. Diversos tipos de câncer são identificados, afetando homens e mulheres de formas distintas. A queda de cabelo, conhecida como alopecia, é uma das consequências mais comuns da quimioterapia, especialmente em tratamentos mais intensos.
Perucas, nesse contexto, representam não apenas uma cobertura física, mas uma forma de resgatar a autoconfiança e a beleza perdida durante o tratamento. Muitas vezes, a aquisição desses acessórios é inviável para pacientes devido aos custos elevados, e é aí que a doação de cabelo se torna um gesto impactante.
Além de incentivar a doação, o Projeto de Lei proposto pelo Vereador Paulo César Ferreira visa conscientizar a população sobre os tipos de câncer mais comuns, seus tratamentos disponíveis pelo SUS e a importância de oferecer suporte a quem enfrenta a batalha contra a doença.
Dessa forma, a iniciativa solidária proporciona um ciclo de benefícios mútuos, proporcionando esperança, força e autoconfiança tanto para os doadores quanto para aqueles que recebem as perucas. Aprovado pela Câmara Municipal, este projeto, idealizado pelo Vereador Paulo César Ferreira, assume relevância significativa e deve ser avaliado com atenção por todos os envolvidos.
Repórter ABC – O magistrado Danilo Pereira Júnior, conhecido por assinar o alvará de soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2019, emerge como um dos principais concorrentes para assumir a 13ª Vara Federal de Curitiba, renomada por concentrar os emblemáticos processos da operação Lava Jato. Seu favoritismo se deve à sua experiência como o juiz mais antigo no rol de candidatos. O juiz realizou sua inscrição para ser remanejado, porém, a análise e decisão sobre a candidatura ficam a cargo da Corte Administrativa do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).
Dentre os postulantes à vaga, estão nomes como Bianca Georgia Cruz Arenhart, Fabio Nunes Martino, Alexandre Arnold, Sandro Nunes Vieira, Leandro Cadenas Prado, Gustavo Chies Cignachi e Diego Viegas Véras, cujas candidaturas também aguardam avaliação da corte administrativa do TRF-4. A nomeação do novo responsável pela 13ª Vara Federal de Curitiba será aguardada com expectativa, dada a relevância dos processos ali sediados e o histórico de Pereira Júnior no cenário jurídico.”
161,6 milhões de brasileiros navegaram na web ao longo de 2022, um aumento de quase 3% em relação ao ano anterior
Repórter ABC – Os números divulgados pelo IBGE revelam um cenário de avanço notável no acesso à internet em todo o Brasil, atingindo um patamar inédito de 87,2% da população em 2022. Os dados, provenientes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), destacam um crescimento constante do acesso, abrangendo todas as faixas etárias.
Com um total de 161,6 milhões de brasileiros navegando na web ao longo de 2022, um aumento de quase 3% em relação ao ano anterior, 93,4% desses usuários estiveram conectados diariamente. Esse índice, que demonstra um uso frequente e consistente da internet, representa um salto significativo em comparação com os 84,7% de 2021.
Um ponto de destaque na pesquisa é o aumento expressivo do acesso à internet por parte da população com 60 anos ou mais, apesar de ainda registrar a menor taxa entre os grupos etários. O incremento de 4,6 pontos percentuais nessa faixa etária reflete a crescente facilidade de uso e a disseminação da tecnologia no cotidiano, conforme apontado pelo analista do IBGE, Gustavo Geaquinto.
No que diz respeito às regiões do país, o Centro-Oeste se destaca com o maior percentual de usuários, impulsionado pelo Distrito Federal, que atinge a marca de 96,6%. Enquanto o Norte e o Nordeste, embora tenham apresentado as maiores expansões em 2021 e 2022, continuam registrando os menores resultados, com incrementos de 6,1 p.p. e 5,1 p.p., respectivamente.
Outro dado relevante é a presença da internet em 91,5% dos domicílios em 2022, representando um aumento de 1,5 ponto percentual em relação a 2021. Na área rural, 72,7% dos domicílios estavam conectados, enquanto nas áreas urbanas o índice foi um pouco maior, atingindo 89,4%.
Quanto aos dispositivos de acesso, o telefone móvel, celular ou smartphone, lidera o ranking com 98,9% de utilização, seguido pela TV, que alcançou 47,5%. Enquanto a televisão vem ampliando sua presença – saindo de 11,3% em 2016 para 47,5% em 2022 – o uso de microcomputadores e tablets vem decrescendo.
Pela primeira vez, a pesquisa analisou a frequência do uso da internet, revelando que 93,4% dos brasileiros a utilizavam como parte de suas atividades diárias. A região com menor índice de frequência diária foi o Norte, enquanto o Centro-Oeste liderou com o maior índice. Estes dados refletem a crescente integração da internet no cotidiano dos brasileiros e a evolução constante do acesso digital em todo o país.
Repórter ABC – Uma sucuri foi encontrada morta junto com seus ovos após ter sido queimada por causa de um incêndio que atingiu no começo de outubro uma fazenda próxima ao Parque Estadual Encontro das Águas e se alastra há 20 dias no Pantanal mato-grossense. O Parque é localizado entre os municípios de Barão de Melgaço e Poconé, a 250 quilômetros (km) de Cuiabá (MT) e é conhecido por ter a maior concentração de onças-pintadas do mundo. Os incêndios que atingem o Pantanal devastaram mais de 258.425 hectares, sendo 730 focos de incêndio nas últimas duas semanas, informou na última sexta-feira (20) o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Laboratório De Aplicações De Satélites Ambientais – UFRJ (LASA).
De acordo com o biólogo Luiz Eduardo Saragiotto Silva, diferente dos mamíferos, as serpentes não cuidam dos filhotes e não têm vínculo parental. A serpente deixou os ovos fora do corpo antes de morrer para poder ficar mais leve e tentar fugir do fogo. “As serpentes tem o sentido da visão muito ruim, quando elas percebem o fogo, as chamas já estão muito perto. A sucuri não bota ovos, mas na agonia da morte, ela expeliu os ovos antes da hora e antes dos filhotes estarem prontos”. O relato foi publicado no portal G1.
Outra localidade que também sofre com incêndios é o Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí. O fogo se espalhou na semana passada no interior da Bahia, em região próxima à divisa com o Piauí. A Serra das Confusões é a maior reserva natural da caatinga e o maior parque do tipo na Região Nordeste.