2023 deve ser o mais quente dos últimos 125 mil anos, afirmam cientistas

Sputnik – Este ano é “praticamente certo” que será o mais quente em 125 mil anos, disseram cientistas da União Europeia nesta quarta-feira (8), depois que dados mostraram que o mês de outubro foi o mais quente do mundo nesse período.

O mês passado superou o recorde de temperatura de outubro de 2019, por uma margem de 0,4 grau Celsius, disse a vice-diretora do Serviço de Monitoramento das Mudanças Climáticas do Copernicus (C3S, na sigla em inglês), Samantha Burgess, da UE, descrevendo a anomalia de temperatura de outubro como “muito extrema”.

De acordo com o C3S, o calor é o resultado das contínuas emissões de gases de efeito estufa provenientes da atividade humana, combinadas com o aparecimento neste ano do padrão climático El Niño — que aquece as águas superficiais no leste do oceano Pacífico.

Globalmente, a temperatura média do ar à superfície em outubro foi de 1,7 grau Celsius mais quente do que no mesmo mês de 1850-1900, que o serviço Copernicus define como o período pré-industrial. Esta é a razão pela qual seria “praticamente certo” afirmar que 2023 superou o recorde de 2016, passando a ser o ano mais quente já registrado, afirmou o C3S em comunicado.

O conjunto de dados do Copernicus remonta a 1940, “quando combinamos os nossos dados com os do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas [IPCC, na sigla em inglês], podemos dizer que este é o ano mais quente dos últimos 125 mil anos”, disse Burgess à agência Reuters.

A outra única vez antes de outubro que um mês quebrou o recorde de temperatura por uma margem tão grande foi em setembro de 2023. “Setembro realmente nos surpreendeu. Então, depois do mês passado, é difícil determinar se estamos em um novo estado climático. Mas agora os registros continuam caindo e estão me surpreendendo menos do que há um mês”, disse Burgess.

Apesar de os países estabelecerem metas cada vez mais ambiciosas para reduzir gradualmente as emissões, até agora isso não aconteceu. As emissões globais de CO2 atingiram um nível recorde em 2022.

Intrigas Políticas: o jogo oculto dos progressistas em Ribeirão Pires e as incertezas de Gabriel Roncon

Roncon não tem sua posição tão consolidada quanto desejaria no Progressistas

Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – Os meandros políticos de Ribeirão Pires estão em ebulição com os movimentos do partido Progressistas. Gabriel Roncon, uma peça-chave no tabuleiro, firmou um pacto em setembro com o atual presidente estadual do partido, o deputado federal, Maurício Neves. Aparentemente, esse acordo era para ser a fundação de seu domínio, mas os bastidores sugerem um enredo que está longe de ter um vencedor definitivo.

O enredo se complica com a presença de outros grupos de interesse que pairam sobre o partido. Conluios, estratégias enevoadas e alianças obscuras parecem ser a ordem do dia, lançando o panorama político em um turbilhão. Esses grupos, cada qual com seus objetivos resguardados, manipulam por trás das cortinas, interferindo diretamente nas jogadas dentro do Progressistas.

Roncon, apesar do compromisso com o presidente, não tem sua posição tão consolidada quanto desejaria. Sua cadeira parece estar longe de ser um trono seguro, levando a questionamentos sobre sua permanência e influência no partido.

As manobras políticas e acordos nos bastidores do partido pintam um quadro instável e incerto para Roncon e seus colegas partidários. O desdobramento dessas negociações pode alterar o rumo dos Progressistas em Ribeirão Pires, criando um clima de mistério e incerteza que, sem dúvida, reserva inúmeras reviravoltas.

Não vale nem comentar

Luís Carlos Nunes – Em uma reviravolta que poderia facilmente rivalizar com os roteiros mais intrigantes do Chaves, Gabriel Roncon, agora sem um partido para chamar de seu, decidiu bater à porta dos Progressistas com a mira na candidatura ao paço nas eleições de 2024. Como dizem por aí, quem não tem Cidadania, caça com os Progressistas, não é mesmo?

As fontes confidenciais revelam que Roncon fez essa mudança estratégica ao lado do deputado federal e presidente estadual da sigla, Maurício Neves. Será que a estratégia de Roncon é aprender a dançar conforme a música dos Progressistas? Ou será apenas mais uma tentativa desesperada de alguém que se vê sem rumo político?

O ex-vice-prefeito, conhecido por suas realizações tão grandiosas quanto um castelo de areia na maré alta, encontrou uma forma “sutil” de criticar Guto Volpi, o atual prefeito. Com uma montagem de chroma key digna de um Oscar do humor político, Roncon aparece ao lado de Volpi com a mensagem “Nem vale a pena legendar” estampada em letras garrafais. Ah, Roncon, sempre a sutileza em pessoa, como um elefante em uma loja de cristais.

Mas não para por aí. O prefeito, em sua empolgação habitual, e simpatia, criticava o que chamou de falta de “falação” e “rede social” de seus opositores. Claro, afinal, quem precisa de redes sociais quando se tem tinta na caneta para escrever páginas brilhantes… ou nem tanto.

Roncon, com seu humor ácido e afiado como uma navalha, questionou as grandiosas realizações do prefeito. “Cadê o hospital? Cadê a rodoviária? Cadê o mirante Santo Antônio? Cadê o mirante São José?” perguntou ele, como se estivesse em um jogo de “Onde Está Wally?” com obras paradas.

A situação é, no mínimo, digna de uma comédia pastelão, onde Roncon se torna o palhaço do circo político, fazendo piruetas e malabarismos retóricos. Resta-nos, espectadores atentos, aguardar os próximos episódios dessa tragicomédia eleitoral, onde o riso é o único remédio para tanta ironia e falta de realizações.

Andreza Araújo perde espaço no governo após Guto sinalizar com abafador

Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – O prefeito Guto Volpi encaminhou à Câmara de Vereadores o Projeto de Lei nº 055/2023, propondo uma abrangente reorganização nas responsabilidades das secretarias municipais. Uma das mudanças mais marcantes é a redefinição do papel da Secretária Andreza Araújo, que teve suas atribuições consideravelmente reduzidas, sendo transferidas para o Gabinete do Prefeito, especificamente na área de Desenvolvimento Urbano e Habitação.

A justificativa formal destaca a necessidade de maior proximidade do prefeito com essas áreas, visando aprimorar a eficiência na gestão municipal. Contudo, nos bastidores, informações não oficiais sugerem que essa decisão reflete a perda significativa de espaço administrativo e de poder por parte de Andreza Araújo. Relatos indicam conflitos com vereadores, chegando ao ponto de ameaças de revelações constrangedoras durante sessões na Câmara Municipal. As ameaças seriam de revelar lambanças e outros atos inconfesáveis.

A proposta é apresentada em meio a controvérsias relacionadas à desapropriação de uma área próxima ao Jardim Iramaia, onde Araújo é acusada de agir de maneira questionável, ameaçando desalojar 211 famílias, resultando em alegações de desrespeito a acordos judiciais.

Interpretações indicam que o prefeito, ao realizar essa reorganização, está buscando não apenas a eficiência na administração, mas também uma estratégia para restringir consideravelmente o espaço administrativo e de poder de Andreza Araújo.

A Proposta que chegou ao parlamento em regime de urgência, foi aprovado pelos vereadores. Agora é aguardar os desdobramentos com atenção, observando os impactos no cenário político e administrativo de Ribeirão Pires.

Desafios e incertezas no avanço das obras do Terminal Rodoviário de Ribeirão Pires

Atrasos, falta de segurança e mudanças causam desconforto na população

Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – As obras de modernização do Terminal Rodoviário de Ribeirão Pires, iniciadas em maio de 2022, enfrentam obstáculos significativos, mantendo a comunidade em suspense quanto à conclusão do projeto. Até o momento, a entrega permanece sem previsão clara, gerando críticas à gestão municipal.

O atraso na revitalização do terminal destaca um desafio para a administração local, resultando em um espaço que permanece em estado de abandono. Relatos da população apontam para a falta de segurança, presença de mau cheiro e ausência notável de funcionários municipais na área.

A segurança nos arredores do Terminal Rodoviário é outro ponto crítico. Residentes relatam desconforto ao aguardar o ônibus na região, destacando a sensação de vulnerabilidade devido à falta de iluminação e alterações no tempo de espera causadas pelas obras.

A mudança nos pontos de ônibus durante as obras é alvo de críticas, com moradores apontando a falta de comunicação sobre as mudanças.

A Prefeitura de Ribeirão Pires informa que as obras estão dentro do prazo estabelecido, sem especificar a data de conclusão e ignorando as críticas sobre a falta de funcionários. O prefeito Guto Volpi havia inicialmente prometido a entrega em setembro, justificando o atraso devido às chuvas.

A presença de uma placa do governo estadual na obra levanta incertezas, com o prazo de 32 meses para a conclusão estendendo-se até dezembro de 2024.

Com um investimento total de R$ 5 milhões, a execução da obra está a cargo da empresa MThomaz Engenharia, vencedora da licitação, com R$ 4,5 milhões provenientes do Estado (Dadetur – Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos) e cerca de R$ 500 mil de contrapartida da prefeitura.

Um conflito letal também para os jornalistas

Por Sergio Ferrari – Nas últimas três semanas de outubro, mais de trinta jornalistas perderam a vida enquanto faziam reportagens na Faixa de Gaza. O conflito, com o corolário de dezenas de milhares de vítimas, não exclui os trabalhadores da imprensa. Para a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), organização com sede em Bruxelas, na Bélgica, que reúne mais de 600 mil comunicadores de 140 países, é essencial que os protagonistas desse novo conflito respeitem o direito à informação (https://www.ifj.org/es/sala-de-prensa/noticias/detalle/category/comunicados-de-prensa/article/palestina-al-menos-veintitres-periodistas-muertos-en-gaza).“Respeitar a segurança dos jornalistas em Gaza”

Durante sua recente visita à Suíça, o jornalista francês Anthony Bellanger, atual secretário-geral da FIJ, confirmou desde Berna, Lausanne e Genebra o apelo feito pela FIJ, em 13 de outubro, à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que também trata das grandes questões relacionadas à informação. “Os trabalhadores da mídia em áreas de conflito armado devem ser tratados e protegidos como civis e ser autorizados a realizar seu trabalho sem interferências”, disse Bellanger. Ele antecipou os esforços que sua organização está fazendo junto à UNESCO para obter um apoio solidário excepcional que permita aos jornalistas palestinos comprar coletes à prova de balas, capacetes e equipamentos de primeiros socorros. O pedido também inclui os meios para estabelecer uma casa de imprensa em Khan Younes, Gaza, para permitir que jornalistas estrangeiros baseados no Cairo e que entrem através de Rafah desempenhem adequadamente suas funções profissionais no terreno.

Há poucos dias, a FIJ instou os protagonistas do conflito “a fazerem todo o possível para proteger jornalistas e profissionais da mídia”. E lembrou que “há um interesse intenso (e uma grande preocupação) em todo o mundo sobre esse conflito; mas que as pessoas só serão capazes de entender o que realmente está acontecendo se os jornalistas tiverem condições de fazer seu trabalho”.

Segundo a organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras, Israel “sufoca o jornalismo em Gaza” (https://www.rsf-es.org/palestina-israel-asfixia-al-periodismo-en-gaza/). Seu secretário-geral, Christophe Deloire, condenou o bloqueio midiático que Israel está tentando impor e disse que “o jornalismo é o antídoto para a desinformação que está se espalhando com particular força nessa região”.Face à situação dramática vivida por mulheres e homens da imprensa nessa área do Oriente Médio, a FIJ emitiu, em 2 de novembro, uma nova declaração de posição com a assinatura personalizada de mais de 70 dos seus sindicatos e associações membros de vários continentes. Reitera a “profunda preocupação com a situação de todos os jornalistas e trabalhadores dos meios de comunicação que cobrem o conflito”. E ressalta que essa situação se torna mais premente “depois que Israel anunciou, em 27 de outubro, que não garantiria a segurança dos jornalistas em Gaza” (https://www.ifj.org/es/sala-de-prensa/noticias/detalle/category/comunicados-de-prensa/article/global-call-israel-must-commit-to-protecting-journalists).

“Rejeitamos esta política e exigimos que os ministros e comandantes militares israelitas cumpram o direito internacional”, sublinha a FIJ, lembrando que, desde o ataque do Hamas a Israel, em 7 de outubro, e no momento em que escrevo, 29 jornalistas palestinos, quatro israelitas e um jornalista libanês foram mortos, e que muitos outros (palestinos e israelitas) ficaram feridos ou desaparecidos.

Em seu comunicado, a FIJ pede a Israel “que cumpra plenamente o Direito Internacional Humanitário e a legislação internacional sobre os Direitos Humanos e atue para impedir a prática de qualquer crime contemplado no direito internacional sobre DDHH, incluindo os crimes de guerra, os crimes contra a humanidade e o genocídio, bem como a incitação à sua prática”. Recorda que o artigo 79 da Convenção de Genebra estabelece que “em zonas de guerra, os jornalistas devem ser tratados como civis e protegidos como tais, desde que não participem das hostilidades”. A FIJ exige respeito por este artigo, cuja contravenção constituiria um crime de guerra, e exige a normalização dos sistemas de comunicação em Gaza. Especificamente, o acesso à Internet, que, muitas vezes, não está disponível, o que “viola o direito humano fundamental de procurar, receber e transmitir informações e ideias através de qualquer meio e independentemente de fronteiras”.

Uma guerra também informativa

A comunicação de cifras sobre o número de vítimas e o impacto do conflito fazem parte dessa guerra na Faixa de Gaza, que já é tão dramática quanto global. O próprio presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, opinou na polêmica sobre a veracidade dos dados sobre mortes e feridos (https://cnnespanol.cnn.com/2023/10/27/funcionarios-palestinos-publican-nombres-muertos-gaza-trax/). A guerra de informação inerente a esse conflito já se instalou e, sem jornalistas no terreno, desaparecem as fontes verdadeiras e a divulgação de informação objetiva.Na última segunda-feira de outubro, as Nações Unidas informaram que “à medida que a ajuda tão necessária começa a chegar a Gaza, a guerra pela verdade está se intensificando à medida que as mídias sociais alimentam narrativas contraditórias sobre a situação” (https://news.un.org/es/story/2023/10/1525307).A ONU News afirmou que “após os ataques do Hamas em 7 de outubro contra Israel, continua a circular desinformação prejudicial sobre o conflito em curso, o que pode ter consequências perigosas no terreno”. E ressaltou a necessidade de informações de fato verdadeiras: “Embora a desinformação possa ser o resultado da disseminação acidental de falsidades, ela também pode ser o resultado da disseminação intencional por agentes estatais. No caso de um conflito armado, por exemplo, para influenciar a opinião pública ou a política, e pode afetar todas as áreas do desenvolvimento, desde a paz e a segurança até a ajuda humanitária”.Com os olhos de todo o mundo na passagem fronteiriça de Rafah, no Egito, a partir de 22 de outubro, imagens de comboios que finalmente conseguiram entrar em Gaza carregados de ajuda humanitária inundaram as redes sociais. Ao mesmo tempo, diz a ONU News, que a desinformação se multiplicou sobre o que esses caminhões continham e também sobre como essa ajuda chegou ao seu destino, um enclave sitiado de 363 quilômetros quadrados onde vivem 2,3 milhões de pessoas, das quais 1,4 milhão foram deslocadas pelas hostilidades.A própria ONU deu exemplos de mentiras que circularam como informações verdadeiras. Entre outras, ela e algumas de suas organizações subsidiárias na região, como a Agência de Refugiados Palestinos (UNRWA, em inglês), “estavam vendendo sacos de trigo a preços exorbitantes em Gaza”. Nada poderia estar mais longe da verdade, já que a UNRWA continua a fornecer pão aos deslocados em seus abrigos e vem distribuindo gratuitamente farinha de trigo para aumentar a produção em cerca de 16 padarias. Essa agência apoia refugiados palestinos desde 1950 e continua sendo a principal agência de ajuda humanitária das Nações Unidas em Gaza (https://www.unrwa.org/). Por sua vez, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) garantiu farinha gratuita para outras 23 padarias na zona de conflito.”As mentiras viajam muito mais rápido do que os fatos verdadeiros”, disse recentemente Melissa Fleming, subsecretária-geral da ONU para Comunicações Globais. “Mais uma vez”, de acordo com Fleming, “a névoa da guerra está impulsionando a disseminação do ódio e de mentiras na internet, resultando em erros perigosos com consequências reais em tempo real”. A alta funcionária da ONU apontou que, “nesse sentido, o discurso de ódio e a desinformação, já generalizados, inundam as redes sociais, distorcendo percepções e aumentando o risco de mais violência”. E ressaltou “a importância de obter notícias de fontes confiáveis e redobrar os esforços para que as Nações Unidas imponham suas próprias barreiras contra a disseminação de conteúdos nocivos” (https://melissa-fleming.medium.com/a-wartime-case-for-information-integrity-aa35bd2941cf).

Para combater a desinformação e promover o que as Nações Unidas chamam de “integridade da informação”, suas agências estão intervindo para fornecer dados verdadeiros e corrigir notícias falsas prejudiciais, entrando em contato diretamente com a mídia e relatando em suas plataformas digitais sobre o que está acontecendo no terreno em Gaza.

A ética acima de tudo

Em 19 de outubro, doze dias após o início do conflito em Gaza, a FIJ lembrou aos jornalistas em geral e seus membros em particular a necessidade de respeitar os princípios profissionais afirmados pela Carta Mundial de Ética para Jornalistas (https://www.ifj.org/es/quien/reglas-y-politica/carta-mundial-de-etica-para-periodistas).

“Informações não verificadas, vídeos sem fontes e imagens de redes sociais: a guerra entre o Hamas e Israel é também uma guerra de comunicação”, denunciou recentemente a Federação Internacional do setor, reiterando que os princípios profissionais do jornalismo devem ser absolutamente respeitados. “O dever do jornalismo”, enfatizou, “é fornecer informações de interesse público”.

Já naquelas primeiras horas do conflito, a FIJ lembrou ao mundo uma verdade dolorosa: que “a guerra da comunicação é intensa e que cada lado defende a sua verdade“. Proibidos de trabalhar na Faixa de Gaza – nada menos do que uma gigantesca prisão a céu aberto para civis palestinos –, muitos jornalistas estrangeiros usam com muita frequência fontes secundárias ou fontes “oficiais” de cada lado, mas sem poder verificar sua veracidade. Segundo a FIJ, “isso acontece em detrimento dos cidadãos, cujo um dos direitos fundamentais é estar bem informado”. “Nenhum outro conflito nos tempos modernos”, conclui a FIJ, “provou ser tão letal para os trabalhadores da mídia em um período tão curto de tempo”.

Tradução: Rose Lima

Sandrão retorna para a GCM e assume comando da ROMU após longo afastamento

Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – O Comandante da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU), Sandro Torres, reassumiu sua posição após um período de um ano e seis meses afastado, resultante da Operação Onisciência conduzida pelo Ministério Público em maio do ano passado.

Com uma carreira de 28 anos como guarda, Sandrão, como é conhecido, dividia o comando entre a ROMU e a Guarda Municipal. A Operação Onisciência tinha como objetivo investigar denúncias contra agentes, acusados de participação em um esquadrão envolvido em atividades criminosas, incluindo furto qualificado, corrupção e homicídios. Durante o afastamento, Torres colaborou ativamente com as investigações, permanecendo confiante em sua absolvição. “Em todos esses anos, nunca respondi por nenhum processo e mantive minha consciência tranquila em relação às investigações. Entreguei meu computador e prestei todos os depoimentos, sempre acreditando que seria absolvido”, relatou o agente.

Na época, a Operação contou com a participação de sete promotores de Justiça, delegados de Polícia e do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil (GOE), resultando em mandados de busca e apreensão em vários pontos da região.

Sobre as consequências das investigações, Sandro afirmou não ter sofrido sequelas, compreender totalmente o desenrolar dos acontecimentos e destacou o apoio contínuo de familiares, munícipes e do poder público. “Nunca duvidaram de mim, e eu tenho muito a agradecer, tanto pelo apoio quanto pela confiança no meu serviço”, reforçou.

Atualmente, Torres retomará suas funções integrais como Comandante da ROMU, colaborando com a Comandante da Guarda Municipal, Neide Aparecida Rodrigues de Souza, em todas as operações. O agente salientou que, com o aumento dos investimentos em tecnologia de segurança e o projeto dos portais, intensificará o contato com os cidadãos para a realização de patrulhamentos, além de buscar parcerias com a Polícia Civil para coibir a criminalidade na cidade.

Vereador Leo Biazi apresenta Projeto de Lei que institui o “Natal sem Fome” em Ribeirão Pires

Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – Num consenso absoluto, a Câmara Municipal da Estância Turística de Ribeirão Pires ratificou, em 8 de novembro de 2023, o Projeto de Lei N.º 0101/2023, encabeçado pelo incansável defensor das causas sociais, Vereador Leonardo Biazi.

Biazi, conhecido por sua inabalável dedicação aos menos favorecidos, deixa sua marca mais uma vez ao conceber a “Semana Municipal de Doação de Alimentos”, carinhosamente apelidada de “Natal Sem Fome”. A iniciativa visa, sobretudo, proporcionar uma celebração natalina digna para as famílias em situação de vulnerabilidade.

Aprovado no Plenário “Roberto Bottacin Moreira”, o projeto vai além de ser uma resposta à fome, sendo uma extensão da trajetória de Biazi como entusiasta incansável das causas sociais. O Artigo 2º destaca o início antecipado da mobilização, possibilitando um engajamento mais prolongado da comunidade, fomentando a participação ativa.

O comprometimento de Leo Biazi com a causa fica evidente no Artigo 3º, direcionando todas as doações à sede do Fundo Social de Solidariedade, órgão competente do Poder Executivo Municipal. O Artigo 4º, por sua vez, propicia a colaboração de organizações sociais, pessoas físicas e jurídicas, ampliando a rede de apoio para a execução efetiva da iniciativa.

Mais que uma legislação, a proposta de Biazi enfatiza a necessidade de cultivar valores como amor, união, compreensão e perdão durante a época natalina. A campanha não apenas alimenta os necessitados, mas também fortalece os laços sociais cruciais para a coesão da cidade.

A urgência da iniciativa, como destaca a justificativa apresentada por Leo Biazi, ressoa no cenário de inúmeras pessoas enfrentando a fome diariamente, seja nas ruas ou em seus lares. O texto ressalta a demanda por políticas públicas eficazes, uma bandeira levantada incansavelmente pelo vereador em sua notável carreira.

Ao concluir, Leo Biazi conta com a compreensão e apoio dos colegas parlamentares para a apreciação, votação e aprovação do Projeto de Lei. A proposta transcende a celebração do Natal; é um testemunho do comprometimento do vereador em proporcionar uma data mais digna e esperançosa para todos os membros de Ribeirão Pires.

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Desembargador suspende porte e posse de arma de Da Cunha, acusado de Violência Doméstica

Por Eduardo Velozo Fuccia do Conjur, editado por Repórter ABC – O desembargador Ivo de Almeida, da 1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), suspendeu provisoriamente o direito à posse e ao porte de arma do deputado federal Carlos Alberto da Cunha (PP-SP). A decisão foi tomada com base em um pedido liminar feito pelo promotor Rogério Pereira da Luz Ferreira, que denunciou o parlamentar por agredir sua namorada.

A denúncia, que imputou ao deputado os crimes de lesão corporal, ameaça e dano qualificado no contexto de violência doméstica, fundamentou o pedido do promotor para a aplicação da medida protetiva de urgência, incluindo a suspensão do direito do acusado de possuir e portar arma, conforme previsto na Lei Maria da Penha.

A decisão do desembargador destaca a postura extremamente violenta e agressiva do deputado, agravada pelo manejo notório de armas de fogo. O magistrado determinou que o réu entregue todas as suas armas à Polícia Civil ou Polícia Federal no prazo máximo de cinco dias, a contar de sua intimação. Contudo, o direito de posse e porte fica cessado de forma provisória desde já.

O episódio de agressão ocorreu no apartamento do deputado, em Santos, em 14 de outubro. O parlamentar, que é delegado de polícia, foi denunciado por agarrar sua namorada pelo pescoço, batendo sua cabeça contra a parede e ameaçando-a de morte. A decisão do desembargador destaca a necessidade de proteger não apenas a vítima, mas também o próprio acusado de cometer um erro do qual certamente se arrependerá pelo resto da vida.

O promotor argumentou que o deputado, por ocupar relevantes cargos na Câmara dos Deputados e na Polícia Civil, possui estrutura policial suficiente para garantir sua proteção, tornando desnecessário o porte de arma individual. Além disso, questionou o preparo psicológico do acusado para possuir e portar arma, destacando que os cargos não o impediram de agredir, ameaçar e danificar as roupas de sua companheira.

A medida protetiva foi concedida em resposta ao agravante quadro de violência doméstica, visando garantir a segurança da vítima e evitar a ocorrência de episódios similares no futuro.

Ag 2293288-81.2023.8.26.0000

Vereador Sargento Alan propõe concessão de Área Pública para reforço na Segurança Municipal

Repórter ABC | Luís Carlos Nunes – Em uma iniciativa assertiva, o Vereador Alan Sousa Bomfim, também conhecido como Sargento Alan, apresentou o Requerimento N.º 1170/2023 durante a sessão realizada no Plenário “Roberto Bottacin Moreira” em 09 de novembro de 2023. Neste documento, o vereador solicita ao Executivo Municipal a concessão de uma área pública localizada na Rua Francisco Monteiro, no entroncamento com a Estrada de Sapopemba, para ser destinada à Polícia Militar.

A justificativa para essa solicitação se embasa na ociosidade da área, anteriormente ocupada pela Defesa Civil. O Vereador Alan Bomfim enfatiza que a concessão desta localidade estratégica para a Polícia Militar proporcionaria maior celeridade no atendimento de ocorrências nas regiões de Santa Luzia e Quarta Divisão, resultando em uma significativa elevação nos níveis de segurança para a população local.

O parlamentar ressalta que a iniciativa visa otimizar recursos públicos, transformando uma área subutilizada em uma base operacional que atenderá às demandas de segurança, fortalecendo a presença policial e, por consequência, proporcionando mais tranquilidade aos moradores dessas regiões.

Com a formalização deste requerimento, o Vereador Alan Sousa Bomfim demonstra seu comprometimento com a segurança pública do município, propondo medidas concretas para fortalecer a atuação da Polícia Militar em áreas estratégicas, contribuindo assim para o bem-estar da comunidade. O documento, agora encaminhado à apreciação do Executivo Municipal, destaca-se como uma proposta alinhada com o anseio por uma cidade mais segura e protegida.