Carmélia da Mata denuncia falta de pagamento a vigilantes e porteiros em Barreiras

Vereadora cobra prefeito sobre rescisões e critica tratamento dado aos trabalhadores

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora de Barreiras, Carmélia da Mata (PP), usou suas redes sociais no início da tarde desta quinta-feira (20) para denunciar a falta de pagamento das rescisões de vigilantes e porteiros que prestaram serviço para a Prefeitura. Em tom de surpresa e indignação, a parlamentar relatou que tomou conhecimento da situação através de um munícipe que a abordou na rua.

A questão não é apenas de inadimplência, mas do que a vereadora classificou como uma tentativa de justificar o não pagamento. Segundo Carmélia, os trabalhadores foram mantidos em atividade durante o mês de dezembro, mesmo após o fim do vínculo contratual, e a gestão municipal teria alegado que o período trabalhado foi uma forma de compensar as rescisões devidas. A parlamentar rejeitou essa justificativa, afirmando que a prática é injusta e, possivelmente, ilegal.

Eu fui comprar a ração dos meus cachorros e fui abordada por um ex-vigilante da Prefeitura, que me relatou que não recebeu sua rescisão. Quando questionei, ele afirmou que o prefeito divulgou nas redes sociais que os pagamentos foram feitos, mas a realidade é outra”, declarou a vereadora.

Para Carmélia, a situação evidencia um desrespeito com os servidores que dedicaram anos ao serviço público municipal e que, agora, sofrem com a incerteza financeira. Ela destacou que essas são categorias menos favorecidas, que dependem diretamente do pagamento correto dos direitos trabalhistas.

Eles deixaram os vigilantes e porteiros trabalhando em dezembro e, agora, dizem que isso foi o pagamento da rescisão? Isso não é justo. O Ministério do Trabalho deveria intervir. Prefeito Otoniel, essas pessoas são humildes, precisam desse dinheiro. A rescisão é um direito. Honre esse compromisso”, cobrou a vereadora.

A falta de pagamento a servidores terceirizados tem sido uma queixa recorrente em Barreiras, e a cobrança de Carmélia da Mata amplia a pressão sobre a Prefeitura para que dê uma resposta concreta aos trabalhadores afetados.

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“O entorno da feira pode se tornar uma cracolândia”, alerta João Felipe sobre aumento do uso de drogas em área comercial de Barreiras

Durante evento com empresários, parlamentar destacou preocupação com o crescimento do consumo de drogas no entorno da feira e cobrou medidas urgentes para evitar que a região se transforme em uma cracolândia.

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O vereador João Felipe (PCdoB) fez um alerta preocupante sobre o avanço do consumo de drogas em Barreiras. Durante um café da manhã promovido por empresários e comerciantes na sede do Clube de Dirigentes Lojistas (CDL), na manhã desta quinta-feira (20), o parlamentar chamou a atenção para a situação no entorno da feira, onde comerciantes já relatam dificuldades para manter seus negócios devido ao aumento da presença de usuários de substâncias ilícitas.

O vereador expressou sua preocupação com o impacto do problema tanto para os comerciantes quanto para a população em geral, destacando que a cidade precisa agir antes que a situação se torne incontrolável.

“Quando a gente chega ali para o setor da feira, o comércio de alunos ao redor da feira, aquilo ali está se transformando em uma cracolândia, e os companheiros de vocês que são filiados aqui, que vivem com aquilo ali, estão em desespero. Nós precisamos fazer alguma coisa! A gente está no municipal, os vereadores, a CDL, nós precisamos nos unir para que a nossa cidade não tenha uma cracolândia, porque isso não faz bem para o comércio, não faz bem para a cidade e, principalmente, não faz bem para essas pessoas que estão nessa situação.”

A preocupação dos comerciantes é crescente. Muitos relatam que clientes evitam frequentar a área devido à presença constante de usuários de drogas, o que tem impactado as vendas e gerado um clima de insegurança. Para João Felipe, o problema não pode ser tratado apenas como uma questão de segurança pública, exigindo uma abordagem mais ampla.

Em resposta ao Portal Caso de Política, o vereador reforçou que o simples aumento do policiamento não será suficiente para solucionar a questão. Ele defendeu uma ação integrada que contemple não apenas a repressão ao tráfico e consumo de drogas, mas também medidas de revitalização da área e um programa efetivo de atendimento social.

“Não basta colocar somente mais viaturas e policiais na região. O que precisamos é de um projeto integrado e consistente de revitalização da feira e das ruas ao redor, dando mais vida ao local e afastando esse cenário de abandono. Mas, além disso, a prefeitura precisa agir com uma política social forte, oferecendo acolhimento e tratamento para essas pessoas. Sem isso, só vamos enxugar gelo.”

Além de enfatizar a necessidade de um esforço conjunto entre o poder público, comerciantes e entidades para encontrar uma solução antes que a situação se agrave, ele sugeriu a criação de um grupo de trabalho para debater propostas e apresentar alternativas concretas para combater o problema.

A preocupação de João Felipe ecoa entre os comerciantes, que veem a degradação da área como um risco não apenas para seus negócios, mas para toda a cidade. A expectativa agora é que a prefeitura se posicione e apresente medidas para lidar com a questão antes que a região se torne um ponto crítico de vulnerabilidade social e insegurança.

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Mãe denuncia transporte inseguro para crianças em Barreiras, e vereador João Felipe cobra providências

Crianças de um a quatro anos estão sendo transportadas em ônibus sem cintos suficientes, climatização e com estrutura precária; vereador do PCdoB classifica situação como irresponsável

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O vereador de Barreiras João Felipe (PCdoB) divulgou nesta quinta-feira (20) um vídeo em suas redes sociais com um depoimento preocupante de uma mãe de aluno da rede municipal de ensino. No relato, a mulher denuncia que crianças de um a quatro anos da creche Semei São Francisco estão sendo transportadas em um ônibus escolar inadequado, sem estrutura e segurança para passageiros dessa idade. A retirada da van que realizava o transporte anteriormente gerou revolta entre os pais, que cobram providências da Secretaria Municipal de Educação.

Segundo a mãe, a falta de estrutura do ônibus coloca as crianças em risco diário. A insegurança vai além da falta de cintos de segurança, já que o veículo apresenta diversas falhas estruturais.

“Gente, venho aqui fazer um apelo à Secretaria Municipal de Educação de Barreiras. Nós, pais dos alunos da creche Semei São Francisco, estamos preocupados com a segurança dos nossos filhos. São bebês de um a quatro anos de idade que estão sendo transportados em um ônibus escolar inapropriado para a idade deles.”

Ela relata que o ônibus disponibilizado pela prefeitura não atende às necessidades das crianças, trazendo riscos evidentes à segurança delas.

“Um ônibus onde poucas poltronas possuem cinto de segurança, que não possui climatizador, várias poltronas estão sem almofadas, tem ferro solto dentro do ônibus. As poucas poltronas que têm cinto estão sendo divididas com até quatro bebês usando um único cinto.”

O problema se torna mais grave porque, no ano passado, as crianças eram transportadas em uma van adequada, que foi retirada sem explicações. A mãe questiona o motivo dessa substituição e cobra esclarecimentos da prefeitura.

“Eu queria saber por que foi retirada a van que já atendia as crianças. Porque ano passado tinha van, própria para eles. Tinha climatizador, tinha cinto de segurança.”

A insegurança ficou evidente quando ela percebeu que sua própria filha viajava sem cinto, podendo sofrer um acidente a qualquer momento.

“Hoje eu vou buscar minha filha e me deparo com ela em pé no banco, porque quando o ônibus parou, ela estava sem cinto e levantou. Vou pegar meu filho molhado de suor, dividindo a mesma poltrona com outros três bebês, todos chorando, magoados, porque estavam dividindo o mesmo cinto.”

A mãe enfatiza que não fala apenas em nome dos próprios filhos, mas de diversas outras famílias que compartilham a mesma preocupação e já tentaram buscar respostas da Secretaria de Educação.

“Então, eu gostaria de saber – não só por mim, mas por todas as mães que estão suplicando segurança pelos filhos. Já foi procurada a Secretaria de Educação e a resposta é só: ‘vamos providenciar’. Quando vão providenciar? Algo que não era nem para ter sido retirado.”

O desabafo da mãe também critica o que ela considera uma inversão de prioridades por parte da gestão municipal. Para ela, há gastos elevados com eventos festivos, enquanto o essencial para as crianças foi cortado.

“Eu ouvi dizer que foi para economizar. Quer dizer que se faz um carnaval caríssimo e se economiza na segurança das crianças? Foi isso que eu entendi. Então, acredito que a vida delas vale menos, né?”

Por fim, ela cobra medidas concretas e urgentes, alertando para o risco de uma tragédia caso providências não sejam tomadas.

“Vamos providenciar mesmo? Porque já foi procurada a Secretaria e não providenciou até agora por quê? Está esperando a doença cair? Está esperando acontecer o pior? Porque exemplo a gente tem. Então, por quê? Quando que vão providenciar? Quando que a van vai voltar? Porque o ônibus escolar está dando dúvidas.”

Cobrança pública do vereador João Felipe

A denúncia repercutiu fortemente e gerou indignação entre os moradores de Barreiras. O vereador João Felipe, ao compartilhar o vídeo, criticou a postura da administração municipal e exigiu providências imediatas. Segundo ele, permitir que crianças sejam transportadas sem segurança é um ato irresponsável que coloca vidas em risco.

“É revoltante ver nossas crianças sendo transportadas dessa maneira, sem nenhuma segurança! Como podemos aceitar isso calados? Onde está o compromisso com a vida e o bem-estar das nossas crianças? É um absurdo completo, uma irresponsabilidade que coloca em risco o futuro da nossa cidade!

Quem tem coragem de defender um descaso desses? Quem se cala diante disso se torna cúmplice! Nós exigimos respeito e soluções imediatas!”

A polêmica reforça a cobrança por investimentos no transporte escolar de Barreiras. Para os pais, a substituição da van pelo ônibus foi um retrocesso que compromete a segurança dos alunos. A Secretaria de Educação, até o momento, não apresentou uma solução concreta para o problema. A pressão popular e a mobilização política podem acelerar as providências, evitando que uma tragédia ocorra antes que medidas sejam tomadas.

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Vereadora Delmah Pedra articula políticas de combate às drogas em Brasília

Imagem das Redes Sociais

Durante viagem à capital federal para curso de gestão pública, parlamentar se reúne com coordenador nacional de políticas sobre drogas e discute estratégias para Barreiras

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora Delmah Pedra (PSD) está em Brasília participando de um curso de gestão pública, mas aproveitou sua passagem pela capital federal para articular políticas de combate ao uso de drogas e entorpecentes para Barreiras. Com uma trajetória de décadas no trabalho social voltado à juventude e à população em situação de vulnerabilidade, Delmah busca ampliar ações voltadas à prevenção, acolhimento e tratamento de dependentes químicos na cidade.

Durante sua agenda, a parlamentar se reuniu com o coordenador nacional de políticas sobre drogas, Dr. Samio, para discutir estratégias que possam ser implementadas em Barreiras. A reunião abordou não apenas a repressão ao uso abusivo de substâncias psicoativas, mas também iniciativas voltadas à prevenção e assistência social, pilares fundamentais no enfrentamento da dependência química.

Construção de políticas públicas para Barreiras

Ao longo dos anos, Barreiras tem enfrentado desafios crescentes relacionados ao consumo de drogas, principalmente entre jovens. A necessidade de um trabalho integrado entre diferentes esferas do poder público e instituições sociais é um dos pontos defendidos por Delmah, que reforça a importância de ampliar o acesso a programas de tratamento e ressocialização.

A vereadora destaca que a reunião em Brasília é um passo inicial na construção de políticas mais estruturadas para o município, que devem envolver campanhas de conscientização, fortalecimento da rede de assistência e maior articulação com o governo federal para captação de recursos.

“Hoje aqui em Brasília tive a oportunidade também de me encontrar com um coordenador nacional das políticas sobre drogas, Dr. Osami, onde nos recebeu com muito carinho e aí tratamos de assuntos pertinentes ao combate ao uso abusivo de substâncias psicoativas, como também a gente falou a respeito da prevenção, do cuidado, do acolhimento. E isso é só início de políticas públicas, principalmente sobre a dependência química e outras ações que a gente quer construir na nossa cidade de Barreiras”, afirmou Delmah.

A parlamentar pretende levar ao Executivo municipal as propostas discutidas na reunião, com o objetivo de implementar medidas que garantam suporte a pessoas em situação de vulnerabilidade devido ao uso de drogas. Segundo ela, o desafio exige um trabalho contínuo e políticas bem estruturadas para que os resultados sejam efetivos no longo prazo.

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Golpe impresso e auditável: PF finaliza relatório sobre ‘Abin Paralela’ e Bolsonaro deve ser indiciado em março

Investigação da Polícia Federal aponta que a estrutura clandestina de espionagem operava para desinformar a população e atacar opositores políticos. Relatório final deve ser enviado ao STF no próximo mês

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Polícia Federal (PF) finaliza a investigação sobre a chamada “Abin Paralela”, esquema que teria operado dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitoramento ilegal de adversários políticos e disseminação de notícias falsas. O relatório, já em estágio avançado de “checagem”, deve ser concluído e enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em março, resultando no indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de seu filho Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da agência.

A expectativa dos investigadores é de que a conclusão desse inquérito ocorra no mesmo momento em que avança a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a tentativa de golpe de Estado. A PF entende que a utilização de órgãos públicos para fins ilegais se insere no contexto das demais investigações que envolvem Bolsonaro, incluindo fraudes em cartões de vacina e a venda de joias do patrimônio da Presidência.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reconheceu oficialmente que a Abin foi utilizada para atacar o sistema eleitoral e criar desinformação contra adversários do ex-presidente. Segundo a denúncia da PGR, o grupo operava como um núcleo de contrainteligência, fornecendo suporte à organização criminosa que buscava desestabilizar as instituições democráticas.

Comparação com o discurso bolsonarista sobre o voto impresso

A revelação do uso de uma estrutura paralela para espionagem e fabricação de desinformação contrasta com o discurso de Bolsonaro e seus aliados sobre a necessidade do voto impresso para garantir transparência eleitoral. Desde 2018, o ex-presidente sustentava a tese de que a contagem eletrônica era fraudulenta, sem jamais apresentar provas concretas.

Agora, as investigações apontam que a verdadeira manipulação da informação teria partido do próprio governo, utilizando recursos da Abin para alimentar teorias conspiratórias sobre o sistema eleitoral e justificar ações golpistas. O uso da estrutura de inteligência do Estado para fins particulares lança dúvidas sobre o real objetivo da campanha pelo “voto auditável”, que pode ter sido apenas um pretexto para questionar o resultado eleitoral e minar a confiança no processo democrático.

A defesa de Bolsonaro e dos demais investigados ainda não se manifestou sobre o relatório da PF.

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Sesab abre processo seletivo com 3.778 vagas na Bahia

Certame oferece oportunidades para profissionais da saúde e administrativos, com inscrições abertas até 25 de fevereiro. Provas serão aplicadas em diversas cidades do estado

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) abriu um novo processo seletivo simplificado para a contratação temporária de 3.778 profissionais por meio do Regime Especial de Direito Administrativo (REDA). O certame é organizado pelo Instituto de Desenvolvimento e Capacitação (IDCAP), e as inscrições estão disponíveis até o dia 25 de fevereiro pelo site da instituição (www.idcap.org.br).

Distribuição das vagas

Do total de oportunidades, 2.630 são destinadas a profissionais da área da saúde, abrangendo cargos como técnicos de enfermagem, radiologia e patologia, além de assistentes sociais, enfermeiros, biólogos, farmacêuticos, psicólogos, sanitaristas, terapeutas ocupacionais e médicos veterinários.

As demais 1.148 vagas contemplam funções administrativas de níveis médio e superior, permitindo a participação de profissionais que desejam atuar na gestão e suporte da rede pública de saúde.

Inscrições e etapas do processo

Os interessados devem realizar a inscrição até 25 de fevereiro pelo site do IDCAP. O processo seletivo contará com uma prova objetiva, prevista para 23 de março, e análise de títulos. O resultado final será homologado no dia 6 de maio.

Os contratos terão validade inicial de até 36 meses, podendo ser prorrogados pelo mesmo período conforme necessidade da administração pública.

Locais de prova e taxas de inscrição

As provas serão aplicadas em diversas cidades da Bahia, incluindo Salvador, Feira de Santana, Juazeiro, Vitória da Conquista e Barreiras. As taxas de inscrição variam de acordo com o nível de escolaridade do cargo escolhido: R$ 41,50 para funções de nível médio e R$ 58,50 para nível superior.

Mais informações estão disponíveis nos sites da Sesab (www.saude.ba.gov.br) e do IDCAP (www.idcap.org.br).

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Golpe impresso e auditável: PGR apresenta cronograma do golpe ao denunciar Bolsonaro mais 33

Enquanto bolsonaristas clamavam por “voto impresso e auditável” para evitar fraudes nunca comprovadas, um plano real de ruptura democrática era arquitetado nos bastidores. A denúncia da PGR detalha a cronologia dos atos golpistas que quase levaram o Brasil ao colapso institucional

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou a existência de um plano golpista articulado por Jair Bolsonaro e aliados, que teve início ainda em março de 2021 e se intensificou até os ataques de 8 de janeiro de 2023. A tentativa de golpe envolveu ataques ao sistema eleitoral, pressão sobre as Forças Armadas, reuniões conspiratórias e um plano de assassinatos de figuras-chave da República. A ironia do discurso bolsonarista se revela na contradição: enquanto exigiam um sistema “impresso e auditável” para evitar fraudes jamais comprovadas, conspiravam para romper a ordem democrática.

A origem do plano golpista
  • Anulação das condenações de Lula (março de 2021): O estopim do movimento ocorreu após a decisão do ministro Edson Fachin, que restaurou os direitos políticos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O cenário eleitoral mudou drasticamente, e Bolsonaro e seus aliados iniciaram ações para deslegitimar as urnas eletrônicas.
  • Estratégia de ataque à democracia: A PGR aponta que, logo após a decisão do STF, o grupo bolsonarista passou a articular um discurso constante contra a confiabilidade do sistema eleitoral, preparando terreno para uma possível insurreição.
Criação da narrativa de fraude
  • Live presidencial (29 de julho de 2021): Em transmissão ao vivo, Bolsonaro questionou a segurança das urnas eletrônicas sem apresentar qualquer prova.
  • Rejeição do voto impresso na Câmara (10 de agosto de 2021): Mesmo após a proposta ser derrubada, Bolsonaro manteve o discurso de que o sistema era vulnerável, fomentando desconfiança entre seus apoiadores.
  • 7 de setembro de 2021: Em discurso inflamado, Bolsonaro desafiou o STF e insinuou que poderia não acatar decisões da Corte, preparando o ambiente para uma eventual ruptura institucional.
Reuniões estratégicas para a ruptura
  • Encontro ministerial (5 de julho de 2022): Com Lula liderando as pesquisas, Bolsonaro e aliados discutiram alternativas para permanecer no poder, incluindo o “uso da força”. O general Augusto Heleno declarou que qualquer ação deveria ocorrer antes das eleições.
  • Reunião com embaixadores (18 de julho de 2022): Bolsonaro convocou representantes estrangeiros para disseminar desinformação sobre as urnas eletrônicas, buscando apoio externo para suas alegações infundadas.
  • Pressão sobre militares: O então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, tentou obter respaldo dos comandantes militares para viabilizar o golpe, mas apenas o comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, demonstrou alinhamento.
Tentativas de interferência na eleição
  • Bloqueios ilegais da PRF (31 de outubro de 2022): Policiais rodoviários federais realizaram operações para dificultar o acesso de eleitores a zonas eleitorais onde Lula tinha vantagem.
  • Fraude na divulgação de resultados: O núcleo bolsonarista cogitou atrasar ou manipular a divulgação do resultado final para gerar instabilidade.
  • Relatório do Ministério da Defesa: Mesmo sem encontrar falhas no sistema eleitoral, o governo insistiu na tese de fraude, incentivando a militância a permanecer acampada diante de quartéis.
O plano de assassinatos
  • Operação ‘Punhal Verde-Amarelo’ (dezembro de 2022): A denúncia da PGR revela que um plano de assassinato foi discutido dentro do Palácio do Planalto, visando eliminar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.
  • Participação de forças especiais: O plano previa a ação de militares treinados, conhecidos como “kids pretos”, para execução dos assassinatos.
  • Fracasso do golpe: O atentado só não ocorreu porque os conspiradores não conseguiram a adesão do comandante do Exército.
O desfecho e o ataque de 8 de janeiro
  • A última cartada do golpe: Após a posse de Lula, a radicalização dos apoiadores culminou na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, episódio que selou o fracasso da tentativa golpista.
  • Papel das Forças Armadas: O golpe só não foi consumado porque a cúpula do Exército decidiu não aderir ao plano.
  • Investigação e punição: A denúncia da PGR detalha a organização da tentativa de golpe, incluindo a participação direta do ex-presidente Bolsonaro e seu círculo próximo.

A ironia do discurso bolsonarista sobre “fraude eleitoral” é evidente: enquanto exigiam um sistema “impresso e auditável”, tramavam nos bastidores para impedir a posse do presidente eleito. O golpe não aconteceu, mas o dano à democracia foi profundo.

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Prefeitura de Barreiras contrata trio elétrico por quase R$ 2,7 milhões para o Carnaval

Contrato foi firmado com a empresa VBB Intermediação e Agenciamento de Serviços Ltda, que, além de produção musical, atua na gestão e tratamento de resíduos e esgoto. O investimento acontece em meio a um cenário de alta dívida pública municipal

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Prefeitura de Barreiras homologou a contratação da empresa VBB Intermediação e Agenciamento de Serviços Ltda para a locação de trios elétricos e minitrios para o Carnaval do município. O contrato, firmado por meio do Pregão Eletrônico nº 001/2025, tem valor total de R$ 2.642.500,00. O documento foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (20).

Do montante, R$ 2.537.500,00 correspondem à locação de trios elétricos, enquanto R$ 105.000,00 foram destinados aos minitrios. A empresa vencedora da licitação tem sede na Rua Gênesis, nº 110A, Caetité, e atua em diferentes segmentos além da produção musical. Entre suas atividades, constam gestão de redes de esgoto, coleta e tratamento de resíduos perigosos e não perigosos.

A contratação acontece em um momento de alerta quanto ao endividamento da administração municipal. Recentemente, a dívida pública de Barreiras chega próximo da marca de R$ 1 bilhão devido a sucessivos empréstimos contraídos em instituições financeiras para investimentos, a exemplo da construção do Hospital Municipal que hoje está em processo de privatização. O alto custo do Carnaval, em um contexto de contas pressionadas e mau atendimento no sistema de saúde municipal, deve ampliar o debate sobre as prioridades da gestão.

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Hospital Municipal de Barreiras: dívidas bilionárias, incertezas e o risco de um legado problemático

Com investimentos já ultrapassando R$ 40 milhões e financiados por empréstimos que elevaram a dívida pública municipal que pode chegar a R$ 1 bilhão, a PPP do Hospital Municipal de Barreiras levanta dúvidas sobre sua viabilidade e impacto financeiro a longo prazo. A alternativa da federalização da unidade ganha força diante dos desafios enfrentados

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Prefeitura de Barreiras divulgou um vídeo publicitário sobre as obras do Hospital Municipal, destacando a presença da Secretaria de Saúde e dois vereadores como protagonistas. A construção, iniciada em 22 de julho de 2022, já consumiu mais de R$ 40 milhões e, segundo a gestão municipal, está com 60% dos serviços concluídos. Herdada pelo prefeito Otoniel Teixeira do ex-prefeito Zito Barbosa, a obra corre o risco de se tornar um grande “elefante branco”.

A iniciativa está inserida em uma Parceria Público-Privada (PPP), modelo que transfere à iniciativa privada a gestão e a execução de serviços públicos. Prevista para durar 35 anos, essa concessão promete um investimento superior a R$ 2 bilhões ao longo do período. O hospital promete oferecer atendimentos de urgência, além de internação em diversas especialidades, leitos de UTI e serviços ambulatoriais. Entretanto, documentos oficiais apontam a possibilidade de cobrar da população por determinados atendimentos, algo que pode comprometer a gratuidade do serviço público de saúde.

Durante a gestão passada, a Câmara de Vereadores aprovou a PPP por meio do Projeto de Lei 020/2024, encaminhado pelo ex-prefeito Zito Barbosa. O modelo foi defendido como solução inovadora, mas críticos apontam que o compromisso financeiro da cidade pode se tornar insustentável. A prefeitura tem recorrido a empréstimos bancários para financiar as obras, elevando a dívida municipal para quase R$ 1 bilhão.

Otoniel Teixiera e Túlio Viana na bolsa de Valores de são Paulo

Em meio a essas questões, o prefeito Otoniel Teixeira e seu vice, Túlio Viana, apresentaram recentemente o projeto na Bolsa de Valores de São Paulo, buscando atrair investidores para viabilizar a PPP. Contudo, especialistas alertam que nenhum investidor aplica recursos sem expectativa de retorno financeiro, o que pode representar riscos para a população. Além disso, a prefeitura concedeu isenção de ISS ao parceiro privado, o que reduz a arrecadação municipal.

Atualmente, a previsão orçamentária somente para a saúde em 2025 é de R$ 242.667.997,60. Apesar dos consideráveis recursos, moradores seguem enfrentando dificuldades, como falta de medicamentos, escassez de servidores, longas filas e demora no agendamento de exames básicos. Vale lembrar que a responsabilidade constitucional dos municípios é com a atenção básica, o que torna o comprometimento de recursos para um hospital de grande porte ainda mais controverso.

Diante do cenário, uma alternativa viável seria a federalização da unidade, transformando-a em hospital universitário vinculado à Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB). Essa solução garantiria financiamento federal, aliviaria os cofres municipais e fortaleceria o ensino e a pesquisa na região. Contudo, o prefeito Otoniel Teixeira segue comprometido com a proposta política assumida com o ex-prefeito e com a entrega da unidade ainda em 2025. Caso insista na PPP, pode enfrentar graves desafios financeiros e políticos. O projeto, defendido como solução moderna, pode acabar se revelando um pesado fardo para Barreiras.

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Trump x Moraes: A Batalha judicial que não vai a lugar nenhum

Rede social do presidente dos EUA processa ministro do STF por decisão judicial brasileira, mas caso tem a mesma chance de sucesso que um floco de neve no Saara

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A mais nova investida jurídica contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, vem de um local improvável: a Truth Social, rede social de Donald Trump que poucos utilizam, mas que insiste em existir. A empresa abriu um processo nos Estados Unidos alegando que a decisão do magistrado de bloquear a conta do blogueiro foragido Allan dos Santos foi ilegal. Um pequeno detalhe: Moraes não possui bens nos EUA, não é cidadão americano e, portanto, essa ação tem tanto impacto quanto uma petição no Reclame Aqui.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, utilizou a sua conta no X (antigo Twitter) para surfar no assunto, misturando ironia, indignação e um toque de ficção jurídica. Eis a fala do parlamentar:

Um dia após a PGR oferecer a denúncia pelo golpe de estado da Disneyland contra o Jair Bolsonaro, mais um monte de gente, Rumble e Truth Social, que é a empresa, a rede social do Trump, que hoje tem um valor de mercado de quase 10 bilhões de dólares, entra com uma ação contra Alexandre de Moraes nos Estados Unidos. Se você quiser saber um pouco melhor sobre isso tudo, dá uma olhada na live de ontem que eu fiz com Paulo Figueiredo, para bom entendedor, pingo é i, você vai ver que a batata de muita gente vai assar.”

É difícil decidir o que mais impressiona: a convicção de Eduardo ou a aparente seriedade com que ele compara um processo criminal brasileiro com um conto infantil da Disney. Enquanto ele sugere que “a batata vai assar”, a ação movida pela Truth Social tem o mesmo destino provável da carreira de Allan dos Santos no Brasil: irrelevância. A Justiça americana dificilmente levará adiante uma contestação de decisão soberana do STF, assim como os tribunais brasileiros não se preocupam com processos abertos em outros países por pessoas sem qualquer autoridade sobre a jurisdição nacional.

A ironia maior? Enquanto a Truth Social briga para reverter o bloqueio de um blogueiro que disseminava desinformação, palavras de baixo calão, a própria plataforma enfrenta dificuldades para se manter relevante. No fim das contas, parece que o universo tem um senso de humor afiado.

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