Ex-dirigentes afastados judicialmente invadem sede de SINDIOESTE em Barreiras, e polícia é acionada

Afastados ignoram decisão e invadem o Sindicato; Polícia Militar é acionada para reestabelecer cumprimento da decisão do juiz

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Polícia Militar foi acionada na tarde de ontem, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Indústrias da Construção Civil, Mobiliário, Madeireira e Assemelhados do Oeste da Bahia (SINDIOESTE), após o descumprimento de uma decisão judicial por parte de ex-dirigentes afastados de seus cargos. Ednilson Sousa Silva, ex-tesoureiro, e Antônio Carlos Andrade dos Santos, ex-presidente, ambos destituídos judicialmente, são acusados de terem invadido as dependências do sindicato, levando à intervenção das autoridades. Este episódio, que transcende uma simples questão jurídica, revela um cenário de disputa política e poder no âmbito sindical, com potenciais consequências e mudanças para a representatividade dos trabalhadores da categoria.

Polícia Militar é acionada para reestabelecer cumprimento da decisão do juiz

A invasão ocorreu após os ex-dirigentes terem arrombado o cadeado que trancava a sede do sindicato. De acordo com informações obtidas no local, na última sexta-feira, um novo cadeado teria sido colocado por um membro da antiga gestão, desafiando a determinação judicial que os proibia de acessar as dependências do SINDIOESTE. Diante do descumprimento, a atual assessoria jurídica do sindicato, juntamente com a comissão indicada pelo juízo, acionou a Polícia Militar, que esteve no local e trocou o cadeado, registrando um boletim de ocorrência. Essa ação demonstra que os ex-dirigentes não apenas ignoraram a ordem judicial, mas também buscaram manter o controle do sindicato, indicando uma disputa de poder que pode ter raízes em divergências políticas internas e em interesses específicos.

O descumprimento da decisão judicial representa um desafio à autoridade do judiciário e uma afronta à ordem legal

A decisão judicial, expedida pelo juiz Carlos José Souza Costa, determinava o afastamento imediato de todos os diretores da atual gestão do sindicato, incluindo o Conselho Fiscal, proibindo-os de acessar a sede da entidade para qualquer fim. Além disso, a decisão exigia a entrega de todos os dados, equipamentos, materiais, veículos e documentos relativos à gestão sindical à comissão nomeada. Essa medida drástica do judiciário sinaliza a gravidade da situação e a necessidade de uma intervenção para garantir a transparência e a legalidade na administração do SINDIOESTE.

O descumprimento da decisão judicial pelos ex-dirigentes do SINDIOESTE representa um desafio à autoridade do judiciário e uma afronta à ordem legal. Politicamente, essa ação pode ser interpretada como uma tentativa desesperada de manter influência no sindicato, mesmo após o afastamento determinado pela justiça. Esse tipo de comportamento pode indicar uma falta de legitimidade política e um desprezo pelas instituições democráticas.

O descumprimento de uma ordem judicial pode acarretar em diversas consequências legais para Ednilson Sousa Silva e Antônio Carlos Andrade dos Santos e outros possíveis invasores, incluindo:

  1. Prisão por Desobediência: A persistência no descumprimento da ordem judicial pode levar à decretação de prisão por desobediência, conforme previsto no Código Penal.
  2. Multas: O juiz pode determinar multas diárias caso a ordem não seja cumprida, buscando compelir os ex-dirigentes a acatarem a decisão.
  3. Agravamento da Situação Processual: O descumprimento pode agravar a situação dos ex-dirigentes no processo judicial, dificultando sua defesa e aumentando as chances de punições mais severas.
  4. Perda de Apoio Político: O comportamento dos ex-dirigentes pode gerar perda de apoio político e de credibilidade entre os trabalhadores, que veem na justiça a última esperança de solução para os problemas do sindicato.

A medida judicial também determinou a expedição de ofícios ao Ministério Público Estadual, ao Ministério Público do Trabalho, às Polícias Civil e Militar de Barreiras e à Polícia Federal, para que as autoridades fossem informadas sobre a situação do SINDIOESTE e sobre o descumprimento da decisão judicial. A decisão enfatizou a necessidade de proteção dos interesses coletivos dos trabalhadores e a importância de alertar as autoridades locais devido ao envolvimento de diversos servidores e do próprio magistrado.

A ação judicial e o descumprimento da decisão por parte dos ex-dirigentes colocam o SINDIOESTE em um momento de grande instabilidade, com repercussões diretas nos trabalhadores da categoria. As entidades de apoio estão tomando as providências cabíveis para garantir o cumprimento da decisão judicial e a proteção dos interesses dos trabalhadores. Uma nova ação junto ao juiz da vara de Barreiras será realizada nesta segunda-feira, na busca por sanar as irregularidades encontradas e restabelecer a ordem no sindicato. O desfecho dessa situação terá um impacto significativo na vida dos trabalhadores da construção civil, mobiliário, madeireira e assemelhados da região, servindo como um exemplo de como as disputas políticas podem afetar a representatividade sindical.

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O Acordão para reabilitar Bolsonaro: manobra política ameaça a Lei da Ficha Limpa

PL e Centrão articulam mudança na legislação para reduzir inelegibilidade e favorecer ex-presidente em 2026

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Deputados do PL, com respaldo do Centrão, articulam a flexibilização da Lei da Ficha Limpa para viabilizar a reabilitação política de Jair Bolsonaro antes das eleições de 2026. A estratégia envolve a aprovação de um projeto de lei complementar, de autoria do deputado Bibo Nunes (PL-RS), que reduz de oito para dois anos o período de inelegibilidade por abuso de poder político ou econômico. Se aprovado, Bolsonaro, inelegível desde outubro de 2022, poderia disputar eleições já em 2024.

A proposta foi discutida em um encontro entre parlamentares bolsonaristas e o ex-presidente em Brasília, às vésperas da eleição para as novas mesas diretoras da Câmara e do Senado. O plano prevê pressionar os futuros presidentes das casas legislativas, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que deem andamento ao projeto, atualmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O PL busca impedir que o PT assuma o comando da CCJ, garantindo um relator que facilite sua tramitação.

O Centrão enxerga a medida com entusiasmo, pois além de beneficiar Bolsonaro, abre espaço para reduzir a inelegibilidade de políticos investigados por corrupção e improbidade administrativa, como Arthur Lira (PP-AL). A ofensiva conta com um trunfo jurídico: o princípio do novatio legis in mellius, que permite a retroatividade de leis mais brandas, o que esvaziaria condenações passadas e reabilitaria políticos inelegíveis. Se aprovada até outubro de 2025, a mudança valerá já nas eleições de 2026.

A manobra é um ataque direto à Lei da Ficha Limpa, uma conquista popular desde 2010, que impede políticos condenados por órgãos colegiados de disputarem eleições. Reduzir esse prazo enfraquece o caráter punitivo da norma, incentivando abusos eleitorais sem consequências relevantes. A articulação escancara o descompromisso de parte do Congresso com o combate à corrupção e expõe a subordinação das regras eleitorais aos interesses momentâneos do grupo político dominante.

Apesar da movimentação intensa nos bastidores, a proposta enfrenta resistência. Durante entrevista à GloboNews, Davi Alcolumbre, hoje, já eleito presidente do Senado, minimizou a pauta da anistia e sugeriu que não deve ser prioridade do Congresso. Seu discurso, em tom estratégico, buscou distanciar-se da articulação sem confrontá-la diretamente. Alcolumbre argumentou que o parlamento deve se concentrar em temas mais urgentes, como o combate à pobreza, e que disputas políticas não podem se sobrepor às necessidades da população.

O que está em jogo vai além do destino eleitoral de Bolsonaro. A flexibilização da Ficha Limpa abriria um precedente perigoso, desmoralizando o sistema eleitoral e ampliando a impunidade. Se a articulação prosperar, a inelegibilidade deixará de ser um mecanismo de proteção da democracia para se tornar uma formalidade contornável ao sabor das conveniências políticas.

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Alcolumbre e Motta apostam na pacificação e harmonia entre os Poderes

Discursos ressaltam consenso, independência parlamentar e necessidade de diálogo político

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A eleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para a presidência do Senado e de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados reforçou um tom de conciliação e equilíbrio entre os Poderes. Ambos os eleitos neste sábado (01), que conquistaram votações expressivas, enfatizaram a necessidade de pacificação do cenário político e prometeram atuar em favor da estabilidade institucional.

Alcolumbre, que recebeu 73 votos de um total de 81 senadores, definiu sua vitória como “uma das mais expressivas já vistas no Senado”. Seu discurso girou em torno da ideia de unidade e de um parlamento plural.

Todos os partidos políticos no Senado estão hoje na Mesa Diretora. Isso não é exercer a democracia, o debate, o entendimento?”, questionou, reafirmando que sua gestão buscará a harmonia entre os Poderes sem abrir mão da independência do Legislativo.

Motta, por sua vez, destacou o amplo consenso obtido em sua eleição, na qual recebeu 444 votos de 513 deputados, superando os adversários com larga vantagem. Ele apresentou um discurso de pragmatismo, focado nas demandas populares e na eficiência da gestão pública.

O povo brasileiro não quer discórdia, quer emprego. O povo brasileiro não quer luta pelo poder, quer que os poderes lutem por ele”, declarou.

A convergência entre os dois discursos não se deu por acaso. Ambos os novos presidentes legislativos defendem a necessidade de um Congresso ativo, mas que dialogue com o governo e demais instituições sem gerar crises institucionais. Alcolumbre reforçou esse compromisso ao afirmar que deseja ser uma “ponte” entre as diferentes esferas de poder, lamentando a polarização política e a destruição de espaços de diálogo.

Infelizmente, as pessoas estão destruindo as pontes. A gente está ficando sem uma ponte de diálogo para sentar numa mesa com civilidade e ouvir a opinião contrária sem ter que agredir, sem ter que ofender, sem ter que atacar”, afirmou.

Motta seguiu linha semelhante, ressaltando a importância da estabilidade política e econômica para a democracia. Ao se dirigir ao empresariado e ao mercado financeiro, enfatizou que “não há democracia com caos social, não há estabilidade social com caos econômico”. Sua defesa de responsabilidade fiscal e transparência nas contas públicas veio acompanhada da promessa de criar uma plataforma integrada para divulgar os gastos do orçamento de forma acessível à sociedade.

A nova composição das Casas Legislativas também foi destacada nos discursos, com ambos os presidentes reafirmando a importância de um parlamento forte. Motta citou Ulysses Guimarães para sustentar que nenhum Poder pode se sobrepor aos demais e que o equilíbrio institucional é a chave para a manutenção da democracia. Já Alcolumbre fez um apelo à unidade dos senadores, prometendo respeitar a independência de cada parlamentar e construir consensos sempre que possível.

O novo cenário desenhado no Congresso promete uma gestão voltada para a conciliação, mas sem perder de vista a autonomia legislativa. A pacificação do ambiente político e o fortalecimento da governabilidade foram as bandeiras levantadas por Alcolumbre e Motta. Resta saber até que ponto esse discurso conciliador será colocado em prática em meio a um cenário político ainda marcado por disputas ideológicas e interesses diversos.

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Vereadora Carmélia da Mata denuncia falhas na gestão de Barreiras e revela falta de transparência nos pagamentos de servidores exonerados

Em um contexto de crescente insatisfação, a administração municipal é criticada pela ausência de explicações claras sobre direitos trabalhistas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Neste sábado (01/02), a vereadora Carmélia da Mata usou suas redes sociais para denunciar publicamente a gestão da prefeitura de Barreiras pela falta de pagamento das rescisões trabalhistas de servidores exonerados. Em um vídeo publicado, a parlamentar fez um apelo à transparência e à comunicação com os trabalhadores, que continuam sem respostas sobre o cumprimento de seus direitos. A situação gerou grande angústia entre os exonerados, que se veem em uma situação de incerteza, sem saber quando e se receberão as verbas rescisórias devidas.

Tenho recebido inúmeras mensagens de servidores exonerados pela gestão municipal que ainda não receberam seus direitos rescisórios. Infelizmente, a prefeitura não tem se pronunciado sobre o assunto, deixando esses trabalhadores em uma situação de incerteza, ansiedade e angústia. Esperamos que o prefeito e sua equipe de comunicação esclareçam à população o motivo do não pagamento das rescisões e qual será a solução para esses servidores. Seguimos cobrando transparência e respeito!”, afirmou Carmélia da Mata.

A fala da vereadora expôs não apenas o descaso com os servidores, mas também uma grave falha de comunicação da prefeitura, que não tem se mostrado disposta a esclarecer a situação, deixando a população sem informações claras sobre o que está sendo feito para resolver o problema. A ausência de respostas oficiais sobre o pagamento das rescisões é um reflexo da gestão desorganizada e descomprometida com a população.

O caso, de certa forma, se soma a outro recente episódio de falhas administrativas na cidade, envolvendo a Câmara Municipal de Barreiras. Em um embate político entre o ex-presidente Alcione Rodrigues e o atual presidente, Yure Ramon, a questão dos pagamentos de servidores exonerados também ganhou destaque. A troca de acusações, no entanto, revelou não apenas um jogo político, mas também falhas graves na gestão de Alcione, que deixou servidores sem receber seus direitos trabalhistas ao final de seu mandato. Yure Ramon, por outro lado, corrigiu os erros de seu antecessor, efetuando os pagamentos de forma transparente e eficiente, o que se destacou como um exemplo de boa administração.

Em meio a esses dois episódios, fica claro que tanto a Câmara Municipal quanto a Prefeitura de Barreiras têm enfrentado sérios problemas de gestão e comunicação. No caso da prefeitura, Carmélia da Mata tem buscado um posicionamento mais firme, cobrando explicações públicas e chamando a atenção para o sofrimento dos servidores que não receberam seus direitos. A falta de comunicação não é apenas um erro administrativo, mas uma negligência com os direitos dos trabalhadores e com a confiança da população.

A vereadora ressaltou em sua fala a importância de se dar uma explicação clara à população, para que as pessoas não fiquem à mercê de incertezas.

“Boa tarde, Barreirenses, meus amigos. Eu estou passando aqui para falar sobre um tema muito importante, que é rescisão contratual de quem trabalha na prefeitura. A gente tem recebido inúmeras informações, inúmeros apeiros, porque a Prefeitura Municipal de Barreiras exonerou parte dos contratados, dos cargos comissionados, pagou dias trabalhados e não pagou a rescisão contratual. Então, assim, é preciso que o poder executivo dê uma satisfação às pessoas, diga porque que não está pagando, ou se vai pagar, porque a ansiedade é muito grande, as pessoas fizeram compromisso, inclusive, com isso, porque eu acho que é um direito, eu entendo que seja um direito.”

A vereadora também criticou fortemente a gestão de comunicação da prefeitura, que, segundo ela, falhou em cumprir seu papel de informar a população de forma clara e objetiva.

“Então, prefeito, você já está errando mais uma vez na sua comunicação, vocês pagam muito caro para ter um comunicador, para ter um meio de comunicação, então é preciso trazer clareza e esclarecer a população”, disparou Carmélia, enfatizando a importância de um processo transparente e eficiente de comunicação pública.

Os servidores de Barreiras não devem ser mais uma vez deixados à mercê de promessas não cumpridas. O caso da Câmara Municipal e as críticas de Carmélia da Mata revelam que, além da falta de gestão eficiente, a transparência na comunicação é um dos maiores desafios enfrentados pela administração pública local. A população e os trabalhadores exigem respostas imediatas, e a confiança nas instituições de Barreiras dependerá de como a gestão pública se posicionará para resolver esse impasse”.

A responsabilidade recai sobre os gestores municipais para que esclareçam de uma vez por todas a situação das rescisões trabalhistas dos servidores e para que apresentem soluções concretas para esse problema que, até o momento, tem causado angústia e desconfiança entre os servidores e a população em geral. A transparência é um princípio fundamental para restaurar a credibilidade da gestão pública.

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Hugo Motta é eleito presidente da Câmara com ampla maioria

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Parlamentar assume o comando da Casa com 444 votos e promete gestão plural e previsível

Caso de Política com Agência Câmara – Hugo Motta (Republicanos-PB) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados para o biênio 2025-2026, com 444 votos, em primeiro turno. A disputa, realizada neste sábado (1º), teve ainda os deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), que obteve 32 votos, e Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ), que recebeu 22. Outros dois votos foram registrados em branco.

O novo presidente contou com o apoio de um amplo bloco parlamentar formado por 17 partidos, somando 494 deputados. A coligação inclui PL, PT, PCdoB, PV, União, PP, Republicanos, PSD, MDB, PDT, PSDB, Cidadania, PSB, Podemos, Avante, Solidariedade e PRD. Com a maioria absoluta garantida, a eleição foi decidida sem necessidade de segundo turno.

Antes da votação, Motta discursou pregando humildade e cooperação.

Quero ser um elo na corrente, um elo forte, mas com a consciência de ser apenas um elo que não podemos deixar romper. Todas as vezes que romperam esta corrente, partiram a democracia”, afirmou.

O novo presidente da Câmara destacou a necessidade de previsibilidade nos trabalhos legislativos, incluindo a retomada das sessões do Plenário no início da tarde e a definição clara de quais delas serão presenciais e quais ocorrerão de forma virtual. Ele também defendeu uma maior interlocução com o Senado para aprimorar o trâmite das matérias e uma ampliação das oportunidades para parlamentares menos experientes na relatoria de projetos.

Outro compromisso assumido por Motta é o fortalecimento da bancada feminina.

“Vamos garantir que deputadas tenham protagonismo não apenas em projetos ligados às mulheres, mas também em pautas fundamentais como economia, educação e segurança pública”, declarou.

Aos 35 anos, Hugo Motta se torna o presidente mais jovem da Câmara desde a redemocratização. Ele ingressou na Casa em 2011, com apenas 21 anos, após ser eleito deputado federal pela primeira vez. Em seu primeiro mandato, ainda conciliava a função legislativa com o curso de Medicina, concluído em 2013 na Universidade Católica de Brasília.

Ao longo de sua trajetória, Motta presidiu a CPI da Petrobras em 2015 e liderou diversas comissões, incluindo a de Fiscalização Financeira e Controle e três comissões especiais. Entre suas propostas aprovadas estão a Emenda Constitucional 82, que fortalece a segurança viária, e a Emenda Constitucional 133, que cria regras para financiamento de candidatos pretos e pardos.

A eleição de Motta também representa uma marca para seu partido. Fundado em 2005, o Republicanos se torna a legenda mais jovem a comandar a Câmara, quebrando a hegemonia de partidos criados na década de 1980.

Com sua ascensão, a Paraíba volta a ocupar a presidência da Câmara pela terceira vez na história da República. Antes de Motta, o estado já havia sido representado por Efraim Moraes (PFL), entre 2002 e 2003, e Samuel Duarte (PSD), de 1947 a 1949. A região Nordeste chega à sua 20ª liderança na Casa, que historicamente teve predominância de deputados do Sudeste.

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Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado com 73 votos

Senador do União Brasil reassume o comando da Casa em vitória expressiva

Caso de Política com Agência Senado – senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) foi eleito neste sábado (1º) presidente do Senado Federal para um mandato de dois anos, conquistando 73 dos 81 votos. A eleição, marcada por uma ampla margem de apoio, confirmou o retorno de Alcolumbre ao comando da Casa. O processo teve início pela manhã e foi marcado pela retirada de candidaturas antes da votação.

Inicialmente, cinco parlamentares disputavam a presidência do Senado, mas os senadores Marcos do Val (Podemos-ES) e Soraya Thronicke (Podemos-MS) desistiram antes do pleito. Permaneceram na disputa, além de Alcolumbre, os senadores Marcos Pontes (PL-SP) e Eduardo Girão (Novo-CE), que receberam uma votação simbólica diante da vantagem do vencedor.

Em seu discurso, Alcolumbre se comprometeu com o diálogo e a construção coletiva no Legislativo. “Vocês me conhecem, sabem do meu compromisso verdadeiro com essa instituição e com o Brasil. Acima de tudo, com a população que confia em cada um de nós para representar os seus sonhos e as suas esperanças”, declarou. Ele defendeu que o momento exige liderança capaz de unir a Casa, evitando divisões políticas que possam comprometer o andamento dos trabalhos.

Os adversários de Alcolumbre expressaram críticas à condução do Senado e ao cenário político nacional. Marcos Pontes afirmou que o Brasil precisa de mudanças e que os parlamentares devem atuar para restaurar a credibilidade da Casa. Eduardo Girão, por sua vez, apontou uma crise institucional e acusou o Senado de se omitir diante de supostos abusos de outros poderes.

O presidente do Senado exerce papel central na articulação política e na definição da agenda do Congresso Nacional. Além de conduzir as sessões da Casa, cabe a ele empossar o presidente da República, receber pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e convocar sessões extraordinárias em casos de emergência nacional. A eleição foi realizada por meio de votação secreta, com cédulas em papel, exigindo ao menos 41 votos para a vitória no primeiro turno.

Com o resultado expressivo, Alcolumbre reassume a presidência do Senado com amplo respaldo político, o que pode influenciar as pautas prioritárias do Congresso nos próximos anos.

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Governo da Bahia reforça transporte escolar com 417 novos ônibus

Veículos atenderão estudantes de todos os municípios do estado e a Uneb

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O governo da Bahia entregou, no dia 30 de janeiro, 417 novos ônibus escolares para atender estudantes da rede pública em 416 municípios e na Universidade do Estado da Bahia (Uneb). A distribuição dos veículos faz parte de um investimento de R$ 173 milhões, oriundos do tesouro estadual e de emendas parlamentares, e busca garantir mais segurança e acessibilidade no transporte dos alunos, especialmente os que residem em áreas rurais e de difícil acesso.

A entrega dos ônibus marcou o encerramento do 8º Encontro de Prefeitos da Bahia, realizado no Parque dos Ventos, em Salvador. Durante o evento, o governador Jerônimo Rodrigues ressaltou a relevância do transporte escolar adequado para assegurar a permanência dos estudantes nas escolas.

“Muitos alunos só conseguem estudar porque têm esse suporte do transporte. Esses ônibus são equipados para oferecer conforto e acessibilidade, mas também nos cobram a responsabilidade de manter as estradas em boas condições”, afirmou.

A secretária da Educação, Rowenna Brito, destacou que a renovação da frota se soma a outras iniciativas do governo para fortalecer a educação no estado.

“Estamos investindo na infraestrutura das escolas, na realização de concursos para professores e em programas que garantem a permanência dos alunos na sala de aula. Esse compromisso com a qualidade da educação se reflete em ações concretas como essa”, pontuou.

Os novos veículos começarão a operar já no início do ano letivo, permitindo que os municípios substituam ônibus antigos e melhorem a logística do transporte escolar. Para prefeitos e secretários municipais de Educação, a renovação da frota representa um alívio diante das dificuldades enfrentadas por algumas prefeituras.

“O governador tem demonstrado atenção especial com os municípios. Já recebemos veículos para a Saúde e Assistência Social, e agora temos mais esse reforço essencial para os nossos alunos”, afirmou o prefeito de Brumado, Fabrício Abrantes.

Além da aquisição dos ônibus, o governo estadual tem investido em outras frentes para ampliar o acesso e melhorar a qualidade da educação, como a reforma e ampliação de escolas, a formação de professores e incentivos à matrícula e conclusão do ensino básico.

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Prefeito de Barreiras prorroga validade de concurso público e processo seletivo

Decisões atendem reivindicação da oposição e compromisso assumido por Otoniel ainda como vereador

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O prefeito de Barreiras, Otoniel Teixeira, publicou dois decretos prorrogando a validade de processos de seleção para servidores do município. O Decreto nº 20, de 31 de janeiro de 2025, estende por mais dois anos a validade do concurso público para cargos efetivos, enquanto o Decreto nº 19, de mesma data, amplia em seis meses o prazo do processo seletivo simplificado para contratação temporária de profissionais da Secretaria de Assistência Social e Trabalho. As medidas atendem a uma reivindicação das oposições e cumprem um compromisso assumido pelo próprio Otoniel após as eleições, ainda quando exercia mandato de vereador, indicando que trabalharia para garantir a continuidade dos processos seletivos e do concurso público.

O Decreto nº 20, republicado por erro na edição anterior do Diário Oficial, garante que o concurso realizado sob o Edital nº 01/2022, homologado em 6 de fevereiro de 2023, permanecerá válido até fevereiro de 2027. Com isso, o município mantém a possibilidade de convocar novos servidores sem a necessidade de um novo certame no período. A medida atende ao artigo 37, inciso III, da Constituição Federal, que permite a prorrogação de concursos por até dois anos.

Já o Decreto nº 19 estende o prazo de validade do Processo Seletivo Simplificado vinculado ao Edital nº 001/2024/SEMAST, homologado em 14 de junho de 2024. A prorrogação tem validade de seis meses a partir de 28 de dezembro de 2024, garantindo que a Secretaria de Assistência Social e Trabalho possa continuar efetuando contratações temporárias dentro desse período. A decisão considera a legislação municipal sobre admissões por tempo determinado e a resolução do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM) que regulamenta esse tipo de prorrogação.

Com as medidas, a Prefeitura de Barreiras assegura maior flexibilidade para o preenchimento de vagas e a continuidade dos serviços públicos sem necessidade imediata de novos processos seletivos.

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Lula: “Acabou o Lulinha paz e amor”, sobre bolsonaristas

Com objetivo de alterar a imagem de conciliador, presidente se prepara para reeleição e traça nova estratégia política para 2026

Caso de Política com Metrópoles – Em um movimento claro para intensificar a sua presença no cenário político e reverter a queda na avaliação positiva de seu governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, na noite desta sexta-feira (31/1), uma nova postura, mais combativa, no confronto com os bolsonaristas. Durante um evento no Lago Sul, em Brasília, o presidente declarou: “Acabou Lulinha paz e amor”, deixando claro seu desejo de afastar a imagem de conciliador que o marcou em sua primeira gestão e adotar um tom mais incisivo nas redes sociais. A mudança faz parte de uma estratégia para alavancar sua candidatura à reeleição em 2026.

A declaração de Lula foi feita no momento em que o partido formalizava Lindbergh Farias (PT-RJ) como novo líder da legenda na Câmara dos Deputados, em uma cerimônia que acontece às vésperas das eleições para a presidência da Câmara e do Senado, previstas para o dia seguinte, 1º de fevereiro. Essa movimentação no comando do PT na Câmara coincide com a crescente instabilidade política, marcada por disputas internas e uma preocupação com o desempenho eleitoral.

Fontes presentes no evento relataram que o presidente não só descartou a imagem de “Lulinha paz e amor”, mas também delineou um plano para se contrapor ao bolsonarismo de maneira mais agressiva. Segundo essas fontes, Lula pretende comparar os primeiros dois anos de governo dele com os de Jair Bolsonaro, evidenciando as diferenças de gestão e apontando as falhas do governo anterior como uma estratégia de desgaste político.

A fala de Lula também incluiu um anúncio sobre a intensificação de sua agenda pelo país, com foco em fortalecer sua presença no interior e nas regiões onde o apoio ao petista é mais modesto. O presidente solicitou o engajamento das bancadas estaduais para aumentar a sua mobilização, principalmente em estados fora do eixo do poder, com a proposta de “colocar Lula no meio do povo”. A medida visa estreitar a relação entre o presidente e as bases eleitorais, que se tornam cada vez mais cruciais para a sua reeleição.

O fortalecimento de sua imagem política será, segundo interlocutores, centrado na defesa do regime democrático, especialmente em um cenário que continua a ser polarizado e marcado pela presença de um oposicionismo intenso, sustentado por seguidores de Bolsonaro. Lula, ao reforçar a agenda democrática, se posiciona como um bastião contra o extremismo, o que pode funcionar como uma estratégia para consolidar sua liderança no cenário político.

No entanto, o cenário em que Lula busca intensificar sua presença política é complexo. Apesar das ações para reverter o desgaste de imagem, uma queda na avaliação positiva do governo foi registrada em pesquisas recentes. A troca no Ministério das Comunicações e o retorno do presidente a entrevistas coletivas deram uma nova dinâmica à sua comunicação, mas a questão da popularidade ainda paira como um desafio. Ao mesmo tempo, o apoio ao seu governo enfrenta resistência interna, com movimentos de oposição crescendo à medida que se aproximam as disputas eleitorais.

A mudança de estratégia de Lula não parece ser apenas uma reação às críticas e aos desafios do momento, mas uma tentativa de recuperar terreno político perdido, ao mesmo tempo em que se prepara para os desafios das eleições de 2026. A nova postura, mais combativa e menos conciliadora, sinaliza a disposição do presidente em enfrentar a oposição de forma direta e construir uma narrativa própria, voltada para a renovação de sua base de apoio, com um discurso alinhado às preocupações democráticas e com foco em consolidar uma imagem de liderança forte e decidida.

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Troca de Farpas e Desinformação: A verdade sobre os pagamentos de servidores exonerados na câmara de Barreiras

Em meio a um embate entre ex-presidente e novo líder da Câmara de Barreiras, as falhas de gestão e a manipulação dos fatos envolvendo os pagamentos dos servidores comissionados ganham destaque. A transparência de Yure Ramon e os erros de Alcione Rodrigues colocam em foco a importância do respeito aos direitos dos trabalhadores

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A recente polêmica sobre os pagamentos de servidores comissionados da Câmara de Barreiras, originada de um embate público entre o ex-presidente Alcione Rodrigues e o atual presidente Yure Ramon, revela muito mais sobre as nuances da política local do que sobre uma simples disputa de protagonismo. A troca de acusações, e a alegação de “fatos históricos” por parte de Yure Ramon, não pode ser vista como um exagero, mas sim como uma fala legítima de esclarecer uma falha administrativa grave.

Alcione Rodrigues, que presidiu a Casa até o fim de 2024, não hesitou em tentar desqualificar a gestão de Yure Ramon. Segundo Alcione, os pagamentos das verbas rescisórias dos servidores exonerados já haviam sido feitos antes da virada do ano. Em suas palavras, todos os direitos trabalhistas dos servidores haviam sido quitados antes de sua saída do cargo, o que daria a entender que sua gestão havia cumprido com todas as obrigações legais e morais.

Portaria publicada e assinada pelo ex-presidente da Câmara, Alcione Rodrigues

No entanto, o cenário é bem diferente. A Portaria nº 150, datada de 30 de dezembro de 2024, exonerou apenas os servidores ligados ao gabinete de Alcione, mas não houve o pagamento das verbas rescisórias para demais comissionados, aqueles que estavam lotados nos gabinetes dos vereadores derrotados nas urnas. Esta omissão não é apenas um erro administrativo, mas uma manipulação explícita da realidade. Ao afirmar que todos os pagamentos haviam sido feitos corretamente, Alcione não apenas tergiversa sobre os fatos, mas ignora os direitos dos servidores que ficaram à mercê de sua gestão.

Portaria editada pelo atual presidente da Câmara, vereador Yuri Ramon

Em contraste, Yure Ramon, ao assumir a presidência, demonstrou postura ética e responsabilidade. Com a emissão da Portaria nº 01, de 2 de janeiro de 2025, ele não só garantiu a exoneração dos servidores como também efetuou os pagamentos das rescisões de forma transparente e eficiente. Não há como negar que, ao corrigir os erros de seu antecessor, Yuri Ramon agiu com compromisso administrativo e com respeito aos servidores e à população de Barreiras.

Para preservar a dignidade e o respeito aos trabalhadores envolvidos, o Portal Caso de Política, apesar de o documento ser público e estar à disposição de todos os que quiserem consultar, tomará o cuidado de não divulgar os nomes dos servidores afetados. Essa medida visa evitar constrangimentos desnecessários, pois, mais do que uma questão administrativa, trata-se de garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados de forma ética e sensível.

Ao tentar desqualificar a ação de seu sucessor, Alcione Rodrigues recorreu a uma versão distorcida dos fatos, tentando criar uma narrativa de que sua gestão já havia cumprido com as obrigações trabalhistas. Essa versão não se sustenta diante da evidência de que, ao final de sua gestão, diversos servidores foram prejudicados e negligenciados. Ao fazer isso, Alcione não só tenta eximir-se de sua responsabilidade, mas também prejudica a imagem de sua própria administração, além de faltar com respeito àqueles que ficaram sem os pagamentos que lhes eram devidos.

Na política, como em qualquer outro campo, a verdade não pode ser manipulada. E, embora Alcione Rodrigues tente reescrever a história para favorecer sua narrativa pessoal, a verdade sempre prevalecerá. A verdadeira vitória neste episódio não foi para nenhum dos envolvidos na disputa pelo protagonismo, mas sim para os servidores exonerados da Câmara de Barreiras, que finalmente receberam os pagamentos devidos.

A alegação de Yure Ramon de que esta situação foi um “fato histórico” não é um exagero, mas uma forma legítima de marcar a diferença entre a gestão anterior e a atual. No fim das contas, é a transparência e a ética administrativa que definem a verdadeira vitória nesta questão.

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