STF analisará recurso de Bolsonaro para afastar Alexandre de Moraes de relatoria de inquérito

Defesa alega que ministro é parte interessada no processo

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para o próximo dia 6 de dezembro o julgamento do recurso em que o ex-presidente Jair Bolsonaro busca afastar o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito que investiga a tentativa de golpe.

O pedido foi inicialmente negado em fevereiro pelo presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, que considerou infundada a alegação de suspeição. A defesa do ex-presidente recorreu ao plenário para insistir que Moraes, apontado como vítima nas investigações, não pode conduzir o caso.

Conforme o Código de Processo Penal (CPP), advogados de Bolsonaro argumentam que um juiz não pode atuar em processos nos quais tenha envolvimento direto ou interesse pessoal. “Essa condição fere a imparcialidade necessária ao julgamento”, sustenta a defesa.

O julgamento ocorrerá no plenário virtual da Corte, modalidade em que os ministros inserem seus votos no sistema eletrônico sem discussão presencial.

A tentativa de afastar Moraes ocorre em meio ao avanço das investigações sobre o plano golpista. Na semana passada, Bolsonaro e 36 aliados foram indiciados pela Polícia Federal (PF), que revelou indícios de que o ex-presidente sabia de uma conspiração para assassinar Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

A decisão do STF sobre a relatoria poderá definir os rumos do inquérito, que envolve acusações de atentado contra a democracia e articulações para um golpe de Estado.

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Time de Israel canta nos estádios “Somos o time mais racista do país” e “Morte aos árabes”

DCM – Nas ruas de Amsterdã, capital da Holanda, uma cena degradante ocorreu 07 de novembro entre torcedores do Maccabi Tel Aviv, de Israel, e do Ajax, válido pela Liga Europa.

Ao menos cinco pessoas tiveram que ser hospitalizadas, enquanto 62 acabaram atrás das grades. O governo de Israel enviou dois aviões para buscar os torcedores do Maccabi.

Tudo começou com a provocação dos apoiadores do Maccabi. Não satisfeitos em apenas assistir ao jogo, eles decidiram dar um show extra atacando um táxi e queimando uma bandeira palestina, conforme relatou o chefe de polícia de Amsterdã, Peter Holla.

E não parou por aí: também resolveram desfilar pelas ruas cantando louvores aos ataques de Israel na Faixa de Gaza e arrancaram uma bandeira palestina de uma casa.

Em Israel, o racismo é parte do futebol. O Beitar Jerusalem, um clube com um histórico de seis títulos nacionais, é o maior exemplo dessa tendência. Apesar dos esforços de diversos proprietários e presidentes para limpar a imagem do clube, o racismo é um adversário difícil de derrotar.

Aviram Bruchian, ex-capitão do Beitar e sobrinho de uma lenda do clube, expressou sua vontade de jogar ao lado de um jogador árabe. Foi rapidamente chamado para uma “reunião de emergência” com La Familia, o grupo de torcedores de extrema-direita do clube.

No dia seguinte, ele teve que pedir desculpas e reafirmar seu compromisso com a torcida, dizendo que se eles não querem um jogador árabe, então não haverá nenhum.

O Beitar foi originalmente formado como um clube de um movimento de direita liberal durante os anos do Mandato Britânico e tinha uma relação até amigável com clubes árabes.

David Frenkiel, responsável pelo primeiro site da Beitar e escritor na revista esportiva Shem Hamisehak, observou que a onda anti-árabe começou na segunda metade dos anos 90. Ele descreve a situação como um efeito cascata de provocações que cresceram porque ninguém queria realmente enfrentar os racistas na arquibancada.

Um dos gritos de guerra é uma ode ao “time mais racista de Israel”. Eles cantam “Morte aos Árabes” sob o lema “Para Sempre Puro” numa faixa. A letra diz o seguinte:

As estrelas no céu são testemunhas / Do racismo que é como um sonho / O mundo inteiro vai testemunhar / Não haverá árabes no time! / Não me importo com quantos e como serão mortos / Eliminar árabes me empolga / Menino, menina ou velho / Vou enterrar todos os árabes bem fundo no chão

O ex-presidente de Israel, Ruvi Rivlin, e o primeiro-ministro Ehud Olmert tiveram suas chances de intervir, mas optaram por não irritar seus apoiadores. Quando Benjamin Netanyahu celebrou um título do Beitar em 1998, ele ignorou os gritos de “Morte aos árabes”.

Em 2013, o clube contratou dois jogadores muçulmanos chechenos, Zaur Sadayev e Dzhabrail Kadiyev, provocando a ira dos torcedores.

Os chechenos foram hostilizados ao longo do campeonato. Depois de Sadayev marcar um gol, parte da torcida abandonou o estádio, um acontecimento inédito no mundo. Eles deixaram o Beitar e Israel ao final da temporada e retornaram para a Chechênia.

Com possível prisão, Bolsonaro diz esperar apoio de Trump para voltar ao poder

“Trump está de volta, e é um sinal de que nós também voltaremos”, disse o ex-mandatário em entrevista ao The Wall Street Journal

Indiciado pela Polícia Federal (PF) no âmbito do inquerito que paura uma tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL) tem manifestado sua esperança de retornar ao poder no Brasil, com uma estratégia que envolve apoio externo e alianças com líderes de direita, principalmente com o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.

Mesmo proibido de se candidatar até 2030 devido a uma decisão da Justiça e enfrentando uma série acusações criminais, Bolsonaro acredita que o apoio de Trump e a implantação de possíveis sanções econômicas por conta da gestão do presidente eleito dos EUA contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderiam mudar o rumo de sua carreira política.

Em entrevista ao jornal estadunidense The Wall Street Journal, Bolsonaro ressaltou que a eleição de Trump é uma “virada de jogo” para os políticos de direita, especialmente na América Latina, onde a esquerda venceu recentemente as eleições presidenciais no México e no Uruguai. “Trump está de volta, e é um sinal de que nós também voltaremos”, declarou, referindo-se à sua possibilidade de retornar à presidência em 2026.

Na entrevista, o ex-mandatário revelou que ele e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, estão em constante contato com o novo governo dos EUA desde a vitória de Trump nas eleições de 5 de novembro. “Fiquei acordado a noite toda torcendo pelo ‘Laranjão’”, afirmou, demonstrando seu apoio a Trump. Ele também fez questão de destacar a frase “é hora do MAAGA – Make All Americas Great Again (Faça Todas as Américas Grandes Novamente)”, em referência ao slogan da campanha de Trump, o “MAGA”, exibindo um livro que o ex-presidente dos EUA lhe deu com a inscrição “Jair – You are GREAT” (Jair, você é ótimo).

Apesar da proibição judicial de concorrer a cargos públicos até 2030, Bolsonaro planeja registrar sua candidatura à presidência em 2026, apostando que a pressão internacional, especialmente de Trump, possa retardar a execução da sentença. “Contanto que o tribunal eleitoral não recuse meu registro, ele é válido”, afirmou, sugerindo que o processo poderia ser adiado para além da data da eleição, garantindo sua participação no pleito.

Em relação às possíveis sanções econômicas dos EUA, Bolsonaro fez uma comparação com as sanções impostas à Venezuela durante o governo Trump, indicando que a pressão econômica poderia ser uma estratégia para enfraquecer o governo Lula. “Trump também tem se preocupado muito com a Venezuela e discutiu comigo maneiras pelas quais podemos devolvê-la à democracia”, disse, deixando claro que vê em Trump uma figura chave para seu retorno ao poder no Brasil.

O governo Lula se absteve de comentar as declarações de Bolsonaro, e representantes do novo governo de Trump, assim como do Supremo Tribunal Federal (STF), não responderam aos pedidos de comentários sobre as afirmações do ex-mandatário.

Jair Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal, juntamente com outras 36 pessoas, por participar de uma suposta conspiração visando um golpe de Estado em 2022 para impedir a posse do presidente Lula. Ainda segundo a PF, o ex-mandatário teria “pleno conhecimento” de um suposto plano para matar o atual chefe de Estado.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, irá decidir se denuncia Bolsonaro e os demais investigados pelos crimes apontados pela PF, se arquiva o material ou se irá solicitar a realização de novas diligências.

Estatal chinesa adquire mina de estanho na Amazônia por US$ 340 milhões

Negócio fortalece atuação da China Nonferrous Metal Mining Group no Brasil e promete modernizar operações da Taboca

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A mineradora brasileira Taboca anunciou nesta semana a venda de 100% de suas ações à subsidiária estatal chinesa China Nonferrous Trade (CNT), parte do grupo China Nonferrous Metal Mining Group (CNMG). A transação foi fechada por US$ 340 milhões (valores em dólares) e inclui a Mina de Pitinga, localizada na Amazônia, considerada uma das mais ricas reservas de estanho do mundo.

O acordo ainda depende de condições habituais para transações dessa magnitude, mas promete abrir um novo capítulo para a Taboca. Em comunicado, a empresa destacou que o negócio representa uma oportunidade estratégica para modernizar sua produção.

“Este novo momento é estratégico e constitui uma oportunidade de crescimento para a Mineração Taboca, pois permitirá acesso a novas tecnologias, se tornando mais competitiva e ampliando sua capacidade produtiva”, informou.

A força da estatal chinesa no mercado global

A CNMG é uma das maiores companhias de mineração do mundo, com especialização em metais não ferrosos como cobre, cobalto e estanho. A estatal atua sob a Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais da China, sendo reconhecida por investimentos em mineração e projetos de infraestrutura.

Com forte presença na África, especialmente na Zâmbia, a CNMG liderou a privatização do setor de cobre na década de 1990 e consolidou sua posição como maior produtora global do metal. A aquisição da Taboca reflete a ampliação de sua atuação em mercados estratégicos como o Brasil, onde minerais críticos têm ganhado relevância no contexto da transição energética e avanço tecnológico.

Taboca: um gigante no mercado de estanho

Fundada em 1969, a Mineração Taboca é uma das principais mineradoras de estanho do mundo, com certificação ISO 9001 e reconhecimento internacional. Sua mina principal, Pitinga, possui uma longevidade estimada em 100 anos e opera com energia sustentável, proveniente de uma usina hidrelétrica própria.

Além do estanho refinado com 99,9% de pureza, registrado na Bolsa de Metais de Londres (LME) sob a marca Mamoré, a Taboca também trabalha com nióbio e tântalo, metais essenciais para a indústria tecnológica. A planta de metalurgia da empresa, em São Paulo, realiza a fundição de cassiterita para produção de estanho de alta pureza, tanto para o mercado interno quanto para exportação.

Com a aquisição, a estatal chinesa terá acesso direto à operação de uma das mais importantes minas da Amazônia, além de tecnologias avançadas e mercados consolidados. Este movimento reforça a crescente presença da China no setor de mineração brasileiro e sinaliza novas oportunidades de investimento em infraestrutura e tecnologia.

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Bolsonaro e Valdemar divulgaram relatório falso mesmo cientes de inexistência de fraudes em urnas eletrônicas, diz PF

Fake news foram usadas para fomentar ambiente de golpe de Estado no Brasil.

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Polícia Federal (PF) revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tinham pleno conhecimento de que os argumentos utilizados para descredibilizar as urnas eletrônicas eram falsos. Mesmo assim, ambos optaram por disseminar o conteúdo, considerado peça-chave na tentativa de criar uma narrativa favorável a um golpe de Estado no Brasil.

“Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro não apenas tinham ciência da elaboração de um relatório com dados falsos sobre as urnas eletrônicas, mas também foram os responsáveis por tomar a decisão de divulgar o conteúdo falso, que subsidiou a Representação Eleitoral do PL”, aponta o relatório da PF, divulgado nesta terça-feira (26).

As investigações identificaram uma estratégia coordenada para abastecer influenciadores com informações falsas sobre o sistema eleitoral, buscando incitar a população contra o resultado das eleições de 2022.

“As conversas obtidas pela investigação revelaram que os investigados, apesar de todas as tentativas, tinham consciência da inexistência de fraudes nas eleições presidenciais realizadas em 2022”, destaca o documento.

Conversas incriminadoras

Mensagens trocadas entre Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e o tenente-coronel do Exército Sergio Ricardo Cavaliere reforçam o dolo. Em uma das conversas, Cid admitiu que as alegações de fraude eram infundadas.

“Nosso pessoal que fez… Haaahahahaahha”, escreveu ele, referindo-se às supostas “descobertas” feitas por hackers.

Questionado por Cavaliere sobre possíveis falhas identificadas nas eleições, Cid foi direto:

“Nenhum indício de fraude”.

A PF descreveu essa postura como evidência da intenção criminosa de propagar informações falsas, mesmo diante da ausência de irregularidades no pleito. Segundo o relatório, a narrativa fraudulenta foi essencial para manter apoiadores mobilizados em frente a quartéis e outras instalações militares, criando terreno para um eventual golpe.

Envolvimento da Abin

O documento ainda revela a participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na empreitada. Sob o comando do então diretor Alexandre Ramagem (PL-RJ), servidores da agência teriam sido cooptados para elaborar e difundir informações falsas sobre o processo de votação.

“Os novos elementos de prova evidenciaram a cooptação e adesão de servidores da Abin na elaboração e difusão de informações falsas sobre o processo eletrônico de votação”, conclui o relatório.

Impacto nas investigações

A PF aponta que o esquema também contou com o apoio do estrategista Fernando Crimedo, argentino que já havia atuado na campanha de Javier Milei e agora figura entre os indiciados. Para os investigadores, a coordenação entre lideranças políticas, influenciadores e agentes públicos foi central para a disseminação das fake news e o agravamento da crise institucional que marcou o pós-eleição.

O relatório indica que o plano fracassado tinha como objetivo final minar a confiança no sistema eleitoral brasileiro, usando a desinformação como arma para subverter a ordem democrática.

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Bolsonaro pede anistia a Lula e Moraes, mas ignora seu passado golpista

Fotomontagem: Luís Carlos Nunes 

Após anos de ataques à democracia, ex-presidente clama por “pacificação” enquanto tenta evitar punições por ações golpistas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Após governar com foco em desestabilizar a democracia e promover descrédito no sistema eleitoral, Jair Bolsonaro agora prega anistia ampla e irrestrita para si e seus aliados. Seu apelo, no entanto, contrasta com o próprio histórico de confrontos contra instituições democráticas, incluindo a tentativa de golpe de Estado que culminou na minuta encontrada em dezembro de 2022.

Esse documento, revisado pelo próprio Bolsonaro segundo fontes, incluía ações extremas, como o assassinato do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. Mesmo assim, o ex-presidente tenta reescrever a narrativa, afirmando que “para pacificar o Brasil, alguém tem que ceder”, responsabilizando Alexandre de Moraes e sugerindo que Lula poderia intervir para evitar mais tensões.

Bolsonaro faz comparações com a Lei de Anistia de 1979, que perdoou crimes cometidos durante a ditadura militar, mas ignora o contexto histórico. Diferentemente dos que foram perseguidos por lutar contra a ditadura, o ex-presidente e seus apoiadores foram denunciados por atentar contra as instituições democráticas.

O ex-presidente também admitiu, de forma vaga, que discutiu o processo eleitoral com comandantes militares, mas garantiu que “a ideia logo foi abandonada”. No entanto, os meses seguintes à sua derrota nas urnas indicam o oposto: reuniões com militares, recusa em reconhecer o resultado da eleição e sua ausência na cerimônia de transmissão de cargo, seguida de uma viagem estratégica aos Estados Unidos.

As auditorias contratadas pelo Partido Liberal e pelo Ministério da Defesa não apontaram qualquer evidência de fraude eleitoral. Apesar disso, Bolsonaro manteve sua retórica golpista e testemunhou o apoio de alguns militares durante a invasão de 8 de janeiro. Generais do Alto Comando assistiram passivamente aos ataques, enquanto o então comandante do Exército, Júlio César de Arruda, impediu a prisão dos golpistas acampados em frente ao QG do Exército, permitindo que muitos escapassem na madrugada.

O discurso de pacificação parece, na prática, uma tentativa de escapar de responsabilidades. Enquanto isso, os desdobramentos das investigações podem finalmente confrontar o ex-presidente com as consequências de sua gestão focada mais no poder pessoal do que no fortalecimento da democracia.

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Rider Castro encerra mandato com prestação de contas de seu mandato

Vereador apresenta balanço do primeiro mandato e reforça compromisso com a transparência e as demandas da população.

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Nesta quinta-feira (28), o vereador Rider Castro realizou a 4ª Prestação de Contas de seu mandato (2021-2024) no Clube ABCD, em Barreiras. O evento marcou o encerramento de sua primeira legislatura e foi uma oportunidade para apresentar números e ações realizadas durante o período, destacando a importância da transparência na atuação parlamentar.

De acordo com os dados apresentados, o gabinete do vereador protocolou mais de 1.151 documentos e realizou cerca de 1.500 atendimentos anuais diretamente à população. Rider destacou que os números refletem o esforço para atender às demandas locais e buscar soluções para as necessidades dos moradores.

Em discurso durante o evento, Rider agradeceu o apoio recebido e destacou a conclusão de seu mandato.

Foi um período de muito trabalho, em que buscamos atender às expectativas da população. Continuarei focado em contribuir para o desenvolvimento de Barreiras”, afirmou.

Entre as ações mencionadas, destacam-se iniciativas voltadas à desburocratização, apoio aos empreendedores e artesãos da ASBART, além de projetos para pessoas com fibromialgia. Rider também citou sua presença nas comunidades rurais, bairros urbanos e na Feira Municipal como parte de sua estratégia de proximidade com os moradores.

A noite foi encerrada com uma apresentação musical de Bosco Fernandes. Rider finalizou desejando boas festas aos presentes e afirmando que seguirá comprometido com os interesses de Barreiras. Ele reforçou que a prática de prestações de contas continuará como parte de seu trabalho parlamentar.

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Carmélia da Mata denuncia que servidores da saúde não terão direito a férias no início do ano e critica impacto na vida dos trabalhadores

Parlamentar critica decisão da gestão municipal de Barreiras de suspender férias de servidores da saúde em 2025; afirma que recursos foram desviados para campanha eleitoral

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora Carmélia da Mata, de Barreiras, fez uma denúncia contundente na tarde desta quinta-feira, 29 de novembro em suas redes sociais, acusando a gestão municipal de utilizar recursos públicos destinados à saúde para financiar a campanha eleitoral deste ano. Segundo Carmélia, a decisão de suspender as férias dos servidores da saúde, previstas para janeiro de 2025, seria resultado direto desse suposto desvio de verbas.

Em discurso incisivo, a parlamentar destacou que os funcionários foram informados abruptamente, via telefonema, sobre a impossibilidade de concessão das férias, o que gerou indignação entre aqueles que já haviam planejado viagens com a família.

“Eu hoje passei quase que o dia todo recebendo alguns telefonemas, especialmente dos funcionários da saúde, onde foram comunicados que suas férias referentes a janeiro de 2025 não serão concedidas. Não será concedida porque não tem dinheiro para pagar. O dinheiro foi gasto na campanha eleitoral. Portanto, não sobrou dinheiro para pagar as férias dos servidores da saúde.”

Carmélia ressaltou o impacto negativo da medida na vida dos servidores, muitos dos quais já haviam investido em pacotes de viagem, considerando o período de férias escolares. Ela também apontou que a postura da administração reflete um desrespeito contínuo aos direitos dos trabalhadores.

“A gente sabe que foi uma forma abrupta e irresponsável de comunicar. […] Aqueles pais de família que tinham programado suas férias, que estavam com tudo organizado, agora vão ter que lidar com o prejuízo ou viajar sem dinheiro com seus familiares.”

A vereadora, que vinha alertando a população durante o período eleitoral sobre os riscos de continuidade da atual gestão, reforçou que a situação enfrentada pelos servidores reflete escolhas feitas nas urnas.

“Eu alertei aos senhores e às senhoras que a continuidade seria nociva a todos nós. […] A maioria de vocês votou neles.”

Apesar da frustração, Carmélia afirmou que está comprometida em buscar soluções, incluindo medidas judiciais, para reverter a situação.

“Ainda assim, sigo do lado dos senhores e das senhoras, firme na luta e vou buscar recursos para reverter essa situação.”

O caso pode expor não apenas uma crise financeira, mas também um embate ético e político em torno do uso de recursos públicos e na gestão de pessoas. Enquanto a gestão ainda não se pronunciou, Carmélia promete avançar na coleta de provas e cobrar providências das autoridades competentes.

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Bolsonaro cogita refúgio em embaixada para evitar prisão: trama golpista no centro das investigações

Ex-presidente admite possibilidade de buscar proteção diplomática enquanto nega envolvimento direto em plano golpista apontado pela Polícia Federal

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) revelou que considera buscar refúgio em uma embaixada no Brasil caso venha a enfrentar uma ordem de prisão em decorrência das acusações relacionadas à trama golpista de 2022.

“Embaixada, pelo que vejo na história do mundo, quem se vê perseguido, pode ir para lá”, afirmou em entrevista ao UOL. Ele defendeu-se alegando que, se tivesse algo a temer, “estaria nos Estados Unidos” e não teria retornado ao país.

Bolsonaro também admitiu ter discutido “artigos da Constituição” com comandantes das Forças Armadas após sua derrota para Lula (PT) em 2022, mencionando a possibilidade de “rediscutir o processo eleitoral”. No entanto, afirmou que essa ideia foi “abandonada” logo depois.

As declarações vêm à tona em um momento crítico. O relatório final da Polícia Federal sobre a tentativa de golpe de Estado concluiu que Bolsonaro liderou a trama para abalar a democracia brasileira. Segundo a PF, o plano incluía atos extremos, como a prisão ou assassinato de líderes do governo eleito, incluindo Lula, Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

O documento destaca que a tentativa de ruptura democrática não foi concretizada devido a “circunstâncias alheias à vontade” do ex-presidente.

Trecho do relatório da PF sobre trama golpista envolvendo Bolsonaro. Foto: reprodução

“Os elementos de prova obtidos ao longo da investigação demonstram de forma inequívoca que Bolsonaro planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa”, diz trecho do relatório.

Apesar das acusações contundentes, Bolsonaro continua negando qualquer envolvimento direto e tenta reforçar a narrativa de perseguição política. A ideia de refúgio em uma embaixada, embora considerada por ele como uma alternativa extrema, sinaliza a tensão crescente em torno das investigações e a gravidade das consequências que podem estar por vir.

Na diplomacia do desespero, o refúgio vira a última carta de quem desafia o Estado de Direito.

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Fotos comprometedoras? PF encontra homem-bomba do STF ao lado de Eduardo Bolsonaro

Imagens e mensagens intensificam suspeitas sobre vínculos do autor do atentado com figuras públicas. Coincidência ou algo mais?

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A investigação da Polícia Federal (PF) sobre Francisco Wanderley Luiz, o “Tiu França”, autor do atentado contra o Supremo Tribunal Federal (STF), ganha novos contornos com a descoberta de fotografias que podem complicar o cenário. Entre as imagens encontradas no celular de Francisco, ele aparece ao lado de políticos e militares, incluindo o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o ex-deputado Deltan Dallagnol (Podemos-PR).

As fotografias foram anexadas ao inquérito que apura as motivações e possíveis conexões do atentado. A PF também analisa mais de 2 mil mensagens de áudio enviadas por Francisco para determinar se ele agiu isoladamente ou sob orientação ou apoio de terceiros.

Os investigadores aprofundam as apurações para compreender se houve incentivo à radicalização de Francisco. Segundo informações divulgadas pela colunista Bela Megale, de O Globo, o foco é identificar elementos que possam ligar o autor a movimentos ideológicos ou a pessoas que tenham contribuído direta ou indiretamente para o ataque.

As descobertas levantam questionamentos sobre os vínculos do homem-bomba com lideranças políticas e sobre a influência de discursos extremistas que têm ganhado espaço em determinados grupos. Coincidência ou sintoma de algo maior, a investigação avança para responder se as imagens e mensagens indicam mais do que meros encontros casuais.

Em tempos de polarização, o acaso tem poucas respostas e muitas suspeitas.

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