Júnior Marabá garante reajuste salarial acima da inflação para servidores e professores em LEM

Prefeito sanciona aumento de 7% para todo o funcionalismo público, com efeito retroativo a janeiro, reforçando compromisso com a valorização dos servidores

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O prefeito Júnior Marabá sancionou, nesta quarta-feira (16), o reajuste de 7% nos salários dos servidores públicos municipais e dos professores da educação básica de Luís Eduardo Magalhães.

O aumento, que supera a inflação do período, tem efeito retroativo a 1º de janeiro de 2025 e abrange servidores efetivos, comissionados e contratados.

Para os profissionais do magistério, a medida cumpre a Lei Federal nº 11.738/2008, que estabelece o piso salarial nacional da categoria.

“Nossa gestão é feita de pessoas, então é por meio da valorização de cada trabalhador que vamos entregar um serviço de excelência para a população”, afirmou Júnior Marabá, ressaltando o compromisso da administração municipal com a valorização do servidor público.

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UFOB cobra prefeitura de Barreiras por melhorias urgentes no transporte público

Imagem: UFOB

Representantes da universidade se reuniram com a prefeitura para exigir soluções para superlotação, atrasos e falta de acessibilidade denunciados por estudantes

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) cobrou da Prefeitura de Barreiras melhorias urgentes no serviço de transporte público municipal, alvo de diversas denúncias de estudantes. A reivindicação foi formalizada em reunião nesta terça-feira (15), entre representantes da UFOB e da gestão municipal.

O vice-reitor da UFOB, professor Antonio Oliveira, o superintendente do Campus Reitor Edgard Santos, Marcus Vinícius Soares, e as representações estudantis Antonio de Brito, Bárbara Miranda, Iasmine Favaro e Matheus Tavares, encontraram-se com o secretário de Infraestrutura, Obras, Serviços Públicos e Transporte de Barreiras, Bruno José Castro, e com o fiscal do contrato com a empresa concessionária de transporte público, Dourival Mamed.

Na pauta, a necessidade de ampliação dos horários de operação das linhas que atendem a comunidade universitária, a instalação de um novo ponto de ônibus acessível, o cumprimento dos horários divulgados e a criação de novas linhas para atender de maneira mais eficiente os usuários. O secretário e o gestor do contrato se comprometeram a dialogar com a concessionária para avaliar a viabilidade das medidas solicitadas.

A iniciativa da UFOB ocorre após diversas denúncias de estudantes sobre a precariedade do serviço prestado pela Viação Cidade de Barreiras (VCB), empresa responsável pelas linhas que atendem a comunidade acadêmica. Em contato com o Portal Caso de Política, alunos relataram problemas como superlotação, atrasos frequentes e, em casos mais graves, discriminação contra pessoas com deficiência (PCDs).

“Alunos da UFOB denunciam caos no transporte público de Barreiras: superlotação, atrasos e descaso com PCDs. Estudantes relatam dificuldades diárias com a Viação Cidade de Barreiras (VCB), expondo superlotação, atrasos e, em casos mais graves, discriminação contra pessoas com deficiência. Relatos foram feitos durante audiência pública na Câmara Municipal,” conforme publicado pelo Portal Caso de Política.

Os estudantes da UFOB esperam que a cobrança da universidade à prefeitura resulte em melhorias efetivas no transporte público de Barreiras, garantindo o acesso à universidade e o direito à permanência estudantil, sem discriminação e com respeito à diversidade.

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MP-SP investiga policiais militares por ritual com cruz em chamas e gesto semelhante à saudação nazista

Cerimônia gravada pelo 9º Baep de São José do Rio Preto apresenta simbologia associada ao nazismo e à Ku Klux Klan; caso é apurado pelo Ministério Público e pela Polícia Militar

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu investigação para apurar um vídeo divulgado pelo 9º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), de São José do Rio Preto, que mostra policiais militares realizando um gesto semelhante à saudação nazista diante de uma cruz em chamas. As imagens, que remetem a rituais da Ku Klux Klan, grupo supremacista branco dos Estados Unidos, causaram forte repercussão nas redes sociais e também levaram a Polícia Militar a abrir procedimento interno.

No vídeo, gravado com drones e trilha sonora cinematográfica, cerca de 14 policiais aparecem enfileirados fazendo o gesto com o braço estendido, enquanto uma grande cruz e a sigla “Baep” queimam ao fundo. Viaturas da corporação cercam a cena. A Procuradoria-Geral de Justiça afirmou, por nota, que “comprovando-se eventual desvio de conduta, serão tomadas as medidas necessárias para punição dos agentes da Polícia Militar, corporação que continua contando com a confiança do MP-SP”.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) também se pronunciou, classificando a PM como “uma instituição legalista que repudia toda e qualquer manifestação de intolerância”. Segundo a SSP, “qualquer manifestação que contrarie seus valores e princípios será rigorosamente apurada”.

Embora a PM alegue que o ritual faz parte de uma cerimônia tradicional de formação de novos policiais e simboliza “a superação dos limites físicos e psicológicos”, o uso da cruz em chamas, do gesto com o braço estendido e de símbolos associados ao nazismo chamou a atenção de especialistas e organizações políticas. O emblema do 6º Baep, por exemplo, exibe uma águia branca central semelhante à Reichsadler – símbolo do poder nazista – e utiliza as cores preto, branco e vermelho, presentes na bandeira do Terceiro Reich, regime liderado por Adolf Hitler.

Diante da repercussão negativa e da possibilidade de interpretações distorcidas, a corporação afirmou que o vídeo foi imediatamente retirado do ar.

As bancadas do PSOL na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa de São Paulo encaminharam ofícios à Corregedoria da PM e à SSP cobrando esclarecimentos sobre as providências adotadas contra os envolvidos e exigindo medidas para prevenir práticas semelhantes.

O caso reacende o debate sobre a presença de elementos ideológicos extremistas em setores das forças de segurança pública e reforça o alerta sobre a necessidade de controle, transparência e formação baseada em princípios democráticos dentro das instituições policiais.

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Reajuste de 10% para servidores da Câmara de Barreiras ofusca 100 primeiros dias do governo Otoniel

Anúncio feito nesta quarta (16) pelo presidente Yure Ramon garante ganho real de 4,52% e contrasta com balanço vazio do Executivo

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O reajuste de 10% nos salários dos servidores da Câmara Municipal de Barreiras, anunciado na manhã desta quarta-feira (16) pelo presidente da Casa, Yure Ramon, superou simbolicamente os 100 primeiros dias da gestão do prefeito Otoniel Teixeira.

O presidente Yure Ramon foi muito aplaudido durante o anuncio do reajuste para os servidores da Câmara 

A medida, que representa um ganho real de 4,52% – acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado dos últimos 12 meses, de 5,48% – reforça o compromisso do Legislativo com a valorização dos seus servidores. A decisão repercutiu no cenário político local, onde as ações do Executivo municipal vêm sendo alvo de críticas pela escassez de resultados concretos no mesmo período.

Com poucos recursos, mas com disposição para reorganizar a estrutura da Câmara, Yure Ramon tem ganhado projeção ao demonstrar fidelidade às promessas feitas durante sua posse. Desde que assumiu, tem priorizado a valorização do funcionalismo e buscado a autonomia administrativa da Casa. A postura proativa contrasta com a lentidão da gestão municipal.

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Na mesma manhã do anúncio do reajuste, o prefeito Otoniel usou as redes sociais para divulgar uma postagem vaga:

“20 autorizações e ordens de serviço na Capital do Presente e do Futuro! Nosso compromisso é com Barreiras e com a nossa gente!” Sem especificar quais obras ou ações foram efetivamente executadas, a publicação soou genérica e pouco convincente.

Grande quantidade de Lixo que formava um grande lixão aberto só foi retirado após repercussão negativa por pressão da sociedade e do Portal Caso de Política

Apesar do discurso, o que se percebe é que os 100 primeiros dias da atual gestão têm se caracterizado pela escassez de entregas. A única ação visível até agora foi a retirada de um lixão irregular nas imediações da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), após denúncias feitas pelo empresário Davi Schmidt e repercutidas pelo portal Caso de Política. O descarte inadequado de lixo urbano vinha gerando indignação pública e pressionou a prefeitura a agir, após quase 30 dias da denúncia.

Expirada a data dos 100 dias do dia 10 de abril, até o momento, o executivo municipal não listou suas ações e tão pouco deu satisfação aos munícipes. Não há o que apresentar, fato!

Vale lembrar que o próprio Portal Caso de Política já vinha antecipando que diversas ações e obras em Barreiras estavam sendo articuladas no âmbito do governo federal, a partir de iniciativas externas à gestão municipal. As previsões apontadas pelo site reforçam que eventuais intervenções na cidade têm sido mais fruto de articulações externas do que de iniciativas originadas na prefeitura.

Enquanto o Executivo apresenta falas genéricas e sem comprovação de realizações, o Legislativo municipal dá sinais de organização e ação concreta. A valorização salarial anunciada por Yure Ramon se destaca não apenas pelo impacto financeiro, mas pela demonstração de que é possível agir com coerência, mesmo diante de limitações orçamentárias.

Os próximos meses devem revelar se a postura ativa da Câmara influenciará positivamente outras instâncias do poder municipal ou se o abismo entre discurso e prática continuará crescendo na gestão da chamada “Capital do Oeste Baiano”.

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Vereadoras de Barreiras buscam apoio em Brasília para ações de direitos humanos na cidade

Em visita ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, comitiva feminina trata de demandas recebidas em audiências públicas e nas ruas do município

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Quatro vereadoras de Barreiras estiveram em Brasília nesta semana para buscar apoio institucional e recursos para políticas públicas de cidadania e direitos humanos no município. A agenda foi realizada no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com base em demandas apresentadas por moradores durante audiências públicas, visitas aos bairros e atendimentos nos gabinetes.

A comitiva foi articulada pela vereadora Carmélia da Mata (PP) e conta com a participação das parlamentares Delma Pedra (PSD), Silma (Republicanos) Alves e Beza (PSB). Em vídeos divulgados nas redes sociais, elas explicaram o objetivo da viagem e destacaram a importância de fortalecer o diálogo com o Governo Federal.

“Viemos ao Ministério dos Direitos Humanos para tratar de pautas importantes que dizem respeito à nossa cidade. Essa agenda foi organizada pela vereadora Carmélia, e estamos aqui unidas para buscar soluções concretas. Queremos contribuir ainda mais com Barreiras”, disse Delma Pedra.

Carmélia da Mata reforçou o propósito da comitiva.

“Estamos aqui por Barreiras, pelas mulheres e por todas as pessoas que precisam de políticas públicas efetivas. Viemos com força, com união, e com o compromisso de levar resultados para nossa cidade.”

Silma Alves agradeceu a colega pela mobilização.

“Foi uma agenda muito importante. Agradeço à vereadora Carmélia por ter feito esse movimento. Trouxemos temas que podem transformar a vida do nosso povo, e queremos respostas que beneficiem diretamente os cidadãos de Barreiras.”

A vereadora Beza completou destacando a união do grupo.

“Essa viagem foi muito significativa. Agradeço às colegas por essa parceria. Estamos confiantes de que voltaremos com boas notícias e possibilidades reais de melhorias para Barreiras.”

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania é responsável pela formulação e articulação de políticas voltadas à proteção de grupos historicamente vulnerabilizados, como mulheres, crianças, idosos, pessoas com deficiência, população negra e LGBT+. Também atua na promoção da igualdade racial e da cidadania e na coordenação do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH).

A visita das vereadoras reafirma o papel do Legislativo municipal na escuta ativa das comunidades e na articulação junto às esferas federais, em busca de políticas públicas que respondam às necessidades reais da população.

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Yure Ramon surpreende ao anunciar aumento salarial de 10% para servidores e se queixa de repasses do duodécimo

Índice supera a inflação acumulada e pode gerar pressão sobre a prefeitura para reajuste.

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em uma decisão que pegou muitos de surpresa, o presidente da Câmara Municipal de Barreiras, Yure Ramon, anunciou na manhã desta quarta-feira (16) um aumento salarial de 10% para todos os servidores da Casa. O reajuste, que supera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado dos últimos 12 meses, de 5,48%, representa um ganho real de 4,52% para os funcionários.

A medida, segundo Yure Ramon, visa valorizar o quadro de servidores e fortalecer a Câmara em todos os aspectos.

“O mais importante de tudo são vocês, servidores. Quero fortalecer cada funcionário desta Casa”, declarou o presidente durante a reunião com os servidores. Ele também enfatizou a importância da capacitação contínua, com a realização de palestras e treinamentos para todos os setores.

Após o anúncio do aumento, os servidores que se acomodavam nas galerias do plenário saudaram o presidente com caloroso aplauso, demonstrando total contentamento com a decisão da presidência.

Yure Ramon tem se destacado no cenário político de Barreiras por demonstrar compromisso com as promessas feitas durante sua posse como presidente da Câmara. Ao priorizar a valorização dos servidores e buscar a autonomia financeira do Legislativo, ele tem demonstrado uma postura ativa e diferenciada, buscando honrar a palavra dada e implementar ações que beneficiem a Casa e seus funcionários.

O anúncio do aumento salarial ocorre em um momento de tensões entre a Câmara e a Prefeitura de Barreiras. Yure Ramon revelou que não houve acordo com o prefeito Otoniel Teixeira em relação ao repasse do duodécimo – parcela da arrecadação municipal destinada ao Legislativo.

Segundo o presidente, a prefeitura não repassaria o valor integral, o que prejudicaria projetos importantes para a Câmara, como a instalação de placas solares, a capacitação de servidores e a realização de um concurso público.

Yure Ramon explicou que se reuniu no sábado (12) com o prefeito Otoniel Teixeira, o vice Túlio Viana e o ex-prefeito Zito Barbosa para discutir os repasses do duodécimo. O duodécimo é um direito constitucional que garante a autonomia financeira do Poder Legislativo, permitindo que este administre seu orçamento de forma independente.

O não repasse integral ou o pagamento parcelado desse recurso pode comprometer o funcionamento da Câmara e a execução de projetos importantes.

Em resposta a questionamentos do Portal Caso de Política, Yure Ramon detalhou a situação do repasse do duodécimo. Segundo ele, a Câmara havia solicitado inicialmente R$ 2.800.000,00 mensais para a Câmara de vereadores, valor inferior aos R$ 3.250.000,00 que eram praticados anteriormente. No entanto, a prefeitura tem repassado apenas R$ 2.500.000,00, aquém do solicitado e considerado insuficiente para as necessidades da Casa.

“A prefeitura não faz o repasse constitucional em sua integralidade, repassando parcelas a menor”, afirmou o presidente.

Segundo o parlamentar, essa situação impede a realização de projetos como a instalação de placas solares na sede do parlamento – o que traria economia em médio prazo – investimentos na capacitação dos servidores e até mesmo a abertura de concurso público.

Além de valorizar os servidores, o aumento salarial anunciado pela Câmara de Barreiras terá um impacto positivo na economia local. Com mais dinheiro disponível, os servidores tendem a aumentar o consumo de bens e serviços, o que beneficia o comércio local e impulsiona o crescimento econômico da cidade.

O que diz a Lei sobre o Repasse do Duodécimo: Crime ou Ilegalidade?

Diante da queixa do presidente da Câmara de Barreiras sobre o repasse incompleto do duodécimo, o Portal Caso de Política consultou um jurista para esclarecer as possíveis implicações legais dessa prática. De acordo com o especialista, o fracionamento ou a retenção do duodécimo — cuja obrigação de repasse integral e até o dia 20 de cada mês está prevista na Constituição Federal — configura irregularidade grave, podendo ser enquadrada como ilegalidade e, em certos casos, até como crime.

Com base no artigo 168 da Constituição Federal e na Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000), o jurista explicou que o não repasse integral e tempestivo do duodécimo fere o princípio da separação dos poderes (art. 2º da CF) e compromete a autonomia financeira e administrativa dos órgãos que dele dependem, como o Legislativo.

A retenção, o atraso ou o repasse em valor inferior ao devido pode configurar crime de responsabilidade, conforme previsto no Decreto-Lei nº 201/67, com sanções que incluem o afastamento do cargo e outras penalidades. Além disso, a conduta pode ser enquadrada como ato de improbidade administrativa, nos termos da Lei nº 8.429/92, sujeitando o gestor responsável a punições como perda dos direitos políticos, ressarcimento ao erário e aplicação de multas.

O jurista ainda destacou que, mesmo diante de eventual frustração de receita, o Executivo deve aplicar o mecanismo de limitação de empenho de forma proporcional a todos os poderes e órgãos, conforme o §3º do artigo 9º da LRF, e não impor cortes unilaterais ao Legislativo municipal.

O descumprimento das normas que regem o repasse do duodécimo, portanto, não é apenas uma infração administrativa: trata-se de uma violação legal com consequências severas ao gestor, que poderá responder judicial e politicamente por sua omissão ou arbitrariedade.

As palavras do jurista consultado, denotam passividade de queixa ou denúncia judicial:

“O duodécimo é uma garantia constitucional para o funcionamento dos poderes. O não repasse integral é um desrespeito à Constituição e pode trazer graves consequências para o gestor responsável.”

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Presidente da AIBA defende novo pacto entre produção e preservação durante abertura do Cerrado Summit

Foto: AIBA

Moisés Schmidt destacou o papel estratégico do oeste baiano na agricultura regenerativa e propôs quatro caminhos para garantir a sustentabilidade no Cerrado

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), Moisés Schmidt, foi o principal representante do setor produtivo durante a abertura oficial do Cerrado Summit, realizada na manhã desta terça-feira (15), no auditório da própria AIBA. Em um discurso firme e detalhado, Schmidt reafirmou o compromisso do agronegócio com a sustentabilidade e destacou o papel protagonista do oeste baiano na transição agroambiental do país.

Com o auditório lotado de produtores, autoridades e lideranças do setor, Schmidt abriu sua fala valorizando o evento como uma rara oportunidade de dialogar “da porteira para fora” – ou seja, mostrar à sociedade urbana e à comunidade internacional o que, segundo ele, o campo brasileiro já tem feito por uma produção responsável.

Estamos reunidos para falar de futuro, mas um futuro que só será possível se contribuído com responsabilidade no presente e com a aprendizagem do passado”, afirmou.

O presidente da AIBA detalhou o crescimento agrícola da região do Cerrado, destacando que entre 1985 e 2020 a área cultivada saltou de 4 para 23 milhões de hectares, com a Bahia se tornando uma potência agropecuária. Contudo, ele reconheceu os impactos ambientais do avanço e defendeu uma mudança de rota baseada em ciência, tecnologia e regeneração ecológica.

Sim, crescemos como potência agrícola, mas precisamos corrigir a rota para garantir que o crescimento seja duradouro”, declarou. “Produtividade e preservação não são caminhos opostos.”

Ele citou dados relevantes para mostrar o engajamento do setor, como os mais de 4,2 milhões de hectares preservados apenas na Bahia e os investimentos em monitoramento hídrico do Aquífero Urucuia. Também destacou iniciativas como o Parque Vida Cerrado, que desde 2021 atua na recuperação de áreas degradadas.

Ao final, Schmidt apresentou quatro propostas centrais para transformar o discurso sustentável em prática concreta: criação de linhas de financiamento verde, ampliação da assistência técnica, consolidação de um sistema confiável de monitoramento e fortalecimento da verticalização da produção agrícola.

Investir no desenvolvimento sustentável do cerrado não é apenas uma necessidade ecológica, mas também uma oportunidade econômica significativa”, frisou, mencionando estudo do Fórum Econômico Mundial que prevê retorno de até R$ 19 bilhões ao PIB até 2030 com práticas sustentáveis.

Para Schmidt, o Cerrado precisa ser o território de um novo pacto: um modelo que não polarize o agronegócio entre vilão ou herói, mas que o insira como agente ativo na construção de uma agricultura regenerativa.

Produzir, regenerar, preservar já não são caminhos distintos. São juntos, o único caminho possível.”

Em entrevista concedida ao portal Caso de Política, Moisés Schmidt reafirmou os argumentos do discurso, destacando que o oeste da Bahia já é referência em sustentabilidade agrícola. Para ele, o Cerrado Summit, enquanto pré-evento da COP-30, serve como uma vitrine para mostrar que os produtores da região aplicam tecnologia, ciência e boas práticas de forma concreta.

É fácil para nós encher um auditório com produtores e dialogar para nós mesmos. O desafio é dialogar com a sociedade que às vezes não compreende o que é uma agricultura regenerativa.”

Schmidt mencionou que o uso de técnicas modernas, associadas à preservação de áreas como Áreas de Preservação Permanente (APPs) e reservas legais, é um diferencial da agricultura brasileira.

Temos uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo e conseguimos, com isso, produzir com eficiência.”

Segundo ele, a integração entre universidades, instituições de pesquisa e produtores é o que torna possível atender à crescente demanda global por alimentos sem abrir mão da sustentabilidade.

Precisamos discutir o futuro com base em planejamento de médio e longo prazo. E a união das entidades é fundamental para isso.”

Com essa participação enfática, o presidente da AIBA buscou consolidar o papel do setor como articulador de soluções reais para o futuro do Cerrado — onde produção e preservação possam, de fato, caminhar lado a lado.

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Deputado do PL rompe consenso e critica projeto de anistia por 8 de janeiro

Imagem: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP) alerta para desequilíbrio entre poderes e pede revisão técnica do texto que perdoa crimes contra o Estado Democrático de Direito

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O deputado federal Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP) criticou, nesta segunda-feira (15), o projeto de lei que concede anistia ampla aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Em discurso na tribuna da Câmara, ele justificou sua recusa em assinar o requerimento de urgência da proposta, posicionando-se contra a maioria de sua bancada. Apenas ele e Robinson Faria (PL-RN) optaram por não apoiar o avanço imediato da matéria.

Confira seu discurso

Para Rodrigues, a proposta, de autoria do deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), compromete o equilíbrio institucional e cria um precedente perigoso.

“A aprovação da anistia ampla, irrestrita e acelerada pelo Legislativo, sem diálogo efetivo com o Judiciário, compromete o equilíbrio entre os poderes”, afirmou.

O projeto de anistia (PL 2858/2022) não se limita aos presos pelos atos de 8 de janeiro, mas abrange também participantes de manifestações antidemocráticas após o segundo turno de 2022, incluindo bloqueios rodoviários e acampamentos em frente a quartéis que pediam intervenção militar.

Rodrigues criticou falhas técnicas na redação do projeto. Segundo ele, o texto “não distingue com clareza entre autores intelectuais, executores diretos e mero participante, tratando de forma igual condutas gravemente distintas”.

Também condenou a inclusão de crimes eleitorais no rol de anistiados e alertou para riscos de judicialização futura.

“O texto pode se tornar inócuo ou abrir margem para questionamentos judiciais intermináveis”, disse.

O parlamentar defendeu a substituição da comissão especial – criada por Arthur Lira, mas nunca instalada – por um grupo de trabalho que possa acelerar e qualificar o debate.

“O tema exige uma construção conjunta e pacificadora”, pontuou.

Durante o discurso, Rodrigues também respondeu às críticas do pastor Silas Malafaia, que o chamou de “traíra” por sua posição contrária ao projeto.

“Lamento que, no momento em que o país clama por serenidade e equilíbrio, ele opte por adotar um discurso que contribui para o acirramento dos ânimos.”

Ironizou, ainda, que Malafaia, se quiser disputar espaço político, “coloque seu nome à disposição da população por meio do processo eleitoral”.

Ao encerrar, reafirmou sua lealdade ao Partido Liberal, embora tenha se afastado da linha majoritária nesse tema.

“Estou no PL há mais de 25 anos. Todas as posições que eu tive na minha vida política foram pelo meu partido. Eu não rasgo o meu passado, não.” Acrescentou que sua atuação parlamentar continuará sendo “pautada pela independência e pelo respeito às instituições”.

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Pablo Barroso defende avanço nos créditos de carbono e outorgas de água para fortalecer a agricultura

Secretário estadual de Agricultura afirma que governo da Bahia está pronto para destravar gargalos como outorgas, licenças e acesso a crédito e reforça importância dos créditos de carbono e da agricultura regenerativa para o futuro da produção no Cerrado

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Durante o Cerrado Summit, evento realizado nesta terça-feira (15) em Luís Eduardo Magalhães, o secretário estadual de Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, defendeu uma atuação mais ágil e sensível do Estado diante dos desafios enfrentados pelo setor agropecuário. Em entrevista exclusiva ao portal Caso de Política, Barrozo afirmou que o papel do governo é ser um “braço amigo” dos produtores e ajudar a destravar os gargalos históricos, como a burocracia nas outorgas de uso da água, licenciamento ambiental e acesso a linhas de crédito.

O Estado precisa ser parceiro de quem produz, e isso inclui escutar mais, resolver com agilidade e respeitar a legalidade. Um produtor não pode esperar meses ou anos por uma outorga de água que trava sua lavoura. Isso é um atraso que a gente precisa enfrentar com seriedade”, destacou o secretário.

Barrozo também enfatizou que o agronegócio precisa de segurança para crescer de forma sustentável, com regras claras, previsibilidade jurídica e apoio técnico. Para ele, o Cerrado Summit marca um novo momento, onde a Bahia começa a construir sua proposta concreta para levar à COP30, que será realizada no final do ano, em Belém.

Nós não vamos à COP30 só com discurso. Vamos com propostas. A agricultura regenerativa é o eixo dessa construção, mas ela só é viável se houver diálogo com quem está no campo, se houver política pública coerente com a realidade de cada território”, explicou.

Entre os pontos centrais da agenda do governo, o secretário destacou a necessidade de facilitar o acesso a financiamento e a novos mercados, como o de créditos de carbono, que ainda é pouco explorado na região. Segundo ele, essa pode ser uma oportunidade estratégica para pequenos e médios produtores, que muitas vezes ficam fora das políticas mais estruturadas.

A gente precisa falar de carbono com a mesma seriedade que fala de produtividade. O mundo está mudando, os investidores querem compromisso com o clima. E se a gente conseguir transformar isso em renda para quem está cuidando do solo e da água, melhor ainda.”

Barrozo também fez questão de pontuar que o governo da Bahia não vai impor soluções de cima para baixo. Segundo ele, a função do Estado é ouvir, mediar e transformar sensibilidade em ação, especialmente em regiões como o Oeste, que combinam alto desempenho produtivo e forte identidade política.

Aqui no Oeste, o povo trabalha, gera riqueza, cuida da terra e quer ser ouvido. Meu papel é esse: escutar e ajudar a traduzir isso em ação governamental. Esse evento foi um marco. Estamos aqui para somar, e não para atrapalhar.”

Questionado sobre bastidores políticos e a possível entrada do ex-prefeito de São Desidério, Zé Carlos, no governo, o secretário desconversou, mas elogiou a trajetória do aliado.

Zé Carlos é um homem preparado. Não tem nada formal, mas ele tem muito a contribuir. Quem sabe essa pergunta não provoca uma conversa futura?”, respondeu.

Com 33 anos de vivência no Oeste e carreira política consolidada em Salvador, Barrozo finalizou reafirmando o compromisso do governador Jerônimo Rodrigues com a região.

A missão que recebi é clara: dar voz a quem precisa, destravar o que está emperrado e fazer com que o governo funcione para quem acorda cedo e põe a mão na terra”, resumiu.

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Júnior Marabá destaca protagonismo de LEM em discurso de abertura do Cerrado Summit

Prefeito anfitrião reforça o papel estratégico da cidade na agenda agroambiental brasileira durante evento realizado nesta terça-feira (15), no auditório da Aiba

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na manhã desta terça-feira (15), o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá, abriu oficialmente o Cerrado Summit, destacando o protagonismo do município nos debates sobre sustentabilidade e produção agrícola de forma equilibrada. O evento foi realizado no auditório da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e reuniu autoridades, produtores, especialistas e lideranças do setor.

Como anfitrião, Marabá deu boas-vindas às delegações do Brasil e do exterior, enalteceu a presença de representantes dos governos federal e estadual, e citou nominalmente os secretários municipais de Agricultura e Sustentabilidade, Jaime Capelleço e Kenny Hank, além de autoridades regionais e lideranças como o presidente da Aiba, Moisés Schmidt, e a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa.

O prefeito destacou o papel de Luís Eduardo como referência nacional em práticas sustentáveis e celebrou o fato de a cidade sediar um evento que antecede a COP30.

Eu vejo que Luís Eduardo Magalhães vem ocupando um protagonismo muito importante a nível nacional, e a PreCOP simboliza isso. Ter um evento desse porte em nosso município mostra que estamos no caminho certo.”

Ele também fez questão de reconhecer o engajamento dos produtores locais na transição para uma agricultura ambientalmente responsável, defendendo que o crescimento econômico deve caminhar lado a lado com o equilíbrio climático.

É uma pauta muito importante e levada a sério pelos nossos produtores. Quando se discute sobre produção, muito se discute também sobre sustentabilidade. E a Aiba representa isso muito bem.”

Vivemos no mundo afora países que avançaram muito no desmatamento e não em pautas climáticas a tempo. O Brasil ainda está a tempo de conseguir efetivar este crescimento econômico por parte da produção agrícola, mas também levar a pauta ambiental que garante a sustentabilidade do futuro do agronegócio.”

Encerrando sua fala com um tom acolhedor, Marabá agradeceu a presença dos visitantes e reafirmou a vocação estratégica da cidade dentro do MATOPIBA, uma das fronteiras agrícolas mais dinâmicas do país.

Agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês. Deixo meus cumprimentos a todos que vieram do Brasil ou de fora para estar aqui com a gente em Luís Eduardo Magalhães — a nossa capital do MATOPIBA.”

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