Oposições de Barreiras podem conquistar presidência da Câmara se mantiverem-se unidas

A articulação entre as oposições de Barreiras, lideradas por Danilo Henrique e Tito, é fundamental para a conquista da presidência da Câmara Municipal, em meio a um novo cenário político pós-eleições de 6 de outubro

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – As eleições de 6 de outubro apresentaram um novo panorama político em Barreiras. A coligação PARA BARREIRAS CONTINUAR MUDANDO, liderada pelo prefeito eleito Otoniel Teixeira (UB), conseguiu eleger apenas 8 vereadores, correspondendo a 42,11% das cadeiras no parlamento. Em contrapartida, as oposições, sob a liderança de Danilo Henrique, Tito, e Jusmari Oliveira, elegeram 11 vereadores.

Nos bastidores, já estão sendo iniciadas as conversas entre os integrantes da futura Câmara. A união das forças oposicionistas pode ser decisiva para garantir a presidência da Câmara, um passo importante para estabelecer um contraponto ao governo de Otoniel Teixeira.

A oposição tentou aprovar emendas que previam recursos para áreas cruciais, como a construção de uma nova sede para o CIPROESTE, focado no atendimento a pessoas com Transtornos do Espectro Autista (TEA), uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA), uma Clínica Veterinária Municipal e a pavimentação da estrada para o Rio Branco. No entanto, todas as emendas foram rejeitadas pelos vereadores da base governista, ligados ao atual prefeito Zito Barbosa, o que gerou uma onda de críticas nas redes sociais. As emendas foram defendidas pelos vereadores Carmélia da Mata (PP), João Felipe (PCdoB), Beza (PSB), Rodrigo do Mucambo (MDB), BI (PSD), Silma (Progressistas) e Dra. Graça (Solidariedade).

Durante a sessão legislativa realizada na última terça-feira (15), os governistas podem ter dado um tiro no pé ao negarem que 7 dos atuais vereadores apresentassem emendas ao Projeto de Lei 018/2024, que definiu o orçamento de Barreiras para 2025. Essa atitude pode ter alimentado um sentimento de insatisfação e unidade entre as oposições.

A eleição da mesa diretora da Câmara deve acontecer no dia da posse dos vereadores, em 1º de janeiro. Este prazo é crucial para as forças políticas de Barreiras. Se a oposição conseguir se consolidar, não apenas fortalecerá sua posição no legislativo, mas também influenciará as decisões do novo governo, que terá que lidar com uma Câmara Municipal mais independente.

Uma Câmara de vereadores autônoma pode ser benéfica para a cidade, promovendo um debate mais amplo sobre os interesses da população. Para Otoniel Teixeira, essa é uma oportunidade de repensar sua estratégia de governança e engajamento com a sociedade, buscando manter um diálogo aberto e construtivo com os novos representantes do legislativo.

Com as peças em movimento, o cenário político em Barreiras promete ser desafiador. As oposições têm uma chance real de reverter a balança e se tornarem protagonistas em um novo capítulo da política local. Resta saber se conseguirão manter a unidade necessária para transformar essa possibilidade em realidade.

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Vereadores ligados a Zito e Otoniel rejeitam emendas; oposição denuncia “escárnio” na votação do orçamento

Base do governo Zito Barbosa barra propostas da oposição para construir unidade de atendimento a autistas, nova UPA e clínica veterinária e asfaltamento de estrado no Rio Branco. Vereadores criticam votação “às pressas” e denunciam descaso com a saúde e infraestrutura

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na noite desta terça-feira, a sessão da Câmara de Barreiras foi marcada por um embate acirrado entre vereadores governistas e opositores durante a votação do Projeto de Lei 018/2024, que define o orçamento municipal para 2025, estimado em mais de R$ 912 milhões. A oposição tentou aprovar emendas que previam recursos para áreas cruciais, como a construção de uma nova sede para o CIPROESTE, focado no atendimento a pessoas com Transtornos do Espectro Autista (TEA), uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA), uma Clínica Veterinária Municipal e a pavimentação da estrada para o Rio Branco. No entanto, todas as emendas foram rejeitadas pelos vereadores da base governista, ligados ao atual prefeito Zito Barbosa, gerando uma onda de críticas nas redes sociais.

Defenderam as emendas, os vereadores: Carmélia da Mata (PP), João Felipe (PCdoB), Beza (PSB), Rodrigo do Mucambo (MDB), BI (PSD), Silma (Progressistas) e Dra.Graça (Solidariedade).

O vereador João Felipe, uma das principais vozes da oposição, não poupou palavras ao expressar sua indignação. Em suas redes sociais, ele atacou duramente os governistas, qualificando o ato de barrar as emendas como um “escárnio” com a população.

“O orçamento de 2025 foi votado às pressas. A bancada de Zito, composta por Otoniel Teixeira, Alcione rodrigues, Dr. Sileno, Adriano Stein, Eurico Queiroz, Sobrinho, Teteia Chaves, Ivete Ricardi, Yuri Ramon, Hipólito, Rider Castro e Valdimiro, votou contra emendas para criar um centro de tratamento para crianças autistas, novas paradas de ônibus e zerar a fila de cirurgias e exames no SUS. Já deu para perceber que os próximos quatro anos serão de muita luta. A saúde não será prioridade do ‘novo’ governo”, desabafou João Felipe.

A vereadora Carmélia da Mata também lamentou a rejeição das emendas, destacando a falta de compromisso da base governista com propostas que beneficiariam diretamente a população.

“Ontem, apresentamos emendas importantes, como a criação de um espaço para atendimento aos portadores de TEA, a construção de um hospital veterinário municipal e a ampliação da rede de saúde com mais uma UPA. Infelizmente, os vereadores da base do governo votaram contra todas elas, demonstrando total descaso com o bem-estar da nossa cidade”, afirmou Carmélia.

A sessão expôs um profundo racha entre os vereadores e deixou claro que a governabilidade de Otoniel Teixeira, prefeito eleito com o apoio de Zito Barbosa, pode enfrentar obstáculos significativos com a oposição que deve ser reforça com novos nomes para a próxima legislatura que terá início em 1º de janeiro de 2025. A rejeição das emendas para setores essenciais, como saúde e infraestrutura, levanta preocupações sobre as prioridades do governo para os próximos anos e a promessa de luta constante por parte da oposição.

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Zito Barbosa articula controle de secretarias estratégicas no governo de Otoniel Teixeira e pode influenciar 60% do orçamento de 2025

Com indicações de familiares e aliados próximos, o atual prefeito de Barreiras, Zito Barbosa, pode manter influência sobre quase R$ 545 milhões do orçamento municipal, consolidando seu poder mesmo fora do cargo

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Dez dias após as eleições municipais realizadas em 6 de outubro, as articulações políticas em Barreiras seguem intensas. Informações divulgadas pelo programa Impacto da rádio Oeste FM, comandado pelo radialista Marcelo Ferraz, indicam que o atual prefeito, Zito Barbosa, pode estar manobrando para garantir o controle de importantes pastas do futuro governo de Otoniel Teixeira, que venceu as eleições com o apoio decisivo de Zito. Entre os nomes especulados para o secretariado estão dois irmãos de Zito, sua esposa e uma antiga aliada.

Demi Barbosa, Marisete Sousa Bastos e Herbert Barbosa, cotados para assumirem secretaria no governo de Otoniel Teixeira

Herbert de Souza Barbosa é advogado e cotado para a Secretaria de Saúde; Demi Barbosa, com superior incompleto, para o cargo de chefe de gabinete; Marisete Sousa Bastos, esposa de Zito e ex-secretária de Saúde, deve assumir a Secretaria de Ação Social; e a pedagoga Cátia Alencar, que já esteve à frente da Secretaria de Educação, pode retornar à pasta.

Se essas nomeações se confirmarem, Zito Barbosa poderá exercer controle indireto sobre cerca de R$ 545.834.977,25, equivalente a 59,84% do orçamento de 2025, que é de R$ 912.144.200,00. As pastas de Saúde, Educação e Ação Social concentram grande parte dos recursos municipais, o que colocaria nas mãos de aliados de Zito o destino de grande parcela do orçamento.

Além dos cargos no primeiro escalão, Zito Barbosa também poderá emplacar indicados em postos estratégicos de segundo e terceiro escalão, mantendo influência sobre a administração municipal por meio de cargos comissionados, muitos deles vindos da cidade vizinha de São Desidério.

Essas movimentações refletem o papel de Zito como o principal articulador e financiador da campanha de Otoniel Teixeira, o que levanta questionamentos sobre o grau de independência do novo prefeito. Especula-se que a margem política de Otoniel esteja diminuída, dado o espaço ocupado por nomes ligados a Zito na composição de seu governo.

Outro nome que pode assumir a Secretaria de Ação Social é o da vereadora eleita Dicíola. Caso essa articulação se concretize, abrirá espaço para o primeiro suplente e atual presidente da Câmara, Alcione Rodrigues, que pode reforçar a base aliada no legislativo. A presença maciça de indicações de Zito no governo de Otoniel sugere que, mesmo fora do poder, o atual prefeito poderá manter uma forte influência sobre a futura administração de Barreiras.

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Câmara de Barreiras aprova Orçamento 2025 que prevê R$ 69 milhões em empréstimos e incertezas sobre novo hospital

Novo governo enfrenta críticas sobre a continuidade da construção do hospital municipal e a elevação da dívida pública

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Foi aprovada na noite desta terça-feira (15/10) a proposta orçamentária para 2025 (PL 018/2024), onde o governo eleito de Otoniel Teixeira (UB), que tomará posse em 1º de janeiro, tem a previsão para a contratação de operações de crédito no total de R$ 69.328.252,50 para programas de saneamento não especificados. Esse montante está dividido em três parcelas: R$ 22.100.000,00 para 2025, R$ 23.094.500,00 para 2026 e R$ 24.133.752,50 para 2027.

Contudo, um ponto que gera preocupação é a ausência de coincidência entre o código de classificação funcional-programática dessas operações e o do projeto “OC – FINISA – Construção e Aparelhamento do Hospital Geral” (2.1.1.2.51.0.1.00.00.01), listado na página 25 do documento orçamentário. Esse projeto não apresenta previsão de novos recursos financeiros, levantando dúvidas sobre a continuidade da construção do novo hospital municipal, uma obra que é vista como crucial para atender às demandas de saúde da população.

A situação do elevado endividamento público de Barreiras também se torna um tema central na discussão. Durante o período eleitoral, a continuidade das obras do novo hospital e a necessidade de novos empréstimos foram amplamente debatidas. O Procurador Geral da Justiça do Estado da Bahia, Aquiles Siquara Filho, manifestou-se de forma contundente contra a autorização de novos empréstimos, argumentando que isso representaria um “perigo de dano ao patrimônio público devido a riscos fiscais“.

Conforme noticiado pelo Portal Caso de Política, dívidas anteriores já consomem, de acordo com a Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA), R$ 94.375.800,00 (10,35% do orçamento) na rubrica de Encargos Especiais, em um orçamento estimado em R$ 912.144.200,00 para o ano de 2025. Essa elevada carga financeira cria um cenário desafiador para a nova administração, que precisa equilibrar a necessidade de investimentos em infraestrutura com a responsabilidade fiscal.

Diante desse contexto, a falta de clareza sobre como os recursos para os programas de saneamento serão utilizados, somada à ausência de garantias para a construção do hospital, coloca o novo governo em uma posição delicada. O desafio será não apenas justificar a necessidade dos novos empréstimos, mas também garantir a execução de projetos prioritários para a população, enquanto se lida com um histórico de endividamento que já compromete uma parte significativa do orçamento municipal. As primeiras ações da gestão de Otoniel Teixeira serão cruciais para definir a trajetória financeira e administrativa de Barreiras nos próximos anos.

Ainda que o Projeto de Lei nº 018/2024 tenha sido aprovado em sua íntegra, para a concessão de empréstimos junto a instituições financeiras, a Câmara de vereadores deverá realizar uma votação específica autorizando a nova dívida.

Vereadores têm emendas rejeitadas em votação do orçamento

Durante a sessão, sete vereadores que se posicionaram como sendo de oposição, apresentaram emendas ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 018/2024, mas todas as propostas foram rejeitadas pela base governista, leal ao prefeito Zito Barbosa.

As emendas incluíam a redução de 100% para 20% no poder de remanejamento das verbas pelo prefeito e a limitação de 50% para 20% dos recursos excedentes de arrecadação. Além disso, o vereador João Felipe (PCdoB) propôs a construção de um espaço para a nova sede do CEPROESTE, especializado no atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Outras emendas contemplavam a construção de um hospital veterinário municipal, uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e melhorias na infraestrutura dos bairros.

Os vereadores que foram voto vencido, se queixaram da falta de debates e da dificuldade em apresentar suas propostas de emenda ao orçamento de 2025, reforçando o clima de insatisfação com o processo legislativo.

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Violência infantil e seus ecos: Reflexões sobre o caso da criança que matou 23 animais no Paraná

O episódio chocante de uma criança de nove anos, que matou 23 animais em um hospital veterinário no Paraná, levanta profundas questões sobre os mecanismos psíquicos, sociais e familiares que podem ter contribuído para esse comportamento extremo

Luís Carlos Nunes – O caso ocorrido na cidade de Nova Fátima, no Paraná, onde um menino de nove anos foi responsável pela morte violenta de 23 animais, abre um espaço perturbador para reflexão. A criança, que mora com a avó e não possui histórico conhecido de comportamentos agressivos, brutalizou os animais em um período de 40 minutos, arrancando patas, arremessando os bichos contra a parede e esquartejando-os. Este cenário nos leva a questionar as camadas mais profundas do desenvolvimento psíquico infantil, assim como o papel do ambiente e da estrutura familiar na formação de comportamentos tão violentos.

Uma hipótese que pode ser considerada é a de que a criança esteja expressando, de forma inconsciente, conflitos internos ou sentimentos reprimidos. A psique infantil, especialmente na faixa etária dos nove anos, encontra-se em um estágio de grande sensibilidade, onde os processos de identificação e internalização dos valores sociais estão em desenvolvimento. No entanto, e se, por algum motivo, esses processos tiverem sido interrompidos ou distorcidos? O comportamento violento poderia então ser entendido como uma tentativa desesperada de externalizar angústias internas, que, sem uma elaboração emocional adequada, se manifestam de maneira destrutiva.

Além disso, o ambiente familiar pode desempenhar um papel crucial. Embora o garoto não tenha um histórico de violência anterior, a ausência de figuras parentais primárias — como no caso dele, que vive com a avó — pode levantar questões sobre a estrutura emocional de seu dia a dia. A convivência com os pais ou responsáveis primários, especialmente nos primeiros anos de vida, é fundamental para a construção de limites morais e afetivos. Seria possível que a falta desses vínculos tenha gerado um vazio emocional, ou até mesmo uma confusão sobre como lidar com impulsos agressivos?

Há também a necessidade de se considerar o entorno social mais amplo. A criança pode não ter histórico de agressividade, mas, e se, de alguma forma, ela estiver reproduzindo comportamentos observados no ambiente? Não seria raro que crianças, expostas a situações de violência, mesmo que não diretamente, absorvessem essas dinâmicas e as reproduzissem sem entender plenamente suas implicações. Isso nos leva a refletir se o ambiente ao seu redor oferece os suportes emocionais e sociais necessários para canalizar frustrações e angústias de maneira construtiva.

Outra questão que emerge é o ato de crueldade ser direcionado a animais indefesos. A violência contra seres que normalmente evocam empatia e cuidado pode indicar um distúrbio no processo de desenvolvimento emocional e moral. No entanto, e se o ato de violência não for apenas um reflexo de impulsos destrutivos, mas uma tentativa, inconsciente, de recuperar uma sensação de controle? A criança pode estar lidando com sentimentos profundos de impotência, e o ato de subjugar esses seres indefesos seria uma maneira equivocada de restaurar algum poder sobre seu próprio ambiente ou sobre as emoções que não consegue dominar.

Outro aspecto a considerar é o papel da sociedade na formação de crianças que crescem em ambientes permeados por violência simbólica ou real. A exposição constante a comportamentos agressivos na mídia, nas redes sociais ou até mesmo na própria comunidade pode dessensibilizar uma mente em formação, levando-a a replicar essas ações sem a devida compreensão de suas consequências. Isso nos faz questionar o quanto a violência, muitas vezes normalizada na cultura, pode ter contribuído para que o garoto desenvolvesse um comportamento tão perturbador.

O acompanhamento psicológico, agora sendo oferecido à criança e sua família, será essencial para entender melhor as raízes desse comportamento e para evitar que episódios similares ocorram no futuro. Contudo, essa intervenção levanta outra questão: se a sociedade está preparada para identificar e tratar, de maneira adequada e preventiva, sinais de sofrimento emocional em crianças. Poderia o sistema educacional, por exemplo, desempenhar um papel mais ativo na detecção precoce de comportamentos que sugerem dificuldades emocionais e sociais?

O episódio não apenas choca pela violência em si, mas nos convida a refletir sobre a fragilidade da infância diante de um mundo que, muitas vezes, não oferece o apoio necessário para seu desenvolvimento pleno. Como podemos, enquanto sociedade, proteger essas crianças da influência negativa de ambientes desestruturados, negligência emocional e da exposição à violência?

A partir dessas reflexões, o caso sugere que, mais do que uma ação isolada, o ocorrido é um sintoma de algo maior, algo que envolve tanto o ambiente familiar quanto a sociedade. Esse cenário de brutalidade nos desafia a olhar com mais profundidade para as questões estruturais que cercam o desenvolvimento infantil, em busca de estratégias que possam oferecer suporte antes que a violência se manifeste de forma tão extrema.

INMET emite alerta de tempestade para o Oeste da Bahia: 8 cidades sob risco

Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e outros municípios da região estão sob alerta de tempestade, com ventos de até 60 km/h e possíveis alagamentos

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta de perigo potencial para tempestades em oito cidades do Oeste da Bahia, válido até as 10h desta quarta-feira (16). Entre as localidades afetadas estão Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, e São Desidério. Segundo o instituto, as chuvas podem atingir entre 20 a 50 mm por dia, acompanhadas de rajadas de vento de 40 a 60 km/h.

O alerta amarelo indica a possibilidade de alagamentos em áreas urbanas e queda de granizo, embora o risco de cortes no fornecimento de energia seja considerado baixo. De acordo com o Clima Tempo, o mês de outubro registrou apenas 2 mm de chuva em Formosa do Rio Preto, o que representa 4% da média esperada de 56 mm para o período.

Cidades afetadas
  • Barreiras
  • Luís Eduardo Magalhães
  • São Desidério
  • Formosa do Rio Preto
  • Santa Rita de Cássia
  • Riachão das Neves
  • Correntina
  • Santana
Orientações à população

O INMET recomenda que os moradores das áreas sob alerta tomem precauções, especialmente durante as rajadas de vento, evitando abrigar-se debaixo de árvores e estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Além disso, é importante evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada para prevenir danos causados por surtos elétricos.

Se a tempestade causar danos ou situações de risco, a população pode acionar a Defesa Civil pelo número 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. O alerta permanece em vigor até a manhã de quarta-feira. Veja o alerta aqui

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Jaques Wagner passará por cirurgia no tornozelo e se afastará do Senado por até 40 dias

Líder do governo no Senado, Wagner será submetido a um procedimento cirúrgico e deverá retornar em novembro, durante a fase decisiva da regulamentação da reforma tributária.

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, será submetido a uma cirurgia no tornozelo neste fim de semana e ficará afastado de suas funções em Brasília por até 40 dias. O procedimento, considerado necessário para corrigir um problema antigo, foi anunciado pelo próprio Wagner durante a reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). “Nada de grave, mas é um defeito que precisa ser consertado antes de se tornar permanente”, declarou.

Durante o afastamento, Wagner deve participar remotamente de algumas atividades, mas não poderá estar presente fisicamente no Senado. Ele explicou que ficará “no ar” em reuniões virtuais, porém impossibilitado de comparecer em eventos presenciais. O líder governista também revelou que o governo definirá um substituto interino para a liderança nesse período.

O afastamento do senador ocorre em um momento estratégico, coincidente com o avanço das discussões sobre a regulamentação da reforma tributária. Considerado um dos principais articuladores do governo, Wagner deve retornar em meados de novembro, a tempo de participar das votações finais da reforma no Senado.

O prazo de recuperação do senador é estimado entre 30 e 40 dias, período em que o governo precisará ajustar sua articulação política no Congresso.

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Número de prefeitas eleitas cresce 11% na Bahia e alcança 15% no Brasil no 1º turno das eleições de 2024

Foram eleitas 60 prefeitas na Bahia e 720 em todo o Brasil no primeiro turno. Apesar do avanço, mulheres ainda representam apenas 15% dos eleitos em comparação a 85% de homens.

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – As eleições municipais de 2024 marcaram um crescimento significativo na representatividade feminina na Bahia e no Brasil. No estado, 60 prefeitas foram eleitas, um aumento de 11% em relação a 2020, quando 54 mulheres venceram. Agora, elas ocupam cerca de 14% das 417 prefeituras baianas. Em nível nacional, foram eleitas 720 mulheres, correspondendo a 15% do total de prefeitos escolhidos no primeiro turno.

Entre os municípios de médio e grande porte da Bahia, Sheila Lemos (União) foi reeleita em Vitória da Conquista com 58,83% dos votos, e Débora Regis (União Brasil) venceu em Lauro de Freitas com 59,61%. Mesmo com esse avanço, os homens ainda dominam 85% das prefeituras no estado, ocupando 357 administrações municipais.

O número de prefeitas eleitas no Brasil também cresceu em relação a 2020, quando o percentual de mulheres eleitas era de 12,1%. No entanto, o número de prefeitas ainda está abaixo da proporção de mulheres na população brasileira, que é de 51,5%, segundo o Censo de 2022 do IBGE.

A CNM (Confederação Nacional dos Municípios) revelou que 15% das candidaturas para prefeituras em 2024 foram de mulheres, o maior percentual já registrado desde o ano 2000. Além disso, 154.344 mulheres se candidataram a prefeitas, vice-prefeitas ou vereadoras, representando 34% das candidaturas, enquanto os homens corresponderam a 66%.

Em termos percentuais, estados como Roraima (26,7%), Rio Grande do Norte (25,6%) e Paraíba (24,4%) lideram a presença feminina nas prefeituras. Em números absolutos, São Paulo e Minas Gerais, com 67 prefeitas cada, seguidos pela Bahia com 60, ocupam as primeiras posições no ranking.

A política de cotas eleitorais, que exige ao menos 30% de candidaturas femininas por partido, foi apontada como uma das responsáveis pelo aumento. No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segue enfrentando fraudes ligadas a candidaturas fictícias, com novas regras para identificar e punir irregularidades.

Lista de prefeitas eleitas na Bahia em 2024:

  • Angical – Quinha (Avante) – 44,92%
  • Antas – Essioneide de Rani (PP) – 82,80%
  • Aporá – Carine De Ataíde (Avante) – 52,46%
  • Aracatu – Braulina (PV) – 57,37%
  • Araci – Keinha (PDT) – 61,51%
  • Arataca – Ferlú (PSD) – 60,55%
  • Banzaê – Patrícia (PT) – 59,38%
  • Boninal – Celeste (PT) – 57,33%
  • Cachoeira – Eliana (PT) – 40,81%
  • Canarana – Marleide Oliveira (PT) – 56,36%
  • Cansanção – Vilma Gomes a Mamãe (MDB) – 73,51%
  • Carinhanha – Chica Do PT (PT) – 47,22%
  • Conceição do Almeida – Renata (PSD) – 62,04%
  • Conceição de Jacuípe – Tania Yoshida (PSD) – 55,45%
  • Cotegipe – Professora Beatriz (PT) – 50,18%
  • Dário Meira – Mari (PP) – 75,22%
  • Glória – Vilma Negromonte (PP) – 55,63%
  • Governador Mangabeira – Manuela (PP) – 56,46%
  • Ibicaraí – Dra Monalisa (União Brasil) – 61,45%
  • Ibirapuã – Carla Chacara (PP) – 65,99%
  • Ipiaú – Laryssa Dias (PP) – 57,40%
  • Irará – Nassara (MDB) – 53,84%
  • Itapitanga – Glis Dórea (Avante) – 59,84%
  • Itatim – Daiane (PSD) – 68,00%
  • Iuiú – Valdinha (PSD) – 54,22%
  • Jacobina – Valdice (PMB) – 46,86%
  • Jaguaquara – Edione Agostinone (PT) – 66,72%
  • Laje – Jaci Reis (PSD) – 51,58%
  • Lamarão – Pró Ninha (PT) – 51,48%
  • Lauro de Freitas – Débora Regis (União Brasil) – 59,61%
  • Lençóis – Vanessa Senna (PSD) – 82,44%
  • Livramento de Nossa Senhora – Joanina (PSB) – 68,45%
  • Macarani – Selma Souto (PSD) – 63,15%
  • Maiquinique – Valéria Silveira (PV) – 53,42%
  • Matina – Olga Gentil (PSD) – 62,31%
  • Monte Santo – Silvania Matos (PSB) – 64,09%
  • Morro do Chapéu – Juliana Araújo (PDT) – 70,28%
  • Mortugaba – Cássia (PSB) – 60,91%
  • Mucugê – D Ana (PSB) – 75,78%
  • Mundo Novo – Ana Paula (PSD) – 50,54%
  • Muritiba – Rose (PSD) – 64,39%
  • Nilo Peçanha – Jacque (Podemos) – 52,17%
  • Nordestina – Eliete De Ito (PSD) – 50,65%
  • Nova Viçosa – Luciana (União Brasil) – 68,32%
  • Pé de Serra – Zeide (União Brasil) – 52,12%
  • Piritiba – Leandra Belitardo (Solidariedade) – 51,48%
  • Poções – Dona Nilda (PCdoB) – 53,80%
  • Ponto Novo – Doutora Fabiane (PSD) – 80,94%
  • Presidente Tancredo Neves – Quinha (Avante) – 50,38%
  • Ribeira do Amparo – Teti Britto (MDB) – 57,29%
  • Salinas da Margarida – Professora Mara (PSD)
  • São Sebastião do Passé – Nilza da Mata (PSD) – 64,94%
  • Sento Sé – Giselda Carvalho (PT) – 68,60%
  • Taperoá – Kitty Guimarães (Avante) – 68,54%
  • Teolândia – Rosa (Avante) – 56,35%
  • Ubaitaba – Gracinha Viana (Avante) – 51,04%
  • Uibaí – Aidinha (PSD) – 58,17%
  • Uruçuca – Magnolia Barreto (União Brasil) – 59,72%
  • Várzea Nova – Daiane (PCdoB) – 52,15%
  • Vitória da Conquista – Sheila Lemos (União Brasil) – 58,83%
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Lançamento de “Kiriris” destaca a cultura audiovisual em Barreiras

Foto: Ôpa Conteúdo

O curta-metragem “Kiriris” estreia em 17 de outubro de 2024, às 19h30, celebrando a resistência dos povos indígenas em Barreiras

O aguardado lançamento de “Kiriris” ocorrerá na próxima quinta-feira, dia 17 de outubro de 2024, às 19h30, no Centro Cultural de Barreiras, celebrando não apenas a produção audiovisual local, mas também a resistência cultural dos povos indígenas. O curta-metragem, dirigido por Gustavo Ribeiro, sócio proprietário da produtora Ôpa Conteúdo!, explora a luta dos povos originários por sua sobrevivência em meio às ameaças territoriais.

A trama, estrelada pela jovem atriz mirim Indyohanny Batista, traz à tona a batalha dos povos indígenas para preservar suas terras e sua cultura. “É emocionante ver o projeto ganhar vida e a reação do público. O filme traz uma mensagem poderosa que precisa ser ouvida”, comentou Gustavo Ribeiro. O filme já gera expectativas sobre sua participação em festivais e concursos.

Cena impactante de “Kiriris”, retratando a luta dos povos indígenas pela preservação de suas terras e cultura | Ôpa Conteúdo

O foco principal de “Kiriris” é a resistência dos povos indígenas e sua luta para manter viva sua identidade em um cenário de constante redução de território. A cacique Rosivania Batista, uma das principais proponentes do projeto, destacou a importância do filme: “‘Kiriris’ não é apenas um filme, é uma forma de resistência e um meio de dar voz ao nosso povo”.

A produção foi viabilizada pelo edital da Lei Paulo Gustavo, uma vitória significativa para a Aldeia Kiriri. Gustavo Ribeiro reforçou a importância do apoio: “Agradecemos ao Governo Federal e à Prefeitura de Barreiras por apoiar a cultura e aplicar o edital em nosso município. Juntos, conseguimos contar uma história que é nossa”.

O processo de filmagem incluiu dinâmicas de integração conduzidas pelo professor de teatro Ramon Sousa, que ajudaram o elenco a se conectar profundamente com a narrativa. “Essas atividades foram essenciais para construir um ambiente colaborativo e autêntico”, afirmou Gustavo.

Kiriris” mostra a resistência dos povos indígenas em uma narrativa visualmente rica e cheia de simbolismo | Ôpa Conteúdo

Além da exibição presencial no Centro Cultural de Barreiras, o filme também será lançado no YouTube, ampliando o acesso ao público de outras regiões. A entrada para a estreia será gratuita, garantindo que todos possam participar dessa experiência cinematográfica.

A estreia de “Kiriris” fortalece a cultura audiovisual da região e promove uma reflexão sobre a identidade e os desafios enfrentados pelos povos indígenas. A narrativa promete sensibilizar e engajar o público, com uma história poderosa e envolvente.

Indyohanny Batista, atriz mirim revelação de “Kiriris”, estreia com atuação emocionante no curta sobre resistência indígena | Foto: Ôpa Conteúdo

A atuação de Indyohanny Batista, em sua estreia como protagonista, já é vista como uma revelação no cenário artístico. Sua performance em uma história tão rica em simbolismo é apontada como um dos destaques do filme.

Os organizadores estão confiantes no impacto que o filme terá no público. “Estamos ansiosos para compartilhar essa história e esperamos que todos se sintam parte dela”, concluiu Rosivania Batista, reforçando o clima de expectativa para o lançamento.

Momento de tensão em “Kiriris”, onde a protagonista enfrenta os desafios que ameaçam seu território ancestral | Ôpa Conteúdo

Kiriris” vai além de um simples curta-metragem: ele é um manifesto de resistência cultural e reafirma o papel transformador da arte. A obra coloca Barreiras em destaque no cenário audiovisual baiano, refletindo a força da cultura local e sua capacidade de tocar corações.

Após Audiência Pública, PLOA de 2025 começa a tramitar na Câmara de Barreiras com orçamento de R$ 912 milhões

Proposta prevê investimentos em saúde, educação e urbanismo, além de R$ 94 milhões para encargos especiais, que incluem pagamento de dívidas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Câmara Municipal de Barreiras deu início à tramitação do Projeto de Lei 018/2024, que trata do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para o exercício de 2025. O documento, apresentado após a Audiência Pública realizada na última quinta-feira, 10 de outubro, prevê um orçamento total de R$ 912.144.200,00 para o próximo ano.

A Lei Orçamentária Anual (LOA) é um instrumento legal que define as receitas e despesas do município para o ano seguinte, organizando os recursos públicos de acordo com as prioridades estabelecidas pela administração. De acordo com a legislação, a votação da PLOA deve ocorrer até o final do exercício legislativo, em dezembro, para que o orçamento entre em vigor no início de 2025.

Entre os maiores investimentos previstos, destacam-se as áreas de Educação, com um orçamento de R$ 285.530.431,74 (31,30% do total), e Saúde, que receberá R$ 242.667.997,60 (26,61% do total). O setor de Urbanismo receberá a parcela de R$ 92.233.107,59, representando 10,11% do orçamento.

Por outro lado, os menores montantes de recursos estão destinados à Habitação (R$ 430.000,00, ou 0,05%), Saneamento (R$ 128.000,00, ou 0,01%) e Direitos e Cidadania (R$ 368.525,00, ou 0,04%).

Outro ponto de destaque na PLOA é a alocação de R$ 94.375.800,00 (10,35% do orçamento) na rubrica de Encargos Especiais. Essa categoria geralmente cobre despesas extraordinárias e o pagamento de dívidas públicas, incluindo amortizações, juros e outros encargos financeiros.

O valor gasto com os Encargos Especiais, são maiores que os destinados para Habitação, Assistência Social, Agricultura, Desportos e Lazer, Direito e Cidadania, Gestão Ambiental juntos e Segurança Pública juntos.

A seguir, confira a distribuição detalhada dos valores e os percentuais previstos por pasta em relação ao total do orçamento:

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