Hospital do Oeste promove roda de conversa com Dra. Alba Dias no Outubro Rosa

Evento na UNACON incentiva prevenção ao câncer de mama, destacando a importância do autocuidado e do diagnóstico precoce

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – No mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, o Hospital do Oeste (HO) realiza uma roda de conversa com a Dra. Alba Dias, médica especialista, em 15 de outubro de 2024. O evento ocontecerá na recepção da UNACON, unidade referência no tratamento oncológico, às 14h30. A atividade faz parte das ações do Outubro Rosa, que reforça a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce da doença, incentivando a população a se cuidar, se tocar e se amar.

A programação visa sensibilizar as mulheres da região oeste sobre a importância do autocuidado, com foco na detecção precoce, fator essencial para o sucesso do tratamento do câncer de mama. O evento é promovido pelas Obras Sociais Irmã Dulce e conta com o apoio do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) do hospital.

As inscrições para participar da roda de conversa são gratuitas e podem ser feitas diretamente no hospital ou por meio de contato com a UNACON. Além de receber orientações da Dra. Alba Dias, as participantes terão a oportunidade de tirar dúvidas e obter informações sobre a saúde feminina.

O evento integra o movimento “Pare! Se cuide, se toque, se ame”, lema do Outubro Rosa que busca salvar vidas por meio da conscientização e da prevenção.

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Reposição de estoque do Aquífero Guarani é insuficiente, mostra estudo

Problema causa preocupação em áreas de grande produção agrícola

Agência Brasil – Uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Geociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro percebeu que a reposição de águas do Aquífero Guarani está abaixo do necessário para garantir a manutenção da quantidade disponível no reservatório, que se estende por áreas do Sul e Sudeste do país, além de Paraguai, Uruguai e Argentina. O reservatório atende 90 milhões de pessoas, sendo responsável pela manutenção do nível de rios e lagos em algumas áreas do interior paulista durante o período de seca.

Em entrevista à Agência Brasil, o pesquisador Didier Gastmans, do Centro de Estudos Ambientais da Unesp Rio Claro, explicou que a pesquisa buscou entender a importância da chuva na entrada de águas novas no aquífero, nas áreas de afloramento (superfície), e que foi possível confirmar esse papel. Ele acompanha o tema desde 2002, em seu doutorado, e todas as pesquisas desde então apontam que os efeitos de superexploração do reservatório são constantes, contínuos e tem piorado com a mudança de distribuição das chuvas na área de afloramento, que alimenta o aquífero. O problema causa preocupação em áreas de grande produção agrícola e população, como Ribeirão Preto, no norte paulista, onde os primeiros efeitos são sentidos desde a década de 1990. “Agora começou a aumentar muito o número de poços e isso começa a dar sinais em diversas regiões do interior”, disse Gastmans.

O geólogo afirmou que os indícios de superexploração estão claros no monitoramento dos poços e do nível dos reservatórios, atingindo aqueles próximos das regiões de afloramento, que têm níveis de dois a três metros mais baixos, em média, mas também os grandes poços de exploração para indústria e agronegócio, nos quais o rebaixamento atinge médias de 60 a 70 metros em dez anos. Nessa dinâmica “a água tem uma determinada profundidade no poço e vai baixando, o que demanda poços mais profundos e bombas mais potentes. Na porção oeste (do estado de São Paulo) a gente fala de grandes produtores e sistemas para abastecimento público. Pequenos produtores já sentem esse impacto em algumas regiões próximas da área de afloramento”, esclareceu.

Esse rebaixamento dos níveis chega, em determinados pontos, a até 100 metros, considerável até para as dimensões do Aquífero, que tem níveis com 450 metros de espessura do reservatório, chegando a até 1 quilômetro de profundidade. A maior parte do consumo do Guarani é para o abastecimento urbano, e ao menos 80% dela se concentram no estado de São Paulo.

Um dos fatores que preocupa no curto prazo é que a chuva nas regiões de superfície, a partir das quais há recarga no aquífero, são muito concentradas, situação na qual apenas uma pequena parcela de chuva infiltra para o subsolo e ocorre um escoamento maior e infiltra menos. Também há impacto do aumento da evaporação nas áreas de superfície, causado pelo aumento da média de temperatura nas regiões.

Gastmans criticou a falta de um conjunto claro de ações por parte dos órgãos públicos, afirmando que a primeira ação necessária é conhecer os usuários. “É necessária a implantação de um sistema de monitoramento em tempo quase real, para conhecer e dimensionar os atendimentos e as políticas de curto e médio prazo”. O segundo é consorciar água subterrânea e água superficial, para usar de maneira integrada de acordo com a disponibilidade sazonal. “Também se faz necessário pensar no planejamento futuro: sempre se fala em desenvolvimento, mas os gestores parecem ignorar que não existe desenvolvimento plenamente sustentável, pois todo desenvolvimento tem um impacto e essas pessoas precisam começar a se antecipar aos problemas”. O pesquisador da Unesp defendeu ainda a necessidade de pensar no uso de águas de melhor qualidade para abastecimento público e de águas de menor qualidade para outros usos, como irrigação de áreas extensas do setor sucroalcooleiro e de cítricos e uso industrial.

Procurada pela reportagem, a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) informou que monitora todos os estudos relacionados à recarga do Aquífero Guarani e dos demais corpos d’água do estado. Segundo o órgão “a gestão do aquífero é realizada de maneira integrada com outros recursos hídricos, visando garantir o equilíbrio entre as demandas de uso e a preservação ambiental”. A maior parte da captação de água no estado de São Paulo se concentra em fontes superficiais (rios e lagos), sendo a captação em poços profundos, que acessam o Aquífero Guarani, a menor parcela do total dos recursos hídricos. “Toda captação de água no estado está sujeita à outorga, concedida somente após criteriosa análise técnica”.

Origem das águas

A pesquisa conduzida pela Unesp, com o apoio da Fapesp, agência paulista de amparo à pesquisa, usou o monitoramento de isótopos estáveis de hidrogênio e oxigênio como marcadores para identificar a origem das águas que compõem o reservatório, o que permitiu perceber as áreas de superfície que colaboram para a manutenção dos níveis do Aquífero Guarani. Também usaram um processo de datação com isótopos dos gases criptônio e hélio para datar a água de alguns poços, o que permitiu detectar idades variando de 2.600 anos, em Pederneiras, até 127 mil anos em Bebedouro, 230 mil anos em Ribeirão Preto e 720 mil anos no Paraná.

A pesquisa How much rainwater contributes to a spring discharge in the Guarani Aquifer System: insights from stable isotopes and a mass balance model pode ser acessada aqui.

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Programa de ‘Fiscalização Preventiva Integrada na Bacia do Rio São Francisco’ é finalista do Prêmio Innovare

Em 2024 premiação destacará uma prática dentre todas as inscrições recebidas que melhor representa o tema ‘Meio ambiente e Sustentabilidade’

MPBA – O Programa de Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) é finalista da 21a edição do Prêmio Innovare do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A premiação identifica e divulga  práticas que contribuam para o aprimoramento da Justiça no Brasil.  Nesta edição, o Prêmio Innovare destacará uma prática dentre todas as inscrições recebidas que melhor represente o tema meio ambiente e sustentabilidade.

Desde sua criação, a FPI, que envolve uma atuação integrada de diversas instituições públicas, busca proteger o meio ambiente, fiscalizar irregularidades e promover ações educativas em prol do desenvolvimento sustentável.

“A FPI é uma iniciativa responsável por autuações em casos de desmatamento ilegal, exploração irregular de recursos hídricos, caça predatória e poluição de rios. Ao longo de décadas, o programa ganhou destaque não apenas pela capacidade de reprimir infrações ambientais, mas também por seu caráter educativo, pela garantia da escuta e defesa das comunidades tradicionais, focado em conscientizar a sociedade sobre a importância da preservação ambiental”, destacou o coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (Ceama), promotor de Justiça Augusto César Matos.  

A coordenadora do programa, promotora de Justiça Luciana Khoury, celebrou a conquista.

“Este é um grande reconhecimento do trabalho conjunto realizado por todas as 95 instituições parceiras e da dedicação de todos os seus integrantes que atuam nos estados da Bacia do Rio São Francisco. Há uma agregação dos diversos ramos do Ministério Público, diversos promotores de Justiça, procuradores da República e do Trabalho e servidores, ultrapassando fronteiras para exercer essa missão com resultados significativos de proteção desse grande patrimônio ambiental nacional”, declarou Luciana Khoury. 

Sobre a FPI

Criada em 2002, a FPI do São Francisco na Bahia é um programa coordenado pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA), pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Em Alagoas teve início em 2014, em 2016 em Sergipe, em 2017 em Minas Gerais e em 2018 chegou ao estado de Pernambuco, coordenado pelos Ministérios Públicos dos estados e Ministério Público Federal. 

A iniciativa tem como objetivo melhorar a qualidade ambiental da bacia e a qualidade de vida dos povos da Bacia . Nesse sentido, são feitas ações de fiscalização em todas as áreas que possam impactar a saúde do Velho Chico. Com perfil socioeducador, a FPI realiza também atividades de educação ambiental nas comunidades, escolas e feiras livres; eventos de regularização de empreendimentos; entrevistas em rádios locais e imprensa em geral; e outras iniciativas de conscientização da importância do rio São Francisco. Em 2020, o programa foi premiado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) como o maior indutor de políticas públicas e, com as diversas temáticas que atua, contribui para a implementação dos 17 ODS.

Segundo a coordenadora geral do programa, a promotora de Justiça Luciana Khoury, “ser finalista de um prêmio tão relevante como o Innovare é um grande estímulo para que possamos seguir cada vez apresentando mais e melhores resultados, integrando órgãos públicos, instituições, entidades não governamentais, comitês de bacia,  movimentos sociais, povos e comunidades tracionais por mais justiça socioambiental na Bacia”.

Saiba os partidos que mais elegeram vereadores no Brasil em 2024

MDB lidera com folga, mas partidos de direita como PL e Republicanos registram crescimento expressivo nas câmaras municipais

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O MDB manteve a liderança nas eleições de 2024 como o partido que mais elegeu vereadores no Brasil. A legenda conquistou 8.109 cadeiras, consolidando sua posição histórica de hegemonia nas câmaras municipais e registrando um aumento de 757 postos em relação às eleições de 2020.

O PP aparece em segundo lugar, com 6.947 vereadores eleitos, seguido de perto pelo PSD, que alcançou 6.622 cadeiras. O PSD, criado em 2011, tem se firmado como uma das principais forças políticas municipais, consolidando sua presença legislativa nas cidades.

Uma das surpresas desta eleição foi o crescimento do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que elegeu 4.957 vereadores, um salto significativo comparado aos 3.463 vereadores eleitos em 2020. O Republicanos também registrou um aumento expressivo, conquistando 2.068 cadeiras a mais que na eleição anterior, totalizando 4.642 vereadores.

Já no campo da esquerda, o PT reverteu a tendência de queda registrada em 2020, elegendo 3.127 vereadores – um crescimento em relação aos 2.667 eleitos naquele ano. No entanto, o PSOL teve um pequeno recuo, elegendo 80 vereadores, 13 a menos do que em 2020.

Por outro lado, partidos tradicionais como o PSDB e o Cidadania sofreram grandes perdas. O PSDB perdeu 1.397 cadeiras em comparação com 2020, caindo para 3.002 vereadores. Já o Cidadania teve uma queda ainda mais acentuada, passando de 1.582 para apenas 437 vereadores eleitos em 2024.

Esses números refletem um realinhamento político no Brasil, com a direita consolidando sua força nas câmaras municipais e a esquerda lutando para recuperar espaço, especialmente diante do crescimento expressivo do bolsonarismo nas bases locais.

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Bolsonaristas aprovam pacote que limita STF, mas Lira deve travar avanço na Câmara

Propostas que restringem poderes do STF avançam na CCJ, mas enfrentam resistência de Arthur Lira, que busca evitar confronto com o Judiciário.

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (9), um conjunto de medidas que visam limitar os poderes do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre elas, duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que restringem decisões monocráticas dos ministros e permitem ao Congresso suspender deliberações da Corte consideradas como extrapolando suas funções. A ofensiva, liderada por parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enfrentará, no entanto, uma barreira: Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, que deve impedir o avanço das propostas.

Lira, que se aproxima do fim de seu mandato à frente da Casa, em fevereiro de 2025, tem pouco interesse em ampliar o desgaste com o STF. Além de ser conhecido por sua habilidade pragmática em costurar acordos e evitar crises institucionais, Lira entende que, com o curto prazo restante de sua presidência, uma escalada de tensão entre os poderes pode comprometer sua capacidade de manobra política. Ele precisará do apoio tanto do Judiciário quanto de outros setores da política para futuras articulações, inclusive caso decida por novos voos em sua carreira política.

Outro fator que pesa contra o avanço do pacote é a questão jurídica. Ministros do STF já expressaram preocupações com a legitimidade das PECs, alegando que, segundo a Constituição Federal, qualquer alteração nas regras do Judiciário deve ser proposta pelo próprio Poder, e não pelo Legislativo. Este “vício de origem” representa um obstáculo quase intransponível para as PECs, uma vez que sua aprovação, mesmo se levada adiante, enfrentaria inevitável contestação na Corte, que poderia declarar sua inconstitucionalidade. Esse cenário abriria uma nova crise institucional, um terreno que Lira, estrategicamente, parece evitar a todo custo.

A aprovação dessas propostas na CCJ ocorre em um contexto delicado. O STF, liderado por ministros como Flávio Dino, está imerso em uma série de ações que ampliam o controle sobre a transparência de emendas parlamentares, como as RP8 e RP9. As emendas RP8 referem-se às emendas apresentadas pelas comissões permanentes do Congresso, com foco em projetos de interesse coletivo. Já as emendas RP9, conhecidas como “orçamento secreto”, permitem ao relator-geral do Orçamento distribuir recursos públicos de maneira menos transparente, sem identificação clara dos beneficiários. Essa falta de clareza na destinação dos recursos das RP9 levantou preocupações de abusos e corrupção, e o STF suspendeu temporariamente seu uso. Lira, ao bloquear o avanço de propostas que limitam os poderes da Corte, evita inflamar ainda mais as tensões geradas por esses embates sobre a alocação de emendas.

Análise política e consequências

Ao bloquear o andamento do “pacote anti-STF”, Lira reafirma seu papel de negociador que, mais do que servir a uma base bolsonarista radicalizada, busca manter as pontes entre os poderes. Essa estratégia poderá preservar sua influência e evitar atritos desnecessários com o STF, crucial para qualquer presidente da Câmara que almeje relevância futura. No entanto, ao fazer isso, Lira também corre o risco de perder apoio de setores mais extremistas dentro de sua base, que pressionam por uma postura mais combativa contra o Judiciário.

As consequências desse movimento serão sentidas tanto no curto quanto no longo prazo. No imediato, uma tensão abafada entre Legislativo e Judiciário será mantida sob controle, ao menos até o fim da atual legislatura. No entanto, a pressão da ala bolsonarista para avançar com medidas contra o STF pode continuar crescendo, especialmente diante de um Congresso mais polarizado. Se Lira ceder a essas pressões, o Brasil poderá enfrentar uma crise de governabilidade mais profunda, com reflexos negativos sobre a estabilidade política e institucional do país.

Em resumo, Lira está diante de um equilíbrio delicado: ao barrar o avanço do pacote, ele preserva a estabilidade momentânea, mas pode enfraquecer seu capital político junto a um segmento importante de sua base de apoio.

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Carmélia da Mata denuncia perseguição e sinaliza oposição firme ao futuro governo de Barreiras

“Manterei meus posicionamentos, sem medo de intimidação; 62% da cidade deixou claro que não quis Otoniel”, declarou Carmélia após eleições marcadas por acusações de manipulação política

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora Carmélia da Mata (PP) fez seu primeiro pronunciamento na Câmara de Barreiras nesta terça-feira (08), após as eleições municipais de 06 de outubro, nas quais foi reeleita. Com um discurso firme, a vereadora destacou as adversidades enfrentadas durante a campanha, denunciou manobras políticas articuladas pelo prefeito Zito Barbosa e deixou claro que fará oposição ao futuro governo de Otoniel Teixeira, eleito com o apoio do atual prefeito.

Carmélia não poupou críticas ao prefeito Zito, afirmando que ele orquestrou uma campanha para minar sua reeleição.

“Zito, preciso reconhecer. Você me fez forte. Todas as barreiras que colocou no meu caminho, todo o mapeamento que fez para detectar onde estavam os meus votos, me fizeram lutar ainda mais”, destacou, ao apontar a intensa articulação política contra sua candidatura. Ela ressaltou que, mesmo diante dessas investidas, conseguiu sair vitoriosa nas urnas.

A vereadora foi enfática ao sublinhar que Otoniel Teixeira, candidato apoiado por Zito, não representa a vontade da maioria dos eleitores de Barreiras.

“62% da cidade deixou claro que não quis o seu candidato. Ele teve apenas os mesmos 30% dos votos que sua mulher teve no passado”, afirmou, apontando a fragilidade da vitória de Otoniel, que obteve pouco mais de 30% dos votos válidos, em um cenário de forte divisão política.

Em seu discurso, Carmélia revelou detalhes das articulações feitas para enfraquecer sua campanha, denunciando promessas de cargos e benefícios em troca de apoio ao candidato governista.

“Você articulou contra a minha campanha para que retirassem o apoio que estava me dando, afirmando que era uma questão pessoal a minha derrota”, acusou a vereadora, apontando o uso de influências políticas para tentar interferir no resultado das eleições.

Um dos pontos mais contundentes do pronunciamento foi a denúncia da compra de votos, que segundo Carmélia, marcou o processo eleitoral em Barreiras.

“Essa eleição foi a eleição do dinheiro, foi a eleição de quem tinha bala”, afirmou, mencionando a compra de votos em comunidades vulneráveis, como Vila Brasil e Ribeirão. Ela criticou o uso de recursos financeiros e de cargos públicos para manipular o apoio popular. “Eu não tinha 15 mil para dar na família de 7 pessoas, 30 mil para dar na família de 15 pessoas”, desabafou.

Carmélia da Mata aproveitou o momento para sinalizar que seu papel na nova legislatura será de oposição firme ao governo de Otoniel Teixeira, destacando que não se intimidará diante do novo cenário político.

“Manterei meus posicionamentos nessa casa em defesa da minha cidade, em defesa do bem comum, daquilo que é legal, daquilo que acrescenta na nossa cidade. Estarei firme, sem intimidação”, declarou com convicção, deixando claro que seu mandato será marcado por um enfrentamento às políticas que considerar prejudiciais para Barreiras.

A vereadora ainda fez um apelo ao futuro governo, cobrando um olhar mais humanizado para as regiões mais carentes do município.

“Que o prefeito eleito tenha um olhar diferenciado para a nossa cidade. Não com frieza, não com o calculismo exacerbado, mas que respeite o verdadeiro ser humano”, pediu, ao citar as dificuldades enfrentadas por moradores de áreas como Vila Brasil e São Sebastião.

Ao final de seu discurso, Carmélia reafirmou seu compromisso com a população de Barreiras e deixou claro que não permitirá que manobras políticas comprometam o bem-estar da cidade.

“Eu fui eleita pela população. Sem compra de votos, gente, eu não comprei um voto”, declarou, reforçando sua postura ética e a promessa de fiscalizar de perto a nova administração.

O pronunciamento da vereadora Carmélia da Mata marca o início de uma oposição que promete ser firme e combativa, com foco na defesa da ética e da transparência política em Barreiras.

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PP, ao lado de ACM Neto encolhe enquanto União Brasil cresce. Ala do PP articula retorno à base do governo do Estado

Após perder força, PP baiano articula reaproximação com o governo de Jerônimo Rodrigues, de olho na reforma administrativa e em cargos estratégicos como a Cerb

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O cenário político da Bahia, remodelado pelas eleições municipais de 2024, mostra o avanço do União Brasil (UB), que conquistou 39 prefeituras, enquanto o Partido Progressista (PP) enfrentou um declínio, elegendo apenas 41 prefeitos, bem abaixo dos 92 conquistados em 2020. Esse enfraquecimento reflete o impacto da saída do PP da base governista em 2022. Contudo, as negociações para o retorno do partido ao grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT) estão avançando, com os progressistas mirando cargos estratégicos na reforma administrativa prometida para os próximos meses.

Parte do PP ainda mantém alianças com a oposição, especialmente com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil). No entanto, uma ala significativa do partido, representada por deputados estaduais, já expressou interesse em retornar à base governista, mas com condições: eles descartam pastas como as Secretarias de Planejamento e de Ciência, Tecnologia e Inovação, pois preferem estruturas que permitam maior articulação política direta no interior. Nesse cenário, a Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), atualmente sob o comando do MDB, surge como o principal alvo dos progressistas.

Nos tempos em que o PP era um aliado de peso no governo, controlava secretarias estratégicas, como a de Planejamento, Infraestrutura Hídrica e Desenvolvimento Econômico, além da própria Cerb. Deputados do PP argumentam que, na conjuntura atual, o Planejamento, isoladamente, não teria o mesmo peso político.

“Se for para ficarmos apenas com o Planejamento, é preferível reivindicarmos a Cerb, que tem mais força política no interior”, declarou uma liderança do progressista. A Cerb, permitiria ao PP maior atuação junto às bases eleitorais, essencial para manter a relevância da legenda no estado.

O PP também argumenta que sua representatividade é maior que a do MDB, que atualmente controla a Cerb e a Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento. Com seis deputados estaduais e quatro federais, o PP acredita ter mais força para contribuir com o governo, inclusive na reeleição de Jerônimo em 2026. “Temos mais força política e podemos colaborar de forma mais decisiva, inclusive com recursos do fundo eleitoral”, reforçou outro deputado do partido.

Jerônimo Rodrigues, por sua vez, tem se mostrado cauteloso, mas aberto à reaproximação com o PP. Ele reconheceu que deputados progressistas têm votado consistentemente com o governo na Assembleia Legislativa, e que essa relação política já está em andamento. “Os deputados do PP têm votado comigo. Acompanhei alguns deles em municípios administrados pelo partido e, na relação com as bancadas estaduais, afirmo que são da nossa base”, disse o governador. Contudo, ele evita se comprometer publicamente com a distribuição de cargos, afirmando que ainda não discutiu o assunto diretamente com os líderes progressistas, como Mário Negromonte Jr. ou Niltinho.

O governador está consciente de que a reforma administrativa, prevista para ocorrer neste final de 2024 será crucial para consolidar essa aliança. A possibilidade de acomodar o PP em estruturas estratégicas, como a Cerb, e fortalecer a base governista no interior do estado é vista como uma oportunidade para fortalecer o poder de articulação política do governo. No entanto, a resistência de figuras como João Leão e Cacá Leão, que preferem manter o partido na oposição, pode dificultar a adesão completa do PP à base de Jerônimo.

Com as negociações ainda em curso, a possível reintegração do PP à base governista está condicionada à habilidade do governo em oferecer cargos com apelo político direto, que satisfaçam as expectativas dos progressistas. Jerônimo, ao se manter aberto ao diálogo, mas cauteloso sobre compromissos de cargos, sinaliza que o processo de realinhamento político seguirá em ritmo cuidadoso, preparando o terreno para uma coalizão ampliada na Bahia.

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Jerônimo inclui PP na base aliada e prepara reforma para acomodar progressistas: “São da nossa bancada”

 Foto: Lula Bonfim / Portal A Tarde

Governador amplia base com prefeitos progressistas e sinaliza ajustes no governo para integrar o partido

Do Atarde, editado por Caso de Política – O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), anunciou nesta terça-feira, 8, que já considera o Partido Progressista (PP) como parte integrante de sua base aliada, destacando a importância de incorporar os prefeitos eleitos pela legenda. Em sua primeira coletiva após o resultado do primeiro turno das eleições, o governador defendeu a aliança prática entre as duas forças políticas.

Com o retorno do PP à base, Jerônimo pode iniciar uma reforma administrativa ainda neste ano, com o objetivo de acomodar o partido e fortalecer a coalizão. Segundo o governador, a inclusão dos progressistas amplia o poder de articulação do governo, sobretudo no interior do estado, onde a legenda conquistou 41 prefeituras. Somados aos 309 municípios governados por partidos da base oficial, o número chega a 350.

“Os deputados do PP têm votado comigo, acompanhei alguns deles em municípios administrados pela legenda, e na relação com as bancadas estaduais, afirmo que são da nossa base”, declarou.

Embora tenha confirmado a proximidade com o PP, Jerônimo foi cauteloso ao comentar a oferta de cargos ao partido na futura reforma administrativa.

Ainda não conversei sobre isso com Mário Negromonte Jr. ou Niltinho”, disse, evitando detalhar como a legenda poderia ser integrada formalmente no governo.

A ampliação da base aliada, que já conta com partidos como PT, PSD e PSB, além de outros, fortalece o governo Jerônimo em um cenário de realinhamento político pós-eleições e prepara o terreno para uma reforma que pode acomodar os progressistas em espaços estratégicos da gestão estadual.

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Weube Febronio vence com 62,2% dos votos e é eleito prefeito de Baianópolis

Candidato do PP garantiu uma vitória expressiva nas eleições municipais; Alberto Gigante, do PSD, ficou em segundo com 37,8%

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Weube Febronio (PP) foi eleito prefeito de Baianópolis neste domingo (6), conquistando 62,2% dos votos e consolidando uma vitória com ampla margem. Com 6.796 votos, o candidato do Partido Progressistas garantiu o comando do município para os próximos quatro anos. A vitória reflete o forte apoio da população a suas propostas, que agora terão a chance de ser implementadas em sua gestão.

Alberto Gigante (PSD), seu principal adversário, obteve 37,8% dos votos, totalizando 4.130 votos. Apesar de uma campanha acirrada, Gigante não conseguiu reverter a vantagem de Weube, que se mostrou um nome forte entre os eleitores de Baianópolis.

Além da escolha para o Executivo, os eleitores do município também definiram a nova composição da Câmara Municipal. O destaque foi para Gil do Almiro (PP), que, com 762 votos, foi o vereador mais votado e assumirá uma posição de destaque no Legislativo local. A Câmara, com nove vereadores eleitos, apresenta uma mistura de forças partidárias que promete debates variados e representatividade na gestão do município.

Vereadores eleitos:

  • Gil Do Almiro (PP) – 762 votos
  • Humberto (Avante) – 722 votos
  • Ima do João Balbino (PP) – 712 votos
  • Diva Palmeira (Avante) – 627 votos
  • Netinho do Sinvaldo (Avante) – 590 votos
  • Lito (PSD) – 468 votos
  • Dhemes da Saúde (PSD) – 451 votos
  • Cássio Vinícius (Republicanos) – 430 votos
  • Milena Queiroz (PT) – 304 votos
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Prefeito eleito de Barreiras, Otoniel Teixeira, anuncia festa com Psirico para comemorar vitória

Evento será realizado na próxima sexta-feira (11), a partir das 19h, no Circuito do Carnaval, com trio elétrico passando pela avenida

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Otoniel Teixeira, prefeito eleito de Barreiras, anunciou nesta segunda-feira (7) uma grande festa para celebrar sua vitória nas eleições municipais. Em suas redes sociais, o futuro gestor convidou a população para o evento, que contará com a banda Psirico e trio elétrico no Circuito do Carnaval, nesta sexta-feira (11), a partir das 19 horas.

“Agora vai ter Psirico de verdade! Prepara a avenida que o trio vai passar!”, escreveu Otoniel em tom de celebração, destacando a presença de uma das bandas de pagode mais populares do país.

A festa promete reunir milhares de apoiadores e eleitores para comemorar a vitória nas urnas.

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