Jerônimo anuncia piso de professores em R$ 4.877,78 e contratação de psicólogos na educação da Bahia

Governador reafirma compromisso com o piso nacional dos professores, amplia programas de monitoria estudantil e reforça assistência psicológica nas escolas estaduais

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Bahia garantirá o pagamento do novo piso nacional da Educação, fixado em R$ 4.877,78, e ampliará sua equipe de suporte educacional com a contratação de 52 psicólogos e 52 assistentes sociais para a rede estadual de ensino. O anúncio foi feito pelo governador Jerônimo Rodrigues na noite desta segunda-feira (10), durante a segunda edição de seu podcast semanal, que contou com a presença da secretária da Educação, Rowenna Brito.

Os novos profissionais atuarão nos núcleos territoriais de educação, acompanhando escolas e promovendo iniciativas voltadas à saúde mental de estudantes e professores. Com investimento de R$ 5,7 milhões para 2025 e igual montante para 2026, o governo pretende fortalecer o ambiente escolar, reduzindo casos de evasão e prevenindo conflitos. “Eles vão realizar rodas de conversa e acompanhamentos individuais, garantindo suporte emocional para todos os envolvidos no processo educacional”, explicou Rowenna Brito.

Além da contratação, Jerônimo anunciou a ampliação de dois programas voltados ao desenvolvimento dos estudantes: o Educa Mais Bahia e o Mais Estudo. O primeiro, que incentiva atividades complementares em escolas estaduais, terá seu edital de 2025 publicado com oferta de dez mil vagas, demandando um investimento de R$ 110 milhões. No ano anterior, o programa envolveu quase 8 mil monitores voluntários e beneficiou 240 mil estudantes. “Queremos expandir a oferta de oficinas e garantir que cheguemos ao maior número possível de escolas”, destacou a secretária da Educação.

Já o programa Mais Estudo, que oferece monitoria estudantil para reforço em disciplinas como Língua Portuguesa e Matemática, abrirá 52 mil vagas em 2025, com aporte de R$ 70,2 milhões. Com a inclusão de Biologia entre as disciplinas atendidas, a iniciativa busca alavancar o desempenho dos estudantes em exames nacionais. “Os resultados do Enem e as métricas do Ideb mostram que a educação baiana tem avançado nos últimos anos. Nosso desafio é continuar essa trajetória de crescimento”, afirmou o governador.

A rede estadual de ensino da Bahia conta atualmente com 1.743 unidades escolares e 628.789 estudantes matriculados. Em 2024, foram realizadas quase 200 mil novas matrículas e 20.655 transferências. Neste ano letivo, o governo estadual também reforçou o investimento na alimentação escolar, destinando R$ 510 milhões à compra de produtos, incluindo itens da agricultura familiar. A medida visa garantir refeições nutritivas e promover segurança alimentar nas comunidades locais.

As iniciativas anunciadas consolidam a estratégia do governo de fortalecer a educação básica no estado, garantindo suporte pedagógico, assistência psicológica e incentivo ao aprendizado. A expectativa é que os investimentos contribuam para a melhoria dos indicadores educacionais e para a permanência dos alunos na escola.

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Lula entrega obras de saneamento e abastecimento de água na Bahia e anuncia novos investimentos

Obras incluem ampliação de sistemas de captação e esgotamento sanitário, com mais de R$ 574 milhões em recursos federais e estaduais

Caso de Política com Agência Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta sexta-feira (7), da entrega de obras de saneamento e abastecimento de água em municípios da Bahia, dentro do Programa Água Para Todos, que integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os investimentos, que ultrapassam R$ 574 milhões, visam ampliar a infraestrutura hídrica no estado, reduzindo os impactos da estiagem e garantindo abastecimento para a população.

Durante evento em Paramirim, no sertão baiano, Lula assinou a ordem de serviço para a construção da Barragem do Rio da Caixa, com orçamento de R$ 123,1 milhões. A obra pretende aumentar a segurança hídrica da região e beneficiar pequenos produtores rurais.

“Ninguém vive sem água, mas também ninguém vive sem comida. Vamos garantir água para irrigação e comida de qualidade para vocês”, declarou o presidente.

Em Bom Jesus da Lapa, o governo entregou a primeira fase do sistema integrado de abastecimento da Adutora da Fé, que recebeu R$ 47 milhões em investimentos. A estrutura transporta água do Rio São Francisco até a cidade. Além disso, foi autorizada a contratação da segunda etapa do projeto, que terá 95,2 quilômetros de extensão e R$ 258,7 milhões em recursos para beneficiar comunidades de Riacho de Santana, Igaporã e outras 53 localidades rurais.

Outro projeto entregue foi a ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário de Paramirim. Iniciado em 2011, o sistema foi readequado e recebeu R$ 26,5 milhões da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). O novo sistema atende cerca de 20 mil habitantes.

Por fim, foi assinada a ordem de serviço para o projeto de captação de água do Canal do Sertão Baiano, no trecho Salitre. A estrutura terá 10,6 quilômetros de extensão e um investimento de R$ 118,8 milhões para levar água do Rio São Francisco a municípios como Tourão/Poções, Itapicuru, Jacuípe e Vaza-Barris.

Com essas iniciativas, o governo federal busca ampliar o acesso à água no semiárido baiano, garantindo melhorias para a população e reforçando o combate aos impactos da seca na região.

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Governo Federal amplia recursos para a saúde na Bahia em R$ 200 milhões

Medida tem o objetivo de fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) no estado e integra o Pacto Bahia pela Saúde para melhorar os serviços especializados em hospitais e unidades estaduais, além de garantir mais recursos para o atendimento à população

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (05/02), a ampliação dos repasses destinados à saúde pública da Bahia em R$ 200 milhões, reforçando o compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. A medida, oficializada pela Portaria GM/MS nº 6.594, de 4 de fevereiro de 2025, foi publicada no Diário Oficial da União e tem efeito retroativo a janeiro deste ano. Os recursos serão direcionados ao limite financeiro de Média e Alta Complexidade (MAC) da Bahia, garantindo o fortalecimento dos serviços especializados em hospitais e unidades de saúde geridas pelo Governo do Estado.

Este incremento financeiro faz parte da contribuição do Governo Federal ao Pacto Bahia pela Saúde, uma iniciativa coordenada pelo governo estadual que une os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e diversas entidades para regionalizar e qualificar os serviços de saúde prestados à população baiana.

Para a secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, a ampliação dos recursos reflete a sensibilidade do presidente Lula e da Ministra da Saúde, Nísia Trindade, em relação às necessidades da população baiana. “Esse gesto reforça a parceria entre os governos estadual e federal, garantindo mais assistência e dignidade para os baianos”, afirmou Santana.

A portaria determina que os recursos sejam transferidos de maneira regular e automática do Fundo Nacional de Saúde para o Fundo Estadual de Saúde da Bahia, proporcionando previsibilidade financeira para a gestão dos serviços de saúde. Os recursos fazem parte do programa orçamentário Atenção à Saúde da População para Procedimentos de Média e Alta Complexidade, vinculado ao Ministério da Saúde.

Além do incremento federal, o governador Jerônimo Rodrigues anunciou, no dia 4 de fevereiro, um pacote de investimentos de R$ 2,07 bilhões para fortalecer a saúde pública nos municípios baianos. Os recursos serão destinados à ampliação da infraestrutura de saúde, com destaque para a construção de novas maternidades, unidades básicas de saúde (UBS), centros de reabilitação e unidades de atenção psicossocial. Também está prevista a expansão do Telessaúde e o reforço na assistência farmacêutica.

As prefeituras que aderirem ao Pacto Bahia pela Saúde assumem o compromisso de fortalecer suas redes de atendimento, assegurando a eficiência da atenção primária, da regulação e da execução de serviços contratualizados com qualidade. O repasse federal agora anunciado reforça o contínuo avanço da saúde pública na Bahia, garantindo a sustentabilidade e a ampliação da assistência hospitalar e ambulatorial de Média e Alta Complexidade.

Com a ampliação financeira, a Bahia se consolida como referência nacional na regionalização da saúde pública, buscando assegurar um atendimento mais qualificado e eficaz para sua população.

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Governo da Bahia reforça transporte escolar com 417 novos ônibus

Veículos atenderão estudantes de todos os municípios do estado e a Uneb

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O governo da Bahia entregou, no dia 30 de janeiro, 417 novos ônibus escolares para atender estudantes da rede pública em 416 municípios e na Universidade do Estado da Bahia (Uneb). A distribuição dos veículos faz parte de um investimento de R$ 173 milhões, oriundos do tesouro estadual e de emendas parlamentares, e busca garantir mais segurança e acessibilidade no transporte dos alunos, especialmente os que residem em áreas rurais e de difícil acesso.

A entrega dos ônibus marcou o encerramento do 8º Encontro de Prefeitos da Bahia, realizado no Parque dos Ventos, em Salvador. Durante o evento, o governador Jerônimo Rodrigues ressaltou a relevância do transporte escolar adequado para assegurar a permanência dos estudantes nas escolas.

“Muitos alunos só conseguem estudar porque têm esse suporte do transporte. Esses ônibus são equipados para oferecer conforto e acessibilidade, mas também nos cobram a responsabilidade de manter as estradas em boas condições”, afirmou.

A secretária da Educação, Rowenna Brito, destacou que a renovação da frota se soma a outras iniciativas do governo para fortalecer a educação no estado.

“Estamos investindo na infraestrutura das escolas, na realização de concursos para professores e em programas que garantem a permanência dos alunos na sala de aula. Esse compromisso com a qualidade da educação se reflete em ações concretas como essa”, pontuou.

Os novos veículos começarão a operar já no início do ano letivo, permitindo que os municípios substituam ônibus antigos e melhorem a logística do transporte escolar. Para prefeitos e secretários municipais de Educação, a renovação da frota representa um alívio diante das dificuldades enfrentadas por algumas prefeituras.

“O governador tem demonstrado atenção especial com os municípios. Já recebemos veículos para a Saúde e Assistência Social, e agora temos mais esse reforço essencial para os nossos alunos”, afirmou o prefeito de Brumado, Fabrício Abrantes.

Além da aquisição dos ônibus, o governo estadual tem investido em outras frentes para ampliar o acesso e melhorar a qualidade da educação, como a reforma e ampliação de escolas, a formação de professores e incentivos à matrícula e conclusão do ensino básico.

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Investimento federal amplia frota do Samu 192 e fortalece rede de urgência na Bahia e no Nordeste

Ministério da Saúde entrega 170 novas ambulâncias, com destaque para a Bahia, que recebe o maior número de viaturas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O atendimento de urgência no Nordeste ganhou um reforço significativo nesta sexta-feira (31), com a entrega de 170 novas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192). A iniciativa, que beneficiará 135 cidades dos nove estados da região, faz parte de um plano do governo federal para renovar a frota e garantir que, até 2025, nenhum veículo do SUS tenha mais de cinco anos de uso. O investimento é de R$ 49,1 milhões.

A cerimônia de entrega ocorreu em Salvador, capital baiana, e contou com a presença da ministra da Saúde, Nísia Trindade. A Bahia foi o estado mais contemplado com a renovação da frota, recebendo 40 novas viaturas que atenderão municípios como Feira de Santana, Vitória da Conquista, Juazeiro, Ilhéus e Barreiras. A modernização dos veículos busca não apenas melhorar a eficiência no atendimento de emergências, mas também garantir mais segurança a pacientes e profissionais de saúde.

Expansão da cobertura do Samu 192

Desde 2023, o governo federal tem acelerado os investimentos na estrutura do Samu 192. Em 2022, a frota nacional contava com cerca de 4,1 mil ambulâncias, muitas delas com até 15 anos de uso. Com os novos investimentos, o número de viaturas ultrapassa 4,3 mil, cobrindo mais de 88% da população brasileira. A meta do Ministério da Saúde é universalizar o serviço até 2026.

Na Bahia, a ampliação do serviço impacta diretamente cidades de médio e grande porte, além de regiões mais isoladas, onde a demora no atendimento pode ser fatal. A nova frota permitirá maior agilidade no socorro a pacientes em situação de emergência, reduzindo o tempo de resposta do atendimento móvel de urgência.

Outro avanço foi o reajuste no repasse de recursos para o custeio do Samu 192, com um aumento de 30% nos valores transferidos aos municípios. O incremento de R$ 396 milhões elevou o orçamento do serviço de R$ 1,3 bilhão para R$ 1,7 bilhão ao ano, reduzindo a sobrecarga financeira das prefeituras e incentivando a ampliação do atendimento.

Primeiro hospital público de cuidados paliativos do Brasil é inaugurado em Salvador

Além do reforço na frota do Samu 192, a ministra Nísia Trindade também inaugurou, nesta sexta-feira (31), o primeiro hospital público especializado em cuidados paliativos do Brasil, localizado em Salvador. O serviço, que passa a integrar a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), faz parte de uma política inédita voltada ao atendimento humanizado de pacientes com doenças crônicas ou terminais, bem como de seus familiares e cuidadores.

“Governar é cuidar de pessoas. Quando falamos de cuidados paliativos, não estamos tratando apenas do fim da vida, mas de acolhimento e qualidade de vida para os pacientes”, afirmou a ministra Nísia Trindade.

A política nacional de cuidados paliativos inclui a criação de equipes multiprofissionais para ampliar e qualificar o atendimento na rede pública de saúde, com o objetivo de oferecer suporte integral aos pacientes em tratamento prolongado.

Programa Mais Acesso a Especialistas agiliza consultas na Bahia

Durante sua passagem pelo estado, a ministra também acompanhou a implementação do Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE) no Hospital Ortopédico da Bahia, em Salvador. A unidade foi a primeira a adotar o modelo de Oferta de Cuidado Integrado (OCI), que reduz a burocracia e agiliza a realização de consultas e exames especializados.

No novo sistema, pacientes que necessitam de múltiplas consultas ou exames não são colocados em diversas filas de espera. Em vez disso, são direcionados para unidades que oferecem a maioria dos atendimentos necessários, garantindo rapidez e eficiência no diagnóstico e tratamento.

O aposentado José Antônio Correia, morador de Feira de Santana, foi um dos beneficiados pelo programa e elogiou a experiência. “É a primeira vez que venho aqui e estão todos de parabéns. Além de ser bem atendido, vou fazer o tratamento aqui, porque não tinha dinheiro para pagar”, disse.

Ministra recebe homenagem das Obras Sociais Irmã Dulce

Finalizando sua agenda na Bahia, Nísia Trindade foi homenageada pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), onde recebeu o título de Sócia Honorária da instituição. A honraria foi concedida pelo Conselho de Administração da OSID em reconhecimento ao apoio da ministra às entidades filantrópicas do Brasil desde que assumiu o Ministério da Saúde.

A solenidade foi realizada na sede das Obras Sociais, no Largo de Roma, em Salvador, onde Nísia reforçou o compromisso do governo federal com as instituições filantrópicas que atuam no atendimento à população carente.

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Governo do Estado lança Selo Lilás em Barreiras para incentivar valorização das mulheres

Certificação reconhecerá empresas e entidades que promovem equidade de gênero e adotam medidas concretas de inclusão feminina no mercado de trabalho

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O município de Barreiras será palco, nesta sexta-feira (31), do lançamento do Selo Lilás, uma iniciativa do Governo do Estado da Bahia para reconhecer empresas e instituições que promovem a equidade de gênero e adotam medidas concretas de valorização das mulheres. O evento acontece às 14h, no auditório da CDL/ACEB, e contará com a presença da secretária estadual de Políticas para Mulheres, Neusa Cadore.

A certificação será concedida a empresas e entidades que implementam políticas de inclusão, combate à violência contra a mulher e promoção de um ambiente de trabalho mais seguro e igualitário. O objetivo é incentivar o setor empresarial a adotar práticas que ampliem as oportunidades para as mulheres e reforcem o compromisso com a responsabilidade social.

Organizado pela Secretaria Municipal da Mulher e Juventude, em parceria com a Secretaria de Políticas para Mulheres do Estado da Bahia (SPM-BA), o evento será gratuito e aberto ao público. A programação contará com debates sobre a participação feminina no mercado de trabalho e orientações sobre os critérios para adesão à certificação. As inscrições podem ser feitas pela plataforma Sympla.

Empresas que aderirem ao Selo Lilás se tornam referências em boas práticas corporativas, demonstrando compromisso com a construção de ambientes mais inclusivos e acolhedores para as mulheres. O lançamento em Barreiras representa um avanço na promoção da equidade de gênero no ambiente profissional.

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Bahia conquista quarta melhor colocação nacional na Redação do Enem

Com investimentos em educação e apoio aos estudantes, o estado avança no ranking nacional do exame.

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Os estudantes da rede estadual da Bahia brilharam no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), alcançando o quarto melhor desempenho entre as redes públicas do país na Redação. Com notas que variam de 980 a 1000, eles se destacaram no ranking nacional, superando desafios e mostrando a força da educação baiana.

O feito é resultado de uma combinação de fatores, incluindo o recorde de 376.352 inscritos no Enem 2024, sendo 140 mil estudantes concluintes da rede estadual. Entre as iniciativas de destaque, o projeto “Tô com Você no Enem” foi um dos principais pilares de suporte. O programa garantiu transporte gratuito, distribuição de kits com água e lanche, e promoveu aulões e atividades extraclasse, como rodas de conversa e feiras de profissões. Essas ações demonstraram o compromisso do Governo da Bahia em proporcionar as melhores condições aos seus alunos.

A secretária da Educação da Bahia, Rowenna Brito, destacou que o resultado reflete os investimentos do estado na formação dos professores, ampliação da infraestrutura escolar e programas de incentivo à permanência estudantil, como Bolsa Presença e Mais Estudo. Para ela, essas medidas não só melhoraram a qualidade da educação, mas também criaram condições para que os estudantes vislumbrem novas possibilidades, como o acesso ao ensino superior.

O projeto “Tô com Você no Enem”, implementado pela Secretaria da Educação, é apontado como um dos principais fatores de sucesso. Além do apoio pedagógico, a iniciativa envolveu a distribuição de materiais didáticos, realização de “aulões” em todas as regiões do estado e atividades voltadas à preparação psicológica dos alunos. Essas medidas reforçaram a confiança dos estudantes e ampliaram suas chances de sucesso no exame.

Além das notas entre 980 e 1000, a Bahia também alcançou a quinta posição nacional nas notas entre 950 e 980, consolidando sua posição de destaque. A participação ativa das famílias e dos municípios na educação também foi citada como fundamental para o sucesso dos jovens.

“Os resultados não são apenas números, mas um reflexo do trabalho conjunto entre o Governo do Estado, as escolas, os professores e as famílias”, afirmou Rowenna. “Nossa meta é continuar investindo e mostrando aos jovens que a educação é o caminho para transformar suas vidas e conquistar seus sonhos.”

Com esses resultados, os estudantes baianos demonstram que, com apoio e investimento, é possível superar barreiras e atingir a excelência acadêmica. A conquista na Redação do Enem é um reflexo do potencial que a educação pode realizar quando colocada como prioridade.

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Operação resgata trabalhadores em situação de escravidão no oeste da Bahia

Foto: Divulgação/MTE

Cinco pessoas foram retiradas de condições degradantes em uma chácara e em uma fazenda de eucalipto; empregadores foram notificados a regularizar situação e podem responder judicialmente

Um caseiro e quatro trabalhadores rurais foram resgatados em operação de combate ao trabalho escravo realizada na semana passada, entre os dias 5 e 8 de novembro, no oeste da Bahia. A ação conjunta contou com a participação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Ministério Público do Trabalho (MPT), Defensoria Pública da União (DPU), Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) do estado da Bahia e Polícia Rodoviária Federal. Os resgatados foram retirados dos locais em que eram submetidos a condições degradantes e estão sendo atendidas pelas autoridades.

O homem de 70 anos de idade trabalhava há cerca de 17 anos como caseiro em uma chácara localizada entre os municípios de Barreiras e São Desidério, sem receber salário. Cuidava dos animais e da segurança da propriedade, onde morava em condições precárias. A casa destinada à moradia do trabalhador estava em péssimas condições de higiene e conservação, com inúmeras teias de aranha, restos de móveis, utensílios e outros materiais amontoados, além de buraco na parede da sala que possibilitava o acesso de animais, a exemplo de escorpiões.

No imóvel, não havia instalação sanitária em condições de uso, o que obrigava o trabalhador a realizar suas necessidades fisiológicas no mato e tomar banho na área externa. A cozinha era improvisada, na área externa, contendo um fogão a lenha e uma gaiola de criação de filhotes de galinha, além do trânsito livre de patos, galinhas e cachorros. O trabalhador possuía aposentadoria por invalidez, mas não tinha acesso aos valores, já que a empregadora ficava com o cartão de acesso à conta bancária. A DPU está dando assistência judicial ao trabalhador para regularizar sua situação perante a Previdência Social.

A outra ação fiscal foi realizada em fazenda produtora de eucalipto, sendo resgatados quatro trabalhadores que realizavam o corte, separação e carregamento do eucalipto destinado à comercialização. Eles estavam alojados de forma precária, em casa em péssimas condições de habitabilidade, sem conservação e higiene, além de não possuir energia elétrica. Dormiam em camas improvisadas com madeiras e colchões sujos e desconfortáveis trazidos pelos trabalhadores. Também não havia banheiro em condições de uso dentro da casa, o que obrigava os trabalhadores a realizarem suas necessidades fisiológicas no mato e a tomarem banho na parte externa. A água utilizada para consumo e banho era retirada do rio que passa perto da localidade, e armazenada em tonéis inadequadamente reutilizados. No momento da fiscalização, ainda foi constatado que alimentos eram cozidos em lata reaproveitada de tinta acrílica.

Os trabalhadores resgatados não eram capacitados para operar motosserra, além de não terem sido submetidos a treinamentos de segurança pelo empregador. Não foram fornecidos os equipamentos de proteção coletiva e individual necessários para execução da atividade. As ferramentas e insumos necessários para realização do trabalho foram adquiridos pelos trabalhadores. O grupo atuava a mando de um empregador que firmou contrato de compra e venda de floresta em pé, instrumento firmado com o dono da fazenda para que o contratante fizesse a extração e venda da madeira de uma área de mata da propriedade.

Os auditores-fiscais do trabalho notificaram os empregadores a formalizarem os contratos de trabalho, pagar as verbas rescisórias e parar imediatamente de submeter esses e outros trabalhadores a condição análoga à de escravos. Também foram emitidas as guias para que os trabalhadores recebem as parcelas do seguro-desemprego aos trabalhadores resgatados. Os empregadores terão que apresentar documentos comprobatórios da correção das irregularidades encontradas e serão lavrados os autos de infração.

A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), do estado da Bahia acompanhou a operação para dar o suporte ao atendimento pós-resgate a todas as vítimas. Nos dois casos, já acionou a assistência social dos municípios dos trabalhadores resgatados para o acolhimento e encaminhamentos para atendimentos de saúde, geração de emprego e renda, acesso a terra e nivelamento educacional. O MPT aguardará a conclusão dos procedimentos administrativos para convocar os dois empregadores e propor a assinatura de um termo de ajuste de conduta. Caso não haja possibilidade de acordo extrajudicial, poderá ser movida uma ação civil pública ou ação coletiva em conjunto com a DPU para garantia dos pagamentos aos trabalhadores e de indenizações por danos morais coletivos e individuais.

Fonte: MPT na Bahia

Barreiras registra 6% de sua população em favelas, contrariando outras cidades da região oeste

Imagem ilustrativa da internet

Dados do IBGE de 2024 revelam desigualdade no acesso à infraestrutura em cidades baianas; Barreiras tem cerca de 10.240 pessoas morando em favela na região

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O município de Barreiras, com uma população estimada de 170.667 habitantes em 2024, é o maior do oeste da Bahia e o décimo do estado. Contudo, ao lado do crescimento populacional, a cidade se destaca negativamente pelo índice de moradia precária. Segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6% da população barreirense vive em favelas, o que representa cerca de 10.240 pessoas, configurando um desafio significativo para a gestão pública local. O cenário urbano da cidade reflete um histórico de ausência de políticas habitacionais consistentes, com a última grande entrega de moradias ocorrendo em 2015, quando a então presidente Dilma Rousseff inaugurou 1.476 unidades do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Desde então, nenhuma nova iniciativa habitacional foi implementada pela administração municipal, deixando a população mais vulnerável sem alternativas de moradia adequada.

Este número coloca Barreiras em uma posição de destaque quando comparada a outras cidades da região, como Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Formosa do Rio Preto e Angical, que não apresentam registros de habitações precárias ou aglomerados habitacionais. A realidade da cidade ilustra um contraste com a média nacional, onde 16,4 milhões de brasileiros vivem em favelas, correspondendo a 8,1% da população do país, conforme os dados do Censo 2022.

Crescimento das favelas no brasil: 16,4 milhões de pessoas em 12,4 mil comunidades

Em uma análise mais ampla do Brasil, o IBGE identificou 12,4 mil favelas em 656 municípios, marcando um crescimento em relação aos números de 2010, quando o país registrava 6.329 favelas em 323 cidades. Essa expansão reflete, em parte, a melhoria na coleta de dados e a maior visibilidade das condições habitacionais das populações marginalizadas.

No caso de Barreiras, além do alto índice de favelas, os moradores da cidade enfrentam ainda a falta de saneamento básico e fornecimento de água potável, condições que agravam a vulnerabilidade social e aumentam as dificuldades de desenvolvimento urbano e de qualidade de vida. Esse cenário reflete uma questão estrutural que precisa ser enfrentada pelas autoridades locais e estaduais, considerando a crescente urbanização e os desafios de infraestrutura enfrentados pela cidade.

A falta de planejamento e as dificuldades financeiras: obstáculos ao progresso

Um dos principais fatores que contribuem para a formação de favelas e a persistência das condições precárias em Barreiras é a ausência de um planejamento urbano eficaz. A última iniciativa habitacional significativa ocorreu em 2015, quando a ex-presidente Dilma Rousseff entregou 1.476 unidades do programa “Minha Casa, Minha Vida” no município. Desde então, nenhuma nova iniciativa habitacional foi implementada pela administração municipal, o que deixou centenas de famílias sem opções acessíveis de moradia.

Além disso, as dificuldades financeiras enfrentadas pela população de favelas são profundas. A maioria das famílias que reside em aglomerados habitacionais não possui renda suficiente para acessar serviços essenciais como saúde, educação e transporte de qualidade, tampouco para arcar com os custos de moradias formais ou com a legalização das residências onde moram. A escassez de oportunidades de emprego e o baixo nível de escolaridade contribuem para a exclusão social e perpetuam o ciclo de pobreza.

Em contraste, cidades da mesma região, como Luís Eduardo Magalhães, têm se destacado pelo crescimento econômico impulsionado pela agricultura, mas sem os mesmos problemas urbanos. A falta de favelas nessas localidades revela desigualdades no planejamento urbano e na distribuição de recursos, evidenciando que Barreiras precisa, com urgência, revisar suas políticas públicas de habitação e infraestrutura.

O aumento no número de favelas em todo o Brasil é um reflexo das condições socioeconômicas desiguais e da necessidade de políticas públicas mais efetivas. Barreiras, com sua elevada taxa de população em condições precárias de moradia, deve se preocupar em implementar soluções integradas para garantir um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável para seus habitantes.

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Duas das maiores favelas do Brasil estão em Salvador, aponta Censo 2022 do IBGE

Beiru e Pernambués figuram entre as 20 maiores favelas do país, refletindo a realidade das periferias urbanas em Salvador

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Censo 2022, divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que Salvador abriga duas das 20 maiores favelas do Brasil, com um total combinado de mais de 73 mil moradores. A comunidade do Beiru, localizada no bairro de Tancredo Neves, ocupa o 10º lugar no ranking nacional, com 38.871 habitantes, e é a maior favela da Bahia. A segunda maior favela da capital baiana, Pernambués, figura no 11º lugar, com 35.110 moradores.

Esses dados fazem parte de uma análise mais ampla do IBGE, que inclui informações sobre a população que vive em 12.348 favelas espalhadas por 656 municípios brasileiros. No total, cerca de 16 milhões de pessoas vivem em favelas no país, com 1,3 milhão de baianos residindo nessas comunidades. Salvador, portanto, aparece como um importante retrato da realidade das favelas no Brasil, não apenas pela quantidade de moradores, mas também pela dimensão da desigualdade social.

As favelas brasileiras mais populosas estão concentradas principalmente no Sudeste e Norte do país. A Rocinha, no Rio de Janeiro, continua sendo a maior favela do Brasil, com 72.021 habitantes. No entanto, a presença de Salvador nesse ranking, com Beiru e Pernambués, é um indicativo claro dos desafios urbanos enfrentados pela cidade. Enquanto o Beiru fica a uma considerável distância da Rocinha em número de moradores, com 34 mil habitantes a menos, a comparação entre as duas revela uma constante preocupação com a urbanização precária e a falta de serviços essenciais nessas áreas.

Além disso, o Censo 2022 apresenta uma segunda análise, com base no número de domicílios ocupados. A lista revela uma dinâmica diferente das populações, e mais uma vez, Beiru e Pernambués figuram entre as maiores. O Beiru tem 15.618 domicílios, enquanto Pernambués ocupa a 10ª posição, com 14.649 residências. Isso destaca não apenas o número de habitantes, mas também a quantidade de famílias vivendo nessas condições precárias.

A distribuição geográfica das favelas mais populosas é reveladora: das 20 maiores, oito estão na região Norte, sete no Sudeste, quatro no Nordeste e uma no Centro-Oeste. A predominância do Norte, com grandes comunidades na Amazônia e no Nordeste, como em Manaus, São Luís e Belém, reflete a crescente urbanização e a expansão das favelas em áreas históricas de pobreza e desigualdade.

O ranking também traz à tona as favelas com maior extensão territorial. Nesse cenário, Salvador se destaca mais uma vez, com a favela de Valéria, no subúrbio da cidade, figurando em 5º lugar entre as maiores em área, com 5,5 km². Essa comunidade, embora com uma população menor em comparação com Beiru e Pernambués, chama a atenção pela vastidão territorial e pelos desafios urbanos que surgem com a ocupação do espaço.

Por fim, o estudo do IBGE ilustra a complexidade das favelas brasileiras: enquanto muitas são densamente povoadas, outras possuem grandes extensões territoriais, e muitas ainda enfrentam o desafio de infraestrutura básica, como saneamento e transporte público adequados. A realidade das favelas em Salvador, com suas duas principais comunidades entre as maiores do país, é um reflexo das desigualdades urbanas que afligem não só a cidade, mas todo o Brasil.

Ranking das 20 maiores favelas por quantidade de moradores:

  1. Rocinha (RJ) – 72.021
  2. Sol Nascente (DF) – 70.908
  3. Paraisópolis (SP) – 58.527
  4. Cidade de Deus (AM) – 55.821
  5. Rio das Pedras (RJ) – 55.653
  6. Heliópolis (SP) – 55.583
  7. São Lucas (AM) – 53.674
  8. Coroadinho (MA) – 51.050
  9. Baixadas da Estrada Nova Jurunas (PA) – 43.105
  10. Beiru/Tancredo Neves (BA) – 38.871
  11. Pernambués (BA) – 35.110

Ranking das 20 maiores favelas por quantidade de domicílios:

  1. Rocinha (RJ) – 30.371
  2. Rio das Pedras (RJ) – 23.846
  3. Sol Nascente (DF) – 21.889
  4. Paraisópolis (SP) – 21.442
  5. Heliópolis (SP) – 20.205
  6. Coroadinho (MA) – 16.741
  7. Cidade de Deus (AM) – 15.872
  8. Beiru/Tancredo Neves (BA) – 15.618
  9. São Lucas (AM) – 15.469
  10. Pernambués (BA) – 14.649

Ranking das 20 maiores favelas por extensão territorial (km²):

  1. 26 de Setembro (DF) – 10,5
  2. Sol Nascente (DF) – 9,2
  3. Morro da Cruz (DF) – 5,9
  4. Invasão Água Limpa (MG) – 5,7
  5. Valéria (BA) – 5,5
  6. Coroadinho (MA) – 5,4
  7. Santa Etelvina (AM) – 4,8
  8. Parque Estrela (RJ) – 4,6
  9. João de Barro (RR) – 4,6
  10. Jardim Progresso (RN) – 4,5
  11. Cidade de Deus (AM) – 4,3
  12. Baía do Sol (PA) – 4,2
  13. Residencial Tiradentes (MA) – 4,2
  14. Gapara (MA) – 4,1
  15. Vila Nestor (MA) – 4,1
  16. Nacional (RO) – 4,1
  17. Santa Rita (BA) – 4,0
  18. Barra Alegre (MG) – 3,9
  19. São Lucas (AM) – 3,8
  20. Água Boa (PA) – 3,8
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