Quem pergunta conduz – por Luís Carlos Nunes

“Quem pergunta conduz” – essa simples afirmação encerra em si uma complexidade de significados que nos convidam a adentrar em uma jornada filosófica. O ato de questionar não se limita a buscar respostas prontas, mas sim a explorar os recônditos da mente, a desafiar o senso comum e a abrir-se para o desconhecido. Perguntar é, em essência, manifestar a curiosidade inerente ao ser humano, é exercitar a mente crítica, é mergulhar nas profundezas do pensamento.

Aquele que pergunta não apenas busca informações, mas também transforma, instiga, move-se em direção ao conhecimento. O questionamento nos coloca em contato com as incertezas do mundo, nos desafia a olhar para além das aparências, a questionar as verdades estabelecidas e a buscar novas perspectivas. A dúvida, longe de ser um obstáculo, é uma ferramenta poderosa para a expansão da consciência.

Ao nos abrirmos para as perguntas e para a reflexão, somos levados a trilhar caminhos inexplorados, a enfrentar desafios, a gerar insights e a crescer em sabedoria. O ato de questionar revela não apenas nossa sede de conhecimento, mas também nossa coragem em desafiar o status quo, em desbravar terrenos desconhecidos, em buscar a essência das coisas.

Assim, quem pergunta não apenas guia a si mesmo em uma jornada rumo ao entendimento, mas também ilumina o caminho daqueles que o rodeiam. O questionamento constante nos conecta com a riqueza da diversidade de ideias, nos leva a enxergar além das aparências, a compreender as contradições e a buscar a síntese no meio do caos.

Em uma sociedade onde as respostas prontas e a conformidade são frequentemente valorizadas, é fundamental resgatarmos o papel transformador das perguntas. No desafio constante de nos questionarmos e de questionar o mundo à nossa volta, encontramos não só a revelação do novo, mas também a redescoberta do velho sob um olhar renovado. Que possamos, assim, honrar a sabedoria contida na frase “quem pergunta conduz” e permitir que a curiosidade nos guie rumo à compreensão mais profunda do universo e de nós mesmos.

Operação Orizon recupera 113 veículos após ação conjunta da PRF, PMBA e PCBA no Oeste e Sul da Bahia

Operação denominada Orizon, do grego, significa “até onde se pode enxergar” em referência ao crime de fraudes veiculares

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Entre os dias 7 e 16 de março, uma operação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Militar (PMBA) e a Polícia Civil da Bahia atuaram em uma ação coordenada na Operação Orizon, realizada simultaneamente nas regiões Oeste e Sul da Bahia. A operação foi dividida em duas fases estratégicas, sendo a primeira voltada para o nivelamento técnico entre os agentes e a segunda com a atuação de equipes mistas em diversas cidades do estado.

O foco da operação foi combater a clonagem de veículos, prática em que criminosos alteram a identificação e documentos de veículos para fazê-los parecer legais. Durante a ação, foram identificados diferentes tipos de fraudes veiculares, desde veículos com registros de furto/roubo simples até casos mais complexos envolvendo documentos falsos e receptação. Muitos desses veículos eram comercializados online por valores inferiores ao do mercado, colocando também os compradores como vítimas potenciais.

Os resultados da operação incluem 104 ocorrências policiais, 64 pessoas detidas, 113 veículos recuperados, além da apreensão de quatro armas de fogo, 44 munições e 9,5 kg de drogas. A PRF alerta para a importância de verificar a procedência de veículos usados antes da compra, orientando os cidadãos a desconfiar de ofertas muito vantajosas e a sempre verificar os documentos e elementos identificadores do veículo.

Portanto, ao adquirir um veículo usado, é essencial confrontar as informações do documento com o carro, realizar todos os trâmites oficiais de compra e venda e evitar fechar negócios baseados apenas em promessas futuras de transferência.

Lula visita Abu Dhabi para firmar acordos e destacar investimentos de R$ 12 bi na Bahia

Em sua última escala na Ásia, Lula visita Abu Dhabi e estreita laços com o país árabe

Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, foi a última escala da viagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Ásia, onde assinou acordos de cooperação com o país árabe. A visita ao palácio do emir de Abu Dhabi, xeique Mohammed bin Zayed al-Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos, foi marcada por um protocolar espetáculo de hinos, bandas e militares com espadas.

Mas o destaque da visita foi o anúncio de um investimento de R$ 12 bilhões, de grande porte, na Bahia, por parte do fundo financeiro de Abu Dhabi Mubadala Capital, controlador da refinaria de Mataripe, privatizada em 2021. O governador Jeronimo Rodrigues, integrante da comitiva, assinou um memorando de entendimento entre o estado e o fundo empresarial, comprometendo-se a investir na produção de diesel verde e de querosene de aviação sustentável, a partir da carnaúba e do dendê. Esse investimento deve gerar trabalho e renda para a região.

Enquanto o mundo muçulmano vive o período do Ramadan, Lula e sua comitiva foram recebidos pelo xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan em Abu Dhabi, onde também foi realizada a assinatura de acordos de cooperação entre os países.

Apesar de esperar um gesto mais concreto em relação à Amazônia por parte de um país que vive da riqueza ecologicamente incorreta do petróleo e que sediará a grande conferência sobre o clima no fim do ano, a visita serviu para a importante aproximação política com um líder bastante influente no mundo árabe.

Neste domingo (16), antes de embarcar de volta ao Brasil, Lula ainda visitará uma mesquita. Mas o saldo positivo dessa viagem está na aproximação política e nos investimentos promissores na Bahia.