Delmah Pedra faz pronunciamento emocionado sobre drogas, políticas públicas e projetos sociais em Barreiras

A parlamentar cobrou mais ações contra as drogas e apresentou projeto de lei para incentivo a entidades sociais

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na sessão da Câmara de Vereadores desta terça-feira (11), a vereadora Delmah Pedra (PSD) utilizou a tribuna para tratar de questões cruciais para a comunidade barreirense. Ela destacou a luta contra as drogas, a necessidade de políticas públicas mais eficazes e o fortalecimento das entidades sociais, além de apresentar uma moção de pesar pela trágica morte de Luciene Freire Santiago, conhecida como Fernanda, vítima do abuso de substâncias psicoativas.

Visivelmente emocionada, a vereadora iniciou seu pronunciamento lembrando que o problema das drogas vai além das estatísticas e se reflete nas vidas que são ceifadas por essa dura realidade. Fernanda, uma mulher de 49 anos, teve sua vida interrompida pelo vício, mas, como destacou Delmah, ela não era apenas mais um número.

“Fernanda era uma mulher cheia de sonhos, com uma história que se cruzou com a nossa comunidade e com os nossos projetos sociais”, afirmou a parlamentar.

A vereadora ressaltou que, apesar de buscar ajuda em instituições como o Instituto Nova Vida e de participar de programas sociais, Fernanda não conseguiu vencer seu vício. A morte prematura dela, segundo Delmah Pedra, evidencia a fragilidade do sistema de apoio e a urgência em tornar os programas de prevenção e tratamento mais acessíveis e efetivos.

“A memória de Fernanda deve ser um alerta, para que mais vidas não sejam perdidas dessa maneira”, enfatizou.

Além de criticar a abordagem limitada de políticas de repressão, Delmah Pedra propôs a implementação de políticas públicas mais amplas, que envolvam educação, saúde mental e apoio contínuo para os indivíduos em processo de recuperação. A vereadora ressaltou a importância de fortalecer a rede de apoio àqueles que lutam contra o vício e de garantir o envolvimento de toda a sociedade no combate às drogas.

Com mais de 30 anos de dedicação ao trabalho social, Delmah apresentou um projeto de lei que visa isentar entidades sem fins lucrativos do pagamento de taxas de alvará e localização. A proposta, segundo ela, tem o objetivo de fortalecer instituições essenciais que enfrentam dificuldades financeiras para manter suas atividades.

“Se queremos uma sociedade mais justa e acolhedora, precisamos apoiar essas entidades”, destacou.

A vereadora também abordou questões locais, como a situação precária do bairro da Rua Holanda, que já gerou várias indicações de outros vereadores. Ela apelou ao prefeito Otoniel Teixeira para que tome medidas eficazes para resolver os problemas de infraestrutura do bairro e atender às demandas da população. Além disso, Delmah Pedra destacou a importância da reforma da Praça 24 Horas, uma área central em Barreiras, que precisa de melhorias urgentes, especialmente na infraestrutura dos banheiros.

Ao final de seu pronunciamento, Delmah Pedra reiterou seu compromisso com Barreiras e a importância da união entre os vereadores e a administração municipal para transformar as demandas da população em ações concretas. Ela pediu o apoio dos colegas para que as propostas apresentadas possam avançar e concluiu seu discurso com um agradecimento a todos os presentes.

Durante a sessão, foi ainda apresentada uma moção de pesar pela morte de Fernanda, em uma homenagem à vítima e a todos que lutam contra os desafios impostos pelas drogas.

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João Felipe propõe projeto para enfrentar violência contra idosos em Barreiras

Durante sessão da Câmara, o vereasdor denunciou a falta de políticas públicas para idosos e criticou a gestão municipal. Outros temas como revitalização do Centro Histórico e infraestrutura também foram debatidos.

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A sessão da Câmara de Vereadores de Barreiras na noite desta terça-feira (11) teve como destaque a apresentação de um projeto de lei do vereador João Felipe (PCdoB) voltado para o enfrentamento à violência contra idosos. Segundo o parlamentar, a população idosa vítima de agressões e maus-tratos não tem a quem recorrer no município, diferentemente de crianças e adolescentes, que contam com a atuação do Conselho Tutelar.

Hoje, quando se trata da violência contra crianças e adolescentes, recorremos ao Conselho Tutelar. Mas e os idosos? O que tem sido feito por eles no município de Barreiras?”, questionou Felipe, ressaltando a inatividade do programa Idade Viva, que deveria prestar apoio a essa população. O vereador cobrou a reativação de políticas municipais voltadas aos idosos e afirmou que o projeto apresentado busca criar mecanismos de proteção e assistência para essas vítimas.

Centro Histórico abandonado

Outro ponto abordado por João Felipe foi o estado de abandono do Centro Histórico de Barreiras. O parlamentar criticou a falta de investimento na região e denunciou a existência de três ordens de serviço assinadas para revitalização, mas que nunca saíram do papel. Para ele, a situação exige soluções urgentes, como a melhoria na coleta de lixo e na segurança local.

Enquanto a revitalização não acontece, precisamos ao menos garantir o básico: uma coleta de lixo eficiente, policiamento constante e um código de postura para bares e restaurantes, evitando a poluição sonora e desordem”, pontuou.

Para buscar soluções concretas, o vereador solicitou a realização de uma audiência pública no próximo dia 17 de fevereiro, com a presença do Ministério Público, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e secretarias municipais. O objetivo é ouvir os comerciantes da região e traçar um plano de ação para a requalificação do Centro Histórico.

Infraestrutura precária nas comunidades rurais

João Felipe também expôs a precariedade da infraestrutura nas comunidades rurais, especialmente em Palmeiras, onde falta energia elétrica, água encanada e estradas adequadas. Ele relatou que moradores enfrentam dificuldades diárias, incluindo a necessidade de caminhar 12 km para ter acesso a transporte.

É inacreditável que, em pleno século XXI, ainda tenhamos comunidades sem energia elétrica e sem água. O prefeito precisa tratar essa questão como prioridade, pois ele nasceu nessa região e conhece a realidade local”, afirmou.

Críticas à saúde e falta de transparência

Outro tema abordado pelo vereador foi a situação da saúde pública em Barreiras. Segundo ele, há falta de exames laboratoriais, médicos especialistas e trabalhadores na construção do hospital municipal. Além disso, João Felipe denunciou a omissão da Secretaria de Saúde em fornecer informações sobre as obras paralisadas da Unidade Básica de Saúde da Vila dos Funcionários.

Solicitei informações sobre a obra do posto de saúde e sequer fui respondido. Isso é um desrespeito ao papel do vereador. Se for necessário, entrarei com um mandado de segurança para garantir o meu direito de fiscalizar”, declarou.

Ao longo da sessão, João Felipe reforçou que sua atuação não busca agradar a administração municipal, mas sim garantir melhorias para a população. Ele criticou a tentativa de invisibilizar seu trabalho nas redes oficiais da prefeitura e afirmou que continuará cobrando soluções para os problemas da cidade, independentemente do reconhecimento público por parte do governo municipal.

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Farpas floreadas e denúncias veladas marcam embate entre vereadoras em sessão da Câmara de Barreiras

Sessão legislativa desta terça-feira (11) foi palco de embate tenso entre as vereadoras Dicíola (União Brasil) e Carmélia da Mata (PP), com insinuações sobre favorecimentos e cobranças incisivas ao prefeito

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O plenário da Câmara de Barreiras se tornou um palco de embate político na noite desta terça-feira (11), quando as vereadoras Dicíola (União Brasil) e Carmélia da Mata (PP) protagonizaram uma troca de farpas marcada por insinuações e denúncias veladas. O tom do debate variou entre a polidez parlamentar e um maquiavelismo sutil, deixando no ar questionamentos sobre eventuais irregularidades e a condução do governo municipal.

Dicíola abriu as falas abordando a necessidade de fiscalização não apenas do Executivo, mas também dos próprios parlamentares. Citando o regimento interno da Casa, frisou que a função fiscalizadora se estende à atuação dos vereadores e da Mesa Diretora. Embora tenha adotado um tom didático e sem citar nomes, a menção à necessidade de fiscalização interna deixou implícita uma possível crítica ao comportamento de alguns parlamentares.

Não é um papel agradável, porque a gente não quer de maneira alguma entrar em colisão com nenhum vereador, mas também é parte nossa fazer a fiscalização do nosso trabalho”, afirmou Dicíola que ao finalizar sua fala, cravou os olhos na direção da Mesa Diretora, gesto que, ainda que silencioso, conferiu peso às suas palavras e sugeriu que seu recado possuía destinatários específicos dentro da própria Casa.

A ponderação, no entanto, serviu como estopim para a reação de Carmélia da Mata, que assumiu a tribuna na sequência.

Em um discurso contundente, Carmélia ampliou o escopo das críticas, mirando diretamente o prefeito e, de forma indireta, respondendo à insinuação da colega. A vereadora do PP atacou a condução do governo municipal, afirmando que a cidade está “sem rumo” e acusando o gestor de omissão enquanto os problemas da administração se acumulam.

Prefeito, aterrize, o povo de Barreiras não pode pagar o preço pela sua falta de ação. Se o senhor não consegue governar, tenha humildade e peça ajuda, mas não fuja da responsabilidade. Porque a população está cansada de desculpas”, disparou.

Ao longo do discurso, Carmélia elevou o tom ao apontar supostas irregularidades na nomeação de dirigentes escolares, sugerindo que algumas aprovações ocorreram sem que os indicados tivessem participado das etapas obrigatórias do processo seletivo. O direcionamento da fala pareceu, então, deslocar-se de uma crítica exclusivamente ao Executivo para uma provocação direta à colega parlamentar que a antecedeu.

Vamos fiscalizar os vereadores que têm casa alugada, vamos fiscalizar os vereadores que têm emprego, indicação de diretor”, alfinetou Carmélia, deixando no ar questionamentos que podem ressoar – quem sabe- dentro da própria Casa de leis. Carmélia afirmou em sua fala ter as cópias do Diário Oficial do Município que confirmam as suas falas.

O clima tenso instaurado no plenário refletiu um embate que, embora travado com aparente polidez, trouxe subtextos que podem ecoar nos bastidores políticos. Ao final da sessão, o silêncio que se impôs no ambiente serviu como um indício de que as palavras ditas – e as não ditas – terão desdobramentos nos próximos capítulos da política barreirense.

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Assessores não têm salvo-conduto para ataques: Câmara se une em defesa de Allan do Allambick

Após ofensas em grupo de WhatsApp, vereadores repudiam comportamento do assessor Neimar Mármore, que pode enfrentar sanções administrativas e judiciais

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O assessor do prefeito de Barreiras, Neimar Mármore, transformou um debate sobre o Carnaval em um ataque pessoal ao vereador Allan do Allambick, expondo sua postura incompatível com o serviço público. Em mensagens enviadas a um grupo de WhatsApp, Neimar usou expressões ofensivas contra o vereador, classificando-o como “baderneiro” e dirigindo xingamentos de baixo calão.

A reação foi imediata. Durante a sessão legislativa da Câmara de Barreiras, na noite desta terça-feira (11), parlamentares, incluindo o presidente da Câmara, Yure Ramon, a vice-presidente da Casa, Carmélia da Mata, a 2ª Secretária Graça Melo e demais parlamentares presentes, repudiaram a conduta e exigiram providências.

Allan do Allambick, empresário do setor de eventos e líder do bloco de Carnaval que leva seu nome, rebateu as acusações de Neimar e destacou sua preocupação em evitar qualquer problema durante a festividade. Antes da realização do evento, ele enviou um advogado ao local para verificar as condições e esclarecer dúvidas sobre o funcionamento, garantindo que tudo estivesse dentro da legalidade. O profissional chegou a conversar com a mãe de Neimar Mármore, buscando assegurar que a festa ocorresse sem transtornos.

Na tribuna, Allan também relatou uma conversa que teve diretamente com o prefeito Otoniel Teixeira sobre o caso. Segundo o vereador, ele não pretendia sair no Carnaval de Barreiras em 2025, mas, após receber um convite, decidiu conversar com o prefeito. Durante o diálogo, questionou:

“Prefeito, posso acreditar que nada de mal vai acontecer a mim?”. Em resposta, Otoniel disse sim, garantindo a sua integridade.

O vereador também expôs a gravidade das ofensas proferidas por Neimar Mármore, afirmando que o assessor do prefeito lhe chamou de “um filho da…” e ainda o mandou “ir tomar no c…”.

Ouça abaixo um dos áudios ofensivos:

A vice-presidente da Câmara, Carmélia da Mata, sugeriu que a Casa emitisse uma nota de repúdio contra Neimar Mármore, enfatizando que o assessor, além de desrespeitar um parlamentar, também ofendeu o próprio governo ao atacar um evento autorizado pela Secretaria de Cultura.

“Nós, enquanto vereadores, representamos o povo e temos o dever de defender o respeito e a seriedade no debate público. Não podemos permitir que assessores usem seus cargos para ataques pessoais contra quem trabalha pela cidade”, afirmou Carmélia.

Graça Melo reforçou essa visão, apontando que o bloco de Allan possuía aval oficial para a realização do evento e criticando a postura do assessor.

“A discussão política precisa ser pautada pelo respeito. Quando um assessor usa seu cargo para promover ataques gratuitos, ele compromete a credibilidade do próprio governo que representa”, disse a vereadora.

Já o presidente da Câmara, Yure Ramon, foi além e determinou que o setor jurídico da Casa reúna provas para encaminhar o caso à justiça.

“Nenhum vereador será desrespeitado sem que as devidas providências sejam tomadas”, declarou.

Neimar Mármore, ao usar seu cargo para atacar um representante eleito, pode incorrer em diversas sanções. No âmbito administrativo, o assessor pode ser advertido, suspenso ou até exonerado, caso o prefeito Otoniel Teixeira decida agir com o rigor esperado para o caso. Já na esfera judicial, ele pode responder por injúria e difamação, passíveis de penalidades que vão de multas a detenção, dependendo do entendimento da Justiça.

A resposta da Câmara, através de seu presidente Yure Ramon, demonstra que o respeito institucional é inegociável. O episódio expõe a necessidade de condutas mais éticas dentro do serviço público, especialmente entre aqueles que ocupam cargos de confiança. A permanência de Neimar Mármore no governo dependerá agora da postura que o prefeito adotará diante dos fatos.

Além disso, em meados de agosto do ano passado, Neimar Mármore foi denunciado à Justiça por supostamente utilizar seu tempo de trabalho como servidor público para promover ataques políticos nas redes sociais. Na época, a vereadora Carmélia da Mata denunciou que servidores da Secretaria de Agricultura e Tecnologia recebiam salários elevados para desqualificar opositores e prometeu levar o caso ao Ministério Público.

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Allan do Allanbick propõe café da manhã para alunos da rede municipal de Barreiras

A proposta do vereador busca garantir refeição antes das aulas; proposta será lida na sessão desta terça-feira, mas pode enfrentar veto do Executivo caso seja aprovada

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O fornecimento de café da manhã para todos os alunos da rede municipal de ensino de Barreiras pode se tornar uma realidade caso seja aprovado o Projeto de Lei nº 03/2025, apresentado pelo vereador Allan do Allanbick (MDB). A proposta será lida na sessão da Câmara Municipal na noite desta terça-feira (11), abrindo o debate sobre a viabilidade da medida.

O projeto prevê a oferta diária da refeição em dias letivos, com o objetivo de garantir uma alimentação saudável e balanceada antes do início das atividades escolares. A responsabilidade pela implementação e supervisão do programa ficará a cargo da Secretaria Municipal de Educação, que deverá seguir diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), assegurando um cardápio nutritivo e adequado ao desjejum infantil.

A proposta ganha relevância diante do cenário socioeconômico do município. Muitas famílias enfrentam dificuldades financeiras, e em diversos lares a primeira refeição do dia pode ser insuficiente ou até inexistente. Para esses alunos, um café da manhã garantido na escola pode representar não apenas um suporte nutricional, mas também um incentivo à frequência escolar.

Outro ponto crucial é o impacto da alimentação no desempenho acadêmico. Estudos apontam que uma refeição equilibrada ao despertar melhora a concentração, a memória e a participação dos alunos em sala de aula. A falta de alimentos logo cedo, por outro lado, pode gerar fadiga, dificuldades de aprendizado e até evasão escolar.

Na justificativa anexada ao projeto, o vereador Allan do Allanbick propõe café da manhã para alunos da rede municipal de Barreiras reforça essa preocupação:

“A implementação do fornecimento de café da manhã (desjejum) para todos os alunos da rede municipal de ensino de Barreiras, Bahia, é uma medida essencial para promover a saúde e o bem-estar dos estudantes. Diversos estudos indicam que uma alimentação adequada é fundamental para o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças e adolescentes. Um café da manhã nutritivo contribui para a melhoria da concentração, memória e desempenho acadêmico dos alunos. Crianças bem alimentadas têm maior capacidade de aprendizado e participação nas atividades escolares.”

Além do benefício direto aos alunos, a iniciativa também pode representar um alívio para os pais, especialmente aqueles que enfrentam jornadas de trabalho extensas e nem sempre conseguem garantir que os filhos se alimentem antes de sair de casa. Com a escola assumindo essa responsabilidade, cria-se um suporte adicional às famílias, favorecendo a qualidade de vida e a segurança alimentar das crianças.

No entanto, apesar da relevância social da proposta, o projeto pode enfrentar dificuldades para se tornar lei. Ainda que seja aprovado na Câmara, há a possibilidade de veto pelo Executivo sob a alegação de inconstitucionalidade. Isso porque a Constituição Federal e a jurisprudência consolidada no Supremo Tribunal Federal (STF) estabelecem que projetos de iniciativa parlamentar não podem gerar despesas para o Poder Executivo sem a previsão de fonte orçamentária específica.

O principal argumento jurídico que pode embasar um veto é o disposto no artigo 61, §1º, inciso II, alínea “b” da Constituição Federal, que estabelece:

“Art. 61. (…) §1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: (…) II – disponham sobre: (…) b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios.”

Embora o artigo se refira à esfera federal, seu princípio é aplicado também em âmbito municipal, pois as competências do Executivo sobre matérias orçamentárias são igualmente protegidas pela Constituição.

Outro ponto relevante é o artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), que reforça a necessidade de indicação da fonte de custeio para qualquer proposição legislativa que gere ou altere despesas obrigatórias:

“Art. 113. A proposição legislativa que crie ou altere despesa obrigatória ou renúncia de receita deverá ser acompanhada da estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro.”

Jurisprudência consolidada pelo Supremo Tribunal Federal também sustenta esse entendimento. Em diversas decisões, a Corte tem considerado inconstitucionais leis de iniciativa parlamentar que resultem em aumento de despesas sem previsão orçamentária específica. Um dos precedentes é a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2.238, na qual o STF decidiu:

“A criação de obrigação financeira para a administração pública, sem previsão orçamentária específica e sem a iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo, configura afronta ao princípio da separação dos poderes e à reserva de iniciativa legislativa.”

Com base nesses fundamentos, caso o prefeito decida vetar a proposta com base nesse argumento, caberá à Câmara decidir se mantém ou derruba o veto, o que pode levar o debate para um campo político mais amplo, envolvendo a relação entre o Legislativo e o Executivo municipal.

Caso supere esses obstáculos, o fornecimento do café da manhã poderá se tornar um marco na política educacional e social de Barreiras, reduzindo desigualdades e proporcionando melhores condições de aprendizado para os estudantes da rede municipal.

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Comandante da PM em Barreiras esclarece atuação no Cais e reforça compromisso com a segurança pública

Comandante da 83ª CIPM explica que operação já estava planejada e não atendeu a chamados políticos, garantindo a ordem pública

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Portal Caso de Política traz, com exclusividade, o posicionamento do comandante da 83ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), Major Éder Rosário, sobre a ação da PM no Cais no último sábado (8). Em contato com a reportagem, ao final da manhã desta segunda-feira (10), o oficial esclareceu que a presença da corporação foi resultado de um planejamento prévio e não de uma convocação política. Segundo ele, o objetivo era garantir a segurança pública diante de episódios recentes de violência na região.

Quem fala é o Major Éder Rosário, comandante da 83ª Companhia Independente de Polícia Militar, que abrange os municípios de Barreiras, Catolândia, Baianópolis e Cristópolis. Muito se falou sobre a ação da APM no Cais no fim de sábado, mas já era uma operação prevista e organizada por este comandante, com o propósito de reduzir os índices de delinquência no Cais, para trazer mais tranquilidade às pessoas que procuram aquela localidade, seja para o lazer, seja para algum tipo de atividade ou para os próprios moradores. A ideia da operação foi justamente estancar os problemas que lá existem, por conta da grande aglomeração de pessoas. Problemas que foram vistos no final de semana anterior, com várias brigas, indivíduos com ânimos exaltados, trazendo transtorno e preocupação para os frequentadores e comerciantes. Então, a ideia da Polícia Militar é manter a operação ao final de semana com contundência, com um número grande de viaturas, para trazer tranquilidade às pessoas que procuram aquela localidade”, afirmou o comandante.

A ação da PM aconteceu durante um evento pré-carnavalesco na Avenida Getúlio Vargas, que foi organizado pelo vereador Alan, do bloco Alambique, e pelo atual secretário de Cultura do município, Gulla, responsável pelo bloco Pilek. O evento gerou polêmica quando o assessor do prefeito, Neimar Mármore, fez críticas ao vereador Alan, acusando-o de desrespeitar normas de poluição sonora. No entanto, a PM reforçou que sua atuação se deu com base em planejamento estratégico e não por interferência de qualquer grupo político.

A Polícia Militar reafirma seu compromisso com a segurança e tranquilidade da população, garantindo que suas ações são pautadas pela isonomia e legalidade. “Aos cidadãos de bem, sintam-se seguros, sintam-se tranquilos, contem com a sua Polícia Militar. Estamos à disposição para qualquer necessidade”, pontuou o comandante Major Éder Rosário.

Aproveitamos a ocasião para dar as boas-vindas ao novo comandante e desejar um bom trabalho à Polícia Militar no combate à criminalidade e na promoção da segurança da população.

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Festa pré-carnavalesca em Barreiras expõe perseguição política e hipocrisia sobre poluição sonora

Imagens das redes sociais

Acusações seletivas e interferência policial levantam suspeitas de perseguição política contra vereador de oposição em Barreiras.

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O “esquenta de carnaval” realizado neste sábado (8), na Avenida Getúlio Vargas, em Barreiras, virou palco de mais um episódio de perseguição política disfarçada de preocupação com a ordem pública. O assessor do prefeito Otoniel Teixeira, Neimar Mármore, assumiu o protagonismo da polêmica ao disparar ataques contra o vereador Alan, organizador do bloco Alambique, enquanto ignorava eventos semelhantes promovidos por aliados do governo.

Ainda durante a tarde, antes mesmo de o evento alcançar seu auge, Neimar já ensaiava sua retórica contra o parlamentar.

“Hoje eu não vou beber não, vou ficar de boassa, para me mostrar que a gente serve vergonha, que não gosta de cumprir lei, como é que faz?”, disse, como se já tivesse uma decisão tomada sobre a quem atacaria.

Quando a festa tomou corpo, ele intensificou suas acusações.

“Atenção, atenção, meu povo de Barreiras. Aqui tem um vereador, o senhor Alan, dono de um bloco de carnaval, mas que também faz eventos, igual ao que está acontecendo aqui na minha rua, na Getúlio Vargas, com pancadões de som ocupando tudo. Ele é legislador, mas é o primeiro a descumprir a legislação. Você já pensou que coisa? Faz sem autorização, como se fosse o rei. Eu sou dono da barreira.”

A hipocrisia da acusação não passou despercebida. Em meio à discussão, foliões logo questionaram por que o ataque de Neimar tinha um alvo tão específico.

“É engraçado que na campanha podia, né? Paredão esbagaçar tudo, tanto do lado de Danilo como do lado de Zito, Antonio. Quer dizer que agora o pessoal do paredão não pode mais tocar, não é?”, provocou um dos participantes do grupo de mensagens.

A seletividade das críticas também chamou atenção. Neimar insistia em apontar Alan como vilão, mas não direcionava uma única palavra ao secretário de Cultura, Gulla, responsável pelo bloco Pilek, que também promovia eventos com música alta na cidade. A omissão escancarou o verdadeiro objetivo do assessor: atacar um vereador de oposição e blindar aliados do governo.

Mesmo diante das críticas, Neimar seguiu em sua ofensiva contra Alan.

“Bom, eu já falei tudo que tinha que falar aqui, e pronto. Vou dizer claro: é uma total falta de respeito do senhor Alan. Ele que é legislador, ele mesmo descumpria leis. Essa é a verdade. Precisa respeitar pessoas idosas, doentes. Ele e qualquer outro que for fazer.”

Curiosamente, sua indignação com o incômodo aos moradores não pareceu existir em outros eventos semelhantes, realizados sem qualquer tipo de objeção por membros do governo municipal.

A polêmica se desenrola em meio a um histórico de disputas políticas sobre a realização de eventos em Barreiras. Em 2022, um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), assinado pelo então prefeito Zito Barbosa, impôs restrições a festas no Centro Histórico, supostamente para reduzir a poluição sonora em uma região com grande concentração de idosos. No entanto, o rigor da fiscalização parece variar conforme a conveniência política.

Os organizadores do esquenta, incluindo o vereador Alan e o secretário de Cultura, Gulla, do bloco Pilek, estavam animados com os preparativos para o carnaval e não esperavam que a festa fosse interrompida pela Polícia Militar, que chegou ao local por volta das 20h e encerrou o evento. A ação policial, que deveria ser baseada em critérios técnicos e isentos, ocorreu logo após os ataques de Neimar, reforçando a suspeita de que a interferência teve motivações políticas. Enquanto foliões ainda tentavam entender a interrupção da festa, Neimar já anunciava que, na segunda-feira, levará uma denúncia ao Ministério Público do Meio Ambiente contra o que chamou de “falta de respeito”.

A questão que fica é: a preocupação de Neimar, que supostamente representava o executivo municippal, é realmente com o cumprimento da lei ou com o silenciamento de um adversário político? Se a suposta fiscalização fosse imparcial, eventos promovidos por aliados do governo também seriam alvo de medidas semelhantes.

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Carmélia da Mata contesta vídeo do prefeito e denuncia falta de pagamento de rescisões em Barreiras

Mesmo após o prefeito afirmar em vídeo que as rescisões foram pagas, trabalhadores seguem relatando que não receberam. Vereadora cobra explicações e aponta descumprimento as leis

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Mesmo após o prefeito de Barreiras, Otoniel Teixeira (União Brasil), divulgar um vídeo afirmando que os pagamentos das rescisões dos trabalhadores exonerados foram efetuados, a vereadora Carmélia da Mata (PP) voltou a questionar a situação. Em nova publicação nas redes sociais no sábado (08), ela denunciou que muitos profissionais seguem sem receber os valores devidos.

A parlamentar relatou que continua recebendo pedidos de ajuda de ex-servidores que não conseguiram acessar os valores. Segundo Carmélia, merendeiras e auxiliares de serviços gerais afirmam que não foram pagos, mesmo após a declaração do prefeito.

“Famílias com contas a pagar – aluguel, alimentação, água, luz, material escolar – tendo que se humilhar para receber o que é seu por direito?”, questionou.

Carmélia criticou a gestão municipal e cobrou um posicionamento de Otoniel.

“Seu vídeo não condiz com a realidade! Os trabalhadores seguem sem receber!”, afirmou, destacando que o pagamento das rescisões é um direito garantido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Diante das contestações, a declaração do prefeito ganha contornos de polêmica. Otoniel Teixeira havia afirmado:

“O pagamento referente às rescisões contratuais da gestão passada já está na conta. Estamos cumprindo com a nossa obrigação e com o compromisso firmado com vocês”.

Com a insistência dos relatos de trabalhadores que ainda não receberam, a situação levanta dúvidas sobre a real extensão dos pagamentos efetuados e pode ampliar o desgaste da administração municipal, já alvo de críticas em outras áreas.

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Após pressão, gestão de Otoniel Teixeira recua e paga rescisões de servidores exonerados em Barreiras

Repercussão negativa levou a administração a cumprir obrigação legal; outras empresas contratadas pela prefeitura também são denunciadas por atrasos salariais

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora de Barreiras, Carmélia da Mata, comemorou o pagamento das rescisões contratuais dos servidores temporários exonerados pela prefeitura. O anúncio foi feito pelo próprio prefeito Otoniel Teixeira (União Brasil), após forte pressão da oposição e a crescente insatisfação entre os trabalhadores que aguardavam seus direitos. A decisão ocorre após pouco mais de um mês de gestão e diante de uma repercussão negativa que expôs a fragilidade do compromisso da administração com os servidores municipais.

Fico muito feliz em saber que nosso posicionamento contribuiu para essa decisão, garantindo os direitos desses trabalhadores”, declarou a vereadora.

O pagamento das rescisões não foi uma iniciativa espontânea do governo municipal, mas uma resposta à cobrança feita por Carmélia e outros representantes da categoria. A demora no cumprimento da obrigação legal vinha gerando apreensão entre os ex-servidores, que dependem desses valores para reorganizar suas finanças após a exoneração.

Na cidade, esse não é um caso isolado. Empresas que mantêm contratos com a prefeitura também são alvo de denúncias por atrasos no pagamento de salários e verbas rescisórias. Trabalhadores terceirizados relatam dificuldades em receber seus direitos, o que acende um alerta sobre a gestão financeira da administração municipal.

O episódio reforça um padrão de instabilidade que marca os primeiros dias do governo Otoniel Teixeira. O pagamento das rescisões representa um alívio para os servidores exonerados, mas também escancara a necessidade de vigilância constante para que direitos trabalhistas sejam respeitados sem que seja preciso recorrer à pressão pública.

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Alteração salarial imposta por Otoniel Teixeira provoca desistências e adia início das aulas em Barreiras

Mudança nos valores do edital gerou grande desestímulo entre profissionais, resultando em um alto número de desistências e impactando o calendário escolar

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A decisão do prefeito de Barreiras, Otoniel Teixeira (União Brasil), de alterar os valores de remuneração previstos no edital para contratação de cuidadores escolares provocou um efeito dominó, resultando em desmotivação generalizada e desistências em massa. O impacto da medida foi tão significativo que a Secretaria de Educação precisou adiar o início das aulas na rede municipal, inicialmente previsto para o dia 5 de fevereiro, para o dia 10.

O descontentamento entre os profissionais ficou evidente ao longo do curso de formação obrigatório para os selecionados. O número de participantes caiu drasticamente, com turmas esvaziadas nos últimos dias do treinamento. No período matutino, por exemplo, eram esperados 72 cuidadores, mas apenas 60 compareceram. No turno vespertino, a situação foi ainda mais crítica: das 130 pessoas aguardadas, somente 70 concluíram a capacitação.

A alta taxa de desistência forçou a prefeitura a convocar, de forma acelerada, candidatos que estavam na lista de reserva, já que muitos dos aprovados optaram por abandonar o processo após a redução dos valores salariais. A frustração entre os profissionais decorre do fato de que as expectativas criadas na primeira versão do edital foram abortadas com a alteração imposta pela gestão municipal.

Além de comprometer a estrutura de apoio dentro das escolas, a decisão do prefeito gerou uma crise administrativa que impactou diretamente o planejamento do ano letivo. O adiamento do início das aulas expõe as dificuldades na gestão de pessoal e levanta questionamentos sobre a condução do processo seletivo pela prefeitura.

Enquanto os servidores temporários ainda aguardam por uma possível revisão salarial, a insatisfação persiste e o prejuízo recai sobre toda a comunidade escolar, que começa o ano letivo já enfrentando incertezas e instabilidade.

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