Vereadora Carmélia denuncia inauguração “eleitoreira” de estádio e reajuste “imoral” no transporte público em Barreiras

A parlamentar criticou a gestão municipal por obras inacabadas e aumento de tarifas de transporte, chamando a população a “sair do estado de letargia” e cobrar mudanças

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Durante a sessão na Câmara de Barreiras, realizada na noite desta terça-feira (05.nov), a vereadora Carmélia da Mata (PP) fez duras críticas à gestão municipal, acusando o prefeito Zito de manipular a opinião pública e inaugurar obras inacabadas com fins eleitoreiros. A parlamentar mencionou especificamente a inauguração do Estádio Geraldão, que ocorreu em meio a uma série de irregularidades e sem a aprovação do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

A vereadora relatou que esteve no local antes das eleições, documentando a condição das instalações e constatando que a obra estava incompleta. De acordo com Carmélia, a gestão atual prioriza a “aparência” em detrimento da qualidade e segurança das obras públicas. Ela denuncia o que descreveu como uma “política de fachada”, afirmando que o governo busca impressionar com o que está à vista, enquanto a estrutura interna revela descaso e falhas.

A gestão atual gosta muito de aparência externa, porque tudo que é interno, muitas vezes, é muito podre. Internamente, a maioria das coisas que são feitas são mal elaboradas, mal feitas e mal acabadas”, declarou Carmélia.

No fim de semana da inauguração, a vereadora recebeu uma notificação de jogo programado para o estádio, embora também tivesse sido alertada pelo Corpo de Bombeiros sobre a suspensão de atividades por 90 dias devido à falta de segurança. Segundo Carmélia, essa medida de interdição só foi revogada após pressão pública e políticas eleitoreiras da gestão.

“Inauguraram um estádio que não estava terminado apenas para enganar a população e os esportistas. O governo municipal mostra aquilo que está por fora, o que é aparente. O que está por dentro é muito podre”, criticou.

Para Carmélia, é inaceitável que uma obra pública seja entregue sem o devido respeito aos padrões de segurança, quando a gestão municipal é rigorosa ao exigir o cumprimento dessas normas das empresas privadas. Ela chamou atenção para a falta de isonomia e apontou uma postura de “dois pesos e duas medidas”.

“O município de Barreiras exige rigorosamente da população e das empresas o cumprimento das normas de segurança, mas, no caso do estádio, essa mesma exigência foi ignorada.”

A parlamentar ainda comentou o aumento da tarifa de transporte coletivo de R$ 4 para R$ 4,50, responsabilizando o prefeito pela falta de melhorias no serviço, que, segundo ela, permanece precário. Carmélia apontou que a responsabilidade pelo aumento foi transferida exclusivamente ao poder público municipal, retirando a possibilidade de debate entre os vereadores e, assim, limitando a atuação do Legislativo.

O prefeito Zito é que tem que responder à sociedade sobre o aumento da tarifa do transporte coletivo. Hoje, peguei um ônibus e constatei que nada mudou. Os veículos continuam em péssimas condições, sem conforto e sem cumprir o contrato de licitação.”

A vereadora ressaltou o impacto desse aumento para a população de Barreiras, principalmente para os estudantes e trabalhadores, que, segundo ela, são os mais prejudicados pelas falhas na administração do transporte público. Em um tom enfático, Carmélia acusou o prefeito de “enganar a população” e de realizar promessas vazias.

Quem paga pelo transporte público somos nós, a população. A prefeitura até o momento não se preocupou em melhorar o transporte público conforme está no contrato. Em São Paulo, você paga um valor similar, mas faz transições múltiplas; aqui, o cidadão paga caro por um serviço precário.”

Em um apelo à população, Carmélia chamou os cidadãos a se mobilizarem, especialmente os estudantes, que, segundo ela, precisam cobrar seus direitos. A vereadora concluiu sua fala ressaltando a importância do envolvimento da sociedade na fiscalização das ações do governo, em vez de limitar a crítica às redes sociais.

“A população precisa sair desse estado de letargia. É preciso ir à porta da prefeitura e cobrar do prefeito, que tanto enganou a população. Não adianta brigar apenas nas redes sociais. Barreiras precisa acordar para exigir o que é seu por direito”, finalizou a vereadora.

Com sua declaração, Carmélia acendeu o debate sobre as políticas públicas em Barreiras, questionando a eficiência da gestão e conclamando a população a pressionar por mudanças reais.

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Corrida da UFOB chega à terceira edição com percursos inclusivos e foco social

Evento celebra Consciência Negra com atividades esportivas para todas as idades e arrecadação de alimentos

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) abriu na última segunda-feira (4), as inscrições gratuitas para a terceira edição de sua corrida e caminhada, marcada para o dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. Com largada às 6h no Campus Reitor Edgard Santos, a corrida inclui um percurso principal de 5 km pelo bairro Parque das Águas e uma caminhada de 3 km, oferecendo opções para todos os públicos.

A edição deste ano inova ao introduzir a categoria Kids, destinada a crianças de 2 a 12 anos, com distâncias adaptadas: 200 metros para os pequenos de 2 a 6 anos, 500 metros para aqueles de 7 a 9 anos, e 800 metros para os de 10 a 12 anos. Com isso, a UFOB busca ampliar a participação de famílias no evento e incentivar hábitos saudáveis desde cedo.

Para participar, além do preenchimento do formulário on-line, é necessário doar 4 kg de alimentos não-perecíveis no momento da retirada do kit de participação, que serão destinados ao Programa Bahia Sem Fome. Após as atividades esportivas, os participantes poderão desfrutar de um café da manhã e um show com o cantor Augusto Reys, promovendo um ambiente de confraternização e celebração da cultura local.

O evento também se propõe a sensibilizar a comunidade para questões de inclusão e solidariedade, unindo esporte e responsabilidade social. Mais informações sobre a corrida estão disponíveis pelo e-mail corridadaufob@ufob.edu.br.

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IFBA Barreiras destaca o Cerrado e Sustentabilidade em Jornada Científica e Tecnológica

Evento promove integração entre ciência e cultura com atividades gratuitas para a comunidade

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Instituto Federal da Bahia (IFBA) realizará, entre os dias 11 e 14 de novembro de 2024, a 16ª Jornada Científica e Tecnológica do Oeste Baiano (JCTOB), com o tema “Bioma Cerrado: diversidade, saberes e tecnologias sociais para o desenvolvimento social e sustentável”. Com sede no campus de Barreiras, o evento visa ressaltar a importância da preservação do Cerrado e promover inovações que favoreçam seu desenvolvimento sustentável.

A programação, voltada para o público em geral e para estudantes, inclui visitas guiadas, oficinas, minicursos, uma feira de produtos eco-sustentáveis e atividades de bem-estar. O IFBA abrirá suas portas para receber a comunidade em Salas Temáticas, onde temas científicos e culturais serão explorados de forma interativa. Também fazem parte do evento a Feira EcoCerrado, com produtos locais inspirados no bioma, e apresentações de trabalhos científicos, incentivando a troca de saberes entre pesquisadores e o público.

O cronograma destaca ainda aulas experimentais de funcional HIT, pilates, hidroginástica, relaxamento e meditação, além de atrações culturais que promovem a arte e cultura da região. Palestras e mesas-redondas abordarão o impacto das tecnologias sociais na sustentabilidade do Cerrado, um dos biomas mais ameaçados do país.

As inscrições, assim como a programação completa, estão disponíveis no site oficial do evento, facilitando o acesso de interessados às atividades. A JCTOB reafirma o compromisso do IFBA com a sustentabilidade e o desenvolvimento local, promovendo uma rica interação entre ciência, cultura e práticas sustentáveis no Oeste da Bahia.

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A menos de 30 dias após as eleições, Barreiras enfrenta aumento de tarifas de ônibus provoca insatisfação na população

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Reajuste para R$ 4,50 causa indignação entre usuários, que questionam qualidade do transporte público

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Menos de um mês após as eleições municipais, o aumento nas tarifas de ônibus surpreendeu a população de Barreiras, no Oeste da Bahia. O Decreto Municipal nº 325, em vigor desde 1º de novembro, estabeleceu um reajuste de 1,65% nas passagens de transporte coletivo, elevando o valor da tarifa urbana para R$ 4,50. A medida, válida tanto para o transporte urbano quanto para o rural, gerou insatisfação entre os usuários, que afirmam enfrentar um serviço aquém do esperado e sem melhorias visíveis. As informações são do Portal Fala Barreiras.

O aumento, de acordo com a prefeitura, foi justificado pelo acumulado de inflação entre novembro de 2022 e novembro de 2023 e pela necessidade de cobrir custos operacionais da Viação Cidade de Barreiras. Contudo, a decisão foi recebida com críticas pela comunidade, que aponta uma série de problemas recorrentes no sistema de transporte público. Moradores relatam que os ônibus apresentam falhas constantes, com veículos em condições precárias e atrasos nas linhas que dificultam o cotidiano de quem depende do transporte para trabalhar e estudar.

A qualidade das paradas de ônibus também é um dos pontos levantados pela população, que considera insuficiente a estrutura oferecida em muitos bairros da cidade. Em diversos pontos, os usuários ficam expostos ao sol e à chuva por falta de cobertura, e, em áreas mais afastadas, até mesmo a presença de paradas adequadas é rara, aumentando o desconforto e a insegurança dos passageiros.

Para os moradores de baixa renda, o aumento de 1,65% representa um impacto significativo no orçamento, e embora aparentemente pequeno, gera um peso adicional no custo mensal para quem utiliza o transporte público diariamente. Nas redes sociais e em conversas na cidade, o aumento se tornou um tema de debate, com a comunidade questionando se o valor elevado reflete, de fato, uma melhoria no serviço oferecido pela concessionária.

A população de Barreiras agora espera que o poder público intensifique a fiscalização sobre a empresa de transporte, visando garantir que o valor pago nas passagens seja acompanhado de melhorias reais e sustentáveis. A exigência por mais transparência nos processos de reajuste e no investimento para a qualidade do transporte se fortalece em um momento de discussões sobre a acessibilidade e a mobilidade urbana, reforçando a urgência de políticas que priorizem tanto o custo quanto a eficiência e a segurança dos serviços.

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Corpo de Bombeiros multa Prefeitura de Barreiras por irregularidades no Estádio Geraldão

Imagem da internet

O alerta para adequações urgentes e estipula prazo de 90 dias sob pena de novas sanções

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Estádio Geraldão, recém-reinaugurado pela Prefeitura de Barreiras, foi alvo de multa e notificação pelo Corpo de Bombeiros neste sábado, 1º de novembro. A autuação aponta diversas irregularidades no local, incluindo a ausência do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento obrigatório para garantir a segurança de locais de grande circulação, como estádios e centros esportivos. Segundo o órgão, as adequações exigidas precisam ser realizadas em até 90 dias, sob risco de novas sanções, que incluem multas, embargo ou até interdição do local.

As penalidades seguem legislação específica que prevê multas com valores ajustados de acordo com a área, o risco e as infrações registradas. O descumprimento pode implicar uma segunda multa, com valor dobrado em relação à primeira, além de juros de mora de 1% ao mês caso o pagamento não ocorra dentro do prazo legal. As multas, se não quitadas, podem ser inscritas na Dívida Ativa do Estado e levadas à cobrança judicial.

A ausência do AVCB no Geraldão levanta questionamentos sobre a responsabilidade da administração municipal na entrega de um equipamento público sem o devido cumprimento das normas de segurança. Este tipo de vistoria visa assegurar que a estrutura esteja equipada para situações de emergência, protegendo o público em eventos de grande porte. A falta de regularização, especialmente em estádios, pode ter consequências graves, desde acidentes menores até desfechos trágicos em casos de incêndios, pânico ou tumulto.

A situação evidencia a importância das vistorias preventivas, cuja ausência pode comprometer a segurança de milhares de pessoas. Em locais com alta concentração de público, como o Geraldão, é essencial que portas de emergência estejam desobstruídas, que os sistemas de combate a incêndio estejam operantes e sinalizados, e que o fluxo de evacuação seja adequado. Sem a regularização exigida, o estádio corre o risco de enfrentar medidas mais rigorosas como uma interdição.

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Vereadores de Barreiras vistoriam obras na Avenida Enock Ismael e alertam para riscos de deslizamento

Parlamentares demonstram preocupação com problemas estruturais e impactos ambientais da obra, que já sofreu danos com chuvas leves

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Os vereadores de Barreiras Ben Hir, Beza, Delmah Pedra, Rodrigo do Mucambo e Carmélia da Mata realizaram nesta sexta-feira (25) uma vistoria nas obras da Avenida Enock Ismael, na Serra do Mimo, em Barreiras. A visita ocorreu em meio a um crescente debate público sobre a segurança e os impactos ambientais do projeto, intensificado após recentes deslizamentos de terra e a queda de um muro de contenção com chuvas moderadas. A vereadora Carmélia, que registrou e compartilhou a visita em suas redes sociais, destacou a precariedade e os riscos da construção.

Avenida interditada, mas eu sou desobediente e vim ver de perto o resultado”, declarou a vereadora Carmélia da Mata em vídeo, enquanto caminhava à beira de uma encosta formada pelas obras.

Com imagens mostrando terrenos escavados e uma série de apartamentos próximos à área atingida, ela destacou a ausência de licenciamento ambiental e a falta de informações claras sobre a execução do projeto.

“Sinceramente, eu não compreendo como é que deram licença ambiental para isso aqui, porque eu já disse que parece algo apressado, sem projeto e sem licitação pública”, afirmou Carmélia, reforçando as críticas à falta de documentação e licenciamento.

As falhas estruturais da obra na Avenida Enock Ismael já haviam sido denunciadas anteriormente pelo Portal Caso de Política, em especial após o deslizamento ocorrido no dia 15 de outubro, quando uma chuva leve expôs a fragilidade do aterro feito para sustentar a via. Segundo a matéria, vídeos de moradores capturaram o desmoronamento do solo em direção a residências próximas, evidenciando o risco que a construção representa para quem vive nas redondezas. Um morador desabafou:

Nem choveu direito e o aterro já está cedendo! Fizeram isso só por causa da política”.

A preocupação com a obra foi também endossada por especialistas. Um técnico da área, que preferiu manter-se anônimo, afirmou ao Portal Caso de Política que o material utilizado no aterro é inadequado.

O solo escolhido não dá liga, é muito solto e não compacta de forma eficiente. Com chuvas mais fortes, isso aqui não vai segurar”, alertou o técnico.

O especialista ainda ressaltou a ausência de medidas de contenção e um sistema de drenagem adequado para o volume de água que desce da serra, fatores que aumentam o risco de alagamentos e erosões nas áreas habitadas abaixo da obra.

O projeto, que visa desafogar o tráfego na região, vem sendo criticado pela pressa na execução e os riscos ambientais. A remoção de vegetação nativa, essencial para a infiltração da água da chuva, e a insuficiência do sistema de drenagem instalado foram destacadas pelo técnico como pontos de maior preocupação.

A água vai descer em grande volume, sem nenhum tipo de contenção, levando o solo e atingindo as áreas mais baixas, onde ficam as moradias. O risco de um desastre é real”, frisou.

A vereadora Carmélia da Mata, durante a vistoria, reforçou seu alerta para os possíveis riscos caso as obras prossigam sem ajustes imediatos.

Eu já havia anunciado nas minhas redes sociais as tragédias que poderiam acontecer, e até agora não compreendo como esta obra não tem licença ambiental e documentação”, afirmou. Para os parlamentares que visitaram o local, a situação demanda uma investigação rigorosa e, principalmente, uma atuação rápida para garantir que as falhas estruturais sejam corrigidas antes do início da temporada de chuvas mais intensas.

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Barreiras descumpre Lei de Saneamento ao pavimentar sem rede de esgoto e drenagem para águas pluviais

Imagem da Web: alagamento em Barreiras – 21/10/2024

Município realiza é reincidente em obras de asfaltamento sem integrar infraestrutura de saneamento básico, em desacordo com a Lei nº 11.445/2007, colocando saúde pública e meio ambiente em risco

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O município de Barreiras, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) com 170.667 habitantes, tem realizado sistematicamente obras de pavimentação asfáltica sem a instalação prévia de redes de saneamento básico, em descumprimento à Lei nº 11.445/2007. A legislação exige que o saneamento básico seja integrado às outras infraestruturas urbanas, como o abastecimento de água e drenagem de águas pluviais. Assim, obras de asfaltamento devem ser planejadas em conjunto com essas redes para garantir uma urbanização sustentável.

O artigo 2º da lei estabelece esse princípio de integração:

“Art. 2º – Os serviços públicos de saneamento básico serão prestados com base nos seguintes princípios fundamentais:

I – universalização do acesso;

II – integralidade, compreendida como a articulação das diferentes atividades, componentes e infraestruturas de cada um dos serviços de saneamento básico, que propicie à população o acesso em conformidade com suas necessidades e maximização da eficácia das ações e dos resultados;”

A falta de articulação entre as infraestruturas, ao pavimentar sem saneamento, compromete o sistema urbano, provocando problemas como alagamentos e contaminação do solo, além de elevar o risco de doenças devido à falta de esgotamento adequado.

O artigo 3º reforça a necessidade de um planejamento integrado para garantir eficiência e sustentabilidade:

“Art. 3º – Os serviços públicos de saneamento básico serão organizados de forma a garantir a eficiência e sustentabilidade econômica e ambiental, observado o controle social e as normas de saúde pública e meio ambiente.”

Sem esse planejamento, o asfaltamento isolado representa uma gestão ineficiente, já que a correção posterior, com a instalação de redes de esgoto e drenagem, exige que o asfalto seja quebrado, gerando custos adicionais. Isso duplica os gastos públicos e amplia o tempo de execução das obras, prejudicando o trânsito e o cotidiano dos moradores.

Além disso, a falta de drenagem adequada eleva o risco de alagamentos durante períodos de chuva intensa, resultando em enchentes que danificam o asfalto e inundam residências e comércios. Essas enchentes também podem causar deslizamentos de terra e erosão em áreas vulneráveis, trazendo prejuízos significativos para a população.

A ausência de saneamento também facilita a contaminação de lençóis freáticos e rios próximos, comprometendo a qualidade da água e agravando problemas ambientais.

O artigo 50 da lei prevê penalidades para a prestação inadequada de serviços de saneamento:

“Art. 50 – A prestação de serviços públicos de saneamento básico em desacordo com as normas regulamentares sujeitará os responsáveis às penalidades previstas em regulamento, sem prejuízo da aplicação de sanções previstas em outras normas legais.”

Embora Barreiras ainda não tenha sido penalizada, a continuidade dessas práticas pode levar a ações de órgãos de controle, como o Ministério Público ou agências reguladoras, que podem aplicar multas, medidas administrativas ou ações judiciais.

O descumprimento da Lei nº 11.445/2007 por Barreiras, que excede os 100 mil habitantes – população para a qual a lei exige rigor no cumprimento de suas diretrizes – coloca em risco o planejamento urbano e a eficiência da gestão pública, além de comprometer a qualidade de vida da população e o meio ambiente.

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Enchentes e obras precárias evidenciam descaso com infraestrutura em Barreiras

Alagamentos e risco de deslizamentos aumentam tensão na cidade; moradores sofrem com prejuízos e temem tragédias maiores com a chegada de mais chuvas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – As chuvas que atingiram Barreiras nos últimos dias voltaram a expor os graves problemas estruturais da cidade, já tão conhecida por suas inundações recorrentes. Alagamentos e prejuízos têm se tornado um cenário comum, resultado direto da falta de manutenção nas bocas de lobo e da ausência de limpeza nos córregos. O resultado é sempre o mesmo: casas alagadas, transtornos para a população e a sensação de impotência diante do descaso das autoridades. A tragédia, já anunciada, segue sem soluções concretas.

Na segunda-feira, 21 de outubro de 2024, uma chuva de poucas horas foi suficiente para transformar as ruas da cidade em verdadeiros rios, especialmente em áreas mais baixas, como o cais próximo à ponte Ciro Pedrosa. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram ruas alagadas e moradores perdendo seus pertences, em uma situação que se repete ano após ano. Bairros como Santa Luzia são emblemáticos nesse cenário de caos: o sistema de drenagem, já deficiente, não consegue conter o volume de água, levando a mais uma série de casas alagadas.

Além dos alagamentos, um outro motivo de grande preocupação se destacou recentemente: as obras mal planejadas e executadas. Conforme noticiado pelo Portal Caso de Política, uma leve chuva na noite de terça-feira, 15 de outubro, expôs falhas graves na construção da Avenida Enock Ismael, localizada na Serra do Mimo. O aterro de terraplenagem feito para sustentar a nova via começou a ceder, ameaçando as casas próximas. Vídeos gravados por moradores registraram o deslizamento de terra em direção às residências, expondo a fragilidade da obra mesmo sob pouca chuva.

A falta de qualidade no material utilizado para o aterro é um dos principais pontos criticados. O solo, aparentemente inadequado para compactação, é vulnerável à erosão, agravando o risco de deslizamentos. Além disso, a remoção da vegetação natural na área da obra fez com que a água da chuva corra diretamente sobre o asfalto, acelerando o desgaste e aumentando os riscos para as moradias localizadas nas áreas mais baixas. A situação é alarmante, considerando que uma chuva mais intensa pode levar a um desastre de proporções maiores.

Outro aspecto que agrava a situação é o sistema de drenagem inadequado. A instalação de tubos de pequeno diâmetro para escoamento da água revela que o projeto não considerou o volume significativo que desce da serra, o que potencializa o risco de alagamentos e erosões. Mesmo com intervenções recentes na infraestrutura da cidade, como os investimentos em asfaltamento, problemas de drenagem continuam a afetar seriamente Barreiras.

A obra da Avenida Enock Ismael, embora tenha como objetivo desafogar o trânsito na região, vem sendo alvo de críticas não apenas pela execução apressada, mas também pelos impactos ambientais e riscos à segurança dos moradores. Especialistas sugerem que, se não houver correções urgentes, os problemas estruturais podem resultar em tragédias na próxima temporada de chuvas. A remoção da vegetação e a má qualidade do solo compactado colocam as áreas residenciais abaixo da via em risco iminente de deslizamento.

Enquanto isso, a população de Barreiras, ciente das dificuldades históricas que a cidade enfrenta com a chegada das chuvas, aguarda soluções definitivas. A administração de Zito Barbosa tem investido em melhorias, mas a drenagem urbana continua a ser um ponto vulnerável. O próximo prefeito, Otoniel Teixeira, terá o desafio de resolver esse impasse e interromper o ciclo de tragédias. Se nenhuma ação concreta for tomada, o medo é que os alagamentos, deslizamentos e perdas materiais se agravem, colocando em risco não apenas o patrimônio, mas também a vida dos barreirenses.

Com a temporada de chuvas se aproximando, Barreiras permanece em alerta máximo.

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Bahia ganha destaque no agronegócio nacional com seis municípios entre os maiores produtores

São Desidério e Formosa do Rio Preto impulsionam o oeste baiano

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Dados do IBGE, divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que seis municípios da Bahia estão entre os 100 maiores produtores agrícolas do Brasil em 2023. São Desidério, na segunda posição, lidera o grupo baiano com R$ 7,8 bilhões em valor de produção, enquanto Formosa do Rio Preto, em sétimo, contribuiu com R$ 5,7 bilhões. Esses municípios somam, ao todo, R$ 23,1 bilhões, representando 2,9% do valor total da produção agrícola do país, que alcançou R$ 814,5 bilhões.

Além de São Desidério e Formosa do Rio Preto, Barreiras (25º), Luís Eduardo Magalhães (32º), Riachão das Neves (48º) e Jaborandi (62º) também figuram entre os maiores produtores, reforçando a importância do oeste baiano no cenário do agronegócio nacional.

A Bahia se destaca especialmente na produção de algodão e soja. São Desidério é responsável por 9,7% do valor total da produção de algodão no Brasil, enquanto Formosa do Rio Preto participa com 1,2% do valor da soja produzida. Essas duas culturas, junto a outras como milho e cana-de-açúcar, são pilares da economia agrícola baiana.

Em nível nacional, a produção agrícola de 2023 alcançou R$ 814,5 bilhões, e os 100 maiores municípios concentraram 31,9% desse valor, somando R$ 260 bilhões. A Bahia, com seus seis municípios no ranking, reafirma seu papel estratégico no agronegócio brasileiro, especialmente na região oeste, que se consolida como um polo de modernização e expansão agrícola.

A diversidade de culturas e o aumento da produtividade demonstram o crescimento sustentável da Bahia no setor, fortalecendo sua posição no mercado agrícola brasileiro.

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VÍDEO: Chuva fraca expõe fragilidades em obra da Avenida Enock Ismael, em Barreiras

Após leve precipitação, aterro cede e ameaça casas; moradores e técnicos apontam riscos e falhas estruturais

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Uma leve chuva na noite desta terça-feira (15/10) expôs sérios problemas na obra da Avenida Enock Ismael, localizada na Serra do Mimo, em Barreiras. O aterro de terraplenagem, feito para sustentar a nova via, começou a ceder, ameaçando as casas próximas. Moradores registraram o momento em vídeo, mostrando o deslizamento de terra em direção às residências. As imagens, enviadas ao Portal Caso de Política, revelam a gravidade da situação, mesmo com a pouca chuva.

“Nem choveu direito e o aterro já está cedendo! Fizeram isso só por causa da política”, desabafa um morador no vídeo.

A obra, já criticada anteriormente, recebeu novas denúncias de problemas estruturais. Dias antes, um técnico da área de engenharia, que preferiu não se identificar, havia visitado o local e alertado sobre o uso inadequado de material no aterro. Ele destacou que o solo utilizado “não dá liga” e não serve para compactação adequada, sendo extremamente vulnerável à erosão.

De acordo com o técnico da área que conversou com o Portal Caso de Política, o material escolhido para o aterro não dá liga e não deveria ter sido compactado no aterro feito

“O material é muito solto e não compacta de maneira eficiente. Isso aqui não vai segurar quando vierem chuvas mais fortes”, alertou o técnico.

Além das falhas na escolha do material, o especialista apontou outros problemas graves na execução da obra. A remoção da vegetação natural, que antes ajudava a infiltrar a água da chuva, fez com que as águas agora corram diretamente sobre o asfalto, carregando sedimentos e aumentando o risco de deslizamentos.

“A água vai descer em grande volume, sem nenhum tipo de contenção, levando o solo e atingindo as áreas mais baixas, onde ficam as moradias. O risco de um desastre é real”, afirmou o técnico.

A falta de um sistema eficiente de drenagem foi outro ponto levantado pelo especialista. Ele observou que os tubos instalados são muito pequenos para o volume de água que desce da serra, o que pode causar alagamentos e erosões.

“Se não corrigirem, essa obra pode custar vidas”, alertou, destacando também a urgência de uma fiscalização mais rigorosa e de medidas imediatas para evitar tragédias.

A Avenida Enock Ismael, que promete desafogar o trânsito na região, vem sendo alvo de críticas não só pela execução acelerada, mas também pelos impactos ambientais e riscos à segurança dos moradores. Enquanto a população e especialistas cobram respostas, a obra já começa a dar sinais preocupantes de que pode não suportar a próxima temporada de chuvas, se as falhas não forem corrigidas a tempo.

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