Barreiras em busca da inclusão: Câmara divulga relatório de audiência pública sobre acessibilidade para PCDs

Foto: ASCOM da Câmara Municipal de Barreiras

Após relatos de exclusão e sofrimento, Câmara de Barreiras divulga relatório de audiência pública e se compromete a fiscalizar o cumprimento de promessas e buscar soluções para as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Câmara Municipal de Barreiras divulgou o relatório da audiência pública que debateu as ações para melhorias nas condições de acessibilidade para as pessoas com deficiência (PCD) na cidade. O evento, proposto pela vereadora Delmah Pedra e realizado na última quarta-feira, 02 de abril de 2025, transformou o plenário em um palco de relatos comoventes sobre as dificuldades enfrentadas diariamente pelas PCDs, expondo a urgência de políticas públicas efetivas.

O documento, agora disponível para consulta pública, detalha os encaminhamentos propostos durante a audiência, que teve como objetivo principal dar voz às pessoas com deficiência e buscar soluções para os problemas que dificultam o seu direito de ir e vir, de acesso à saúde e à participação plena na sociedade.

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A audiência foi dividida em três painéis: “O direito à acessibilidade”, “Situação atual do transporte público” e “Melhorias e adaptações emergenciais nas condições de acessibilidade para as pessoas com deficiência”. Cada painel contou com a participação de representantes do poder público, da sociedade civil organizada e de usuários dos serviços, que puderam apresentar suas demandas e sugestões.

Os relatos colhidos durante a audiência revelaram um cenário preocupante. Sousemir Rego de Araújo, cadeirante, denunciou a falta de medicamentos e materiais de uso contínuo na farmácia básica, além da inacessibilidade em espaços públicos, como a rampa com degrau no Palácio das Artes. Cristiane do Nascimento Souza, acadêmica de psicologia, relatou o preconceito e a discriminação sofridos no transporte público, sendo chamada de “aleijada” por motoristas. Thiago Henrique Souza Santos, universitário, expressou a frustração de perder aulas por falta de transporte acessível e criticou a negligência da Embasa com a infraestrutura da cidade.

Diante da gravidade dos relatos, a defensora pública Danyelle Gautério enfatizou a importância da reativação do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, defendendo a necessidade de “um espaço público de decisão” para as diversas associações da sociedade civil. O secretário Fábio Cruz e Silva de Santana admitiu a insuficiência de vagas de estacionamento reservadas para PCDs, enquanto Bruno José, da Secretaria de Infraestrutura, reconheceu a necessidade de padronização das calçadas e o crescimento desordenado da cidade.

A vereadora Delmah Pedra foi a proponente da audiência pública

A vereadora Delmah Pedra, atenta e comovida com os relatos, reafirmou seu compromisso com a causa da acessibilidade e da inclusão.

“O que ouvimos aqui hoje é inaceitável. Precisamos transformar a dor em ação e garantir que as pessoas com deficiência tenham seus direitos respeitados”, declarou.

Entre os encaminhamentos propostos durante a audiência, destacam-se:

  • Reativação do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência: A defensora pública Danyelle Gautério e diversos participantes da audiência enfatizaram a necessidade de reativar o Conselho, garantindo a participação das entidades representativas da sociedade civil na formulação e no acompanhamento das políticas públicas para as PCDs.
  • Fiscalização do cumprimento da lei que garante 100% da frota acessível: A defensora pública Danyelle Gautério relembrou a liminar judicial que obriga a Viação Cidade de Barreiras (VCB) a ter 100% da frota acessível, decisão ainda não cumprida, e mencionou o relatório municipal de março de 2023, que indicava a precariedade dos elevadores nos ônibus.
  • Aumento do número de vagas de estacionamento reservadas para PCDs: O secretário Fábio Cruz e Silva de Santana admitiu a insuficiência de vagas e se comprometeu a verificar uma forma de aumentar essa quantidade.
  • Padronização das calçadas e melhoria da infraestrutura urbana: Bruno José, da Secretaria de Infraestrutura, reconheceu a necessidade de padronização das calçadas e o crescimento desordenado da cidade, comprometendo-se a buscar soluções para melhorar a acessibilidade nas vias públicas.
  • Regularização do fornecimento de medicamentos e materiais de uso contínuo: Diante da denúncia de Sousemir Rego de Araújo sobre a falta de medicamentos e materiais de uso contínuo, a vereadora Delmah Pedra se comprometeu a acompanhar de perto a regularização do fornecimento.
  • Fiscalização do cumprimento da lei que garante a acessibilidade nos prédios públicos e privados: Diversos participantes da audiência relataram a falta de acessibilidade em prédios públicos e privados, como a rampa com degrau no Palácio das Artes. A vereadora Delmah Pedra se comprometeu a acompanhar de perto o cumprimento da lei.
  • Elaboração de um projeto de lei para padronização das calças para PCDs: O Sr. Antônio Batista reivindicou um projeto de lei para padronização das calças e que o executivo subsidie recursos para que essa adequação seja viabilizada.
  • Melhoria do aplicativo de transporte público: O Sr. Antônio Batista relatou que o aplicativo de transporte público deixa a desejar porque os horários não condizem com a realidade e que deveria se instalar uma forma de localização do ônibus em tempo real.
  • Realização de visitas aos postos de saúde e ao CER II: O presidente da Câmara, Yure Ramon, se colocou à disposição para participar de visitas aos postos de saúde e ao CER II, a fim de verificar in loco a situação dos serviços oferecidos às pessoas com deficiência.

A vereadora Delmah Pedra anunciou a elaboração de um relatório detalhado com as discussões e propostas da audiência, que será publicado no site da Câmara Municipal. “Este é o início de uma transformação”, declarou Delmah Pedra.

“Não descansaremos até ver uma Barreiras verdadeiramente inclusiva, onde todas as pessoas, independentemente de suas limitações, possam viver com dignidade e plenitude.”

A divulgação do relatório da audiência pública representa um importante passo para a construção de uma Barreiras mais acessível e inclusiva. No entanto, a transformação real dependerá do compromisso do poder público, da mobilização da sociedade civil e da união de esforços para garantir que os direitos das pessoas com deficiência sejam respeitados e que elas possam viver com dignidade e plenitude.

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Saúde em Xeque: Enquanto Paulo Afonso avança com Hospital Universitário, Barreiras aposta em PPP com riscos de cobrança e “SUS Dual”

A decisão de Barreiras de buscar investidores na Bolsa de Valores para o Hospital Municipal levanta questionamentos sobre o futuro da saúde pública na região, em contraste com o modelo de gestão universitária adotado em Paulo Afonso

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Enquanto a cidade de Paulo Afonso celebra a implantação de um Hospital Universitário (HU) sob gestão da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Barreiras, sob a administração do prefeito Otoniel Teixeira (União Brasil), segue um caminho controverso: a Parceria Público-Privada (PPP) para a gestão do futuro Hospital Municipal. A estratégia, que busca investidores na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), levanta sérias preocupações sobre a garantia do acesso universal e gratuito à saúde, um direito constitucionalmente assegurado.

O Sistema Único de Saúde (SUS), um dos maiores patrimônios sociais do Brasil, tem como pilares a universalidade, a integralidade e a equidade no acesso aos serviços de saúde. A Constituição Federal garante a todos os cidadãos o direito à saúde, sendo dever do Estado assegurar esse direito por meio de políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos. A busca por “eficiência” e “modernização” através de parcerias com o setor privado não pode, em hipótese alguma, comprometer esses princípios fundamentais.

A minuta do contrato da PPP em Barreiras, disponível para consulta pública no ANEXO IV DO EDITAL, revela a possibilidade de cobrança por “atividades acessórias”, abrindo uma brecha para a criação de um “SUS Dual”, onde o acesso a determinados serviços (como quartos diferenciados, exames mais rápidos ou acompanhamento especializado) seria condicionado ao pagamento, beneficiando apenas aqueles que podem arcar com os custos. Essa dualidade fere o princípio da igualdade e da universalidade, pilares do SUS.

Especificamente, a Cláusula 28 (Remuneração Contratual) define que a Concessionária será remunerada por recursos públicos e pelas “Receitas Acessórias” geradas. Já a Cláusula 31 (Atividades Acessórias) permite à Concessionária explorar comercialmente atividades não essenciais, com aval do Poder Concedente. Essa combinação de fatores acende um alerta sobre o futuro da saúde no município.

“O mais importante é garantir que o hospital seja 100% SUS”, enfatizou a defensora pública Laís Daniela Sambüc durante audiência pública, ecoando a preocupação da Defensoria Pública em defesa de um hospital 100% público e acessível a todos.

Enquanto isso, em Paulo Afonso, a parceria entre a prefeitura, o governo do estado, o governo federal e a Univasf viabiliza um Hospital Universitário, um centro de referência em alta complexidade que fortalecerá o SUS e formará profissionais de saúde qualificados para a região. O presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Arthur Chioro, ressaltou a importância da união de esforços para transformar o sonho em realidade.

A secretária de saúde da Bahia, Roberta Santana, anunciou um investimento de R$ 155 milhões, 165 leitos, sendo 30 de UTI, demonstrando o compromisso com a regionalização e a interiorização da saúde.

A insistência na PPP em Barreiras, idealizada pelo ex-prefeito Zito Barbosa (União Brasil) (que governou Barreiras por 8 anos se negando a abrir diálogo com os governos Federal e Estadual) e encampada por Otoniel Teixeira, ignora alternativas mais vantajosas, como a federalização da unidade e sua transformação em um hospital universitário vinculado à Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB). Um HU em Barreiras não beneficiaria apenas a cidade, mas toda a região Oeste, garantindo atendimento público qualificado e permanente, além de formação acadêmica e pesquisa científica na área da saúde. A reitoria da UFOB já manifestou seu apoio à implantação de um hospital universitário.

A grande vantagem de um hospital universitário é a sua sustentabilidade financeira, com recursos federais garantidos. Além disso, a gestão da Ebserh, empresa estatal vinculada ao Ministério da Educação, garante a qualidade dos serviços, a formação de profissionais de saúde, a abertura de campos de estágio e a residência médica, impulsionando a produção de conhecimento científico e a inovação na área da saúde. Um HU desafogaria as contas municipais e liberaria Barreiras para focar na atenção primária em saúde, fortalecendo a rede de atendimento e prevenindo doenças.

Até o momento, já foram gastos mais de R$ 40 milhões no futuro hospital municipal de Barreiras. Recentemente, a Justiça barrou um empréstimo de R$ 60 milhões que seria utilizado para a PPP. Anteriormenter, o Procurador-Geral de Justiça, Aquiles Siquara Filho, ao analisar um agravo contra o empréstimo, alertou para “indícios robustos de perigo de dano ao patrimônio público” e para o risco de o município não conseguir honrar seus compromissos financeiros.

Afinal, qual o real motivo para a insistência na PPP? O que estaria por trás dessa busca por investidores privados na Bolsa de Valores, mesmo diante de alternativas mais seguras e vantajosas e com o histórico de entraves judiciais?

É fundamental que as autoridades competentes, como o Ministério Público, a Defensoria Pública, os vereadores de Barreiras, as entidades da sociedade civil organizada e a população em geral, estejam atentas e fiscalizem de perto esse processo. Uma audiência pública deve ser convocada para debater especificamente a ideia da PPP do futuro hospital antes que seja tarde demais.

A saúde pública não pode ser tratada como uma mercadoria, e o direito fundamental à saúde não pode ser colocado em risco em nome de interesses privados.

A decisão de Paulo Afonso de investir em um Hospital Universitário demonstra que é possível construir um sistema de saúde público, gratuito e de qualidade. Barreiras precisa repensar sua estratégia e priorizar o bem-estar da população, garantindo o acesso universal à saúde e evitando a criação de um “SUS Dual” que exclui os mais vulneráveis.

Afinal, quem entrega o hospital ao mercado pode precisar de senha para ser atendido.

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Creche em Barreiras é acusada de suposta negligência após bebê ter olho colado com super colar

Imagem desfocada para preservar a identidade e dignidade da criança

Olho de criança de 1 ano e 11 meses teria sido colado com super bonder dentro de creche em Barreiras. Familiares acusam a instituição de negligência e omissão de socorro

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Uma denúncia grave de suposta negligência e falta de assistência ganhou destaque nesta sexta-feira (03). Natânia, avó de um bebê de 1 ano e 11 meses, procurou o radialista Marcelo Ferraz para relatar um incidente alarmante ocorrido no Centro Municipal de Educação Infantil Rosália Silva de Carvalho Souza, na Vila Amorim, em Barreiras.

Segundo a denunciante, a criança retornou da instituição com o olho colado por super bonder e sinais de queimadura, sem que a família tivesse sido devidamente informada sobre a gravidade da situação ou que a creche tenha prestado o devido socorro.

De acordo com Natânia, a direção da creche informou, inicialmente, que o neto havia sofrido apenas uma “lesãozinha” no olho. Ao chegarem em casa, os familiares constataram que a situação era muito mais séria: o olho da criança estava colado e apresentava sinais de queimadura. A família alega que não foi informada sobre a causa da lesão e que a creche não providenciou o encaminhamento da criança para atendimento médico imediato.

“A diretora nos informou que ele havia sofrido uma pequena lesão no olho. No entanto, ao chegarmos em casa, percebemos que a situação era muito diferente do que haviam nos dito: o olho dele estava colado com super bonder. O caso era bem mais grave, com uma queimadura extensa no olho. Além disso, não nos comunicaram que a criança havia sido levada ao hospital, e ele permaneceu com a lesão.”

A avó questiona a falta de cuidado e atenção dos educadores da creche, ressaltando que a criança não apresentava cola em outras partes do corpo, apenas no olho. Ela expressa o temor de que a situação pudesse ter sido ainda mais grave e critica a postura da creche em não prestar assistência imediata.

“A lesão se concentrou apenas no olho dele. Acredito que a equipe da creche, especialmente os professores e educadores, precisam ser mais atentos. Se fosse algo ainda mais sério, Deus me livre, poderiam ter nos devolvido o meu neto sem vida. É inadmissível, ele saiu de casa saudável e voltou com uma lesão tão grave.”

A família também demonstra indignação com a falta de apoio e assistência da creche, que teria se limitado a informar que os pais poderiam levar uma receita para que a medicação fosse administrada na instituição.

“Fomos até a creche com a criança, mas não recebemos nenhuma assistência para levá-la ao hospital. A única coisa que nos disseram foi que poderíamos levar a receita para que eles administrassem a medicação.”

Natânia relatou ao radialista que ainda não conseguiu contato com a Secretaria Municipal de Educação de Barreiras, mas que pretende tomar as providências cabíveis para que o caso seja investigado e os responsáveis sejam responsabilizados. A família busca apoio para que a situação não fique impune e para que medidas sejam tomadas para evitar que casos semelhantes ocorram.

“Vamos tomar as providências necessárias o mais rápido possível, pois só agora estamos conseguindo contato com vocês, da mídia. Era a vocês que queríamos ter acesso.”

A avó manifestou ainda preocupação com a possibilidade de sua filha ser processada pela professora caso buscassem auxílio legal, o que demonstra um possível receio de retaliação por parte da instituição.

“Pelo que nos informaram, se procurássemos auxílio legal, minha filha correria o risco de ser processada pela professora. É absurdo que tenhamos que nos preocupar com isso, quando quem foi prejudicado foi uma criança, um bebê inocente.”

A reportagem buscou contato com a Creche Rosália Silva de Carvalho Souza e com a Secretaria Municipal de Educação de Barreiras para obter um posicionamento sobre o caso. O espaço permanece aberto para que os responsáveis apresentem suas versões e esclarecimentos sobre as acusações.

A denúncia levanta sérias questões sobre a segurança e o cuidado oferecidos pelas creches municipais de Barreiras. É imprescindível que as autoridades competentes apurem os fatos com rigor, a fim de identificar os responsáveis e garantir que medidas preventivas sejam implementadas para proteger as crianças. A negligência e a omissão de socorro, caso comprovadas, configuram crimes graves que devem ser punidos.

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Audiência Pública em Barreiras: vozes da exclusão ecoam e desafiam o Poder Público

Vozes sufocadas pela exclusão ecoam na Câmara de Barreiras, expondo a cruel realidade enfrentada pelas pessoas com deficiência e desafiando o Poder Público a agir com urgência e sensibilidade

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em uma noite que ficará marcada na história da Câmara Municipal, a audiência pública sobre acessibilidade para pessoas com deficiência (PCD), promovida pela vereadora Delmah Pedra, transformou o plenário em um palco de dor, indignação e, acima de tudo, um chamado à ação. A presença de representantes do poder público, da sociedade civil organizada e do setor privado foi eclipsada pela força dos relatos pessoais, que escancararam a crueldade da exclusão e a urgência de políticas públicas que transformem a vida das PCDs em Barreiras.

Autoridades ouvem demandas das Pessoas com Deficiencia Física (PCDs)

Diante de vereadores como Yure Ramon, Allan do Allanbick, Diciola, Graça Melo, Hipólito, Irmã Silma, Tatico, Tetéia Chaves e Valdimiro, da defensora pública Danyelle Gautério, do secretário Fábio Cruz e Silva de Santana, e de Bruno José da Secretaria de Infraestrutura, ecoaram as vozes de Suzeni Rego de Araújo, Cristiane do Nascimento Souza e Thiago Henrique Souza Santos, entre outros, desnudando a negligência e o preconceito que permeiam o cotidiano das pessoas com deficiência.

“Essa audiência não foi apenas um evento, mas um grito de socorro”, afirmou a vereadora Delmah Pedra, com a voz embargada pela emoção. “O que ouvimos aqui hoje exige uma resposta imediata e contínua. Não podemos mais fechar os olhos para a dor e a exclusão que tantas pessoas com deficiência enfrentam em nossa cidade.”

As feridas expostas da exclusão

Os relatos transcenderam a mera descrição de problemas, revelando a profunda dor e a humilhação sofridas pelas PCDs em Barreiras.

Entre outras coisas, Sousemir denunciou a falta de medicação na farmácia básica de Barreiras

Sousemir Rego de Araújo, cadeirante, em um relato que causou comoção geral, pintou um quadro desolador da falta de medicamentos e materiais de uso contínuo:

“Já tá com 5 meses que nós na cidade de Barreiras, não consegue pegar remédio de uso contínuo… Desde outubro do ano passado, que eu não consigo pegar uma caixa de Bacofren. Desde outubro do ano passado, que eu não consigo pegar uma caixa de Ritmic… É caso até de vergonha sair pedindo as pessoas, dizendo assim: ‘Moço, deixa eu te falar uma coisa, faz um Pix aí de R$ 60 para eu comprar a caixa de retemperar que não dura nem uma semana!'”.

Sousemir também denunciou a péssima qualidade dos materiais fornecidos, que causam infecções e sofrimento, além da inacessibilidade em espaços públicos.

“Fizeram degrau na rampa do cadeirante” no Palácio das Artes, ele lamentou, “e o cadeirante não consegue subir. Será que ninguém vê que nessa cidade tem pessoa com deficiência?”

“Já fui chamada de aleijadinha ao tentar pegagar um ônibus”, disse Cristiane que é cadeirante

Cristiane do Nascimento Souza, acadêmica de psicologia, expôs o preconceito e a discriminação sofridos no transporte público, relatando a humilhação de ser chamada de “aleijada” por motoristas da Viação Cidade de Barreiras (VCB).

“Já aconteceu comigo várias vezes de pegar o ônibus, para ir para uma consulta, o motorista fala: ‘Lá vem a aleijada’. Toda vez que eu pego uma aleijada, o ônibus quebra. Por que você não fica em casa?'”

Cristiane denunciou a falta de preparo dos funcionários, que muitas vezes se recusam a auxiliar na utilização do elevador, e questionou o direito de ir e vir das PCDs:

“Eu preciso ficar em casa porque eles querem? Não é meu direito de ir e vir, de ir para faculdade, de ir para um estágio, de ir para uma consulta, segura com qualquer outro cidadão?”.

O cadeirante Thiago denunciou que perde aulas por um transporte público precário e se queixou dos serviços da Embasa

Thiago Henrique Souza Santos, recém-ingresso na universidade, revelou a frustração de ter perdido aulas por falta de transporte acessível:

“Me tornei universitário esse ano e já perdi a primeira semana do primeiro semestre por falta de acessibilidade dos coletivos… A partir das 19 horas não existe mais locomoção de ônibus nem para ir nem para vir, ou seja, eu tô perdendo minhas aulas.”

Thiago também criticou a negligência da Embasa com a infraestrutura da cidade, deixando buracos abertos que dificultam a locomoção das PCDs.

“A Embasa deveria ser bem fiscalizada”, ele afirmou, “ela chega, cava o buraco, estraga todo o processo que a prefeitura fez de asfáltica e, no meio, por fim, não conserta e deixa o buraco lá.”

Autoridades reconhecem o problema e prometem ações

A defensora pública, Danyelle Gautério cobra Conselho da Pessoa com Deficiência e acessibilidade no transporte público de Barreiras

Diante da gravidade dos relatos, as autoridades presentes reconheceram a urgência de medidas efetivas. A defensora pública Danyelle Gautério enfatizou a importância da reativação do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, defendendo a necessidade de “um espaço público de decisão” para as diversas associações da sociedade civil.

Ela alertou para a necessidade de se garantir um espaço para que a “Associação Municipal das Pessoas com Deficiência de Barreiras, a AMA, a Miké, APAE e diversas representações da sociedade civil” possam “dialogar entre si” e ter um “espaço público de decisão no município”. Além disso, Gautério relembrou a liminar judicial que obriga a VCB a ter 100% da frota acessível, decisão ainda não cumprida, e mencionou o relatório municipal de março de 2023, que indicava a precariedade dos elevadores nos ônibus.

Fábio Cruz e Silva de Santana, secretário de Municipal e Segurança Cidadã e Trânsito de Barreiras

O secretário Fábio Cruz e Silva de Santana admitiu a insuficiência de vagas de estacionamento reservadas para PCDs, afirmando que “realmente são poucas” e que “teria que verificar uma forma de tentar aumentar essa quantidade de vagas aos deficientes”.

O secretário de Infraestrutura de Barreiras alegou legislação nova e a necessidades de padronização de calçadas na cidade

Bruno José, da Secretaria de Infraestrutura, reconheceu a necessidade de padronização das calçadas e o crescimento desordenado da cidade. Neilson Ribeiro, da VCB, alegou dificuldades técnicas e a “falta de profissionais qualificados” para a manutenção dos elevadores nos ônibus, garantindo, no entanto, que jamais mediria “esforços para que você usufrua desse direito”.

Delmah Pedra: “Este é o início de uma transformação”

“Barreiras precisa vencer as barreiras da exclusão promovendo acessibilidade”, vereadora Delmah Pedra

A vereadora Delmah Pedra, atente e comovida com os relatos, reafirmou seu compromisso com a causa da acessibilidade e da inclusão.

“O que ouvimos aqui hoje é inaceitável. Precisamos transformar a dor em ação e garantir que as pessoas com deficiência tenham seus direitos respeitados.”

A vereadora se comprometeu em acompanhar de perto o cumprimento das promessas feitas pelos representantes do poder público e lutar por políticas públicas efetivas, que atendam às necessidades das PCDs. Ela também anunciou a elaboração de um relatório detalhado com as discussões e propostas da audiência, que será publicado no site da Câmara Municipal.

“Este é o início de uma transformação”, declarou Delmah Pedra. “Não descansaremos até ver uma Barreiras verdadeiramente inclusiva, onde todas as pessoas, independentemente de suas limitações, possam viver com dignidade e plenitude.”

Luta por uma sociedade mais justa e solidária

Maritânia Gonçalves, subsecretária municipal de Assistência social, reconheceu os problemas e se comprometeu em levar as demandas ao executivo

A audiência pública em Barreiras escancarou a cruel realidade enfrentada pelas pessoas com deficiência e evidenciou a urgência de ações concretas para garantir a acessibilidade, a inclusão e o respeito aos seus direitos. Os relatos comoventes e o compromisso da vereadora Delmah Pedra acenderam uma chama de esperança, mas a transformação real dependerá da união de esforços e da vontade política de construir uma sociedade mais justa e solidária, onde a dignidade humana seja o valor supremo.

Próximos Passos
  • Elaboração e publicação do relatório da audiência pública.
  • Fiscalização do cumprimento das promessas feitas pelos representantes do poder público.
  • Mobilização da sociedade civil para a construção de uma cultura inclusiva.
  • Acompanhamento das políticas públicas voltadas para as pessoas com deficiência.
Yure Ramon reafirma apoio e compromisso da Câmara

“Vamos acompanhar de perto o cumprimento das promessas, especialmente à regularização do fornecimento de medicamentos e a acessibilidade nos transportes e espaços públicos

O presidente da Câmara, Yure Ramon, em um discurso que buscou transmitir esperança e compromisso, reiterou o apoio do legislativo à causa da acessibilidade e da inclusão. Em sua fala, Yure Ramon enfatizou que a Câmara Municipal está de portas abertas para receber as demandas das pessoas com deficiência e que fará todo o possível para defender seus direitos.

“Hoje, saio daqui com um sentimento de profunda responsabilidade”, declarou Yure Ramon. “Escutei atentamente cada relato, cada queixa, cada pedido. E quero garantir a vocês que não ficaremos inertes diante desta situação. A Câmara Municipal de Barreiras está ao lado das pessoas com deficiência e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para transformar a realidade que vocês enfrentam. Como Poder legislativo e fiscalizador do Executivo, vamos reforçar a nossa atuação”

Yure Ramon também fez um apelo à união de forças:

“A acessibilidade e a inclusão são um dever de todos nós. Precisamos trabalhar juntos, poder público, sociedade civil e setor privado, para construir uma cidade onde todos se sintam acolhidos e respeitados. E reafirmo, não apenas o meu apoio, mas o apoio irrestrito de toda essa mesa diretora, todo o corpo jurídico dessa casa. Tudo aquilo que vocês precisarem em relação a buscar os seus direitos, tenham a certeza de que eu, como presidente, darei a cada um de vocês total apoio.”

O presidente da Câmara ainda se comprometeu a acompanhar de perto o cumprimento das promessas feitas durante a audiência, especialmente em relação à regularização do fornecimento de medicamentos e à melhoria da acessibilidade nos transportes públicos e nos espaços públicos. Yure Ramon também se colocou à disposição para participar de visitas aos postos de saúde e ao CER II, a fim de verificar in loco a situação dos serviços oferecidos às pessoas com deficiência.

“Acredito que, com diálogo, planejamento e trabalho árduo, podemos construir uma Barreiras mais acessível, mais inclusiva e mais justa para todos”, concluiu Yure Ramon.

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Vereadora Delmah Pedra convida para audiência pública sobre acessibilidade em Barreiras

Iniciativa da parlamentar busca reunir sociedade civil e poder público para debater e propor ações concretas de melhoria na acessibilidade para pessoas com deficiência

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Câmara Municipal de Barreiras sedia, na noite desta terça-feira (02), uma audiência pública para discutir e propor ações de melhoria nas condições de acessibilidade para pessoas com deficiência. A iniciativa, proposta pela vereadora Delmah Pedra, busca atender a demandas de associações e cadeirantes, visando promover a inclusão e facilitar a locomoção desse público no município.

Em entrevista ao Portal Caso de Política, a vereadora Delmah Pedra explicou o objetivo da audiência pública:

“O objetivo é exatamente o que o tema já diz: propor ações para melhorias nas condições de acessibilidade para pessoas com deficiência. Atendendo ao pedido de diversas associações e de cadeirantes que enfrentam dificuldades de locomoção, estamos buscando, com esta ação popular, trazer essas pessoas para informar o que já temos e o que pretendemos fazer para melhorar a acessibilidade para todos.”

A vereadora reforçou o convite à população para participar do evento, que terá início às 19 horas no Plenário da Câmara Municipal.

“Você é nosso convidado especial, venha fazer parte desse momento histórico, venha contribuir na transformação e na ajuda da melhoria de vida das pessoas. Porque uma coisa é importante, a gente tem que se colocar sempre no lugar do outro. E a empatia é fundamental nesses momentos”, declarou Delmah Pedra.

A parlamentar destacou o engajamento dos vereadores na causa e a importância da participação da sociedade para a construção de soluções eficazes. “Estamos aqui organizados, vereadores, todos imbuídos nessa contribuição de fazer acontecer na melhoria da locomoção das pessoas com deficiência física”, concluiu.

Serviço
  • Evento: Audiência Pública sobre Acessibilidade
  • Tema: Ações para melhoria nas condições de acessibilidade para pessoas com deficiência
  • Local: Plenário da Câmara Municipal de Barreiras
  • Data: 02 de abril (terça-feira)
  • Horário: 19 horas
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Silma Alves articula melhorias na infraestrutura e mobilidade urbana de Barreiras após reunião com secretário

Vereadora do Republicanos elenca demandas apresentadas ao secretário de infraestrutura, como construção de unidade básica de saúde, rotatória e pavimentação asfáltica, além de defender a causa do transporte alternativo e a construção da sede da DEAM

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em seu pronunciamento na Câmara Municipal de Barreiras nesta terça-feira (01), a vereadora Silma (Republicanos) detalhou os resultados de uma reunião com o secretário de infraestrutura, Bruno de Castro, na qual apresentou diversas demandas relacionadas à infraestrutura e mobilidade urbana do município. A parlamentar destacou a importância de buscar soluções e alternativas junto aos órgãos competentes, além de apresentar indicações e projetos.

Silma iniciou sua fala expressando apoio aos representantes do transporte alternativo, reconhecendo a importância do serviço para a população, especialmente em áreas onde o transporte coletivo é precário ou inexistente.

“Quero somar aqui as falas de meus antecessores, tenho certeza que os demais colegas estão de braços abertos para apoiar o transporte alternativo“, afirmou a vereadora.

Em seguida, Silma detalhou as demandas apresentadas ao secretário de infraestrutura, incluindo a construção de uma unidade básica de saúde na Vila Rica, a implantação de uma rotatória na BR 135, que dá acesso ao residencial São Francisco, e a pavimentação asfáltica e meio-fio de diversas ruas da cidade.

Sabemos que a nossa obrigação vai além das indicações e projetos, mas também de cobrar, buscar soluções e alternativas junto aos órgãos competentes”, ressaltou a parlamentar.

A vereadora também abordou outros temas, como a comemoração dos 27 anos do SAC (Serviço de Atendimento ao Cidadão) em Barreiras e a importância do atendimento psicológico aos servidores públicos municipais.

No entanto, Silma reservou um espaço especial em seu discurso para defender a construção da sede própria da DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), destacando a importância do serviço para as mulheres vítimas de violência doméstica.

“Como presidente da comissão da mulher, eu não posso me esquecer das mulheres (…) e tem uma indicação importante para nós que pede a construção da sede própria da delegação de defesa da mulher, DEAM”, defendeu a vereadora, mencionando a intenção de buscar emendas para viabilizar a construção.

Silma concluiu seu pronunciamento mencionando outros projetos apresentados na Câmara, como a política municipal de atendimento e acompanhamento das pessoas portadoras de deficiência.

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Vereador Tatico propõe “Choque de Ânimo” no prefeito Otoniel para modernizar Barreiras

Após capacitação em Brasília, parlamentar do Podemos defende ação incisiva do prefeito Otoniel para impulsionar a mobilidade urbana e aproveitar a arrecadação do agronegócio

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em um discurso de tom analítico, o vereador Tatico (Podemos) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Barreiras na noite desta terça-feira (01) para defender a modernização da cidade e a regulamentação do transporte alternativo, após participar de um curso de capacitação em Brasília. O parlamentar propôs um “choque de ânimo” no prefeito Otoniel, com foco em mobilidade urbana e no aproveitamento da arrecadação do agronegócio.

Tatico iniciou sua fala relatando as impressões da viagem à capital federal, onde observou o avanço e a transformação das cidades. Sem fazer um comparativo direto com Barreiras, que ele reconheceu ter um “cunho de cidade rural”, o vereador destacou a necessidade de buscar obras estruturantes e soluções inovadoras para o município.

“E eu gostaria nessa noite de dar assim um choque de injeção de ânimo nos nobres colegas vereadores, também no secretariado, no prefeito principiante que está aí, creio eu, com muita vontade de acertar, de crescer, de deixar o seu legado, assim como eu também”, afirmou Tatico, direcionando o apelo ao prefeito Otoniel.

O vereador defendeu a realização de estudos aprofundados sobre a mobilidade urbana, com a possibilidade de construção de viadutos e passarelas, e ressaltou o potencial de Barreiras como polo universitário e cidade conhecida em todo o país. Ele também apontou o agronegócio como fonte de recursos para a modernização da cidade.

“A arrecadação de impostos da nossas queridas Barreiras é gigante, isso bem distribuído em todos os setores. Tenho certeza que vamos morar numa cidade que já é boa, mas com certeza uma das melhores cidades do Brasil”, disse Tatico.

O vereador também abordou a questão do transporte alternativo, conhecido como “ligeirinhos”, defendendo a sua regulamentação e a necessidade de uma plataforma responsável para garantir a qualidade do serviço e evitar o desabastecimento em horários de menor demanda.

“Não é justo também nesse momento todo mundo trabalhando com o seu carro aí e exigir qualidade no coletivo público, sistema de coletivo. Então, tá na hora de ter uma conversa sadia, conversa olho no olho para resolver essa situação”, afirmou Tatico.

O parlamentar se colocou à disposição para intermediar uma reunião entre os trabalhadores do transporte alternativo e o prefeito, buscando um entendimento que seja bom para todos.

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Yure Ramon denuncia ingerências na educação e promete fiscalização rigorosa em Barreiras

Presidente da Câmara anuncia nova postura do Legislativo, com fiscalização ativa e TV Câmara atuante, após denúncias de irregularidades e promessas não cumpridas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em um pronunciamento carregado de críticas e promessas, o presidente da Câmara Municipal de Barreiras, vereador Yure Ramon, ocupou a tribuna na noite desta terça-feira (01) para denunciar supostas ingerências na Secretaria de Educação e anunciar uma nova postura do Legislativo, com fiscalização rigorosa e a TV Câmara atuante na cobertura dos problemas da cidade.

Yure Ramon iniciou sua fala cobrando melhorias na estrada do Rio Branco, atendendo a pedidos de moradores da região. Ele também mencionou um compromisso não cumprido na Mata da Cachoeira, onde crianças de 4 e 5 anos precisam se deslocar até o Serradão para estudar.

O vereador então abordou uma denúncia sobre o CRAS do bairro São Pedro, onde, segundo ele, o contrato com o proprietário do imóvel foi rescindido em janeiro, mas o serviço continua funcionando no local. O vereador Alan representou uma parte e informou que o imóvel pertence a um irmão do prefeito, levantando questionamentos sobre a legalidade da situação.

“Esta casa é de um irmão do nosso prefeito. Ficou esse período todo recebendo o contrato de aluguel e agora houve esse distrato e o CRAS continua lá. Será que ele mesmo vai ficar sem receber? Tá lá um imóvel cedido? Não vai receber nada? Então é algo muito preocupante, senhor presidente”, disse o vereador.

O ponto central do discurso de Yure Ramon foi a denúncia de ingerências na Secretaria de Educação, com o caso de pessoas da zona rural aprovadas em processo seletivo para trabalhar em escolas, mas que, após receberem o encaminhamento, foram informadas de que não havia vagas.

“É muito triste para uma mãe de família fazer um compromisso, porque muitas das vezes a pessoa não tem nem o dinheiro da passagem. Vem aqui, entrega seus documentos e depois tem gente lá dentro fazendo ingerência”, lamentou o presidente da Câmara.

Yure Ramon prometeu lutar pelos direitos dessas pessoas e anunciou que a TV Câmara acompanhará os vereadores nas fiscalizações, para garantir a transparência e evitar que a situação seja “maquiada”. Ele também convidou os vereadores a fiscalizarem o CRAS 2 para verificar se o atendimento às mães de crianças autistas está funcionando como divulgado.

A TV Câmara agora vai acompanhar os vereadores nas suas fiscalizações”, anunciou Yure Ramon.

O presidente da Câmara concluiu seu discurso afirmando que o Legislativo está pautando as ações da prefeitura e convidou a população a trazer seus problemas para a Câmara, garantindo que não faltarão vereadores dispostos a abraçar as causas.

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João Felipe cobra solução para transporte alternativo e atendimento a autistas em Barreiras

Vereador do PCdoB critica a falta de diálogo com trabalhadores do transporte alternativo e a ineficiência no atendimento a crianças autistas, questionando as ações do prefeito

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em um discurso contundente na noite desta terça-feira (01), durante a sessão da Câmara Municipal de Barreiras, o vereador João Felipe (PCdoB) cobrou do prefeito Otoniel Teixeira (União Brasil) uma solução para os trabalhadores do transporte alternativo e apontou a falta de atendimento adequado a crianças autistas no município. O parlamentar também questionou a postura do prefeito, que, segundo ele, prioriza ações de marketing em vez de resolver os problemas da população.

João Felipe iniciou sua fala destacando a presença dos motoristas do transporte alternativo e suas famílias no plenário, que buscam apoio para a regulamentação de sua atividade. Ele pediu ao líder do governo na Câmara, vereador Hipólito, que intermedie uma conversa entre os trabalhadores e o prefeito, criticando a recusa do Executivo em dialogar.

“Essas pessoas estão aqui pedindo socorro, porque são pais de família que precisam levar o seu ganha-pão para dentro de casa. Precisam trabalhar. Então, assim, eu espero que o prefeito se sensibilize, escute o clamor desses homens, dessas famílias que estão pedindo para se regulamentar. Isso é pedir demais?”, questionou o vereador.

João Felipe prometeu radicalizar caso a situação não seja resolvida, ameaçando levar o protesto para a frente da prefeitura com carros e um trio elétrico. Ele também criticou a fiscalização seletiva, que, segundo ele, persegue os trabalhadores do transporte alternativo enquanto ignora irregularidades em outras áreas.

O vereador aproveitou o mês dedicado à visibilidade do autismo para criticar a falta de estrutura e atendimento adequado às crianças autistas e suas famílias em Barreiras. Ele direcionou suas palavras aos pais que não conseguem sequer uma consulta com neuropediatra, criticando a secretária de Saúde e a fila de espera no CEPROESTE.

“Não adianta fazer evento bonito, a gente precisa, sim, dar visibilidade, mas não adianta só fazer isso. A gente precisa ir para a prática. A gente precisa colocar profissional, a gente precisa zerar essa fila do CEPROESTE”, afirmou João Felipe.

O vereador também questionou as ações de marketing do prefeito, que, segundo ele, prioriza gravar vídeos para o Tik Tok em vez de resolver os problemas da população.

“Bota um tapete no chão, sentar, fazer uma filmagem e dizer que tá, ora, Ana, me poupe, me poupe, respeite o povo de Barreiras, chega. Não dá para aceitar isso calado, minha gente. Não dá. Não dá. É revoltante”, expressou o vereador.

Apesar das críticas, João Felipe reconheceu o trabalho dos profissionais nas escolas públicas do município, que, segundo ele, muitas vezes são a única mão estendida para as famílias de crianças autistas.

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Vereadora Delmah Pedra propõe semana municipal de prevenção às drogas em Barreiras

Iniciativa visa fortalecer ações de conscientização e enfrentamento ao problema da dependência química, que afeta famílias e sobrecarrega serviços de saúde

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na noite desta terça-feira (01), durante sessão da Câmara Municipal de Barreiras, a vereadora Delmah Pedra apresentou um projeto de lei que institui a Semana Municipal de Prevenção às Drogas no calendário da cidade, a ser celebrada anualmente em junho. A proposta busca fortalecer as ações de conscientização e o enfrentamento da dependência química, um problema que afeta inúmeras famílias e sobrecarrega os serviços de saúde locais.

Delmah Pedra, que se dedica há 33 anos ao trabalho com pessoas usuárias de substâncias psicoativas na instituição “Nova Vida”, enfatizou a importância da prevenção como ferramenta fundamental para proteger a juventude e construir uma sociedade mais saudável e segura.

“A importância da prevenção do uso abusivo de substâncias é muito maior do que casas de recuperação. É importante a casa de recuperação? Sim, é importante. Mas é preciso antes de recuperar, fazer a prevenção”, declarou a vereadora.

A parlamentar destacou que a dependência química não é apenas uma questão individual, mas que se reflete em toda a sociedade, impactando lares, escolas, ruas e até mesmo a economia local. Ela ressaltou que o uso de drogas, tanto lícitas quanto ilícitas, está associado a altos índices de violência, evasão escolar, acidentes de trânsito e sobrecarga nos serviços de saúde.

Além de propor a Semana Municipal de Prevenção às Drogas, Delmah Pedra defendeu a importância de discutir estratégias de redução de danos para aqueles que já se encontram em situação de vulnerabilidade. Ela mencionou o programa “Corra por Abraço”, do governo do estado, e a atuação da DigniVida nesse contexto.

“É preciso buscar fortalecer os mais diversos caminhos e meios da prevenção ao tratamento, passando por essa redução de danos, para que nossa resposta seja ampla, humana e eficaz”, afirmou.

A vereadora aproveitou a oportunidade para convidar a população para um debate sobre acessibilidade no transporte público, em especial para pessoas cadeirantes, que será realizado na Câmara Municipal.

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