Apesar de queda na popularidade, Lula venceria Bolsonaro em 2026, aponta pesquisa

Análise da Genial/Quest revela que, mesmo com a queda na aprovação, Lula mantém vantagem em importantes estados, enquanto Bolsonaro enfrenta dificuldades para se consolidar como líder da oposição e capitalizar o eleitorado antipetista

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Contrariando a euforia de apoiadores, pesquisa Genial/Quest demonstra que, apesar da queda na popularidade do presidente Lula, ele ainda venceria Jair Bolsonaro em um eventual confronto eleitoral em 2026. A análise, comentada por Felipe Nunes, presidente do instituto de pesquisa, revela que a oposição não tem conseguido capitalizar a rejeição ao governo federal, e que Lula mantém uma larga vantagem em estados chave como Bahia e Pernambuco.

A pesquisa comparou o desempenho de Lula e Bolsonaro em simulações para 2026 com os resultados de 2022 em diferentes estados. Em São Paulo, por exemplo, Bolsonaro teve uma vantagem de 8 pontos sobre Lula no segundo turno, e essa vantagem permanece do mesmo tamanho nas simulações atuais.

No Rio de Janeiro, a situação se inverteu. Em 2022, Bolsonaro venceu Lula por 10 pontos. Agora, em 2025, a pesquisa aponta um empate técnico entre os dois candidatos, demonstrando a importância do estado para o projeto eleitoral de Lula.

O jornalista Otávio Guedes, da Globo News, complementou a análise, afirmando que “o Bolsonaro hoje não é um problema para a Lula nem para a esquerda, o Bolsonaro hoje é um problema para a direita, para o Tarcísio”. Segundo Guedes, Bolsonaro enfrenta dificuldades para se consolidar como líder da oposição e interdita o debate sobre novos candidatos, além de perder a bandeira do “anti-sistema” para figuras como Pablo Marçal e Gustavo Lima.

Em resumo, a pesquisa Genial/Quest revela que, apesar da queda na popularidade, Lula ainda é um forte candidato em 2026, enquanto Bolsonaro enfrenta desafios para se manter relevante no cenário político e consolidar a liderança da oposição.

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Golpe impresso e auditável: PGR apresenta cronograma do golpe ao denunciar Bolsonaro mais 33

Enquanto bolsonaristas clamavam por “voto impresso e auditável” para evitar fraudes nunca comprovadas, um plano real de ruptura democrática era arquitetado nos bastidores. A denúncia da PGR detalha a cronologia dos atos golpistas que quase levaram o Brasil ao colapso institucional

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou a existência de um plano golpista articulado por Jair Bolsonaro e aliados, que teve início ainda em março de 2021 e se intensificou até os ataques de 8 de janeiro de 2023. A tentativa de golpe envolveu ataques ao sistema eleitoral, pressão sobre as Forças Armadas, reuniões conspiratórias e um plano de assassinatos de figuras-chave da República. A ironia do discurso bolsonarista se revela na contradição: enquanto exigiam um sistema “impresso e auditável” para evitar fraudes jamais comprovadas, conspiravam para romper a ordem democrática.

A origem do plano golpista
  • Anulação das condenações de Lula (março de 2021): O estopim do movimento ocorreu após a decisão do ministro Edson Fachin, que restaurou os direitos políticos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O cenário eleitoral mudou drasticamente, e Bolsonaro e seus aliados iniciaram ações para deslegitimar as urnas eletrônicas.
  • Estratégia de ataque à democracia: A PGR aponta que, logo após a decisão do STF, o grupo bolsonarista passou a articular um discurso constante contra a confiabilidade do sistema eleitoral, preparando terreno para uma possível insurreição.
Criação da narrativa de fraude
  • Live presidencial (29 de julho de 2021): Em transmissão ao vivo, Bolsonaro questionou a segurança das urnas eletrônicas sem apresentar qualquer prova.
  • Rejeição do voto impresso na Câmara (10 de agosto de 2021): Mesmo após a proposta ser derrubada, Bolsonaro manteve o discurso de que o sistema era vulnerável, fomentando desconfiança entre seus apoiadores.
  • 7 de setembro de 2021: Em discurso inflamado, Bolsonaro desafiou o STF e insinuou que poderia não acatar decisões da Corte, preparando o ambiente para uma eventual ruptura institucional.
Reuniões estratégicas para a ruptura
  • Encontro ministerial (5 de julho de 2022): Com Lula liderando as pesquisas, Bolsonaro e aliados discutiram alternativas para permanecer no poder, incluindo o “uso da força”. O general Augusto Heleno declarou que qualquer ação deveria ocorrer antes das eleições.
  • Reunião com embaixadores (18 de julho de 2022): Bolsonaro convocou representantes estrangeiros para disseminar desinformação sobre as urnas eletrônicas, buscando apoio externo para suas alegações infundadas.
  • Pressão sobre militares: O então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, tentou obter respaldo dos comandantes militares para viabilizar o golpe, mas apenas o comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, demonstrou alinhamento.
Tentativas de interferência na eleição
  • Bloqueios ilegais da PRF (31 de outubro de 2022): Policiais rodoviários federais realizaram operações para dificultar o acesso de eleitores a zonas eleitorais onde Lula tinha vantagem.
  • Fraude na divulgação de resultados: O núcleo bolsonarista cogitou atrasar ou manipular a divulgação do resultado final para gerar instabilidade.
  • Relatório do Ministério da Defesa: Mesmo sem encontrar falhas no sistema eleitoral, o governo insistiu na tese de fraude, incentivando a militância a permanecer acampada diante de quartéis.
O plano de assassinatos
  • Operação ‘Punhal Verde-Amarelo’ (dezembro de 2022): A denúncia da PGR revela que um plano de assassinato foi discutido dentro do Palácio do Planalto, visando eliminar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.
  • Participação de forças especiais: O plano previa a ação de militares treinados, conhecidos como “kids pretos”, para execução dos assassinatos.
  • Fracasso do golpe: O atentado só não ocorreu porque os conspiradores não conseguiram a adesão do comandante do Exército.
O desfecho e o ataque de 8 de janeiro
  • A última cartada do golpe: Após a posse de Lula, a radicalização dos apoiadores culminou na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, episódio que selou o fracasso da tentativa golpista.
  • Papel das Forças Armadas: O golpe só não foi consumado porque a cúpula do Exército decidiu não aderir ao plano.
  • Investigação e punição: A denúncia da PGR detalha a organização da tentativa de golpe, incluindo a participação direta do ex-presidente Bolsonaro e seu círculo próximo.

A ironia do discurso bolsonarista sobre “fraude eleitoral” é evidente: enquanto exigiam um sistema “impresso e auditável”, tramavam nos bastidores para impedir a posse do presidente eleito. O golpe não aconteceu, mas o dano à democracia foi profundo.

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Conheça a íntegra da delação de Mauro Cid ao STF com os detalhes da investigação contra Bolsonaro

Ex-ajudante de ordens do ex-presidente relatou tentativa de golpe de Estado; documento de quatro volumes embasa ação da PGR

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Supremo Tribunal Federal (STF) retirou, nesta quarta-feira (19), o sigilo da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. O material, dividido em quatro volumes, detalha fatos que sustentam a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, contra o ex-presidente. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado no Brasil.

A colaboração de Cid foi firmada com a Polícia Federal em 28 de agosto de 2023 e homologada pelo STF no mês seguinte. No acordo, ele detalha episódios que envolvem Bolsonaro e seus aliados em supostas manobras para subverter o resultado das eleições presidenciais de 2022. O depoimento é considerado uma peça-chave na investigação, podendo influenciar desdobramentos políticos e judiciais.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que representantes do agronegócio financiaram parte do plano golpista, disponibilizando dinheiro para as operações necessárias. Segundo a delação, os valores foram repassados em uma sacola de vinho, conforme teria afirmado o General Braga Netto.

Veja a íntegra da delação

 Volume 1 – 15.8MB ∙ PDF file

 Volume 02 – 27.6MB ∙ PDF file

Volume 03 – 19.5MB ∙ PDF file

 Volume 4 – 2.7MB ∙ PDF file

A investigação também revelou que Bolsonaro apresentou uma minuta de golpe ao comandante de Operações Terrestres do Exército, general Estevam Teophilo, e nunca desmobilizou os manifestantes que ocupavam as ruas e os quartéis após as eleições de 2022. Cid relatou ainda que aliados do ex-presidente distorceram a interpretação do artigo 142 da Constituição para tentar justificar a intervenção militar.

A PGR denunciou Bolsonaro e outros 33 envolvidos, incluindo o General Braga Netto, por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, além de deterioração de patrimônio tombado. O inquérito também revelou um plano de assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Outro trecho da delação indica que Fabio Wajngarten, advogado e assessor de Bolsonaro, tentou acessar o conteúdo da colaboração de Cid antes da sua divulgação. O ex-ajudante de ordens também afirmou que Bolsonaro encaminhava diretamente ao chamado “gabinete do ódio” ataques contra ministros do STF e promovia a disseminação de desinformação sobre o sistema eleitoral.

A divulgação do conteúdo deve alimentar o debate sobre a conduta do ex-presidente e o curso das investigações, que seguem em andamento. Com a peça agora acessível ao público, novos desdobramentos são esperados nos próximos dias.

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PGR denuncia Bolsonaro e mais 33 por tentativa de golpe e aponta plano para assassinar Lula, Alckmin e Moraes

Denúncia relata organização criminosa, tentativa de golpe e conspiração para ataques fatais a autoridades

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta terça-feira (18) o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. A acusação também envolve militares de alta patente, como Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Clique aqui e Confira a íntegra da denúncia: 

A denúncia, baseada no inquérito da Polícia Federal, detalha um plano estruturado para impedir o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e desestabilizar as instituições democráticas. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que Bolsonaro não apenas sabia, mas também concordou com um plano para assassinar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

O documento descreve que o grupo golpista, operando dentro do Palácio do Planalto, elaborou um esquema que recebeu o nome de “Punhal Verde Amarelo”, cujo objetivo era neutralizar adversários políticos e fragilizar a ordem democrática. Segundo a PGR, o plano envolvia ações extremas, incluindo o envenenamento de Lula e atentados contra Alckmin e Moraes.

A Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux, analisará a denúncia. Caso seja aceita, Bolsonaro e os demais acusados se tornarão réus e responderão a uma ação penal. O julgamento ainda não tem data definida, mas pode ocorrer no primeiro semestre de 2025.

Conspiração e plano de eliminação de adversários

Na acusação, Gonet afirma que Bolsonaro e Braga Netto exerceram papel de liderança em uma “trama conspiratória armada” para subverter as eleições e instaurar um regime autoritário. O procurador aponta que a organização criminosa tentou fabricar um pretexto institucional para invalidar o resultado eleitoral, alegando supostas fraudes nunca comprovadas.

“A organização tinha por líderes o próprio presidente da República e o seu candidato a vice-presidente, o general Braga Netto. Ambos aceitaram, estimularam e realizaram atos tipificados na legislação penal de atentado contra a existência e independência dos Poderes e do Estado de Direito democrático”, escreveu Gonet.

Além do planejamento do golpe, a denúncia revela a existência de “episódios assombrosos” que demonstram a disposição do grupo em recorrer à violência extrema. A PGR aponta que os conspiradores admitiram, em discussões internas, a necessidade de neutralizar fisicamente Lula, Alckmin e Moraes para garantir o sucesso do plano.

Ainda segundo a denúncia, no mesmo período em que o Ministério da Defesa divulgava relatórios confirmando a lisura das eleições, Bolsonaro já tinha conhecimento do plano e “a ele anuiu”, reforçando sua disposição em contestar os resultados.

As novas revelações adicionam uma camada ainda mais grave às acusações, sugerindo que a tentativa de golpe ia além da ruptura institucional e poderia envolver assassinatos políticos. O caso agora aguarda definição do STF para o início do julgamento.

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Por anistia, Bolsonaro diz que participará do ato por impeachment de Lula no Rio no dia 16/3

Jair Bolsonaro confirmou sua intenção de participar dos protestos contra o governo Lula no Rio de Janeiro em 16 de março, defendendo o projeto de lei que propõe anistia parcial aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, enquanto articulações políticas visam garantir o apoio da oposição para a proposta

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou à coluna de Igor Gadelha, do Métropoles, que tem a intenção de participar dos protestos contra o governo Lula organizados pela extrema-direita, previstos para o dia 16 de março. Em meio às vésperas de ser acusado por seus crimes pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o inelegível ex-presidente afirmou que pretende comparecer ao evento no Rio de Janeiro, onde irá defender o projeto de lei que propõe anistia para os envolvidos nos eventos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

A previsão, não é certeza porque tenho que acertar com mais gente… eu gostaria de ir no Rio de Janeiro, no dia 16. E a pauta lá seria anistia e as questões nacionais”, afirmou Bolsonaro.

A escolha do Rio, em vez de São Paulo, ocorre porque na capital paulista o evento está sendo organizado pela deputada Carla Zambelli (PL-SP), com quem o núcleo mais próximo do bolsonarismo prefere não se associar.

Além disso, o PL também está organizando manifestações em outras capitais do Brasil, com o intuito de protestar contra o governo Lula e apoiar a proposta de anistia.

Anistia parcial para atrair o Centrão

Os partidos de oposição no Congresso Nacional estão articulando uma estratégia para garantir apoio ao projeto de lei que propõe uma anistia parcial para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A proposta, um dos principais pontos de divergência entre governo e oposição, passará por ajustes para não oferecer anistia total aos condenados, com o objetivo de obter mais apoio de deputados, senadores e da população.

A linha defendida pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), é conceder anistia apenas para parte dos crimes pelos quais os acusados foram condenados, como associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado.

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Bolsonaro denuncia perseguição política e acusa Moraes de abusos em reunião com OEA

Ex-presidente busca apoio internacional para suas acusações contra o ministro do STF, que estão sendo investigadas pela OEA

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniu na manhã de quinta-feira (13/2) com integrantes da comitiva da Organização dos Estados Americanos (OEA) para detalhar acusações contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O encontro, ocorrido em Brasília, foi liderado pelo advogado colombiano Pedro Vaca Villarreal, relator especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que já havia escutado tanto críticos do magistrado quanto o próprio Moraes.

Durante a conversa, que durou cerca de 50 minutos, Bolsonaro expôs sua visão de que Moraes ajustaria depoimentos, praticando pesca probatória e ordenando prisões de suspeitos sem a formalização de denúncias. O ex-presidente reforçou a tese de que o ministro conduziria uma “perseguição política” a opositores do governo, prática que, segundo ele, se concretizaria por meio de inquéritos no STF. “Ele [Vaca] se mostrou interessado no que eu falava e disse que vai fazer um relatório sincero sobre o que está acontecendo aqui no Brasil”, afirmou Bolsonaro, que se mostrou confiante quanto à seriedade da análise da OEA.

A OEA, que reúne 34 países, é financiada em grande parte pelos Estados Unidos, país comandado por Donald Trump, aliado de Bolsonaro e crítico de Moraes. Trump, conhecido por cortar recursos para ONGs e para a agência de ajuda externa USaid, é um fator relevante no contexto do relatório da OEA. A organização, que recebe cerca de 52 milhões de dólares dos Estados Unidos anualmente, tem forte incentivo para evitar qualquer ação que possa ser vista como negligente em relação às acusações contra Moraes, especialmente devido à relação de amizade de Trump com empresários como Elon Musk e Jason Miller, alvos de decisões de Moraes.

Além do relato de Bolsonaro, a visita da OEA também inclui uma série de depoimentos de outros críticos do ministro, incluindo parlamentares e manifestantes. O próprio Pedro Vaca Villarreal demonstrou surpresa com o tom das acusações, destacando que “o tom dos relatórios é realmente impressionante” e que o grupo precisaria de tempo para analisar as evidências. Um dos relatos mais impactantes foi o de Luiza Cunha, filha de Cleriston Pereira da Cunha, um manifestante que morreu após complicações de saúde enquanto estava preso na Papuda. Segundo Luiza, o pedido de soltura de seu pai foi ignorado por Moraes, o que chamou a atenção dos membros da OEA.

A conclusão do encontro com Bolsonaro será incorporada em um relatório detalhado que a OEA produzirá sobre a atuação de Moraes. A expectativa é que o documento tenha repercussões significativas, possivelmente colocando o ministro em uma posição desconfortável. A dúvida, no entanto, permanece sobre o impacto real que o relatório pode ter, com analistas aguardando para ver se ele causará uma reação significativa dentro da política brasileira ou se será mais um capítulo da tensão internacional envolvendo o STF.

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Uma década de Ficha Limpa: quase 5.000 políticos barrados e novas tentativas de flexibilização

Levantamento revela impacto da lei na política brasileira enquanto aliados de Bolsonaro tentam reduzir suas restrições

Caso de Política com CNN – Nos últimos dez anos, a Lei da Ficha Limpa impediu a candidatura de quase 5.000 políticos em todo o Brasil. O levantamento, feito pela CNN com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta que esses vetos representaram cerca de 8% das 60 mil candidaturas barradas no período, considerando também outros motivos como abuso de poder econômico, condutas indevidas e ausência de requisitos legais.

O impacto mais significativo ocorreu nas eleições municipais de 2020, quando mais de 2.300 candidatos foram impedidos pela norma, em um cenário de quase 24 mil registros negados pela Justiça Eleitoral. Para o ex-juiz Marlon Reis, um dos idealizadores da lei, o número não reflete todo o alcance da Ficha Limpa.

Esses números retratam apenas os que desafiaram a lei e arriscaram disputar as eleições mesmo assim. O contingente dos que nem mesmo tentam é muito maior, mas não é sindicável.”

Aprovada em 2010, a Lei da Ficha Limpa surgiu de uma mobilização popular que reuniu mais de 1,6 milhão de assinaturas. A norma estabeleceu 14 causas de inelegibilidade e determinou um período de oito anos de impedimento para políticos condenados por decisão transitada em julgado ou por órgãos colegiados. Em 2014, o TSE consolidou a contagem do prazo de inelegibilidade, fortalecendo a aplicação da regra.

A lei atingiu políticos de todas as esferas, desde vereadores e governadores até postulantes à Presidência da República. Em 2018, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve seu registro negado pelo TSE com base na Ficha Limpa, o que levou Fernando Haddad (PT) a substituí-lo na disputa. Anos depois, Lula recuperou seus direitos políticos com a anulação das condenações da Lava Jato e a suspeição do ex-juiz Sergio Moro.

Outro ex-presidente que pode ser diretamente impactado é Jair Bolsonaro (PL). Embora não tenha sido barrado pelo levantamento atual da CNN, o ex-mandatário foi declarado inelegível em 2023 e permanecerá impedido até 2030, caso as regras permaneçam inalteradas.

Tentativas de flexibilização

O sucesso da Ficha Limpa na exclusão de políticos condenados tem sido contestado no Congresso, onde aliados de Bolsonaro tentam reduzir suas restrições. Na semana passada, o deputado Hélio Lopes (PL-RJ) apresentou um projeto para que apenas condenações penais possam levar à inelegibilidade, o que beneficiaria Bolsonaro, cuja condenação foi de natureza cível eleitoral.

A proposta soma-se a outra tentativa já em tramitação. Em dezembro, o deputado Bibo Nunes (PL-RS) sugeriu a redução do prazo de inelegibilidade de oito para dois anos, permitindo que condenados voltassem a concorrer já na eleição seguinte.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a revisão do tempo de impedimento, alegando que o período atual é excessivo.

Oito anos são quatro eleições, é um tempo extenso na minha avaliação.”

Caso as propostas avancem, figuras como a deputada Carla Zambelli (PL-SP), cassada recentemente pelo TRE-SP, e o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, inelegível até 2028, poderiam ser beneficiadas.

O embate entre o fortalecimento e a flexibilização da Lei da Ficha Limpa segue como um dos principais debates na política brasileira, com implicações diretas para as eleições futuras.

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Deputados do PL são citados em investigação sobre esquema de venda de emendas, segundo PF

A Polícia Federal aponta Josimar Maranhãozinho, Bosco Costa e Pastor Gil como suspeitos de cobrar até 25% de propina sobre emendas parlamentares destinadas à saúde. O caso está sob análise do STF

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Polícia Federal identificou os deputados federais Bosco Costa (PL-SE), Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA) como suspeitos de estarem envolvidos em um esquema de venda de emendas parlamentares. A investigação, que analisa a negociação de recursos para a área da saúde, revela que os parlamentares cobravam até 25% de propina sobre os valores destinados. O processo está atualmente sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com as investigações, Josimar Maranhãozinho, considerado uma figura de destaque no Maranhão, é apontado como o líder do esquema. Aliado do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ele tem uma trajetória política que inclui o cargo de prefeito de Maranhãozinho e deputado estadual antes de chegar à Câmara em 2019. Sua esposa, Detinha (PL-MA), também é deputada federal.

Pastor Gil, membro da bancada evangélica, tem uma ligação estreita com a Assembleia de Deus, onde atuou por duas décadas. Ele iniciou sua carreira política em 2018 e rapidamente se alinhou com Josimar. Nas redes sociais, Pastor Gil aparece frequentemente ao lado de figuras como Jair Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia, aliado próximo do ex-presidente.

Bosco Costa, o parlamentar com mais experiência entre os citados, está em seu quarto mandato como deputado federal. Sua trajetória inclui cargos administrativos no governo de Moita Bonita (SE) e uma passagem pela Assembleia Legislativa de Sergipe.

Troca de mensagens entre deputados mostra Josimar Maranhãozinho orientando colega a evitar encontros que poderiam ser filmados – Foto: Reprodução

As investigações tiveram início em 2020 no Maranhão, com a Polícia Federal obtendo imagens de Josimar Maranhãozinho manuseando grandes quantias de dinheiro, supostamente oriundo do desvio de emendas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou que os deputados teriam negociado uma propina de R$ 1,66 milhão em troca da liberação de R$ 6,67 milhões para um município maranhense. Conversas obtidas pela PF mostram os parlamentares discutindo a divisão dos valores e agendando encontros com autoridades.

O ministro Cristiano Zanin, relator do caso no STF, liberou a denúncia para julgamento na Primeira Turma da Corte. Pastor Gil se declarou confiante em sua inocência e aguarda a decisão do Supremo, enquanto os outros parlamentares não comentaram as acusações até o momento.

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Aliados preveem Bolsonaro condenado até o fim do ano e descartam anistia no STF

Defesa do ex-presidente aposta em manobras políticas, mas julgamento pode ser acelerado para evitar impacto nas eleições de 2026

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Aliados de Jair Bolsonaro (PL) projetam que o Supremo Tribunal Federal (STF) busque uma condenação do ex-presidente até dezembro deste ano, impedindo que o caso se estenda para o período eleitoral de 2026. A estimativa leva em conta o ritmo dos julgamentos recentes da Corte e a pressão para que a decisão não interfira na disputa presidencial.

Bolsonaro foi indiciado em novembro do ano passado pela Polícia Federal sob acusações de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e organização criminosa, crimes que podem levar a uma pena de até 28 anos de prisão. Segundo a coluna da jornalista Malu Gaspar, de O Globo A Procuradoria-Geral da República (PGR) analisa o relatório final da investigação e deve apresentar a denúncia formal ainda em fevereiro.

A partir da acusação, o processo avançará para a Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino, que avaliará se há elementos suficientes para a abertura de uma ação penal. A expectativa nos bastidores é de que a denúncia seja aceita por unanimidade. Se o cronograma for seguido conforme as projeções dos aliados mais cautelosos do ex-presidente, o julgamento poderá ocorrer entre outubro e dezembro de 2025, com possibilidade de Bolsonaro recorrer antes de uma eventual ordem de prisão.

Apesar das movimentações no Congresso para aprovar um projeto de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, a proposta não deve prosperar. Mesmo que avance entre parlamentares alinhados a Bolsonaro, a avaliação interna do grupo é que o STF derrubaria a medida rapidamente. “A anistia não sobrevive 15 dias no Supremo”, admitiu um interlocutor bolsonarista.

Diante desse cenário, aliados do ex-presidente apostam em estratégias para adiar ao máximo o desfecho do caso. No entanto, a avaliação predominante entre juristas é de que, caso a condenação ocorra, o STF poderá impor restrições imediatas, impactando diretamente o futuro político de Bolsonaro.

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Lula ironiza anistia e minimiza Bolsonaro em 2026: “Nem foram condenados e já estão se incriminando” e “Se for comigo, perde outra vez”

Presidente questiona pedido de anistia antes de condenações e afirma que ex-mandatário fugiu para Miami para evitar entrega da faixa presidencial

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta quarta-feira (5), a mobilização da extrema-direita pela anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos envolvidos na tentativa de golpe de 2022. Em entrevista a rádios de Minas Gerais, Lula ironizou o pedido de anistia antes mesmo da conclusão dos julgamentos e afirmou que Bolsonaro será derrotado novamente caso dispute as eleições de 2026.

“Nem terminou o processo e já querem anistia. Ou seja, não acreditam que são inocentes? Se acreditassem, esperariam a decisão da Justiça. Mas, quando alguém pede anistia antes mesmo de ser condenado, é porque, no fundo, sabe o que fez”, disse o presidente. Segundo ele, todos os investigados terão direito a ampla defesa, diferentemente do que ocorreu em sua condenação na Operação Lava Jato, em 2018.

Lula também ironizou o ex-presidente ao reforçar que a decisão sobre sua elegibilidade cabe ao Judiciário, mas que, caso o reencontre nas urnas, o resultado será o mesmo de 2022. “Se a Justiça permitir que ele concorra, ele pode concorrer. E se for comigo, perde outra vez. Não há possibilidade da mentira vencer uma eleição neste país”, afirmou.

O petista ainda citou as investigações que revelaram um plano para assassiná-lo, além do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele comparou o cenário atual à perseguição contra comunistas no século XX. “Por muito menos, militantes comunistas foram mortos e presos. Prestes passou 50 anos prestando contas à Justiça. Quem tentou matar o presidente da República, o vice e o chefe do Tribunal Eleitoral quer se passar por inocente?”, questionou.

Ao fim da entrevista, Lula acusou Bolsonaro de ter fugido para os Estados Unidos para evitar entregar a faixa presidencial. “Ele sabe o que fez, por isso fugiu para Miami. Se fosse um homem digno, teria ficado e passado a faixa como qualquer ser humano civilizado faria. Agora, pede anistia antes de ser condenado? Isso é uma piada”, concluiu.

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