Como leoas, vereadoras enquadram Rider Castro e cobram respeito

Sessão marca embate entre base governista e oposição, indicando que próximos encontros podem ser ainda mais intensos.

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A sessão da Câmara de Barreiras na noite desta quarta-feira (05) foi um prenúncio do que pode se tornar a nova rotina do legislativo municipal: embates duros, debates inflamados e um clima de tensão latente entre governo e oposição. O primeiro grande confronto da legislatura teve como protagonistas as vereadoras Drª Graça Melo e Carmélia da Mata, que não hesitaram em enquadrar o vereador Rider Castro após um comentário que soou como uma provocação velada ao presidente da Casa, Yuri Ramon.

Tudo começou quando Rider, no uso da tribuna, abriu seu discurso cumprimentando respeitosamente as autoridades municipais, mas ao se referir ao presidente da Câmara, optou pela expressão “presidente em exercício” — termo que, além de tecnicamente impreciso, foi interpretado como uma tentativa de deslegitimar a eleição de Yuri Ramon ao cargo.

O que se seguiu foi um ataque frontal ao parlamentar, comandado pelas duas vereadoras com um misto de indignação e ironia.

O discurso de Rider Castro até começou dentro dos padrões esperados, evocando princípios cristãos e desejando discernimento aos colegas para os trabalhos da Casa. Mas, ao final de sua fala, o tom diplomático deu lugar a uma insinuação que as vereadoras não deixariam passar.

“Quero iniciar as minhas palavras nesta noite, agradecendo a Deus em primeiro lugar, pedindo a Ele que Ele conceda a mim, aos meus colegas vereadores e vereadoras, ao prefeito dessa cidade, ao nosso vice-prefeito Tulio, sabedoria, discernimento, para que ao longo desses próximos quatro anos possamos conduzir os trabalhos dessa casa, os destinos da nossa cidade de Barreiras, para que possamos sempre, nas nossas decisões, e tenho certeza que será assim, colocar a população da nossa cidade em primeiro lugar, porque se assim for, eu tenho certeza que nós não iremos errar na condução dos nossos trabalhos. Quero cumprimentar o nosso presidente em exercício, Yuri Ramon.”

Se Rider pretendia apenas um deslize linguístico ou um recado cifrado, jamais saberemos. O que ficou claro é que suas palavras caíram como gasolina em brasa.

A reação foi imediata. Drª Graça Melo, em tom incisivo, interrompeu a aparente calmaria do plenário e expôs a contradição do vereador, lembrando que ele próprio disputou cargo na mesa diretora e, diante da derrota, deveria respeitar o resultado.

“Boa noite, senhor presidente. Peço permissão para falar do meu local de trabalho. Gostaria de inicialmente cumprimentar nosso querido presidente Yuri, eleito democraticamente aqui nessa casa no último dia primeiro de janeiro, junto com essa mesa diretora, e repudiar a palavra do meu antecessor que cumprimentou o presidente, como presidente em exercício.

Consultei o nosso setor de expediente, onde confirmaram a fala. Infelizmente, esse vereador também era candidato, mas não foi eleito. É preciso respeitar o colega que está aqui, democraticamente eleito com mais três componentes da mesa por 10 vereadores. Então, faço questão de cumprimentar o senhor presidente eleito, vereador Yuri Ramon.”

O recado estava dado: a insinuações não passaram impunemente.

Antes que Rider Castro conseguisse formular qualquer resposta, Carmélia da Mata tomou a palavra e endureceu ainda mais o tom. Para ela, não havia dúvida de que a fala do colega foi proposital, e fez questão de reforçar que a legitimidade da presidência não estava em discussão.

“Eu quero aqui também repudiar o termo usado pelo nosso colega que antecedeu a vereadora doutora Graça, para designar uma pessoa que está temporariamente no cargo de presidente devido à ausência ou impedimento do titular. Portanto, ele (Yuri Ramon) não é presidente em exercício. Ele é presidente eleito democraticamente, com honestidade, com respeito e com a confiança de 10 vereadores. Muito obrigado, vereadora. Incorporo as suas palavras ao meu pronunciamento.”

Era o suficiente para sepultar qualquer tentativa de relativização.

Rider Castro, acuado, ainda tentou solicitar um direito de resposta, alegando que fora diretamente atacado. No entanto, como seu nome sequer havia sido citado no discurso das vereadoras, o pedido foi negado de imediato, aumentando o clima de constrangimento no plenário.

Se esta primeira sessão serviu de termômetro, o que vem pela frente promete ser ainda mais tenso. O embate entre base governista e oposição está longe de ser resolvido e, ao que tudo indica, a Câmara de Barreiras poderá palco de intensos duelos políticos nos próximos meses.

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Ex-servidores cobram pagamento de verbas rescisórias da Prefeitura de Barreiras

Demora no acerto trabalhista gera insatisfação; casos de valores irrisórios aumentam pressão sobre a gestão municipal

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Servidores exonerados pela Prefeitura de Barreiras denunciam atrasos e pagamentos insuficientes de suas verbas rescisórias. Relatos apontam que alguns trabalhadores receberam quantias irrisórias, como o caso de uma ex-servidora que, sob anonimato, afirmou ter recebido apenas R$ 46,00 após sua exoneração. As informações são do Blog Barreiras 40 Graus.

Além das quantias consideradas desproporcionais, há denúncias de que diversos ex-servidores ainda não receberam qualquer pagamento referente ao desligamento. Diante da crescente insatisfação, o secretário de Educação do município declarou, em entrevista a uma rádio local, que os pagamentos serão feitos, mas sem definir prazos ou condições, o que mantém o clima de incerteza entre os afetados.

A vereadora Carmélia da Mata (PP) cobrou publicamente um posicionamento da gestão municipal. Em suas redes sociais, afirmou que tem buscado respostas, mas que a Prefeitura segue sem se manifestar sobre o assunto. A falta de esclarecimentos por parte do Executivo municipal reforça o descontentamento entre os trabalhadores prejudicados.

Direitos garantidos e impasse jurídico

Embora os servidores comissionados não sejam regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a legislação assegura direitos básicos no momento da exoneração, como o pagamento do 13º salário, férias vencidas e proporcionais acrescidas de um terço constitucional. Essas garantias estão previstas na Constituição Federal e reforçadas por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinam que, mesmo em casos de contratos considerados irregulares, há obrigação do pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A jurisprudência dos tribunais superiores, incluindo o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), reforça a obrigação do município em efetuar os pagamentos devidos. Caso a Prefeitura siga sem regularizar a situação, os ex-servidores poderão recorrer à Justiça para garantir seus direitos.

O impasse gera apreensão entre os trabalhadores e expõe um problema administrativo que pode resultar em ações judiciais contra a gestão municipal. Enquanto isso, a população aguarda uma resposta definitiva da Prefeitura de Barreiras sobre a regularização dos pagamentos.

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Oposição une forças e define tom da nova legislatura em Barreiras

Foto: Lucas Gabriel

Registro fotográfico dos dez vereadores oposicionistas marca um novo momento na Câmara, com independência política e protagonismo feminino na mesa diretora

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Antes mesmo do início da primeira sessão legislativa da nova composição da Câmara Municipal de Barreiras, um registro fotográfico dos dez vereadores eleitos pela oposição sintetizou o pacto político que resultou na eleição de Yuri Ramon para a presidência da Casa. A imagem, que reúne Allan Do Allanbick, Irmã Silma, Rodrigo do Mucambo, Beza, Delmah Pedra, Tatico, Yuri Ramon, Carmélia da Mata, João Felipe e Drª Graça Melo, transcende o simbolismo e anuncia uma legislatura disposta a se manter coesa, estabelecendo uma relação de equilíbrio com o Executivo.

A sessão inaugural confirmou a intenção de uma Câmara mais independente e participativa. Em seu discurso, Yuri Ramon garantiu que a Casa estará “de mãos dadas com o povo”, promovendo audiências públicas e ampliando o envolvimento da sociedade nas decisões municipais. Ressaltou ainda que independência não se traduz em oposição sistemática, mas sim em uma atuação responsável e comprometida com o interesse público.

A nova legislatura da Câmara de Barreiras é composta por 19 vereadores, o que reforça a relevância do bloco oposicionista, que reuniu maioria para eleger a nova Mesa Diretora. A coesão desse grupo evidencia a força política conquistada na última eleição municipal e antecipa uma atuação parlamentar mais ativa e questionadora.

O novo presidente também anunciou cinco pilares que nortearão sua gestão: modernização, democracia, independência, seriedade e publicidade. A modernização visa tornar a Câmara mais eficiente, enquanto a democracia e a independência reforçam o compromisso com o debate plural e a fiscalização sem interferências. Seriedade e publicidade, por sua vez, asseguram que os atos legislativos sejam conduzidos com responsabilidade e transparência.

A composição da nova Mesa Diretora carrega outro elemento significativo: a presença de três mulheres em posição de comando. A participação feminina na condução do Legislativo municipal reforça um perfil político mais atento às pautas sociais e aos desafios da governança. A sensibilidade política dessas lideranças pode representar um olhar mais inclusivo para temas como educação, saúde e assistência social, direitos e defesa de mulheres, crianças e idosos, além de um estilo de condução menos personalista e mais dialógico.

Para o governo municipal, a nova configuração da Câmara impõe desafios. A coesão da oposição, evidenciada já no primeiro ato legislativo, indica que o Executivo precisará adotar uma postura mais estratégica nas tratativas políticas. Com a Casa menos inclinada à mera chancela de projetos do Executivo, a gestão governista deverá aprimorar o diálogo e construir pontes para aprovações de matérias de interesse público. A necessidade de uma Câmara independente, mas sem obstrução gratuita, será um teste para a maturidade democrática do município.

Se em governos anteriores os prefeitos faziam do parlamento uma extensão de seus governos, essa situação aparenta ter mudado. Questões como parcerias com os governos estadual e federal, antes não executadas, a venda de bens públicos sem a menor resistência, projetos de lei apresentados que eram engavetados e gastos questionáveis podem estar com seus dias contados. A nova configuração da Câmara sugere que o Legislativo pretende exercer seu papel com mais autonomia e rigor na fiscalização.

Não é coincidência o fato de que, enquanto o prefeito Otoniel afirma dar continuidade ao governo anterior, hoje já esteja buscando estreitamento e diálogo com o governador Jerônimo Rodrigues e com o governo Lula. Isso são frutos que já estão sendo colhidos, queiram ou não. É um fato que se registra, e eles são reflexo da capacidade imposta pelos vereadores.

Se o Executivo quiser evitar desgastes e facilitar a governabilidade, terá que se adaptar ao novo cenário. A comunicação institucional, o respeito ao papel fiscalizador do Legislativo e a disposição para o diálogo contínuo serão fundamentais para garantir avanços sem confrontos desnecessários.

A unidade demonstrada pelos vereadores oposicionistas ao elegerem Yuri Ramon é, antes de tudo, um sinal de que a Câmara pretende atuar com autonomia e força coletiva. Se essa coesão se mantiver ao longo da legislatura, a política em Barreiras poderá testemunhar um novo capítulo, marcado por equilíbrio e fortalecimento das instituições democráticas.

A democracia não se fortalece na conveniência, mas na exigência de respeito entre os poderes. Quem compreende isso não governa sozinho, mas constrói o futuro com diálogo e responsabilidade.

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Vereadora Carmélia da Mata denuncia falhas na gestão de Barreiras e revela falta de transparência nos pagamentos de servidores exonerados

Em um contexto de crescente insatisfação, a administração municipal é criticada pela ausência de explicações claras sobre direitos trabalhistas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Neste sábado (01/02), a vereadora Carmélia da Mata usou suas redes sociais para denunciar publicamente a gestão da prefeitura de Barreiras pela falta de pagamento das rescisões trabalhistas de servidores exonerados. Em um vídeo publicado, a parlamentar fez um apelo à transparência e à comunicação com os trabalhadores, que continuam sem respostas sobre o cumprimento de seus direitos. A situação gerou grande angústia entre os exonerados, que se veem em uma situação de incerteza, sem saber quando e se receberão as verbas rescisórias devidas.

Tenho recebido inúmeras mensagens de servidores exonerados pela gestão municipal que ainda não receberam seus direitos rescisórios. Infelizmente, a prefeitura não tem se pronunciado sobre o assunto, deixando esses trabalhadores em uma situação de incerteza, ansiedade e angústia. Esperamos que o prefeito e sua equipe de comunicação esclareçam à população o motivo do não pagamento das rescisões e qual será a solução para esses servidores. Seguimos cobrando transparência e respeito!”, afirmou Carmélia da Mata.

A fala da vereadora expôs não apenas o descaso com os servidores, mas também uma grave falha de comunicação da prefeitura, que não tem se mostrado disposta a esclarecer a situação, deixando a população sem informações claras sobre o que está sendo feito para resolver o problema. A ausência de respostas oficiais sobre o pagamento das rescisões é um reflexo da gestão desorganizada e descomprometida com a população.

O caso, de certa forma, se soma a outro recente episódio de falhas administrativas na cidade, envolvendo a Câmara Municipal de Barreiras. Em um embate político entre o ex-presidente Alcione Rodrigues e o atual presidente, Yure Ramon, a questão dos pagamentos de servidores exonerados também ganhou destaque. A troca de acusações, no entanto, revelou não apenas um jogo político, mas também falhas graves na gestão de Alcione, que deixou servidores sem receber seus direitos trabalhistas ao final de seu mandato. Yure Ramon, por outro lado, corrigiu os erros de seu antecessor, efetuando os pagamentos de forma transparente e eficiente, o que se destacou como um exemplo de boa administração.

Em meio a esses dois episódios, fica claro que tanto a Câmara Municipal quanto a Prefeitura de Barreiras têm enfrentado sérios problemas de gestão e comunicação. No caso da prefeitura, Carmélia da Mata tem buscado um posicionamento mais firme, cobrando explicações públicas e chamando a atenção para o sofrimento dos servidores que não receberam seus direitos. A falta de comunicação não é apenas um erro administrativo, mas uma negligência com os direitos dos trabalhadores e com a confiança da população.

A vereadora ressaltou em sua fala a importância de se dar uma explicação clara à população, para que as pessoas não fiquem à mercê de incertezas.

“Boa tarde, Barreirenses, meus amigos. Eu estou passando aqui para falar sobre um tema muito importante, que é rescisão contratual de quem trabalha na prefeitura. A gente tem recebido inúmeras informações, inúmeros apeiros, porque a Prefeitura Municipal de Barreiras exonerou parte dos contratados, dos cargos comissionados, pagou dias trabalhados e não pagou a rescisão contratual. Então, assim, é preciso que o poder executivo dê uma satisfação às pessoas, diga porque que não está pagando, ou se vai pagar, porque a ansiedade é muito grande, as pessoas fizeram compromisso, inclusive, com isso, porque eu acho que é um direito, eu entendo que seja um direito.”

A vereadora também criticou fortemente a gestão de comunicação da prefeitura, que, segundo ela, falhou em cumprir seu papel de informar a população de forma clara e objetiva.

“Então, prefeito, você já está errando mais uma vez na sua comunicação, vocês pagam muito caro para ter um comunicador, para ter um meio de comunicação, então é preciso trazer clareza e esclarecer a população”, disparou Carmélia, enfatizando a importância de um processo transparente e eficiente de comunicação pública.

Os servidores de Barreiras não devem ser mais uma vez deixados à mercê de promessas não cumpridas. O caso da Câmara Municipal e as críticas de Carmélia da Mata revelam que, além da falta de gestão eficiente, a transparência na comunicação é um dos maiores desafios enfrentados pela administração pública local. A população e os trabalhadores exigem respostas imediatas, e a confiança nas instituições de Barreiras dependerá de como a gestão pública se posicionará para resolver esse impasse”.

A responsabilidade recai sobre os gestores municipais para que esclareçam de uma vez por todas a situação das rescisões trabalhistas dos servidores e para que apresentem soluções concretas para esse problema que, até o momento, tem causado angústia e desconfiança entre os servidores e a população em geral. A transparência é um princípio fundamental para restaurar a credibilidade da gestão pública.

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Prefeito de Barreiras prorroga validade de concurso público e processo seletivo

Decisões atendem reivindicação da oposição e compromisso assumido por Otoniel ainda como vereador

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O prefeito de Barreiras, Otoniel Teixeira, publicou dois decretos prorrogando a validade de processos de seleção para servidores do município. O Decreto nº 20, de 31 de janeiro de 2025, estende por mais dois anos a validade do concurso público para cargos efetivos, enquanto o Decreto nº 19, de mesma data, amplia em seis meses o prazo do processo seletivo simplificado para contratação temporária de profissionais da Secretaria de Assistência Social e Trabalho. As medidas atendem a uma reivindicação das oposições e cumprem um compromisso assumido pelo próprio Otoniel após as eleições, ainda quando exercia mandato de vereador, indicando que trabalharia para garantir a continuidade dos processos seletivos e do concurso público.

O Decreto nº 20, republicado por erro na edição anterior do Diário Oficial, garante que o concurso realizado sob o Edital nº 01/2022, homologado em 6 de fevereiro de 2023, permanecerá válido até fevereiro de 2027. Com isso, o município mantém a possibilidade de convocar novos servidores sem a necessidade de um novo certame no período. A medida atende ao artigo 37, inciso III, da Constituição Federal, que permite a prorrogação de concursos por até dois anos.

Já o Decreto nº 19 estende o prazo de validade do Processo Seletivo Simplificado vinculado ao Edital nº 001/2024/SEMAST, homologado em 14 de junho de 2024. A prorrogação tem validade de seis meses a partir de 28 de dezembro de 2024, garantindo que a Secretaria de Assistência Social e Trabalho possa continuar efetuando contratações temporárias dentro desse período. A decisão considera a legislação municipal sobre admissões por tempo determinado e a resolução do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM) que regulamenta esse tipo de prorrogação.

Com as medidas, a Prefeitura de Barreiras assegura maior flexibilidade para o preenchimento de vagas e a continuidade dos serviços públicos sem necessidade imediata de novos processos seletivos.

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Troca de Farpas e Holofotes: Ex-presidente da Câmara de Barreiras tenta contradizer sucessor sobre pagamento de servidores

Alcione Rodrigues rebate Yure Ramon e diz que os direitos trabalhistas já haviam sido quitados, enquanto atual gestão apresenta o pagamento como inédito

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A disputa por protagonismo na Câmara Municipal de Barreiras ganhou um novo capítulo, tendo como foco o pagamento dos servidores comissionados. O ex-presidente da Casa, Alcione Rodrigues (sem mandato), que deixou o cargo em 31 de dezembro de 2024, rompeu o silêncio para contestar a versão de seu sucessor, Yure Ramon. Segundo Alcione, o pagamento das verbas rescisórias, anunciado pela nova gestão como “inédito”, já havia sido devidamente quitado antes da virada do ano.

A polêmica teve início quando Yure Ramon, atual presidente, anunciou publicamente que os servidores exonerados estavam, enfim, recebendo seus direitos trabalhistas. O gesto foi tratado como um marco de responsabilidade fiscal, repercutindo na cidade. Alcione, no entanto, rebateu a narrativa e afirmou que os pagamentos já haviam sido feitos em sua gestão, afastando a ideia de que se tratava de uma novidade.

“Quando finalizei minha gestão, todos os pagamentos foram efetuados corretamente, dentro da legalidade e do respeito aos servidores. Nenhum funcionário saiu sem receber o que era devido”, declarou Alcione Rodrigues.

Apesar da troca de versões, o episódio evidencia uma prática comum na política: a tentativa de transformar o cumprimento de obrigações básicas em feito administrativo. De um lado, Alcione defende que apenas seguiu as regras e quitou as dívidas trabalhistas; do outro, Yure Ramon busca demonstrar transparência ao garantir que os pagamentos foram honrados sob sua gestão.

Conforme noticiou o Caso de Política nesta sexta-feira (31/01), em entrevistas na rádio Oeste FM, entre diversos pontos tratados, o presidente da Câmara, abordou a questão da transparência na gestão pública, sendo elogiado pela vereadora Carmélia da Mata elogiando a sua ao quitar todas as pendências financeiras da Câmara, garantindo que nenhum servidor ficasse sem receber.

O presidente Yuri acertou tudo, não deixou nenhuma dívida. Isso é algo que eu sinceramente nunca vi em outras gestões. É um respeito com o servidor, que trabalha e tem o direito de receber seus vencimentos em dia. Infelizmente, essa não é a realidade de muitos funcionários da Prefeitura, que ainda esperam pelo pagamento de seus direitos. É preciso que o Executivo tenha mais responsabilidade com os trabalhadores e garanta que ninguém fique sem receber pelo serviço prestado”, afirmou.

Ao final, independentemente de quem protagonizou a ação, o essencial prevaleceu: os servidores receberam o que lhes era devido. Se foi Alcione quem assegurou os recursos ou Yure quem apertou o botão de pagamento, são detalhes que, para os beneficiados, importam menos do que o dinheiro na conta.

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Nova Mesa Diretora da Câmara de Barreiras afirma independência e compromisso com a população

Em entrevista à rádio Oeste FM, os vereadores destacam transparência, autonomia e prioridades para 2024, reafirmando que o Legislativo atuará em favor do povo

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A nova mesa diretora da Câmara de Vereadores de Barreiras estreou oficialmente na imprensa nesta sexta-feira (31), em entrevista à rádio Oeste FM. Sob a liderança do presidente Yuri Ramon e composta pelas vereadoras Carmélia da Mata, Drª Graça e Delmah Pedra, a nova formação destacou os compromissos para o ano legislativo, reafirmando independência em relação ao Executivo e colocando a transparência como prioridade. A conversa conduzida pelo radialista Marcelo Ferraz revelou uma Câmara determinada a fiscalizar e atuar com equilíbrio, sem alinhamentos automáticos, mas aberta ao diálogo quando necessário.

Desde o início da entrevista, Yuri Ramon demonstrou entusiasmo com o novo desafio e anunciou a retomada dos trabalhos legislativos para a próxima semana.

“Estamos contando os dias, as expectativas são as melhores. No dia 4 de fevereiro, vamos abrir os trabalhos da Câmara com uma sessão solene, onde o prefeito Otoniel Teixeira levará sua mensagem ao Legislativo. Nossa responsabilidade é enorme, porque a população espera muito de nós. Queremos garantir um ambiente democrático, onde todas as pautas relevantes sejam debatidas com seriedade e transparência”, afirmou.

A representatividade feminina na mesa diretora foi considerada um marco histórico para Barreiras, fato ressaltado por Drª Graça.

“Nunca antes tivemos uma mesa tão representativa para as mulheres na política local. Esse é um momento muito importante, não apenas para nós que estamos aqui, mas para todas as mulheres que querem e podem ocupar espaços na política. A sociedade mudou, e é fundamental que essa mudança se reflita também no poder público. Temos um compromisso grande em fazer valer essa oportunidade e demonstrar que podemos contribuir de maneira significativa para o desenvolvimento do município”, disse.

Ela destacou a importância de ampliar o espaço feminino nos debates e decisões da cidade.

“A política precisa ser mais inclusiva. Muitas vezes, as mulheres enfrentam barreiras desnecessárias para ocupar cargos de liderança, mas estamos aqui para mostrar que somos capazes, que temos competência e disposição para trabalhar por Barreiras. Vamos atuar com firmeza, sempre buscando o melhor para a população”, pontuou.

A transparência na gestão pública também foi abordada, com Carmélia da Mata elogiando a conduta de Yuri Ramon ao quitar todas as pendências financeiras da Câmara, garantindo que nenhum servidor ficasse sem receber.

“O presidente Yuri acertou tudo, não deixou nenhuma dívida. Isso é algo que eu sinceramente nunca vi em outras gestões. É um respeito com o servidor, que trabalha e tem o direito de receber seus vencimentos em dia. Infelizmente, essa não é a realidade de muitos funcionários da Prefeitura, que ainda esperam pelo pagamento de seus direitos. É preciso que o Executivo tenha mais responsabilidade com os trabalhadores e garanta que ninguém fique sem receber pelo serviço prestado”, afirmou.

A independência do Legislativo foi reforçada por Yuri Ramon, que deixou claro que sua atuação não será pautada por interesses políticos ou pressões externas.

“Meu lado é o povo. Não tem aqui Yuri Ramon puxando para o lado A ou para o lado B. Meu compromisso é com a cidade, com os cidadãos que nos elegeram para representar seus interesses. A Câmara não pode ser um braço do Executivo, nem pode ser usada para travar a gestão da cidade. O nosso papel é fiscalizar, propor, debater e aprovar aquilo que for bom para a população. Vamos trabalhar com responsabilidade e transparência”, declarou.

Delmah Pedra rebateu rumores sobre supostos acordos políticos na eleição da nova mesa e destacou que a escolha foi feita com base na confiança e no compromisso com um Legislativo mais forte.

“Ninguém foi vendido, ninguém foi comprado. A escolha da nova mesa diretora foi feita com base na responsabilidade e no compromisso de fazer um trabalho sério. Não estamos aqui para servir a interesses individuais, mas sim para garantir que a Câmara funcione de maneira independente e cumpra seu papel de representar a população”, afirmou.

Apesar da postura de independência, os vereadores defenderam o diálogo com o governo estadual para garantir investimentos e melhorias para Barreiras. Carmélia da Mata criticou o isolamento político da cidade nos últimos anos.

“Nenhum prefeito pode governar sozinho, isolado. Barreiras precisa de parcerias para crescer, para melhorar nossa infraestrutura, saúde, educação. A população não pode ser penalizada por disputas políticas. O que precisamos é buscar investimentos, buscar apoio para que nossa cidade tenha um desenvolvimento real, que chegue na vida das pessoas”, disse.

Yuri Ramon concordou e reforçou a importância de buscar recursos independentemente da origem.

“O que importa para a população é que as coisas aconteçam. Se o recurso vem do governo do estado, do governo federal ou de outra esfera, o importante é que ele chegue e beneficie o povo. A política não pode ser feita com base em disputas pessoais. O que precisamos é trabalhar para que Barreiras cresça, e para isso, todas as parcerias que forem boas para a cidade serão bem-vindas”, afirmou.

Os vereadores também cobraram uma definição sobre o cadastro reserva do concurso público de 2022 e se comprometeram a pressionar o Executivo para que o certame seja prorrogado.

“Isso não é favor, é um direito dessas pessoas que se prepararam e conquistaram suas vagas de maneira legítima. O concurso foi realizado dentro das normas, e os aprovados têm expectativa de serem chamados. Vamos dialogar com o Executivo para que essa questão seja resolvida da melhor forma possível”, destacou Carmélia da Mata.

A regulação da saúde foi outro tema central, com a vereadora Drª Graça, que é médica, alertando sobre as dificuldades enfrentadas pelos pacientes.

“A regulação hoje está caótica. Pessoas passam meses esperando exames e cirurgias, muitas vezes sem perspectiva de quando serão atendidas. Isso precisa mudar. A saúde é um direito básico, e o poder público tem a obrigação de garantir que a população tenha acesso a um atendimento digno. Vamos trabalhar para que essa situação seja debatida com seriedade e para que soluções sejam apresentadas”, afirmou.

Yuri Ramon também confirmou que a Câmara já recebeu notificações sobre a necessidade de realizar um novo concurso público para o próprio Legislativo.

“A Câmara precisa ter um corpo técnico qualificado e um funcionamento mais estruturado. Não podemos depender apenas de contratações temporárias. A realização de um concurso público para a Casa é um dos nossos objetivos, e queremos que isso aconteça de maneira transparente e responsável, garantindo que os aprovados tenham estabilidade e condições adequadas de trabalho”, garantiu.

A entrevista na Oeste FM marcou o primeiro grande posicionamento da nova mesa diretora. Com um discurso alinhado à transparência, ao compromisso social e à autonomia política, os vereadores deixaram claro que pretendem conduzir a Câmara com mais fiscalização e independência. As promessas feitas agora serão acompanhadas de perto pela população e pela imprensa, que esperam que as palavras se transformem em ações concretas para Barreiras.

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Prefeito Zito Barbosa propõe privatizar hospital municipal, mas enfrenta resistência

Projeto é retirado após forte pressão de vereadores, estudantes e UFOB, que sugerem gestão pública universitária como alternativa

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Uma noite de intensa mobilização marcou a sessão desta terça-feira (10), na Câmara Municipal de Barreiras. O Projeto de Lei 20/2024, de autoria do prefeito Zito Barbosa, que autorizava a privatização da gestão do futuro Hospital Municipal Edsonnina Neves, foi retirado da pauta após forte pressão de diversos setores da sociedade.

Uma proposta controversa

O projeto, encaminhado em regime de urgência, propunha delegar a gestão do hospital por meio de uma parceria público-privada (PPP). Além disso, previa isenções de impostos, como o ISS, à concessionária responsável, bem como o uso de recursos do Fundo Municipal de Saúde para pagamentos. A medida levantou questionamentos quanto à falta de transparência e ausência de estudos técnicos que comprovassem os benefícios da privatização para o município.

Entre as críticas, destaca-se a possível sobrecarga financeira à prefeitura e a desvinculação de recursos que poderiam comprometer a Atenção Básica. Parlamentares e especialistas também apontaram irregularidades no projeto, que não teria seguido o rito necessário previsto na Lei Orgânica Municipal.

A mobilização da sociedade

A decisão de retirar o projeto da pauta foi impulsionada por manifestações públicas de vereadores como Carmélia da Mata, João Felipe, Beza, Rodrigo do Mucambo e Dra. Graça, além do apoio de estudantes e representantes da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB).

Carmélia da Mata destacou a importância de buscar alternativas mais vantajosas para a gestão do hospital:

“Essa proposta foi encaminhada sem diálogo com a população e ignorando opções mais sustentáveis, como a federalização. Com a UFOB e a Ebserh, teríamos um hospital universitário de excelência, que integraria ensino, pesquisa e assistência à saúde, sem sobrecarregar os cofres municipais.”

Ligada ao Ministério da Educação, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) é responsável pela gestão de hospitais universitários federais em todo o país. Seu modelo integra ensino, pesquisa e assistência, promovendo uma gestão pública qualificada e assegurando recursos federais para o custeio.

A UFOB se ofereceu para realizar os estudos técnicos necessários para transformar o hospital em uma unidade vinculada à Ebserh. Essa parceria poderia trazer benefícios como a criação de programas de residência médica e maior integração com as atividades acadêmicas da universidade.

Uma política de isolamento e endividamento

O prefeito Zito Barbosa tem resistido em manter diálogo com os governos federal e estadual, especialmente para a captação de recursos financeiros para obras e projetos. Em vez disso, tem recorrido ao sistema bancário para contrair empréstimos, o que levou Barreiras a um endividamento de mais de R$ 912 milhões, cerca de 92% da sua capacidade de endividamento.

Essa estratégia de governança vem sendo alvo de críticas por colocar o município em uma situação financeira delicada, com compromissos de longo prazo que poderão comprometer futuras gestões.

O impacto político

A retirada do projeto da pauta reflete um momento de articulação política e engajamento social, mas também expõe as divergências entre o Executivo e o Legislativo de Barreiras. Com essa decisão, abre-se um espaço para debates mais amplos e transparentes sobre o futuro da saúde pública no município.

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Carmélia da Mata denuncia que servidores da saúde não terão direito a férias no início do ano e critica impacto na vida dos trabalhadores

Parlamentar critica decisão da gestão municipal de Barreiras de suspender férias de servidores da saúde em 2025; afirma que recursos foram desviados para campanha eleitoral

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A vereadora Carmélia da Mata, de Barreiras, fez uma denúncia contundente na tarde desta quinta-feira, 29 de novembro em suas redes sociais, acusando a gestão municipal de utilizar recursos públicos destinados à saúde para financiar a campanha eleitoral deste ano. Segundo Carmélia, a decisão de suspender as férias dos servidores da saúde, previstas para janeiro de 2025, seria resultado direto desse suposto desvio de verbas.

Em discurso incisivo, a parlamentar destacou que os funcionários foram informados abruptamente, via telefonema, sobre a impossibilidade de concessão das férias, o que gerou indignação entre aqueles que já haviam planejado viagens com a família.

“Eu hoje passei quase que o dia todo recebendo alguns telefonemas, especialmente dos funcionários da saúde, onde foram comunicados que suas férias referentes a janeiro de 2025 não serão concedidas. Não será concedida porque não tem dinheiro para pagar. O dinheiro foi gasto na campanha eleitoral. Portanto, não sobrou dinheiro para pagar as férias dos servidores da saúde.”

Carmélia ressaltou o impacto negativo da medida na vida dos servidores, muitos dos quais já haviam investido em pacotes de viagem, considerando o período de férias escolares. Ela também apontou que a postura da administração reflete um desrespeito contínuo aos direitos dos trabalhadores.

“A gente sabe que foi uma forma abrupta e irresponsável de comunicar. […] Aqueles pais de família que tinham programado suas férias, que estavam com tudo organizado, agora vão ter que lidar com o prejuízo ou viajar sem dinheiro com seus familiares.”

A vereadora, que vinha alertando a população durante o período eleitoral sobre os riscos de continuidade da atual gestão, reforçou que a situação enfrentada pelos servidores reflete escolhas feitas nas urnas.

“Eu alertei aos senhores e às senhoras que a continuidade seria nociva a todos nós. […] A maioria de vocês votou neles.”

Apesar da frustração, Carmélia afirmou que está comprometida em buscar soluções, incluindo medidas judiciais, para reverter a situação.

“Ainda assim, sigo do lado dos senhores e das senhoras, firme na luta e vou buscar recursos para reverter essa situação.”

O caso pode expor não apenas uma crise financeira, mas também um embate ético e político em torno do uso de recursos públicos e na gestão de pessoas. Enquanto a gestão ainda não se pronunciou, Carmélia promete avançar na coleta de provas e cobrar providências das autoridades competentes.

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Jusmari Oliveira embaralha o jogo: presidência da Câmara de Barreiras vira aposta decisiva para Zito

Imagem editada por Luís Carlos Nunes

Com oposição fortalecida, articulações nos bastidores movimentam o baralho político rumo a 2025

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A disputa pela presidência da Câmara de Barreiras ganhou novos contornos com a entrada da ex-prefeita Jusmari Oliveira (PSD) no embaralhado cenário político. Informações de bastidores revelam que o atual prefeito, Zito Barbosa (União Brasil), iniciou tratativas para garantir maioria no Legislativo e, assim, colocar no comando da mesa um nome favorável à sua gestão. A intenção é clara: bloquear qualquer tentativa de a oposição assumir o comando.

Entre as preocupações de Zito está a possível candidatura da vereadora Carmélia da Mata (PP), adversária política de longa data. Embora Carmélia não tenha confirmado publicamente a intenção de concorrer, sua presença já preocupa o Paço Municipal. A presidência da Câmara pode ser decisiva para a aprovação das contas de Zito e, em um cenário em que ele é cotado para disputar uma vaga na Câmara Federal em 2026, controlar o baralho legislativo torna-se indispensável.

Jusmari Oliveira surge, então, como uma carta-chave. Segundo apuração, a ex-prefeita já teria destacado um aliado de sua confiança para costurar – custe o que custar – acordos nos bastidores, com o objetivo de conquistar o apoio necessário junto aos parlamentares que assumirão seus mandatos em janeiro de 2025.

Nas urnas de 2024, o grupo de oposição, encabeçada por Tito (PT) e Danilo Henrique (PP), conquistou 11 das 19 cadeiras do Legislativo, enquanto a base governista de Zito, que garantiu a vitória de Otoniel Teixeira, ficou com 8. Para formar maioria, o governo precisa de, pelo menos, dois votos extras, o que torna as articulações uma verdadeira disputa de nervos.

Contudo, caso se confirme que Jusmari de fato articula em favor do governo municipal, o movimento pode ser interpretado como traição por parte de seus eleitores e lideranças políticas que a identificam com a oposição. Tal percepção pode trazer desdobramentos delicados para a ex-prefeita, que precisará equilibrar o jogo entre interesses estratégicos e a manutenção de sua base política.

Por outro lado, o PSD, tendo eleito dois vereadores, um deles sendo o mais votado nas eleições de outubro de 2024, pode também indicar e pleitear a futura presidência.

Com cartas marcadas ou jogadas inesperadas, o cenário político de Barreiras se torna cada vez mais imprevisível, enquanto cada jogador tenta moldar a sorte a seu favor.

Na mesa política de Barreiras, entre egos e temores, o jogo não é só de azar, mas de quem melhor sabe lidar com as cartas que tem na manga.

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