Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães lança medida contra arboviroses: Limpeza obrigatória de terrenos urbanos

Após o prazo, a prefeitura realizará a roçagem, remoção e destinação final dos resíduos, com um custo de R$ 0,70 por m². Quem descumprir, estará sujeito a multa de R$ 158,85, em caso de reincidência, o valor pode dobrar

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães (LEM) lança uma medida de grande impacto para a saúde pública, visando combater arboviroses como Dengue, Zika e Chikungunya. O órgão municipal está cobrando dos proprietários de terrenos nas áreas urbanas a realização da limpeza de seus lotes, conforme estipulado no decreto n°148 de 05 de fevereiro de 2021.

De acordo com a publicação, “A manutenção de áreas públicas limpas é uma obrigação da administração municipal, enquanto a responsabilidade pela limpeza dos lotes individuais recai sobre os proprietários, que devem garantir que suas propriedades estejam sempre capinadas, drenadas, limpas e sem materiais nocivos à saúde da comunidade”.

Os proprietários têm até o dia 18 de abril para realizar a limpeza de seus terrenos. “Após esse prazo, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Urbanismo tomará providências, realizando a roçagem, remoção e destinação final dos resíduos, com um custo de R$ 0,70 (setenta centavos) por metro quadrado. Além disso, os proprietários que não cumprirem a determinação estarão sujeitos a uma multa no valor de R$ 158,85”.

É fundamental ressaltar que a limpeza dos lotes desempenha um papel crucial na proteção da saúde pública, contribuindo significativamente para a redução de doenças transmitidas por vetores, como Dengue, Zika e Chikungunya.

A fiscalização do cumprimento dessas determinações será realizada pela Secretaria Municipal da Fazenda. Em caso de reincidência no período de um ano, a multa será aplicada em dobro, reforçando a importância da cooperação dos proprietários na manutenção da higiene e segurança da comunidade.

A importância da conscientização

Diante da epidemia de Dengue e outras arboviroses, como Zika e Chikungunya que assola a Bahia e o Brasil, a importância da limpeza dos terrenos torna-se ainda mais evidente. Além de prevenir essas doenças, a manutenção da higiene urbana é essencial para evitar a proliferação de mosquitos transmissores e contribuir para a segurança sanitária da população.

É importante ressaltar que a colaboração de todos os cidadãos é fundamental nesse processo. Ao manterem seus terrenos limpos e livres de possíveis focos de proliferação de mosquitos, os proprietários não apenas protegem sua própria saúde, mas também a de seus vizinhos e de toda a comunidade.

Nesse contexto, a fiscalização rigorosa da Prefeitura visa garantir o cumprimento das determinações estabelecidas no decreto n°148 de 05 de fevereiro de 2021. A aplicação de multas em caso de descumprimento demonstra a seriedade das medidas adotadas e reforça a importância da conscientização e colaboração de todos os envolvidos.

Portanto, a limpeza obrigatória dos terrenos urbanos não se trata apenas de uma medida administrativa, mas sim de uma ação coletiva em prol da saúde pública e do bem-estar da comunidade como um todo.

E agora Zito? A Vereadora Carmélia da Mata profeticamente denunciou, e a epidemia de dengue marcha sob Barreiras

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O drama da epidemia de dengue parece ganhar proporções de novela mexicana em Barreiras, enquanto o prefeito Zito Barbosa assiste, talvez de camarote, à marcha inexorável da doença pela cidade. A denúncia explosiva da Vereadora Carmélia da Mata ecoa como um trovão em meio à tempestade:

Não há como escapar dos fatos: a cada dia, a epidemia de dengue toma novos territórios na Bahia, e Barreiras parece estar na linha de frente dessa batalha insalubre. A vereadora Carmélia da Mata, em um ato de bravura cívica, compareceu ao “Dia D de vacinação contra a dengue”, promovido pela prefeitura, apenas para se deparar com um espetáculo de desorganização e negligência.

Em um vídeo que viralizou mais rápido que notícia ruim, a vereadora expôs a realidade pungente do evento:

“Isso mesmo! Um grande fiasco o mutirão de vacinação contra a dengue para imunizar nossas crianças neste sábado. Além da pouca divulgação, constatei no local, o desrespeito aos servidores da saúde e cidadãos. Não tem toldo, não tem água e estrutura. Questionamos sobre o recurso federal para ação pública”, vociferou Carmélia, lançando suspeitas sobre o real comprometimento do governo de Zito Barbosa.

Leia a íntegra da matéria publicada pelo Caso de Política clicando aqui.

Mas o espetáculo de horrores não para por aí. Carmélia, em seu papel de fiscal do povo, questiona com afiada ironia:

“Será que isso é de propósito? Ou será que estão querendo soltar um fakezinho aí?” Uma pergunta que ainda ecoa nas ruas e até nos corredores do poder municipal, como um soco no estômago do prefeito.

A prefeitura, tentando pintar um arco-íris em meio à tempestade, alardeia números de vacinação que parecem mais um conto de fadas do que uma realidade palpável. Com uma pitada de sarcasmo, relatam que “132 pré-adolescentes foram vacinados“, como se isso fosse suficiente para aplacar a fúria dos mosquitos transmissores da dengue. De acordo com a própria prefeitura, naquele período, Barreiras recebeu do governo do estado, 4.758 doses da vacina contra a dengue naquela primeira remessa.

Enquanto isso, a visita da vereadora à Unidade de Saúde Hans Werner revela um cenário digno de filme de terror: lixo acumulado, mofo nas paredes, marquises rachadas e goteiras por todo lado. É como se a saúde pública estivesse em um hospício abandonado, enquanto os responsáveis brincam de médicos e monstros.

As imagens são os verdadeiros paraísos para o mosquito aedes aegypti, que além de dengue tem por habito transmitir outras arboviroses, zika e chikungunya.

No bairro Boa Sorte, por onde a vereadora se dirigiu para acompanhar denuncias feitas por moradores, a situação era assustadora com montanhas de lixo pelas ruas e crianças, por falta de alternativas melhores,  brincavam em local totalmente insalubre.

Saiba mais clicando aqui.

Diante desse cenário apocalíptico, uma pergunta se impõe: onde está o prefeito Zito Barbosa nessa hora tão crucial? Será que ele está apenas ocupado demais contando seus votos para se preocupar com a saúde de seus munícipes? Ou será que, em um ato de genialidade digno de um roteiro de comédia, ele vai sugerir a criação de calangos em larga escala para fazer um banquete com os mosquitos transmissores da dengue?

Perguntar não ofende, ou não deveria!

Enquanto isso, a população de Barreiras vive no limbo entre o medo da epidemia e a incerteza sobre a competência de seus líderes. E no final desse filme de horror, a grande questão que permanece é: até quando essa tragicomédia irá perdurar?

Brasil supera números de casos de dengue registrados em 2023

No decorrer dos primeiros três meses do ano passado, o Brasil contabilizava 326.342 casos de dengue.

Caso de Política – Em 2024, o Brasil registrou um total de 1.684.781 casos de dengue, entre prováveis e confirmados. De acordo com dados atualizados pelo Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde nesta sexta-feira (15), esse número ultrapassa a quantidade total registrada em 2023, que foi de 1.658.816 casos.

Este é o segundo maior registro de casos desde o ano 2000. O recorde atual de casos prováveis foi estabelecido em 2015, quando o país atingiu a marca de 1.688.688 pessoas suspeitas de terem contraído dengue.

“A preocupação com esse aumento de casos está ligada ao impacto da dengue na saúde”, destacou Carla Kobayashi, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, em entrevista ao G1. “Sabemos que a dengue já é um problema de saúde pública, sem dúvida, mas quando enfrentamos epidemias como essa, ficamos cientes da sobrecarga que a doença impõe ao sistema de saúde e aos serviços de atendimento”.

Até a data de fechamento desta matéria, foram confirmadas 513 mortes por dengue, enquanto 903 casos permanecem sob investigação.

Kobayashi observa que o aumento nos casos de dengue em 2024 está diretamente relacionado às mudanças climáticas. Com períodos chuvosos intercalados por altas temperaturas, as condições climáticas favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti e a transmissão viral.

Prefeitura de Ribeirão Pires instala 700 armadilhas para combater a Dengue, Zica e Chikungunya

Repórter ABC | Luís Caerlos Nunes – A Prefeitura de Ribeirão Pires, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, anunciou a aquisição de sete armadilhas de autodisseminação de larvicidas para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zica e Chikungunya. O objetivo é utilizar a tecnologia para eliminar o mosquito ainda na fase larval, impedindo sua reprodução.

As armadilhas são equipamentos inovadores que funcionam a partir do contato das fêmeas do Aedes aegypti com o larvicida presente em seu interior. Ao sair da armadilha, as fêmeas distribuem o produto em seus criadouros, impedindo a evolução do mosquito para a fase adulta. O larvicida utilizado é autorizado pela OMS e pela Anvisa e não causa danos à saúde humana nem aos animais domésticos. A cidade de São Paulo e diversas outras do estado e do país também adotaram a tecnologia.

Além das armadilhas, a cidade já conta com outras estratégias no Plano Municipal de Enfrentamento da Dengue e demais Arboviroses, como visitas em residências, entre outras atividades específicas.

O prefeito Guto Volpi anunciou que as setecentas armadilhas serão instaladas em todas as unidades escolares do município, unidades de saúde e em locais com histórico de maior incidência de casos nos últimos anos. Com essa iniciativa, a cidade espera reduzir significativamente o número de casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Apesar das ações empreendidas pela prefeitura de Ribeirão Pires no combate às arboviroses, como a aquisição das armadilhas de autodisseminação de larvicidas, é importante ressaltar que a população também deve colaborar na prevenção dessas doenças. Algumas medidas simples podem ajudar a evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, como manter caixas d’água e piscinas sempre limpas, não acumular lixo e entulhos em terrenos baldios, usar repelente e vestir roupas que cubram todo o corpo.

Além disso, é importante que a população fique atenta aos sintomas das arboviroses e busque atendimento médico imediatamente em caso de suspeita de contaminação. A colaboração de todos é fundamental para garantir um ambiente mais saudável e livre dessas doenças.

OMS nas Américas diz que infecções causadas por mosquitos estão aumentando

A Organização Mundial da Saúde, OMS, alertou para o aumento de casos de dengue, chikungunya e zika ao redor do mundo. A região das Américas é particularmente afetada em número de infecções e mortes.

As três doenças são causadas pelo mesmo vetor, o mosquito do tipo Aedes. Os dados da OMS indicam que condições precárias de água e saneamento somadas a fenômenos como enchentes, aumento da temperatura e da umidade favorecem a proliferação do inseto.

Dengue atinge mais países no sul

A agência da ONU diz que a incidência da dengue aumentou drasticamente passando de 500 mil casos em 2000 para 5,2 milhões em 2019.

Este ano, já são 441 mil notificações e mais de 100 mortes apenas nas Américas.

Países endêmicos como o Brasil tiveram aumento de casos. Ao mesmo tempo, a doença migrou para nações como Paraguai e Bolívia, que tinham baixa incidência.

Em outras partes do mundo, a tendência é semelhante, com a doença atingindo países mais ao sul.

Na África, o Sudão do Sul registrou aumento, ultrapassando 8 mil casos e 45 mortes desde julho de 2022.

De acordo com Raman Velayudhan, diretor do Departamento de Controle de Doenças Tropicais Negligenciadas da OMS, existem quatro sorotipos da dengue.

Apesar de geralmente apresentar sintomas leves na primeira infecção, um segundo episódio da doença, causado por um sorotipo diferente pode gerar casos graves que resultam em falência dos órgãos e morte.

Ele disse que a doença ainda não tem tratamento e que as vacinas estão apenas começando a ser desenvolvidas.

Chikungunya presente em 115 países

Já a codiretora da Iniciativa Global de Arboviroses, Diana Rojas, afirma que o chikungunya está presente em 115 países. Recém-nascidos, idosos e pessoas com hipertensão, diabetes e outras condições de saúde estão sob maior risco de complicações graves.

Segundo a especialista, até o fim de março foram registrados 135 mil casos nas Américas, em comparação com 52 mil no mesmo período do ano passado. Detecções foram relatadas na província de Buenos Aires, onde a doença nunca circulou antes.

Rojas afirmou que uma das maiores preocupações é a contaminação de mãe para filho no momento do parto. A transmissão vertical acontece em 49% dos casos e, na maioria deles, gera complicações neurológicas na criança.

Zika, uma preocupação constante

Apesar do decréscimo de casos desde a crise de 2016, a zika continua circulando em 89 países, segundo a OMS.

A transmissão se dá pelo mosquito Aedes, mas também pela via sexual. Todo ano, são 30 mil a 40 mil casos, concentrados especialmente nas Américas e no sudeste da Ásia.

Por meio de seus Escritórios Regionais, a OMS apoia os países na preparação para responder a surtos das três doenças. As estratégias incluem vigilância, detecção precoce, treinamentos e preparação dos sistemas de saúde.

De acordo com a Velayudhan, este é “o momento de se preparar melhor e antecipar potenciais surtos”.

DENGUE: Aumenta 221% o número casos positivos em laboratórios privados

“A análise já consegue apresentar tendência de aumento significativo e preocupante“, afirmou a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) informou que aumentou 221% de exames positivos para dengue com relação à primeira semana epidemiológica de 2023. Os exames coletados, no mesmo período, apresentaram aumento de 152%. “A análise já consegue apresentar tendência de aumento significativo e preocupante, como pode-se observar em algumas localidades que já declararam surto“, disse a instituição.

O resultado foi o crescimento da positividade de 26,51% para 33,74%, no período da primeira à última semana epidemiológica deste ano. Os “positivos” representa o número total de pacientes com testes positivos, enquanto “positividade” é a relação entre os testes positivos e os exames realizados.

A análise epidemiológica é feita a  partir dos dados oferecidos pelos laboratórios que integram a Associação.

De forma geral, 60% do volume de exames feitos na rede suplementar são feitos em laboratórios associados da Abramed. São mais de quatro mil tipos oferecidos, como testes de dengue, incluindo os de resposta rápida.

São eles: anticorpos anti dengue IgG –IgM; antígeno para Dengue; antígeno dengue – NS1; detecção e tipagem do vírus da dengue por PCR; PCR para chikungunya e dengue; PCR para Zika, Chikungunya e Dengue; PCR para Zika, Chikungunya.