Bahia: Sistema de reconhecimento facial auxilia na captura de mais de 1.500 procurados pela justiça

Foto: Jeferson Silva/ Ascom SSP

A maioria dos localizados estavam sendo procurados por crimes graves, como homicídio, latrocínio, estupro e tráfico de drogas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O avançado Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) alcançou uma marca impressionante, com mais de 1.500 foragidos da Justiça capturados em todo o estado. A última prisão ocorreu no domingo (7), na capital baiana.

A ferramenta de Reconhecimento Facial está em operação desde dezembro de 2018 e foi expandida, em 2021, para abranger outros 77 municípios baianos, contribuindo significativamente para a eficácia das operações de segurança pública.

No domingo, 7 de abril, por exemplo; o sistema resultou na captura de dois indivíduos procurados por dívida de pensão alimentícia e de um homem com mandado de prisão por roubo.

Além de ser aplicada em pontos estratégicos definidos pelos especialistas da SSP-BA, o Reconhecimento Facial é uma ferramenta fundamental em grandes eventos realizados na capital e no interior do estado, incluindo o Carnaval, Micaretas, Festival da Virada, Festas Juninas, feiras e eventos esportivos.

Os pontos de vigilância fixa são reforçados por “Plataformas de Observação Elevadas”, equipadas com unidades móveis, posicionadas em áreas estratégicas para otimizar a detecção e a captura de indivíduos procurados.

As 1.500 prisões realizadas não se limitaram a Salvador; elas abrangeram diversas cidades da Bahia, como Camaçari, Lauro de Freitas, Pojuca, Simões Filho, Itaparica, Dias D’Ávila, Porto Seguro, Eunápolis, Vitória da Conquista, Itaberaba, Feira de Santana, Santo Estevão, Jequié, Seabra, Mucugê, Vera Cruz, Ibotirama, Capim Grosso, Senhor do Bonfim, Itabuna, Valença, Barreiras, Teixeira de Freitas, Jaguaquara, Irecê, Serrinha, Itamaraju, Nova Fátima e Ilhéus.

A maioria dos indivíduos localizados pelo sistema estava sendo procurada por crimes graves, como homicídio, latrocínio, estupro e tráfico de drogas, demonstrando o impacto positivo da tecnologia na redução da criminalidade.

Adicionalmente, indivíduos procurados por roubo, furto, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo, violência contra a mulher e até mesmo dívida de pensão alimentícia foram identificados e detidos graças à eficiência do Sistema de Reconhecimento Facial da SSP-BA. Esta tecnologia continua a ser uma ferramenta crucial no combate ao crime e na promoção da segurança em todo o estado da Bahia.

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Copom corta Taxa Selic para 10,75% ao ano

Sexta redução consecutiva impulsiona expectativas econômicas

Caso de Política – O Banco Central (BC) agiu novamente em resposta aos movimentos dos preços, decidindo cortar os juros básicos da economia brasileira pela sexta vez consecutiva. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, fixando-a em 10,75% ao ano. A decisão, amplamente esperada por analistas financeiros, visa a sustentar a recuperação econômica em meio a um cenário de desafios globais.

Em um comunicado divulgado, o Copom indicou que espera apenas mais uma redução de 0,5 ponto na próxima reunião, prevista para maio. Esse posicionamento aumenta a probabilidade de que o ciclo de cortes de juros seja interrompido a partir de junho. Essa sinalização marca uma mudança em relação aos comunicados anteriores, nos quais o Copom indicava a continuidade das reduções “nas próximas reuniões”.

O comunicado ressalta que o cenário inflacionário permanece estável, com riscos tanto de alta quanto de baixa. Fatores como as pressões inflacionárias globais persistentes e o aquecimento do setor de serviços estão entre os elementos que podem impulsionar a inflação. Por outro lado, a desaceleração da economia global, além de impactos mais acentuados do que o esperado das políticas de aumento de juros em outros países, são vistos como fatores de possível redução da inflação.

A taxa Selic agora atinge seu nível mais baixo desde março de 2022, quando também estava em 10,75% ao ano. Entre março de 2021 e agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, em resposta à alta dos preços de alimentos, energia e combustíveis. Posteriormente, a taxa permaneceu em 13,75% ao ano por sete decisões consecutivas entre agosto de 2022 e agosto de 2023.

Antes do ciclo de alta, a Selic havia sido reduzida para 2% ao ano, o nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Essa redução ocorreu em resposta à contração econômica causada pela pandemia de covid-19, com o objetivo de estimular a produção e o consumo. Essa baixa taxa foi mantida de agosto de 2020 a março de 2021.

A Selic é um instrumento crucial do Banco Central para controlar a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fevereiro, o IPCA registrou 0,83%, acumulando 4,5% nos últimos 12 meses. Após uma série de quedas nos últimos meses, a inflação voltou a subir levemente devido ao aumento nos preços dos alimentos e dos serviços de educação.

O IPCA em 12 meses está no limite superior da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2024, que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. As projeções oficiais do Banco Central, conforme apresentadas no Relatório de Inflação de dezembro, indicam uma expectativa de que o IPCA encerre 2024 em 3,5%. No entanto, essa estimativa pode ser revista na próxima edição do relatório, prevista para o final de março.

As expectativas do mercado são um pouco mais otimistas que as projeções oficiais. De acordo com o boletim Focus do Banco Central, as instituições financeiras preveem que a inflação oficial feche o ano em 3,79%, abaixo do limite superior da meta. Há um mês, essas estimativas estavam em 3,82%.

A redução da taxa Selic visa a estimular a atividade econômica, tornando o crédito mais acessível e incentivando a produção e o consumo. No entanto, taxas de juros mais baixas também podem dificultar o controle da inflação. No último Relatório de Inflação, o Banco Central reduziu sua projeção de crescimento econômico para 2024 para 1,7%.

As projeções do mercado apontam para um crescimento ligeiramente superior. De acordo com o boletim Focus mais recente, os analistas econômicos preveem uma expansão de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023.

A taxa básica de juros é utilizada nas transações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para outras taxas de juros na economia. Quando o Banco Central aumenta a Selic, ele visa controlar o excesso de demanda que pressiona os preços, uma vez que juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança.

Ao reduzir a taxa básica de juros, o Copom busca estimular a produção e o consumo, porém enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa ter confiança de que os preços estão sob controle e não correm o risco de subir.

COPOM decide nesta 4ª feira sobre corte dos juros básicos da economia

Caso de Política, com informações da EBC – Nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reunirá para decidir sobre o corte na taxa básica de juros, a Selic. Apesar das recentes oscilações no mercado internacional, o Copom provavelmente optará por reduzir a Selic dos atuais 11,25% ao ano para 10,75% ao ano, marcando o sexto corte desde agosto passado, quando o BC interrompeu o ciclo de aumento dos juros.

Os comunicados recentes do Copom indicam que há um consenso entre os diretores do BC, incluindo o presidente Roberto Campos Neto, sobre cortes de 0,5 ponto percentual nos próximos encontros. No entanto, permanece a incerteza sobre se a redução da Selic se estenderá além da reunião de maio deste ano.

De acordo com análises do mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic seja reduzida em 0,5 ponto percentual, com projeções indicando que a taxa encerrará o ano em 9% ao ano. A decisão final será anunciada ao final do dia pelo Copom.

Recentemente, o Copom observou uma desaceleração na economia e reforçou a importância das políticas fiscais para evitar pressões inflacionárias. Tanto incertezas locais quanto internacionais, como as tensões geopolíticas e a perspectiva de aumento dos juros nos Estados Unidos, contribuem para o contexto decisório do Copom.

As estimativas de inflação para 2024 aumentaram ligeiramente, mas permanecem dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Em fevereiro, o IPCA registrou uma alta, impulsionado por setores específicos como educação e alimentos, porém ainda dentro dos limites da meta.

A Selic é uma referência importante para a economia brasileira, afetando não apenas as negociações de títulos públicos, mas também as taxas de juros cobradas pelos bancos. Seu papel fundamental é controlar a inflação, e as decisões do Copom buscam equilibrar o estímulo à atividade econômica com o controle dos preços.

O próximo Relatório de Inflação, que será divulgado no final de março, fornecerá uma visão mais detalhada sobre as perspectivas econômicas e as projeções do BC para a inflação. O Copom se reúne regularmente a cada 45 dias para avaliar o cenário econômico e definir a política monetária, buscando atingir as metas de inflação estabelecidas para os próximos anos.

Esta decisão do Copom terá implicações significativas para a economia brasileira, afetando desde o custo do crédito até o ritmo de crescimento econômico, sendo aguardada com grande expectativa pelos agentes do mercado financeiro e por analistas econômicos.