Creche em Barreiras é acusada de suposta negligência após bebê ter olho colado com super colar

Imagem desfocada para preservar a identidade e dignidade da criança

Olho de criança de 1 ano e 11 meses teria sido colado com super bonder dentro de creche em Barreiras. Familiares acusam a instituição de negligência e omissão de socorro

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Uma denúncia grave de suposta negligência e falta de assistência ganhou destaque nesta sexta-feira (03). Natânia, avó de um bebê de 1 ano e 11 meses, procurou o radialista Marcelo Ferraz para relatar um incidente alarmante ocorrido no Centro Municipal de Educação Infantil Rosália Silva de Carvalho Souza, na Vila Amorim, em Barreiras.

Segundo a denunciante, a criança retornou da instituição com o olho colado por super bonder e sinais de queimadura, sem que a família tivesse sido devidamente informada sobre a gravidade da situação ou que a creche tenha prestado o devido socorro.

De acordo com Natânia, a direção da creche informou, inicialmente, que o neto havia sofrido apenas uma “lesãozinha” no olho. Ao chegarem em casa, os familiares constataram que a situação era muito mais séria: o olho da criança estava colado e apresentava sinais de queimadura. A família alega que não foi informada sobre a causa da lesão e que a creche não providenciou o encaminhamento da criança para atendimento médico imediato.

“A diretora nos informou que ele havia sofrido uma pequena lesão no olho. No entanto, ao chegarmos em casa, percebemos que a situação era muito diferente do que haviam nos dito: o olho dele estava colado com super bonder. O caso era bem mais grave, com uma queimadura extensa no olho. Além disso, não nos comunicaram que a criança havia sido levada ao hospital, e ele permaneceu com a lesão.”

A avó questiona a falta de cuidado e atenção dos educadores da creche, ressaltando que a criança não apresentava cola em outras partes do corpo, apenas no olho. Ela expressa o temor de que a situação pudesse ter sido ainda mais grave e critica a postura da creche em não prestar assistência imediata.

“A lesão se concentrou apenas no olho dele. Acredito que a equipe da creche, especialmente os professores e educadores, precisam ser mais atentos. Se fosse algo ainda mais sério, Deus me livre, poderiam ter nos devolvido o meu neto sem vida. É inadmissível, ele saiu de casa saudável e voltou com uma lesão tão grave.”

A família também demonstra indignação com a falta de apoio e assistência da creche, que teria se limitado a informar que os pais poderiam levar uma receita para que a medicação fosse administrada na instituição.

“Fomos até a creche com a criança, mas não recebemos nenhuma assistência para levá-la ao hospital. A única coisa que nos disseram foi que poderíamos levar a receita para que eles administrassem a medicação.”

Natânia relatou ao radialista que ainda não conseguiu contato com a Secretaria Municipal de Educação de Barreiras, mas que pretende tomar as providências cabíveis para que o caso seja investigado e os responsáveis sejam responsabilizados. A família busca apoio para que a situação não fique impune e para que medidas sejam tomadas para evitar que casos semelhantes ocorram.

“Vamos tomar as providências necessárias o mais rápido possível, pois só agora estamos conseguindo contato com vocês, da mídia. Era a vocês que queríamos ter acesso.”

A avó manifestou ainda preocupação com a possibilidade de sua filha ser processada pela professora caso buscassem auxílio legal, o que demonstra um possível receio de retaliação por parte da instituição.

“Pelo que nos informaram, se procurássemos auxílio legal, minha filha correria o risco de ser processada pela professora. É absurdo que tenhamos que nos preocupar com isso, quando quem foi prejudicado foi uma criança, um bebê inocente.”

A reportagem buscou contato com a Creche Rosália Silva de Carvalho Souza e com a Secretaria Municipal de Educação de Barreiras para obter um posicionamento sobre o caso. O espaço permanece aberto para que os responsáveis apresentem suas versões e esclarecimentos sobre as acusações.

A denúncia levanta sérias questões sobre a segurança e o cuidado oferecidos pelas creches municipais de Barreiras. É imprescindível que as autoridades competentes apurem os fatos com rigor, a fim de identificar os responsáveis e garantir que medidas preventivas sejam implementadas para proteger as crianças. A negligência e a omissão de socorro, caso comprovadas, configuram crimes graves que devem ser punidos.

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Projeto propõe funcionamento 24 horas dos Conselhos Tutelares para combater violência infantil

Proposta surge em resposta ao aumento da violência infantil nos finais de semana

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados busca garantir o funcionamento ininterrupto, 24 horas por dia e 7 dias por semana, de todos os Conselhos Tutelares do Brasil. O objetivo é ampliar a proteção a crianças e adolescentes, especialmente nos finais de semana, quando os índices de violência contra esse grupo aumentam significativamente.

A proposta, de autoria da deputada Delegada Adriana Accorsi (PT-GO), altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para tornar obrigatória a disponibilidade contínua dos serviços dos conselhos. A motivação para a mudança legislativa se baseia em dados alarmantes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que apontam um aumento de 66% nos casos de violência contra crianças e adolescentes durante os fins de semana.

“De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a violência perpetrada contra crianças e adolescentes cresce em 66% nos finais de semana”, declarou a deputada, justificando a necessidade de ampliar o atendimento e o monitoramento das situações de risco.

Os Conselhos Tutelares desempenham um papel fundamental na defesa dos direitos de crianças e adolescentes, atuando no acompanhamento de casos de violência, negligência e outras violações. A proposta visa fortalecer a atuação desses órgãos, garantindo que estejam disponíveis para atender às demandas da população em qualquer momento.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas Comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados. Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado tanto na Câmara quanto no Senado Federal.

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