VÍDEOS: Denúncias apontam falhas na coleta de lixo em Barreiras e alertam para riscos à saúde e enchentes

Moradores registram acúmulo de resíduos em vários pontos da cidade e cobram providências do poder público

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Vídeos compartilhados nas redes sociais na manhã desta terça-feira (18) escancararam problemas na coleta de lixo em Barreiras. As imagens mostram contêineres lotados, lixo acumulado em vias públicas e o crescimento descontrolado de mato em áreas próximas a canais de escoamento. Os moradores denunciam que o serviço de coleta não tem sido realizado com a frequência necessária, resultando no despejo irregular de resíduos e aumentando os riscos de alagamentos e doenças.

Relatos expõem descaso e impactos na infraestrutura da cidade

Em um dos vídeos, um morador filma uma área tomada pelo lixo e pelo mato, alertando para as consequências do descaso.

Olha como é que está do lado de cá, olha. Aí fora que vai juntando o mato, vai juntando a água, não tem onde passar, quando chove é por isso que inunda tudo, a parte debaixo da Vila Rica, olha o canal como é que está, tudo cheio de mato.”

O cenário descrito evidencia um problema crônico em Barreiras: a falta de manutenção dos canais de escoamento. Com a vegetação e os resíduos bloqueando a passagem da água, as chuvas intensas podem causar enchentes, impactando diretamente os moradores das áreas mais baixas da cidade.

Outro vídeo mostra um contêiner transbordando de lixo, com sacolas e outros resíduos espalhados ao redor, reforçando a sensação de abandono.

Olha, quando eu disse que a coleta não funciona, olha aí, o contêiner cheio, olha como é que tá, o contêiner cheio, aí não passa para pegar, aí fica, olha, olha como é que tá.”

A dificuldade no recolhimento adequado do lixo compromete não apenas a estética urbana, mas também a saúde pública. O acúmulo de resíduos em áreas abertas favorece a proliferação de vetores de doenças, como ratos e insetos transmissores de enfermidades graves, incluindo leptospirose, dengue e chikungunya.

Posto de saúde cercado por lixo gera indignação

A situação também se repete nos arredores do posto de saúde do bairro Santo Antônio, conforme denúncia de outro morador.

Olha como é que tá, olha, olha, posto de saúde do Santo Antônio.”

A proximidade de unidades de saúde com pontos de descarte irregular é um agravante que coloca em risco pacientes e servidores. O ambiente hospitalar deve ser mantido limpo e higienizado, mas a presença de lixo nas imediações compromete as condições sanitárias e contradiz a lógica de promoção da saúde pública.

Consequências e a urgência de medidas

O descaso com a coleta de lixo em Barreiras não se resume apenas a questões de limpeza. A negligência do serviço compromete o funcionamento do sistema de drenagem da cidade, favorecendo enchentes e alagamentos nos períodos chuvosos. Além disso, o lixo acumulado representa um risco sanitário grave, podendo gerar surtos de doenças e agravar a já precária infraestrutura urbana.

Diante das denúncias, moradores cobram uma resposta imediata da prefeitura e a regularização do serviço de coleta. A situação exposta nas redes sociais reforça a necessidade de planejamento e fiscalização rigorosa para garantir que a população não seja submetida a condições insalubres.

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João Felipe cobra solução para enchentes em Barreiras, denuncia precarização de servidores

O vereador critica falta de medidas contra alagamentos em bairros afetados, alerta para descaso com o centro histórico e denuncia edital que impõe baixos salários a monitores e cuidadores da Educação

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Câmara de Vereadores de Barreiras aprovou, na noite desta quarta-feira (05), uma indicação do vereador João Felipe (PCdoB) cobrando do Executivo municipal a adoção de medidas urgentes para solucionar os alagamentos e enchentes que atingem diversos bairros da cidade. A proposta contempla obras de macro e microdrenagem para as regiões da Vila Rica, Vila dos Funcionários e Vila Amorim, que enfrentam recorrentes transtornos durante o período chuvoso.

O vereador destacou que o problema persiste há anos sem solução definitiva, expondo a população a riscos e prejuízos.

“Não dá mais para empurrar esse problema para debaixo do tapete. A água na canela do povo, o esgoto invadindo as casas. É um absurdo que essa situação se repita ano após ano”, afirmou. Ele ressaltou que, além dessas áreas, bairros como Santo Antônio também sofrem com o mesmo drama.

Na tribuna, João Felipe enfatizou que a prefeitura precisa agir independentemente de quem esteja à frente da gestão municipal.

“Não é porque a chuva passa e vem a estiagem que vamos fingir que o problema não existe. A administração municipal e nós, vereadores, temos responsabilidade com esse problema”, declarou. Ele também mencionou que a Rua A, na Vila dos Funcionários, encontra-se em situação crítica, afetando, inclusive, o posto de saúde local.

O parlamentar pediu que o governo estadual também participe do esforço para resolver a questão. “Vamos unir forças para que essa situação seja resolvida. Afinal, não há mais justificativa para deixar essas pessoas vivendo no meio da lama e do esgoto”, reforçou.

Além da questão dos alagamentos, João Felipe chamou atenção para o estado de abandono do centro histórico de Barreiras, que, segundo ele, foi alvo de inúmeras promessas de revitalização nos últimos anos, sem que nenhuma delas fosse cumprida.

“O que assistimos hoje é um total descaso com a história da nossa cidade. Fecharam os olhos para os comerciantes e moradores daquela região. Esta casa precisa encampar essa luta”, declarou, ao lançar a campanha “Salvem o Centro Histórico”.

Outro ponto abordado pelo vereador foi a situação dos servidores da Educação. Ele criticou a publicação e posterior retificação de um edital de contratação para monitores de creche e cuidadores, denunciando que os profissionais terão que trabalhar 40 horas semanais recebendo apenas um salário mínimo.

“Publicaram um edital, depois retificaram. Isso é uma vergonha. O prefeito não pode enganar a população com falsas promessas”, protestou.

João Felipe afirmou que acionará o Ministério Público para cobrar explicações sobre a medida.

“Não podemos desenhar um mar de rosas. A situação financeira da cidade não é simples. O prefeito buscou apoio estadual e federal, mas quando a conta apertar, ele pode cortar a gratificação dos servidores e deixá-los ainda mais desamparados”, alertou.

O vereador, que assumiu seu terceiro mandato, reforçou sua posição de independência na Câmara e disse que continuará defendendo os interesses da população.

“Estou aqui para representar aqueles que nunca foram ouvidos. Ser um vereador independente não é fácil, mas seguirei cobrando e lutando pelo que acredito”, concluiu.

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Barreiras busca R$ 130 milhões junto aos governos Federal e Estadual para drenagem e rompe isolamento político do passado

Prefeito Otoniel Teixeira adota estratégia de articulação com Estado e União, contrastando com postura isolacionista de seu antecessor

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A cidade de Barreiras enfrenta alagamentos recorrentes, que atingem bairros inteiros e causam prejuízos a milhares de famílias. Para solucionar o problema, o prefeito Otoniel Teixeira confirmou, em entrevista ao Blog Fala Barreiras do jornalista Osmar Ribeiro, que busca apoio dos governos estadual e federal para um projeto de macro e microdrenagem, estimado em R$ 130 milhões.

Além da crise estrutural provocada pela falta de investimentos em drenagem, Barreiras também passa por uma virada política significativa. Diferente de seu antecessor, que rejeitava parcerias institucionais e manteve a cidade em isolamento político, Otoniel aposta na articulação com outras esferas de governo para destravar projetos essenciais. O diálogo com o Estado e a União marca uma ruptura com a postura de autossuficiência que, na prática, limitou a capacidade de investimentos e atrasou soluções estruturantes para o município.

O sistema atual de drenagem não comporta o volume de chuvas, sobrecarregando regiões como Vila Rica, Vila dos Funcionários, Sandra Regina, Serra do Mimo, Bandeirantes e até o Centro da cidade. Ruas e residências são inundadas, e moradores perdem móveis, eletrodomésticos e outros pertences. “Temos um estudo pronto e vamos apresentar aos governos estadual e federal para garantir os recursos necessários e resolver essa questão de forma definitiva”, afirmou o prefeito.

A postura do atual prefeito sinaliza uma nova estratégia de governança, pautada na cooperação entre entes federativos. A expectativa da gestão municipal é que, com o aporte necessário, a cidade tenha um sistema de drenagem eficiente, capaz de garantir mobilidade e segurança à população, ao mesmo tempo em que se consolida como um ator relevante na política estadual e federal.

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Barreiras destina apenas 0,01% do orçamento de 2025 para saneamento básico

Foto: Dircom Barreiras

Menor investimento em sete anos expõe a fragilidade no planejamento da área

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Barreiras, um dos municípios mais ricos e produtivos da Bahia, destinou apenas R$ 128 mil para saneamento básico no orçamento de 2025, o que representa irrisórios 0,01% do montante total de R$ 912 milhões. Este é o menor valor alocado para a área nos últimos sete anos, destacando uma preocupante tendência de queda nos investimentos.

Enquanto isso, cidades de menor porte, como Xique-Xique, com orçamento e população reduzidos, destinam valores significativamente maiores. Em 2024, por exemplo, Xique-Xique investiu mais de R$ 2 milhões em saneamento básico, contrastando com os R$ 180 mil de Barreiras no mesmo período. Essa discrepância coloca em xeque as prioridades orçamentárias da gestão municipal barreirense.

Apesar dos aportes substanciais em setores como saúde, educação e segurança pública, a parcela destinada ao saneamento básico acende um sinal de alerta. Dados do IBGE mostram que, em 2022, cerca de 25% da população local, ou mais de 42 mil habitantes, não tinham acesso à coleta de esgoto. Esse índice coloca Barreiras acima da média estadual em precariedade nesse aspecto.

A queda no orçamento do saneamento básico é drástica e contínua. Em 2018, a cidade alocava quase R$ 2 milhões para a área. Desde então, os números vêm decrescendo, culminando no patamar atual, que é o mais baixo registrado. A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 reforça a preocupação ao destinar uma fração ínfima, inferior a 1%, ao setor essencial para a saúde pública e a qualidade de vida.

Esses números suscitam discussões sobre o comprometimento do município com o saneamento básico, um pilar fundamental para o desenvolvimento sustentável e para a prevenção de doenças. A falta de investimento reflete uma fragilidade estratégica que pode comprometer o futuro de Barreiras e sua população.

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Barreiras enfrenta alagamentos: Estudo técnico de Otoniel busca soluções, mas falta de recursos é empecilho

Foto: DIRCOM

Com a cidade enfrentando recorrentes alagamentos após chuvas de baixo volume, Otoniel Teixeira iniciou um estudo técnico para solucionar problemas de drenagem. Mas a grande dúvida é se a solução será suficiente diante das dificuldades econômicas de Barreiras

Caso de Política | Luís Carlos Nunes Barreiras, cidade marcada por alagamentos recorrentes, enfrenta um desafio constante toda vez que as chuvas atingem o município, principalmente em áreas críticas como o bairro Vila Dulce. O prefeito Otoniel Teixeira iniciou uma análise técnica com o objetivo de solucionar os problemas de drenagem, com foco no canal da região, que há anos é um gargalo estrutural da cidade. O levantamento busca identificar falhas e propor soluções definitivas para evitar os transtornos causados pelas chuvas. No entanto, a grande pergunta que persiste é: até onde a gestão municipal conseguirá lidar com a situação sem os recursos necessários?

Em uma visita técnica, realizada na sexta-feira (10), o prefeito Otoniel e o vice-prefeito Túlio Viana estiveram acompanhados do secretário de Infraestrutura, Bruno Castro. O foco foi o canal da Vila Dulce, considerado um dos maiores problemas de drenagem da cidade, com mais de mil metros de extensão.

O canal da Vila Dulce, que impacta diretamente no dia a dia dos moradores ecomerciantes, é o maior desafio para a macrodrenagem da cidade. Uma moradora da região, que preferiu não se identificar, disse que há anos enfrenta os alagamentos e relatou o impacto das enchentes.

“Sempre que chove, a água invade a minha casa. Já perdi móveis, roupas, e o pior é que todo ano temos que enfrentar isso de novo. A gente fica na expectativa de que algo mude, mas até agora nada”, disse a moradora, expressando o sentimento de muitos residentes da localidade.

De acordo com o prefeito, o seu objetivo é sanar esse problema que se arrasta há anos.

“Nosso objetivo é reestruturar o canal da Vila Dulce, que já é um ponto crítico há muito tempo, principalmente no período de chuvas. Este estudo técnico é o primeiro passo, mas a execução depende de recursos, e sabemos que esse é um desafio ainda maior”, disse Otoniel Teixeira, em uma publicação oficial.

Contudo, a realidade orçamentária da cidade é outra: Barreiras segue com graves dificuldades financeiras, reflexo de um histórico de altos índices de endividamento. O prefeito Otoniel, ao contrário de seu antecessor Zito Barbosa, que se afastou de outras esferas de poder, tem agora a oportunidade ímpar de tentar uma aproximação com os governos estadual e federal para buscar soluções. Essa necessária aproximação pode ser vista como uma saída viável para um problema estrutural tão complexo ou, mais uma vez, a cidade estará à mercê das chuvas e das limitações financeiras do município? Uma possível parceria com o governo estadual e federal poderia ser a chave para viabilizar as obras necessárias, dado o quadro atual de endividamento.

Em outra visita realizada no domingo (12), Otoniel Teixeira, acompanhado pelo secretário da pasta de Infraestrutura, inspecionou áreas afetadas após as chuvas daquele dia, como a localidade da Nanica, onde a erosão comprometeu a segurança de uma ponte, exigindo uma intervenção emergencial.

O problema da retenção das águas pluviais também foi identificado no bairro de Barreirinhas.

Estamos trabalhando com agilidade para minimizar os impactos, mas sabemos que este é um problema recorrente, e a cidade precisa de mais do que ações pontuais”, afirmou Otoniel Teixeira.

Além disso, o setor imobiliário e a urbanização da cidade correm risco, uma vez que a falta de soluções definitivas para as enchentes impacta diretamente no desenvolvimento econômico. Investidores, ainda que se entusiasmem, podem hesitar em colocar recursos na cidade, temendo os danos causados pelas cheias, especialmente em áreas mais vulneráveis, onde os alagamentos são mais frequentes.

A situação de endividamento e a escassez de recursos colocam Barreiras em um dilema: é possível que a cidade encontre a solução para o problema das enchentes sem o apoio de outras esferas de poder? O prefeito Otoniel Teixeira, ciente das limitações do município, terá de estabelecer parcerias e buscar soluções junto aos governos estadual e federal. A questão permanece: até onde as ações emergenciais serão suficientes, ou será necessária uma reestruturação mais ampla da cidade para enfrentar os desafios das chuvas e garantir qualidade de vida e segurança aos munícipes?

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Enchentes e obras precárias evidenciam descaso com infraestrutura em Barreiras

Alagamentos e risco de deslizamentos aumentam tensão na cidade; moradores sofrem com prejuízos e temem tragédias maiores com a chegada de mais chuvas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – As chuvas que atingiram Barreiras nos últimos dias voltaram a expor os graves problemas estruturais da cidade, já tão conhecida por suas inundações recorrentes. Alagamentos e prejuízos têm se tornado um cenário comum, resultado direto da falta de manutenção nas bocas de lobo e da ausência de limpeza nos córregos. O resultado é sempre o mesmo: casas alagadas, transtornos para a população e a sensação de impotência diante do descaso das autoridades. A tragédia, já anunciada, segue sem soluções concretas.

Na segunda-feira, 21 de outubro de 2024, uma chuva de poucas horas foi suficiente para transformar as ruas da cidade em verdadeiros rios, especialmente em áreas mais baixas, como o cais próximo à ponte Ciro Pedrosa. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram ruas alagadas e moradores perdendo seus pertences, em uma situação que se repete ano após ano. Bairros como Santa Luzia são emblemáticos nesse cenário de caos: o sistema de drenagem, já deficiente, não consegue conter o volume de água, levando a mais uma série de casas alagadas.

Além dos alagamentos, um outro motivo de grande preocupação se destacou recentemente: as obras mal planejadas e executadas. Conforme noticiado pelo Portal Caso de Política, uma leve chuva na noite de terça-feira, 15 de outubro, expôs falhas graves na construção da Avenida Enock Ismael, localizada na Serra do Mimo. O aterro de terraplenagem feito para sustentar a nova via começou a ceder, ameaçando as casas próximas. Vídeos gravados por moradores registraram o deslizamento de terra em direção às residências, expondo a fragilidade da obra mesmo sob pouca chuva.

A falta de qualidade no material utilizado para o aterro é um dos principais pontos criticados. O solo, aparentemente inadequado para compactação, é vulnerável à erosão, agravando o risco de deslizamentos. Além disso, a remoção da vegetação natural na área da obra fez com que a água da chuva corra diretamente sobre o asfalto, acelerando o desgaste e aumentando os riscos para as moradias localizadas nas áreas mais baixas. A situação é alarmante, considerando que uma chuva mais intensa pode levar a um desastre de proporções maiores.

Outro aspecto que agrava a situação é o sistema de drenagem inadequado. A instalação de tubos de pequeno diâmetro para escoamento da água revela que o projeto não considerou o volume significativo que desce da serra, o que potencializa o risco de alagamentos e erosões. Mesmo com intervenções recentes na infraestrutura da cidade, como os investimentos em asfaltamento, problemas de drenagem continuam a afetar seriamente Barreiras.

A obra da Avenida Enock Ismael, embora tenha como objetivo desafogar o trânsito na região, vem sendo alvo de críticas não apenas pela execução apressada, mas também pelos impactos ambientais e riscos à segurança dos moradores. Especialistas sugerem que, se não houver correções urgentes, os problemas estruturais podem resultar em tragédias na próxima temporada de chuvas. A remoção da vegetação e a má qualidade do solo compactado colocam as áreas residenciais abaixo da via em risco iminente de deslizamento.

Enquanto isso, a população de Barreiras, ciente das dificuldades históricas que a cidade enfrenta com a chegada das chuvas, aguarda soluções definitivas. A administração de Zito Barbosa tem investido em melhorias, mas a drenagem urbana continua a ser um ponto vulnerável. O próximo prefeito, Otoniel Teixeira, terá o desafio de resolver esse impasse e interromper o ciclo de tragédias. Se nenhuma ação concreta for tomada, o medo é que os alagamentos, deslizamentos e perdas materiais se agravem, colocando em risco não apenas o patrimônio, mas também a vida dos barreirenses.

Com a temporada de chuvas se aproximando, Barreiras permanece em alerta máximo.

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Após RS, enchentes atingem SC e deixam mais de 900 desabrigados

Rio do Sul, em Santa Catarina, decreta situação de emergência após enchentes. Foto: SDC/Divulgação

Caso de Política | Luís Carlos Nunes –  As fortes chuvas que recentemente castigaram o Rio Grande do Sul agora avançam sobre Santa Catarina, provocando sérias inundações. De acordo com a Secretaria da Proteção e Defesa Civil (SDC) catarinense, 20 municípios estão em estado de alerta devido ao aumento dos níveis dos rios e ao acúmulo de água.

Rio do Sul é a cidade mais afetada, com a prefeitura decretando situação de emergência após o nível do Rio Itajaí-Açu alcançar 9,06 metros. Em apenas 48 horas, a precipitação acumulada foi de 217 milímetros, superando mais da metade da média mensal prevista. Além de Rio do Sul, os municípios de Passo de Torres, Sombrio, São João do Sul, Balneário Gaivota, Jacinto Machado, Maracajá e Araranguá também decretaram emergência.

Mais de 900 pessoas estão desabrigadas, sendo acolhidas em cinco abrigos temporários montados para atender a população. As autoridades emitiram alertas sobre o alto risco de deslizamentos, aconselhando os moradores a ficarem atentos a sinais como rachaduras no solo e trincas nas paredes. A evacuação imediata é recomendada nesses casos.

Outras regiões do estado, incluindo o Meio-Oeste, Planalto Sul, Litoral Sul e Grande Florianópolis, também enfrentam chuvas intensas. Em resposta à situação, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), ordenou a ativação do Centro Integrado de Operações da Defesa Civil estadual para monitorar os níveis dos rios e coordenar as ações de emergência.

As autoridades continuam em estado de prontidão, trabalhando para minimizar os impactos das enchentes e garantir a segurança dos moradores afetados.

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Parte da tragédia no Rio Grande do Sul foi causada por ação humana

Entre as ações, pesquisador cita construções em áreas de alagamento

Agência Brasil – O professor Roberto Reis, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução da Biodiversidade da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), disse, nessa quarta-feira (15), que parte da tragédia que atingiu 446 municípios gaúchos foi causada pela ação do homem, que construiu em locais onde não deveria construir, em áreas de alagamento, e não fez as manutenções corretas nos diques de contenção e nas barreiras anti-alagamento. Acrescentou que essas obras, feitas nos anos 1970, nunca receberam manutenção adequada.

A culpa da enchente é do planeta. Mas a culpa da tragédia é dos administradores do estado e das cidades”.

Em entrevista à Agência Brasil, Reis afirmou que Porto Alegre é área de várzea, de confluência de rios na beira do Lago Guaíba, que alaga sempre que tem enchente.

É natural. A gente é que não deveria ter construído na área que alaga periodicamente”.

Segundo o professor, a cada dois ou três anos há alagamentos em Porto Alegre só que, desta vez, foi extremamente severo. “Nunca foi tão alto”. Ele explicou que não há como evitar que haja cheias no Guaíba.

Mas que haja enchente, há como evitar, fazendo bem feito os diques de contenção e tudo o mais”. A manutenção ou reconstrução dos diques e barragens nos rios do estado é a saída apontada pelo professor da PUCRS para evitar que novas tragédias voltem a ocorrer.

Reis lembrou que em setembro do ano passado, o estado enfrentou grande enchente.

Aí se viu que as comportas e parte dos diques não estavam funcionando. Era hora de ter arrumado. Foi uma mega-enchente. A grande veio agora. Deveríamos ter arrumado tudo de setembro para cá. Espero que desta vez aprendam, porque o custo está sendo muito alto”.

Na avaliação de Roberto Reis, chuva em excesso, causada por mudança climática, é fenômeno natural. “A cada tempo, há chuvas extremas que causam enchentes”, completou. Desta vez, contudo, ocorreu no estado a enchente mais forte de toda a história, que ele atribui, em parte, à mudança climática causada pelo excesso de gás carbônico na atmosfera. “Essa é a parte natural do evento”. O resto, para ele, é ação do homem.

Volume de chuvas

De acordo com o professor Rodrigo Paiva, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o que está provocando a grande cheia no Lago Guaíba é, basicamente, um volume muito grande de chuvas que cai na bacia do Guaíba desde o final de abril e início de maio. Essa precipitação atingiu níveis recordes, registrando, em alguns locais, até 800 milímetros.

O professor Paiva explicou à Agência Brasil que, no primeiro momento, houve cheias bem rápidas nos rios da serra, onde existem vales mais encaixados em que os volumes de água correm rapidamente e os rios se elevam com rapidez e grande amplitude.

Há casos de 20 metros de elevação em menos de um dia. Isso causou muita destruição, por exemplo, no Vale do Taquari, de novo”.

Essa região sofreu grandes enchentes em setembro de 2023.

Rodrigo Paiva acrescentou que esse volume de água chega depois à região de planície, onde se espalha pelas várzeas e escoa mais lentamente. “Por isso, demora alguns dias entre a chuva na bacia hidrográfica e todo esse escoamento chegar a Porto Alegre, ao Lago Guaíba”. Desde o dia 5 de maio, observou-se um nível muito elevado do rio, atingindo recorde de 5,3 metros.

Além do corpo d’água bem grande do Lago Guaíba, tem a Laguna dos Patos, destacou o professor da UFRGS. Pelo fato de esses corpos d’água terem área superficial grande, eles estão sujeitos aos ventos.

Quando a gente tem um vento sul, isso ainda pode promover um represamento dessa água e uma elevação da ordem de 20 centímetros, ou até mais, se o vento for muito forte. Isso também ajuda um pouco na cheia do Lago Guaíba, embora o fator principal seja o grande volume das chuvas”.

Duração

Outra característica do evento é a duração, disse Rodrigo Paiva. A longa duração para baixar o nível do lago é associada à dificuldade de a água escoar nesses rios de planície, o Jacuí especialmente. “A água fica muito parada naquelas várzeas”. O professor do IPH comentou que, por outro lado, é interessante porque, se não houvesse as várzeas, o volume de água que vem das montanhas chegaria muito mais rapidamente à Grande Porto Alegre e, talvez com mais força e mais amplitude.

Se não houvesse essas várzeas, que já atuam como um reservatório natural que atenua as cheias, talvez o nível da água tivesse subido em Porto Alegre muito mais e mais rápido também”.

As consequências seriam também piores, admitiu o professor. Porque a região metropolitana de Porto Alegre está em área muito baixa, afetando cidades como Eldorado e Canoas.

As consequências seriam maiores. A inundação é grande, a profundidade, em alguns locais, atinge um metro ou dois metros, mas não há tanta velocidade da água. Já no vale, no Rio Taquari, como a profundidade é maior e é mais inclinado, a ação da água é mais destrutiva, capaz de destruir residências, arrastar coisas”, salientou Paiva.

Em entrevista, governador do RS insinua que doações de outros estados prejudicam comércio local

Foto: Reprodução / YouTube BandNews

O reerguimento desse comércio fica dificultado, na medida que você tem uma série de itens que estão vindo de outros lugares”, disse Eduardo Leite.

Caso de Política com informações da Bande News – Em meio a uma crise devastadora causada por enchentes no Rio Grande do Sul, que já afetaram 446 municípios, resultaram em 149 mortos e deixaram 538.245 pessoas desalojadas, o governador Eduardo Leite (PSDB) fez uma declaração polêmica. Ao agradecer a solidariedade dos brasileiros, Leite insinuou que as doações de outros estados poderiam prejudicar o comércio local.

Quando você tem um volume tão grande de doações físicas chegando ao estado, há um receio que nós já observamos em outras situações, em outras circunstâncias, sobre o impacto que isso terá no comércio local”, afirmou o governador em entrevista à Rádio Band News FM. “O reerguimento desse comércio fica dificultado, na medida que você tem uma série de itens que estão vindo de outros lugares também do país”, pontuou.

A fala de Eduardo Leite pode ser interpretada como uma insensibilidade diante da crise humanitária que assola o estado. Em um momento em que milhares de pessoas perderam tudo e dependem da solidariedade nacional para sobreviver, priorizar o impacto econômico local pode parecer desconectado da urgência da situação. Essa postura pode ser vista como uma tentativa de proteger interesses comerciais em detrimento do bem-estar imediato dos cidadãos mais afetados.

É verdade que a recuperação econômica das áreas afetadas é crucial para o futuro do estado. Pequenos comerciantes e empresários locais estão entre os mais atingidos pelas enchentes e precisam de apoio para se reerguer. No entanto, a sugestão de que as doações físicas possam ser prejudiciais neste momento de crise pode ser considerada míope e inadequada. A prioridade deve ser, acima de tudo, a sobrevivência e o alívio imediato das vítimas.

Adotar uma abordagem humanista significa colocar as necessidades das pessoas em primeiro lugar. A ajuda que vem de outros estados representa um ato de solidariedade e empatia que deve ser valorizado, não desencorajado. As doações são essenciais para garantir que as necessidades básicas dos desabrigados sejam atendidas, proporcionando-lhes dignidade e esperança em um momento de desespero.

Em vez de criticar as doações, o governo poderia focar em maneiras de integrar esse apoio à recuperação econômica local. Parcerias com o comércio local para a distribuição de doações ou a criação de vouchers que permitam às pessoas comprar diretamente dos comerciantes locais são exemplos de medidas que poderiam beneficiar tanto a população necessitada quanto a economia local.

A declaração do governador Eduardo Leite levanta questões importantes sobre como equilibrar a necessidade urgente de ajuda humanitária com a recuperação econômica a longo prazo. No entanto, em um momento de crise tão severa, a ênfase deve ser claramente colocada no apoio às vítimas. A postura do governo precisa refletir uma abordagem mais sensível e integrada, valorizando a solidariedade nacional enquanto busca soluções práticas para revitalizar o comércio local.

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Novo aumento do rio Guaíba pode superar pico anterior, prevê hidrologia

Projeção aponta nível de até 5,50 metros, 20 centímetros acima

Agência Brasil – Os cenários previstos neste domingo (12) pelo Instituto de Ciências Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) confirmam o repique da cheia do Rio Guaíba, com nova elevação de níveis para acima de 5 metros (m). O valor do nível máximo a ser atingido entre segunda e terça-feira (14) depende de ocorrência das chuvas adicionais previstas e do vento sul forte, podendo alcançar em torno de 5,50 metros, o que supera o pico de 5,30 metros registrados na semana passada. Às 9h deste domingo, os níveis do Guaíba continuavam elevados, em torno de 4,65 m.

O recorde de 5,30 metros ocorreu no último domingo (5). Desde então, foi iniciada redução lenta na quarta-feira (8) até 4,56 m no sábado (11). Entre o sábado (11) e este domingo (12), o Rio Guaíba apresenta sinal de repique com elevação de 10 centimetros.

De acordo com o instituto da UFRGS, até sexta-feira (10), os rios afluentes do Guaíba apresentavam lenta redução em níveis elevados (Jacuí, Sinos, Gravataí) ou moderados (baixo Taquari). Nas últimas 24 e 48 horas, ocorreu precipitação significativa de 100 milímetros (mm) ou mais em grande região, cobrindo grande parte das bacias do Taquari, Sinos, Caí e Jacuí. A resposta com subida para níveis elevados é observada no Taquari, Cai, Sinos e Jacuí. Há previsão de mais de 100 mm em ampla faixa na metade norte do Rio Grande do Sul, cobrindo essas bacias, principalmente nas próximas 24 horas.

Além disso, a previsão é de vento sul mais intenso, podendo chegar a 50 quilômetros por hora (km/h) na Lagoa dos Patos na segunda (13) e terça-feira (14).

Áreas de risco

Tendo em vista a elevada duração prevista da cheia, bem como seu repique, o Instituto de Ciências Hidráulicas recomenda a manutenção do estado de atenção a todas as áreas de risco, incluindo aquelas em que a inundação teve redução; atenção especial à população afetada; e ações imediatas para reestabelecimento de infraestruturas e manutenção de serviços essenciais, como o saneamento básico.

A previsão foi liderada pelos professores Fernando Fan e Rodrigo Paiva e pelo mestrando Matheus Sampaio do Instituto de Pesquisa Hidráulicas (IPH) da UFRGS em conjunto com a empresa RHAMA Analysis.

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