Vereadora Carmélia denuncia inauguração “eleitoreira” de estádio e reajuste “imoral” no transporte público em Barreiras

A parlamentar criticou a gestão municipal por obras inacabadas e aumento de tarifas de transporte, chamando a população a “sair do estado de letargia” e cobrar mudanças

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Durante a sessão na Câmara de Barreiras, realizada na noite desta terça-feira (05.nov), a vereadora Carmélia da Mata (PP) fez duras críticas à gestão municipal, acusando o prefeito Zito de manipular a opinião pública e inaugurar obras inacabadas com fins eleitoreiros. A parlamentar mencionou especificamente a inauguração do Estádio Geraldão, que ocorreu em meio a uma série de irregularidades e sem a aprovação do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

A vereadora relatou que esteve no local antes das eleições, documentando a condição das instalações e constatando que a obra estava incompleta. De acordo com Carmélia, a gestão atual prioriza a “aparência” em detrimento da qualidade e segurança das obras públicas. Ela denuncia o que descreveu como uma “política de fachada”, afirmando que o governo busca impressionar com o que está à vista, enquanto a estrutura interna revela descaso e falhas.

A gestão atual gosta muito de aparência externa, porque tudo que é interno, muitas vezes, é muito podre. Internamente, a maioria das coisas que são feitas são mal elaboradas, mal feitas e mal acabadas”, declarou Carmélia.

No fim de semana da inauguração, a vereadora recebeu uma notificação de jogo programado para o estádio, embora também tivesse sido alertada pelo Corpo de Bombeiros sobre a suspensão de atividades por 90 dias devido à falta de segurança. Segundo Carmélia, essa medida de interdição só foi revogada após pressão pública e políticas eleitoreiras da gestão.

“Inauguraram um estádio que não estava terminado apenas para enganar a população e os esportistas. O governo municipal mostra aquilo que está por fora, o que é aparente. O que está por dentro é muito podre”, criticou.

Para Carmélia, é inaceitável que uma obra pública seja entregue sem o devido respeito aos padrões de segurança, quando a gestão municipal é rigorosa ao exigir o cumprimento dessas normas das empresas privadas. Ela chamou atenção para a falta de isonomia e apontou uma postura de “dois pesos e duas medidas”.

“O município de Barreiras exige rigorosamente da população e das empresas o cumprimento das normas de segurança, mas, no caso do estádio, essa mesma exigência foi ignorada.”

A parlamentar ainda comentou o aumento da tarifa de transporte coletivo de R$ 4 para R$ 4,50, responsabilizando o prefeito pela falta de melhorias no serviço, que, segundo ela, permanece precário. Carmélia apontou que a responsabilidade pelo aumento foi transferida exclusivamente ao poder público municipal, retirando a possibilidade de debate entre os vereadores e, assim, limitando a atuação do Legislativo.

O prefeito Zito é que tem que responder à sociedade sobre o aumento da tarifa do transporte coletivo. Hoje, peguei um ônibus e constatei que nada mudou. Os veículos continuam em péssimas condições, sem conforto e sem cumprir o contrato de licitação.”

A vereadora ressaltou o impacto desse aumento para a população de Barreiras, principalmente para os estudantes e trabalhadores, que, segundo ela, são os mais prejudicados pelas falhas na administração do transporte público. Em um tom enfático, Carmélia acusou o prefeito de “enganar a população” e de realizar promessas vazias.

Quem paga pelo transporte público somos nós, a população. A prefeitura até o momento não se preocupou em melhorar o transporte público conforme está no contrato. Em São Paulo, você paga um valor similar, mas faz transições múltiplas; aqui, o cidadão paga caro por um serviço precário.”

Em um apelo à população, Carmélia chamou os cidadãos a se mobilizarem, especialmente os estudantes, que, segundo ela, precisam cobrar seus direitos. A vereadora concluiu sua fala ressaltando a importância do envolvimento da sociedade na fiscalização das ações do governo, em vez de limitar a crítica às redes sociais.

“A população precisa sair desse estado de letargia. É preciso ir à porta da prefeitura e cobrar do prefeito, que tanto enganou a população. Não adianta brigar apenas nas redes sociais. Barreiras precisa acordar para exigir o que é seu por direito”, finalizou a vereadora.

Com sua declaração, Carmélia acendeu o debate sobre as políticas públicas em Barreiras, questionando a eficiência da gestão e conclamando a população a pressionar por mudanças reais.

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Corpo de Bombeiros multa Prefeitura de Barreiras por irregularidades no Estádio Geraldão

Imagem da internet

O alerta para adequações urgentes e estipula prazo de 90 dias sob pena de novas sanções

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Estádio Geraldão, recém-reinaugurado pela Prefeitura de Barreiras, foi alvo de multa e notificação pelo Corpo de Bombeiros neste sábado, 1º de novembro. A autuação aponta diversas irregularidades no local, incluindo a ausência do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento obrigatório para garantir a segurança de locais de grande circulação, como estádios e centros esportivos. Segundo o órgão, as adequações exigidas precisam ser realizadas em até 90 dias, sob risco de novas sanções, que incluem multas, embargo ou até interdição do local.

As penalidades seguem legislação específica que prevê multas com valores ajustados de acordo com a área, o risco e as infrações registradas. O descumprimento pode implicar uma segunda multa, com valor dobrado em relação à primeira, além de juros de mora de 1% ao mês caso o pagamento não ocorra dentro do prazo legal. As multas, se não quitadas, podem ser inscritas na Dívida Ativa do Estado e levadas à cobrança judicial.

A ausência do AVCB no Geraldão levanta questionamentos sobre a responsabilidade da administração municipal na entrega de um equipamento público sem o devido cumprimento das normas de segurança. Este tipo de vistoria visa assegurar que a estrutura esteja equipada para situações de emergência, protegendo o público em eventos de grande porte. A falta de regularização, especialmente em estádios, pode ter consequências graves, desde acidentes menores até desfechos trágicos em casos de incêndios, pânico ou tumulto.

A situação evidencia a importância das vistorias preventivas, cuja ausência pode comprometer a segurança de milhares de pessoas. Em locais com alta concentração de público, como o Geraldão, é essencial que portas de emergência estejam desobstruídas, que os sistemas de combate a incêndio estejam operantes e sinalizados, e que o fluxo de evacuação seja adequado. Sem a regularização exigida, o estádio corre o risco de enfrentar medidas mais rigorosas como uma interdição.

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