TRAGÉDIA: Mortes por chuvas no RS chegam a 66 e ultrapassam tragédia de 2023. Mais de 100 desaparecidos.

Até o momento, 332 municípios foram afetados. Comitiva de Lula ao RS tem Lira, Pacheco, Fachin e mais 16

Extraído de OExpresso – Chegou a 66 o número de pessoas mortas pelas fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul (RS), de acordo com o último boletim da Defesa Civil divulgado às 9h deste domingo (5). Outros seis óbitos ainda estão em investigação e 155 pessoas ficaram feridas. Há ainda 101 pessoas desaparecidas.

O número de óbitos superou a última catástrofe ambiental do estado em setembro de 2023, quando 54 pessoas perderam a vida devido a passagem de um ciclone extratropical. As autoridades afirmam que este é o pior desastre climático da história gaúcha.

As chuvas também obrigaram 95,7 mil pessoas a abandonarem suas casas, entre 80,5 mil desalojados e 15,1 mil desabrigados. Ao todo, as chuvas já afetaram 707,1 mil pessoas no estado. Dos 497 municípios gaúchos, 332 foram afetados pelas fortes chuvas, o que representa 66% das cidades do RS.

Ainda de acordo com o governo, mais de 420 mil pontos no estado seguem sem energia elétrica e 839 mil residências (27%) sem abastecimento de água.

As chuvas também provocam danos e alterações no tráfego nas rodovias estaduais gaúchas. Neste domingo (5), são registrados 113 trechos em 61 rodovias com bloqueios totais e parciais, entre estradas e pontes.

Devido à cheia do lago Guaíba, em Porto Alegre, a prefeitura da capital pediu para os moradores racionarem água diante da interrupção do funcionamento de quatro das seis estações de tratamento.

Diversas áreas de Porto Alegre foram inundadas após o lago Guaíba, que atravessa a cidade, ter ultrapassado a cota de inundação e superado, neste sábado, os cinco metros, maior nível já registrado.

Na noite de sábado (4), o governador Eduardo Leite, e os ministros Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) afirmaram que esforços conjuntos dos governos se concentram em resgatar o maior número de pessoas. Até ontem, mais de 10 mil resgates tinham sido realizados.

Comitiva de Lula

Lula decolou da Base Aérea de Brasília acompanhado da primeira-dama, Janja, de 13 ministros de seu governo, além de Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e outras autoridades. Ministros do STF e do TCU também fazem parte do grupo. De acordo com o Palácio do Planalto, o ministro Edson Fachin, o presidente do TCU, Bruno Dantas, e o comandante do Exército, general Tomás Paiva, foram com o presidente.

Atualização às 15h30m

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Rio Grande do Sul registrou 75 mortes em decorrência às fortes chuvas que atingem o estado desde o fim da semana. A informação foi confirmada pelo governo estadual neste domingo (5). Há um total de 103 desaparecidos.

O boletim do governo gaúcho diz ainda que há 780.725 pessoas afetadas pela tragédia e 155 feridos. Entre as 75 mortes informadas pelo governo, há seis em investigação para determinar se, de fato, foram causadas pelas chuvas.

Ainda conforme a Defesa Civil, neste domingo havia mais de 839 mil imóveis sem abastecimento de água, fornecido pela empresa Corsan, e 421 mil domicílios sem energia elétrica.

Os temporais também afetaram o serviço de telefonia em várias cidades. A TIM informou que 46 municípios estavam sem serviços de telefonia e internet na manhã de domingo. O problema atinge a Vivo em 45 cidades, e a Claro em 24 municípios.

As aulas foram suspensas nas 2.338 escolas da rede estadual e quase 200 mil alunos foram impactados. Um total de 250 escolas tiveram sua estrutura danificada pelas consequências da chuva. O governo estadual informou que, na tarde deste domingo, divulgaria a orientação para o retorno às aulas para a rede estadual.

Ainda conforme a Defesa Civil, neste domingo havia mais de 839 mil imóveis sem abastecimento de água, fornecido pela empresa Corsan, e 421 mil domicílios sem energia elétrica.

Os temporais também afetaram o serviço de telefonia em várias cidades. A TIM informou que 46 municípios estavam sem serviços de telefonia e internet na manhã de domingo. O problema atinge a Vivo em 45 cidades, e a Claro em 24 municípios.

As aulas foram suspensas nas 2.338 escolas da rede estadual e quase 200 mil alunos foram impactados. Um total de 250 escolas tiveram sua estrutura danificada pelas consequências da chuva. O governo estadual informou que, na tarde deste domingo, divulgaria a orientação para o retorno às aulas para a rede estadual.

Com Agência Brasil, UOL, Correio do Povo e Folha

Governo Federal instala Gabinete de Crise em Porto Alegre para enfrentar consequências das chuvas no Rio Grande do Sul

O governo Federal anunciou a liberação de R$ 600 milhões; já foram enviados suprimentos essenciais, como alimentos, água potável e medicamentos, por via aérea. A situação grave, com 281 municípios afetados pelas enchentes. O balanço da Defesa Civil Estadual registra 56 óbitos, 74 feridos e 67 desaparecidos, além de milhares de pessoas desabrigadas ou desalojadas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Autoridades do governo federal desembarcaram em Canoas, no Rio Grande do Sul, neste sábado (4), para coordenar as operações de socorro e assistência às vítimas das fortes chuvas que assolaram o estado. A comitiva ministerial permanecerá na região até segunda-feira (6), atuando diretamente no apoio às populações afetadas.

A equipe é composta por membros estratégicos do governo, incluindo o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta; o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes; a presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana; o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto; e o secretário nacional de Assistência Nacional, André Quintão.

Além da presença ministerial, foram enviados suprimentos essenciais, como alimentos, água potável e medicamentos, por via aérea, dada a dificuldade de acesso terrestre em muitas áreas atingidas.

No decorrer da manhã, os ministros seguiram para Porto Alegre, onde será instalado nos próximos dias um gabinete de crise do governo federal. Esse centro de operações permanente será crucial para monitorar de perto a situação e facilitar a resposta às necessidades dos municípios e do estado diante da emergência.

O ministro Paulo Pimenta, em seu perfil nas redes sociais, detalhou as medidas emergenciais adotadas pelo governo federal, incluindo a instalação de um hospital de campanha, envio de kits de medicamentos, aeronaves, embarcações e um empenho significativo de recursos para compra de cestas básicas.

Além disso, Pimenta anunciou a liberação de R$ 600 milhões em emendas para parlamentares gaúchos, que poderão direcionar esses recursos para ações de socorro e reconstrução.

Edegar Pretto, presidente da Conab, informou que cestas de alimentos serão enviadas à Unidade Armazenadora da companhia em Canoas para distribuição aos desabrigados. O governo federal trabalhará em conjunto com os municípios para atender às demandas urgentes de alimentação.

A situação no Rio Grande do Sul é grave, com 281 municípios afetados pelas enchentes, representando mais de 56% do total. O balanço da Defesa Civil Estadual registra 56 óbitos, 74 feridos e 67 desaparecidos, além de milhares de pessoas desabrigadas ou desalojadas.

O governo federal está mobilizado para oferecer apoio integral e enfrentar essa crise humanitária, buscando mitigar os impactos das chuvas e restabelecer a normalidade nas áreas atingidas.

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Governo propõe reajuste de 9% aos servidores da educação em 2025; sindicalistas denunciam proposta como insuficiente

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em um cenário de greves disseminadas pelo país, o governo federal lançou na última sexta-feira (19) uma proposta de reestruturação da carreira dos servidores técnico-administrativos de universidades e institutos federais. A medida, que visa conter os ânimos e promover avanços na categoria, foi anunciada durante a quarta reunião da Mesa Específica e Temporária de debate sobre a reestruturação profissional.

Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a proposta contempla um reajuste salarial de 9% a partir de janeiro de 2025, seguido de um acréscimo de 3,5% em maio de 2026. Além disso, o governo já havia formalizado propostas de aumento no auxílio-alimentação, auxílio-saúde e auxílio-creche para todos os servidores federais em 2024, o que, somado ao reajuste concedido no ano anterior, totalizaria um incremento médio global de mais de 20% para a carreira técnica.

A proposta em questão também visa a verticalização das carreiras, com uma matriz única com 19 padrões, além de reduzir o tempo necessário para progressão por mérito de 18 para 12 meses, e ajustar o tempo decorrido até o topo das carreiras para 18 anos.

Entretanto, a reação dos servidores técnico-administrativos da educação foi de descontentamento. O Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) classificou a proposta como “irrisória e decepcionante”, alegando que as negociações com o governo não atenderam às expectativas da categoria.

O Sinasefe inicialmente reivindicava uma recomposição salarial que variava entre 22,71% a 34,32%, dependendo da categoria. Além disso, demandava a reestruturação das carreiras técnico-administrativas e dos docentes, e a revogação de normas que consideram prejudiciais à educação federal, aprovadas em governos anteriores.

Diante disso, o sindicato expressou a intenção de manter a greve, argumentando que a proposta governamental mantém o congelamento salarial até 2024. A decisão final será tomada após consulta às assembleias locais e durante a plenária nacional, ainda a ser convocada pelo Sinasefe.

Dessa forma, a expectativa é que as negociações entre governo e servidores da área de educação continuem em um impasse, enquanto ambas as partes buscam um acordo satisfatório para ambas as partes.

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Governo Lula planeja impulsionar ferrovias e investindo mais de R$ 20 bi através de repactuações contratuais

Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, a expectativa é que o Plano Nacional de Ferrovias seja lançado ainda neste semestre

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O cenário do transporte ferroviário no Brasil está prestes a passar por uma significativa transformação, com o anúncio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de investir mais de R$ 20 bilhões no ambicioso Plano Nacional de Ferrovias. Essa injeção de recursos será viabilizada por meio de repactuações contratuais e renovações antecipadas de concessões, revelou o ministro dos Transportes, Renan Filho.

A estratégia delineada pelo governo é engenhosa: utilizar esse montante como alicerce para parcerias público-privadas (PPPs), mediante leilões onde a empresa que oferecer o maior desconto ao erário público será premiada com a concessão. Renan Filho detalhou que a maior fatia desses recursos virá da revisão de contratos com a Vale, destacando os valores em questão: R$ 21,1 bilhões referentes a Carajás e R$ 4,6 bilhões de Vitória-Minas.

A Vale, por sua vez, já apresentou uma proposta ao governo, alimentando expectativas de um acordo iminente. Além dessa gigante mineradora, outras empresas estão sob escrutínio do Ministério dos Transportes, como a Rumo, que se comprometeu a destinar R$ 1,5 bilhão para o Plano de Ferrovias em decorrência da renovação da concessão da Malha Paulista. A MRS Logística também está na mira, com uma cobrança de R$ 3,7 bilhões por parte do governo.

Essas renovações antecipadas de concessão, celebradas durante gestões anteriores, estão sendo objeto de escrutínio pelo governo Lula, que questiona os descontos concedidos, considerados excessivos. Renan Filho adiantou que o governo pretende lançar em breve uma portaria com novas diretrizes para essas renovações, permitindo que empresas como a VLI, operadora da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), possam renegociar seus contratos ou que os ativos sejam disputados em leilões por outras empresas.

Embora a data oficial de lançamento do plano ainda não esteja definida, Renan Filho assegurou que isso acontecerá ainda neste semestre. Quanto aos projetos contemplados, embora não tenham sido fornecidos detalhes precisos, o ministro destacou o interesse da pasta em incluir a Ferrogrão, conectando Mato Grosso ao Pará, além da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), todas com potencial para viabilizar o escoamento da produção agropecuária para o litoral.

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Leilão concede empreendimentos de transmissão de energia elétrica em 14 estados

Previsão é que sejam investidos R$ 18,2 bilhões em 69 empreendimentos, a expectativa é que as obras gerem 34,9 mil empregos diretos

EBC – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou nesta quinta-feira (28), na B3 (bolsa de valores brasileira), em São Paulo, um leilão para definir as empresas responsáveis pela construção e manutenção de 6,4 mil quilômetros de linhas de transmissão em 14 estados. A previsão é que sejam investidos R$ 18,2 bilhões em 69 empreendimentos, com a geração de 34,9 mil empregos diretos.

Os estados com obras previstas no leilão são Alagoas, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Segundo a Aneel, dos 15 lotes propostos, seis têm investimento previsto superior a R$ 1 bilhão.

O deságio médio do leilão foi de 40,78%, o que representa uma economia para o consumidor de R$ 30,1 bilhões, de acordo com a agência. O prazo para operação comercial dos empreendimentos varia de 36 a 72 meses, para concessões por 30 anos, contados a partir da celebração dos contratos.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, comemorou o resultado do leilão.

“Estamos trabalhando para transformar o setor de energia elétrica em desenvolvimento econômico e social, garantindo mais segurança energética e oportunidades para a nossa população. Estamos fortalecendo o nosso sistema para escoarmos toda a energia renovável gerada em nosso país”, disse nas redes sociais.

O secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento do MME, Thiago Barral, explicou que as obras contratadas hoje se integram aos leilões anteriores e, possivelmente, aos leilões subsequentes que serão realizados pela Aneel. “Essa infraestrutura visa atender o cenário de crescimento da carga brasileira ao menor custo, utilizando a competitividade das renováveis para essa finalidade.”

Segundo o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, todos os participantes que venceram têm histórico de bons serviços prestados.

“Associado a uma fiscalização diligente por parte da Aneel, contribuirão para a entrega das obras dentro do prazo previsto. Em 2024, alcançamos a marca histórica de geração de 200 GW e precisamos de transmissão para escoar toda essa produção. Por essa razão, o cumprimento dos contratos é essencial”, ressaltou.

Lotes

Foram concedidos à iniciativa privada 15 lotes de linhas de transmissão em 14 estados. A Centrais Elétricas do Norte (Eletronorte) arrematou os lotes 1, 3, 5 e 9, para a construção de linhas de transmissão no Ceará, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Bahia. As obras visam à expansão da rede básica da área norte do Nordeste para possibilitar o escoamento das usinas já contratadas no região, além de ampliar as margens para conexão de novos empreendimentos de geração e atender ao crescimento da demanda local.

Já a FIP Development Fund Warehouse arrematou os lotes 4, 6 e 14. O Lote 4 é composto por linhas de transmissão nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, para a expansão da rede básica da área leste da Região Nordeste. Já os lotes 6 e 14 são compostos por linhas de transmissão localizadas nos estados da Bahia e Minas Gerais. O objetivo é a expansão do sistema de transmissão da área sul do Nordeste e norte dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo para atender à expectativa de contratação de energia proveniente de empreendimentos de geração renovável na região, com destaque para as usinas eólicas e solares.

Os lotes 2, 7 e 13 do do Leilão foram arrematados pela EDP Energias do Brasil. A previsão de linhas de transmissão no Piauí, Tocantins, Bahia e Maranhão, para o escoamento das usinas já contratadas no Nordeste, além de ampliar as margens para conexão de novos empreendimentos de geração e atender ao crescimento da demanda local.

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Ministério da Saúde elabora estratégia para redistribuição das vacinas da dengue

Pasta também destinou incremento de mais de R$ 300 milhões para recomposição do Componente Básico da Assistência Farmacêutica. Recursos contemplam medicamentos para sintomas da doença
O Ministério da Saúde vai redefinir a estratégia de distribuição das vacinas da dengue. A medida busca o melhor aproveitamento das doses seguindo um novo ranking estabelecido pelo Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) – com ampliação de estados e municípios. A medida foi anunciada pela ministra Nísia Trindade, nesta quarta-feira (20), em entrevista a jornalistas.

Segundo a ministra, serão levados em conta os dados epidemiológicos atualizados e os estoques de vacina em cada unidade da federação. “Estamos trabalhando com respaldo dos conselhos estaduais e municipais de saúde e do nosso comitê técnico para que possamos aproveitar as vacinas que não foram utilizadas neste momento. Vamos fazer a redistribuição das doses que não foram aplicadas usando um ranqueamento dos municípios que estão em emergência por dengue”, explicou.

Até o momento, 1,5 milhão de doses foram distribuídas, a partir do lote recebido pela empresa fabricante. Dessas, 435 mil foram aplicadas. A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, informou que, em breve, será divulgada nota técnica com orientações sobre a redistribuição de doses dentro dos respectivos estados priorizados na vacinação. “Nosso novo critério é que os municípios que estão com maior número de casos recebam essas doses”, disse, reforçando que há toda uma logística complexa para distribuição.

Na entrevista, também foi anunciada a destinação de mais de R$ 300 milhões para o incremento financeiro federal do Componente Básico da Assistência Farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS). A recomposição do orçamento se dará por meio de aumento retroativo e contempla medicamentos que tratam sintomas da dengue.

O Ministério da Saúde também tem oferecido apoio financeiro aos estados e municípios que decretaram emergência em saúde pública por causa da dengue ou outras crises sanitárias. Até o momento, R$ 79 milhões foram destinados para esse fim.

Os recursos são fruto de portaria destinada para medidas de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública em situações que podem ser epidemiológicas, de desastres, ou de desassistência à população. Para receber o recurso, o estado ou município deve enviar ao governo federal um ofício com a declaração de emergência em saúde. Os repasses serão mensais durante a vigência do decreto de emergência.

“Neste momento, no entanto, nosso foco é continuar naturalmente o controle e o combate ao mosquito.  Temos de dar atenção prioritária e impedir os casos graves ou fazer com que eles sejam tratados adequadamente”, reforçou Nísia Trindade.  Segundo a ministra, ainda é mais importante eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti para evitar a doença, uma vez que não há doses de vacinas suficientes para a maior parte da população.

Cenário epidemiológico

Até agora, o Brasil registra 1,9 milhão de casos prováveis da doença e 630 mortes. Foram publicados 350 decretos municipais e 11 decretos estaduais de emergência por causa da enfermidade.

A letalidade de óbito sobre o total de casos prováveis está em 0,03% entre a semana 1 a 10 deste ano ante os 0,07% do mesmo período de 2023. Quanto à letalidade de óbito sobre o total de casos graves, o percentual está em 3,4%. No ano passado, estava em 5,1% na mesma época. Os indicadores, portanto, indicam redução nas taxas de letalidade pela doença nas dez primeiras semanas epidemiológicas de 2024 quando comparado ao mesmo período de 2023.

A taxa de letalidade é um indicador importante utilizado pela pasta para monitorar o número de óbitos em um período sobre o número de pessoas doentes pelo agravo. Diferentemente da taxa de mortalidade – que é obtida dividindo-se o número de óbitos pela população em risco em um período de tempo -, a taxa de letalidade é um indicador que apresenta a mortalidade entre quem realmente adoeceu dentro da população em risco.

Nesta quarta, a secretária Ethel Maciel, detalhou as comorbidades mais frequentes em relação à idade dos pacientes com dengue:

Em menores ou = 14 anos

  • hematológicas: 18%
  • autoimunes: 3,6%
  • Renal crônica: 3,6%
  • Ácido péptica: 3,6% 

15 a 60 anos

  • Hipertensão: 18%
  • Diabetes: 13%
  • Doenças hematológicas:7,6%
  • Doenças autoimunes: 6,8%

Maiores de 60 anos

  • Hipertensão: 61%
  • Diabetes: 31%
  • Doenças renal crônica: 9,1%
  • Doenças autoimunes: 3,4%

Com 537 novas ambulâncias, cobertura do Samu 192 vai alcançar 93% da população

Investimento de R$ 119 milhões para SAMU 192 e de R$ 112,8 milhões para Centrais de Regulação de Urgências beneficia 12,2 milhões de pessoas

Os investimentos da primeira etapa do novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), eixo Saúde, nas modalidades Samu 192 e Centrais de Regulação de Urgências vão beneficiar, juntos, 12,2 milhões de pessoas com a doação de 537 novas ambulâncias e a construção de 14 novas Centrais. Somadas, as duas ações vão elevar a cobertura nacional do serviço de atendimento móvel de urgência de 87% para 93% da população.

Apenas na modalidade SAMU 192, o Novo PAC Saúde vai doar 350 novas ambulâncias para 14 estados, de todas as regiões brasileiras. Com isso, 5,8 milhões de pessoas passarão a receber cobertura do serviço de atendimento às chamadas de emergência relacionadas a situações de saúde, acidentes e outros eventos que exijam assistência médica imediata. O investimento total é de R$119 milhões. E o valor unitário é de R$324 mil para Unidades de Suporte Básico (USB) e de R$ 470 mil para Unidades de Suporte Avançado (USA), popularmente conhecida como UTI móvel.

Para a seleção de propostas por parte dos estados e dos municípios, os critérios prioritários foram: menor percentual de cobertura do SAMU 192 na Macrorregião de Saúde e elevado tempo-resposta na região de cobertura da Central de Regulação.

Em relação à construção de Centrais de Regulação de Urgências equipadas com ambulâncias, serão contemplados 14 municípios, de 8 estados. Essas Centrais têm a função de coordenar e de regular as unidades móveis do SAMU na região onde estão inseridas.

A meta inicial do Novo PAC Saúde foi de construir 8 Centrais e doar 250 ambulâncias. Contudo, diante das solicitações elegíveis – e dos parâmetros aplicados de necessidade de ambulâncias para as Centrais –, a equipe técnica do Ministério da Saúde chegou ao quantitativo de 187 ambulâncias para 14 Centrais. Dessa forma, o recurso referente à diferença de 63 ambulâncias foi destinado à construção de mais 6 Centrais. O investimento total é de R$ 112,8 milhões, sendo o valor unitário por Central de R$ 3 milhões e o valor médio por ambulância, de R$ 378 mil.

Com as propostas selecionadas, mais de 6,4 milhões de pessoas estarão cobertas pelo serviço. A ação também preencheu o vazio absoluto do estado do Mato Grosso, a partir da mudança de abrangência da Central de Cuiabá e da construção de mais uma Central no estado; e levou os estados do Amapá e do Rio de Janeiro à cobertura de 100%.

Os critérios de seleção de propostas de construção de Centrais levaram em conta as Macrorregiões de Saúde sem cobertura de SAMU 192 e o menor percentual de cobertura do SAMU 192 na Região de Saúde.

Tito prestigia abertura da ‘Copinha da Bahia’ de futebol feminino em Barreiras

As participantes terão acesso a um amplo suporte, incluindo material esportivo completo, pagamento de arbitragem, troféus e medalhas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Na tarde do último sábado, 23 de março, teve início os jogos da aguardada Copinha da Bahia na categoria feminina, em um evento que agitou o campo do bairro Buritis, em Barreiras.

Tito deu um corridinha até o centro do campo e deu o ponta-pé inicial, dando o início oficial da Copinha Bahia de futebol 

Um dos momentos mais significativos da abertura foi a participação do ex-deputado Federal Tito, reconhecido como um entusiasta do esporte e um dos principais apoiadores do evento. Tito foi honrado com o convite para realizar o pontapé inicial, gesto simbólico que marcou o início das competições. Com um breve ‘sprint’ até o centro do campo, ele trocou passes com uma das atletas presentes, deixando uma marca de entusiasmo e encorajamento.

Durante o evento, Tito externou o seu contentamento em apoiar a inclusão das mulheres no esporte, ressaltando o compromisso do projeto em fornecer toda a estrutura necessária para a plena participação feminina.

“É inspirador ver tantas jovens engajadas no esporte, especialmente no futebol feminino, muitas vezes subestimado. O esporte desempenha um papel fundamental no desenvolvimento pessoal e coletivo dos jovens, e é gratificante apoiar iniciativas como essa”, expressou Tito, calorosamente recebido pelas jogadoras.

A presença da ex-vereadora da cidade, professora Nilza, também foi notável, agregando esforços à promoção do esporte entre os jovens da região.

Tito com uma das atletas participantes da Copinha Bahia

No domingo, 24 de março, os jogos da primeira fase seguiram no campo do bairro Boa Sorte, apresentando os seguintes confrontos:

  • 8 horas:

Meninas da Lua x Marcos Freire

  • 9 horas:

Império x Família Atlética

  • 15 horas:

As Donas da Bola x Baraúna

  • 16 horas:

Fênix x As Tigresas

A Copinha da Bahia, fruto de uma parceria entre o governo do estado através da Setre e o governo Federal através do  Ministério do Esporte, tem como objetivo atender 126 times e mais de 2 mil atletas, visando promover a prática esportiva e proporcionar oportunidades para jovens talentos do futebol.

Os participantes da Copinhas são alunos da Educação Básica (ensinos fundamental e médio) e do ensino superior, nas categorias feminino e masculino, compreendendo três faixas etárias: de 12 a 14 anos; 15 a 17 anos e a universitária, a partir de 17 anos. Os atletas terão acesso a um amplo suporte, incluindo material esportivo completo, pagamento de arbitragem, troféus e medalhas.

A realização da 2ª edição da Copinha Bahia marca um momento histórico para a comunidade esportiva de Barreiras, especialmente neste mês dedicado às mulheres.

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Consórcio ABC pede R$ 217 mi ao Governo Federal através do Novo PAC

Ao todo, foram inscritos 17 projetos que constavam no Plano de Mobilidade Regional do Grande ABC

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC protocolou 17 projetos de mobilidade urbana para as cidades da região no Novo Programa de Aceleração de Crescimento (Novo PAC) do Governo Federal, totalizando pleito de R$ 217,2 milhões para os municípios consorciados.

Os pedidos têm como base o Plano de Mobilidade Regional do Grande ABC, elaborado pela entidade regional em 2013 e atualizado pelo Grupo de Trabalho (GT) Mobilidade Urbana.

O Consórcio ABC pleiteia recursos para a elaboração de projetos com impacto regional, como o Corredor Oratório, em Santo André; a Marginal Diadema, na Avenida Ribeirão dos Couros, em Diadema; o corredor de ônibus na Avenida Benedita Franco da Veiga, em Mauá; o corredor de ônibus nas avenidas Prefeito Valdírio Prisco e Francisco Monteiro, em Ribeirão Pires; e o corredor de ônibus Jean Lieutaud – Rio Pequeno, em Rio Grande da Serra.

A entidade regional também solicitada recursos para projetos de construção de miniterminais de integração de transporte coletivo entre os municípios

O presidente do Consórcio ABC e prefeito de Mauá, Marcelo Oliveira, destacou trabalho realizado pela entidade regional para buscar os recursos disponibilizados pelo Governo Federal.

“O governo do presidente Lula está sendo um grande parceiro dos municípios, e o Novo PAC é uma prova disso. Somos referência nacional em planejamento urbano regional e estamos usando toda nossa experiência para pleitear investimentos que vão ajudar os municípios da região a resolver seus gargalos de mobilidade urbana”, afirmou.

O edital para cadastramento de pleitos ao Novo PAC, que prevê investimentos de R$ 65 bilhões em todo o País para áreas como habitação, cultura, educação e infraestrutura, entre outras, foi encerrado no último sábado (11/11).

Foto: Divulgação/Consórcio ABC

Confira as principais possibilidades para os temas da redação do Enem

Repórter ABC – O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está se aproximando, e os estudantes precisam estar preparados para uma possível variedade de temas na redação. Professores e especialistas apontam que questões relacionadas ao meio ambiente, saúde, tecnologia e inteligência artificial são algumas das principais apostas para o tópico da redação no próximo sábado (5).

O meio ambiente é uma das principais tendências. A professora Roberta Panza, da plataforma de estudos Descomplica, destaca a relevância desse tema devido à crescente discussão sobre o clima nos últimos anos. Possíveis abordagens incluem o aquecimento global, mudanças climáticas, educação ambiental e crises hídricas e energéticas.

As mudanças climáticas e seus impactos também estão entre as previsões, uma vez que a conscientização sobre a importância da preservação do meio ambiente é essencial para minimizar seus efeitos negativos, conforme observado pela professora Tatiana Nunes Camara.

A inteligência artificial é outra área que pode ser explorada na redação, dado seu papel cada vez mais relevante na sociedade contemporânea. A discussão sobre seu uso, impactos e a exclusão digital são pontos em potencial.

A saúde também é um tópico provável, com questões sobre obesidade, sedentarismo e seus efeitos na saúde pública. Além disso, o uso de “drogas da inteligência” para melhorar a performance cerebral pode ser abordado, assim como a eficiência da vacinação e a importância do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na esfera da educação, mudanças no ensino médio, alfabetização e evasão escolar no contexto pós-pandemia da COVID-19 são possibilidades. A educação de jovens e adultos e a importância da formação escolar em um país marcado por desigualdades sociais também são temas potenciais.

Além desses, diversos outros tópicos estão na lista de possibilidades para a redação do Enem em 2023, como fake news, bullying, segurança pública, violência policial, combate à fome, questões habitacionais, pessoas em situação de rua, trabalho análogo à escravidão, etarismo, idosos e mães solteiras.

É fundamental que os estudantes estejam preparados para abordar qualquer um desses temas, mas a estrutura da redação é a chave para o sucesso. Os especialistas enfatizam a importância de seguir a estrutura tradicional, com uma contextualização geral, tese bem definida e uma proposta de intervenção social. Independentemente do tema, a estrutura da redação deve ser seguida, com argumentos bem fundamentados e coesão textual.

O Enem 2023 ocorrerá nos dias 5 e 12 de novembro, e as notas obtidas podem ser usadas para ingressar no ensino superior público, concorrer a bolsas de estudo em instituições privadas pelo ProUni e acessar financiamentos pelo Fies. Portanto, a preparação adequada é essencial para o sucesso dos candidatos.